Mostrando postagens com marcador rock gaúcho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rock gaúcho. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Com quantos paus se faz Rock and Roll

Talvez o youtube seja o melhor site para se fazer nada! Porém, vez ou outra, encontramos verdadeiras preciosidades no portal onde tudo se vê e tudo se chacota. Essa semana me deparei com um audiodocumentário sobre a mais mítica banda do rock gaúcho, Os Cascavelletes. O documentário é recente, foi postado há um mês, e foi produzido por alunos de jornalismo da UFRGS. Como surgiu, como alcançou o sucesso na cena roqueira, inclusive nacional, como terminou e a recente banda Tenente Cascavel, formada por ex-integrantes. A reportagem da gurizada é completo, muito bem produzido e editado.
Entrevistados: Alexandre Barea, Arthur de Faria, Flávio Basso (Júpiter Maçã), Frank Jorge, Luciano Albo, Mauro Borba, Nei Van Soria e Paulo Inchauspe. 
Locução de Gabriel Hoewell e Luiza Müller.
Roteiro, reportagem e edição de Ana Elizabeth Soares, Douglas Freitas, Gabriel Hoewell, Gilberto Sena, Luiza Müller e Wesley Borges.
Orientação de Cida Golin e técnica de Neudimar da Rocha.
Edição de imagens por Wesley Borges (Bart).
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Vera Loca lança "Parece que foi ontem"

Parece que foi ontem que esta banda querida aqui do pampa lançou seu terceiro álbum, o Vera Loca III. Um CD que mostrou uma banda mais madura, produzida pelo (onipresente) Ray-Z, fazendo um som que não lembrava tando os dois primeiros discos. Mas nem por isso deixando de ser legal. Entretanto, de fato, não parece tanto que foi ontem, não. É que não me contive ao trocadilho, pois Vera Loca III é do final de 2008.
Foi nesta segunda-feira, 5, que a banda lançou virtualmente o novo disco. Também produzido pelo Ray-Z, Parece que foi ontem vem com 15 faixas, e foi gravado e mixado entre janeiro e agosto de 2011. É o quarto disco da banda, que já soma algo em torno de 10 anos de estrada.
Neste quarto trabalho da Vera Loca, a maturidade, o rock bem construido do terceiro álbum, está presente. Porém, algumas faixas me lembraram a Vera Loca dos primeiros álbuns, de um som mais leve na intenção, de acordes mais pegajosos. O que é bom, é natural que se busque referência na sua própria carreira, ainda mais quando se tem 10 anos e três discos na bagagem. Sem dúvida é um mérito da banda. O perigo é se repitir, fazer plágio de si mesmo, mas em Parece que foi ontem a Vera Loca escapa desta armadilha.
Próximo domingo, dia 11, a partir das 18h está prometido pela banda que o disco vai ficar disponível para download gratuíto. Nos próximos dias o disco físico deve estar à venda também, primeiramente apenas no site http://veraloca.com. Por enquanto, é possível ouvir todo o Parece que foi ontem via streaming na página da banda no Facebook, no canal do Youtube e no próprio site oficial dos caras.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O clipe de "Um rei e o zé"

O primeiro disco da Apanhador Só, que leva o nome da banda, lançado em 2010, foi um dos mais aclamados deste ano que passou. O nome da Apanhador Só figurou dentre várias listas de melhores discos do ano. O álbum é realmente excelente, técnicamente muito bom, um indie rock amadurecido de uma banda que já está na estrada há uma penca ano. Banda que ultimamente ganhou o Brasil e faz show e tudo quanto é lugar, como dá para perceber na agenda do myspace, como dá também para ouvir e baixar o disco.

Da Pública, não tive o prazer de ter a minha música preferida do álbum Como num filme sem um fim, a canção Sessão da tarde, clipada. Realizei com a Apanhador Só. Desde a primeira vez que ouvi, o som que mais me bateu foi Um rei e o Zé. Letra e música são de uma preciosidade que chama a atenção, e o clipe ficou bem divertido, muito bem feito e ainda assim simples. Filmado pela Sofá Verde Filmes.

O Rei e o Zé. Mais ou menos como o fodão é o Zé mané. Preste atenção:

 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Em 1957, Jingle Bell Rock e aqui...

