Após toda a Copa do Mundo em que o Brasil não vence surge o mesmo papo: renovação. Afinal, é preciso renovar, buscar novos jogadores e resgatar o espírito brasileiro de jogar futebol convocando atletas que tenham orgulho de defender seu país.
Um belíssimo papo furado. Este é um dos erros crassos da nossa maneira de fazer futebol. Buscar a renovação a cada quatro anos sacrifica boas gerações e dificulta a criação de uma equipe propriamente dita, que tenha sentido coletivo e mescle experiência e juventude. Portando, Dunga, Gilmar Rinaldi e CBF erram quando falam apenas em renovação. Erra também quem cobra isso deles. A Seleção não precisa de renovação, ela precisa de continuidade e ajustes.
A palavra correta é reestruturação. Mas aí em uma esfera muito maior, que não se detém apenas no que é gerir uma seleção de futebol de um país. A Confederação Brasileira de Futebol precisa oxigenar suas práticas. Buscar a profissionalização nos mais variados setores, como o da arbitragem, por exemplo. Precisa abrir os cofres e investir de forma razoável na organização de campeonatos menores que permitam a boa saúde dos clubes de pequeno porte, auxiliar na manutenção e estruturação da base e promover cursos preparatórios com real estofo e valor técnico. Ouvir o Bom Senso FC, aderir ao fair play financeiro e repensar o calendário do futebol nacional.
Aos clubes grandes, é preciso cobrar da mesma forma. Essas agremiações poderosas precisam também se reestruturar. Além de profissionalizar a maneira de gerir o clube, é de suma importância que saibam atuar juntos fora do gramado, o que implicaria na criação de uma liga independente, nos moldes do falecido Clube dos 13. Uma liga para negociar, sobretudo, uma divisão mais equilibrada das verbas de televisão e que busque se desgarrar dos braços da Rede Globo e das Federações, defendendo o interesse dos clubes não de forma individual, mas visando o bem comum das instituições.
Isso vai muito além de uma renovação na Seleção Brasileira.
Aliás, Dunga como treinador e Gilmar Rinaldi como coordenador pouco difere do que vimos na última comissão técnica que tinha Felipão de técnico e Parreira um cargo acima - ainda que não parecesse. Por que escolher Dunga?
Não que tivesse feito mal trabalho em termos de resultado de campo na sua passagem, de 2006 a 2010. Mas o fato é que o novo (velho) técnico não deixou legado nenhum durante sua passagem pela Seleção Brasileira. Convocou pensando irrestritamente naquele momento, ignorando que em 2014 jogaríamos uma Copa do Mundo em casa e precisaríamos de uma equipe mais experiente. A culpa não é toda dele, evidente que faltou planejamento de instâncias maiores. Algo que esperamos que Gilmar Rinaldi seja capaz de comandar durante sua gestão.
Renovação
Da Copa de 2010 para a de 2014, cinco jogadores seguiram na Seleção: Julio Cesar, Thiago Silva, Maicon, Daniel Alves e Ramires. É um número baixo, ainda mais se considerarmos que nomes como Marcelo, Hernanes, Neymar e Victor poderiam estar no grupo. Outros nomes, naquele momento, também poderiam ser lembrados e, quem sabe, teriam uma trajetória diferente na carreira. Alexandre Pato e Paulo Henrique Ganso, sobretudo.
Mesmo após a catástrofe do 7 a 1 para a Alemanha na semifinal e a derrota de 3 a 0 para a Holanda na decisão de terceiro lugar, não é a hora de começar uma equipe do zero. Dos 23 convocados de Luiz Felipe Scolari para disputar o mundial no Brasil, pelo menos 12 podem servir de base para o novo trabalho do técnico Dunga. Da defesa ao ataque, são eles: Victor, Daniel Alves, Marcelo, Thiago Silva, David Luiz, Luis Gustavo, Fernandinho, Paulinho, Oscar, Willian, Neymar e Bernard.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014
Renovação X Reestruturação
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Descontos a uma Seleção que suou, mas mereceu vencer
Não marcaria o pênalti sobre Fred. O centroavante canarinho forçou e o juiz caiu - não literalmente, como de fato fez o atacante. Mas é do jogo, e sempre foi. Tenho a nítida impressão, aliás, que o Brasil chegaria à virada naturalmente, mesmo com todas as dificuldades impostas pela boa seleção croata.
E Copa do Mundo não é Copa das Confederações. O peso é outro, a responsabilidade é o dobro, o triplo, o hexa. O time de Felipão estava tenso, não por menos: jogar em casa é complexo. Se tem o apoio da torcida, fator absolutamente positivo; porém, se ganha uma obrigatoriedade desumana de conquistar a vitória. E mais que a vitória, é preciso dar show.
Se for, não vai ser dando show. Vai ser basicamente assim, pro gasto, como contra a Croácia. Com Neymar mais protagonista que galã de novela das nove, e protagonista porque sabe ser, tem bola pra ser. E foi, de novo. Mas tivemos Oscar roubando a cena, fazendo um partidão e um belíssimo gol.
Há de se fazer descontos. Foi o primeiro jogo, é tudo mais difícil. Foi a primeira Copa, para a maioria. E o primeiro gol, contra, ajuda a desestabilizar. Não é de se descartar mudanças sensíveis, principalmente de posicionamento. Na estreia, Felipão jogou basicamente no 4-4-2, com Neymar mais solto, na condição de segundo atacante, e na linha de meio-campistas a Seleção teve Oscar na direita e Hulk, apagadíssimo, na esquerda. Talvez o 4-2-3-1, variando para o 4-3-3, realmente seja o esquema mais adequado.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Em nova derrota da Seleção, os problemas são os mesmos
Inglaterra 1 x 2 Brasil
Geralmente se faz uma avaliação equivocada desta nova Seleção, desde que Mano Menezes assumiu, e agora com Felipão no comando. Não faltam Rivaldos, Ronaldos ou Romários, os ditos diferenciados, aqueles que façam a diferença e decidam. Enquanto a nossa cultura de futebol pensar assim, continuaremos acumulando resultados ruins. Não faltam bom jogadores à safra atual. Falta trabalho coletivo, sentido de equipe, mecânica de jogo, ideia tática, aplicação, posse de bola e ocupação de espaços no campo. Só isso (ainda que seja muito).
O Brasil perdeu para uma Inglaterra que não é espetacular, mas é bem organizada, tem mecânica de jogo e atletas que cumprem com afinco suas funções. No 4-1-4-1, Gerrard é o volante que fica entre as duas linhas de quatro, fazendo a sobra da marcação dos laterais e meio-campistas e iniciado todos os movimentos de ataque. Quando Rooney sai da área, os dois wingers entram em diagonal, principalmente Walcott, pela direita. Foi praticamente desta forma que aconteceram os dois gols ingleses O Brasil não teve nada parecido. Ainda não tem.
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| Adrian Dennis/AFP |
A coisa melhorou um pouco na segunda etapa, com a saída de Ronaldinho, a entrada de Lucas e a adoção do esquema 4-2-3-1, que contou com maior participação dos laterais. Ainda sim, o Brasil não soube abrir o jogo. Sempre centralizou muito a jogadas, facilitando a marcação inglesa. O time de Felipão até chegou ao empate, mas a Inglaterra sempre foi melhor em campo.
E foi melhor porque pensa melhor o jogo. Não fica esperando que jogadas individuais resolvam as partidas.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Como deve jogar Internacional treinado por Dunga
Definitivamente começou o ano de 2013 para o Inter. Se essa temporada terminou mais cedo, a nova demorou a iniciar. Houve um significativo hiato entre a saída de Fernandão até o acerto com Dunga, uma negociação arrastada, cheia de nunces e desencontros. No final das contas, o colorado anunciou uma comissão de futebol competente, capaz de fazer com que 2013 seja melhor que um azedo 2012.
Para fazer aqui um exercício de projeção, só podemos utilizar o único trabalho de Dunga como técnico: os quatro anos à frente da Seleção Brasileira. Sem dúvida um trabalho competente, baseado na coerência, com bons resultados. Porém, um futebol pragmático, pouco plástico, o que criou certa antipatia com o torcedor brasileiro.
A base titular, que foi à Copa de 2010 jogava num 4-2-3-1. Tinha Júlio César no gol, Maicon na lateral-direita, Michel Bastos na esquerda, a dupla de zaga era Lúcio e Juan, protegidos pelos volantes Gilberto Silva e Felipe Mello. Na linha de três meias, Elano na direta, um pouco mais recuado, Kaká no centro e Robinho na esquerda, entrando na diagonal. Na frente, o atacante era Luis Fabiano. É um time experiente, com pouco espaço para novos valores.
Se Dunga seguir a mesma tendência, as mudanças no grupo de jogadores não serão tão drásticas, e as contratações seguirão o mesmo perfil, apostando em nomes rodados como Forlán, Dátolo, Dagoberto e Juan. O que deve mudar é a atitude de vestiário, a maneira de cobrar rendimento, o modo de gerir os atletas. Dunga é disciplinador, e gosta de ter aliados em campo. Na sua Seleção, a maioria era de sua confiança, bruxos.
Hoje, Dunga tem D'Alessandro. É no argentino que o novo técnico aposta como um aliado dentro de campo. Será o capitão. Num provável 4-2-3-1, o camisa 10 segue sendo o centro do time, centralizado na linha de três meias, uma concepção parecida com a de Kaká na Seleção, puxando contra-ataques e retendo a bola.
O homem da infiltração, que se desloca na diagonal, pode ser tanto Forlán quanto Dagoberto. Eles que se aproximariam mais de Damião no ataque. Dunga até pode utilizar os dois juntos, mas nenhum faria o papel que Elano exercia. Um meia mais recuado, aberto na direita, marcando o lateral adversário e combinando jogadas com seu próprio lateral. O Inter pode ir ao mercado buscar esse jogador.
Assim como um segundo volante. Guinãzu sai pro jogo, marca na frente, só que tem dificuldades no passe curto e na conclusão à gol. No seu time, Dunga tinha um Felipe Mello igualmente combativo, mas que entrava na área e gostava de arriscar chutes e conclusões. Esse jogador pode muito bem ser o Fred, fazendo dupla com Ygor ou com o próprio Guiñazu.
Nas laterais, o Inter precisa contratar, principalmente na direita. Kléber renovou, e já foi jogador de Dunga na Seleção. Talvez continue com a 6 colorada. Na zaga, a mesma coisa acontece com Juan, jogador já conhecido pelo técnico. Deve ganhar mais espaço em 2013.
Um provável time, no 4-2-3-1: Muriel, Contratação, Moledo (Contratação), Juan, Kléber; Ygor (Guiñazu), Fred; Forlán, D'Alessandro, Dagoberto; Leandro Damião.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Cartolaço da CBF é um equívoco
A informação pegou too mundo de surpresa. Mano Menezes não é mais o técnico da Seleção Brasileira. O anuncio de sua demissão foi na tarde desta sexta-feira . Um verdadeiro cartolaço dos dirigentes José Maria Marin, Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero. Quinta-feia à noite, alguns dos jornalistas mais bem informados do Brasil receberam a informação, porém não conseguiram nenhuma confirmação. Até hoje de manhã, Mano não sabia. Os três cartolas da Confederação Brasileira de Futebol tomaram a decisão após reunião.
É um equívoco. Mano já viveu momentos em que cogitar uma demissão não era nenhum absurdo. Agora, é burrice. O trabalho do técnico não é incontestável, porém, está longe de ser tão ruim quanto as pessoas pintam por aí. Fundamentalmente a imprensa de Rio e São Paulo. Até então, o grande erro de Mano Menezes era a demora para definir um time base para trabalhar, coisa que se resolveu nos últimos seis meses. Os testes diminuíram, a filosofia de jogo estava clara e a equipe principal praticamente definida. O trabalho estava, finalmente, dando frutos, o Brasil estava encorpando. Não era o momento para mudanças.
O pior de tudo é que as mudanças podem ser profundas, quando cogita-se Felipão e Muricy. Nem tanto pelo nome ideal, que agora seria Tite. Os dois primeiros seguem uma linha mais agregadora, de montar equipes mais competitivas e menos tática, mais experiente e pesada, menos leve e jovial. Tudo que o Brasil não precisa.
Os convocáveis de hoje são, essencialmente, jovens. Que precisam de maturação tática, entrosamento e confiança. Não de uma mudança de rumo.
Não sabemos se Mano seria Campeão do Mundo - nem estou afirmando isso aqui. Mas realizava um perfil de trabalho que está alinhado com o futebol moderno, praticado nas grandes equipes do mundo. Quem mais, no Brasil, poderia fazer coisa parecida? Tite.
Posso errar tudo e daqui a um ano e meio a Seleção estar levantando a taça sob o comando de Felipão ou Muricy. E o ônus de dar opinião.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Seleção de Mano sente o peso da insegurança e da indefinição
O Brasil não jogou bem, nesta sexta, contra a África do Sul, no Morumbi. Venceu por 1 a 0, suado. Suor e vitória que não vale tanto quanto valeria em um jogo de campeonato, daqueles que se avança somando pontos. A Seleção de Manos Menzes precisa avançar na sua concepção de equipe de futebol, jogando bola e, daí a importância, vencendo para adquirir confiança.
A Seleção Brasileira tem muito o que provar ainda, precisa adquirir a confiança da torcida. As vaias de hoje, e nos treinos durante a semana, são o sinal da falta de credibilidade de Neymar e cia. Mas a garotada precisa de crédito, precisa da paciência da torcida. Afinal de contas, quando Hulk fez o gol do jogo, no segundo tempo, a coisa ficou bem mais fácil, a África do Sul ficou bem menor e a gurizada passou a jogar com mais leveza, trocando bola com naturalidade.
Se da torcida a Seleção espera um pouco mais de paciência, de seu treinador ela precisa de sequência, filosofia de jogo, entrosamento. Esta é a hora, depois de muitos testes, de Mano Menezes começar a trabalhar com um time fixo, com menos mudanças.
Outro fator importante são os adversários. É hora, sim, de enfrentar adversários mais fracos. Aquilo que os críticos chamam de amistosos caça-niqueis. O time precisa de mecânica de jogo e confiança, o que é mais fácil de começar a adquirir vencendo times mais modestos. O nível de exigência precisa aumentar gradativamente. Obviamente que não temos time para enfrentar as grandes seleções, ainda. Mas temos potencial. Afinal, a safra é boa, ao contrário do que muitos afirmam.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Copa América #3 - Brasil eliminado pelo Paraguai
Pela grife e pelos nomes em campo, foi precoce a eliminação do Brasil na Copa América ainda nas quartas de final, nos pênaltis, para a razoável seleção do Paraguai. Já pelo futebol, tudo certo. A Seleção definitivamente não fez uma boa Copa América, pesou demais a falta de competitividade e de conjunto de um time jovem e em formação, numa competição dura, tiro curto, cheia de adversário que, apesar de não serem um primor técnico, estão há mais tempo juntos, caso do Paraguai.
Ironia do futebol que o time de Mano Menezes foi eliminado justamente na partida em que mostrou as mais significativas evoluções, embora tenha cometido o pecado mortal de não fazer o essencial, o gol. Para a partida decisiva contra o Paraguai, Mano efetivou algo que ele ensaiou durante a vitória de 4 a 2 sobre o Equador. Robinho foi recuado para jogar ao lado de Ganso, mudando o esquema da Seleção do 4-2-3-1 para um 4-4-2 com um meio-campo em losango torto, com Robinho mais centralizado e Ganso um pouco mais atrás, vindo ora pela direita, ora pela esquerda. De qualquer forma, o Brasil não abdicou de se movimentar, com uma intensa troca de posição dos quatro jogadores mais avançados da equipe. Neymar, por exemplo, como segundo atacante, não ficou preso no lado esquerdo do campo.
Robinho finalmente jogou bem, afinal jogou como tem jogado no Milan, de enganche, onde foi campeão italiano 10/11. Com um jogador mais combativo que Ganso, Ramires e Lucas Leiva ficaram menos expostos e não precisaram sair tanto para ir à caça dos paraguaios, o que deu mais segurança ao sistema defensivo, o que fez crescer o futebol dos garotos e fez com que o Brasil corresse pouquíssimos riscos, quase zero durante os 90 minutos.
Mas como em toda a Copa América, de novo faltou um pouco mais de Ganso. Faltou um pouco mais do Maicon espetacular da vitória contra Equador, o lateral não repetiu o mesmo desempenho - é verdade que encontrou mais resistência, Aureliano e Estigarribia, que caíram por ali, fizeram boa partida. E Pato, e depois Fred, como centroavantes, poderiam ter chamado mais o jogo. Mas de qualquer forma, o Brasil criou muitas chances, tabelou, se movimentou, teve segurança defensiva. Ainda não teve a frieza de um time maduro, mas tem recursos para isso, é preciso tempo, paciência - e gols.
Não podemos cometer a injustiça de dizer que não foi justa a vitória paraguaia. O goleiro Villar teve atuação monstruosa, inclusive pegando um pênalti na hora da decisão. O 4-4-2 do Paraguai, com duas linhas, foi demasiadamente recuado, é verdade. Talvez o time tenha sentido a falta do goleador Roque Santa Cruz, mas poderia ter ousado mais e incomadado mais o Brasil durante os 90. E que paraguaio há de reclamar, acabou que deu certo.
Já disputa por pênaltis é um capitulo à parte, pelo quão ridículo é uma Seleção de reconhecida capacidade técnica bater quatro pênaltis e errar quatro pênaltis. No final das contas, o capitulo não é tão à parte assim, não deixa de ser um reflexo. Entretanto, é uma imagem forte, que pode marcar e prejudivar um time que tem tudo para evoluir e jogar um futebol promissor. Uma pena que a eliminação tenha sido da forma que foi, tão traumática.
Caminho aberto ao simpático, aguerrido e bom Uruguai do técnico Tabárez, do Forlán, do Luis Suarez, do Lugano, e de tantos outros que torcem pela seleção charrua - uruguaios ou não. Caminho aberto, mas com obstáculos a serem batidos.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Copa América #2 - Primeira vitória e classificação
Não consegui ver o empate em 2 a 2, no sábado, com o mesmo Paraguai que o Brasil enfrenta pelas quartas de final no próximo domingo. Este, então, que era pra ser o terceiro texto, comenta o terceiro jogo da Seleção, mas é a segunda análise deste que vos tecla. Explicações dadas, sigo com o texto.
O Mano voltou a mudar a equipe. Robinho voltou pro time, Jadson voltou pra banco e a Seleção voltou ao 4-2-3-1 com os dois meias-extremos (Neymar e Robinho) projetados ao ataque. Contra o Paraguai, Jadson jogou pela direita, porém com menos impeto ofensivo, segurando mais o jogo e ficando ao lado de Ganso. Outra mudança importante de Mano Menezes, determinante na vitória de 4 a 2 sobre o Equador, foi a saída de Daniel Alves para a entrada de Maicon na lateral-direita. Dois jogadores de características diferentes, e o lateral da Inter de Milão caiu melhor no time, foi destaque do jogo, passou os 90 minutos indo á linha de fundo e voltando para recompor a defesa.
É fundamental que um trabalho, uma ideia de futebol, se sustente por vitórias, ainda mais quando está se iniciando um ciclo, promovendo uma renovação a médio prazo. E é justamente nessa hora em que a vitória teima em não acontecer. É justamente por isso que tem passado Mano Menezes e seu convocados. Aí o primeiro ponto importante dessa vitória, a confiança e a tranquilidade adquirida e o alívio da pressão. O segundo ponto é a classificação. Talvez a ordem de importância seja discutível, admito, mas não se pode fugir disso aí.
O Brasil não foi espetacular e ainda não tem tempo de trabalho para ser. Tem é bola no corpo, tem Ganso, tem Pato, Neymar, e tem lampejos daquilo que pode ser num futuro não muito distante. Ainda falta conjunto a essa equipe, falta a mecânica de jogo que vem com os jogos e os treinamentos. Mano conseguiu fazer com que dos seus quatro jogadores ofensivos, três ficassem trocando de posição e se movimentando com inteligência. Contudo, Pato esteve na área, e como centroavante, quando a equipe necessitou - e quando não esteve, tinha Neymar. Ganso ainda corre menos que deveria, sente o gramado na hora do passe, mas brilhou em alguns momentos.
No 4-4-2 apropriado à contra-ataques, o Equador não penetrou na área do Brasil, o que é bom. O ruim é que Caicedo venceu Julio Cesar duas vezes em dois chutes de fora da área, em que o goleiro da Seleção falhou como não costuma falhar.
No próximo domingo a Seleção pega o Paraguai, que é um time pronto, joga juntos a pelo menos quatro anos. Não é jogo fácil, mesmo para um Brasil mais confiante e mais leve depois de uma boa vitória. O Paraguai faz marcação pressão em vários momentos do jogo, como no segundo gol do empate de sábado, e o Brasil, que ensaiou ser um time veloz no inicio da competição, no primeiro tempo contra a Venezuela, anda jogando um futebol mais cadenciado, e pode dar muita bobeira na frente da área. É ver e torcer pra crer.
domingo, 3 de julho de 2011
Copa América #1 - Brasil 0x0 Venezuela
As duas grandes favoritas da Copa América de 2011 não estrearam com vitória. Pelo grupo A, na sexta, a Argentina não passou do 1 a 1 com a Bolívia. Nesse domingo foi a vez do Brasil empatar, pelo grupo B, contra a seleção da Venezuela.
O que Mano Menezes está implantando na Seleção não acontece do dia pra noite. Jogar no 4-3-3 variando para o 4-2-3-1, marcar pressão o adversário e controlar a posse de bola são tarefas difíceis para uma equipe executar com sincronia e competência, ainda mais uma equipe em formação, com pouco tempo para treinar.
Contra uma Venezuela recuada, jogando no 4-4-2 bem ortodoxo, o Brasil conseguiu não correr riscos e manter a bola sempre em seu domínio, já é um começo. E um começo bom, de trás pra frente, com um sistema defensivo muito seguro. Contudo, o resto daquilo que planeja Mano Menezes não foi executado como se espera.
Mesmo num primeiro tempo em que o Brasil foi bastante superior, faltou algo de mais agudo nas jogadas de Robinho pela direita, Neymar pela esquerda, Ganso pelo meio e Ramires, que vindo de trás podia ter dado mais opção à equipe. Pato, na frente, foi o melhor nome brasileiro. No segundo tempo a principal dificuldade canarinho foi a velocidade na execução das jogadas, o que facilitou a marcação da bem postada defesa venezuelana e amornou o jogo.
As entradas de Fred, Elano e Lucas não mudaram a maneira da Seleção jogar e não devem ser surpresa para o próximo jogo, sábado que vem contra a boa seleção do Uruguai, O Brasil tem mais uma semana de preparação e para aprimorar esse novo conceito de futebol. Esse time pode jogar mais e pode jogar como quer Mano Menezes.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Questões do futebol - Seleção e Renato Portaluppi
A boa estreia de Mano Menezes
Apenas 15 minutos. Só nos primeiros 15 minutos de jogo os EUA apertaram, avançaram as suas duas linhas de quatro e imprimiram certas dificuldades ao sistema defensivo brasileiro. Passados 15 minutos, também passou o friozinho na barriga dos estreantes, o nervosismo característico de um time novo, formado por novatos. Depois desse inicial quarto de hora, a Seleção do Mano amassou os americanos e 2 a 0 ficou barato.
Deu gosto de assistir. Do goleiro ao centroavante. Uma partida não tão boa de Dani Alves, mas excelente de Ganso, excelente Neymar, Ramires e David Luis. Atuação segura de Lucas, à frente da zaga, assim como foram seguros André Santos, na esquerda, Thiago Silva no miolo defensivo, Victor no gol e na área e Pato na outra área.
Mano usou o esquema da moda, o tão falado 4-2-3-1 (que a maioria dos jornalistas descobriu só depois da Copa), que ele usava desde os primeiros dias no Grêmio. Posse de bola e movimentação foram as virtudes apresentadas nesse início de trabalho. Um início promissor, de um grupo de jogadores que ainda tem valores a serem agregados, como o Maicon, o Sandro, o Nilmar, e um Kaká recuperado. Entre outros.
Grêmio joga para o lado emocional
Na coletiva do técnico Renato Portaluppi, na sua despedida do Bahia, após vitória de 2 a 1 sobre o Paraná, um dos reporteres perguntou sobre a responsabilidade e o risco de voltar a um clube na condição de ídolo como jogador para exercer a função de treinador. Portaluppi respondeu, como sotaque carioca: "Mas eu gosto de desafios, gosto de correr esses ricos".
Renato treinador é o mesmo Renato ponta-direita, antes de tudo é atrevido, vai pra cima, tenta surpreender o adversário, não tem papas na língua e não se esconde e nem foge de confusão.O Grêmio aposta nisso, na personalidade forte de Renato, para chegar em meio à crise e fazer com que os jogadores joguem o futebol que já jogaram esse ano.
Aposta no Portaluppi ídolo, que traz a torcida para o estádio e para junto do time. Um nome para elevar a auto-estima de um torcedor que vê um time que não ganha e quando olha para o lado se depara com o maior rival na eminência de ganhar Libertadores e disputar o Mundial. De gremista para gremistas, à beira do campo Renato é, por enquanto, a personificação de um Grêmio vencedor, mas que precisa urgentemente voltar a vencer.
Pode dar certo, e pintar daí um dos capítulos mais incríveis da história Tricolor. Mas Renato Portaluppi ainda não é, com a prancheta nas mãos, o craque que foi com a bola nos pés.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Seleção fica no meio do caminho
Cair nas quartas de final é precoce para uma Seleção Brasileira, por mais que ela seja treinada por Dunga, por mais que ela não seja brilhante, por mais que tenha Felipe Melo, Michel Bastos e mais alguns pra lá de discutíveis. Mas essa Seleção de Dunga, e eu sempre disse isso aqui, era uma equipe competitiva, pragmática, que dificilmente levava gols. Por essas características, apostava que o Brasil iria mais longe.
O fato é que a Holanda é uma equipe muito parecida com essa Seleção montada por Dunga. A Laranja Mecânica até agora não foi a clássica Laranja Mecânica, passou longe de dar espetáculo, mas foi sempre muito pragmática e objetiva nessa Copa, ainda mais quando Robben voltou ao time para jogar junto a um Sneijder que já vinha jogando muito.
E a diferença da Holanda para o Brasil está, e esteve, nesses dois jogadores: Robben e Sneijder. Pois as duas equipes se encaixaram táticamente, a marcação de ambas foi corretas, tanto no 4-2-3-1 brasileiro, quanto no 4-3-3 holandês.
Quando o Brasil foi melhor, no primeiro tempo, foi porque Robinho teve vitória pessoal em algumas jogadas e conseguiu se desprender da marcação e entrar livre na área. Foi porque Kaká se movimentou bem. Foi porque Felipe Mello fez o que pouca faz. Foi porque Sneijder não conseguiu vencer G.Silva. Chocolate do Brasil no primeiro tempo: 1 a 0.
Já no segundo tempo, a Holanda foi melhor porque Sneijder saiu do meio, jogou mais à direita e fugiu da marcação de G.Silva. Foi melhor porque a marcação a Robben estava comprometida com o cartão de Michel Bastos. A Holanda foi melhor porque o Brasil voltou pior, desconcentrado. Julio e Felipe falharam logo aos 8 minutos, empata holandês. Aos 22, Felipe Mello (de novo ele) deixa Sneijder cabeciar sozinho para virar o jogo. Aos 28 minutos, antes que Dunga pudesse mexer - e já deveria ter mexido - Mello dá um pisão em Robben, vai expulso e complica tudo o que já estava complicado. Chocolate da Holanda no segundo tempo: 2 a 0.
Vitória merecida dos holandeses. Eliminação merecida do Brasil, que jogou o que pôde com o que tinha e com o que o Dunga levou. Fim de um trabalho bom nos números, feio no campo e na bola.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Brasil sobrou em campo
Por Castro Marcon Cavalcante*
Segundo jogo no Elis Park, segunda vitória, só que agora mais fácil. Parece incrível, mas a sofrível Kóreia do Norte impôs maiores dificuldades ao Brasil do que a boa equipe do Chile. Coisas do futebol, coisas que já estamos cansados de dizer, de bater na tecla, "cansados" de ver o time de Dunga defendendo muito e vencendo quem muito ousa atacá-lo.
Bielsa fez o que sempre faz, mandou seu time atacar. O Chile começou um pouco modificado, um 4-3-3 diferente do seu habitual, com um meio-campo mais leve, menos consistente sem Valdívia, com Beasejour - geralmente o ponta-esquerda - fazendo as vezes de meio-campista.
Nos primeiros minutos até deu Chile com a posse de bola, mas o Brasil logo entrou no jogo. Na ausência de Felipe Mello, Ramires jogou muito. No embalo do ex-cruzeirense, cresceu também o futebol de G.Silva e Michel Bastos. Ainda teve D.Alves que, assim como Robinho, não guardou posição, se mexeu para ambos os lados e deu vida ao antes estático 4-2-3-1 do Brasil.
Juan abriu o placar, o zagueiro defende e ataca bem, de novo fez boa partida, ao lado de Lúcio. Robinho apesar do gol e da movimentação, pode dar mais, pode entrar mais na área, pode ser mais atacante e mais companheiro para Luis Fabiano. Robinho foi o melhor da Fifa, mas não o melhor do jogo, esse sim foi Ramires. Uma pena esse jogador não enfrentar a Holanda.
Bielsa mexeu no intervalo, quando já perdia por 2 a 0. O Chile voltou com Valdívia, uma formação semelhante a das duas vitórias contra Honduras e Suíça. Mas esse Chile é muito Colômbia: toca bem a bola, tem técnica, dribla aqui e acolá, mas não sai do lugar e nem faz gol.
No segundo tempo o Brasil preferiu contra-atacar, deixou a bola correr no pé do adversário, fez mais um e garantiu a classificação sem muito susto. Pareceu mais um jogo-treino. Agora enfrenta a Holanda, onde o buraco é mais embaixo - na verdade mais à direita, com Robben, que vai jogar em cima de Michel Bastos (ou Gilberto). O Brasil levemente favorito, sem Ramires, com Elano e, talvez, sem Felipe Mello de novo.
*Castro é louco, inclusive por futebol, e aceitou a ideia de ser o correspondente do PoA Geral na África do Sul.
*Castro é louco, inclusive por futebol, e aceitou a ideia de ser o correspondente do PoA Geral na África do Sul.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Opa, e o futebol?
Por Castro Marcon Cavalcante*
É bonito o estádio Moses Mabhida, aqui em Durban. Bonito não foi o 0 a 0 de Brasil e Portugal. Um jogo muito tático, estratégico. Jogos táticos e estratégicos quase sempre são chatos, ainda mais quando o empate é bom resultado para ambos.
Portugal mudou muito para enfrentar o Brasil. E mudou certo, tivesse pouco mais de ousadia no segundo tempo, teria vencido um Brasil engessado. Engessado com a saída de bola do G.Silva e a articulação de J.Baptista, alguns dos problemas apresentados pela nossa Seleção, e que todo mundo já conhece há tempos, inclusive Dunga e os adversários.
Ronaldo ficou isolado na frente, como um falso-nove, que sai da área toda hora para articular o jogo pros que chegam de trás. O problema é que no primeiro tempo não chegou ninguém. E pior que o 4-5-1 lusitano chamou o Brasil. O Brasil só tocou bola pro lado, raramente conseguiu infiltração, e deu campo pro adversário. Acabou se salvando por causa da solidão de Cristiano Ronaldo e a mão providencial de Juan.
Nilmar foi destaque. Lúcio foi destaque. Ficamos por aí. Kaká e Robinho fizeram, até porque Julio Baptista e Dani Alves não fizeram nada. E mais uma vez a Seleção mostrou que não sabe furar retranca, se o adversário não permite o contra-ataque fica complicado. Ah, e faltou banco.
Nos primeiros 20mim do segundo tempo, entrou Simão no time de Portugal, Carlos Queiroz adiantou as linhas de meio-campo, assim trancou Maicon e Michel lá atrás e deu companhia a Ronaldo.Foi o melhor momento dos portugueses no jogo, o Brasil ficou acuado. Mas depois disso, tudo voltou como começara: Portugal virou uma parede, e a Seleção passou a chutar bola na parede.
Agora é Brasil e Chile. Esquecendo e ignorando a Zebra Futebol Clube, dá Brasil fácil nas quartas de final.
*Castro é louco, inclusive por futebol, e aceitou a ideia de ser o correspondente do PoA Geral na África do Sul.
domingo, 20 de junho de 2010
O gol da Copa!
Por Castro Marcon Cavalcante*
Uma pintura de gol. Um golaço! Luis Fabiano fez o gol que valeu por todos os gols não feitos dessa Copa 2010. Teve uma mãozinha do árbitro, duas mãozonas do Fabiano e o delírio das 84 mil vuvuzelas presentes no Soccer City, que viram o gol da Copa em loco.
O juiz foi coerente na ruindade: validou o segundo gol do centroavante brasileiro, foi exagerado ao expulsar Kaká e não expulsou o Tioté, que quase tirou o Elano da Copa. Brasil e Costa do Marfim não têm culpa da má jornada do frouxo Stephane Lannoy, só prejuízos.
Foi um jogo complicado para a Seleção. Os africanos tem muito bom time. Mesmo respeitando o Brasil, alterando o sistema do habitual 4-3-3 para um mais contido 4-1-4-1, os marfinenses tinham o controle do jogo até o Brasil achar o primeiro gol, depois da jogada espetacular de Robinho, Kaká e L.Fabiano.
O Brasil fez boa partida, ainda tem fragilidade do lado esquerda de defesa, onde tem o Michel, que não foi bem, onde tem Robinho, que não tem voltado para auxiliar Felipe Mello por ali e que hoje não auxiliou nem lá na frente. A saída de bola com os Felipe e Gilberto ainda é problemática, e não deve melhorar no decorrer da Copa. Mas Lúcio e Juan continuam impressionantes, Kaká retomando a forma, dando passe para dois gols, Luis Fabiano voltando a marcar, Elano carregando o piano e aparecendo para finalizar.
A torcida aqui tá feliz, gostou muito do jogo de hoje. E tem motivos. A Copa é feia, truncada, como esse time do Dunga, que pode não encher os olhos, mas consegue acertar mais do que errar, e consegue, porventura, ter lampejos de Brasil.
Depois desse jogo, não dá nem pra reclamar do frio. Talvez do juiz. Mas que fique assim mesmo: Brasil, classificado, 3. Costa da Marfim, ainda no páreo, 1.
*Castro é louco, inclusive por futebol, e aceitou a ideia de ser o correspondente do PoA Geral na África do Sul.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A Seleção de sempre
Por Castro Marcon Cavalcante*
Em Joanesburgo, fez um frio de bater o queixo, 3° graus marcava o termômetro, mais frio que isso só a pousada barata que estou parando. Incrível, os quartos de lá são uma geladeira. Pelo menos o calor da torcida brasileira no Elis Park serviu para amenizar a situação. Aliás, na terça, sentei próximo ao cara que despencou das arquibancadas em meio ao jogo. Muito engraçado.
Tive alguns problemas para enviar textos para o blog, por isso esse chega dias depois da estreia da Seleção. Uma estreia discreta, como 90% das estreias dessa Copa de poucos gols e muitas retrancas. Excessão à regra foram Alemanha e Argentina, que venceram e jogaram bem.Os hermanos confirmaram o bom futebol goleando a Koreia do Sul no começo dessa segunda rodada que já é melhor que a primeira, missão não muito difícil.
A vitória do Brasil não surpreendeu, tampouco o futebol. Assim tem sido a gestão Dunga. Com esse futebol, com esse esquema tático e com esses jogadores o Brasil ganhou tudo o que disputou nos últimos 3 anos e meio. Pode ganhar a Copa? Pode. Só não pode depender tanto de um lampejo de objetividade do Robinho, ou do poder de fogo do Kaká descontado. Não dá pra isolar o centroavante no estático 4-2-3-1.
Não pode tanta coisa. Nem era para o Dunga ocupar o cargo que ocupa, nem pra eu comprar ingresso de cambista. Uma coisa eu sei que eu posso fazer, é só o que me resta, torcer - e aguentar a vuvuzela do argentino do quarto ao lado.
*Castro é louco, inclusive por futebol, e aceitou a ideia de ser o correspondente do PoA Geral na África do Sul.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Brasil 2 x 0 Irlanda
Só pude assistir ao primeiro tempo do jogo. O Brasil continua a mesma coisa: brigador, aplicado, sério, previsível - exceto quando algum de seus valores individuais resolve aparecer, caso da vitória de hoje. Dunga deseja 11 Dungas em campo. De certo modo, vem até dando certo. Poderia estar bem melhor, mas é assim que vamos à Copa, sem surpresas e, mesmo dessa maneira, como favoritíssimos. Como não assisti a partida toda, deixo maiores comentários para quem assistiu e entende muito!
Blog do PVC: "Brasil seguro se despede melhor do que em0 2006"
Futebol & Arte: "Dunga é Coerente e seus critérios são injustos"
Blog do Carlão: "Saldo do último teste"
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