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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Descontos a uma Seleção que suou, mas mereceu vencer

Não marcaria o pênalti sobre Fred. O centroavante canarinho forçou e o juiz caiu - não literalmente, como de fato fez o atacante. Mas é do jogo, e sempre foi. Tenho a nítida impressão, aliás, que o Brasil chegaria à virada naturalmente, mesmo com todas as dificuldades impostas pela boa seleção croata.

E Copa do Mundo não é Copa das Confederações. O peso é outro, a responsabilidade é o dobro, o triplo, o hexa. O time de Felipão estava tenso, não por menos: jogar em casa é complexo. Se tem o apoio da torcida, fator absolutamente positivo; porém, se ganha uma obrigatoriedade desumana de conquistar a vitória. E mais que a vitória, é preciso dar show.

Se for, não vai ser dando show. Vai ser basicamente assim, pro gasto, como contra a Croácia. Com Neymar mais protagonista que galã de novela das nove, e protagonista porque sabe ser, tem bola pra ser. E foi, de novo. Mas tivemos Oscar roubando a cena, fazendo um partidão e um belíssimo gol.

Há de se fazer descontos. Foi o primeiro jogo, é tudo mais difícil. Foi a primeira Copa, para a maioria. E o primeiro gol, contra, ajuda a desestabilizar. Não é de se descartar mudanças sensíveis, principalmente de posicionamento. Na estreia, Felipão jogou basicamente no 4-4-2, com Neymar mais solto, na condição de segundo atacante, e na linha de meio-campistas a Seleção teve Oscar na direita e Hulk, apagadíssimo, na esquerda. Talvez o 4-2-3-1, variando para o 4-3-3, realmente seja o esquema mais adequado.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Filme de Segunda 137

Trapaça


O diretor David O. Russel aparece pelo segundo ano consecutivo bem cotado à premiação do Oscar. Embora, entretanto, Trapaça esteja longe de ser um filme ruim, não se justifica suas dez indicações na Academia. Aqui o diretor cerca-se de astros que já fizeram excelentes trabalhos sob seu comando: Christian Bale e Amy Adams em O Vencedor mais Bradley Cooper e Jannifer Lawrence em O Lado Bom da Vida. O quarteto conduz a trama dirigida por Russel, e possuem seus méritos.

Trapaça peca pelo excesso de tempo e pela falta de profundidade. São 129 minutos de muito diálogo e pouca ousadia, em quase todos os sentidos. O filme remonta uma operação do FBI para capturar corruptos e golpistas da alta cúpula americana, em algum momento associando inclusive políticos ao dinheiro sujo da máfia - o que rende, pelo menos, uma participação especial de Robert De Niro. Dentro desse universo, Russel conduz uma trama leve de certa forma, com um humor fácil e apurado, mas que cansa ao passar das duas horas de película e dizer pouca coisa de complexo e pertinente. Não seria exagero dizer que tudo caberia em 90 ou 100 minutos de filme.


Dos quatro protagonistas, um deles fica abaixo do restante - mesmo estando os quatro indicados ao Oscar. Christian Bale, que aparece na categoria de melhor ator, interpreta o golpista Irving Rosenfeld, um completo falastrão dos anos 70, sempre com um charuto no canto da boca, barriga avantajada e camisas semi-desabotoadas. Amy Adams é o destaque absoluto de Trapaça. Ela é a lindíssima e decotada Sydney, uma ex-stripper que se cola em Irving e o ajuda nos negócios. Adams está indicada ao prêmio de melhor atriz.

Na categoria de coadjuvantes temos Lawrence e Cooper. A moça interpreta a mulher traída de Irving, faz o tipo linda e pouco inteligente, contudo explosiva, que não se contém a um barraco. Assim como Adams, Jennifer Lawrence é um dos pontos alto do longa. Já Bradley Cooper não convence como o jovem agente do FBI sedento por reconhecimento. Aí talvez tenha faltado o dedo do diretor, mas o fato é que o personagem é fraco em alguns aspectos.

Trapaça tem uma trilha sonora interessante, que suga muito do rock, do disco e do black music dos anos 70, década em que a trama acontece. O figurino também chama atenção e é um acerto da equipe envolvida. Aliás, Trapaça tem muitos acertos, o problema é que as dez indicações acabam pesando sobre um filme que talvez não sustente tudo isso. Mas temos aqui um entretenimento legal, bem produzido, de boa direção e interpretações razoáveis. É sim, boa pedida! 

Gênero: Suspense
Duração: 129 min.
Origem: EUA
Direção: David O. Russel
Roteiro: David Russel, Eric Singer
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: 12 anos
Ano: 2013

Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Em nova derrota da Seleção, os problemas são os mesmos

Inglaterra 1 x 2 Brasil

Geralmente se faz uma avaliação equivocada desta nova Seleção, desde que Mano Menezes assumiu, e agora com Felipão no comando. Não faltam Rivaldos, Ronaldos ou Romários, os ditos diferenciados, aqueles que façam a diferença e decidam. Enquanto a nossa cultura de futebol pensar assim, continuaremos acumulando resultados ruins. Não faltam bom jogadores à safra atual. Falta trabalho coletivo, sentido de equipe, mecânica de jogo, ideia tática, aplicação, posse de bola e ocupação de espaços no campo. Só isso (ainda que seja muito).

O Brasil perdeu para uma Inglaterra que não é espetacular, mas é bem organizada, tem mecânica de jogo e atletas que cumprem com afinco suas funções. No 4-1-4-1, Gerrard é o volante que fica entre as duas linhas de quatro, fazendo a sobra da marcação dos laterais e meio-campistas e iniciado todos os movimentos de ataque. Quando Rooney sai da área, os dois wingers entram em diagonal, principalmente Walcott, pela direita. Foi praticamente desta forma que aconteceram os dois gols ingleses  O Brasil não teve nada parecido. Ainda não tem.

Adrian Dennis/AFP
No primeiro tempo, com um meio-campo em quadrado, a Seleção se dividia em dois blocos. O primeiro tinha os quatro defensores e os dois volantes, e o segundo tinha Ronaldinho, Oscar, Neymar e Luis Fabiano. Estes últimos deveriam ser os responsáveis por dificultar o jogo de Gerrard. Não o fizeram.

A coisa melhorou um pouco na segunda etapa, com a saída de Ronaldinho, a entrada de Lucas e a adoção do esquema 4-2-3-1, que contou com maior participação dos laterais. Ainda sim, o Brasil não soube abrir o jogo. Sempre centralizou muito a jogadas, facilitando a marcação inglesa. O time de Felipão até chegou ao empate, mas a Inglaterra sempre foi melhor em campo.

E foi melhor porque pensa melhor o jogo. Não fica esperando que jogadas individuais resolvam as partidas.

domingo, 8 de julho de 2012

Inter usa do contra-ataque para vencer o Cruzeiro no Beira-Rio

Assim como o Atlético-MG há uma semana, o Cruzeiro também desembarcou em Porto Alegre com velhos conhecidos do futebol gaúcho. Comandado por Celso Roth, a Raposa teve o zagueiro Léo, que atuou como lateral direito e faz bom campeonato na posição, teve o meia Souza e também os volantes Leandro Guerreiro, Willian Magrão e Tinga, que há poucos meses ainda jogava no Internacional. O Cruzeiro tem um bom time, continua se reforçando e não é de graça que dificultou muito as coisas para o Internacional.

Dorival admite que o Colorado ainda não joga o futebol que todos esperam, inclusive a comissão técnica. Uma série de desfalques e a falta de continuidade são os principais motivos alegados pelo treinador. No próximo domingo, quando recebe o Santos, mais uma vez o Inter não vai conseguir repetir o time. Oscar e Damião vão jogar as Olimpíadas e D'Alessandro está suspenso.

Contra o Cruzeiro, apensar das boas participações de Josimar e Élton, Guiñazu fez muita falta à equipe. É o argentino um dos responsáveis pela compactação do time, pela marcação mais agressiva e pela transição defesa/ataque. Os dois volantes escalados apenas marcaram.

Quem teve a posse de bola foi o Cruzeiro, que iniciou jogando no 4-3-1-2, com Tinga e Willian Magrão vindo de trás e apoiando Montillo na armação. Apesar do volume de jogo mineiro, o Inter marcou com correção a equipe de Roth. Devido a circunstância, restou ao colorado o contra-ataque. 

Sem o brilho dos ofensivos D'Alessandro, Oscar, Dagoberto e Damião, o Inter venceu pela efetividade. No habitual 4-2-3-1, que varia para o 4-4-2 conforme o posicionamento de Dagoberto, os dois gols vieram no primeiro tempo, depois de rápidas trocas de passes. 
Ricardo Duarte/ClicRBS
Durante a partida, o Inter encaixou poucas jogadas, sobretudo num segundo tempo todo cruzeirense. Roth jogou o Cruzeiro pra cima, adiantou Tinga, deslocou Léo de novo pra zaga e Magrão fez a lateral. Na frente, Wallysson fez boa parceria com Ramon, e Montillo ficou mais à vontade atuando pela esquerda. O Cruzeiro chegou ao gol mas o Inter soube segurar o ímpeto da Raposa.

Além da importante vitória colorada, que por enquanto coloca o Inter no G4, é positivo que Dorival faça a leitura correta do jogo e saiba que, mesmo jogando em casa, às vezes é bom negócio esperar o adversário e explorar o contra-ataque.

domingo, 6 de maio de 2012

O empate em Caxias e o choro de Oscar

Há quase 50 dias o meia Oscar não podia jogar pelo Inter devido à perrenga judicial com o São Paulo. Mesmo não estando encerrado o caso com o clube paulista, o jogador foi liberado para trabalhar pelo Internacional, e justo agora, no primeiro jogo da final do Gauchão. Justo agora, que Dorival Junior vê o departamento médico do Beira-Rio esvaziar suas opções para o time. Por lesão e suspensão, o Inter não pôde contar com Damião, Dagoberto, D'Alessandro, Dátolo, Kléber e Moledo. Destes, certamente a ausência menos sentida é a de Kléber, pois no seu lugar tem Fabrício, que já anda merecendo status de titular do Inter. 

Para Dorival, apenas o reforço de Oscar, que no 4-2-3-1 colorado inciou o jogo lá na direita, com Tinga pelo meio e mais recuado, e Jajá pela esquerda, encostando mais em Jô, se movimentando e participando das melhores jogadas do Inter, num equilibrado primeiro tempo. Quem desequilibrou o jogo no segundo tempo foi Oscar, que mudou de lado e encaixou boa parceria com o lateral Fabrício, mas só fez o gol do empate, e do choro da volta, depois de belíssimo lançamento de Jajá. A inversão de lado entre os dois meias-extremos do Inter e a queda da condição física do Caxias resultaram num segundo tempo todo colorado.

Porque no primeiro tempo o Caxias do estreante técnico Mauro Ovelha jogou de igual para igual, deu um calor na dupla Índio e Bolivar e desceu pro vestiário vencendo por 1 a 0. Com o bola, o time grená aplicava praticamente um 4-3-3, com o meia Wengler sempre abrindo para um dos lados e ficando na mesma linha de Caion e Wanderley. Na hora de defender e contra-atacar, um 4-3-1-2 com destaque para o volante apoiador Matheus, que combateu muito e chegou na frente, inclusive fazendo o gol do Caxias na jogada maravilhosa iniciada pelo lateral Fabinho.

O Caxias surpreendeu. Não esperava que fizesse tão boa partida depois de tanto tempo parado e com a recente troca de treinador. Com certeza ainda dá pra pôr muita coisa na conta de Paulo Porto, que iniciou o trabalho, venceu o 1° e teve uma queda de rendimento aceitável na Taça Farroupilha.

As chances de o Caxias surpreender mais do que já o fez são muito pequenas. No próximo domingo, mesmo com os desfalques que tiver e com o desgaste de jogar um jogo decisivo contra o Flu, pela Libertadores, na quinta-feira, acho improvável que o colorado não levante mais essa Taça. É no Beira-Rio, e é preciso jogar como no segundo tempo deste empate de 1 a 1. Ou será que esse bom Caxias repetirá o ano 2000?

Foto Alexandre Lops/Inter, divulgação

quarta-feira, 21 de março de 2012

Um ponto que vale ouro na Bolívia e a classificação pouco brilhante no Olímpico

The Strongest 1 x 1 Internacional

Se a altitude de 3 mil e 600 metros já era um obstáculo e tanto para o time de Dorival Junior, imagina então receber a notícia, poucas horas antes do jogo, de que Oscar não poderia jogar, pois constava no BID como jogador do São Paulo. Sem dúvidas o cenário se desenhava para uma noite de muitas dificuldades para o Internacional. De fato, o empate em 1 a 1 foi suado, quase que não sai. Só saiu aos 43 do segundo tempo, dos pés do atacante Gilberto, que quase desperdiçou o lance.
Não podendo contar com Oscar, Dorival escalou João Paulo, que jogou quase sempre na meia-direita. Na esquerda esteve Dátolo e, mais à frente, como dois atacantes, Damião e Dagoberto. Dorival desmanchou o esquema com três meias e avançou Dagoberto, que não fez boa partida, buscou pouca bola e não conseguiu se desvencilhar da marcação. Ao contrário de seu companheiro de ataque, Leandro Damião teve melhor performance, chamando a marcação, indo pro embate com os zagueiros, fazendo tabelas e finalizando.

O fraco The Strongest passou a maior parte do tempo num 4-3-3, jogando com muita velocidade e apostando  nas subidas do meio-campista Chumacero que, não raro, estava dentro da área ao lado do centroavante boliviano. Contudo, o Inter fez um primeiro tempo equilibrado, com boas chances de conclusão. Mas a perna pesou no segundo tempo.

E não pesou apenas pela atitude. O gol cedo do Strongest desestabilizou o Colorado e encheu de gás o time boliviano. O Inter não se achou mais em campo. Aliás, achou o gol de empate quando nenhum colorado mais apostava na equipe.

Colocando na balança, o resultado tem muito mais peso que a atuação. É um ponto que vale ouro e facilita muito a classificação colorada para a fase eliminatória da Libertadores. Já atuação não deve pesar muito no decorrer do trabalho no Beira-Rio, visto todas as circunstâncias da partida, afinal Santos e Juan Aurich foram à La Paz e perderam. 

Grêmio 3 x 1 River Plate-SE

No resultado agregado, 6 a 3 para o Grêmio. É um placar elástico, mas tomar três gols de um time que não se classificou pra segunda fase do campeonato sergipano é preocupante. Luxemburgo sabe disso. O Grêmio sabe disso. O quanto é confiável uma zaga com G.Silva e Werley? Só o tempo irá dizer.
Quem foi ao Olímpico esperava um goleada. Talvez a equipe tenha caído na mesma graça. O Grêmio não entrou de sangue doce ou com o pé frouxo. Pelo contrário, Kléber, Moreno e Bertoglio estava mordendo, marcando forte a saída de bola do River. Todo o Grêmio avançou, fez a blitz mas não conseguiu finalizar. Sobrou espaço para uma ou duas escapadas do adversário, que acabou marcando primeiro.

O River Plate do Sergipe não fez feio. Até certo ponto, bloqueou totalmente as ações do Grêmio e teve alternativas de contra-ataque. A equipe obedeceu com rigor o 4-4-2 com duas linhas de quatro proposto pelo treinador Luis Carlos Cruz.

Luxemburgo testou novas possibilidades para sua equipe. Manteve o 4-3-1-2, com com Gago no banco, Bertoglio como ponta-de-lança no losango e Marco Antônio mais recuado, à esquerda, como volante apoiador. Na lateral esquerda, o destro Pará jogou no lugar de Julio César. Na prática, o Grêmio fazia um 4-2-2-2, com o argentino caindo mais pela direita e Marco Antônio avançando. Essa formação já foi tentada antes, mas ao invés de Bertoglio o Grêmio tinha Marquinhos. A mecânica de jogo ficou prejudicada da mesma forma. A performance individual caiu. O Grêmio dependeu muito de Kléber, que não fez gol mas foi o grande destaque da partida. 

Na balança tricolor, a classificação é importante, não há dúvida, porém a atuação do Grêmio tem de pesar bastante. Por enquanto, está provado que o atual elenco de Luxemburgo se adapta melhor a um sistema com três volantes de velocidade, que desarmam no campo do adversário e auxiliem Kléber e o eventual articulador a comandar o ataque da equipe. O Grêmio precisa fortalecer essa ideia de time.

domingo, 4 de março de 2012

Inter e Grêmio esquentam a máquina na Taça Farroupilha

Iniciou neste final de semana o segundo turno do campeonato Gaúcho. E se querem pensar em título, ou Inter ou Grêmio precisam vencer para, aí sim, disputar a finalíssima contra o Caxias, campeão do primeiro turno. Pelo menos a dupla grenal começou vencendo seus jogos. Nada de brilhantismo e, apesar do 2 a 1 em ambos os jogos, poucas dificuldades também.

No sábado, o Inter recebeu o Ypiranga no Beira-Rio. Saiu vencendo, sofreu o empate e buscou a vitória com gol de Damião, à lá Damião, sem frescura, dividindo com a zaga. Gol importante para o centroavante que quer voltar a ser o goleador do colorado. 

Visando o Santos na quarta-feira, jogo na Vila Belmiro, pela Libertadores, Dorival poupou D'Alessandro. O argentino fez falta à equipe, como sempre faz, e pode comandar a equipe colorada contra o Peixe de Neymar e Ganso. Pra esse jogo, Dorival Junior pode contar ainda com os retornos de Tinga e Guiñazu. Jogo imperdível.

Em Gravataí, nesse domingo, o Grêmio de Luxemburgo enfrentou um Cerâmica jovem, de postura ofensiva, mas com poucas possibilidades técnicas de tirar pontos do Grêmio. O Tricolor, assim como o Inter, também jogava com a cabeça quase em outra competição. Na quarta o Grêmio estreia na Copa do Brasil contra o River Plate de Sergipe, em Sergipe.

A vitória gremista foi marcada mais uma vez pela boa atuação de Kléber, pela estreia promissora do meia argentino Facundo Bertoglio e pelo sentido de coletividade que a equipe vem ganhando desde a chega do novo treinador. Ainda que não tenha contado com Souza, Vanderlei escalou o meio-campo do Grêmio com quatro jogadores formando um losango, com Marquinho de ponta-de-lança e Marco Antônio mais recuado, à direita. Sem dúvida um time provisório que, talvez seja repetido na quarta, com Moreno assumindo o comando de ataque no lugar do André Lima, mas com certeza não deve se repetir com Souza à disposição e com Bertglio mais adaptado e confiante.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Internacional em outro patamar

A equipe titular do Inter tem qualidade técnica invejável para a maioria das equipes sul-americanas. Após 6 meses de Dorival Junior, e quase um mês de trabalho em 2012, já encaminha também sua melhor forma tática, física e psicológica. Atributos fundamentais que, junto à técnica, formam uma equipe vencedora.

O Inter sobra no Gauchão quando usa seus titulares. E fez 2 a 0 ao natural nas duas melhores equipes do campeonato até agora. No domingo, em Caxias do Sul, contra a equipe do Caxias. Nesta quarta, em jogo único, válido ainda pela sexta rodada, contra o surpreendente Cruzeiro, que só não é um dos líderes do Estadual porque perdeu seis pontos (duvidosos) no tribunal. Sem contar a boa partida contra o Juan Aurich na estreia da fase de grupo da Libertadores na semana passada. 

Claro que Caxias e Cruzeiro são bons times em se tratando de Gauchão. Claro que ainda é cedo para cravar que o Inter vai deslanchar para fazer um grande ano. Mas este é o parâmetro que temos para o momento. É pouco, porém já serve como indicativo. 
Nas vitórias contra Cruzeiro e Caxias, o time jogou pelos pés de Oscar e fez os gols pelos pés de Dagoberto, que fez três dos quatro gols. Os dois fazem parte de um dos quartetos mais promissores das Américas neste ano. O 4-2-3-1 de Dorival conta com a linha de três armadores de intensa movimentação, formada por Oscar, Dagoberto e D'Alessandro. Mais à frente um Damião que impõe respeito, segura a zaga adversária e a qualquer momento ou cruzamento na área vai voltar a fazer os gols que o consagraram.

Se ainda não dá para afirmar que o Inter tem um time pronto é porque é cedo demais ou porque um zagueiro pode chegar a qualquer momento. Mesmo estando Índio e Moledo em grande fase. Mesmo duvidando que alguém os bote no banco, logo eu que tanto duvidei de Índio (e Bolivar) para 2012.

Vamos ver. Ainda é cedo. Mas o Inter já mostrou suas armas, e não é pouca coisa.


Foto Alexandre Lopes/Divulgação Inter

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Apesar das polêmicas, deu Inter

Oscar joga ou não joga? Joga, e mais qualquer um em Inter x Juan Aurich. O jogo passa na TV ou não passa? Até passa, mas para os poucos que assinam a operadora que disponibiliza o canal Fox Sports para seus assinantes. Estima-se que 70% do público que assiste a Libertadores pela televisão não tem acesso ao canal.

Como a disputa jurídica entre São Paulo e Inter sobre os direitos de Oscar, também há nos bastidores uma briga ferrenha entre a Globo Sat e as maiores operadores de TV a cabo. A Globo não quer que ninguém transmita a Fox Sport, que comprou em dezembro passado os direitos de televisionar a competição continental.

Polêmicas à parte, o Inter estreou bem na fase de grupos. Embora tenha deixado um gostinho de quero mais nos torcedores. Cabia algo mais que 2 a 0 no modesto Juan Aurich, que jogou com 10 homens desde os 27 minutos do primeiro tempo.

O time de Dorival jogou no habitual 4-2-3-1, teve a posse de bola, correu poucos riscos - quase nenhum -, teve boa chegada na frente e só não goleou porque Dagoberto e Damião não estava em noite inspirada. O primeiro, não conseguiu imprimir o bom futebol que pode jogar. Já o centroavante colorado mais uma vez pecou no preciosismo ao invés de simplificar e fazer o gol mais fácil. Quando Damião foi o Damião sem frescuras, fez a parede direitinho para que Oscar chegasse de trás e marcasse o primeiro gol.

Na segunda etapa, uma espécie de novo talismã colorado. Dátolo entrou para vestir a camisa do Inter pela segunda vez e fazer logo seu segundo gol. O argentino já está nas graças da torcida. O Inter do Bi da América em 2006/2010 já mostra os dentes e se credencia como candidato ao lado de outros brasileiros (que não estreiaram tão bem assim). 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Chocolate colorado credencia ideias de Falcão

Se antes do jogo lá em Sete Lagoas o Atlético Mineiro vivia uma semi-crise, depois dos 4 a 0 do Inter o Galo afunda de vez o pé na crise e deve demitir seu treinador, o Dorival Junior - o que ainda não é oficial até o fechamento deste post, mas já causa alvoroço nos clubes que estão à procura de um treinador.
A partida do Inter foi excepcional, mesmo num primeiro tempo de 0 a 0. Falcão finalmente conseguiu que sua ideia de futebol desse certo, um 4-4-2 que se defende com duas linhas de quatro e ataca de modo brasileiro clássico, no 4-2-2-2. O treinador achou a dupla de zaga, é Bolivar e Juan, a dupla de volantes é Guina e Tinga, os meias são D'Alessandro e Oscar e na frente Zé Roberto e Damião. Nas laterais, Nei é o que tem e Kléber voltou a jogar bem, principalmente contra o Atlético.
O Galo de Dorival Junior atuou no 4-3-1-2, concentrou a criação num rechonchudo Daniel Carvalho, que não conseguiu fugir de Tinga e Guiñazu. Do outro lado, uma atuação de gala do quarteto ofensivo colorado, apoiado principalmente pela chegada do Kléber pela esquerda, que há muito tempo não dava dos seus cruzamentos certeiros na cabeça do atacante, que dessa vez resultou no gol de Zé Roberto, o segundo do Inter no jogo.
Uma vitória de 4 a 0 é incontestável. Não teve influencia da arbitragem nem sorte, teve futebol.
Para o próximo jogo o Inter terá desfalques. Juan e Oscar vão para a Seleção sub-20 e passam algumas rodadas fora. Tinga saiu machucado e D'Alessandro cumprirá suspensão pelo terceiro amarelo. Portanto, próxima quarta-feira contra o outro Atlético, o paranaense, é a chance de Falcão provar que o grupo de jogadores assimilou o seu 4-4-2, mudando nomes e mantendo o esquema.

domingo, 5 de junho de 2011

Inter conquista a primeira vitória

Depois de um empate fora, uma derrota em casa, e uma semana conturbada no Beira-Rio, finalmente o Inter de Falcão desencantou no BR-11. Duro é saber quem jogou mais, Oscar ou Zé Roberto. E que os colorados agradeçam ao técnico da seleção da Argentina, que convocou Bolatti, caso contrário Oscar seria banco e o Inter jogaria no 4-3-1-2.
Para jogar no Morenão, em Campo Grande (MS) - casa muito mais gaúcha que mineira -, Falcão escalou um 4-4-2 à brasileira, com Tinga e Guinãzu combatendo e revezando a saída no meio. Mais à frente, D'Alessandro e Oscar na articulação. Juan substituiu o machucado Kléber e Cavenaghi o Selecionado Damião.
Depois de um primeiro tempo arrasado do Internacional, que virou o tempo com um tranquilo 3 a 0, o Améica-MG esboçou reação, chegou a dois gols, mas não resistiu ao contra-ataque colorado, puxado de forma espetacular por Zé Roberto, lance que resultou no gol de Cavenaghi.
Já passava da hora de o Inter jogar assim, ou ao menos ser testado assim. Esse 4-4-2 pode ser melhor trabalhado, aprimorado e testado contra adversário mais fortes. Mais forte que deve ficar um Inter tranquilo, sem nenhum tipo de polêmica durante a semana. Sem nenhum tipo de invenção, sem nenhuma injustiça futibolistica, como deixar Oscar no banco.


quinta-feira, 31 de março de 2011

Inter 3x0 Jorge Wiltermann

ATUALIZADO às 16h54 >> ERRATA! Em estado sonolento, escrevi no post a seguir que só faltou ao Oscar fazer um gol. Pois bem, o rapaz abriu o placar no Beira-Rio.

Não foi um partidaço do Inter, embora tenha goleado o time boliviano por 3 a 0 e permanecido como líder do grupo 6 da Libertadores, com 10 pontos. Mas foi outra exibição de luxo do meia Oscar, que só não fez gol (fez, sim!) e fez muito boa parceria com D'Alessandro.
Roth acertou ao fazer esses dois jogadores jogarem próximos, num 4-4-2 que conta muito com a intensa movimentação desses dois meias, que aparecem toda hora por todos os lados, que conta muito com Kléber, na esquerda, mas poderia contar mais com Nei lá do outro lado e com Zé Roberto, de novo apagado no ataque, ao lado de um Damião pouco inspirado (mas cheio de crédito).
O Inter não jogou futebol de encher os olhos, mas em alguns momentos tocou bola como tocava o Inter campeão de 2010. E se muitas das coisas que Roth levou a campo hoje forem mantidas, essencialmente a parceria de Oscar e D'Alessandro, a tendência natural é essa equipe colorada crescer muito.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Inter goleia na Bolívia

Está muito bem encaminhada a classificação do Colorado no grupo 6 da Libertadores da América. Após vencer o Jorge Wilstermann por 4 a 1 na altitude razoável da cidade de Cochabamba, o Inter chegou aos 7 pontos, mantém a liderança do grupo e, dos próximos três jogos, dois são no Beira-Rio. Apenas uma hecatombe futebolística tira o Inter da fase eliminatória da Libertadores.
O Jorge Wilstermann é daqueles times que pouca diferença faria jogar ou não jogar a competição. Disputando a segundo divisão boliviana, não pode ser adversário à altura de um Inter campeão da América. E, de fato, não foi. Mesmo que tenha saído ganhando, com um gol cedo, de cabeça, gol do zagueiro Brown. Este mesmo zagueiro que, minutos depois, foi o mapa da mina do Colorado.
Aos 24 minutos de jogo, partida liquidada. Num 4-2-3-1 que teve (de novo) um Oscar inspirado pela direita, um Zé Roberto mais ligado na esquerda, um Guiñazu voltando a lembrar aquele velho Guiñazu, teve Kléber chegando de trás pela esquerda e, na frente, um Damião voando, literalmente. Veio do Oscar o cruzamento que era pra Tinga, mas que Brown chegou primeiro e meteu contra, empatando o jogo aos 16. Partiu de Guiñazu o cruzamento da intermediária que acabou no vôo, na cabeça e no gol de Leandro Damião, aos 19 de jogo, pra virada colorada. Foi Brown, aos 24 minutos, que cochilou e perdeu a bola pro Damião, na entrada da área, permitindo ao avante colorado avançar livre e só rolar para um Zé Roberto não menos livre ampliar o placar.
O quarto gol só aconteceu no segundo tempo, aos 36 minutos. Gol do lateral Kléber, quando o Inter já havia feito algumas substituições, já jogava num 4-3-2-1 e, como foi durante o jogo inteiro, continuava dominando a partida.
Foi das melhores apresentação do Inter em 2011, contra um dos mais fracos adversários, é verdade. Não deixa de ser um dever comprido e muito bem, por sinal. Inter que agora volta a jogar sábado, pelo Gauchão, contra o Novo Hamburgo, às 16h no Beira-Rio. Roth deve escalar equipe mista.
 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Damião faz chover no Beira-Rio

Junto com a chuva que caiu sobre o Beira-Rio na noite desta quinta-feira, os 7 mil colorados (corajosos) que foram ao estádio viram também uma chuva de gols contra o Ypiranga de Erechin. Só de Leandro Damião, foram três. Zé Roberto fechou a conta e fez um. Duas semana sem jogar, duas semanas depois de golear o Jaguares pela Libertadores, os titulares do Inter voltaram a jogar, jogar bem, e golear de novo: 4 a 0.
Se Damião foi destaque pelos gols, Oscar foi destaque pela categoria e pelo belo futebol apresentado. Assumiu a bronca de substituir o maestro D'Alessandro, comandou um Inter consistente, que pouco deu chance a um frágil Ypiranga. Ainda teve o retorno de Sobis, que entrou no segundo tempo. Teve a estreia do zagueiro Rodrigo, teve o Tinga como titular novamente, teve um sempre perigoso Cavenaghi vindo também do banco.
É um Inter cheio de alternativas. Completo, no papel, é um senhor time. Mas nesse senhor time ideal, não tem Damião nem Oscar, nem Zé Roberto, nem Sorondo, que vem jogando. Qual colorado não quer ver Sobis e Cavenaghi jogando juntos? Mas quem quer Damião, goleador do Gauchão, com 8 gols, fora do time?
Domingo, o Inter sobe a serra e enfrenta o Caxias, já sem o técnico Lisca, no Centenário. Partida válida pela segunda rodada da Taça Farroupilha.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Filme de Segunda #1

Coração Louco
Um das coisas legais do cinema é a fantasia, claro. O mar invadindo Nova Iorque, um robô policial, um homem que voa, outro que vira quase uma aranha, as comédias românticas e os amores perfeitos etc. Mas realidade crua no cinema também é legal. Às vezes é muito mais legal, diria. Emociona mais, com certeza. Te puxa mais pra dentro do filme.
Coração Louco é daqueles filmes que não viaja na veia da fantasia cinematográfica. O personagem de Jeff Bridges, apesar de ficcional, é bem real. Um músico country de 57 anos, que perdeu quase todo seu dinheiro, já foi muito famoso mas agora é um alcoólatra que viaja o Texas com seu carro velho fazendo shows em pequenos bares. Bad Blake, o personagem que deu a Bridges o oscar de melhor ator em 2010, é um cara talentoso, porém quase que totalmente entregue aos seus problemas.
O filme é ele, Bad Blake. Embriagues de Jeff Bridges que, sim, está perfeito no papel. Coração Louco segue a linha de O Lutador, que Mikey Rourk faz o papel de um decadente lutador. Com o perdão do trocadilho, o filme de Rourk é mais porrada, mais realidade, mais comovente. É outro filmão.
Bad Blake faz o anti-herói. Um cara que não deveria, mas ganha a simpatia do público mesmo sendo um fanfarrão bêbado que não vê o filho há 27 anos. Um fato novo dá uma virada na sua vida, é sua paixão por Jean (Maggie Gyllenhaal). Daí o filme vai, com uma trilha muito boa, cheia de country e cenas de shows - trilha também vencedora do oscar 2010.
É o filme de estreia do diretor (ator e produtor) Scott Cooper e de cara já faturou duas estatuetas. Não é pouca coisa, é muita. O filme ainda tem Colin Farrell, aparecendo pouco, mas cantando bem, tem o Robert Durvall, que também aparece pouco, mas é sempre muito legal de assistir. É que todo mundo aparece pouco no filme. Quem aparece muito e dá show (em todos os sentidos) é Jeff Bridges.
É a primeira dica da coluna semanal Filme de Segunda. Coração Louco, um filme de primeira!

Nota PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
X Bom filme 
- Legalzinho
- Ruinzinho
- Péssimo
- Inclassificável

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DNA gaúcho no Oscar 2011

Na quarta, 8, o Ministério da Cultura divulgou a lista dos 23 filmes brasileiros que disputam o direito de serem inscritos na briga pelo Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro. O anuncio do filme escolhido será dia 23 de setembro. Concorrem na lista, três filmes com DNA gaúcho: Os famosos e os duendes da morte, Em teu nome e Antes que o mundo acabe.
Os famosos e os duendes da morte se passa no interior do Rio Grande do Sul, no auge do inverno, e muito por conta disso tem uma fotografia maravilhosa. O filme tem direção do paulista Esmir Filho, e é uma parceria entre várias produtoras, entre elas a Warner Bros e a Casa de Cinema de Porto Alegre. Não é um filme fácil, é daqueles de entrar em transe, se concentrar e só despertar quando sobem os créditos.

Por outro lado, Antes que o mundo acabe é o tipo de filme que agrada gregos e troianos, é o filme de estreia da cineasta gaúcha Ana Luiza Azevedo, e mais um sucesso da Casa de Cinema de Porto Alegre. Antes que o mundo acabe, como no filme de Esmir Filho, também traça um retrato da juventude dos anos 2000 que vive no interior do RS e flerta de alguma forma com o mundo lá fora - ou Porto Alegre, o mais próximo de "mundo lá fora" que conseguem alcançar.

O Em teu nome eu não vi. Quero muito ver, mesmo que a crítica especializada tenha batido bastante no filme, que conta a história do passo-fundense João Carlos Bona Garcia. Boni, como era chamado, participou de movimentos de luta armada contra a ditadura militar no Brasil, à época quando estudante de arquitetura. Boni foi exilado, passou por vários países até voltar ao Brasil depois da lei da anistia  Em teu nome é de Paulo Nascimento e não foi gravado só aqui, mas também tem locações no Chile, no Marrocos e na França.

Duvido que algum dos três filmes tenha chance na disputa com os outros 20, que são:
  1. As Melhores Coisas do Mundo
  2. A Suprema Felicidade
  3. Bróder
  4. Carregadoras de Sonhos
  5. Cabeça a Prêmio
  6. 5X Favela - Agora Por Nós Mesmos
  7. Chico Xavier
  8. É Proibido Fumar
  9. Hotel Atlântico
  10. Lula, o Filho do Brasil
  11. Nosso Lar
  12. Olhos Azuis
  13. Ouro Negro
  14. O Bem Amado
  15. O Grão
  16. Os Inquilinos
  17. Quincas Berro D’água
  18. Reflexões de um Liquidificador
  19. Sonhos Roubados
  20. Utopia e Barbárie
No site do Ministério da Cultura é possível votar no seu filme preferido, porém o vencedor do voto popular não garante lugar na disputa do Oscar. Servirá apenas como um cartão de visita de luxo para a comissão de julgadores que dará o veredito final.
Links para os trailers: