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sexta-feira, 25 de março de 2011

Festival El Mapa de Todos - Música, Integração & Cultura Digital

Em Abril, Porto Alegre hospedrá um importante evento de integração cultural, o festival El Mapa de Todos que, em três noites no Bar Opinião, apresenta 12 bandas nacionais e 6 iberoamericanas, vindas de Uruguai, Argentina, Chile, Venezuela, México e Espanha. Além da música, o festival também promove um seminário que discute circulação, capacitação e mídia digital na atual cena musical e cultural da América Latina.
El Mapa de Todos, que acontece nos dias 12, 13 e 14 de abril, é iniciativa da parceria entre as produtoras Senhor F, do Brasil, e Scatter Recs, da Argentina, e conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet. O preço do ingresso é, digamos, simbólico: R$ 10 ou  R$ 25 o passaporte para as três noites.
Curioso como é mais fácil uma banda brasileira conseguir público nos países vizinhos do que um grupo hispânico se consolidar no mercado brasileiro. Para o jornalista, produtor e pesquisador musical Fernando Rosa, que é estudioso da história do rock da América do Sul e cabeça da Senhor F, "a América do Sul, em especial, vive novos tempos de integração, depois de décadas de divisão e isolamento cultural, do que é exemplo o Mercosul, que favorece novas ações em todos os campos da vida da região".


11/04 - Sergunda-Feira
14h30 - Seminário: Integração Pela Música - Coordenação: Casa de Cultura Mário Quintana

12/04 - Terça-feira
- 14h -Seminário: Espanhol x Português: Uma Falsa Barreira para a Integração - Coordenação: Instituto Cervantes Álvaro Martínez - Cachero Laseca (Diretor)
- 21h - Reino Elétron (Brasil)
- 21h50 - Arthur de Faria e Seu Conjunto (Brasil)
- 22h50 - Gepe (Chile)
- 23h50 - Xoel Lopez (Espanha), Pablo Dacal (Argentina) e Franny Glass (Uruguai)
- 00h50 - Frank Joge & Banda (Brasil)

13/04 - Quarta-feira
- 14h - Seminário: Circulação Independente - Festivais e a Música Pós-Internet - Coordenação: ABRAFIN - Fabrício Nobre (Diretor de Relações Internacionais)
- 21h - Sociedade Bico de Luz (Brasil)
- 21h50 - Do Amor (Brasil)
- 22h50 - Contra Las Cuerdas (Uruguai)
- 23h50 - Los Mentas (Venezuela)
- 00h50 - Wander Wildner (Brasil)

14/04 - Quinta-feira
- 16h - Seminário: Qualificação Profissional - Gestão, Políticas Públicas e Novas Formas de Atuar - Coordenação: Força Sindical – Cláudio Janta (presidente)
- 21h - Watson (Brasil)
- 21h50 - Superguidis (Brasil)
- 22h50 - Los Negretes (México)
- 23h50 - El Mato a Un Policia Motorizado (Argentina)
- 00h50 - Macaco Bong (Brasil)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Gunport abre show do Ozzy em POA

O Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, aterrissa no Brasil para um série de cinco shows nesse primeiro semestre de 2011. Tudo começa em Porto Alegre, dia 30 de março. Depois, São Paulo, dia 2 de abril; Brasília, dia 5; Rio de Janeiro, dia 7; Belo Horizonte, fechando a turnê brasileira, dia 9 de abril. Semana passa foram divulgadas as bandas de abertura.

Em Porto Alegre, quem abre a noite é a novata Gunport, que tem dois anos de estrada e é formada por Wagner Loureiro, Rafael Martins, Tiago Capelini e Felipe Koetz. A Gunport está em fase de finalização do primeiro álbum, mas já dá para ouvir muita coisa no http://www.myspace.com/gunport. A banda faz um rock pesado, honestíssimo e sem frescura.

Nas outras cidades, os cosagrados Sepultura e Híbria ficaram com duas noites cada um. O primeiro com SP e Brasília e o segundo com RJ e BH. Aqui em Porto Alegre, o Ozzy se apresenta no Gigantinho, informações de horário e ingresso no http://www.t4f.com.br/ozzy.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Thanks Paul!

O cara poderia chegar em qualquer lugar do mundo, fazer um show direto e reto, de uma hora e meia, e todo mundo ia achar maravilhoso porque, afinal, McCartney é um gênio da música. Mas ele não é gênio só na música, é gênio em todos os sentidos. Sir Paul McCartney é um jovem senhor de 68 anos, 50 anos de carreira, que faz um show de três horas quase que ininterruptas, hit atrás de hit, chega na longínqua Porto Alegre e, num gesto de simpatia e dedicação inesperadas para alguém com seu currículo, acaricia o público com diversas frases em português. Um público que adora ter o ego massageado - façamos a ressalva. Mestre, Paul!

Paul faz mais do que se exige dele. O homem é de outro planeta. Inexplicável, como o seu show, ops!, espetáculo. Um espetáculo do início ao fim, que revive clássicos fundamentais do pop e do rock. Fundamentais para o mundo. São três horas e 36 músicas e a maioria delas qualquer ser humano conhece. Não é para qualquer um. Aliás, Ele não é qualquer um. Nada menos que um ex-eterno-beatle, nada menos que um lorde inglês condecorado: Sir Paul McCartney!

Noite histórica, inesquecível, apoteótica para os mais de 50 mil que estiveram no Beira-Rio no dia 7 de Novembro de 2010. Um dia que teve mais de 24hs para muitos que enfrentaram dias de fila. Um dia que não acaba para Porto Alegre, depois da noite de rock mais importante da capital dos gaúchos. As primeiras três músicas cantei chorando. Mais chorei que cantei. Depois me refiz, curti o show e me emocionei em momentos pontuais, como na incrível versão de Something, tributo a George Harrison.

Obrigado Paul por fazer o show que eu esperava! Obrigado por tocar músicas que ouço todos os dias, desde sempre, exatamente como elas estão nos álbuns. Obrigado por subir ao palco para emocionar com o previsível, e cumprir 200% da missão! Incrível.
Esse texto não tem a pretensão de comentar o show. Apenas exaltar o já muito exaltado e agradecer. Como Paul várias vezes durante a noite agradeceu num simpático e esforçado português, retribuo a gentileza com um simbólico Thanks Paul McCartney!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Domingo histórico

Às 21h30 deste domingo, o homem que há 50 anos faz história na música, escreverá (tocará) um capítulo da história de Porto Alegre.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Green Day em Porto Alegre

Por Tiago Horário (@tiago_horacio)

Na ultima quarta, 13 de Outubro, nós portoalegrenses fomos dignificados por uma erupção roqueira no Gigantinho. O nome: GREEN DAY!
Quem esperava "apenas" um bom show, surpreendeu-se, pois presenciou um verdadeiro espetáculo de música, imagem, ação e acordes que abraçaram o verdadeiro Rock n' Roll.
Entre clássicos e novas canções, o Green Day fez as mais de 10 mil pessoas que lotaram o Gigantinho, terem um ardoroso delirio com a energia do seu baile. Billy Joe, com sua Fender, parecia ter 15 pumões, afinal ensandessidamente, pulou as quase 3 horas de show sem parar. Aqui faço uma ressalva afirmativa: considero que Joe já esteja no mesmo nível de consagrados líderes como Jagger, Plant e outros tantos fronts do Rock. Billy Joe é um monstro!
A banda levou o show tão a sério, que executou o clássico "GOING TO PASALACQUA", uma verdadeira pérola para os reais fãs, canção de 1990 do primeiro álbum do grupo. Aliás, estou convicto que na questão de empatia, o Green Day é mestrado e quem sabe, seja a banda que mais flerte com seu publico durante um show. Algumas bandas da nova geração, precisam frequentar mais a cadeira "aprenda a considerar um fã.." com o professor Billy Joe.
Tais fãs, enlouquecidos, subiam no palco e cantaram com a banda, inclusive o inusitado momento em que uma fã ganhou a guitarra de Joe, deixa explicita esta relação BANDA x PUBLICO. No dia verde, a diversão era o rumo e além dos sons próprios, o Green Day presenteou a todos com pinceladas de clássicos absolutos da musica: Rock 'n Roll do Led, abriu o momento coverizado, passando por ACDC, Ramones, um inusitado Guns e lá pelas tantas, Beatles! Realmente, uma glória. 
Enfim meus caros..certamente tivemos uma aula plena de como fazer um bom show, e falo de SHOW na concepção potencial da palavra. SHOW em seus aspectos mais e menos metódicos e que durante um bom tempo, não irá sair das mentes e corpos das testemunhas rockers Greendayanas!

*Tiago Horácio é músico e publicitário