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terça-feira, 3 de março de 2015

Você Viu? #126

Diário do Centro do Mundo


Ponte
Vista aérea de Brasiléia no ápice da cheia. Foto: Secom/AC

Drogas: Por que louvamos o álcool e punimos a maconha?
Blog do Sakamoto, 3 de março

Escuridão: Parque da Redenção perde o encanto quando o sol se põe
Sul 21, 3 de março

HSBC: Receita Federal investiga brasileiros suspeitos
Carta Capital, 3 de março

Guido Mantega: A boçalidade do mal
Eliane Brum, 2 de março

Mujica: 10 frases marcantes do ex-presidente do Uruguai
BBC Brasil, 1° de março

Água: Presidente da CPI da Sabesp fala ao DCM
Diário do Centro do Mundo, 1° de março

Crise: Líder socialista espanhol busca em Lula uma inspiração contra a crise
El País, 28 de fevereiro

Porto Alegre: COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA INDICA QUE AGRESSORES DA OCUPAÇÃO MAIS BELA VISTA PODEM SER DO 4º BOE
Jornalismo B, 27 de fevereiro

Amazônia: Grilagem e desmatamento contam a história do Jari
Agência Pública, 26 de fevereiro

Violência: Brasil aparece em 2º lugar em lista dos destinos mais inseguros para mulheres viajarem sozinhas no mundo
Brasil Post, 24 de fevereiro

sábado, 18 de agosto de 2012

Apanhador Só apresenta seu acústico-sucateiro na Redenção

Está marcado para este domingo, dia 19, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. A função começa às 16h, em algum dos gramados perto do chafariz central do parque. A causa é nobre, assim como é o trabalho desses jovens músicos da banda Apanhador Só.

Durante o show, o pessoal vai passar o chapéu para arrecadar dinheiro e ajudar no projeto da banda para o segundo álbum. No site do Catarse, ainda faltam 25 dias pros guris arrecadarem cerca de 15 mil reais para financiar o segundo disco. Hoje,  a banda tem 19.851 mil reais em caixa. Caso o valor total não seja alcançado até o final do prazo, o dinheiro será devolvido. Dá pra ajudar no: ttp://catarse.me/pt/apanhadorso


Ano passado a Apanhador Só também apresentou o acústico-sucateiro em plena Redenção, e foi muito legal, juntou muita gente. Na página do facebook, mais de 370 pessoas confirmaram presença no evento desse domingo. É um belo público.

Além do chapéu, a banda vai fazer um esquema de arrecadação analógica para quem, por algum motivo, não pode contribuir pela internet. As pessoas poderão escolher qualquer recompensa do projeto e pagar em dinheiro. O pessoal vai anotar o nome, o contato e a respectiva recompensa de cada um e depois fazer a compra no site pela pessoa.


Esse tipo de projeto, cada vez mais em alta no Brasil, cria uma relação fantástica de confiança entre público e artista. É a forma mais crua e visceral de dependência entre uma banda e seus fãs: "nós financiamos os custos e vocês gravam o disco" e não aquela coisa "vocês investem, gravam o disco e, se tocar no rádio e eu gostar, eu compro".

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Ocupação do espaço público é a melhor alternativa para a Redenção

Já se discute há algum tempo em Porto Alegre a falta de segurança à noite nos parques da capital, principalmente o Parque Farroupilha. Tenho a impressão que a ideia absurda de cercar a Redenção esteja mais em baixa do que nunca. O que está sendo amplamente analisado na Secretaria Nacional de Segurança, é a aquisição de 27 novas câmeras para serem instaladas na Redenção e no Parque Marinha. Os equipamentos farão uma cobertura quase que completa dos parques.

Mesmo que outros parques estejam dentro da discussão, a Redenção acaba centralizando a polêmica. Na interessante reportagem do jornal Sul21, nesta última quarta, dia 4, os movimentos sociais entraram forte na discussão e se colocam completamente contra a instalações de câmeras. O debate é muito pertinente, e tem fundamento.

Há um aspecto fundamental que, acho, pode ser um ponto de partida para a polêmica. A sensação de insegurança é sempre maior que a real falta de segurança. Afinal, as estatísticas que dão conta da violência na noite da Redenção apontam porcentagens proporcionalmente maiores do que qualquer outro ponto da cidade? Certamente não ao ponto de justificar um sistema de câmeras que monitore de forma invasiva qualquer movimento do frequentador comum do parque. E tenho certeza que a porcentagem de frequentadores comuns é infinitamente maior que a dos infratores.

Ao permitir que as vias públicas se tornem um grande reality show, estamos autorizando o Estado a nos vigiar em nome da nossa (suposta) segurança. É isso que queremos? Como se bancos e joalherias, por exemplo, não sofressem com nenhum tipo de crime, mesmo amparados por valiosos sistemas vigiados de segurança.

Há sim uma discrepância em algum dos argumentos dos representantes dos movimentos sociais na reportagem do Sul21. A alegação que as câmeras irão invadir a privacidade de quem vai para o parque, à noite, fazer sexo em locais escusos da Redenção, é descabida. Um local de circulação pública não pode virar lugar frequente de relações sexuais. Porém, ao mesmo tempo que não é aceitável que a Redenção se torne uma espécie de motel ao ar livre, não é de bom grado que se iniba o flerte, o namoro, a busca pelo sexo. Faz parte da vida noturna de qualquer grande cidade.

O que a Redenção precisa é da ocupação do espaço público pela sociedade civil. Coisa que aconteceu recentemente por duas vezes, que se chamou de Serenata Redenção Iluminada. Uma iniciativa que começou sendo fomentada nas redes sociais e se transformou em um evento cultural muito bonito. A questão principal é o habito. E o habito é cultural, e vem com o tempo.

Se, aos poucos, as pessoas cultivarem o hábito de frequentar a Redenção no turno da noite, atividades culturais e comerciais tomarão conta do espaço, coibindo de forma natural o que se classifica como crime.

De resto, é muito mais prudente e menos abusivo uma polícia que faça rondas periódicas e seja ágil a qualquer chamada emergencial, do que um sistema de câmeras que monitore passo a passo a vida do cidadão.
Ramiro Furquim/Jornal Sul21

segunda-feira, 26 de março de 2012

Filme de Segunda 61

Redenção


Jackeline Moraes

Um filme que chama atenção muito mais pela trama do que por razões técnicas ou grandes nomes. A produção de Marc Forster (007 - Quantum of Solace e Em Busca da Terra do Nunca), que confesso não conhecer muito, conta a história de Sam Childers, um viciado em heroína e recém ex-detento. 

Influenciado por sua esposa (ex-stripper), Sam encontra conforto e solução para seu caráter, em Cristo. Frequentando os cultos, Sam descobre sua vocação e decide fazer algo realmente bom pelas pessoas. Arruma suas malas e compra a briga das crianças do Sudão. Childers constrói um orfanato para órfãos vitimas da guerra civil e ganha o apelido de "pastor da metralhadora".
Muito mais do que um drama real (baseado em fatos reais), Redenção dá uma lição de amor ao próximo. Gerard Butler convence e nos transporta a triste realidade do Sudão, assistir a esse longa sem se sensibilizar com a realidade daquelas crianças é algo impossível.

Foi plausível ignorar todos aspectos fracos e considerar somente a história, que é linda e vale muito. Sam não mede esforços para ajudar o próximo e para aqueles que se entediam com o meu papinho “vamos salvar o mundo”, tem sim, muitos tiros e suspenses.

A trama de forma alguma faz apologia à religiões, que era o que eu imaginava, mas reafirma a solidariedade, o amor pelo ser humano, o fazer o bem sem pensar em recompensas. Embora os críticos tenham sido severos, eu avaliei (do alto da minha sabedoria) como um filme atual e lindo, para ver enxugando as lágrimas e roendo as unhas. A dica do filme de segunda de hoje é uma lição de amor com a medida certa de emoção

Gênero: Ação
Duração: 130 min.
Origem: EUA
Direção: Marc Forster 
Roteiro: Jason Keller
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2011
Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

domingo, 7 de março de 2010

Redenção, uma semana depois

Há 7 dias, aconteceu na Redenção um confronto de gangues, os chamados bondes, formados em sua maioria por jovens com menos de 20 anos de idade. Fato que repercutiu muito durante essa semana que passou. O encontro de bondes rivais vem acontecendo com certa frequência em Porto Alegre. Esses confrontos já foram problemas graves no parque Germânia e aos arredores do shopping Lindóia, na zona norte da capital.

Segundo comerciantes que trabalham no Parque da Redenção, os bondes já havia algumas semanas frequentavam o local. Semana passada, o encontro de grupos do Campo da Tuca e Vila Jardim resultou na morte de um jovem, com um tiro na cabeça, e mais quatro feridos. Isto, um dia depois do assassinato do secretário da saúde, Eliseu Santros. Os dois fatos em sequencia deixaram Porto Alegre em estado de alerta durante a semana.


Desde ontem, sábado, a Brigada Militar anunciou policiamento ostensivo em finais de semana nos principais parques da cidade, até dia 21 de abril. A partir desta data, a Prefeitura da capital negociará um novo contrato com a BM, para que esse policiamento nos parques se torne rotina diária.

Estive na Redenção hoje à tarde. Cheguei por volta 16h, o movimento parecia normal para uma tarde de pouco sol e escassos momentos de chuva fraca. Logo nos primeiros 200 metros, na rua do brique, uma dupla de policiais conversavam e uma viatura com mais três circulava em baixa velocidade. No Arco da Redenção, geralmente local de muita aglomeração, poucos transeuntes e muito policiamento, inclusive viaturas da Guarda Municipal.




























Por todo o parque, a cena se repetia. Aos arredores, nos bares em que o pessoal costuma comprar bebida alcoólica, era grande a presença da BM. Muitos jovens foram revistatos, chamando muito a atenção de populares. Presenciei duas ações da Brigada, mas não houve registro de apreensões nem algum tipo de confusão.

Deixei a Redenção pouco antes das 19 horas, quando o movimento de policiais já começa a diminuir aos poucos. Mas, durante a tarde, o sentimento geral era de segurança. Os fatos acorridos na semana passada não intimidaram as familias que foram à Redenção nesse domingo. Entretanto, é muito difícil a BM manter um número alto de seu contingente espalhados pelos parques da cidade todos os dias, o que deve acontecer até 21 de abril. É preciso gastar dinheiro e criar outras alternativas de segurança, e não se preocupar em fazer ações parecidas apenas depois que fatos lamentáveis acontecem.