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domingo, 2 de novembro de 2014

Vanguart tem noite inspirada em Porto Alegre

Pode ser exagero tentar ser definitivo e afirmar que Vanguart é a grande banda do rock nacional atualmente. Certamente, porém, é uma das melhores. Trazendo esse debate ao subjetivo gosto particular, é a banda brasileira que mais me empolga nos últimos anos, a que mais ouço. Na noite do último sábado, primeiro de novembro, fizeram em Porto Alegre o show apresentando as músicas do álbum Muito mais que o Amor, terceiro trabalho de estúdio do grupo de Cuiabá.

Foto: Jonas Tucci / Divulgação

Com uma relação muito estreita com a capital gaúcha, os guris estavam muito à vontade no palco do Bar Opinião, se divertindo de verdade com o show e convidando os amigos gaúchos Arthur de Faria e banda Dingo Bells para tocar em algumas músicas. Foi uma noite inspirada de Hélio Flanders (voz/violão/trompete/gaita), Reginaldo Lincoln (voz, baixo, bandolim), Fernanda Kostchak (violino), Luiz Lazzarotto (teclado e piano), David Dafré (guitarra) e Douglas Godoy (bateria). Tocaram para um público que ocupou cerca de 80 ou 85% da lotação da casa e que cantou junto a maior parte das letras do início ao fim.

Com um terceiro disco que não abandona a origem do folk rock, mas que aposta muito mais em canções e baladas românticas, o Vanguart flerta com o mainstream, contudo ainda preserva a imensa maioria do fãs conquistados ainda no primeiro trabalho, em 2007. Não há aquele ranço de não poder soar pop em determinados momentos, de só ser legal quando toca em lugares pequenos, para 100 ou 200 pessoas. E também por isso eles estavam visivelmente empolgados com a plateia do Opinião, tanto que Hélio Flanders falou mais de uma vez que ele estava quebrando os protocolos internos da banda, conversando com o público mais que o habitual e que era uma noite inesquecível para eles.

Dois momentos talvez simbolizem o que aconteceu na noite de sábado, no Opinião. Primeiro quando Flanders sentou na beirada do palco e ficou rodeado de smartphones que tiravam fotos e faziam vídeos. Ele cantou Pra Onde Eu Devo Ir, música do terceiro disco que bebe muito da fonte do country e do sertanejo brasileiro. Foi uma interpretação de muita entrega e de troca com o público. E o outro momento, demostrando o carinho mútuo, foi quando a banda já deixava o palco e voltou para seguir, à capela, a clássica do rock gaúcho Amigo Punk, puxada por um grupo de pessoas e logo cantada por todo o bar.

Para ouvir na íntegra o bom disco Muito mais que o Amor, e todos os outros trabalhos da banda, acesse: http://www.vanguart.com.br/discos

Videoclipe de Meu Sol, uma das grandes canções do mais recente álbum:



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Jimi Joe toca no República do Rock

Luís Bissigo para Prefeitura de Porto Alegre

Julia Franzon / PMPA
O Projeto República do Rock, na próxima terça-feira, 7, terá folk e o blues, dois gêneros que floresceram no interior dos Estados Unidos no século passado e fazem parte do DNA do rock. Essas duas vertentes musicais estarão em evidência no projeto República do Rock, com shows de Jimi Joe e Renato Velho e Manéco Rocha.

Um dos grandes personagens da cena independente, o músico, jornalista e radialista Jimi Joe está de volta às atividades musicais este ano, depois de passar por um transplante de rim em 2013. Com 39 anos de trajetória, ele revisita canções conhecidas - como Sandina, Dani, Primeiro Instante e Fecha Um - e apresenta novidades que estarão em seu próximo álbum solo, em fase de produção. No palco, Jimi (guitarras, violões, harmônicas e voz) terá ao lado Carlos Magno (bateria) e Gustavo Chaise (baixo e vocais).

A noite começa com o espetáculo 50 Tons de Blues, reunindo os instrumentistas Renato Velho (violões) e Manéco Rocha (washboard, kazoo e spoons). A tônica é o blues acústico dos primórdios do estilo, lembrando temas de artistas como Charley Patton, Robert Johnson, Blind Willie McTell e Mississippi John Hurt. O CD 50 Tons de Blues rendeu a Velho o prêmio de Melhor Intérprete na categoria Instrumental do Prêmio Açorianos de Música 2013.

A curiosidade é que Renato Velho colaborou no primeiro álbum solo de Jimi Joe - Saudade do Futuro (2005), premiado com o Açorianos de Música na categoria Compositor Pop -, o que sugere a possibilidade de uma interação entre as duas bandas no palco.

O projeto República do Rock é uma realização da Coordenação de Música da Secretaria da Cultura.


República do Rock
Atrações: Jimi Joe e 50 Tons de Blues (Renato Velho e Manéco Rocha)
Terça-feira, 7 de outubro, 20h
Teatro Renascença (avenida Erico Verissimo, 307, fone 51 3289-8066)
Ingresso: um quilo de alimento não perecível.
A retirada de senhas, na bilheteria do teatro, pode ser feita a partir das 19h.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Filme de Segunda 111

Somos Tão Jovens


Somos tão Jovens é o tipo de filme que acaba sendo uma decepção dupla. Primeiro, por se tratar de um filme comum. Segundo, por se tratar da cinebiografia de um ídolo pop - que potencializa a expectativa de quem vai assistir. Tem ainda um terceiro fator: não é fácil aceitar que um filme sobre alguém de quem gostamos é fraco. Como já adiantei, Somos tão Jovens é comum.

A parceria entre o diretor Antonio Carlos Fontoura e o roteirista Marcos Bernstein não encaixa. Homens do cinema brasileiro que já trabalharam em filmes interessantes, não souberam lidar com a personalidade excêntrica de um ícone pop ainda em formação na vidada dos anos 70 pra 80.

Talvez esteja aí o maior equívoco do filme, o espaço-tempo. Tudo ocorre entre o início do Aborto Elétrico e a disseminação dessa banda para a criação do Capital Inicial e Legião Urbana. Quando a cena roqueira pensa em começar a engatinhar fora de Brasília, o filme acaba.

O longa tem 104 minutos. A impressão que fica é de que, por preguiça, não trabalharam mais uns 20 minutos para a construção do personagem Rento Russo e qual o destino daquele adolescente. Não há, em Somos tão Jovens, nenhum tipo de flashback que explique ou faça alusão à infância de Renato, como e quando veio do Rio de Janeiro para Brasília, seu gosto por rock etc. É o tipo de filme pra ter, no mínimo, duas horas.

Ao não se estender nem pra frente ou pra trás na história do astro, Somos tão Jovens vira praticamente a novela Malhação. Trata de toda aquela cena roqueira de Brasília, formada invariavelmente por adolescentes, de forma superficial e boba. Faltou coragem pra falar de política, sexualidade, drogas e depressão. Faltou ousadia.

Dentro desse contexto "Malhação", o propósito que guia o filme também é equivocado. O roteiro vai se amarrando em função da amizade de Renato e Aninha, quando, na verdade, tudo deveria ser Renato. O líder da Legião Urbana era alguém de personalidade marcante, de relacionamento complicado, perturbado, perfeccionista, compositor de mão cheia. Um cara perfeito para segurar um filme praticamente sozinho.

Thiago Mendonça e Laila Zaid estão até bem no filme. Fazem aquilo que Somos tão Jovens pede. O Renato de Thiago Mendonça já apresenta movimentos que alguns anos depois o mesmo repetiria no palco, diante fãs alucinados. Além do mais, dispara frases que, ali na frente, virariam músicas consagradas (este, um clichês desnecessário).

Vale pela nostalgia. Vale pela curiosidade de saber como foram compostas algumas canções. Vale pelo registro daqueles cinco ou seis anos de construção de uma cena. Como cinebiografia do líder da maior banda de rock do Brasil, fica devendo.

Gênero: Drama
Duração: 104 min.
Origem: Brasil
Direção: Antonio Carlos Fontoura
Roteiro: Marcos Bernstein
Distribuidora: Imagem Filmes e Fox Film do Brasil
Censura: 14 anos
Ano: 2011
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Com quantos paus se faz Rock and Roll

Talvez o youtube seja o melhor site para se fazer nada! Porém, vez ou outra, encontramos verdadeiras preciosidades no portal onde tudo se vê e tudo se chacota. Essa semana me deparei com um audiodocumentário sobre a mais mítica banda do rock gaúcho, Os Cascavelletes. O documentário é recente, foi postado há um mês, e foi produzido por alunos de jornalismo da UFRGS. Como surgiu, como alcançou o sucesso na cena roqueira, inclusive nacional, como terminou e a recente banda Tenente Cascavel, formada por ex-integrantes. A reportagem da gurizada é completo, muito bem produzido e editado.
Entrevistados: Alexandre Barea, Arthur de Faria, Flávio Basso (Júpiter Maçã), Frank Jorge, Luciano Albo, Mauro Borba, Nei Van Soria e Paulo Inchauspe. 
Locução de Gabriel Hoewell e Luiza Müller.
Roteiro, reportagem e edição de Ana Elizabeth Soares, Douglas Freitas, Gabriel Hoewell, Gilberto Sena, Luiza Müller e Wesley Borges.
Orientação de Cida Golin e técnica de Neudimar da Rocha.
Edição de imagens por Wesley Borges (Bart).
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Vera Loca lança "Parece que foi ontem"

Parece que foi ontem que esta banda querida aqui do pampa lançou seu terceiro álbum, o Vera Loca III. Um CD que mostrou uma banda mais madura, produzida pelo (onipresente) Ray-Z, fazendo um som que não lembrava tando os dois primeiros discos. Mas nem por isso deixando de ser legal. Entretanto, de fato, não parece tanto que foi ontem, não. É que não me contive ao trocadilho, pois Vera Loca III é do final de 2008.
Foi nesta segunda-feira, 5, que a banda lançou virtualmente o novo disco. Também produzido pelo Ray-Z, Parece que foi ontem vem com 15 faixas, e foi gravado e mixado entre janeiro e agosto de 2011. É o quarto disco da banda, que já soma algo em torno de 10 anos de estrada.
Neste quarto trabalho da Vera Loca, a maturidade, o rock bem construido do terceiro álbum, está presente. Porém, algumas faixas me lembraram a Vera Loca dos primeiros álbuns, de um som mais leve na intenção, de acordes mais pegajosos. O que é bom, é natural que se busque referência na sua própria carreira, ainda mais quando se tem 10 anos e três discos na bagagem. Sem dúvida é um mérito da banda. O perigo é se repitir, fazer plágio de si mesmo, mas em Parece que foi ontem a Vera Loca escapa desta armadilha.
Próximo domingo, dia 11, a partir das 18h está prometido pela banda que o disco vai ficar disponível para download gratuíto. Nos próximos dias o disco físico deve estar à venda também, primeiramente apenas no site http://veraloca.com. Por enquanto, é possível ouvir todo o Parece que foi ontem via streaming na página da banda no Facebook, no canal do Youtube e no próprio site oficial dos caras.

domingo, 3 de julho de 2011

Idas e vindas

Enquanto algumas coisas legais se vão, outras (ainda bem!), retornam. Falo de Superguidis e Terça do Ministério.
A Superguidis estava entre as principais bandas do rock nacional na última década. Isto, infelizmente, ainda não garante lugar de destaque no mercado fonográfico nem uma sustentabilidade econômica desejável e/ou suficiente. O anuncio foi via twitter, semana passada, em pleno feriadão: “A Superguidis informa que encerra suas atividades, por interesses pessoais que conflitavam com os da banda”.
O quarteto de Guaíba, formado por Andrio Maquenzi, Lucas Pocamacha, Diogo Macueidi e Marco Pecker, seguido aparecia em listas dos dez mais de alguma coisa de alguma revista ou site especializado do rock nacional. Ano passado os caras se dedicaram exclusivamente à banda, fechando o ano com uma turnê de 60 shows pelo Brasil. Como todos estudam e tem suas atividades fora da banda, chegou um momento em que tiveram de optar entre seguir tocando juntos ou seguir tocando a vida.
Com três discos lançados, a Superguidis já trabalhava para o lançamento do quarto álbum para 2012. Estavam quase alcançando 10 anos de banda, que é o tempo em que as coisas começam a dar mais certo. Uma pena que não tiveram esse fôlego e essa paciência. Mas, com certeza, eles têm seus motivos.
Sorte, para nós que gostamos e nos identificamos com o som da Superguidis, é que as músicas estão por aí, na rede, à nossa disposição. Ademais, vem por aí um DVD, que estava em produção, e deve ser lançado na internet.
Por outro lado, na categoria "vindas", terça passada, 28 de junho, marcou o retorno da Terça do Ministério. Pra quem não sabe ou não lembra, a Terça do Ministério era um programa de rádio que acontecia dentro de outro programa, o Pijama Show da rádio Atlântida. Nas noites de terça, Everton Cunha, vulgo Mr. Pi, recebia no estúdio da rádio seus amigos músicos, nomes carimbados da cena gaúcha, como Rafael Malenotti (Acústicos & Valvulados), Duda Calvin (Tequila Baby), Alemão Ronaldo, Diego Floreio (Vera Loca), Sady (Nenhum de Nós), entre outros.
O encontro não tinha pauta, entravam madrugada a dentro tocando o que desse na telha e falando sobre os mais diversos assuntos. E assim foi por seis anos, até o Pijama Show sair da madrugada da Atlântida em Setembro de 2010 e passar para a faixa da manhã da rádio. Particularmente, o Pijama Show e a Terça do Ministério tiveram uma importância fora do comum na minha adolescência. Guardo boas lembranças e amizades daquelas madrugadas.
A volta do programa não foi dentro do Pijama nem na rádio, foi na internet, com transmissão ao vivo e em vídeo, e com a participação do Mr.Pi. E foi legal! Com o velho clima do progarama, com o acrescimo da imagem, o que funcionou muito bem. Vida longa à Terça do Ministério!!!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Detonautas faz versão de AC/DC e não acerta

Às vezes não encaixa, não dá certo. Fica estranho. Não é fácil uma versão em português de uma música estrangeira famosa ficar realmente legal. Algumas até fazem sucesso, mas não quer dizer que ficaram boas. Talvez seja o caso de Astronauta de mármore, do Nenhum de Nós, no final dos 80, versão de Starman, do David Bowie. A música dos gaúchos fez imenso sucesso no país inteiro, mas não acho que seja um primor de versão.
Algumas são completamente infelizes, como Hey Jude gravada pelo Kiko Zambianchi. A versão recém lançada pelo Detonautas Roque Clube de uma música do AC/DC, Back in black, entra no grupo das quase infelizes. Primeiro porque como versão realmente não ficou legal, me parece que não é a banda tocando, só colocaram voz e letra sobre a original e ainda deixaram o refrão com a banda australiana, esse último detalhe ficou brega.
Só acho que não tenha ficado completamente descabida a versão porque DRC, principalmente a figura de Tico Santa Cruz, são personalidade interessantes dentro do atual cenário do pop rock nacional. O discurso do Tico Santa Cruz é diferenciado, é contestador, por vezes subversivo, e talvez por isso tenha perdido muito espaço nos veículos de comunicação. A letra de Back in black brazuca é clichezão, tem ali algumas frases feitas, mas que são importantes de serem ditas.
Tico e a turma do Detonautas não acertou em fazer a versão. Já a letra, caberia muito bem numa música autoral da banda. A mim interessaria mais.

No site da banda, dá para baixar o som.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Atenção: Artic Monkeys

Suck it and see é o título do novo álbum do Artic Monkeys, que nem foi lançado ainda. A banda já anunciou que o disco chega na íntegra na web e nas lojas em junho. Contudo, nesses últimos meses os caras já liberaram dois clipes de músicas que estarão nesse novo álbum.
Como o título sugere, a gurizada merece total atenção e holofotes. Artic Monkeys, junto com Arcade Fire, talvez sejam as duas grandes bandas de rock surgidas recentemente. É gente de muito talento, querendo fazer música, criando, ousando.
A banda já liberou inclusive o título de todas as faixas do álbum. Vamos aos nomes e aos clipes:
She’s Thunderstorms
Black Treacle
Brick By Brick
The Hellcat Spangled Shalalala
Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair
Library Pictures
All My Own Stunts
Reckless Serenade
Piledriver Waltz
Love Is A Laserquest
Suck It And See
That’s Where You’re Wrong


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O clipe de "Um rei e o zé"

O primeiro disco da Apanhador Só, que leva o nome da banda, lançado em 2010, foi um dos mais aclamados deste ano que passou. O nome da Apanhador Só figurou dentre várias listas de melhores discos do ano. O álbum é realmente excelente, técnicamente muito bom, um indie rock amadurecido de uma banda que já está na estrada há uma penca ano. Banda que ultimamente ganhou o Brasil e faz show e tudo quanto é lugar, como dá para perceber na agenda do myspace, como dá também para ouvir e baixar o disco.

Da Pública, não tive o prazer de ter a minha música preferida do álbum Como num filme sem um fim, a canção Sessão da tarde, clipada. Realizei com a Apanhador Só. Desde a primeira vez que ouvi, o som que mais me bateu foi Um rei e o Zé. Letra e música são de uma preciosidade que chama a atenção, e o clipe ficou bem divertido, muito bem feito e ainda assim simples. Filmado pela Sofá Verde Filmes.

O Rei e o Zé. Mais ou menos como o fodão é o Zé mané. Preste atenção:

 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Em 1957, Jingle Bell Rock e aqui...

É de 1957 o hit de Bobby Helms que toca em 110% dos filmes natalinos americanos e, quiçá, do mundo! Jingle bell, jingle bell, jingle bell rock, jingle bells swing and jingle bells ring.
Em Porto Alegre, 2010. E o rock aqui é da Dingo Bells, e não tem nada a ver com Natal. Mas tem muito a ver com muita coisa, só coisa boa. Da psicodelia mutante ao yeh yeh yeh beatle. A banda, que já está na estrada desde muito antes, lançou seu primeiro álbum ano passado, na finaleira. Entrando fevereiro de 2011 a dentro o disco, homônimo, ainda soa a lançamento.
O álbum já começa bem, pois tem seis músicas, é divertido de ouvir e não cansa. Pra mim, discos de 15, 16, 18 faixas são coisa do passado, a não ser que seja um trabalho muito diferenciado e conceitual. Ainda mais levando em conta o custo de gravar um álbum grande, atualmente é dinheiro que vai e não volta.
Produzido pelo onipresente Ray Z e pela própria banda, o disco trás composições interessantes, não necessariamente com sentido, mas com boas rimas, boa métrica, com uma história diferente quase que em cada frase! Como em Frutos do Mar: "Pro mar.../ Eu vou pro mar catar pepino / E se não der vendo meu carro / Tomo um chá, fumo um cigarro / Faço as cores misturar".

Dingo Bells é um power trio em que todos cantam e tocam vários instrumentos, e isso é excelente, dá um tempero a mais com relação às outras bandas. Dingo Bells é Rodrigo Fischmann, voz/bateria/percussão, Felipe Kautz, voz/ baixo/ guitarra/ stylophone e Diogo Brochmann, voz/guitarra/baixo/escaleta/violão. Os três assinam as composições.
No http://www.myspace.com/dingobellsrock dá pra ouvir e baixar o álbum, no @dingobells dá para seguir a banda e, para ver ao vivo, 21 de março no Opinião, depois os caras saem e tocam em Floripa, Curitiba e São Paulo. Ainda segundo twitter das banda, tem show surpresa em POA semana que vem, não se sabe onde.

Por enquanto, sugiro que fiquem com a boa surpresa que é a Dingo Bells.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Três vezes rock!

Diversão garantida ou seu dinheiro de volta!

Ok, não vão devolver. Mas acho improvável que não seja divertido, no mínimo. Dia 13 d janeiro, no Opinião, vai ser uma grande noite de rock. Um verdadeira celebração à cena roqueira gaúcha - mais especificamente de Porto Alegre e arredores. Quase um resumo de tudo, não querendo diminuir o resto (até porque não acho que sejam realmente as melhores de suas épocas).
Lá dos anos 80, uma das bandas de punk rock mais importantes do Brasil, Os Replicantes. Berço de Wander Wildner, Jime Joe e Gerbase. Banda que, apesar de algumas mudanças de formações, nunca saiu de atividade, e lá se vão quase 30 anos. Dons anos 90, Acústicos e Valvulados, banda importantíssima no cenário do pop rock daqui, com certa projeção nacional. Os Acústicos trouxeram para as paradas das principais rádios gaúchas diversos hits, transitando entre pop, rockabilly e jovem guarda. Da era 2000, a dançante Identidade, de rock sem frescura e com muito groove.
O DVD do show dessas três bandas deve sair na metade do ano. Mas antes da metade do ano, tem dia 13: ao vivo, a cores e a rock.

Gravação do DVD 3x Rock
Bandas: Acústicos & Valvulados, Os Replicantes e Identidade.

Dia 13/01/2011 – quinta-feira

Local: Bar Opinião – POA/RS

Ingressos: R$ 20 antecipados 
Marquise 51 : Av.Cristóvão Colombo, 51- Porto Alegre
Casa da Traça: Av. Independência, 450- Porto Alegre

R$ 30 na hora.   

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Superguidis e Frank Jorge

Dá certo quando grandes empresas no Brasil investem seriamente em cultura. Tem dado certo no cinema, com a produção de filmes bons e bem feitos, tem dado certo com a Natura e seu projeto de subsidiar trabalhos musicais, como o do Arthur de Faria e seu Conjunto, aqui de Porto Alegre.
Taí um iniciativa legal esse Compacto Petrobrás, um projeto de 13 programas que reúnem artistas de um mesmo lugar, com sonoridades distintas mas pontos em comum. O penúltimo programa da série trás os gaúchos Frank Jorge e a banda Superguidis.
O Frank é mestre, não precisa nem falar, grande figura, importantíssimo para o rock nacional. A Superguidis é umas das bandas diferenciadas que surgiram no RS nessa década, das minhas preferidas, com as ótimas letras que conversam muito com o jovem universitário de classe média.
Quase 20 minutos de bom papo e uma jam-session gravada em boa qualidade de áudio, o que ainda não tinha com os dois artistas. Os demais programas do Compacto Petrobrás dá para assistir no site.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Thanks Paul!

O cara poderia chegar em qualquer lugar do mundo, fazer um show direto e reto, de uma hora e meia, e todo mundo ia achar maravilhoso porque, afinal, McCartney é um gênio da música. Mas ele não é gênio só na música, é gênio em todos os sentidos. Sir Paul McCartney é um jovem senhor de 68 anos, 50 anos de carreira, que faz um show de três horas quase que ininterruptas, hit atrás de hit, chega na longínqua Porto Alegre e, num gesto de simpatia e dedicação inesperadas para alguém com seu currículo, acaricia o público com diversas frases em português. Um público que adora ter o ego massageado - façamos a ressalva. Mestre, Paul!

Paul faz mais do que se exige dele. O homem é de outro planeta. Inexplicável, como o seu show, ops!, espetáculo. Um espetáculo do início ao fim, que revive clássicos fundamentais do pop e do rock. Fundamentais para o mundo. São três horas e 36 músicas e a maioria delas qualquer ser humano conhece. Não é para qualquer um. Aliás, Ele não é qualquer um. Nada menos que um ex-eterno-beatle, nada menos que um lorde inglês condecorado: Sir Paul McCartney!

Noite histórica, inesquecível, apoteótica para os mais de 50 mil que estiveram no Beira-Rio no dia 7 de Novembro de 2010. Um dia que teve mais de 24hs para muitos que enfrentaram dias de fila. Um dia que não acaba para Porto Alegre, depois da noite de rock mais importante da capital dos gaúchos. As primeiras três músicas cantei chorando. Mais chorei que cantei. Depois me refiz, curti o show e me emocionei em momentos pontuais, como na incrível versão de Something, tributo a George Harrison.

Obrigado Paul por fazer o show que eu esperava! Obrigado por tocar músicas que ouço todos os dias, desde sempre, exatamente como elas estão nos álbuns. Obrigado por subir ao palco para emocionar com o previsível, e cumprir 200% da missão! Incrível.
Esse texto não tem a pretensão de comentar o show. Apenas exaltar o já muito exaltado e agradecer. Como Paul várias vezes durante a noite agradeceu num simpático e esforçado português, retribuo a gentileza com um simbólico Thanks Paul McCartney!!

domingo, 24 de outubro de 2010

Júlio Reny e os Irish Boys - Bola 8!

O poeta maldito do rock gaúcho continua na ativa e isso é muito legal. Júlio Reny está com 51 anos, 31 deles são de estrada e é interessante constatar que o músico alcançou certa estabilidade na carreira apenas nessa última década. Depois do álbum A primavera do gato amarelo, de 2008, portanto recente - e um bom álbum, inclusive -, Júlio lançou novo álbum esse semana.
Júlio Reny e os Irish Boys - Bola 8 tem muito de country-rock, tem ótimas baladas e as incríveis letras cheias de lamúrias, amores e desamores do cowboy esperitual Júlio Reny. Não é um disco pesado no sentido musical, não é rock de guitarra, mas o que não impede que o guitarrista Oly Jr. se destaque no trabalho. A guitarra do homem que recentemente inventou a molinga-blues é de muita competência e um dos pontos fortes do álbum.
Como fez durante toda sua carreira, Júlio Reny continua com ótimas parcerias. Nesse novo disco, além dos Irish Boys, tem Adriana Deffenti, Arthur de Faria, Márcio Petracco e muitos outros. O álbum foi gravado no estúdio do Thomas Dreher, e produzido pelo próprio Dreher, tem 15 faixas, todas inéditas, e mais ou menos 1 hora de duração. Na Livraria Cultura está à venda por R$ 16,80.
Dia 28, próxima quinta-feira, o cara lança o disco no Bar Ocidente. Neste último sábado esteve no teatro da Livraria Cultura apresentando algumas canções e tocando clássicos num pocket show. Gravei com meu celular uma das melhores música do A primavera do gato amarelo, sendo tocada por ele, pelo Oly Jr. e o baixista Guilherme Wurch. Curtam O segundo fim:
Twitter:

Myspace:

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Green Day em Porto Alegre

Por Tiago Horário (@tiago_horacio)

Na ultima quarta, 13 de Outubro, nós portoalegrenses fomos dignificados por uma erupção roqueira no Gigantinho. O nome: GREEN DAY!
Quem esperava "apenas" um bom show, surpreendeu-se, pois presenciou um verdadeiro espetáculo de música, imagem, ação e acordes que abraçaram o verdadeiro Rock n' Roll.
Entre clássicos e novas canções, o Green Day fez as mais de 10 mil pessoas que lotaram o Gigantinho, terem um ardoroso delirio com a energia do seu baile. Billy Joe, com sua Fender, parecia ter 15 pumões, afinal ensandessidamente, pulou as quase 3 horas de show sem parar. Aqui faço uma ressalva afirmativa: considero que Joe já esteja no mesmo nível de consagrados líderes como Jagger, Plant e outros tantos fronts do Rock. Billy Joe é um monstro!
A banda levou o show tão a sério, que executou o clássico "GOING TO PASALACQUA", uma verdadeira pérola para os reais fãs, canção de 1990 do primeiro álbum do grupo. Aliás, estou convicto que na questão de empatia, o Green Day é mestrado e quem sabe, seja a banda que mais flerte com seu publico durante um show. Algumas bandas da nova geração, precisam frequentar mais a cadeira "aprenda a considerar um fã.." com o professor Billy Joe.
Tais fãs, enlouquecidos, subiam no palco e cantaram com a banda, inclusive o inusitado momento em que uma fã ganhou a guitarra de Joe, deixa explicita esta relação BANDA x PUBLICO. No dia verde, a diversão era o rumo e além dos sons próprios, o Green Day presenteou a todos com pinceladas de clássicos absolutos da musica: Rock 'n Roll do Led, abriu o momento coverizado, passando por ACDC, Ramones, um inusitado Guns e lá pelas tantas, Beatles! Realmente, uma glória. 
Enfim meus caros..certamente tivemos uma aula plena de como fazer um bom show, e falo de SHOW na concepção potencial da palavra. SHOW em seus aspectos mais e menos metódicos e que durante um bom tempo, não irá sair das mentes e corpos das testemunhas rockers Greendayanas!

*Tiago Horácio é músico e publicitário

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Yanto Laitano lança novo álbum

O show de lançamento do novo álbum de Yanto Laitano, Horizontes e precipícios, será no Theatro São Pedro, dia 24, portanto na terça-feira, às 21h, com ingressos no local a partir de R$ 20. O álbum tem 12 faixas, a banda é um power trio, sem guitarra, com formação de piano, baixo e bateria.

Em janeiro, Yanto Laitano foi assunto aqui no blog, na sessão Discoteca Blog.

Sobre o show, o músico concedeu entrevista exclusiva ao Correio do Povo nesse domingo. Entre outras coisas, Yanto deu uma pista de como vai ser a apresentação no São Pedro: "O repertório será fundamentado no novo disco, com músicas como "Meu Amor", "Dinheiro no Chão" e "Eu Não Sou Daqui". Terá cerca de 75 minutos de duração. O show foi pensado como um todo, como se fosse uma grande música, com começo, meio e fim. Ensaiamos muito e passei muito tempo elaborando um show que prendesse o espectador do início ao fim. Fizemos uma turnê pelo interior do Estado e por São Paulo. O show tem altos e baixos, alternância para causar interesse ao público. A luz de André Domingues e o cenário de Vicente Saldanha também são participantes do show como um quarto músico. Eles conversam. Tem momentos expressionistas, com matizes em preto e branco. Ele foi todo estudado para ter quebras e ápices."

No twitter, @YantoLaitano foi mais sucinto: "Terça vai ser fooooda !! Caras, esse show vai ser mesmo foda (sem esse negócio de modéstia). Não percam."

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Wander Wilder e Os Horácios


Quinta-feira a banda Os Horácios comemora seus oito anos de estrada com show no Verde Club. Depois dos Horácios, sobe Wander Wildner ao palco. É a festa Ed Sullivan, que também vai ter o grande Alemão Vitor Hugo da Ipanema discotecando.

O Verde Club fica na Avenida Goethe, número 200. O festerê começas às 23h, a entrada é R$ 20, mas com nome na lista desce para 15. É só enviar o nome para quinta@verdeclub.com.br. Como bem ilustra o flyer ao lado, clique na imagem para aumentá-lo.


Siga @Tiago_Horacio no twitter e acesse o site da banda http://www.oshoracios.com.br




quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Renato Godá em Porto Alegre

Domingo passado, dia primeiro de agosto, foi dia de grenal e de Renato Godá na capital gaúcha. A blogueira Karen Waleria, do Rocks Blog, foi no show do cara. Ela não conhecia, passou a conhecer e gostou muito.






[...] Renato Godá se apresentou no Santander Cultural em Porto Alegre nesse domingo e cativou o público que compareceu ao seu primeiro show na cidade desde a primeira música.


Tem uma presença cênica ímpar que casa perfeitamente com as músicas executadas,interpretadas com total maestria. Ele conseguiu fazer a platéia se tele-transportar aos legítimos cabarés parisienses.
Ele faz um mix de chanson francesa,mistura doses generosas de jazz,folk,mpb,um pouco de brega,um pouco de chic.
E voilá: 
Identidade é teu nome é Godá!!
Renato é um cantor/intérprete/compositor/ator.
Ele é completo. [...]

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Homens de Perto e Renato Godá no Cafezinho

Mais um vez este blog vai puxar o saco do programa Cafezinho, da Pop Rock FM. Vou postar um áudio de 48 minutos. Não sei qual dos meus vários (três) leitores vai se prestar a ouvir tudo. Mas o importante é prestar o serviço, disponibilizar bons trechos do programa (e puxar o saco). Talvez algum dia alguém ouça, ou baixe o arquivo.
No Cafezinho das 12h30 desta sexta-feira, duas entrevistas sensacionais! 

A primeira, com os atores Zé Victor Castiel, Oscar Simch e Rogério Beretta. Entre outras coisas, foram falar sobre o espetáculo Homens de Perto 2. Mais sobre outras coisas que propriamente a peça. Um bate-papo impagável de verdadeiras "putas-velhas" da cena cultural portoalegrense e gaúcha.

O Homens de Perto 2 está em cartaz no teatro do Bourbon Country, estreou semana passada, e encerra essa mini temporada no Country sexta, sábado e domingo. Mais informações clique aqui

Na segunda parte do programa, uma grata surpresa musical. Surpresa para pelo menos grande parte do público gaúcho. E até para um maior público no Brasil inteiro. Renato Godá tem completos 40 anos de idade, já trabalhou bastante, fez muita música, da punk à eletrônica. Mas Godá ganhou maior notoriedade com seu último álbum Canções para embalar marujos, num clima meio canastrão, de porres, dor-de-cotovelo, jazz e folk rock, com mais algumas boas influências.

Ainda não ouvi o álbum inteiro, mas já gostei e recomendo. No Cafezinho, contou um pouco da sua história e tocou um pouco da sua música. Renato Godá entendeu o clima do programa, o que tornou a participação do cara muito boa. Imperdível para quem quer conhecê-lo. Outra opção é o site renatogoda.com.br.

Renato Godá faz show em Porto Alegre no domingo, às 18h no Santander Cultural, ali no centro, com ingressos a 10 pilas.

Aí está, as duas entrevistas em sequencia:

Créditos do áudio para Sandro Emerim
@SandroCafezinho

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Ouça o programa ao vivo, de seg. a sex., a partir das 12h30mim e depois às 17h no PopRock.com.br