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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

DCE/UFRGS - Eleição 2010 - Resultado final

Chapa 3 vence legitimado por grande votação
Alexandre Haubrich*
Quase 20% dos estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul votaram, apesar de diversas tentativas de golpe por parte da situação, e legitimaram as eleições para o Diretório Central de Estudantes da UFRGS. Com dois mil e trezentos votos, a Chapa 3 – Oposição Unificada foi a grande vencedora. A situação, representada pela Chapa 1, ficou em segundo lugar, com 1300 votos, e a Chapa 2 teve 850 votos.
O último dia de votações não teve os problemas de agressão de segunda-feira, mas começou com nova tentativa de destruir o processo eleitoral democrático. Email recebido por esse repórter às 4h20min da madrugada, enviado pela lista da Comissão Eleitoral – ou seja, para todos os alunos – dizia que a eleição estava suspensa por decisão da Comissão Eleitoral.
O email afirmava que o motivo era a perda de controle da Comissão sobre o processo, por atitudes da Reitoria, da Secretaria de Assistência Estudantil e da Chapa 3, que teria agredido o presidente e o tesoureiro da Comissão Eleitoral, Adrio de Oliveira Dias e Cleber Machado. Vídeos das ocasiões não mostram essas agressões, mas Cleber Machado aparece rasgando atas de votação da Faculdade de Educação.
O email foi enviado também aos Diretores de Unidade onde estavam ocorrendo as votações, solicitando o fechamento das urnas. Adrio e Leonardo Pereira, que assinam o email, porém, não foram atendidos. Eles já não eram mais reconhecidos como integrantes da Comissão Eleitoral por ela própria, pelos estudantes e pelos Diretores, por terem se manifestado publicamente a favor de uma das chapas (1) ou contrariamente a outra (3). Kátia Azambuja assumiu, então, como presidente da Comissão Eleitoral, e deu prosseguimento normal ao processo.
Rodolfo Mohr, integrante da Chapa 3, comemora: “Foi a grande vitória da democracia, daqueles que ousam lutar pra mudar nossa universidade, nosso mundo. Foi uma vitória contra os filhos da pior direita do RS, que não têm apego às liberdades democráticas, à garantia mínima de respeitar o direito de seus colegas, do povo. Foi a mostra de que a UFRGS não tolera a turma da Yeda, não tolera esse tipo de prática, uma verdadeira vitória da esquerda, dos estudantes”.

*Jornalista, editor do blog Jornalismo B

terça-feira, 23 de novembro de 2010

DCE/UFRGS - Eleição 2010

Chapa da situação ameaça processo eleitoral com seguidas tentativas de impugnação e intimidação
Alexandre Haubrich*
Se a campanha presidencial de 2010 foi marcada pela baixaria e por polêmicas, a eleição para o Diretório Central dos Estudantes de uma das maiores universidades do sul do país vai no mesmo caminho. Depois de sofrer sucessivas denúncias de corrupção, ameaçar impugnar a candidatura da principal chapa de oposição, a Chapa 3 – UFRGS Pública e Popular, a gestão atual do DCE da Universidade Federal do Rio Grande do Sul tenta agora impugnar o próprio pleito. As eleições começaram nesta segunda-feira, com votações nos dias 22, 23 e 24.
Circulou na imprensa local a informação de que, em uma reunião na noite da última sexta-feira, a Comissão Eleitoral teria aprovado a impugnação da Chapa 3, pois alguns de seus membros teriam agredido o presidente da Comissão, Adrio de Oliveria Dias, durante manifestação na manhã de sexta.
Adrio afirma que foi agredido por integrantes da Chapa 3 com socos e pontapés, tendo registrado, inclusive, Boletim de Ocorrência. Porém, os vídeos da manifestação mostram a saída do estudante com grande tensão, mas sem agressões. O estudante de jornalismo e integrante da Chapa 3, Rodolfo Mohr, um dos acusados de agredir Adrio, garante que o presidente da Comissão não foi agredido, apesar de ter passado hostilizando os manifestantes.
Mais tarde, confirmou-se que a impugnação na verdade não chegou a oficializar-se. Porém, a imprensa local já havia divulgado amplamente a “notícia”, contribuindo para causar confusão entre os estudantes aptos a votar.

Votação começa com confusões, agressões e novas ameaças
O primeiro dia de votação foi tenso. Qualquer pessoa estranha nos entornos das urnas causava expectativa. Mesmo assim, uma grande quantidade de estudantes já compareceu às urnas. Para votar, é preciso apenas o cartão da UFRGS e a senha correspondente.
Dois episódios, porém, tentaram macular o ambiente democrático buscado por três das chapas, a 2, a 3 e a 4. Ligados à Chapa 1, os ex integrantes da Comissão Eleitoral Adrio de Oliveria Dias, Claudia Thompson e Leonardo Pereira teriam ido ao Ministério Público tentar impugnar a eleição. Nenhuma notificação foi recebida por qualquer das chapas concorrentes.
Na urna em frente à Faculdade de Educação (FACED), outro problema. Segundo Nina Becker, estudante de Ciências Sociais e apoiadora da Chapa 3, uma integrante desta mesma chapa foi agredida com um soco por Cleber A. G. Machado, integrante da Comissão Eleitoral indicado pelo Diretório Acadêmico da Computação, ligado à situação. Além disso, ainda de acordo com Nina Becker, Cleber teria quebrado um vidro e rasgado as atas de votação, antes de sair do local preso pela segurança da UFRGS.

Formação da Comissão Eleitoral cercada de manobras
No dia 16 de setembro, os Centros Acadêmicos, responsáveis por garantir as eleições, formaram uma Comissão Eleitoral, que lançou um edital. Duas semanas depois, o DCE chamou nova reunião, na qual a proposta era retificar o calendário acertado no dia 16. Com a presença de 26 CA’s, o DCE se retirou da reunião, para, uma semana mais tarde, lançar um novo edital. Esse edital trazia novas regras, que subiriam os custos da campanha e dificultariam a inscrição de chapas maiores, como a 3. Por exemplo, a necessidade da presença de todos os integrantes das chapas no momento da inscrição e a obrigação de registrar todos os documentos de identidade dos apoiadores em cartório.
Mas o ponto mais polêmico defendido pela atual gestão do DCE era a votação pelo site da UFRGS, considerada insegura pela própria Reitoria da Universidade, por permitir que qualquer estudante votasse com a senha de outro. Além disso, o Estatuto do DCE prevê que o votante precisa apresentar um documento e assinar lista presencial. Caso a eleição ocorresse via internet, o temor é de que qualquer estudante vinculado a UFRGS poderia recorrer a Justiça e impugnar o pleito. Um acordo, por fim, uniu as duas comissões eleitorais e definiu a eleição por urna eletrônica, como na disputa pelo cargo de reitor.
A gestão do DCE, porém, mudou de ideia, e voltou a defender que o processo se realizasse via internet. A Reitoria da Universidade se demorava a liberar as listas de estudantes matriculados, impreterível para que a eleição fosse realizada, e uma manifestação foi convocada pela Chapa 3 para a última sexta-feira, na Secretaria de Atendimento Estudantil. O protesto reuniu cerca de 100 estudantes. Confirmada, enfim, a liberação das listas, Adrio, citado como um dos obstáculos para o processo eleitoral em um relatório que os estudantes pretendiam entregar, saiu pelo meio dos manifestantes.

Impugnação não foi comunicada oficialmente
Já no sábado, Rodolfo afirmava que a notícia da impugnação da candidatura poderia ser apenas um factóide, apenas mais uma manobra. A medida não foi comunicada oficialmente a Chapa 3, foi apenas vazada para a imprensa local. Para Rodolfo, seria mais uma forma de confundir os estudantes. “Mais uma” porque, no site da Comissão Eleitoral, os números das chapas 2 e 3 estão invertidos, segundo Rodolfo, deliberadamente.
Iur Priebe de Souza, um dos coordenadores da campanha da Chapa 2, critica as atitudes da Comissão Eleitoral e da atual gestão: “Estão querendo impugnar uma chapa por fatos que nem foram apurados. Isso é um abuso. Essa judicialização do processo é ruim para os estudantes. Precisam ganhar com programas e projetos, é isso o que tem que ser discutido”, afirma.

Gestão marcada por acusações de corrupção
No meio do ano, o advogado da atual gestão do DCE, Regis Coimbra, denunciou apropriação indébita de R$ 5 mil da entidade, pelo presidente Renan Pretto e o diretor de Relações Institucionais, Marcel van Haten. A investigação dos Centros e Diretórios Acadêmicos que se seguiu à denúncia apontou ainda outras irregularidades, como o favorecimento de amigos e familiares dos membros da gestão e remuneração desses mesmos membros, o que é vedado pelo Estatuto do DCE.
*Alexandre Haubrich é jornalista, editor do blog Jornalismo B

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Orgulho

É com misto de orgulho e felicidade que encaro e eleição de Dilma Rousseff. A mineira-gaúcha, de origem húngara, se elege aos 62 anos de idade, quase 63, na sua primeira eleição, contra um político calejado, cancheiro, acostumado com debates a cada dois anos e com o contato com o eleitor. Isto, por si só, já é significativo. Lula precisou de quatro eleições para se eleger a primeira vez.
Felicidade por questões pessoais, de poder ver no RS e no Brasil uma derrota significativa da direita representada pelo PSDB. De poder eleger candidatos que voto com muita convicção. São eles o senador Pain, Dilma Roiusseff e, principalmente, o governador eleito Tarso Genro, que assume depois de quatro anos de Rigotto e quatro anos de Yeda no estado. Os canditados do Partido dos Trabalhadores, hoje representam um projeto de governo que muito mais acertou do que errou, não é à toa a aprovação popular.
O sentimento de orgulho é mais abrangente, ultrapassa as fronteiras do Brasil. O processo é lento, não sabemos até que ponto continuará avançando, mas o eleitor está se desgarrando de preconceitos pré-históricos na hora de ir às urnas. Como é legal ver um índio na presidência da Bolívia, um negro nos E.U.A., um ex-guerrilheiro no Uruguai, um mestiço na Venezuela, um operário no Brasil que, agora, elege uma mulher.
A primeira mulher Presidente da República. Significativo! Ainda mais para uma mulher que vem da esquerda, embora o PT seja um partido de centro, para uma mulher que atuou fortemente na luta contra a ditadura e tem um passado digno, de guerrilha e clandestinidade. Não só aqui, mas nos outros países citados, e outros ainda, há uma profunda prova de democracia. Basta que o povo queira, chega-se ao cargo máximo de uma república. Seja índio, negro, mulher etc.
Podemos questionar a qualidade de cada governo, sim. Mas não a legitimidade e a importância histórica de cada representante do povo que chegou ao poder. Estou feliz, questão pessoal. O orgulho é pelo coletivo, pela evolução do pensar e do votar.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Voto Serra porque...


Assisti ao vídeo em questão no blog da Maria Frô, quinta-fera à noite. Ele faz parte da campanha #votoserrapq, do pessoal de outro blog, o Brasil e Desenvolvimento, que são alunos da UnB (Universidade de Brasília). A campanha aborda de modo irônico algumas diretrizes do PSDB e de seu eleitorado mais consciente (ou condizente) com a linha do partido.

Na mesma quinta-feira à noite, numa aula sobre questões étnicas e raciais da América Latina, discutíamos como se deu a abolição da escravatura no Brasil. Naturalmente chegamos ao polêmico assunto das cotas para negros em universidades públicas. O professor argumentou (mais comentou que argumentou) de uma dívida histórica que o branco, ou a elite, teria (tem!) com o negro na sociedade atual, e como podemos pagar etc. Quando lá de trás da sala um rapaz fala em voz alta "Tá, mas por que eu tenho que pagar isso?". É, então. Vejam o vídeo.
 

sábado, 16 de outubro de 2010

Intelectuais saem em apoio a Dilma Rousseff

Em setembro, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) publicou em seu portal eletrônico um manifesto assinado pelos reitores das universidades públicas em apoio à candidata do Partido dos Trabalhadores Dilma Rousseff. Segundo o documento o Brasil está no rumo certo garças às políticas implementadas pelo governo Lula. 

No último dia 13, o site da Carta Capital noticiou sobre o manifesto liderado pelo Chico Buarque, pelo teólogo Leonardo Boff e pelos jornalistas e escritores Emir Sader e Eric Nepomuceno que abrem o voto e defendem Dilma nesse segundo turno. O documento deve ser entregue à candidata no dia 18 de outubro, no Rio de Janeiro. Confira:
Manifesto de artistas e intelectuais pró Dilma
Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.
Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.
Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.
Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.
Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.
Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.
Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepomuceno

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Debate morno

Já começa pelo "obrigado pela pergunta, candidato". Na verdade tem sido um mais do mesmo incrível, debates chatos, sem embate mais forte e até sem confronto direto. No último encontro dos presidenciáveis, na Rede Globo, quinta-feira à noite, Serra e Dilma não se enfrentaram diretamente. Como diria Brizola: houve ali um certo "descontóle".

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

#humorsemcensura

STF libera humor com candidatos em emissoras de rádio e televisão

Decisão liminar suspende norma que proibia brincadeiras em ano eleitoral
26/08/2010 23:25
O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nessa quinta-feira as emissoras de rádio e televisão para fazer humor com os candidatos, partidos e coligações envolvidos nas eleições. A decisão suspendeu os efeitos de norma que diz que a partir do dia 1º de julho de ano eleitoral as emissoras ficam proibidas de “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação”.
A decisão, em caráter liminar, também deu uma nova interpretação a outro dispositivo questionado na ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) no começo da semana. Segundo a Lei das Eleições, de 1997, questionada pela entidade, as emissoras também ficavam proibidas, pelo mesmo período, de “difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes”.




quinta-feira, 29 de julho de 2010

Celebridades nas eleições 2010

Esse ano tem alguns nomes inacreditáveis concorrendo a cargos públicos, como o Kiko e o Leandro, do KLB. Sempre fica a dúvida da real intenção desses famosos, que ainda podem ser separados nas categorias artista, ex-atleta, ou celebridade instantânea. Querem realmente fazer pela sociedade, querem mais 15 minutos de fama ou garantir um bom salário no fim do mês? O pior é que esses questionamentos valem para a maioria dos políticos profissionais, senão todos.

É curioso perceber que geralmente as celebridades que se candidatam a um cargo público não impõem certo respeito, são folclóricos e não apresentam um histórico lá muito engajado. Por exemplo, não se vê um cara como o Chico Buarque, como o Marcelo Yuka, como o Sócrates, ex-jogador. São nomes, aos menos, que fogem a imagem do personagem folclórico ou de celebridades vazias.

A seguir, a lista dos candidatos à eleição 2010. Rio Grande do Sul ficou fora dessa.

  • Popó – pugilista; disputa vaga na Câmara pelo PRB-BA
  • Maguila – ex-pugilista; quer ser deputado federal pelo PTN-SP
  • Marcelinho Carioca – ex-jogador de futebol; concorre à Câmara pelo PSB-SP
  • Romário – ex-jogador de futebol; candidato a deputado federal pelo PSN-RJ
  • Vampeta – ex-jogador de futebol; disputa uma vaga na Câmara pelo PTB-SP
  • Leandro – cantor do KLB; concorre a deputado estadual pelo DEM-SP
  • Kiko – cantor do KLB; disputa uma vaga na Câmara pelo DEM-SP
  • Netinho – cantor de pagode/apresentador; concorre ao Senado pelo PCdoB-SP
  • Reginaldo Rossi – cantor; concorre à Assembléia de PE pelo PDT
  • Renner – cantor, dupla de Rick; candidato a senador pelo PP-GO
  • Sérgio Reis – cantor; disputa uma vaga na Câmara pelo PR-MG
  • Ronaldo Esper – estilista; concorre à Câmara pelo PTC-SP
  • Pedro Manso – humorista; disputa vaga na Assembléia do RJ pelo PRB
  • Dedé Santana – humorista; candidato a deputado estadual pelo PSC-PR
  • Tati Quebra-Barraco – cantora de funk; – concorre à Câmara pelo PTC-RJ
  • Tiririca – cantor; candidato a deputado federal pelo PR-SP
  • Mulher Melão – candidata à Assembléia do RJ pelo PHS
  • Mulher Pêra – concorre a deputada federal pelo PTN-SP