É de 1957 o hit de Bobby Helms que toca em 110% dos filmes natalinos americanos e, quiçá, do mundo! Jingle bell, jingle bell, jingle bell rock, jingle bells swing and jingle bells ring.
Em Porto Alegre, 2010. E o rock aqui é da Dingo Bells, e não tem nada a ver com Natal. Mas tem muito a ver com muita coisa, só coisa boa. Da psicodelia mutante ao yeh yeh yeh beatle. A banda, que já está na estrada desde muito antes, lançou seu primeiro álbum ano passado, na finaleira. Entrando fevereiro de 2011 a dentro o disco, homônimo, ainda soa a lançamento.
O álbum já começa bem, pois tem seis músicas, é divertido de ouvir e não cansa. Pra mim, discos de 15, 16, 18 faixas são coisa do passado, a não ser que seja um trabalho muito diferenciado e conceitual. Ainda mais levando em conta o custo de gravar um álbum grande, atualmente é dinheiro que vai e não volta.
Produzido pelo onipresente Ray Z e pela própria banda, o disco trás composições interessantes, não necessariamente com sentido, mas com boas rimas, boa métrica, com uma história diferente quase que em cada frase! Como em Frutos do Mar: "Pro mar.../ Eu vou pro mar catar pepino / E se não der vendo meu carro / Tomo um chá, fumo um cigarro / Faço as cores misturar".

Dingo Bells é um power trio em que todos cantam e tocam vários instrumentos, e isso é excelente, dá um tempero a mais com relação às outras bandas. Dingo Bells é Rodrigo Fischmann, voz/bateria/percussão, Felipe Kautz, voz/ baixo/ guitarra/ stylophone e Diogo Brochmann, voz/guitarra/baixo/escaleta/violão. Os três assinam as composições.
No http://www.myspace.com/dingobellsrock dá pra ouvir e baixar o álbum, no @dingobells dá para seguir a banda e, para ver ao vivo, 21 de março no Opinião, depois os caras saem e tocam em Floripa, Curitiba e São Paulo. Ainda segundo twitter das banda, tem show surpresa em POA semana que vem, não se sabe onde.

Por enquanto, sugiro que fiquem com a boa surpresa que é a Dingo Bells.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Três vezes rock!

Diversão garantida ou seu dinheiro de volta!

Ok, não vão devolver. Mas acho improvável que não seja divertido, no mínimo. Dia 13 d janeiro, no Opinião, vai ser uma grande noite de rock. Um verdadeira celebração à cena roqueira gaúcha - mais especificamente de Porto Alegre e arredores. Quase um resumo de tudo, não querendo diminuir o resto (até porque não acho que sejam realmente as melhores de suas épocas).
Lá dos anos 80, uma das bandas de punk rock mais importantes do Brasil, Os Replicantes. Berço de Wander Wildner, Jime Joe e Gerbase. Banda que, apesar de algumas mudanças de formações, nunca saiu de atividade, e lá se vão quase 30 anos. Dons anos 90, Acústicos e Valvulados, banda importantíssima no cenário do pop rock daqui, com certa projeção nacional. Os Acústicos trouxeram para as paradas das principais rádios gaúchas diversos hits, transitando entre pop, rockabilly e jovem guarda. Da era 2000, a dançante Identidade, de rock sem frescura e com muito groove.
O DVD do show dessas três bandas deve sair na metade do ano. Mas antes da metade do ano, tem dia 13: ao vivo, a cores e a rock.

Gravação do DVD 3x Rock
Bandas: Acústicos & Valvulados, Os Replicantes e Identidade.

Dia 13/01/2011 – quinta-feira

Local: Bar Opinião – POA/RS

Ingressos: R$ 20 antecipados 
Marquise 51 : Av.Cristóvão Colombo, 51- Porto Alegre
Casa da Traça: Av. Independência, 450- Porto Alegre

R$ 30 na hora.   

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Superguidis e Frank Jorge

Dá certo quando grandes empresas no Brasil investem seriamente em cultura. Tem dado certo no cinema, com a produção de filmes bons e bem feitos, tem dado certo com a Natura e seu projeto de subsidiar trabalhos musicais, como o do Arthur de Faria e seu Conjunto, aqui de Porto Alegre.
Taí um iniciativa legal esse Compacto Petrobrás, um projeto de 13 programas que reúnem artistas de um mesmo lugar, com sonoridades distintas mas pontos em comum. O penúltimo programa da série trás os gaúchos Frank Jorge e a banda Superguidis.
O Frank é mestre, não precisa nem falar, grande figura, importantíssimo para o rock nacional. A Superguidis é umas das bandas diferenciadas que surgiram no RS nessa década, das minhas preferidas, com as ótimas letras que conversam muito com o jovem universitário de classe média.
Quase 20 minutos de bom papo e uma jam-session gravada em boa qualidade de áudio, o que ainda não tinha com os dois artistas. Os demais programas do Compacto Petrobrás dá para assistir no site.

domingo, 24 de outubro de 2010

Júlio Reny e os Irish Boys - Bola 8!

O poeta maldito do rock gaúcho continua na ativa e isso é muito legal. Júlio Reny está com 51 anos, 31 deles são de estrada e é interessante constatar que o músico alcançou certa estabilidade na carreira apenas nessa última década. Depois do álbum A primavera do gato amarelo, de 2008, portanto recente - e um bom álbum, inclusive -, Júlio lançou novo álbum esse semana.
Júlio Reny e os Irish Boys - Bola 8 tem muito de country-rock, tem ótimas baladas e as incríveis letras cheias de lamúrias, amores e desamores do cowboy esperitual Júlio Reny. Não é um disco pesado no sentido musical, não é rock de guitarra, mas o que não impede que o guitarrista Oly Jr. se destaque no trabalho. A guitarra do homem que recentemente inventou a molinga-blues é de muita competência e um dos pontos fortes do álbum.
Como fez durante toda sua carreira, Júlio Reny continua com ótimas parcerias. Nesse novo disco, além dos Irish Boys, tem Adriana Deffenti, Arthur de Faria, Márcio Petracco e muitos outros. O álbum foi gravado no estúdio do Thomas Dreher, e produzido pelo próprio Dreher, tem 15 faixas, todas inéditas, e mais ou menos 1 hora de duração. Na Livraria Cultura está à venda por R$ 16,80.
Dia 28, próxima quinta-feira, o cara lança o disco no Bar Ocidente. Neste último sábado esteve no teatro da Livraria Cultura apresentando algumas canções e tocando clássicos num pocket show. Gravei com meu celular uma das melhores música do A primavera do gato amarelo, sendo tocada por ele, pelo Oly Jr. e o baixista Guilherme Wurch. Curtam O segundo fim:
Twitter:

Myspace:

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Yanto Laitano lança novo álbum

O show de lançamento do novo álbum de Yanto Laitano, Horizontes e precipícios, será no Theatro São Pedro, dia 24, portanto na terça-feira, às 21h, com ingressos no local a partir de R$ 20. O álbum tem 12 faixas, a banda é um power trio, sem guitarra, com formação de piano, baixo e bateria.

Em janeiro, Yanto Laitano foi assunto aqui no blog, na sessão Discoteca Blog.

Sobre o show, o músico concedeu entrevista exclusiva ao Correio do Povo nesse domingo. Entre outras coisas, Yanto deu uma pista de como vai ser a apresentação no São Pedro: "O repertório será fundamentado no novo disco, com músicas como "Meu Amor", "Dinheiro no Chão" e "Eu Não Sou Daqui". Terá cerca de 75 minutos de duração. O show foi pensado como um todo, como se fosse uma grande música, com começo, meio e fim. Ensaiamos muito e passei muito tempo elaborando um show que prendesse o espectador do início ao fim. Fizemos uma turnê pelo interior do Estado e por São Paulo. O show tem altos e baixos, alternância para causar interesse ao público. A luz de André Domingues e o cenário de Vicente Saldanha também são participantes do show como um quarto músico. Eles conversam. Tem momentos expressionistas, com matizes em preto e branco. Ele foi todo estudado para ter quebras e ápices."

No twitter, @YantoLaitano foi mais sucinto: "Terça vai ser fooooda !! Caras, esse show vai ser mesmo foda (sem esse negócio de modéstia). Não percam."

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Rock e novidades

Essas últimas semanas têm borbulhado coisas novas no cenário da música aqui de Porto Alegre. A gurizada está trabalhando, gravando disco, gravando clipe, fazendo muitos shows.  Dia 5 deste julho gelado, a Pública postou no Youtube o videoclipe da música 1996, segunda música do segundo álbum da banda que é clipada. O clipe já foi trilha aqui no blog, inclusive. Aí está:

Dois dias depois, portanto no dia 7, foi a vez da Cartolas postar novo clipe. Partido em franja é a primeira música do segundo trabalho da banda que vira vídeoclipe. Confira:

Novidade também traz a Gulivers, que lançou seu álbum de estreia essa semana. A banda, que está na ativa desde 2005. lança o Em boas mãos, com a produção de Ray-Z, e por um selo lá de Bauru, o Pisces Records. No http://www.myspace.com/guliversrock dá para ouvir o álbum inteiro, no site da Livraria Cultura dá também para comprar o Em boas mãos pelo preço ótimo de R$ 15,20.

Outra banda que também está há bastante tempo na ativa, não sei precisar ao certo desde quando, mas já deve ter seus 4 ou 5 anos de idade, e está lançando seu disco de estreia só agora é a Apanhador Só. O álbum é homônimo à banda, quem assina a produção é o Marcelo Fruet. Um disco que tem um trabalho gráfico lindíssimo, assinado por Rafael Rocha, daqueles que vale a pena comprar, mas pode ser baixado no site da banda ou ser ouvido no Myspace.

domingo, 18 de julho de 2010

Valentinos ROCK

A Valentinos surgiu no começo de 2008, em Porto Alegre. Os caras fazem rock, mas nada de rock curto, grosso e direto. Fazem bom rock, com letras e melodias bem construídas. Com um vocal quase rouco, quase suave; no ponto. Com piano (orgão e sintetizador), e qualquer banda com piano merece, pelo menos, uma atenção especial, pra não dizer respeito. Valentinos merece respeito.

Em maio lançaram pelo selo Beco 203 Discos seu primeiro álbum, Avante, com a produção do onipresente Ray Z - o cara que produz 11 em cada 10 bandas gaúchas. O disco tem onze faixas, é muito bom e dá para ouvir na íntegra no Myspace da banda.

Tenho escutado muito Valentinos ultimamente. Dia 13, dia mundial do rock (e do frio, em Porto Alegre), fizeram show na estação do metrô do Mercado Público. Passei por ali para ir na Unisinos, pude assistir a uma música e meia. Uma pena. Pena mesmo é terem me pego de surpresa, sem módicos dez reais para comprar o Avante.

Mas, o importante é escutar o britânico rock portoalegrense da banda Valentinos. Coisa bem feita, da boa safra gaudéria que tem Pública, Cartolas, entre outras. Não é rock gaúcho; é ROCK de gaúcho.


domingo, 4 de julho de 2010

Superguidis 3

Se no primeiro EP, em 2003, eles cantaram que “George Bush não usa Karl Marx; Hendrix nao usa Clapton; Congresso não usa honra; E ingleses não usam mullets”, a Superguidis agora afirma no encarte do seu terceiro disco: não usa auto-tune! Um dos motivos que faz com que o rock dos guris de Guaíba continue tão verdadeiro, tão urbano, tão bom.

O terceiro álbum da Superguidis só reafirma a qualidade da banda. Uma espécie de volta por cima depois de um segundo disco que dividiu opiniões. A “zé gracisse” já não está tão presente nas letras de Andrio Maquenzi e Lucas Pocamacha, mas as guitarras continuam se sobressaindo maravilhosamente bem. Melhorou a capacidade de transformar em rock o cotidiano do jovem que pega ônibus, metrô ou bicicleta, tem de arranjar tempo para estudar, namorar, trabalhar e lembrar dos amigos.

O começo macio com a balada Roger Waters seguido da explosão das guitarras em Não fosse o bom humor é um cartão de visita fantástico, não poderia ser melhor. Por fim, como não se entregar a um disco que encerra da seguinte forma, com a música Aos meus amigos: “Aos meus amigos toda a acidez de um abraço embriagado/ E a simplicidade de quem tem um par de tênis furado/ Melhor assim, que eu não estou só, melhor assim.”

É o álbum que baixei quando caiu na iternet. É o cd que comprei quando saiu nas lojas.