Mostrando postagens com marcador suspense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador suspense. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Filme de Segunda 119

Tese sobre um Homicídio


Cinema argentino é sempre muito bom, intimista, com roteiro bem elaborado e atuações muito seguras e aplicadas. Não é diferente com Tese sobre um Homicídio. Assim como não é diferente também o seu protagonista: Ricardo Darín. Sempre ele, sem dúvida nenhuma o maior astro do cinema argentino e um dos grandes do cinema latino. Darín está longe de ser problema, obviamente ele não faz parte do elenco de todos os filmes produzidos na Argentina, mas sem de 99% dos filmes hermanos que chagam ao mercado brasileiro. Isso é ruim, emburrece o público e desgasta o artista.

Entretanto, por incrível que pareça, Darín não se torna repetitivo. O excelente ator sempre consegue executar ótimos trabalhos e contribuir com a publicidade de grandes películas. Ricardo Darín chama bilheteria, não a um nível hollywoodiano, mas chama. Por isso, o cinema argentino só chega ao circuito nacional dessa forma. É uma pena, deveria vir por outros meios também.

Tese sobre um Homicídio é um thriller policial com um certo suspense. É dos mesmos produtores do excelente O Segredo de Seus Olhos, porém está um degrau abaixo no nível de execução e qualidade de trama. Contudo, é um bom filme, que segura e envolve o espectador.


Roberto, personagem de Darím é um respeitado advogado criminalista, que há muito tempo apenas dá aula e escreve livros. E uma de suas novas turmas acaba conhecendo Gonzalo, aluno inteligente e provocador, filho de um antigo amigo. Enquanto Gonzalo tem uma postura de idolatria e ao esmo tempo contestação, Roberto nutri um espírito investigador e, ao mesmo tempo, descrente no sistema.

Em uma das aulas, uma moça é assassinada no pátio da universidade. O crime acaba chamando muito a atenção dos dois personagens. O professor o que desvendar, já o aluno pretende escrever seu trabalho de conclusão de curso sobre o crime em questão.

Em Tese sobre um Homicídio o diretor Hernán Goldfrid faz um trabalho muito interessante, conseguindo amarrar muito bem as situações e chamando o espectador para dentro do ministério. Assim como o professor Roberto, também passamos a desconfiar de Gonzalo como o autor do homicídio. O final realmente fica devendo visto o restante do filme, todavia não podemos desmerecer todo um trabalho bem executado que, infelizmente, não obteve um fechamento condizente.

Gênero: Suspense
Duração: 106 min.
Origem: Argentina, Espanha
Direção: Hermán Goldfrid
Roteiro: Patricio Vaga
Distribuidora: Califórnia Filmes
Censura: 14 anos
Ano: 2013
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Filme de Segunda 81

O Corvo
Jackeline Moraes

Um suspense convincente é a nova produção de James McTeigue. Depois do V de Vingança, de 2006, o diretor se lança em um filme com traços de Sherlock e algumas boas apostas. O Corvo conquista pela proposta, nos ganha nos crimes e perde pela previsibilidade.

Um perigoso serial killer se inspira nas obras de Edgar Allan Poe para matar, e o próprio poeta é envolvido na trama para solucionar os casos. O longa também é baseado nos últimos cinco dias da vida de Edgar Allan Poe, cuja verdadeira morte até hoje é um mistério.

O filme se esparrama entre suspenses e crimes inteligentíssimos, mas só isso não se faz suficiente frente à calmaria das sequências. Acredito que a grande aposta de O Corvo está na trama completa e não apenas enfocada no serial killer. O filme nos prende não só pela identidade do assassino como pela sequência dos crimes, que estão sempre ligadas aos poemas de Edgar. 

Rezam as especulações que o filme teve um orçamento modesto. Isso ficou visível pelos poucos recursos gráficos, mas todo o clima de thriller compensa. O longa tem alguns pontos bem fracos e, às vezes, é um pouco forçado. Porém, gostei da atuação do John Cusack e, tanto ambiente, quanto figurinos, ficaram adequados ao séc XIX. Enfim, não é uma obra, mas é um suspense suficientemente bom para entreter em momento de tédio.

Gênero: Suspense
Duração: 111 min.
Origem: EUA, Espanha e Hungria
Direção: James McTeigue
Roteiro: Ben Livingston e Hannah Shakespeare
Distribuidora: Paris Fimes
Censura: 14 anos
Ano: 2012


Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Filme de Segunda 77


Medo da Verdade
Jackeline Moraes

Um filme que não é novo, é verdade, mas convence o suficiente para estar no Filme de Segunda. A trama não é tão inédita, mas a estória é criativa. Apesar de às vezes a trama parecer perder tanto os pés, quanto a cabeça, o conjunto da obra é bom.

Não sei se posso chamar Medo da Verdade de filme B, mas certamente não podemos nomeá-lo como a pérola hollywoodiana. Porém, mesmo não contando com grandes interpretações e com super efeitos, o filme emenda boas sequências. E sem sacrifícios, nos mantém atentos do início ao fim.

Trata-se da estória de um casal de detetives particulares, Patrick Kenzie (Casey Affleck) e Angie Gennaro (Michelle Monaghan), que seguem as pistas para desvendar um misterioso sequestro. Na trama, o casal é contratado para procurar uma menina de 4 anos que foi raptada. Porém a transtornada mãe da criança tem alianças com criminosos e o crime fica cada vez mais complexo. Entre as estrelas do elenco estão ainda Ed Harris e Morgan Freeman.

O filme é do diretor Ben Affleck (sim o ator de Pearl Harbor). Ele já havia trabalhado como roteirista e inclusive galgou um Oscar em 1998 pelo filme Good Will Hunting. O filme parece bom desde o começo, é ágil e nos mantém ligados. A trama toda iria bem se não fossem as mil reviravoltas, que por vezes até subestimam a inteligência do espectador.

As atuações, de um modo geral, são fracas. Mas considerando que o filme tenta ser surpreendente (e realmente é) está valendo. Também não tem grandes cenários, boas fotografias ou recurso visual maravilhosos. É um filme simples e completo. Confesso que estava difícil, mas me decidi! Gostei, aprovo e recomendo. Diretor novo e proposta nova sempre terão um lugar ao sol e na coluna do Poa Geral.

Gênero: Suspense
Duração: 116 min.
Origem: EUA
Direção: Ben Affleck
Roteiro: Aaron Stockard e Ben Affleck
Distribuidora: Não definida
Censura: 14 anos
Ano: 2007
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Filme de Segunda 70

12 Horas
Jackeline Moraes

O filme 12 Horas é um suspense bem amarrado que conta com a participação de Amanda Seilfrield e a direção do brasileiro Heitor Dhalia. A história, com pitadas de marasmo, é no mínimo curiosa e ao contrário do que se tem dito, acredito não ser tão dispensável assim.

12 horas não tem motivo para se chamar 12 horas, esse é o único aspecto babaca no filme. Mas de resto, ele responde bem ao gênero do suspense e prende o espectador até a última linha do desenrolar do caso, o que não quer dizer que ele te deixe tenso ou com a adrenalina a flor da pele.

Jill é uma garota sozinha e problemática que vive com sua irmã. Ao voltar do trabalho, Jill encontra a casa vazia e sem sinais de arrombamento, e fica convencida de que o serial killer que a raptou dois anos antes voltou pra terminar o serviço. O difícil é a polícia acreditar, haja vista o problemático histórico mental de Jill.

O filme responde ao mistério, e não quem é o assassino. Isso é inovador, geralmente os suspenses apensa se preocupam em levantar alguns suspeitos e surpreender (ou não) com a revelação do verdadeiro criminoso.

O longa é bem desenvolvido, não tem grandes tomadas ou surpreendentes fotografias, mas compensa na história de uma confusão mental, ou não, isso você descobre no final do filme. Não encontrei muitos clichês e confesso que gostei de ver Amanda Seilfrield em um papel “menos mulherzinha”.

Gênero: Suspense 
Duração: 80 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Heitor Dhalia
Roteiro: Allison Burnett
Distribuidora: Paris Filmes
Censura: 14 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Filme de Segunda 66

O Despertar
Jackeline Moraes

Suspense para animar a segunda! Reconciliando meus amores com filmes de terror/suspense, assisti o novo O Despertar, e aprovei mais um bom filme do gênero. Atentem para o “bom”, e não maravilhoso. A verdade é que a proposta do filme é meio clichê, mas o desenrolar da trama prova que de previsível ela não tem nada.

A história nos envia ao ano de 1921, na Inglaterra. Nossa guia pelas atividades paranormais é Florence, uma cética “caça-fantasmas”, com seus próprios mistérios e assombros bem guardados. Florence (Rebecca Hall) dedica-se a desmascarar charlatões com seus métodos científicos. A moça é uma espécie de Sherlock Holmes dos planos sobrenaturais.

O convite para desvendar um caso em um colégio interno de guris meche com lembranças de Florence, que aceita o caso e embarca na “furada” da sua vida. Contratada pelo professor Robert Mallory (Dominic West), a Caça-fantasmas desvenda os mistérios em poucas armadilhas, mas por questões pessoais, se vê presa ao colégio e começa a questionar o que é real.

A trama tem um enlace de terror psicológico muito bom, os cenário e figurinos dão total condição de luto e suspense. O filme é mais claro que os demais filmes de terror, geralmente é uma escuridão só. Mas mesmo com as “luzes acessas”, o filme pesa a mão no suspense e consegue deixar o espectador tenso. 

Não é um dos melhores suspenses do ano, mas é um filme bom. A criatividade e a trilha sonora clássica de filmes de terror dão um atrativo a mais no filme. Acredito que o grande pecado do O Despertar foram algumas situações desnecessárias, aquelas que olhamos e perguntamos “ok, mas o que isso tem a ver com a história?”. Esse tipo de informação confunde a lógica da trama.

O ponto alto foi o jogo de cenas, o modo como as confusões mentais passam essa ideia ao telespectador me lembrou o clássico dos terrores, O Iluminado. O desfecho também foi bem satisfatório e completamente fora do comum, inteligente e bem esclarecedor. O Despertar, pelo conjunto da obra, é classificado como Bom Filme e ótima opção para assombrar a segunda.

Gênero: Terror e suspense
Duração: 107 min.
Origem: Reino Unido
Direção: Nick Murphy
Roteiro: Stephen Volk e Nick Murphy
Distribuidora: PlayArte Pictures
Censura: 14 anos
Ano: 2011

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Filme de Segunda 53

A Casa dos Sonhos
De Jackeline Moraes

Parece que deixamos meio perdido no caminho de 2011 o filme A Casa dos sonhos, que estreou em novembro. Um filme bem aproveitado e diferente, merecendo não só a coluna de segunda, como também um destaque nas locadoras.

A trama conta a história de um editor confuso e misterioso que vai para a cidade isolada morar com sua linda família na casa nova. Até aí tudo igual, mesmo clichê de qualquer casa assombrada. Porém, o filme se vende quando tudo que acontece é bem diferente do que esperamos. É verdade que os acontecimentos não são muitos, os sustos também, mas o enlace da história é surpreendente.

A Casa dos Sonhos tem como protagonista Will Atenton (Daniel Craig), que compôs bem o personagem, desde o tom de voz usado até o figurino, nos mantém ligado no mistério. A linda família começa a ser perseguida por vizinhos e descobre que a nova residência foi palco para uma chacina. 

O filme pode não conter grandes assombros, mas garante a fumacinha saindo da cabeça para entender o longa. Inclusive encontrei algumas referências de Ilha do medo (que, proposito, é um dos meus favoritos).

Pra começar o ano com boas indicações, a proposta de A Casa dos Sonhos me convenceu. O filme é o eleito para estrelar no meu primeiro Filme de Segunda de 2012.

Gênero: Suspense
Duração: 92 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Jim Sheridan
Roteiro: David Loucka
Distribuidora: Warner Bros.
Censura: 14 anos
Ano: 2011
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Filme de Segunda

A pele que habito
O novo filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar já está em cartaz há algumas semanas. Caso você não queira perder um dos melhores filmes do ano, vá logo ao cinema. Caso você goste de terror e suspense, mas não engole muito monstros ou se incomoda de levar sustos a cada 5 minutos, não deixe de assistir A pele que habito.
Almodóvar volta afiado depois de lançar em 2009 um pouco aclamado Abraços Partidos. O novo filme do espanhol é uma adaptação do livro Tarantula, do escritor francês Thierry Jonquet. Uma boa oportunidade para Almodóvar fazer uma grande homenagem ao cinema de terror, com o clássico médico/cientista louco, que faz experiências na sua mansão.
O personagem de Antônio Banderas é um cirurgião plástico que trabalha na criação de uma pele artificial, mais resistente que a pele humana. Além disso, vive o transtorno de ter perdido a esposa e a filha. Mais que isso não posso contar.

A trama de A pele que habito é um mistério desde o início. E desde o início segredos vão sendo revelados. A cronologia do filme, certa hora, parece confusa, a história vai e volta no tempo, porém tudo fica muito claro no final. A cada cena Almodóvar nos dá motivos para não tirarmos os olhos da telona.

Se o suspense fica por conta dos enigmas da mansão do Dr. Robert Ledgard, o terror não está no filme. O terror está na platéia, no mal-estar que toma conta do espectador. A coisa só piora, e como Almodóvar tem o talento de tornar factível suas bizarrias, ficamos mais vulneráveis à trama de A pele que habito.

Classificação PoA Geral 
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Filme de Segunda

Super 8
De Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo (escreve para o blog a cada 14 dias) 
Quando esperamos muito por algo, nós temos mais chances de nos decepcionar devido a tamanha expectativa que colocamos naquilo, certo? Errado. Pelo menos não para Super 8, que superou todas as minhas expectativas.
J.J. Abrams não me deixa dúvidas da sua genialidade ao produzir uma das minhas séries favoritas, Fringe. Ele também foi o produtor e diretor de Lost e, convenhamos, ele tem a dosagem do suspense. Não me perdoaria se não falasse do Spielberg, produtor de Super 8, que adicionou todas as suas particularidades ao longa, deixando-o mais instigante ainda.
Essa combinação J.J. Abrams e Spielberg deu tão certo que o filme consegue ser divertido e misterioso. E por falar em mistério, Abrams pesa a mão no suspense e nos deixa presos aos segredos até o final.
Super 8 conta a história de um grupo de adolescentes da década de 70 que está gravando um filme de zumbi, com uma câmera super 8. Presenciam e gravam um acidente de trem das forças armadas, e de dentro de um vagão algo enigmático escapa. O mistério do acidente abre viés para ficção cientifica e até teorias da conspiração.O filme é nostálgico, mas não dramático demais, todos os detalhes cronológicos são coerentes, a fotografia me deixa sem palavras, muitas luzes e contrastes. 
Os efeitos especiais são de boa qualidade e só pra não deixar de dar meu pitaco amargo, confesso que me decepcionei um pouquinho com a “revelação do mistério”, mas foi bem pouquinho mesmo. O elenco é completamente competente, surpreendente a atuação da Elle Faning, suas expressões faciais são muito convincentes. O grupo de jovens não nos deixa distante da diversão adolescente e dos calafrios do primeiro amor. E tudo isso regado a muito mistério e suspense.(É mole??)
Considerei um dos melhores filmes que eu vi em 2011. E podem contar que me encontrarão essa semana por alguma sessão por aí, pois esse filme deve ser contemplado mais de uma vez.
(nota do editor: não assista ao trailer, apenas assista ao filme.)*

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)

- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Filme de Segunda

A Inquilina
De Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo (escreve para o blog a cada 14 dias)
A Inquilina pode ser classificada de cara como um tremendo desperdício. Uma trama que conta com grandes nomes do cinema como Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan e Christopher Lee deveria ser no máximo mediana, e não dispensável como esta.
Hilary Swank interpreta uma médica recém separada em busca de um apartamento, encontra-o com baixíssimo preço no brooklyn e com uma vista impressionante. Além disso, o locador bonitão não poupa charmes nem mistérios para envolver a nova inquilina. Ao longo do filme o proprietário se mostra um psicopata ao observar e intimidar a médica.
Como podemos ver logo na sinopse, não há nada de muito inovador, portanto já estamos esperando ser surpreendidos de alguma forma, adianto, isso não acontece. 
Os livros servem para que nos arrastemos durante algum tempo, imaginemos cada cena, reparemos em cada minúcia. Um filme deve nos prender nas sequencias, no ritmo, na trilha, na fotografia e em tantos outros aspectos, afinal ele tem apenas 1h e alguns minutos para nos contar uma boa estória.
A inquilina conta com um diretor estreante (o finlandês Antti Jokinen) e um bom elenco, não sei se a trama me desencantou mas a atuação de Hilary Swank foi mecânica, talvez nem parecesse ela. Enfim, tudo demora a acontecer e quando há suspense demais num filme, fico com a impressão de que ele foi mal desenvolvido. E então não é mais mistério, é tedioso. 
Talvez se você não for tão criterioso (chato) quanto eu, até goste. Podem me chamar de ácida nesta segunda, mas A inquilina deixa bastante a desejar e até irrita com a velha brincadeirinha de gato e rato.
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)


- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
X Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Filme de Segunda

O ritual
De Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo (escreve para o blog a cada 14 dias)
Tenho duas confissões a fazer, a primeira delas é que não tenho tido muito tempo para ir ao cinema, isso explica o por quê deste filme, que é lançamento, mas de locadora. A segunda é que não tenho tanta fé na minha imparcialidade quanto a filmes com o Antony Hopkins, sempre acho suas atuações extraordinárias, mas prometo fazer o possível.
O ritual é baseado em um livro escrito por um jornalista que conviveu com padres “aprendizes” de exorcistas, e só isso já adiciona um pouco mais realidade ao filme. Michael Kovak (Colin O’Donoghue) vive um seminarista decidido a não seguir os passos de seu pai, dono de uma funerária. Porém para seguir a carreira sacerdotal é preciso mais que vontade, é preciso antes de tudo ter fé e isso Michel esqueceu de levar para o seminário.
Diante de todo o ceticismo do jovem padre, seus superiores o encaminham ao Vaticano para estudar a prática do exorcismo. Entretanto, além da falta de fé, o conhecimento em psicologia também atrapalha seus estudos, cegando-o de racionalidades. Como tentativa de convencê-lo que as possessões eram reais, o enviam ao Padre Lucas (Antony Hopkins), o “pai dos exorcismos não ortodoxos”. Junto de Lucas, ele vive experiências assustadoras que o fazem questionar o que realmente é real.
Quanto a trama, é ótima, tem surpresas e sustos e ainda foge do tradicional filme de exorcismo, escapa quase ileso dos clichês, o contexto geral é bem interessante pois propõe reflexões sobre família, religião, fé etc. Quanto as atuações, achei o Colin O’Donoghue talvez um tanto apático, enquanto Hopkins enchia a telona de mistérios e suspenses, mas também há alguns traços de humor desnecessários.
Mikael Håfström (1408, filme de 2007) é o diretor do longa, que me surpreendeu e me fez pular no sofá algumas vezes. O ritual já está nas locadoras e vale cada unha roída.

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)

- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Filme de Segunda

O poder e a lei
Recém entrando no circuito nacional de cinema, O poder e a lei, do diretor Brad Furman, não tem a repercussão que merece. Ou alguém aí já ouviu falar desse filme, lançamento de 2011 mesmo? Não falamos de nenhuma obra-prima que não se possa perder, mas de um bom filme policial que garante duas horas absoluta atenção na telona.
Há algum tempo não se via um filme policial desse quilate. Aliás, um filme policial e de tribunal, com uma levada meio final dos anos 80, começo dos 90. Crimes na periferia de Los Angeles, black music, corrupção policial, advogados falastrões e playboy endinheirado gastando os tufos para não ir preso. Nessa levada, com uma fotografia cheia de close-ups e um suspense quase eminente, Brad Furman faz sua boa adaptação de Advogado de Porta de Cadeia (publicado pela Editora Record no Brasil), livro de Michael Connelly.
O filme tem um elenco muito interessante, daqueles que vale a pena ver trabalhando juntos. Tem Marisa Tomei, Willian H. Macy, John Leguizamo, entre outros. Mas o destaque é o protagonista Matthew McConaughey, muito competente e convincente no papel desse anti-herói que é o seu personagem, o advogado de ética discutível Mick Haller.
Mick Haller não poupa esforços para ganhar dinheiro de seus clientes e nem para os livrar das mais duras penas. É um cara que está dentro do sistema, sabe como funciona e tem seus truques na manga. Quando vai defender um jovem ricaço da acusação de estupro e espancamento de uma prostituta, acaba desenterrando um antigo caso da sua carreira e descobrindo informações que pões sua vida e da sua família em risco. Haller se vê obrigado a rever alguns de seus conceitos na profissão, aos mesmo tempo que não consegue deixar de ser o bom e velho Mick Haller.
O poder e a lei, como todo filme de tribunal, revela boa trama e bons diálogos, e consegue prender o público nas suas quase duas horas de conspiração, ação e suspense.
Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Filme de Segunda

Pânico 4
Pode alguém que não assistiu Pânico 1, 2 e 3 ir ao cinema assistir ao Pânico 4 e se divertir? Pelo visto pode, sem problema algum. Foi o meu caso, e foi umas das sessões de cinema que mais me divertiu. Mesmo a franquia Pânico não sendo comédia, tem muito de humor em seus quatro filmes, o que garante muita risada como um brinde que vem junto com os diversos sustos, as inúmeras facadas e os incontáveis litros de sangue.
O ghostface volta às telonas depois de 11 anos e de uma proposta financeira suculenta para o diretor Wes Craven e o roteirista Kevin Williamson voltarem a trabalhar na franquia. Craven é um dos grandes nomes do terror/suspense, dá para dizer que revolucionou o gênero duas vezes: A hora do pesadelo (1984) e Pânico (1996). Williamson trabalhou nos dois primeiros com o diretor, não roterizou o terceiro (e mais criticado), e agora volta para escrever a nova trama de Pânico 4.

O que se conta é que esse quarto filme tem mais humor e mais sangue que os três primeiros. Se passa dez anos depois de Pânico 3, tem toda uma nova geração de jovens na cidadezinha de Woodsboro, a maioria muito fãs da franquia de filmes que contam a história da série de assassinatos que aconteceram na cidade. É como se fosse o filme dentro do filme.

Olha quantos méritos tem Pânico 4. Consegue ter uma trama de suspense bem amarrada e atual, com as redes sociais e o aparelhos eletrônicos móveis bem presentes e importantes na história. Consegue fazer rir com várias piadas bem encaixadas. Consegue debochar de si mesmo, fazendo piada com muitos dos clichês de filmes de terror. Consegue homenagear a série, e isso é incrível, trazendo de volta personagens antigos, como a Sidney Prescott e o Xerife Dewey Riley, ainda recria e reinventa os passos de ghostface do primeiro Pânico.
Senhoras e senhores, Pânico 4 é Wes Craven se divertindo, divertindo a valer, assustando também e, de novo, fazendo história no cinema. Não dá para perder, mesmo quem ainda não viu nada da série. Nunca é tarde para começar, nem que não seja do começo.
Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável