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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Filme de Segunda 102

O Dobro ou Nada


Alguns filmes pintam como uma boa notícia, criam uma expectativa razoável e acabam sendo tudo aquilo que não se imaginava. Quem dá uma olhada na ficha técnica de O Dobro ou Nada espera que seja, ao menos, uma comédia que traga satisfatório entretenimento. Infelizmente, não é o caso.

Na direção, o britânico Stephen Frears, de filmes como Ligações Perigosas (1988), Os Imorais (1990), O Segredo de Mary Reilly (1996) e A Rainha (2006). O roteiro adaptado é de D.V. DeVincentis, cara que já fez parceria com o diretor no bom Alta Fidelidade (2000). O elenco também chama atenção: Rebecca Hall, Bruce Willis, Vince Vaughn, Catherine Zeta-Jones e Joshua Jackson.
O filme é baseado na história real da hoje escritora Beth Rayner. Uma jovem stripper que resolve ir para Las Vegas trabalhar como garçonete, mas acaba trabalhando com um jogador profissional e descobrindo um talento que até então não sabia que tinha. Beth se torna uma jogadora de sucesso, além de se envolver com algumas questões ilegais.

O Dobro ou Nada nos apresenta uma história espetacular, mas que nas mãos de Stephen Frears e D.V. DeVincentis não funciona. O filme se porta como uma comédia qualquer, saída da cabeça de um roteirista de fundo de quintal, quando na verdade deveria ser uma história de vida interessante e crível. Além de ser sem graça, O Dobro ou Nada não consegue prender o espectador na trama.

Em cena, as coisas acontecem de forma rasa, sem nenhum tipo de envolvimento mais complexo. Relações que envolvem paixão, amizade e confiança acontecem de repente. Assim como as explicações sobre jogos e apostas. Quando menos se espera, nos vemos dentro de um mundo onde tudo é motivo para apostas, um mundo que não se entende com facilidade.

De tudo de ruim que tem O Dobro ou Nada, desde as caricatas atuações de Catherine Zeta-Jones e Rebeca Hall, até o clímax completamente sem alma, se salva a participação de Bruce Willis, que faz um apostador de sucesso, supersticioso e carismático. Fora isto, pouca coias se salva em O Dobro ou Nada.

Gênero: Comédia
Duração: 94 min.
Origem: EUA
Direção: Stephen Frears 
Roteiro: D.V. DeVincentis
Distribuidora: Paris Filmes
Censura: 12 anos
Ano: 2012
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
X Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Filme de Segunda 66

O Despertar
Jackeline Moraes

Suspense para animar a segunda! Reconciliando meus amores com filmes de terror/suspense, assisti o novo O Despertar, e aprovei mais um bom filme do gênero. Atentem para o “bom”, e não maravilhoso. A verdade é que a proposta do filme é meio clichê, mas o desenrolar da trama prova que de previsível ela não tem nada.

A história nos envia ao ano de 1921, na Inglaterra. Nossa guia pelas atividades paranormais é Florence, uma cética “caça-fantasmas”, com seus próprios mistérios e assombros bem guardados. Florence (Rebecca Hall) dedica-se a desmascarar charlatões com seus métodos científicos. A moça é uma espécie de Sherlock Holmes dos planos sobrenaturais.

O convite para desvendar um caso em um colégio interno de guris meche com lembranças de Florence, que aceita o caso e embarca na “furada” da sua vida. Contratada pelo professor Robert Mallory (Dominic West), a Caça-fantasmas desvenda os mistérios em poucas armadilhas, mas por questões pessoais, se vê presa ao colégio e começa a questionar o que é real.

A trama tem um enlace de terror psicológico muito bom, os cenário e figurinos dão total condição de luto e suspense. O filme é mais claro que os demais filmes de terror, geralmente é uma escuridão só. Mas mesmo com as “luzes acessas”, o filme pesa a mão no suspense e consegue deixar o espectador tenso. 

Não é um dos melhores suspenses do ano, mas é um filme bom. A criatividade e a trilha sonora clássica de filmes de terror dão um atrativo a mais no filme. Acredito que o grande pecado do O Despertar foram algumas situações desnecessárias, aquelas que olhamos e perguntamos “ok, mas o que isso tem a ver com a história?”. Esse tipo de informação confunde a lógica da trama.

O ponto alto foi o jogo de cenas, o modo como as confusões mentais passam essa ideia ao telespectador me lembrou o clássico dos terrores, O Iluminado. O desfecho também foi bem satisfatório e completamente fora do comum, inteligente e bem esclarecedor. O Despertar, pelo conjunto da obra, é classificado como Bom Filme e ótima opção para assombrar a segunda.

Gênero: Terror e suspense
Duração: 107 min.
Origem: Reino Unido
Direção: Nick Murphy
Roteiro: Stephen Volk e Nick Murphy
Distribuidora: PlayArte Pictures
Censura: 14 anos
Ano: 2011

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo