Mostrando postagens com marcador Jonas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jonas. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de dezembro de 2011

Balanço Grêmio 2011


Com um time que terminou em alta a temporada de 2010, com um esquema encaixado, com o goleador do campeonato, com uma vaga na pré-Libertadores, com um ídolo comandando o time fora de campo. O torcida gremista tinha muita empolgação com o que poderia ser o 2011 gremista. A expectativa de ter Renato Portaluppi e Ronaldinho Gaúcho juntos, potencialmente grandes ídolos do Grêmio, foi uma hipótese real, mas que frustrou torcedor e clube ainda em janeiro.
Ronaldinho não veio - e esta história todo mundo já sabe. Talvez tenha sida essa a grande complicação do Grêmio no início da temporada. Paulo Odone apostou demais na vinda do desafeto gremista, o que acabou tomando dois meses (dez/10 e jan/11) de atenção exclusiva à negociação, que acabou não se confirmando. O Grêmio só não trouxe Ronaldinho como também perdeu o artilheiro Jonas, perdeu o lateral Fábio Santos e o zagueiro Paulão. Os que vieram não deram certo, como Gilson, Rodolfo, Carlos Alberto e Escudeiro (este só veio a jogar bem com Roth, no segundo semestre). Ou seja, o Grêmio piorou de um ano para o outro, desagregou jogadores e não conseguiu recompor com qualidade.
Faltou bola na Libertadores, faltou bola na primeira parte do BR-11 e, por incrível que pareça, faltou bola também numa final de Gauchão em que o Grêmio teve vantagem em dois momentos. Primeiro quando ganhou o turno inicial e poderia ter ganho o segundo turno e levado o título direto. Depois na finalíssima, quando venceu por 3 a 2 dentro do Beira-Rio, cedeu o mesmo resultado para o Inter no Olímpico e acabou perdendo nos pênaltis.
Sem dúvida é um dos piores anos da história do Grêmio. Além de não vencer título algum, perdeu jogos importantes dentro do Olímpico, ficou com um inexpressivo 12° lugar no BR-11, brigou para não cair boa parte do campeonato, trocou de treinador três vezes (ou quatro, levando em conta que Caio Junior foi contratado ainda em 2011), e tomou duros golpes como a sempre conturbada demissão de um ídolo e mais uma recusa indesejada de Ronaldinho Gaúcho. Sem contar a simbólica derrota no Rio de Janeiro, no 1° turno do BR-11, aquele 2 a 0 para o Flamengo, que o ídolo recente da torcida, o irregular Victor, entregou o segundo gol constrangedoramente para Ronaldinho. Um grande resumo da década sem títulos do Grêmio, que em 2001 venceu sua quarta Copa do Brasil e desde então se contenta com Gauchões, um título da segundona, e algumas boas campanhas. Nada comparado ao que o clube já conquistou em outros tempos.
Depois da breve e equivocada passagem de Julhinho Camargo, teve ainda a volta do eterno Celso Roth, que de tão eterno também é passageiro, e não comandará o Grêmio na próxima temporada. Roth deu ao time o padrão de jogo que não aparecera em 2011, fixou a equipe num 4-2-3-1 que funcionou enquanto o elenco teve gás e motivação para alçar vôos maiores na competição nacional. O gás acabou antes da motivação, e o campeonato antes do Grenal da última rodada, naquele 1 a 0 colorado.
Foi um ano repleto de equívocos no Estádio Olímpico, de todas as instancias, desde o discurso falido da direção, tão quanto as contratações insuficientes, passando pelas erratas das três comissões técnicas em momentos capitais da temporada, até chegar na torcida, que vaiou Douglas o ano inteiro, sendo que o 10 é o melhor jogador do elenco, o único que ao menos chuta a gol mais de duas ou três vezes no jogo.
2012 ainda é uma incógnita. Como sempre é o começo de ano de qualquer clube.  Kléber é bom jogador, mas vai corresponder o investimento? Caio é bom treinador e ainda tem o apetite de ganhar títulos, mas isto basta? Paulo Pelaipe diz que terá o grupo fechado até a virada do ano. Até que ponto isto é possível? E a Arena, que deve inaugurar no final de 2012, pode representar um salto de patamar como clube de futebol, como representou o Olímpico na metade do século passado?
 De 2012 ainda não sei. Porém, esse ano já acabou, e inegavelmente foi um péssimo ano.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Grêmio 2010

O ano para o Grêmio não bom nem ruim, ficou na média dos anos desta década que se acaba. Nenhum título de expressão, nada além do Gauchão e uma vaguinha suada para a Copa Libertadores do próximo ano. Muito mais que isso o Grêmio não fez de 2002 pra cá, teve dois vices, da Libertadores-07 e do BR-08. Mas como em 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009, mais uma vez o Tricolor não acabou o ano com o mesmo treinador de janeiro.
O algo diferente de 2010 com certeza é o retorno de Renato Portaluppi ao estádio Olímpico. O maior ídolo da história do Grêmio pegou uma barca furada e afundando, quando assumiu o time estava na 18° posição, tinha apenas duas vitórias, seis empates e cinco derrotas no BR-10, fora os problemas de vestiário. Herança de Silas.

Quando o diretor de futebol Luis Onofre Meira e o presidente Duda Kroeff anunciaram que Silas seria o treinador do Grêmio em 2010, torcida e imprensa torceram o nariz e duvidaram da capacidade do treinador. Mas Silas aos poucos foi ganhando a confiança, depois de alguns testes, depois da chegada de alguns reforços como o zagueiro Rodrigo e do meia Douglas e depois da derrota no Grenal. Depois do clássico, o Grêmio encabeçou uma sequência de 16 jogos sem derrota.

O time base do Silas era escalado no 4-4-2 à brasileira, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Os grandes trunfos do Grêmio que venceu o 1° turno e depois o Gauchão e foi semifinalista da Copa do Brasil era a segurança de Rodrigo na zaga mais a eficiência tática e os gols de Maylson, Jonas e Borges. O time base era: Victor, Edilson, M.Fernandes, Rodrigo, F.Santos; Ferdinando (Adilson), Rochemback (W.Magrão), Maylson, Douglas; Jonas, Borges.

Depois de dois jogaços contra o Santos, pela semi-final da Copa do Brasil, a eliminação da competição, as seguidas lesões, as equivocadas declarações de Silas e certo atrito com alguns jogadores, os resultados não apareceram mais. O Grêmio não conseguiu recuperar aquilo que perdera enquanto priorizara a Copa do Brasil. A parada da Copa do Mundo parecia a solução, mas depois as coisas só pioraram. O Grêmio voltou diferente, Silas tentou o 3-5-2 mas não conseguiu vencer. Depois de uma sequência de derrotas e empates, perder para o Fluminense dentro do Olímpico e permanecer na zona do rebaixamento foi a gota d'água.

Silas e o responsável pelo departamento de futebol, o Meira, caíram. Veio Portaluppi, sem muita demora, sem muita expectativa, mas com um imenso apelo à torcida. Com pinta de messias tricolor para os gremistas, Renato maneirou no discurso e foi realista. Disse que a situação era complicada e que o campeonato do Grêmio era não ser rebaixado.

Mas com muito papo, conversa de boleiro para boleiro, Renato deu jeito no no vestiário bagunçado do Olímpico. Não foi fácil, porém, achar sua equipe. Portaluppi perdeu alguns jogos e foi eliminado da Sul Americana até começar a ganhar o segundo turno do BR-10.

Vieram alguns modestos reforços, que no campo deram resultado, como Vilson, Paulão, Viçosa e Clementino. Veio também o excelente lateral direito Gabriel. Por necessidade, num jogo contra o São Paulo, Renato encaixou o time num 4-4-2 com meio em losango, liberando Douglas para articular e apostando em dois volantes apoiadores nos lados do losango. Foi aí que Lúcio cresceu, improvisado no meio, pelo lado esquerdo. Não tendo Borges até o final do ano, por conta de lesão, André Lima fez dupla com Jonas, e fez muitíssimo bem ao 7 goleador.

Foi o ano dos camisas 7 no Grêmio. Imortalizada e endiabrada por Renato em 1983, a 7 de Jonas foi o terror dos sistemas defensivos do BR-10. A atacante gremista chegou aos 23 gols e foi o goleador isolado do campeonato. Os conselhos de Renato ao pé do ouvido de Jonas surtiram efeito.

No 2° turno do BR-10 só deu Grêmio. O tricolor acabou como líder do returno e na quarta colocação da classificação geral, resultado premiado com a vaga na Libertadores de 2011 só depois do término do Brasileirão.

Não deixa de ser um ano razoável, que mais uma vez poderia ser bem melhor. E vem aí um ano que promete, tento o Grêmio uma direção nova, um time base forte e pronto e a eminência de receber reforços pontuais. A possível vinda de Ronaldinho ainda não passa de possível. Mas é um possível bom negócio, que dificilmente naufragará no campo dos negócios, mas pouco adiantará se R10 não jogar futebol.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Grêmio encerra mas ainda torce

Dentro das suas possibilidades e das consequências de um primeiro turno equivocado, o Grêmio terminou muito bem o BR-10. A quarta colocação, a melhor campanha do segundo turno, o melhor ataque do campeonato, o artilheiro da competição e o ótimo trabalho de Portaluppi deixam no Olímpico a esperança de um 2011 a ser comemorado, que nem mesmo começou e já pode ficar melhor, caso o Goiás não seja o Campeão da Sul-Americana na quarta-feira e deixe pro tricolor gaúcho a vaga na Copa Libertadores.
O resultado de 3 a 0 no Botafogo é justo. O time carioca não exigiu do Grêmio o que deveria exigir um adversário direto. Foi o mesmo Botafogo que decepcionou no Rio, há duas semanas, contra os reservas do Internacional. Um time que se mostrou intranquilo desde o início, sobretudo na figura do seu treinador - Joel Santana foi expulso aos 15min do primeiro tempo.
Por outro lado, o Grêmio de Renato Portaluppi se mostrou um time que não tem medo de decidir. Se perder, não é de nervosismo, é na bola. Foi assim na vitória sobre o Corinthinas, no Pacaembu, no empate com o Inter, no Olímpico, no empate com o Santos, na Vila e na vitória contra o Guarani, em Campinas. Todos jogos difíceis, em situações adversas e em momentos decisivos da trajetória do Grêmio nesse segundo turno.
O 3-5-2 do Botafogo marcava errado, deixava gente sobrando no meio-campo gremista. Joel só corrigiu aos 25min da etapa final, quando tirou Danny Morais e pôs Herrera. Antes, três zagueiros para marcar André Lima e três meio-campistas para marcarem Jonas, Douglas, Lúcio, Rochemback, Adilson e Gabriel. Jonas e Gabriel não são meio-campistas, mas passam a maior parte do tempo naquele setor.
O Grêmio do bom toque de bola, da velocidade e da efetividade na conclusão, teve poucas dificuldades. Os raros momentos de acerto botafoguense, paravam em Victor, na falta de perícia na conclusão ou na trave (uma vez).

domingo, 28 de novembro de 2010

Clementino é show!

O jogo poderia ter sido muito mais difícil para o Grêmio. Contra um Guarani com a corda no pescoço, o time do técnico Renato Portaluppi demonstrou maturidade e não jogou com o nervosismo de quem também jogava uma final. Pois para o Tricolor, a vitória valia a garantia da quarta colocação até domingo que vem, quando enfrenta o Botafogo dentro do Olímpico, e a vantagem de jogar pelo empate para decidir quem fica no G4.
O Grêmio cozinhou o Guarani em banho-maria, marcou corretamente o agudo Mazola, primeiro com M.Fernandes (que saiu machucado aos 10min), depois com Ferdinando, que entrou improvisado na lateral-direita, já que tanto Gabriel quanto Edilson estão sem condições físicas de jogo, teve Adilson e Rochemback em grande jornada, marcando e armando e um lado esquerdo que teve campo para jogar, com Lúcio e F.Santos nas costas de Apodi e, muitas vezes, Apodi às costas dos gremistas.
Digo que o Grêmio cozinhou o Bugre porque em nenhum momento acelerou o jogo, valorizou a posse da bola, trocou passes com calma e autoridade e assim, principalmente no primeiro tempo, minou o psicológico dos adversários aos poucos. O gol de André Lima saiu de bola parada, e não poderia ter saído de outra forma, pois sem um Douglas tão inspirado, com a bola andando o Grêmio não criou tantas oportunidades de gol.
O Bugre tentou salvar seu ano através da boa bola parada de Baiano. O volante do Guarani deu trabalho ao goleiro Victor, travando um duelo particular e interessante com o goleiro da Seleção. Victor levou a melhor, praticando belas defesas.
O técnico Vagner Mancine mudou a equipe no segundo tempo, naturalmente encheu de jogadores ofensivos e colocou o Guarani no campo do Grêmio, fazendo uma espécie de 4-1-3-2. É aí que entra Diego Clementino, o talismã gremista, aos 20min do segundo tempo. Clementino teve muito campo para correr, e é só disso que ele precisa.
Primeiro, aos 33, o velocista tricolor avançou pela direita de ataque, entrou na área driblando e foi derrubado. O pênalti foi convertido pelo goleador Jonas, que chegou a 22 gols no BR-10. Minutos depois, o 7 gremista retribuiu a gentileza e a achou Diego entrado na área em alta velocidade, Jonas fez um lançamento precioso para Clementino bater com categoria e fechar o placar. E fechar o caixão, pois não deu pro Guarani. Mas de novo, deu pro Diego, deu pro André Lima e para Jonas. Os três atacantes que estiveram em campo pelo Grêmio fizeram os gols e fizeram do Grêmio o ataque mais positivo do BR-10.

domingo, 17 de outubro de 2010

Jogo encardido

Sabe jogo encardido, complicado, difícil de apitar e jogar? Foi Grêmio e Cruzeiro. Jogo equilibrado, difícil para o Grêmio, líder do returno, e para o Cruzeiro, líder do BR-10 - mas que pode perder a liderança caso o Fluminense vença do Botafogo no clássico das 18h30. A vitória do Grêmio de 2 a 1 ainda foi recheada de lances polêmicos, dor de cabeça para o árbitro Paulo César Oliveira e seus auxiliares.

Teve o primeiro gol do jogo, do Jonas, anulado por impedimento, e bem anulado. Depois, no gol do Montillo, a posição era, a princípio, duvidosa, mas acertou a arbitragem e o gol foi legal. No final do jogo berrou o Cuca pelos acréscimos do primeiro tempo, os 4 minutos a mais que permitiram que o Grêmio empatasse aos 48min. O segundo tempo começou com gol do Cruzeiro, seria o 2 a 1 do time mineiro, mas o bandeira marcou erroneamente impedimento de Wellington Paulista, na sequência teve pênalti para o Grêmio, encima de Gilson, uma falta boba mas bem assinalada. O Cruzeiro ainda reclamou de mão de Vilson, dentro da área, que não foi.

No jogo, a principal dificuldade do Grêmio foi a sensível mudança tática, de um 4-4-2 com meio em losango para um 4-4-2 com meio em quadrado, com Rochemback e Vilson jogando muito próximos, de olho em Montillo e deixando uma brecha no lado direito, entre Gabriel e Douglas, por onde atuou Marquinhos Paraná. Na esquerda, Fábio Santos sofreu com a marcação e com a volúpia de Thiago Ribeiro, o atacante cruzeirense acompanhou todas as subidas do lateral gremista que, de novo, não foi bem. Gilson entrou por ali na segunda etapa, foi melhor que FS e ainda sofreu pênalti do marcador Thiago Ribeiro dentro da área do goleiro Fábio.

Paulão foi o nome do jogo, teve a cara do Grêmio e da vitória. Faltou um pouco mais de Douglas e Jonas, mas os dois principais nomes da recuperação gremista no BR-10 foram decisivos na jogada do primeiro gol, que resultou na finalização do esforçado e participativo Junior Viçosa. A estrela do goleador ainda brilhou nas duas cobranças de pênalti que valeram por um gol, o da virada tricolor.

Como vem sendo nesse BR-10, o grande nome Cruzeiro foi Montillo. O meio-campista foi o jogador mais agudo da partida, diversas vezes fugiu da marcação e disparou contra o gol do Victor, acertou uma das vezes e abriu o placar do Olímpico. Faltou parceria ao argentino.

O Grêmio pontua e pontua e não sai do lugar, tem 46 pontos, está na 7° colocação e pode ser ultrapassado pelo Botafogo. Reflexo da má campanha do turno, uma antítese desse segundo turno gremista. O grenal do próximo domingo tem tudo para ser um dos mais interessantes dos últimos anos. Quem vencer quase que inviabiliza o objetivo do rival. Mais um jogaço no Olímpico.
  

domingo, 10 de outubro de 2010

Vasco 3x3 Grêmio

Não vi, mas gostei. No segundo tempo, perdendo de 3 a 1, Renato não relutou em mexer no time e ir pra cima. A ousadia do treinador foi premiada aos 43min do segundo tempo, quando saiu o gol de Gabriel - o gol de empate. O Grêmio ficou com 43 pontos, na 7° colocação do BR-10 e ainda pode ser ultrapassado por Palmeiras ou Botafogo, que se enfrentam nesse domingo no Engenhão. Jonas disparou na artilharia, tem 19 gols contra 11 do Bruno Cesar, do Corinthians. O próximo jogo do Tricolor é no Olímpico, o Grêmio enfrenta o bom Cruzeiro, 2° colocado do campeonato.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mestre Jonas


Fica a sugestão de música para se ouvir lendo esse texto. Ou para ouvir vendo o Grêmio jogar, ou ainda para ver o Jonas marcar gols. Jonas marcar gol e Grêmio jogar, aliás, é quase uma redundância nesse BR-10. O Artilheiro fez mais três contra o Grêmio Prudente, na vitória por 4 a 0, e chegou aos 17 gols no campeonato. O artilheiro que se emociona na coletiva após o jogo é o mesmo que ajuda o Grêmio de Renato Portaluppi a alcançar os 42 pontos, a momentânea 8° colocação e o terceiro melhor ataque do campeonato, ao lado do Santos de Neymar e atrás dos líderes Fluminense e Corinthians.

Renato repetiu o mesmo esquema que venceu bem o São Paulo há uma semana, o 4-4-2 com meio-campo em losango. Contra o Prudente, o mesmo Vilson na cabeça da área e abertos nas beiradas do campo Willian Magrão e Lúcio, marcando e atacando. Principalmente Lúcio, que jogou e atacou muito e não pode mais sair do time. Dessa maneira, mais Gabriel e Fábio Santos vindos de trás, Douglas carimbando todas e não segurando tanto, o Grêmio é um time veloz. Joga diferente de quando tem Souza e Rochemback.

E rápido o Grêmio abriu o placar, em bela jogada pela esquerda, aos 45 segundos de jogo. Um tipo de combinação que funcionou o jogo inteiro e vem funcionando desde o acréscimo de Lúcio por ali. Interessante é que o Prudente até incomodou, é um time surpreendentemente veloz, que toca bem a bola. Mas falta força física, falta preparo técnico e tático. Um pouco de maturidade. Falta mais um Wesley, o bom atacante que caiu pelos lados e cria boas situações. Serviu para fazer Marcelo Grohe trabalhar, e trabalhar bem, fazendo boas e seguras defesas.

O Tricolor ganhou ao natural, sem fazer força. Parece que fazia gol quando queria. Fez quatro, se forçasse fazia cinco ou seis. Jonas fez das suas, perdeu um daqueles gols que só ele perde. Willian Magrão voltou bem. E Fábio Santos, mesmo em noite pouco inspirada, não joga tão precário futebol para ser vaiado até quando pisca o olho.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Grêmio 4x2 São Paulo

Renato Gaúcho resolveu bem os problemas que tinha para enfrentar o São Paulo. Eram desfalques: F.Santos, Gabriel, Rochemback e Souza. O treinador apostou nas suas contratações e num 4-4-2 com meio em losango para voltar a vencer no Olímpico.

Na direita, o já conhecido Edilson - na vitória, o menos destacado da equipe. Por dentro, a zaga teve Rafael Marques e Paulão e, na lateral-esquerda, Gilson. Estes dois últimos são indicações do Renato. Corresponderam ao chefe: Paulão não deixou Ricardo Oliveira jogar, o centroavante do SP não chutou nem cabeciou uma bola sequer ao gol de Victor. Pela esquerda, Gilson fez ótima parceria com Lúcio, que jogou improvisado de meia apoiador numa das extremidades do losango gremista - do outro lado jogou Adilson, à frente da zaga um gigante chamado Vilson, também improvisado e, como ponta-de-lança o circunstancial capitão, e irrevogável camisa 10, Douglas.

Esse meio gremista funcionou demais, até porque o meio do São Paulo funcionou de menos. No primeiro tempo foi um 3-6-1 que mais pareceu um 3-0-0. Nenhum dos dois alas atacou. Nenhum dos dois meias buscou infiltrações na diagonal. Um Richarlyson apenas não faz verão. Quando Marlos apareceu, puxou o jogo da direita para o meio, o Tricolor Paulista fez os dois gols. Um de pênalti, protestado por gremistas mas acertado pelo árbitro, no fim da primeira etapa, outro gol no começo da segunda, em boa jogada individual, quando Baresi já tinha mexido na equipe e montando um 4-4-2 tendo em Cléber Santana seu principal articulador.

Mas era o tipo de noite, e jogo, que o Grêmio venceria até com 7 no campo, até porque André Lima jogou por dois. Jonas jogou como Jonas, e como tal, deixou seu gol, o 14° do artilheiro no BR-10. E teve a surpreendente estreia de Diogo Clementino, que entrou para fazer correria. Fez a correria, fez até gol, na falha de Ceni, e ainda cavou a expulsão de Alex Silva.

Grêmio de alma lavada e dever de casa comprido. E agora o Grêmio também das dúvidas: depois de uma atuação dessas, quais dos titulares voltam ao time?
    

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Felipão que soprou a vela

Sabe aniversário de criança, com decoração do Batman, tias rabugentas e primos pentelhos? Nesse tipo de festa, o tal do primo, geralmente com a mesma idade do aniversáriante, sempre quer chamar atenção apagando a vela antes que o aniversáriante. Mais ou menos o que aconteceu no Olímpico, na noite em que o Grêmio e sua torcida festejavam o aniversário do clube. Teve bolo e parabéns antes do jogo, mas as velinhas dos 107 anos tricolor foram sopradas pelo Scolari e seu aguerrido Palmeiras.
Foi uma das piores partidas do Grêmio, Souza e Douglas de atuações quase constrangedoras - e não só eles. E do outro lado um Palmeiras, um tradicional rival, mas que veste verde, jogando o  quep oucas vezes jogou em 2010. O Verdão teve a sorte, e a competência de Marcos Assunção, de fazer um golaço de falta aos 14min de jogo. Um gol relativamente cedo, num momento em que nenhuma das equipes se mostrava superior a outra.
 O Grêmio sentiu o gol. Os jogadores ficaram visivelmente nervosos, não souberam reagir diante de um Olímpico abarrotado e preparado para a festa e para a vitória. Quem soube jogar foi o Palmeiras. Soube defender com muita competência e com muita gente. Teve Edinho, teve Márcio Araújo, teve Tinga e teve Marcos Assunção. Este último não só marcou como chutou, armou, fez gol e passe para outro. No meio desses todos, tiveram raras chances de manobras ofencivas os atacantes gremistas que, quando acertaram alguma coisa, já era 46min do segundo tempo.
Renato mexeu, lançou o time para frente e não teve o exito de Felipão, que jogou seu Palmeiras todo pra tráse ainda conseguiu encaixar alguns contra-ataques.
Mas não é noite para se esquecer. A atuação sim, esta sim pode ser esquecida. Mas os fatos históricos que envolveram Grêmio e Palmeiras são grandes. Aniversário de 107 anos do clube, milésimo jogo no Brasileirão e ainda dois dos maiores ídolos à beira do campo.
O Grêmio de novo dá aquela estacionada no BR-10, se mantém a 5 pontos da zona de risco e mais uma vez perde um jogador importante. Borges para por pelo menos um mês. André Lima continua no time e o Grêmio fica carente de atacantes.

domingo, 5 de setembro de 2010

O 1° turno da dupla Grenal

São bem distintas as campanhas de Internacional e Grêmio no BR-10. O Colorado, já com o ano ganho, mas com muito a ganhar ainda, busca o Fluminense, o atual líder e campeão simbólico do primeiro turno - título que não tem dado muita sorte nos últimos dois anos. Já o Grêmio só pensa em escapar da zona do rebaixamento, por enquanto é por isso que se trabalha lá no Olímpico.

O Grêmio fechou o turno com um empate importante, contra o bom Botafogo de Joel Santana. Este empate pode valer ouro se o time de Renato continuar com os bons resultados, emendando na quarta uma vitória contra o Atlético-GO, adversário direto na luta contra o rebaixamento. Caso não conquiste bom resultado contra os goianos, o empate contra o Botafogo tem peso de derrota.

Quem escala mal, mexe bem no time. Isto é quase regra no futebol. Portaluppi mais uma vez inventou de improvisar Gilson no meio-campo, jogando como um terceiro volante, mais à esquerda, suprindo a ausência de Douglas. Deu que aos 20mim de jogo o Botafogo já ganhava de 2 a 0, com atuação constrangedora de sistema defensivo gremista, totalmente batido pela movimentação do ótimo Maicossuel. Pouco depois de tomar o segundo gol, Renato tirou Gilson para colocar o meia-atacante Roberson.

O Tricolor melhorou consideravelmente, dificultando a marcação dos três zagueiros do Fogão. Ainda perdendo, Renato foi para o tudo ou nada no segundo tempo. O Grêmio acabou o jogo num 4-1-3-2, com Adilson sendo o único volante, Leandro, Roberson e Jonas mais à frente e, no ataque, Borges e André Lima. O Grêmio correu riscos, tomou contra-ataques, não jogou bom futebol e se valeu da insistência e do abafa para conseguir o empate. Na atual circunstância, empate a ser comemorado para um Grêmio que fecha o turno na 16° posição, 20 pontos, sete derrotas, oito empates e apenas quatro vitórias.
O Inter acabou o 1° turno vencendo e ajudando o Grêmio. A vitória de 2 a 0 sobre o Prudente só veio no segundo tempo, a passou pelos pés de Kléber. Pés que acharam a cabeça de Sobis e depois de Damião. Dois cruzamentos dignos de um especialista, que fica no Inter até o Mundial, pelo menos, mas tem contrato por mais três temporadas.

Celso Roth tem o mérito de ter um desenho tático definido, o 4-2-3-1, e quando precisa mudar o time, muda apenas nomes. O esquema e a estratégia de jogo são os mesmos. O Colorado fechou essa 19° rodada a sete pontos do líder Fluminense, está na quarta colocação, tem cinco derrotas, quatro empates e nove vitórias.
 
        

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

1 a 0 é goleada

Como o Grêmio precisava de uma vitória! Que fosse no sufoco, que fosse suada, brigada, que fosse uma vitória simples - como foi. Que vencesse logo, ora. E o Grêmio jogou um bom primeiro tempo, fez aos 24mim o gol da vitória. Goleada de 1 a 0 que deixa o Tricolor fora da zona do rebaixamento, com 19 pontos, até o próximo jogo, no sábado, contra o Botafogo, lá no Rio.
Mesmo com uma chuva chata, a torcida atendeu ao apelo da direção e do treinador, aproveitou a promoção do meio ingresso e compareceu em bom número. Viu o novo capitão, Rochemback, de novo tomar conta do meio-campo e jogar bem. Viu o destituído Souza alternar bons e maus momentos. Viu também Jonas voltar a marcar gol, depois da jogada armada por Douglas e Fábio Santos, pelo lado esquerdo - lado que o tricolor funcionou melhor. Foi o vigésimo sétimo do atacante nessa temporada, este último sem comemoração, em respeito ao clube que o revelou para o futebol.
Mancini, que viu seu Guarani totalmente dominado no primeiro tempo, mudou no intervalo. O Guarani tinha apenas um chute à gol, sem querer, que saiu de um cruzamento torto. Passou então a dominar o jogo, pelo nervosismo e cautela tricolor e pela mexida de Várgner Mancini. Saiu o volante Maycon e entrou o experiente Baiano, que abriu na direita, jogando o outro meia para o lado esquerdo e abrindo a marcação dos dois volantes do Grêmio. O ótimo Mazola teve mais espaços para jogar, e como todo o Guarani, jogou melhor que o Grêmio na segunda etapa.
Borges não acertou nada a noite inteira. Portaluppi que acertou em tirá-lo no segundo tempo, para entrar um André Lima mais inspirado - mas não o suficiente. Também saiu Douglas, de futebol mediado, para entrar o interessado Leandro, que corre para sanar os prejuízos das muitas lesões em pouco tempo de Grêmio.
O jogo terminou com o Grêmio se defendendo no 3-5-2, tentando contra-atacar, com o Guarani reclamando da discutível arbitragem e com a torcida comemorando como há muito não se via no Olímpico. 1 a 0 para respirar, para dar moral à repetida equipe titular do treinador e para não transformar uma eventual derrota para o Botafogo em mais uma catástrofe.

 

domingo, 25 de julho de 2010

Momento

No futebol. quando o momento não é bom, não adianta nem jogar bem. Nem um bom empate fora de casa é bom. Estivesse o Grêmio em melhor situação na tabela, arrancar esse ponto do Cruzeiro, longe do Olímpico, seria boa resultado. Mas o momento é adverso para o Grêmio, e a crise ainda paira sobre Tricolor de Silas.

O Grêmio entrou em campo mudado, no 3-5-2, com Maylson e Hugo nas alas. Funcionou. Funcionaria melhor se Douglas, centralizado e responsável pela criação do time, tivesse feito melhor jogo e não errasse tantos passes. Funcionaria melhor se Silas não tivesse perdido Rochemback logo aos 20mim de jogo e entrado Ferdinando para substituí-lo.

A marcação do Grêmio encaixou bem. Pouco fez o Cruzeiro de Kuka no 4-2-2-2, e por quase todo o segundo tempo no 4-3-3. Victor foi pouco exigido, mas quando foi, falhou. Falhou no segundo gol do Cruzeiro, o gol de empate, aos 40 do segundo tempo, em jogada que protestou uma falta inexistente e foi à lona. A essa altura, Silas já tinha sido expulso e Jonas, o atacante mais perigoso em campo, já tinha sido substituído por um volante.
O Grêmio jogou bom futebol, mas não venceu. Ainda não venceu depois da Copa, continua na zona do rebaixamento, em 18°, com apenas 11 pontos. Fora do campo, discussão e briga no vestiário, e no discurso dos dirigentes e da comissão técnica o problema é a arbitragem. Na verdade, o problema do Grêmio é a bola, não o apito.

Por outro lado, quem não tem problema com o momento, com a bola e nem com o apito é o Inter de Celso Roth. O Colorado é o melhor time do pós-copa, fecha a rodada em terceiro lugar na tabela depois de alcançar a quarta vitória consecutiva.
Roth escalou uma equipe mista contra o Flamengo. Um mistão quente, com Renan, Índio, Eller, Guiñazu, Tinga, Taison e Sobis. A vitória de 1 a 0 consolidou o bom momento de Taison, jogando como meia-extremo na esquerda e autor de um golaço, e parece confirmar o maneira preferencial de como vai atuar o Inter de Roth, no 4-2-3-1.

O Colorado chega fortíssimo para o confronto contra o São Paulo, pela semifinal da Libertadores. Isso pelo bom momento do Internacional e pela má fase do time do ameaçado Ricardo Gomes. E como Tinga não joga, está suspenso, D'Alessandro deve entrar naturalmente no time, atuando entre Taison e Sobis, com Alecssandro de referência no ataque.    

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Grêmio ganha a primeira

Não foi de encher os olhos, mas foi o que Grêmio e Avaí puderam fazer no Olímpico, diante dos 9 mil gremistas desconfiados que foram ao estádio torcer por um Grêmio muito desfalcado. O titularissimo Jonas fez dois gols antes mesmo dos primeiros 30mim. Dois gols à la Jonas: um cheio de sorte; outro cheio de competência e atrevimento.

O Avaí jogou pouco. O jogador de meio-campo que mais tocou na bola foi Rudnei e, com todo respeito ao profissional, quando Rudnei é o principal expoente de um time, a coisa não pode funcionar mesmo. Ou o Avaí  do Péricles Chamusca, até então o vice-líder, entrou em campo muito desligado ou jogou muito acima do que pode nas outras partidas, pois, no Olímpico, o Grêmio teve certa facilidade para conquistar a vitória.

O esforçado Rochemback teve o seu bom futebol das ultimas partidas premiado com um gol. O terceiro gol, que fechou no final do segundo tempo o placar de uma partida morna, que o Grêmio venceu ao natural, sem grande apresentação coletiva mas com atuações individuais importantes. Maylson jogou e mostrou que não pode ser sacado do time. Adilson comprovou mais uma vez que aprendeu a jogar como primeiro volante. Roberson entrou no segundo tempo e deixa a impressão de ter mais bola que Willian e Bergson para substituir Borges.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Poderia ter sido tranquilo

O Grêmio poderia ter feito um resultado bem mais folgado que os 3 a 1  construídos sobre o Avaí. O árbitro Alício Pena Junior poderia ter sido mais competente, é verdade. E o Avaí menos azarado. O primeiro gol do Tricolor foi irregular, surgiu de um escanteio que só Alício e seu assistente viram. Azar do Avaí, que depois do gol foi pra cima da arbitragem e  acabou tendo um jogador expulso com a confusão logo aos 20 minutos de jogo.

A equipe de Silas fazia no primeiro tempo uma de suas melhores partidas do ano, mesmo quando o adversário ainda tinha 11 em campo, e mais ainda quando esteve em vantagem numérica. Jogou bem porque Leandro, vindo de lesão, esteve muito afim de jogo, Douglas também. Porque  Ferdinando guardou posição e Willian Magrão flutuou em campo, porque os laterais se apresentaram para o jogo, e bem. E porque Jonas e Borges fizeran o que se espera deles: gols. Tudo isso, no primeiro tempo.


No segundo tempo o Grêmio voltou relaxado, o que não pode acontecer, e modificado. Saiu Ferdinando para a entrada de Adilson. A dupla de volantes que todos querem ver jogar ainda deu certo, pois Adilson não marca tanto quanto marca Ferdinando. Silas tem de botar na balança: ou escala um dupla de volantes mais técnica ou uma dupla de volantes que passa segurança tática. É preciso admitir, o Grêmio sentiu a saída de Ferdinando.

A correria aramada pelo Avaí no segundo tempo pegou o Grêmio de surpresa. O Tricolor apostou que teria a posse de bola e quando deu por si estava perdido em campo, correndo atrás do adversário. Em momentos de serenidade o Grêmio ampliou com Jonas, e poderia ter feito mais. No restante do segundo tempo, levou um e poderia ter levado mais.

O Avaí está vivíssimo e certamente o Grêmio enfrentará um caldeirão na Ressacada. Com certeza é o maior desafio de Silas e seus comandados nesse ano, maior que o Genal do início do Gauchão. O Grêmio do primeiro tempo tem totais condições de ir a Florianópolis e classificar. O Grêmio do segundo tempo perde, não segura a onda na Ressacada.