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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Filme de Segunda 87


Cinco Anos de Noivado 
Jackeline Moraes

O longa me chamou atenção pelo elenco ótimo e me manteve na sala de cinema pelo mesmo motivo. Cinco Anos de Noivado quase me fez dormir na poltrona com a falta de humor de qualidade e uma trama que se arrasta por duas horas. 

A proposta é diferente e convidativa: um casal apaixonado que resolve se casar, mas não conseguem devido aos obstáculos impostos pelo destino. Eles se veem obrigados a escolher entre a vida à dois e os sonhos profissionais. Optam pelo segundo e resultado é um amor em risco. 

Os protagonistas são Emily Blunt (O Diabo Veste Prada) e Jason Segel (Ligeiramente grávidos e minha série favorita, How I Met Your Mother). São ótimos atores e esforçaram-se para levar a comédia fraquíssima. 

No decorrer da trama, além das piadas fracas e até de mau gosto, a gente vai cansando. Cansa ver tudo dando errado, cansa ver a paciência do protagonista e cansa a duração do filme. Acho que o filme enrola demais e resolve dissolver todos os problemas nos 30 minutos finais. O problema é que nem sempre o espectador vai aguentar as piadas-vergonha-alheia até a última meia hora pra descobrir como a história poderia ser legal, se fosse mais curta. 

Observei zilhões de clichês de comédias românticas e inúmeros momentos dispensáveis, pela pobreza de texto, de imagens ou de comédia mesmo. 

Enfim, elenco bom e filme ruim. Cabe a você escolher se vale a pena. Para mim, mereceu alguns sorrisos amarelos e um Meia Boca aqui no PoA Geral.

Gênero: Comédia romântica
Duração: 124 min.
Origem: EUA
Direção: Nicholas Stoller
Roteiro: Jason Segel e Nicholas Stoller
Distribuidora: Universal Pictures
Censura: -
Ano: 2012


Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Filme de Segunda 85

Abraham Lincon - O Caçador de Vampiros 
Jackeline Moraes

Confesso que comprei o ingresso sabendo o filme bom que me esperava. Bom, não maravilhoso. Mas vale o show. 

Não sou adepta do 3D, porém, o filme estava passando apenas nesse formato. Me conformei e a curiosidade falou mais alto. Gosto de filmes que misturam lendas urbanas com ficção para causarem mais dúvidas nos espectadores. 

Desde que Lincon morreu, zilhões de mitos cercam a história do ex-presidente. O filme se apropria do misticismo do personagem e cria uma trama cheia de ação e conexões inteligentes. 

Abraham Lincon foi produzido por Tim Burton, por esse detalhe já podemos reconhecer um filme bom. E mais do que isso, um filme extraordinário visualmente. No filme, o presidente tem a missão de livrar o mundo da praga dos vampiros, o verdadeiro motivo por trás da Guerra da Secessão. Fim. Esse é o resumo do filme. De resto, são efeitos belíssimos e cenários incríveis. 

O longa tem um bom ritmo e takes ótimos, mas se eu pudesse dar uma dica - do alto da minha sabedoria - seria: parcimônia com o slow motion. Ele pode destruir com a sequência, ainda que o filme seja em 3D, e mais, pode tornar o filme enfadonho e previsível. Outro ponto negativo são as cenas de ação que, por vezes, são um atentado à inteligência do espectador. 

Mas como disse antes: vale o show. O filme é impressionante em aspectos visuais e tem a trama narrada de uma forma diferente. Para quem gosta do gênero e está procurando um filme para se divertir, aproveitem. 

Dica: atentem para a cena dos cavalos e me digam se a computação gráfica não é demais!

Gênero: Terror
Duração: 105 min.
Origem: EUA
Direção: Timur Bekmambetov
Roteiro: Seth Grahame-Smith, Simon Kinberg
Distribuidora: Fox Film
Censura: 12 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
X Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Filme de Segunda 83

Espelho, Espelho meu
Jackeline Moraes

A estória da doce Branca de Neve ganha traços de humor, espadas e anões “gigantes” em Espelho, Espelho Meu. O filme é uma releitura do clássico e consegue a proesa de ser original, não pender para a sátira e dar vida a (sem sal) Branca de Neve. 

A trama você já conhece, após o rei morrer a inocente órfã fica à mercê das maldades da sua madrasta vaidosa. O diferente aqui, é que a madrasta, muito sarcástica, é a poderosa Julia Roberts, o que dá nuances geniais à personagem. 

Porém, Brance de Neve, desta vez, não ficará esperando pelo princípe. Na adaptação do diretor indiano Tarsem Singh ela ganha espada e aliados sagazes para combater os feitos da rainha. Os anões são espertíssimos. Perca as esperanças de ver o “Atchim” ou o “Zangado”. Nesta estória, eles são pistoleiros e têm artimanhas suficientes para ajudar a princesa sedenta por vingança. 

O longa é muito divertido, utiliza cenários e figurinos para compor imagens ótimas. Inclusive, alguns efeitos são surpreendentes. Vale a pena assistir, não só por ser um clássico, mas também para ter o gosto de ver a princesinha “caindo na real”.

Gênero: Aventura
Duração: 106 min.
Origem: EUA
Direção: Tarsem Singh
Roteiro: Melissa Wallack, Jason Keller
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: livre
Ano: 2012


Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Filme de Segunda 75

Footloose 2011
Jackeline Moraes

Um filme pra família é o Footloose 2011, remake do original de 1984. O musical dançante aborda questões vividas por adolescente e contesta a autoridade dos pais sobre as escolhas dos filhos. O filme pode não ser uma obra, mas conquista seu lugar no Filme de Segunda pela simpatia.

Assim como no filme da década de oitenta, o Footloose lançado no ano passado trata da rebeldia saudável. Rebeldia das ideias, das amarras e não das drogas, do sexo e do rock’n roll. Do amor pela dança e dos temores e conflitos adolescentes.

Ren é um garoto da cidade grande que chega a uma pequena cidade ao sul dos Estados Unidos para se hospedar com os tios. A adaptação não é muito fácil, tendo em vista uma comunidade protestante e totalmente sob as leis do pastor. Que literalmente delibera questões na política da cidade, como proibir danças em público. Após algumas aventuras e encrencas arrumadas pela filha do pastor-ditador, o moço Ren não só fica falado na cidade, como resolve armar um motim entre os jovens para mudar a lei contra os remelexos.

O filme é bem familiar, politicamente correto e longe das babaquices adolescentes americanas. Também é bem morninho, não tem muita ação ou aventura, inclusive, não há nem muita música neste musical (?). Mas os atores convencem (alguns) e o enredo é bem enlaçado. Acredito que o único grave erro deste longa é a época em que ele é vivido. Certamente, em 1984 era bem mais fácil encontrar cidades onde as decisões administrativas eram tomadas desta forma. Porém, em 2012, jovens serem proibidos de dançar? Realmente, é um pouco difícil de engolir, mas viva a fantasia e o nosso querido Filme de Segunda, Footloose.

Gênero: Musical 
Duração: 113 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Craig Brewer
Roteiro: Jon Hartmere e Craig Brewer
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Censura: 10 anos
Ano: 2011


Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Filme de Segunda 72

 Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança
Jackeline Moraes

Um filme tão babaca, mas tão babaca que assisti duas vezes. Tentem entender o que eu digo nas linhas a seguir. Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança traz mais arrependimento do que a ressaca pós balada de sábado.

O filme era pra ser um reboot, como os americanos chamam, trata-se de uma tentativa de recriar o filme a partir de um recomeço. Parece que a estratégia visa esquecer o primeiro filme, com exceção para o protagonista Nicolas Cage, que foi mantido no lamentável papel.
O Motoqueiro Fantasma 2 ganhou toques de trash. Não sei vocês, mas eu não gosto de trash, muito menos com Nicolas Cage e uma história que não é de fato maravilhosa, mas podia ser ao menos divertida. Porém a proposta é tédio total e uma vontade de acabar (desligar) com a tortura o mais rápido possível.

O filme lembra a história de Johnny Blaze, um motoqueiro amaldiçoado após um pacto com o demônio que o transforma em uma figura assustadora, uma caveira flamejante, porém agora ele tem uma missão nova. Blaze é contatado pelo padre Moreau, que diz ter um modo de salvá-lo de seu “problema” se ele conseguir resgatar o jovem Danny Ketch e sua mãe das garras do Diabo e seu assecla Carrigan.

A começar pela historinha aventurinha-mamão-com-açúcar, o restante do filme segue ladeira a baixo. Os efeitos “slow” são usados de forma tão abusivas que cansam, Nicolas está tão terrível que chega a ser cômico quando era pra ser dramático. Enfim, tão ruim que assisti duas vezes porque desisti no meio da primeira tentativa.  Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança  é um fracasso total.

Gênero: Ação 
Duração: 110 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Brian Taylor e Mark Neveldine
Roteiro: David Goyer e Roy Thomas
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 10 anos
Ano: 2012

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
X Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Filme de Segunda 70

12 Horas
Jackeline Moraes

O filme 12 Horas é um suspense bem amarrado que conta com a participação de Amanda Seilfrield e a direção do brasileiro Heitor Dhalia. A história, com pitadas de marasmo, é no mínimo curiosa e ao contrário do que se tem dito, acredito não ser tão dispensável assim.

12 horas não tem motivo para se chamar 12 horas, esse é o único aspecto babaca no filme. Mas de resto, ele responde bem ao gênero do suspense e prende o espectador até a última linha do desenrolar do caso, o que não quer dizer que ele te deixe tenso ou com a adrenalina a flor da pele.

Jill é uma garota sozinha e problemática que vive com sua irmã. Ao voltar do trabalho, Jill encontra a casa vazia e sem sinais de arrombamento, e fica convencida de que o serial killer que a raptou dois anos antes voltou pra terminar o serviço. O difícil é a polícia acreditar, haja vista o problemático histórico mental de Jill.

O filme responde ao mistério, e não quem é o assassino. Isso é inovador, geralmente os suspenses apensa se preocupam em levantar alguns suspeitos e surpreender (ou não) com a revelação do verdadeiro criminoso.

O longa é bem desenvolvido, não tem grandes tomadas ou surpreendentes fotografias, mas compensa na história de uma confusão mental, ou não, isso você descobre no final do filme. Não encontrei muitos clichês e confesso que gostei de ver Amanda Seilfrield em um papel “menos mulherzinha”.

Gênero: Suspense 
Duração: 80 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Heitor Dhalia
Roteiro: Allison Burnett
Distribuidora: Paris Filmes
Censura: 14 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Filme de Segunda 66

O Despertar
Jackeline Moraes

Suspense para animar a segunda! Reconciliando meus amores com filmes de terror/suspense, assisti o novo O Despertar, e aprovei mais um bom filme do gênero. Atentem para o “bom”, e não maravilhoso. A verdade é que a proposta do filme é meio clichê, mas o desenrolar da trama prova que de previsível ela não tem nada.

A história nos envia ao ano de 1921, na Inglaterra. Nossa guia pelas atividades paranormais é Florence, uma cética “caça-fantasmas”, com seus próprios mistérios e assombros bem guardados. Florence (Rebecca Hall) dedica-se a desmascarar charlatões com seus métodos científicos. A moça é uma espécie de Sherlock Holmes dos planos sobrenaturais.

O convite para desvendar um caso em um colégio interno de guris meche com lembranças de Florence, que aceita o caso e embarca na “furada” da sua vida. Contratada pelo professor Robert Mallory (Dominic West), a Caça-fantasmas desvenda os mistérios em poucas armadilhas, mas por questões pessoais, se vê presa ao colégio e começa a questionar o que é real.

A trama tem um enlace de terror psicológico muito bom, os cenário e figurinos dão total condição de luto e suspense. O filme é mais claro que os demais filmes de terror, geralmente é uma escuridão só. Mas mesmo com as “luzes acessas”, o filme pesa a mão no suspense e consegue deixar o espectador tenso. 

Não é um dos melhores suspenses do ano, mas é um filme bom. A criatividade e a trilha sonora clássica de filmes de terror dão um atrativo a mais no filme. Acredito que o grande pecado do O Despertar foram algumas situações desnecessárias, aquelas que olhamos e perguntamos “ok, mas o que isso tem a ver com a história?”. Esse tipo de informação confunde a lógica da trama.

O ponto alto foi o jogo de cenas, o modo como as confusões mentais passam essa ideia ao telespectador me lembrou o clássico dos terrores, O Iluminado. O desfecho também foi bem satisfatório e completamente fora do comum, inteligente e bem esclarecedor. O Despertar, pelo conjunto da obra, é classificado como Bom Filme e ótima opção para assombrar a segunda.

Gênero: Terror e suspense
Duração: 107 min.
Origem: Reino Unido
Direção: Nick Murphy
Roteiro: Stephen Volk e Nick Murphy
Distribuidora: PlayArte Pictures
Censura: 14 anos
Ano: 2011

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Filme de Segunda 64

 A Arte da Conquista
Jackeline de Moraes

Um daqueles que te ganha cena a cena, assim é A Arte da Conquista. O longa conta com doçura e sensibilidade para ganhar o telespectador. E juro que funciona, mesmo sendo completamente contra os filminhos auto-ajuda, A Arte da Conquista me ganhou com a triste história do George. A trama propõe reflexões de forma tão sutil que quando percebemos estamos nos vendo nas crises adolescentes do garoto.

George é um jovem no final do ensino médio nada preocupado com a vida. Ele é um rebelde peculiar, não aqueles que extravasam, bebem e se drogam. Mas um rebelde deprimido, que não vê sentido na vida, já que no final ela nos leva sempre ao mesmo lugar, a morte. Seus dias de aluno indisciplinado se veem com os dias contados quando ele conhece Sally. Uma garota normal, que encara seus problemas de outra forma e, apesar de o achar estranho, convida o novo amigo para novas descobertas. As novidades trazem amigos, paixão, uma vida normal e a utilização da suas habilidades artísticas.

O filme é tão simpático, que pode ser chamado de fofo. Os detalhes de fotografia e figurino foram os que me chamaram atenção, este último reflete bem a personalidade de cada personagem. Inclusive, percebam que o casaco de George faz com que ele pareça carregar o mundo nas costas.

A trama é toda bem desenrolada e chega à arrancar algumas risadas. Gostei principalmente da proposta, o rebelde diferente, o rebelde quase emo, mas sem rótulos. O cara que não encontra lugar no mundo. As reflexões são proporcionais a sensibilidade do espectador, mas asseguro que são muitas. Enfim, filme bem pensado e com trato impressionante sobre o que e fazer com a nossa vida.

Gênero: Drama
Duração: 83 min.
Origem: EUA
Direção: Gavin Wiesen
Roteiro: Gavin Wiesen
Distribuidora: Vinny Filmes
Censura: 12 anos
Ano: 2011
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Filme de Segunda 61

Redenção


Jackeline Moraes

Um filme que chama atenção muito mais pela trama do que por razões técnicas ou grandes nomes. A produção de Marc Forster (007 - Quantum of Solace e Em Busca da Terra do Nunca), que confesso não conhecer muito, conta a história de Sam Childers, um viciado em heroína e recém ex-detento. 

Influenciado por sua esposa (ex-stripper), Sam encontra conforto e solução para seu caráter, em Cristo. Frequentando os cultos, Sam descobre sua vocação e decide fazer algo realmente bom pelas pessoas. Arruma suas malas e compra a briga das crianças do Sudão. Childers constrói um orfanato para órfãos vitimas da guerra civil e ganha o apelido de "pastor da metralhadora".
Muito mais do que um drama real (baseado em fatos reais), Redenção dá uma lição de amor ao próximo. Gerard Butler convence e nos transporta a triste realidade do Sudão, assistir a esse longa sem se sensibilizar com a realidade daquelas crianças é algo impossível.

Foi plausível ignorar todos aspectos fracos e considerar somente a história, que é linda e vale muito. Sam não mede esforços para ajudar o próximo e para aqueles que se entediam com o meu papinho “vamos salvar o mundo”, tem sim, muitos tiros e suspenses.

A trama de forma alguma faz apologia à religiões, que era o que eu imaginava, mas reafirma a solidariedade, o amor pelo ser humano, o fazer o bem sem pensar em recompensas. Embora os críticos tenham sido severos, eu avaliei (do alto da minha sabedoria) como um filme atual e lindo, para ver enxugando as lágrimas e roendo as unhas. A dica do filme de segunda de hoje é uma lição de amor com a medida certa de emoção

Gênero: Ação
Duração: 130 min.
Origem: EUA
Direção: Marc Forster 
Roteiro: Jason Keller
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2011
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Filme de Segunda 59

Sete Dias com Marilyn
De Jackeline Moraes

Sempre quando escrevo as críticas aqui do blog procuro ser o mais direta possível. E não será diferente hoje: INCRÍVEL! Não estaria exagerando se dissesse que a resenha já poderia acabar aqui mesmo. Acabo de resumir para os leitores descrição perfeita do longa.

Sete Dias Com Marilyn é a narração de uma semana vivida ao lado da Musa. O jovem Colin Clark (Eddie Redmayne), aspirante a diretor, retrata com riqueza de detalhes cada olhar de Marilyn Monroe (Michelle Wlliams). A intensa relação vivida pelo jovem e a encantadora atriz é tratada com doçura e sensibilidade.

Michelle Williams está impecável, encarnou bem o personagem que visava não mostrar a Marilyn linda e cheia de vitalidade, e sim a Marilyn sorridente com olhos tristes, a Marilyn na crise dos 30 anos. Para os fãs da Marilyn esse filme é indispensável, para os que não são, vale, pois é um lindo drama simpático. Não apela para mortes, doenças ou tragédias, é triste e melancólico só pelos olhos da protagonista e pela forma como ela é feliz longe de todo o glamour.

Aliás, dizem que era impossível tirar os olhos de Marlyn quando ela estava atuando, que sua beleza era hipnotizadora. Se era assim, Williams entendeu de fato a proposta. Ela está tão encantadora que, por vezes, é impossível prestar atenção em qualquer outra coisa na cena a não ser seus olhos ou seu sorriso. Mas Michelle não leva o filme nas costas, engana-se quem pensa que os créditos são todos dela. O filme é todo bonito, figurinos lindíssimos, as luzes e sombras também são de tirar o fôlego.

Eddie Redmayne atuou tão bem que cheguei a me perguntar: porque nunca vi esse guri em outro filme? Seu olhar de ingênuo e encantado se assemelhou ao meu de embasbacada de tanta beleza no final do filme.

Gênero: Drama
Duração: 99 min.
Origem: Reino Unido
Direção: Simon Curtis
Roteiro: Adrian Hodges e Colin Clark
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 10 anos
Ano: 2011
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Filme de Segunda 55

A Filha do Mal
De Jackeline Moraes

O longa, de William Brent Bell, que dominou a bilheteria dos Estados Unidos chegou ao Brasil e logo passou a ser o segundo mais assistido. O que não garante nem sucesso, nem que os espectadores ficaram satisfeitos. A história de uma fita escondida que só agora vem a público você já conhece, a de que filmes mockumentaries geralmente são sucesso com baixo orçamento também. Fim. Essa é a fórmula do filme.
A Filha do Mal é um daqueles filmes que você espera por algo supersobrenatural, que você fica com esperança de se assustar (notem resquícios de decepção nessa frase). A (lamentável) verdade deste filme é que inicia com tensão, não desenvolve bem, e termina com um tremendo “o que???” da plateia e até arranca umas risadas. A trama conta a saga de Isabella Rossi (a atriz brasileira Fernanda Andrade) à procura das verdades sobre o que aconteceu com a sua mãe, Maria, que em 1989 assassinou três pessoas. Isabella viaja ao Hospital para Criminosos Insanos na Itália, onde sua mãe foi detida, para investigar se ela tem alguma doença mental ou possessão.

Se a tentativa foi parecer com o Atividade Paranormal, não chegou nem perto. A sensação é de um filme feito sem capricho, que até a metade se manteve misterioso, depois virou uma completa bagunça. Não direi aqui que não me assustei, mas a decepção foi numerosamente maior que os sustos. 

O longa provoca tensão e dor, muita dor nos ouvidos. Excesso de gritos não significa que o filme é assustador e sim ensurdecedor, completamente previsível, sem criatividade, sem clímax. O que podemos classificar como elemento surpreendente é o desfecho, ainda que de forma negativa, a trama acaba de forma inusitada. O final do filme gera dúvidas se o filme realmente foi terminado ou se os diretores um dia cansaram de brincar de Atividade Paranormal e foram dormir.

Gênero: Terror
Duração: 83 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: William Brent Bell
Roteiro: William Brent Bell e Matthew Peterman
Distribuidora: Paramount Pictures
Censura: 14 anos
Ano: 2012

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
X Ruim
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Filme de Segunda

Especial Final de Ano
Este é o último Filme de Segunda de 2011. Portanto não comentarei nenhum filme em especial, hoje farei algumas considerações, agradecimentos, observações. Ao longo do ano foram 42 textos, a imensa maioria deles comentando filmes lançados em 2011.
Comecei esta coluna em Novembro de 2010 e é um orgulho muito grande conseguir manter tamanha regularidade e falhar poucas segunda-feiras. Aqui não posso deixar de agradecer minha colega de jornalismo Jackeline Moraes, que em junho passado começou a dividir a coluna comigo. No nosso acordo fica uma semana pra cada um, o que facilita que sejam comentados filmes recentes - que é o que torna a coisa interessante.
Olha aí a lista de filmes lançados esse ano que eu e a Jackeline comentamos:

Acho a lista muito boa, o que acaba tornando as críticas do blog bem boazinhas, pois não se fala mal de quase ninguém! As classificações mais baixas do ano ficaram à cargo da Jackeline, isso talvez porque ela veja mais filmes que eu, portanto a probabilidade de assistir bomba é maior. Da lista,o pior que eu vi foi o nacional Assalto ao Banco Central, que classifiquei como bom filme, mas não é. Fui desgostando do filme conforme escrevia, mas por algum motivo não mudei a classificação que tinha na cabeça antes de começar a escrever. Pra Jacke, o pior foi de A Inquilina, que ela classificou como meia-boca. E aí vasculhando aqui achei o 11-11-11, que ela classificou como ruim! Nem sempre se consegue ser coerente.
O nosso Top 3 ficou parecido, ainda que não tenhamos elencado posição. Pra mim, os grandes espetáculos do ano foram Cisne Negro, Meia Noite em Paris e A Pele que habito. Minha colega de blog concorda com Cisne Negro e Meia Noite em Paris, mas coloca na sua lista o Atividade Paranormal 3, pra ela o melhor da franquia, e que merece o posto pela surpresa que lhe causou.
Contudo, não foram estes os filmes que nos emocionaram. Da lista, chorei com Toy Story 3, O Palhaço e Late Bloomers, todos com histórias lindíssimas sobre a vida. Já a ala feminina da coluna foi pega pelo romance, e se emocionou mais com One Day e Larry Crowne. Dois filmes, aliás, que não vi (ainda), mas já gostei...
Semana que vem já será dia 2 de janeiro de 2012! Com sinceridade, ainda não sei se terá texto novo. Ainda estou analisando o período de férias deste querido blog. A unica certeza é que a coluna semanal sobre cinema vai seguir. E torço para que o saldo seja positivo como é ao final desse ano. Que venha mais um ano de Cinema no PoA Geral!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Filme de Segunda

Contra o tempo
Por Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo ( que escreve sobre cinema para o blog a cada 14 dias)@JackeMores
O filme desta segunda é confuso, não só no desenvolvimento quanto na percepção de quem vos escreve. A ficção científica Contra o Tempo chama atenção pelo elenco composto por: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Brent Skagford, Cas Anvar, e pela pompa da velha história do herói americano.
Trata-se de um soldado (Jake Gyllenhaal) que faz parte de um programa do governo para investigar um atentado terrorista. Ele acorda, é levado para o corpo de um desconhecido, onde é forçado a viver e reviver um acidente de trem até que consiga encontrar o motivador do atentado.
O agente-cobaia Stevens é levado à oito minutos em cada missão para mudar algo na trajetória, descobrir o responsável pelo acidente e nos convencer de que a ficção científica vale a pena. O filme tem ação, romance, heroísmo e clichês... muitos clichês. É verdade que é um filme inteligente e surpreendente, mas ainda parece que fica faltando algo.
O desenvolvimento vai bem, apesar de efeitos especiais difíceis de engolir, a trama não nos cansa e nos mantêm intrigados com a possível solução do caso.
O desfecho não me decepcionou, de forma alguma, mas confesso que esperava mais. A expectativa toda que o filme passou durante uma hora e uns vinte poucos minutos (notem que o filme não se alonga muito, o que diminui as chances de informações irrelevantes) me fez esperar mais do que o apresentado.
Algo que lembra A origem deixa o espectador com a cabeça confusa e um gostinho (bem de leve) de decepção. Mas sem dúvida satisfaz como uma boa ficção científica que discute bem com situações da atualidade.

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Filme de Segunda

One day
Por Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo ( que escreve sobre cinema para o blog a cada 14 dias)@JackeMores
O Filme de Segunda dessa semana é One Day, que começa ótimo, desenvolve-se bem, e termina mal.
Tudo gira ao redor de Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess), dois amigos que se conhecem no dia da formatura da faculdade. Nesta noite, combinam que se falariam todos os dias 15 de julho, data do início da amizade. A história tem início em 1988 e segue até os dias de hoje, pontuada sempre pelos encontros e desencontro do casal. 
O que me chamou muito atenção no filme, em primeiro lugar, a proposta. A ideia do roteiro é algo muito inovador. Um casal que se encontra durante 20 anos no mesmo dia. É simples, mas uma história genial de ser contada. Coisa que os tradicionais romances “água com açúcar” não costumam oferecer.
Além das cidades em que foi filmado contribuírem, e muito, para a beleza do filme, os figurinos chamam a  atenção. Na fotografia, as luzes são muito bem aproveitadas, o que deixa o filme ainda mais romântico e lindo. Esteticamente, nota 10!
Já o desenvolvimento, considerei um tanto confuso. As coisas demoram um pouco a se desenrolar e não tenho muita paciência para diálogos e acontecimentos implícitos.
O desfecho me deixou decepcionada por vários motivos. Acontecimentos de forma espontânea e gratuita. Você está muito feliz lá vendo e filme e BUM, muda completamente o rumo das coisas. O espectador fica  perdido em meio a tudo.
De qualquer forma, o filme é bom, dramático, uma ótima história para se fazer “ooooin” por aí.
PS: O filme era para ter estreado neste final de semana no Brasil, mas acredito que o atraso dos cinemas seja retificado logo. Bom filme, e leve um lenço.

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Filme de Segunda

Os três mosqueteiros
Por Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo ( que escreve sobre cinema para o blog a cada 14 dias) @JackeMores
 Eu tinha jurado que não veria mais filmes clássicos modernizados, no geral eu não gosto e saio da sessão como uma (velha) conservadora: reclamando. Reconheço que, desta vez, me rendi, entreguei minhas armas aos encantos de D'Artagnan.
A história do longa ainda é a mesma: jovem, filho de “ex- mosqueteiro”, cheio de vitalidade, chega a Paris com um sonho na bagagem: tornar-se mosqueteiro. Logo de cara o que D'Artagnan (Logan Lerman) encontra é confusão, e sai desafiando uns desconhecidos por aí. O que o moço não sabe é que seus oponentes são os famosos Mosqueteiros. O aspirante sensação da cidade, além de muito talentoso é teimoso e arrasta os “aposentados mosqueteiros” para mais uma aventura.
O filme tem ritmo e não precisou implorar pela minha atenção. A fotografia é encantadora e as lutas são bem posicionadas para “brincar” com o cenário. Tem humor de qualidade, bem na medida. Pra não acabar o texto sem dar o meu “ar da graça” , vou falar dos defeitos. Acredito que usaram demais as câmeras lentas, tem horas que você acha que os mosqueteiros viraram ninjas, devido ao uso exagerado dos efeitos especiais. Talvez o 3D tenha motivado esse recurso, mas de qualquer forma achei excessivo. Se você espera sangue, muito sangue (como eu), nem se atreva a comprar seu ingresso. Os Três Mosqueteiros destaca as lutas, não as feridas que elas deixam, contudo o show visual defende bem os mosqueteiros. Pelo conjunto da obra vale a pena, apesar de não ser muito inovador e bem previsível, o clássico é cheio de emoção e adrenalina. Você sai da sala com bons sorrisos e querendo ser o mais novo “espadachin”.
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Filme de Segunda

Atividade Paranormal 3
De Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo (escreve sobre cinema para o blog a cada 14 dias) 
Diferente do segundo longa, neste, além da tensão ser constante, os eventos acontecem mais rápido. O primeiro filme foi um sucesso de bilheteria e o barulho que fazia entre os críticos era ensurdecedor, já o segundo não veio com tanta força e até decepcionou alguns fãs dos filmes (eu, por exemplo).
Atividade Paranormal 3 aborda a infância das irmãs Katie e Khristi, com o propósito de expor a origem das assombrações demoníacas. A trama retorna a 1988 para contar a infância assustadora das meninas. E como se não bastassem demônios, assombrações e crianças estranhas, há também um amigo imaginário, Toby. O longa explica as aparições sobrenaturais, claro, tudo isso provocando muitos pulos nas poltronas.
Qualquer coisa além disso, me caracterizaria uma spoiler. O filme tem uma boa história, bem “costurada”, e muitos sustos. E confesso que filmes com crianças me assustam mais. O certo é que de longe é o filme mais maduro da série (de quatro filmes, contando o de Tóquio). Não acredito que este seja o melhor dos três, mas é o mais assustador. Os eventos paranormais começam a aparecer logo e as protagonistas mirins são ótimas. 
Declaro o desfecho um pouco decepcionante, achei muitas coisas subentendidas e no momento em que estou a ponto de ter uma parada cardíaca (devido aos sustos), eu realmente não consigo atrelar os pontos. Surpreendente e de deixar cabelos em pé, o mais assustador dos “atividades” merece todo o meu respeito e as minhas indicações fervorosas.

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)

- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável