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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Um possível time do Inter para 2015

Após as primeiras contratações e o início da pré-temporada, já podemos começar a especular uma possível formatação de equipe tanto para o Inter de Diego Aguirre, quanto para o Grêmio de Luiz Felipe Scolari.

Começo imaginando um possível time colorado, que disputará a Libertadores de 2015 ao comando do técnico uruguaio que foi vice da competição em 2011, com seu Peñarol perdendo a final para o Santos de Neymar.

Para este exercício - ainda precoce, admito - de projeção, apenas considerei jogadores contratados. Nomes quase certos, mas que ainda não foram confirmados, como Giorgian De Arrascaeta e Vitinho, estão fora.

Internacional 2015 - Football tactics and formations

Usei como base o esquema utilizado por Aguirre em 2011, que inclusive eliminou o Internacional de Falcão nas oitavas de final. O Peñarol atuava no 4-4-2, com duas linhas ortodoxas na defesa e no meio de campo, e um segundo atacante participativo na transição entre meio e ataque. Aquele Peñarol era um time que se defendia bem, tinha força física e apostava menos em posse de bola e mais nos lançamentos para explorar a velocidade dos meias abertos e também do atacante Martinuccio.

Quanto aos nomes, embora admita na minha escalação duas dúvidas mais contundentes, confesso não ter certeza quanto à utilização de D'Alessandro na meia direita. Na teoria, o meia argentino não daria a velocidade e o dinamismo que novo técnico pretende implementar na equipe de 2015, sobretudo tendo mais à frente o Alex, outro jogador que não possui mais tanta mobilidade e intensidade. É bem possível que um destes dois não inicie jogando. Uma alternativa é avançar o camisa 10 ao posicionamento de segundo atacante e fazê-lo atuar como enganche, enquanto um jogador de outra característica ocuparia o flanco direito.

Aranguiz, ao lado de Nilton ou Willians, seria aquele meio-campista chamado na Inglaterra de box-to-box, jogador que faz a movimentação de uma área à outra. O chileno viveu sues melhores momentos no Inter jogando dessa forma.

De maneira geral, imaginando que o grupo ainda vá ser reforçado, e projetando que Diego Aguirre consiga desenvolver sua metodologia de forma razoável, o Inter terá uma boa equipe de futebol para 2015. Potencialmente, o time é melhor que o de Abel Braga, terceiro colocado no BR-14. Se as peças se encaixarem, o tri da Libertadores pode ser uma realidade no Beira-Rio. 

sábado, 22 de novembro de 2014

Dobradinha Gre-Nal na Libertadores é muito difícil

Sobre essa reta final de BR-14, tenho duas convicções. A primeira delas é que a definição do G4 sai apenas com as combinações dos resultados da última rodada. A segunda é que a única chance de Inter e Grêmio irem juntos para a Libertadores é o Cruzeiro sendo Campeão da Copa do Brasil e possibilitando que o quinto colocado também se classifique.

São três rodadas em que tudo pode acontecer. Mas fico com minhas projeções, e entendo que seja improvável que tanto o time de Felipão quanto o time de Abel Braga façam mais de 7 pontos nas próximas partidas. Para isso, sou otimista com o Tricolor e acho que o Grêmio não perde pontos para o Corinthians. Porém para o Inter, estou com o sentimento que em um dos dois jogos em casa (Atlético-MG e Palmeiras), o colorado perde pontos.

Usei o simulador do Globoesporte.com para chegar nas duas possibilidades de tabela que posto logo abaixo. Todos os resultados utilizados foram de 1 a 0 ou 1 a 1 e no item "Últimos Jogos", verde significa vitória, cinza é empate e vermelho é derrota.

Inter Classificado

Nesse cenário o Inter faz o mesmo número de pontos que o Grêmio, mas termina o BR-14 com uma vitória a mais que o rival, ficando na quarta posição. Aqui, coloquei o time do Abelão empatando com o Palmeiras, dentro do Beira-Rio. Se no meio do semana o Cruzeiro conseguir virar sobre o Galo e vencer a Copa do Brasil, com essa tabela o Tricolor Gaúcho também se classificaria.











Grêmio classificado

Aqui, para o time de Luis Felipe Scolari conseguir sua classificação é fundamental não perder pontos para o Corinthians. A partida deste domingo é fundamental. Uma derrota não impossibilitaria matematicamente, mas seria um golpe muito forte para o Grêmio e a combinação de resultados nas duas partidas restantes seria improvável. Na tabela abaixo, para o Tricolor ficar em quarto, o Inter precisaria somar apenas 66 pontos.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Inter não entregou classificação, foi derrotado pelo Ceará

Quem chega de Marte e vê o resultado agregado de 5 a 2 para o Ceará sobre o Internacional e assiste a alguma coisa dos dois jogos eliminatórios da Copa do Brasil, supõe que o time gaúcho deve ser o líder da segunda divisão nacional enquanto a equipe nordestina ocupa a segunda colocação da série A do BR-14, elite do futebol brasileiro. Todos sabemos, contudo, que a relação é exatamente a inversa, sendo o colorado um time sabidamente mais caro e notadamente mais capacitado tecnicamente. Mas apenas isso não foi o suficiente.

O Inter não abriu mão da Copa do Brasil para disputar a Sul-Americana, uma competição internacional supostamente mais fácil de ser ganha. O time de Abel Braga foi inquestionavelmente derrotado pelo Ceará, pelos méritos do bom time dirigido pelo técnico Sérgio Soares. A opção do colorado em poupar Alex e D'Alessandro é difícil de explicar e até mesmo compreender, mas o fato é que em alguns momentos da temporada é preciso elencar prioridades. Comissão técnica e departamento de futebol entenderam ser mais vantajoso contar com os dois meio-campistas descansados para o jogo do final de semana pelo BR-14. 

Visto que o grupo do Internacional é numeroso e qualificado, mesmo a equipe desconfigurada que acabou perdendo de 3 a 1 para o Ceará tinha sim condições de fazer um resultado diferente e até buscar a classificação. Não esquecendo que a derrota dentro do Beira-Rio foi com o time titular colorado. 

LC Moreira/Futura Press
Portanto, na avaliação do Inter, era possível vencer mesmo poupando Alex e D'Alessandro. Também acredito que era, mas a verdade é que, novamente, o Ceará foi muito mais aplicado em campo. Provavelmente venceria o Internacional completo.

É muito interessante a maneira pragmática em que atua o time de Sérgio Soares, apostando em marcação alta, velocidade e força física tendo, é claro, o requinte técnico quando a bola chega no veterano Magno Alves. Postado no 4-4-2, posicionado claramente com duas linhas de quatro e com dois atacantes bem definidos à frente. Dois atacantes que dão o primeiro combate, marcando por zona a saída de bola dos dois zagueiros adversários e do volante mais centralizado. Não por acaso o primeiro gol, aos 10 minutos de jogo acontece após uma roubada de bola sobre Igor na entrada da área colorada.

Circunstâncias parecidas com as criadas na primeira partida e mais uma vez o time de Abel Braga não foi capaz de superar. São, sem dúvida nenhuma, aspectos a serem trabalhado para o restante da temporada.  

domingo, 13 de abril de 2014

O Tetra Campeonato de um soberano Internacional

Jeffesron Botega / Agência RBS
O quarto título gaúcho consecutivo do Internacional é, sem dúvida nenhuma, incontestável. No segundo jogo, no Centenário, em Caxias, 4 a 1 para o colorado. Na Arena, outra vitória: 2 a 1, de virada. O placar agregado escancara um constrangedor 6 a 2, que simboliza a superioridade do Inter no século XXI. O clube do Gigante da Beira-Rio tem uma série de méritos, ano a ano, e neste novo século cresce frente ao Grêmio, sabe jogar o clássico, sabe ganhar Gre-Nal, sabe decidir no momento em que é preciso. Na mesma proporção o Tricolor se apequena. Perdeu, desde o seu centenário, em 2003, a capacidade de decidir. Mesmo com equipes equivalentes, o anímico, na hora "H", pesa em favor do colorado.

Na análise fria do jogo e das equipes, o Inter de Abel não é superior ao Grêmio de Enderson ao ponto de construir placar tão elástico, seja no agregado 6 a 2 ou no resultado isolado de 4 a 1. É muita diferença, e essa diferença não é real, é circunstancial. Dentro destas circunstâncias o mérito colorado me parece muito mais importante e determinante que os deméritos do Grêmio. Na primeira etapa o Tricolor começou imprimindo o ritmo do jogo, tendo volume, a posse da bola, mas não intensidade, nem sequer a finalização com maior perigo ao gol de Dida.

Em contrapartida o Inter se defendeu na primeira etapa, mas se defendeu com serenidade, com grande destaque para Paulão e Willians. Tendo o contra-ataque à sua disposição, a equipe de Abel Braga chegou apenas uma vez, e nessa única oportunidade D'Alessandro abriu o placar. A partir daí o Grêmio ficou desestabilizado e só se achou novamente quando já estava 4 a 0 para o adversário, com Dudu fazendo bom jogo pela direita e Léo Gago entrando para tentar brecar as investidas coloradas.

No início do segundo tempo o fator anormal de três gols em pouco menos de 15 minutos determinou o que já parecia certo, o Tetra Campeonato do Inter. Ainda é cedo para perceber os reais efeitos que a constrangedora derrota terá sobre o bom elenco gremista. Contudo, para o Internacional é um início de temporada promissor, respaldado por um bela campanha no regional. Campanha coroada com a vitória incontestável sobre o Grêmio.

Do goleiro ao centroavante, não teve quem jogou mal no time Campeão Gaúcho de 2014, sempre comandado pelo espetacular D'Alessandro, jogador que parece ter nascido dentro das dependências do Beira-Rio. E se é discutível a importância do Gauchão, é absolutamente irrefutável a importância de vencer um Gre-Nal decisivo, ainda por cima goleando e reforçando a hegemonia colorada no século XXI.
Jefferson Botega / Agencia RBS

domingo, 30 de março de 2014

O 2º tempo que mudou a história do Gre-Nal 400

Bruno Alencastro / Agencia RBS
Abel Braga mudou o time e o jogo no intervalo. Até porque viu o Grêmio dominar a primeira etapa e vencer por 1 a 0. A equipe de Enderson Moreira começou como se esperava, da maneira que vinha atuando nos últimos jogos. No 4-4-2, com Ramiro e Edinho por dentro, Riveros aberto pela direita e Dudu na esquerda, na frente Luan e Barcos. Embora já tivéssemos duas chances de gol para cada lado aos 15 minutos de partida, o time da casa era melhor em campo, tinha a posse da bola e buscava mais as jogadas ofensivas. Não à toa abriu o placar com Barcos, em jogada pela intermediária direita após cruzamento de Pará.

O Inter começou a partida modificado, Abel não posicionou a equipe como ela vinha jogando. Ao invés do 4-1-4-1, o Colorado voltou para o 4-2-3-1. Willians e Aranguiz foram os dois volantes posicionados, atrás do centroavante Rafael Moura o Inter teve Jorge Henrique pela direita, D'Alessandro centralizado e Alex mais à esquerda. E foram justamente estes três meias o grande problema do técnico colorado - mal posicionados pelo próprio Abel.

Centralizado, D'Alessandro ficou submetido à marcação de Edinho e não fazia bom jogo. Na direita de ataque, Jorge Henrique tampouco conseguiu jogar nas costas de Wendell quanto conseguiu acompanhar o lateral gremista na marcação. Do outro lado, sem o cacoete de jogar pelo lado, Alex centralizava, encontrava a marcação de Ramiro e trancava a passagem do chileno Aranguiz. Passou pelos desajustados três meias colorados a vitória do Grêmio no primeiro tempo.

No intervalo, Abel Braga tirou o apagado Jorge Henrique e colocou Alan Patrick. Além da mudança de jogador, talvez o mais importante tenha sido a mudança tática. Alex foi para o centro, onde se sente melhor. D'Alessandro foi para a direita, bater de frente com Wendell e fugir da marcação pesada do camisa 5 gremista. Enderson foi obrigado se viu  inverter Riveros e Dudu, prejudicando a mecânica natural do jogo do Grêmio. E pra fechar as mudanças que determinaram a vitória do Inter, pela direita o colorado teve Alan Patrick, mais interessado, vivendo uma belíssima fase tecnicamente e brigando por uma vaga entre os 11 titulares.

Bruno Alencastro / Agência RBS

O Grêmio sentiu muito o primeiro gol de Rafale Moura e partir de então o Inter cresceu ainda mais. O jogadores sentiram que o jogo colorado encaixou. Da mesma forma, o Grêmio percebeu que o adversário estava melhor posicionado. Do banco, Enderson talvez tenha feito uma leitura errada da partida e trocou um meia de velocidade por um jogador cadenciador. No momento parecia muito mais razoável contar com os dois em campo e optar pela saída de um dos volantes - Ramiro, que fazia partida apagada.

Visto que há saldo qualificado e o próximo jogo tem mando do Internacional, a vantagem do colorado é significativa. Resultados muito prováveis de um Gre-Naal beneficiam o time de Abel: Grêmio 1 a 0, 0 a 0 ou qualquer outro resultado de empate. Sem dúvida, foi um passo inestimável, fora de casa, para que o Inter possa ser Tetra Campeão Gaúcho.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Equipe colorada treinada por Clemer tem identidade


Novo Hamburgo e Internacional fizeram bom jogo de futebol na noite desta quarta-feira no Estádio do Vale. A equipe de garotos treinada por Clemer fez 2 a 1 e alcançou a segunda vitória no Gauchão. Feito importante, pois o Inter vai construindo uma gordura interessante enquanto não utiliza seu plantel principal na competição - algo que deve acontecer a partir da quarta rodada.

Se o chamado sub-23 colorado não dá espetáculo, se mostra, ao menos, um time bem orientado. No habitual 4-2-3-1, o Internacional correu certo a maior parte do tempo, soube ser viril contra um time forte fisicamente e mais experiente no estadual. O Colorado teve o controle técnico e tático na primeira etapa, quando abriu o 2 a 0. Pecou na falta de verticalidade, afinal chegou aos gols e jogadas decorrentes de bolas paradas, poderia ter aproveitado melhor a posse de bola. A equipe sentiu falta de uma noite mais inspirada de seus três meias: Reis, pela direita; Alex, pelo meio; Fábio Baiano, ela esquerda.

Numa segunda etapa de mudanças táticas no NH e de um crescimento na intensidade do ataque adversário, o time de Clemer sofreu no início e no final com uma pressão normal em jogos fora de casa. E a equipe mais uma vez se portou bem. Sem brilhantismo, sem craques, mas com empenho e disposição tática. O Inter soube jogar com as circunstâncias exigidas. O Inter parece ter identidade, uma maneira bem definida de jogar e ainda conta com razoáveis soluções individuais. E nessa largada, a mais destacada delas é mesmo Cláudio Winck.

domingo, 25 de agosto de 2013

Inter ansioso segue sem vencer

Há seis jogos o Inter não vence no BR-13. É muito jogo, é muito empate. E como empate leva quase a lugar nenhum, segue na 8° colocação, com 23 pontos. O Inter vai, aos poucos, perdendo a condição de postulante ao título. Vai ficando pra trás, mesmo com um jogo a menos.

O problema mais grave na equipe do Internacional é o sistema defensivo. Não a dupla de zagueiros, Ronaldo Alves e Juan, e sim o sistema. É uma questão de posicionamento, imposição, conversa, atalho e proteção. O Inter não está sendo compacto, há pouco entendimento entre os setores do time, e muito por conta disso toma tantos gols.

Comandado por D'Alessandro, o Inter fez bom primeiro tempo. Poderia ter ampliado o placar antes de levar o gol de empate, aos 36 da primeira etapa. Soma-se a enorme carga emocional de não vencer há seis jogos no BR-13 a chuva e o campo pesado, o gol legítimo de Forlán que foi anulado e o pênalti sobre Damião no último minuto de jogo.

Dunga fez trocas interessantes na segunda etapa, mas o colorado não acertava uma sequência de passes. Além de prejudicar o andamento do seu jogo, cresce a moral do adversário. O Goiás fez a dele, com Walter em grande noite, se aproveitou do momento delicado do Inter e chegou a abrir 3 a 1. A sorte que o Inter não teve de fazer dois ou três no primeiro tempo, teve na reta final, ao buscar o 3 a 3.

Mas ainda é pouco para um time que pode mais e que já fez muito mais nesse ano. Ainda há tempo de pensar em título. Contudo, está cada vez mais distante.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Como deve jogar Internacional treinado por Dunga

Definitivamente começou o ano de 2013 para o Inter. Se essa temporada terminou mais cedo, a nova demorou a iniciar. Houve um significativo hiato entre a saída de Fernandão até o acerto com Dunga, uma negociação arrastada, cheia de nunces e desencontros. No final das contas, o colorado anunciou uma comissão de futebol competente, capaz de fazer com que 2013 seja melhor que um azedo 2012.

Para fazer aqui um exercício de projeção, só podemos utilizar o único trabalho de Dunga como técnico: os quatro anos à frente da Seleção Brasileira. Sem dúvida um trabalho competente, baseado na coerência, com bons resultados. Porém, um futebol pragmático, pouco plástico, o que criou certa antipatia com o torcedor brasileiro.

A base titular, que foi à Copa de 2010 jogava num 4-2-3-1. Tinha Júlio César no gol, Maicon na lateral-direita, Michel Bastos na esquerda, a dupla de zaga era Lúcio e Juan, protegidos pelos volantes Gilberto Silva e Felipe Mello. Na linha de três meias, Elano na direta, um pouco mais recuado, Kaká no centro e Robinho na esquerda, entrando na diagonal. Na frente, o atacante era Luis Fabiano. É um time experiente, com pouco espaço para novos valores.

Se Dunga seguir a mesma tendência, as mudanças no grupo de jogadores não serão tão drásticas, e as contratações seguirão o mesmo perfil, apostando em nomes rodados como Forlán, Dátolo, Dagoberto e Juan. O que deve mudar é a atitude de vestiário, a maneira de cobrar rendimento, o modo de gerir os atletas. Dunga é disciplinador, e gosta de ter aliados em campo. Na sua Seleção, a maioria era de sua confiança, bruxos.

Hoje, Dunga tem D'Alessandro. É no argentino que o novo técnico aposta como um aliado dentro de campo. Será o capitão. Num provável 4-2-3-1, o camisa 10 segue sendo o centro do time, centralizado na linha de três meias, uma concepção parecida com a de Kaká na Seleção, puxando contra-ataques e retendo a bola.

O homem da infiltração, que se desloca na diagonal, pode ser tanto Forlán quanto Dagoberto. Eles que se aproximariam mais de Damião no ataque. Dunga até pode utilizar os dois juntos, mas nenhum faria o papel que Elano exercia. Um meia mais recuado, aberto na direita, marcando o lateral adversário e combinando jogadas com seu próprio lateral. O Inter pode ir ao mercado buscar esse jogador.

Assim como um segundo volante. Guinãzu sai pro jogo, marca na frente, só que tem dificuldades no passe curto e na conclusão à gol. No seu time, Dunga tinha um Felipe Mello igualmente combativo, mas que entrava na área e gostava de arriscar chutes e conclusões. Esse jogador pode muito bem ser o Fred, fazendo dupla com Ygor ou com o próprio Guiñazu.

Nas laterais, o Inter precisa contratar, principalmente na direita. Kléber renovou, e já foi jogador de Dunga na Seleção. Talvez continue com a 6 colorada. Na zaga, a mesma coisa acontece com Juan, jogador já conhecido pelo técnico. Deve ganhar mais espaço em 2013.

Um provável time, no 4-2-3-1: Muriel, Contratação, Moledo (Contratação), Juan, Kléber; Ygor (Guiñazu), Fred; Forlán, D'Alessandro, Dagoberto; Leandro Damião.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O que vale mais no Gre-Nal: objetivo ou simbolismo?

Um certo simbolismo, históricamente, toma conta do futebol do Rio Grande do Sul. No Campeonato Brasileiro, vive-se em eterno Gauchão. Quando os principais objetivos, como título e vaga na Libertadores, não são alcançados, torcedores e dirigentes exageradamente apaixonados e sanguíneos, contentam-se com a corneta de terminar no Brasileirão na frente do rival.

É um aspecto bairrista, típico do gaúcho. Uma característica que acaba apequenando tudo, de certa forma. Limitando o que é daqui a uma esfera que não ultrapassa as fronteiras do estado. O futebol, e todos que o envolvem, acabam incorporando isso. Acho ruim, nocivo aos nossos clubes, que muitas vezes não se portam como se tivessem a dimensão que de fato têm e adquiriam através de suas biografias centenárias.

Chegamos ao último Gre-Nal da história do Estádio Olímpico. Ao Inter, só resta o simbolismo de vencer o último clássico disputado na casa do Grêmio. Ao Tricolor Gaúcho, ainda falta alcançar um objetivo, que é a vaga direta na Libertadores, o que significa ser segundo colocado no BR-12. De qualquer forma, o simbolismo de fechar o Olímpico vencendo o Internacional também está intrínseco ao objetivo gremista.
Mas há um adendo. Mesmo perdendo, o Grêmio pode conquistar a segunda colocação e a vaga direta. Só depende de um resultado positivo entre Galo e Cruzeiro. E aí a questão: só conquistar o direito de disputar a Copa Libertadores a partir da fase de grupo, sem precisar passar por um jogo eliminatório, basta ao Grêmio?

No caso específico desse Gre-Nal, fico com a importância do simbolismo. Não será completa a glória Tricolor caso o Inter vença - como já o fez no primeiro clássico do Olímpico, um expressivo 6 a 2. Vaga direta ou indireta para Libertadores se disputa todo ano, assim como clássicos decisivos. O Gre-Nal do próximo domingo, fecha um Estádio com 58 anos de história, um templo emblemático do futebol mundial. É, sim, significativo uma vitória, por quem quer que seja.

Os objetivos reiais do campeonato, colocação e pontuação final, dessa vez, estão em segundo plano. Vale o que fica pra história, o que enriquece o ego do torcedor. Qualquer outro prêmio - que não um título - é lucro no domingo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Crônica da crise anunciada

Fernando Gomes/Agência RBS
A entrevista de Fernandão, no final da manhã de ontem, após o anuncio de sua demissão do cargo de treinador do Internacional, não chegou a ser bombástica. Foi sintomática. E não foi bombástica porque se sabia de tudo aquilo que foi dito, inclusive o quew ficou nas entrelinhas. E sintomática porque parece que o Clube, como instituição, chegou ao seu limite de tolerância. O vice de futebol Luciano Davi falou, o Presidente Giovani Luigi falou. O Inter prepara mudanças para 2013. Por enquanto, tudo o que se viu já era esperado.

Fica difícil avaliar o trabalho de Fernandão como treinador. Não sabemos até que ponto suas decisões técnicas e táticas surtiram efeito, fracassaram ou foram simplesmente boicotadas. Pelo seu histórico como jogador, pelo que se conhece de sua personalidade e de seu perfil profissional, Fernandão tem todas as ferramentas para se tornar um técnico competente. Mas dessa vez, não deu.

Foi uma sucessão de erros. A quantidade de vezes que o Inter trocou de técnico não é compatível com a qualidade do elenco colorado. Aparentemente não há motivo para que não se consiga desenvolver um trabalho por mais de uma temporada. Todas sabemos que às vezes as aparências enganam. Há dois anos a diretoria vem se enganando.

O próprio Fernandão, que trabalhou como diretor executivo do clube por um ano, antes de assumir o comando técnico, sabia do perfil do grupo de jogadores colorados. Ele ajudou a montar esse elenco. Estava ciente dos problemas de vestiário e assumiu o risco - assim como o Inter - de aceitar o cargo de treinador, sem nunca ter outra experiência sequer.

Já falei aqui em algum outro post, ninguém treina esse time do Inter. É emergencial uma renovação de nomes e a montagem de um novo grupo de trabalho. Se possível, evitando atuar num Beira-Rio que é mais um canteiro de obras que um estádio de futebol. O clima não ajuda, não é imponente, a torcida não inflama e fica distante do campo.

O Inter precisa, urgentemente, de 2013. Não pode mais cometer o equivoco de Fernandão: ser amigo de quem não merece.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Inter que ainda precisa de afirmação

A campanha do Inter não é ruim. Hoje, o Colorado ocupa a 5° posição, tem 30 pontos, está nove pontos atrás do líder e apenas um ponto do Grêmio, que é o 4° colocado. O problema é que o Inter ainda não convenceu em 2012. Não engatou uma boa sequência de vitórias e ainda não conseguiu definir uma equipe titular. Se definiu, não colocou para jogar - como tanto reclamou Dorival antes de sua demissão, como ainda pouco reclama Fernandão depois de sete jogos.

O Inter precisa, antes de tudo, de auto-afirmação. A impressão que fica é de que o grande desconforto colorado, no momento, é ficar atrás do Grêmio no BR-12. O agravante é que o Inter já teve mais de uma chance de passar o Tricolor, se sempre fracassou.

Apesar da incômoda derrota para a Portuguesa, no Olímpico, o Grêmio se encontra num estágio mais avançado de formação de time que o Inter. Para um time que está conseguindo vencer fora de casa, tropeços em casa fazem parte do script. É um equilíbrio comum.  Incomum é vencer todas no Olímpico e não vencer nenhuma fora dele, como vem sendo nos anos anteriores.

A partir desse final de semana, Fernandão passará a contar com um grupo de jogadores menos esfacelado. Rafael Moura chegou e já jogou na quinta, na derrota para o Corinthians. Não deve seguir como titular. Quem fechará o ataque com Forlán, naturalmente, é Leandro Damião. Guiñazu também volta ao time, Kléber está disponível. Dátolo já pode jogar (mas cumpre suspensão contra a Lusa), e Dagoberto e D'Alessandro voltam aos treinamentos na próxima semana.

A partir daí Fernandão passa a ter outras perspectivas de equipe. Pode finalmente definir seu time e saber do real poder de fogo desse grupo de jogadores. Estamos na segunda quinzena de agosto e ainda não sabemos ao certo quem é o Inter 2012, e este é uma fator preocupante. Um sintoma que se reflete no campo.

Sorte do Inter que não se refletiu tanto na campanha. Se o time encaixar e conseguir padrão de jogo nas próximas rodadas, tem potencial para recuperar o perdido até agora.

O meu Inter ideal, no 4-2-3-1: Muriel; Nei, Moledo, Juan, Kléber; Élton, Guiñazu; D'Alessandro, Forlán, Dagoberto; Leandro Damião.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A excelente vitória gremista e a crise no Inter

Grêmio 3x1 Sport
As duas últimas vitórias do Grêmio foram por 3 a 1 e ambas significam bem mais que apenas um bom futebol. São duas vitórias construídas de formas diferentes, mas que fortalecem o moral do time não como em um jogo normal. Ganhar fora de casa, de um adversário que se imagina seja adversário direto na tabela, jogando 45 minutos com 10 homens em campo, com dois gols de um jogador que passava a ser criticado no Olímpico, tem a mesma relevância anímica que descer para o intervalo perdendo de 1 a 0 e voltar para o segundo tempo para dar um passeio no adversário e virar o jogo para 3 a 1. São duas vitórias que vão além do futebol jogado.

Elano foi o destaque do Grêmio. Luxemburgo parece ter acertado o meio-campo com o quadrado formado por Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto. Na lateral, Tony é uma das grandes notícias do tricolor, foi responsável por inúmeras jogadas contra Cruzeiro e Sport. Na frente, o ritmo de jogo e o entrosamento entre Moreno e Kléber finalmente começa a fazer diferença.

O Grêmio ainda tem certa dificuldade contra equipes que se fecham e especulam no contra-ataque. Nesta quarta o time, agora mais experiente, demostrou mais paciência e triangulações, que são indispensáveis para furar sistemas defensivos muito fechados. 

O Tricolor fecha a décima rodada do BR-12 na boa 4° colocação, com 18 pontos.

Crise no Inter
A crise que se estabeleceu no Internacional depois da derrota de ontem, nada tem a ver com a derrota de ontem. Em Minas, aconteceu uma espécie de estopim ou, como preferirem, acendeu o sinal amarelo para Dorival Junior. Por toda a circunstância que envolvia o jogo, não há nada de anormal o Inter, desfalcado e com um jogador a menos, perder para um Galo que está embalado, é líder do campeonato, joga em casa, e tem um bom time de futebol.

O Inter poucas vezes agradou em 2012. Mesmo nas poucas vezes que teve todo mundo disponível. Afinal, Dorival reclama com razão quando alega as poucas oportunidades que teve de trabalhar com o grupo completo. Sem dúvida, lesões, suspensões e convocações prejudicaram o ano colorado. E são jogadores importantes, como Moledo, Kléber, D'Alessandro, Oscar, Dagoberto, Dátolo e Damião. Tinga e Sandro Silva, que já foram titulares a certa altura do ano, deixaram o clube. Dorival não conseguiu dar sequencia a uma ideia de time titular.

Outras questões que tomaram conta das manchetes coloradas durante o ano foram os casos de indisciplinas e desentendimentos de vestiário. Sintoma que não é de agora, e evidencia um grupo difícil de se trabalhar, que há anos passa pelas mãos de muitos treinadores.

Demitir Dorival seria entregar o futebol do Inter quase que exclusivamente ao bel prazer dos jogadores. Do contrário, os atletas também precisam sentir sua parcela de culpa na má fase do time. É cômodo para qualquer um no Beira-Rio deixar tudo recair nas costas do treinador.

Mais do que nunca Dorival precisa de respaldo da direção. O Inter precisa de trabalho técnico, tático e, importante agora, um pulso firme da direção dentro do vestiário. Trocar de técnico a toda hora relaxa o grupo, fragiliza o planejamento e demostra falta de convicção. Dorival é bom treinador e ainda tem lenha para queimar no Inter.

domingo, 8 de julho de 2012

Inter usa do contra-ataque para vencer o Cruzeiro no Beira-Rio

Assim como o Atlético-MG há uma semana, o Cruzeiro também desembarcou em Porto Alegre com velhos conhecidos do futebol gaúcho. Comandado por Celso Roth, a Raposa teve o zagueiro Léo, que atuou como lateral direito e faz bom campeonato na posição, teve o meia Souza e também os volantes Leandro Guerreiro, Willian Magrão e Tinga, que há poucos meses ainda jogava no Internacional. O Cruzeiro tem um bom time, continua se reforçando e não é de graça que dificultou muito as coisas para o Internacional.

Dorival admite que o Colorado ainda não joga o futebol que todos esperam, inclusive a comissão técnica. Uma série de desfalques e a falta de continuidade são os principais motivos alegados pelo treinador. No próximo domingo, quando recebe o Santos, mais uma vez o Inter não vai conseguir repetir o time. Oscar e Damião vão jogar as Olimpíadas e D'Alessandro está suspenso.

Contra o Cruzeiro, apensar das boas participações de Josimar e Élton, Guiñazu fez muita falta à equipe. É o argentino um dos responsáveis pela compactação do time, pela marcação mais agressiva e pela transição defesa/ataque. Os dois volantes escalados apenas marcaram.

Quem teve a posse de bola foi o Cruzeiro, que iniciou jogando no 4-3-1-2, com Tinga e Willian Magrão vindo de trás e apoiando Montillo na armação. Apesar do volume de jogo mineiro, o Inter marcou com correção a equipe de Roth. Devido a circunstância, restou ao colorado o contra-ataque. 

Sem o brilho dos ofensivos D'Alessandro, Oscar, Dagoberto e Damião, o Inter venceu pela efetividade. No habitual 4-2-3-1, que varia para o 4-4-2 conforme o posicionamento de Dagoberto, os dois gols vieram no primeiro tempo, depois de rápidas trocas de passes. 
Ricardo Duarte/ClicRBS
Durante a partida, o Inter encaixou poucas jogadas, sobretudo num segundo tempo todo cruzeirense. Roth jogou o Cruzeiro pra cima, adiantou Tinga, deslocou Léo de novo pra zaga e Magrão fez a lateral. Na frente, Wallysson fez boa parceria com Ramon, e Montillo ficou mais à vontade atuando pela esquerda. O Cruzeiro chegou ao gol mas o Inter soube segurar o ímpeto da Raposa.

Além da importante vitória colorada, que por enquanto coloca o Inter no G4, é positivo que Dorival faça a leitura correta do jogo e saiba que, mesmo jogando em casa, às vezes é bom negócio esperar o adversário e explorar o contra-ataque.

domingo, 20 de maio de 2012

A estreia da dupla Grenal no BR-12

No Beira-Rio, contra o Coritiba, o Inter fez seu primeiro gol cedo, aos 8 minutos. Desde então controlou o jogo, até fazer o segundo, aos 37, e liquidar a fatura ainda no primeiro tempo. Dorival já não conta mais com Tinga, que foi para o Cruzeiro, ainda não pode escalar D'Alessandro, em fase de recuperação, assim como o lateral Kléber - que talvez nem seja mais considerado titular - e Sandro Silva, que sofreu um corte no joelho. Portando, o que se viu nesse domingo é quase o time titular do Inter, com a ressalva de dois ou três jogadores.

Num 4-4-2, com Dagoberto mais solto, fazendo mais a função de segundo atacante, com Dátolo na meia-esquerda e Oscar atuando mais à direita. Assim deve ser o desenho tático do Colorado para o restante do BR-12, a não ser que reforços de muito peso cheguem ou que, ao invés de Dátolo, Dagoberto deixe a equipe para o retorno de D'Alessandro.

A partida do Inter não foi extraordinária. Apenas jogou melhor que o Coxa. Teve bons momentos, de jogadas muito bem tramadas, mas não conseguiu manter o ritmo nos 90 minutos, provavelmente porque o jogo já tenha se definido no início e o Coritiba pouco ameaçou. Sem dúvida o Inter pinta como um dos candidatos num campeonato que ainda não tem favoritos.

No Rio, o Grêmio deixou escapar uma oportunidade de ouro. Tivesse melhor sorte e competência, não arrancaria apenas um empate no São Januário, mas sim uma vitória. O Tricolor jogou melhor que o Vasco, mas acabou derrotado por 2 a 1.

As duas equipes pouparam jogadores. O Vasco mais, entrou em campo com muitos reservas. No Grêmio, Luxa preservou Léo Gago, G.Silva, Souza e Moreno, que ficou no banco e entrou no segundo tempo. A experiencia que o trinador queria fazer era escalar um losango com Marquinhos e Marco Antonio juntos, já que Gago não tem um reserva imediato e está pendurado na Copa do Brasil. Deu relativamente certo, porém, muito mais pelo desentrosamento vascaíno que qualquer outra coisa.

O Grêmio reclama de um gol anulado de Miralles, no segundo tempo, quando já estava 1 a 1. O lance pode ser discutido, se o juiz tivesse apitado a falta do André Lima antes do Miralles fazer o gol, não ia ter polêmica. Mas fica a dúvida se foi falta do centroavante antes do goleiro Prass se chocar com o zagueiro Rodolpho. No lance, também dá pra bancar o gol sem problema. O problema foi a demora e a interferência do árbitro auxiliar atrás do gol.

Mas não foi por isso que o Tricolor perdeu. Foi pela ineficiência de seus atacantes. Marcelo Moreno conseguiu entrar pior que o André Lima, contribuiu pouco e ainda desperdiçou um pênalti. E o argentino Miralles perdeu pelo menos dois gols.

Nesse BR-12, com os reforços que Luxemburgo vai receber em breve, o Grêmio está no bolo daqueles que são candidatos. Mas ainda não sabemos se o time vai encaixar. Vão entrar na equipe o lateral Julio César, o meia Zé Roberto, o atacante Kléber. E tem o Marcelo Moreno, que há tempos não está 100%.

*Foto Inter, divulgação

domingo, 23 de outubro de 2011

Grêmio, Inter e a bobeada do século!

O PoA Geral está há quase três semanas parado por conta de uma reforma lá em casa que me impossibilitou de conectar a internet em casa, à noite. Pois as coisas estão voltando pro lugar, a poeira está baixando e o computador voltando a funcionar aos poucos. Então que este nobre blogueiro decide que é hora de voltar!
Nesse tempo não comentei alguns jogos da dupla, e agora volto nessa rodada quase que patética de Grêmio e Inter. Num contexto geral, talvez nem sejam estes resultado tão ruins, visto que o Colorado empatou com o então líder Corinthians (que perdeu a liderança pro Vasco ao término da rodada) e o Grêmio empatou fora de casa com um América-MG desesperado, lutando contra o rebaixamento. Mas isto aliviando muito a barra de Celso Roth e Dorival Junior.
A dupla Grenal perdeu mais uma oportunidade de avançar na tabela, o mínimo que seja. Em ambos os jogos os dois times gaúchos estavam ganhando e com um jogador a mais em campo a maior parte do tempo e levaram o gol de empate depois dos 40 minutos do segundo tempo. Há certa diferença no nível de dificuldade das duas partidas. Mesmo que no Beira-Rio, o adversário do Inter era muito mais qualificado e impetuoso que o América de Minas, entretanto, o tamanho da bobeada é o mesmo.
Outro fato comum nos dois empates com gosto de derrota é incapacidade de Inter e Grêmio definir um jogo, transformar controle de bola em chances de gol. Apesar de o placar final apontar empate e um pontino na tabela, a dupla Grenal perdeu pra si, mais pelos seus defeitos que pelas virtudes dos adversários. Tudo coerente com o 2011 decepcionante dessas duas equipes.
Pode mudar? Pode, mas não é a tendência.

domingo, 4 de setembro de 2011

Inter estaciona na tabela

Apesar dos desfalques, era jogo para o Inter vencer o Ceará. Sobretudo porque alguns de seus adversários diretos na briga pelas primeiras posições não venceram. Com o empate em 1 a 1, o Colorado ficou com 29 pontos, na décima posição. Exatamente no meio da tabela, o que representa uma queda em relação às ultimas rodadas.
O Inter sentiu a falta de Damião, principalmente no segundo tempo, quando criou mais chances. Vem sentido a falta de D'Alessandro, lesionado. E ainda vive uma crise no setor defensivo, com a situação do capitão Bolivar. Questões complicadas para o técnico Dorival Junior resolver.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Bi da Recopa e o Especialista

Rei de Copas? Sim, o Internacional. O clube que empilha títulos internacionais desde 2006 e que na noite de 24 de Agosto de 2011 levantou mais uma taça. O Colorado precisava vencer por dois gols de diferença o Independiente, resultado absolutamente normal visto que o jogo era no Beira-Rio, visto que o time argentino é nada além do normal e, este um fator fundamental, o Inter tem um especialista vestindo a 9.
Dorival Junior, que admite sua mínima contribuição na conquista da Recopa, manteve o que de melhor fez o ex-treinador Falcão, montou um 4-4-2 bem brasileiro, com Oscar e D'Alessandro numa linha à frente dos dois volantes, atrás dos dois atacantes, articulando o jogo. No primeiro tempo, com o quarteto ofensivo formado pelos articuladores mais Dellatorre e Damião inspirados. Este último em especial, Leandro Damião, o cara que faz gol até dormindo. Contra o Independiente foram três, dois golaços no Beira-Rio e um no primeiro jogo, na Argentina.
Ao contrário do primeiro tempo, a segunda etapa não foi tranquila. O Independiente, que tem uma camisa e uma história inquestionável, voltou modificado e complicou o Inter. O 4-4-2 virou um 3-4-3 típico argentino, ameaçou uma pressão e conseguiu em certo momento. Chegou a fazer um gol e enervar o torcedor colorado. Não fosse uma excelente defesa de Muriel, o gol de empate seria inevitável.
A essa altura o Inter estava num 4-2-3-1 com Dellatorre fazendo o meia aberto na esquerda, D'Alessandro centralizou e Oscar foi pra direita. Por ironia, a lesão de D'Ale e a entrada de Andrezinho fez bem ao time, assim como a do outro atacante de área, Jô, que entrou no lugar do Delatorre. Naturalmente o Inter ganhou campo novamente, liberou mais os dois laterais e conseguiu um pênalti numa jogada dos dois jogadores que saíram do banco de reservas. Kléber bateu com categoria e confirmou a vitória e o título merecido.
É sempre bom para o futebol quando o melhor time consegue fazer da sua vantagem técnica também uma vantagem tática e vantagem de escore. A Recopa está em boas mãos, nas mãos de um Bolivar calejado de título, mas fundamentalmente conquistada pelos pés de um centroavante raro, que não aparece toda hora, e deu de aparecer no Beira-Rio. Damião é especialista, e o Internacional é Bi Campeão.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um novo velho Grêmio para o Grenal?

Depois de sair de Porto Alegre para dois jogos fora pelo BR-11, o Tricolor volta com duas derrotas amargas, sintomáticas. Primeiro contra o Ceará, na quarta-feira passada, quando levou três e poderia ter levado mais. Depois, no domingo, contra o Atlético-GO, num jogo em que o Grêmio jogou partida razoável em alguns momentos, porém sofreu pela falta de poder ofensivo, pela displicência de Rafael Marques ao ser expulso depois de operar o adversário ainda no meio-campo, pelas seguidas falhas defensivas em momentos importantes. O Grêmio desses dois jogos fora de casa é o retrato do Grêmio de 2011.
Para o Grenal do próximo domingo, o Grêmio vai buscar sua difícil recuperação contra um Inter em nova fase e, para isso, Celso Roth mudará muito sua equipe. Mudará como já mudou o Grêmio algumas vezes desde o início da temporada. A dupla de zagueiros deve ter Mário Fernandes voltando de lesão e o estreante Edcarlos. Na esquerda, Bruno Collaço deve dar lugar ao recém chegado e mais experiente Julio César. No meio-campo, o suspenso Adilson dá lugar ao volante da Seleção sub-20 Fernando, ou, quem sabe, Marquinhos comece o jogo ao lado de Douglas. No ataque, Miralles volta ao banco e Leandro faz dupla com Brandão.
No papel, é um Grêmio diferente. Em termos de qualidade, o sistema defensivo tem uma sensível melhora. No ataque, Brandão ainda não fez uma boa partida com a camisa gremista e o garoto Leandro passa por uma fase conturbada. Esses dois jogadores precisam contar com o apoio dos dois laterais e com o Douglas.
O que resta saber é se o Grêmio vai mudar de novo e, de novo, não vai encaixar uma equipe. Talvez agora que Celso Roth já sabe que só resta ao Tricolor fugir das últimas posições, fique mais fácil definir um time e o fazer jogar (um pouco melhor, que seja).
O Inter que visita o Grêmio no Olímpico chega com aquele perigoso status de favorito. O que não quer dizer nada depois que o juiz apita, mas quer dizer que o Colorado tem mais time. Dorival Junior antes de pensar no clássico tem a decisão da Recopa que, em caso de vitória com dois gols de diferença sobre o Independiente no Beira-Rio, dá uma moral espetacular para um Inter que vem entrando nos trilhos e na briga pelas primeiras posições no BR-11 com os últimos resultados conquistados.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fluminense 2x0 Internacional

Partida cheia de histórias e reencontros. Do lado Fluminense os multicampeões colorados Edinho, Rafael Sobis e Abel Braga. Do lado Colorado, nomes como Bolivar, Índio, Tinga e Fernandão (como diretor executivo), caras que, ao lado dos já citados anteriormente, fizeram e jogaram muito pelo Inter de 2005 pra cá. Nesse bolo ainda tem o ex-gremista Souza, que jogou muitos grenais de 2008 a 2010 e inclusive abriu o placar para a vitória o time carioca.
Um Inter mais ousado poderia ter melhor sorte no confronto. No 4-2-3-1 de Osmar Loss, o Inter foi melhor no primeiro tempo, mas as melhores chances (quatro, exatamente) caíram nos pés de Tinga, que não é um finalizador de excelência "Damionica" (com o perdão do neologismo). Tinga atuou como meia-extremo pela direita, com Andrezinho centralizado e D'Alessandro pela esquerda na linha de meias ofensivas do Inter. Desde a saída de Taison pós Libertadores de 2010 que esse esquema não dá certo no Inter, falta no elenco colorado um meia de característica agressiva e agudo na jogadas, para que se junte a Damião no movimentos de ataque. Mais uma vez o centroavante colorado ficou às mínguas lá na frente.
Segundo tempo mais ligado do Fluminense deu vitória ao time da casa, o atual Campeão Brasileiro. Por essa e por outras circunstâncias, inclusive do jogo, e por parte do Internacional, é que esta derrota não daquelas que pesam na conta e na cabeça de jogadores e treinador. Não se pode é perder ponto no Beira-Rio. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Inter perde no México

A derrota de 1 a 0 para o Jaguares, no Estádio Victor Manuel Reyna, em Tuxtla Gutiérrez, foi a primeira do Inter nessa Libertadores. Mesmo jogando bem próximo do ideal, no 4-2-3-1, com Bolivar e Índio na zaga, Kléber e Nei nas laterais, Bolatti e Guiñazu de volantes, Oscar, D'Alessandro e Zé Roberto de armadores e Damião de referência no ataque. Como ideal, considero o time com Rodrigo no lugar de Índio e Sobis na vaga de Zé Roberto, alterando o sistema para o 4-4-2.
Abaixo de muito calor, Jaguares e Inter fizeram um primeiro tempo chatíssimo, embora o colorado tenha levado senvível vantagem na posse de bola. Mas apresentou o velho problema de objetividade, de não conseguir converter em gols a sua vantagem no jogo. Com as mudanças do técnico do Jaguares logo no intervalo, os mexicanos equilibraram as ações de tal forma que logo abriram o placar, depois de falhas individuais de Nei e Índio.
Celso mudou a equipe, mudou o esquema, mas não era o dia do Inter. Com a derrota, a massa crítica da imprensa e da torcida voltou a pegar pesado com o treinador. Pedem a cabeça de Roth como noutros tempos se pedia a cabeça de uma bruxa. Acho exagerado, como também é exagero quando Roth peca pela "convicção" (teimosia). Mas na Libertadores, que é o que importa, o saldo é positivo e a coisa não é tão preta. No último jogo da roda, dentro do Beira-Rio, contra o Emelec, o Colorado garante a classificação com vitória ou empate. Ou seja, vai classificar. Ainda mais que Celso já sinalizou na entrevista após a derrota que vai providenciar mudanças.