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sábado, 10 de janeiro de 2015

Theatro São Pedro tem bela celebração à obra de Nico

Lindíssimo o espetáculo Nico Tributo, organizado por amigos de Nico Nicolaiewsky, que abriu a temporada 2015 do Theatro São Pedro, na última quinta-feira (8), como tantas outras vezes em quase três décadas o musical Tangos & Tragédia abriu os trabalhos da casa de espetáculo mais nobre de Porto Alegre. (Ainda há ingressos para a quarta e última apresentação, neste domingo)

No show, nada de choro, ou qualquer falatório, ou depoimento sobre a vida de Nico, exaltando como ele foi uma boa pessoa, um bom pai, amigo e marido e extremamente talentoso. O que seria muito justo, até. Contudo, de forma muito acertada, Nico Tributo é uma celebração à obra artística deixada pelo músico.

Antes de tudo, é uma peça musical muito bem montada, com luz, cenário, figurino e textos que remetem diretamente à carreira de Nico Nicolaiewsky e, claro, com um repertório feito apenas com composições do artista. Uma faceta de Nico que, mesmo com três álbuns solo, para o grande público acabava sendo ofuscada pelo personagem Maestro Pletskaya, de Tangos & Tragédias. Nico foi um compositor sofisticado, de letras profundas, mas nunca pesadas.

FOTO: Nilton Santolin / Facebook

Para o show Nico Tributo, uma banda repleta de amigos, todos sempre muito presentes em todas as fases da carreira do artista. A começar pelo parceiro Hique Gomez (violino, bandolim, piano e voz), além de Cláudio Levitan (banjo, bandolim e voz), Arthur de Faria (acordeão, piano e voz), Pezão (piano, bateria e voz), Marco Lopes (tuba), Silvio Marques (voz e violão) a filha de Nico, Nina Nicolaiewsky (voz). Também os convidados Fernanda Takai e John Ulhoa, do Pato Fu.

No final, ao som da polca Só cai quem voa, o público segue os músicos, em coro, até a parte de fora do teatro. O espetáculo encerra em grande estilo, nos deixando uma nítida sensação de bem estar, efeito da música boa e do clima de celebração. Uma belíssima e justa homenagem ao baita artista que foi Nico Nicolaiewsky.  

Fragmentos de Nico




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Jimi Joe toca no República do Rock

Luís Bissigo para Prefeitura de Porto Alegre

Julia Franzon / PMPA
O Projeto República do Rock, na próxima terça-feira, 7, terá folk e o blues, dois gêneros que floresceram no interior dos Estados Unidos no século passado e fazem parte do DNA do rock. Essas duas vertentes musicais estarão em evidência no projeto República do Rock, com shows de Jimi Joe e Renato Velho e Manéco Rocha.

Um dos grandes personagens da cena independente, o músico, jornalista e radialista Jimi Joe está de volta às atividades musicais este ano, depois de passar por um transplante de rim em 2013. Com 39 anos de trajetória, ele revisita canções conhecidas - como Sandina, Dani, Primeiro Instante e Fecha Um - e apresenta novidades que estarão em seu próximo álbum solo, em fase de produção. No palco, Jimi (guitarras, violões, harmônicas e voz) terá ao lado Carlos Magno (bateria) e Gustavo Chaise (baixo e vocais).

A noite começa com o espetáculo 50 Tons de Blues, reunindo os instrumentistas Renato Velho (violões) e Manéco Rocha (washboard, kazoo e spoons). A tônica é o blues acústico dos primórdios do estilo, lembrando temas de artistas como Charley Patton, Robert Johnson, Blind Willie McTell e Mississippi John Hurt. O CD 50 Tons de Blues rendeu a Velho o prêmio de Melhor Intérprete na categoria Instrumental do Prêmio Açorianos de Música 2013.

A curiosidade é que Renato Velho colaborou no primeiro álbum solo de Jimi Joe - Saudade do Futuro (2005), premiado com o Açorianos de Música na categoria Compositor Pop -, o que sugere a possibilidade de uma interação entre as duas bandas no palco.

O projeto República do Rock é uma realização da Coordenação de Música da Secretaria da Cultura.


República do Rock
Atrações: Jimi Joe e 50 Tons de Blues (Renato Velho e Manéco Rocha)
Terça-feira, 7 de outubro, 20h
Teatro Renascença (avenida Erico Verissimo, 307, fone 51 3289-8066)
Ingresso: um quilo de alimento não perecível.
A retirada de senhas, na bilheteria do teatro, pode ser feita a partir das 19h.

sábado, 29 de março de 2014

House e sua banda em Porto Alegre

Carlos Macedo / Agência RBS
Ora, que falta de elegância da minha parte. Tanto com Mr. Hugh Laurie quanto com sua Copper Bottom Band. Ambos de uma competência inegável, enquanto eu, um mero blogueiro do sul da América do Sul, os reduzo à óbvia referência ao seriado médico-cômico-investigativo Dr. House. O que, aliás, creio que não incomode tanto assim o ator e músico inglês. Ele sabe muito bem se aproveitar do sucesso do consagrado personagem. Mesmo assim, o título dessa postagem segue sendo uma falta de consideração - apenas aparentemente, lhes garanto.

Hugh adentrou o palco do Teatro do Sesi, em Porto Alegre, na última quinta-feira (29), dois - talvez três - minutos após a banda iniciar os trabalhos. Aquela velha jogada ensaiada. Como o público veio abaixo, Laurie já sentiu o clima da casa, o recepcionando como se fosse um velho astro do rock. Ou do blues, como tenho certeza que preferiria. A mesma certeza não tenho quanto a preferência musical do público presente. Das mil e quinhentas pessoas, quantas ali foram pra ver o House? E pra ver o Hugh? E pra ouvir blues?

Agora, tenho absoluta certeza que todos se divertiram muito e saíram encantados com a simpatia do inglês que revisa os clássicos da música negra americana. Não foi apenas um show, foi um espetáculo completo, envolvente, divertido. Hugh Laurie, o House, não é necessariamente um grande cantor, mas ele sabe cantar sim, se vira muito bem no violão e no piano tem desempenho mais que satisfatório. A partir desse músico razoavelmente interessante, o ator vem à tona. O esguio e enérgico interprete de 54 anos domina o palco, conta histórias, faz piadas, interage com o público e dança.

Carlos Macedo / Aência RBS

A Copper Bottom Band também faz seu papel. Com muita pegada, são sete músicos de muito sangue black correndo nas veias, uma enorme variedade de instrumentos e tem ainda aquelas clássicas dancinhas das backing vocals que sempre cantam absurdamente bem. Coisa de negrão, de qualidade, música de raiz, tudo executado de uma maneira legal, competente e divertida.

Ao longo do show, Hugh Laurie falava sobre seus ídolos e sobre cada canção. Destaques para Iko Iko, a canção que abriu a noite, do grupo feminino The Dixie Cups (vídeo abaixo), You Never Can Tell, de Chuck Berry, o tango El Choclo e, no bis, com o público todo em pé, aglomerado na frente do palco, uma versão do samba Mas que nada, cantado em português.

Não esperava menos do perspicaz Dr. House.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Porto não muito Alegre

Os porto-alegrenses, de modo geral, se apropriam das coisas de sua cidade. Nutrem um sentimento de posse e orgulho com algumas peculiaridades da capital gaúcha. São coisas nossas. Deles, cidadãos de Porto Alegre. É difícil perder algo ou alguém que se tem carinho e admiração inestimável. É difícil ver sua cidade perdendo, repentinamente, uma de suas marcas.

O Guaíba, o Gasômetro, a Redenção, o Zaffari, Grêmio, Internacional, o Bailei na Curva e, claro, entre outras poucas coisas, o espetáculo Tangos e Tragédia, dos talentosos Hique Gomes e Nico Nicolaiewsky.

Aliás, não só do Tangos. Mas de vários e variados trabalhos.

Valeu Nico. Obrigado Maestro!







sábado, 22 de junho de 2013

O sarcasmo musical de Clarice Falcão em Porto Alegre

O bis foi combinado antes da “última” música ser executada – evidente. Com seu humor sarcástico e incrivelmente sutil e delicado, Clarice explicou à platéia que lotava o Teatro do Bourbon Country na noite de 16 de junho, em Porto Alegre, que ela e a banda desceriam ao camarim e, ao ouvirem as palmas e os gritos do fãs, voltariam para o palco. “Então, de ‘improviso’, tocamos mais duas ou três. Pensei nisso agora, vamos ver se funciona”, brincou.

Com a fala mansa de uma pernambucana de 23 anos e sotaque carioca, Clarice Falcão começou o show com irrisórios 10 minutos de atraso. A cantora, compositora, atriz, roteirista e humorista mal se movimentou no palco. Não deu mais de um passo para qualquer lado. Pouco para quem carrega tantas funções no currículo. Contudo, isso não significa que o show seja uma experiência monótona. O texto é tudo. Afinal, o seu indie folk, com um pé na MPB dos anos 60/70 e outro na música popular mais recente (Arnaldo Antunes, Marcelo Geneci, Tulipa Ruiz), embala letras de amor com tempero sarcástico. Um agridoce difícil de não gostar.
Clarice esteve em Porto Alegre na turnê de lançamento do seu primeiro disco, Monomania. No trabalho, gravado de forma independente, a cantora transfere para o mundo real todo o sucesso conquistado nos últimos dois anos na internet. Filha dos roteiristas João e Adriana Falcão, ela começou a lançar vídeos no youtube apresentando suas composições em voz e violão. Atualmente soma mais de 15 milhões de acesso. Para potencializar ainda mais seu sucesso virtual, Clarice faz parte do canal de humor Porta dos Fundos, que grava esquetes cômicas de forma independente e lança na internet. O canal é um os maiores fenômenos de acesso no youtube.

O show é uma experiência agradável. O público, adolescentes em sua maioria, cantou todas as canções do início ao fim – o que tem se repetido nas apresentações pelo Brasil. Desde a mais consagrada e mórbida 8º Andar (“Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar”) até a mais romântica De todos os loucos do mundo (“De todos os loucos do mundo eu quis você/ Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha/ De todos os loucos do mundo eu quis você/ Porque a sua loucura parece um pouco com a minha”).

Pouca luz, banda acústica e requintada, movimentos calculados e tímidos. A construção impecável, como uma peça ensaiada exaustivamente, com início, meio e fim. Por ora, Clarice Falcão é a grande boa nova da música brasileira. Um talento a ser observado e consumido em qualquer campo em que esta menina se meta a atuar. O público de Porto Alegre, e seu público de forma geral, merecem mais (até porque ela pode mais) que apenas uma hora de show.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Discografia Rock Gaúcho com entrada gratuita no Opinião

Dentro da agenda musical do Porto Verão Alegre deste ano, oito nomes importantes do rock feito no Rio Grande do Sul estarão participando do projeto Discografia Rock Gaúcho, executando, na íntegra, um álbum importante de suas carreiras. Os shows acontecerão de 4 a 7 de fevereiro, no palco do Bar Opinião, sempre com duas apresentações por noite.

Como os shows terão entrada franca, as senhas para o projeto Discografia Rock Gaúcho serão distribuídas a partir do dia 21 de janeiro nos quiosques de venda do Porto Verão Alegre. Confira os locais no site: http://www.portoveraoalegre.com.br/portal/php/infos.php

Programação

Segunda-feira, 4 de fevereiro
22h - Frank Jorge: Carteira Nacional de Apaixonado (2000)
23h30 - Wander Wildner: Baladas Sangrentas (1996)

Terça-feira, 5 de fevereiro
22h - Tópaz: III (2010)
23h30 - Bidê ou Balde: Eles são assim e assim por diante (2012)

Quarta-feira, 6 de fevereiro
22h - Acústicos & Valvulados: Acústicos & Valvulados (1999)
23h30 - Tequila Baby: Por onde você andava? (2012)

Quinta-feira, 7 de fevereiro
22h - Cachorro Grande: Cachorro Grande (2001)
23h30 - DeFalla: It’s Fuckin’ Borin’ to Death (1988)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sérgio Rojas faz show antes do fim do mundo

Está marcado para o dia 11 de dezembro. No Bar Opinião, em Porto Alegre. Um dia antes do dia em que a profecia Maia prevê o fim dos tempos. Rojas escolheu justamente a data anterior ao "fim" para fazer seu show de recomeço. Na próxima terça, o músico de uruguaiana, radicado na capital há 30 anos, coloca um pé em 2013.

Rojas é do tipo que não perde os amigos, nem sequer a piada. O espetáculo foi mesmo batizado de Antes do Fim do Mundo, mas diferente do apocalipse, tem hora marcada: 22h. As parcerias, uma marca registrada em sua carreira, estarão lá. Sobem ao palco Shana Müller, Renato Borghetti, Duca Leindecker, Demétrio Xavier, Jorginho do Trompete, Dudu Mendes Rocha, Régis Leal e Caco Pacheco.

O show, basicamente dá início a turnê que Rojas pretende realizar no próximo ano. As músicas são do DVD Frontera, gravado em setembro de 2011 no Teatro Renascença. Todas as canções são em espanhol, entre elas Ya Va Salir el Sol, La Luna y Nada Más, Amiga Mía, Tu en La Zamba, e três que integram a trilha do filme La Vieja de Atrás, do cineasta argentino Juan Pablo Meza, Ay Soledad, Luces de Abril e Pensaba en Ti. Elas têm como base a milonga, e incluem outros ritmos latino-americanos, do folclore ao pop. Também lembrará sucessos de sua carreira e músicas dos argentinos Charly Garcia, Fito Paez e Los Iracundos. 

A banda é Sérgio Rojas (voz e violão), Dionara Schneider (piano acústico), Diego Floreio (piano elétrico, órgão Hammond, acordeom), Guiza Ribeiro (guitarra), Bilo Salau (baixo), Cacá Lazzari (bateria), todos da Melody, uma banda teen que vem chamando a atenção.

O que: Sérgio Rojas em "Antes do Fim do Mundo"
Onde: Opinião (José do Patrocínio, 834)
Quando: Dia 11 de dezembro, às 22 horas

Ingressos antecipados a 10 reais na La Hermosa (Lima e Silva, 297). 
Na hora, bilheteria do Opinião, 20 reais. 
Telentrega 9177-7791

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Filme resgata personagem importante da cultura de Porto Alegre

Estreia hoje na capital, em três salas de cinema, o documentário Espia Só, dirigido por Saturnino Rocha. O longa conta a história do maestro Octávio Dutra, personagem importantíssimo para a cultura de Porto Alegre nas primeiras décadas do século XX.

Octávio Dutra foi agitador cultural, compositor, teatrólogo, ensaiador e diretor de pequenas orquestras formadas por estudantes. Foi diretor musical da Rádio Gaúcha de 1927 a 1934. Marqueteiro autodidata fazia reclames publicitários musicais, que hoje conhecemos como "jingles". Compôs perto de 500 músicas e criou o conjunto musical mais conhecido do início do século XX, "O Terror dos Facões". Também influenciou e formou uma geração de músicos em todo o Brasil, como Dante Santoro e Raul Lima.


A programação:
Instituto NT – 09 a 15 de novembro às 11h30
Cine Bancários - 09 a 15 de novembro às 15h, 17h e 19h
Casa de Cultura Mario Quintana - sala Eduardo Hirst - 09 a 15 de novembro às 16h30 e 19h30


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Araújo Vianna: os dois lados da reinauguração

Foi um bonito espetáculo que se viu, no início da noite desse 20 de setembro, no Auditório Araújo Vianna. Algo em torno de 3 mil pessoas prestigiaram o show dos artistas que marcaram (e ainda marcam) a história da música porto-alegrense. Artistas que, a partir dos anos 70, ajudaram a escrever a rica história do Auditório.

E o povo de Porto Alegre tem uma relação de muito afeto com o Araújo. Por ali já passaram artistas importantes, intelectuais e manifestações sociais que fazem parte da memória coletiva e afetiva da cidade. O Araújo Vianna é um bem cultural e público de valor inestimável para a capital gaúcha, localizado no coração do Parque da Redenção.

O "novo" Araújo Vianna realmente ficou muito bonito, confortável, excelente acústica. Além de tudo, não há lugar ruim. De qualquer ponto do auditório se tem uma boa visão do palco.

Um clima de nostalgia tomava conta da plateia. O público curtiu muito os shows, aplaudiu, cantou junto e, em certos momentos, desceu em massa pra frente do palco para cantar alguns clássicos do rock gaúcho. É boa a sensação de saber que o Araújo Vianna volta a figurar no repertório cultural de Porto Alegre.

Mas tem o outro lado da situação.

O Auditório foi fechado pela administração do então prefeito Fogaça em 2005, alegando problemas estruturais. Dois anos após o fechamento, a Prefeitura decidiu reerguer o espaço através de parceria com a iniciativa privada e lançou licitação para a reforma.

Na época a comunidade cultural se colocou contra a privatização do lugar. A Bancada Federal gaúcha, por iniciativa da deputada Maria do Rosário, apresentou a possibilidade de uma emenda de bancada, para manter, assim, o Araújo como um espaço público. Recursos próprios do Ministério da Cultura ou o financiamento por organismos como o BNDES também eram uma possibilidade. Nada adiantou.

A Opus Promoções venceu a licitação, executou a obra junto com a Prefeitura e, depois de muitos atrasos e adiamentos, sete anos fechado, o Araújo Vianna é reinaugurado apenas 17 dias antes das eleições municipais, com as obras ainda não finalizadas. Dos 8 shows programados para 2012, sete ocorrerão entre setembro e outubro, que é período eleitoral.

A Opus agora é detentora de 75% das datas, por um período de 10 anos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Grande espetáculo marca a reabertura do Araújo Vianna

Está marcado para às 18h do dia 20 de setembro, quinta-feira, o retorno ao convívio cultural da cidade de um dos mais importantes palcos da capital gaúcha. O concerto gratuíto Todas as gerações no Araújo Vianna reúne nomes de peso do cenário da múisica e da cultura de Porto Alegre. 
Ricardo Giusti/Arquivo PMPA
O show que passa pela MPG dos anos 70, o rock dos 80 e 90 e o samba porto-alegrense, tem duração prevista de 2h30. Uma verdadeira celebração, que ainda contará com a apresentação de Roger Lerina, Kátia Suman, Juarez Fonseca e Mary Mezzari. Os shows serão de: Antônio Villeroy, Bebeto Alves, Carlinhos Carneiro, Charles Master, Cláudio Heinz e Júlia Barth (Replicantes), Edu K, Elaine Geissler, Gelson Oliveira, Glória Oliveira, Grupo Bom Partido, Hermes Aquino, Hique Gomez, Júlio Reny, King Jim, Nei Van Soria, Nelson Coelho de Castro, Nico Nicolaiewsky, Pas-de-Deux do Samba, Raul Ellwanger, Renan Ludwig, Tiago Ferraz, Tonho Crocco, Wander Wildner, Wilson Ney, Zé Caradípia e Elisa Furtado. A Direção Musical é de Pedrinho Figueiredo e Ray-Z.

ENTRADA FRANCA – Em troca de um livro (qualquer publicação – que serão posteriormente encaminhadas às bibliotecas públicas)
 
A retirada de ingressos acontece a partir de terça-feira, dia 18 de setembro, nos seguintes locais:
- Usina do Gasômetro: Terça e quarta-feira: 9h às 12h e das 14h às 18h.
- Centro Municipal de Cultura, (Av. Érico Verissimo, 307): Terça e quarta-feira: 10h às 20h30.
-Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80): Terça e quarta-feira, das 14h às 22h
 
*Na data da apresentação, dia 20/09, se disponível – retirada somente na bilheteria do Araújo Vianna, a partir das 13h.

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Esta reabertura é fruto da parceria público-privada entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Opus Promoções, com patrocínio master da Operadora Oi e patrocínio especial da Coca-Cola e do grupo Zaffari.

A Opus Promoções, detentora de 75% do calendário anual do espaço pelo período de dez anos, vai gerir o espaço em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, compondo um conselho gestor com participação paritária entre os dois parceiros. Os 91 dias anuais de programação da Prefeitura terão atrações a preços populares ou mesmo gratuitos. Já estão confirmados o cantor e compositor Tom Zé, no dia 3 de outubro e um especial no dia 2 de dezembro em comemoração ao Dia Nacional do Samba.
 
A programação da Opus abre no dia 22 de setembro com Maria Rita cantando Elis Regina no show “Redescobrir”, e segue com Paulinho da Viola, dia 19 de outubro; Roupa Nova, dia 12; a série Concertos Comunitários Ano XV, dia 21 do mesmo mês; e Norah Jones com a “Norah Jones Tour”, dia 12 de dezembro.
 
Informações da Secretaria Municipal da Cultura

sábado, 15 de setembro de 2012

Bandinha Di Dá Dó lança primeiro disco

Impressionante como, muitas vezes, a estrada é longa até um artista gravar seu primeiro disco. A performática Bandinha Di Dá Dó começou a aparecer nos palcos de Porto Alegre em meados de 2005. Lá se vão sete anos. É um tempo considerável. Finalmente agora, em 2012, o grupo de músicos em trajes de palhaços lança seu primeiro álbum.

O show de lançamento está marcado para próxima quarta-feira, 19 de setembro, no Salão de Atos da UFRGS, às 20h. A entrada é um 1 kg de um alimento. A Bandinha está preparando um espetáculo inédito, com participação dos convidados do disco e de artistas circenses executando números no palco.

O novo disco foi intitulado It s a Clown Music! Bandinha Di Dá Dó e Muito Mais..., produzido por Arthur de Faria, o trabalho teve as participações especiais de Hique Gomez, Márcio Petracco, Cláudio Levitan, Luciano Leães, Julio Rizzo, Bebeto Mohr e Marcelo Birck.

Bandinha Di Dá Dó é: Mauro Bruzza, Paulo Zé Barcellos e Thiago Ritter. Ou: Cotoco, Teimoso Teimosia e Zé Docinho.

http://www.bandinhadidado.com/


sábado, 18 de agosto de 2012

Apanhador Só apresenta seu acústico-sucateiro na Redenção

Está marcado para este domingo, dia 19, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. A função começa às 16h, em algum dos gramados perto do chafariz central do parque. A causa é nobre, assim como é o trabalho desses jovens músicos da banda Apanhador Só.

Durante o show, o pessoal vai passar o chapéu para arrecadar dinheiro e ajudar no projeto da banda para o segundo álbum. No site do Catarse, ainda faltam 25 dias pros guris arrecadarem cerca de 15 mil reais para financiar o segundo disco. Hoje,  a banda tem 19.851 mil reais em caixa. Caso o valor total não seja alcançado até o final do prazo, o dinheiro será devolvido. Dá pra ajudar no: ttp://catarse.me/pt/apanhadorso


Ano passado a Apanhador Só também apresentou o acústico-sucateiro em plena Redenção, e foi muito legal, juntou muita gente. Na página do facebook, mais de 370 pessoas confirmaram presença no evento desse domingo. É um belo público.

Além do chapéu, a banda vai fazer um esquema de arrecadação analógica para quem, por algum motivo, não pode contribuir pela internet. As pessoas poderão escolher qualquer recompensa do projeto e pagar em dinheiro. O pessoal vai anotar o nome, o contato e a respectiva recompensa de cada um e depois fazer a compra no site pela pessoa.


Esse tipo de projeto, cada vez mais em alta no Brasil, cria uma relação fantástica de confiança entre público e artista. É a forma mais crua e visceral de dependência entre uma banda e seus fãs: "nós financiamos os custos e vocês gravam o disco" e não aquela coisa "vocês investem, gravam o disco e, se tocar no rádio e eu gostar, eu compro".

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Prestes a ser destruído, Centro Cenotécnico mobiliza artistas de Porto Alegre


O Centro Cenotécnico do Rio Grande do Sul está com os dias contados. Em função da Copa do Mundo de 2014, o tradicional espaço que dá guarida a artistas de Porto Alegre e do interior do Estado terá que ser destruído e as autoridades públicas ainda não encontraram uma solução.

O estabelecimento fica localizado na avenida Voluntários da Pátria, 1370. Como a via será duplicada pela prefeitura da Capital em função da Copa, cerca de 100 imóveis da região precisarão ser desapropriados.

São cerca de 1.300 metros divididos em galpões com salas para depósito de materiais artísticos e cenográficos de diversas peças. Qualquer grupo de dança, de teatro, de circo, de cinema ou de quaisquer manifestações artísticas e culturais pode utilizar o espaço para ensaiar e realizar suas produções.

O complexo possui três salas fechadas para ensaios e reuniões, sendo que a maior delas é adaptada para atividades circenses, com um pé direito de 10 metros de altura, ideal para trapezistas. Além disso, esse mesmo espaço possui uma marcação de palco idêntica à do Teatro São Pedro.

O trecho onde fica o Centro Cenotécnico corresponde à primeira fase da obra, cujo contrato foi selado pela prefeitura no dia 25 de maio. A licitação foi concluída no dia 18 de janeiro de 2012, mas os artistas só ficaram sabendo que o local seria destruído há apenas três semanas. Não receberam um aviso da prefeitura, que desapropriará a área, nem do governo do Estado, que administra o espaço.

Foi por mero acaso que a comunidade artística ficou sabendo que um dos principais espaços públicos da categoria precisaria ser demolido. Uma arquiteta da prefeitura estava fazendo medições no local, catalogando árvores que serão arrancadas e foi interpelada por um servidor do Centro Cenotécnico ao entrar no estabelecimento.
Artistas armazenam e confeccionam materiais para espetáculos no local | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Você viu? #26

Depois de duas semanas seguidas com problemas de conexão justo quando edito o Você viu?, nessa terça consigo postar a reunião de links aqui do PoA Geral sem nenhum problema. Vamos lá.

Mundo: Editorial do Guardian elogia atual diplomacia brasileira
Diário Gauche, 11 de junho

Eleições: PP de Porto Alegre opõe-se a Ana Amélia e declara apoio a Fortunati
Jornal Sul21, 11 de junho

Bossa Nova: Lançamento de livro “desmitificador” marca os 81 anos de João Gilberto
Jornal Sul21, 10 de junho

Mídia: Advogados denunciam a Abril ao Ministério Público
Vi o Mundo, 10 de junho

Universidades Federais: Greve já paralisa 80% das universidades federais do Brasil
Revista Fórum, 10 de junho

Futebol: Atlético mais forte do que Ronaldinho. Mas Gaúcho pode ser diferencial do Galo
Blog do PVC, 09 de junho

Copa 14: A Copa de 2014 e o povo brasileiro
Jornalismo B, 08 de junho

Música: Marisa Monte transforma palco em cinema no novo show Verdade, uma Ilusão
Blog Volume. 08 de junho

Política: Voto secreto e a aberração democrática
Estratégia e Análise, 08 de junho


Depoimento do blogueiro Lino Bocchini ao Jornalismo B, para palestra na Associação Riograndense de Imprensa, sobre o processo que a Folha de S. Paulo move contra o blog independente Falha de S. Paulo.

sábado, 2 de junho de 2012

Espetáculo "Cerimônia do Adeus" tem temporada gratuita na capital

Recebi da Odara Produções o release da peça e passo adiante aqui no blog. Por uma cultura mais acessível! E por isso também é importante destacar quem patrocina e apóia essas iniciativas.

Patrocínio Cultural: Sulgás
Financiamento: Lei de Incentivo à Cultura / Ministério da Cultura
Apoio: Eduardo Cabelos, Bar do Beto, Vinícola Nova Aliança, Casa de Cultura Mario Quintana, Cia de Arte, Technologica-Audio Online, Estúdio O Som da Luz, TVE, FM Cultura e SEDAC/RS. 

Espetáculo Cerimônia do Adeus

SERVIÇO:
O Quê: Temporada de estréia do espetáculo teatral Cerimônia do Adeus. Texto de Hercules Grecco e direção de Túlio Quevedo. Com Elisandra Peixoto, Mônica Lima e Cristina Cavalheiro.
Quando: Dias 05, 06, 07, 12, 13 e 14 de junho / 2012 – 20 horas.
Onde: Teatro Bruno Kiefer - 6°andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 776), em Porto Alegre.
Quanto: Entrada franca (distribuição de senhas na bilheteria do teatro)
Tempo de duração: 80 minutos
Faixa etária: 14 anos 

Montagem teatral do grupo LPC Transformação aponta contradições entre o humano e o divino e une a narrativa clássica a conceitos de vanguarda, incluindo a técnica de malabares.

Repressão familiar, religião, sexualidade, traições e a compaixão da protagonista em estado terminal. Um melodrama que acentua a contradição entre o humano e o divino está na índole da personagem principal da peça Cerimônia do Adeus, dirigida por Túlio Quevedo, que estréia dia 5 de junho, no teatro Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mário Quintana. A montagem do grupo Laboratório de Pesquisa Cênica – Transformação (LPC Transformação) terá apresentações também nos dias 06, 07, 12, 13 e 14 de junho.

O espetáculo foca seu enredo em um rito de passagem, baseada no período da Idade Média e ambientado em uma capela estilizada. A protagonista constrói em seu imaginário uma forma de resolver seus conflitos emocionais, dramatizando um diálogo com as personagens que marcaram sua trajetória em vida e que tanta alegria e tristeza lhe deram. A contradição entre o humano e o divino contida na índole da personagem não abstrai sua natureza mundana – sustentadas pela ironia, o ceticismo e até seu cinismo para abordar as emoções humanas.

O diretor une a narrativa à técnica de malabares, possibilitando uma encenação que, embora minimalista, é não linear e rica em sentimentos. As cenas são costuradas pela trilha sonora, executada ao vivo por dois anjos que decoram a capela onde se desenrola o drama.

Cerimônia do Adeus é o último texto escrito pelo dramaturgo gaúcho Hércules Grecco (1940-2007). Ele faleceu dois meses após a conclusão da obra e o início da preparação para sua montagem. “Desde então, estamos trabalhando para montar este espetáculo”, diz o diretor Túlio Quevedo. Grecco, que também foi letrista de músicas e vencedor de vários festivais gaúchos, é autor de Jacobina, Uma Balada Para o Cristo Mulher, Os Crimes da Rua do Arvoredo e Maria Degolada, todas premiadas adaptadas para o teatro pelo diretor Camilo de Lélis.

Cerimônia do Adeus sustenta-se em princípios fundamentais do teatro clássico e em elementos da vanguarda: quem somos? de onde viemos? para onde vamos?. “De Sófocles a Brecht, de Shakespeare a Nelson Rodrigues, todos se aproximam em forma e conteúdo a estas eternas e permanentes questões humanas”, explica o diretor. “É dentro deste conceito que nosso grupo vêm trabalhando há 18 anos, bebendo nas fontes e realizando um ‘mix’ de teatro clássico, Comédia Dell Arte, Living Theatre, Teatro Oficina, Teatro do Oprimido, Oi Nóis Aqui Traveiz, Teatro da Crueldade e outros”.

Nesta trajetória, o grupo LPC Transformação lançou mão de todos os recursos e linguagens e gêneros teatrais: as lições de Stanislavski; a radicalidade carnal de Artaud; a tradição de Grotowski; o anarquismo de Julian Beck; o anarcotropicalismo de Zé Celso; as buscas de Antunes Filho; as soluções de Augusto Boal... “Nosso teatro é comprometido com a arte, sem submissão às questões do mercado, acreditamos na transformação da sociedade e do indivíduo a partir das ferramentas do teatro e do atuador”, explica Túlio.

sábado, 26 de maio de 2012

Entrevista com Mauro Borba

Na última terça, dia 22, entrevistei o radialista Mauro Borba para uma cadeira de radiojornalismo da faculdade. Mauro é um dos grandes nomes da história do FM no Rio Grande do Sul. É membro fundador da Rádio Ipanema, é membro fundador do Cafezinho, foi um dos responsáveis pela transição da Felusp ainda nos anos 90, a antiga rádio da Ulbra, para o que é a atual Pop Rock FM.

Mauro Borba é um grande cara, sou ouvinte assíduo e fã. Pra mim foi uma grande honra poder entrevistá-lo. Mauro falou sobre a crise na Ulbra, falou sobre o jabá, o IBOPE e suas crias no rádio e na música. Só peço desculpa pelo áudio não muito bom e por uma edição nada profissional, mas espero que curtam. O "de" Borba tem muita história pra contar.
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