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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Grêmio pragmático volta a vencer

É difícil mensurar o peso da vitória gremista sobre o Passo Fundo, por 2 a 0. Da mesma forma as duas derrotas consecutivas na Arena. A equipe que venceu ontem à noite, no interior do estado, terá sequência? Everaldo e Pedro Rocha formarão a dupla de ataque daqui pra frente? E o esquema com três volantes, será mantido?

Para efeito de momento, mesmo que não signifique muito, voltar a vencer já é um alívio. Se quisermos ainda ser um pouquinho mais otimistas, é possível destacar três aspectos (promissores?): o Grêmio não tomou gol; finalmente uma jogada de escanteio resultou em gol a favor; o time não dependeu apenas dos gols dos atacantes para vencer.

Postura defensiva


Além de uma injeção de ânimo nos jogadores, que correram mais, transpiraram mais, Felipão resolveu proteger mais o sistema defensivo, escalando a equipe no 4-3-1-2. Formando o losango do meio-campo o Grêmio teve Marcelo Oliveira à frente da zaga, Felipe Bastos na direita, Araújo na esquerda e Douglas mais avançado, na armação.














Postura Ofensiva


Com a posse da bola, o Grêmio foi igualmente pragmático, fez nada além do básico. Felipe Bastos teve liberdade para avançar e jogar praticamente ao lado de Douglas. Sempre muito próximo do camisa 10, de boa jornada, o volante arriscou arremates perigosos.

Pela esquerda, o lateral Junior mais uma vez se destacou, se mostrando sempre uma boa opção ofensiva, além de capacidade física de recompor a linha de defesa sempre que preciso. Na frente, Pedro Rocha, autor de um gol, demonstrou muita iniciativa e velocidade na condução da bola. Contudo, não dá pinta de quem vai conquistar a posição com todo elenco disponível.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Que dizer após duas derrotas na Arena?

É preciso ter muita frieza para analisar a atual situação do Grêmio. Não só no Gauchão, após duas derrotas seguidas dentro de casa, mas também toda a sua perspectiva de restante de temporada. Um ano em que o tricolor gaúcho resolveu que tinha que estancar os gastos, diminuir despesas e formar uma equipe mais barata. Qual o real preço dessa política? Do ponto de vista do futebol, não é promissora, embora seja cedo para qualquer diagnóstico catastrófico. Do ponto de vista econômico, tem tudo para deixar o clube mais saudável financeiramente em médio e longo prazo.

As derrotas

Com todo o respeito ao Brasil de Pelotas e ao Veranópolis, mas nenhum deles, tecnicamente, tem equipe para vencer o Grêmio na Arena. Mesmo esse enfraquecido Grêmio de 2015. Contudo, futebol não é só técnica - é, sobretudo, tática. Em comparação aos últimos dois anos, o tricolor não tem apenas menos qualidade no seu elenco. Em campo, tem também menos organização, e isso tem sido fundamental para o desempenho pífio neste começo de temporada.

Felipão parece não ter ideia da escalação, tampouco do esquema tático ideal para jogar. Pior ainda, ele não demostra ter confiança nos jogadores, e isso parece ter um impacto decisivo no grupo de trabalho.
Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS

A escalação do Grêmio ainda é uma incógnita. Não sabemos se Marcelo Oliveira, por exemplo, vai ser zagueiro, lateral-esquerdo ou volante. Sabemos é que, mau ou bem, não sai do time. O mesmo com Galhardo, ora lateral-direito, ora meio-campista. No comando de ataque, é prudente apostar em Everaldo e Lucas Coelho depois das saídas de Barcos e Moreno? Não sabemos. Scolari também não sabe. No setor ofensivo do meio, Douglas tem cadeira cativa, mesmo com um futebol cada vez menos competitivo. Em contrapartida, quem poderia executar a função com mais intensidade, Lincoln tem apenas 16 anos.

O mais importante, fundamentalmente, é que as peças estão mal colocadas em campo. O Grêmio corre errado, ocupa mal os espaços e não consegue tramar jogadas ofensivas. Embora o elenco gremista não seja qualificado o suficiente para imaginarmos disputando a ponta de cima no Brasileirão, também não é desqualificado ao ponto de passar por dificuldades no modesto Gauchão.

Não prego a saída do Felipão. Sempre prefiro apostar na continuidade. Mas é bem possível organizar de forma mais compacta e coerente a equipe gremista, fazendo um time muito mais competitivo que esse derrotado duas vezes seguidas dentro da Arena.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

As dificuldades de escalar o Grêmio em 2015

Se com o grupo completo, escalar o Grêmio não é fácil, imagine para esse primeiro momento do Gauchão, que começa já no sábado, às 17h, contra o União Frederiquense na Arena. Por agora, Felipão ainda não conta com Geromel, Ramiro e Giuliano, que recuperam-se de lesão, e Wallace, volante que serve à Seleção Brasileira sub-20. 

O grande problema do Grêmio são as incertezas e, claro, as características dos jogadores. Há muito mais dúvidas que afirmações. Mesmo que a direção afirme que o time tenha uma base pronta do ano passado - e tem -, também é verdade que jogadores fundamentais para o desempenho da equipe gremista em seu melhor momento dentro BR-14 deixaram o grupo. Para Scolari, é difícil repetir este ano o 4-4-2 que facilmente variava para o 4-3-3, tendo como destaque a parceria entre Dudu e Zé Roberto na esquerda e Luan como segundo atacante. Comentei sobre essa formatação aqui no PoA Geral. 

Os jovens Erik e Evérton são o que mais próximo o Grêmio tem do velocista Dudu. Mas que resposta esses jogadores realmente podem dar? Na lateral-direita, Galhardo e Matías Rodrigues podem ser mais regulares que o competitivo Pará? E na esquerda, a capacidade física e de recomposição de Marcelo Oliveira podem suprir a técnica de Zé Roberto?

Contudo, o maior pepino para Felipão pode estar no lugar em que, aparentemente, estaria a solução. A trinca Douglas, Barcos e Moreno. Bons jogadores, mas que juntos deixam a equipe pesada, sem a mobilidade necessária para a montagem de uma equipe veloz e competitiva.

Qual o esquema melhor se adapta ao grupo gremista? A falta de velocidade e de estatura dos principais jogadores são uma preocupação, além da incógnita que representam ainda alguns jogadores promissores, como o próprio meia Lincoln, tratado pelo clube como jogador acima da média.

No treino de quarta-feira, 28, o técnico gremista sinalizou uma formação sem a presença dos dois centroavantes, no esquema 4-2-3-1, valendo-se de algumas improvisações.

Nessa projeção testada pelo Felipão, Galhardo e Luan seriam os meias abertos, enquanto Marcelo
Oliveira faz dupla com Rhodolfo durante a ausência de Geromel. Moreno seria reserva de Barcos,
porém a presença de ambos na equipe que inicia o Gauchão não está descartada.  

Time Ideal?

Se eu tivesse a difícil missão de definir uma equipe ideal para o Grêmio, usando todos os jogadores do elenco, eu também optaria pelo 4-2-3-1. Apostaria minhas fichas no Giuliano recuperado, na velocidade do jovem Éverton e arriscaria uma dupla de volantes baixos, com Ramiro e Felipe Bastos,  para tentar ter a posse da bola a maior parte do tempo. À primeira vista, não é time para disputar a ponta de cima da tabela do Campeonato Brasileiro, mas encaixado pode, perfeitamente, ser postulante na Copa do Brasil.

Gremio 2015 - Football tactics and formations



sábado, 12 de abril de 2014

Mudanças táticas para o Gre-Nal e para a temporada

Grêmio
Acho improvável que o técnico Enderson Moreira mude sua equipe para o clássico decisivo, mesmo o Grêmio estando em desvantagem no placar agregado. Contudo, há um certo mistério cercando a escalação gremista. Edinho estaria deixando a equipe para o ingresso de mais um meia. Maxi Rodrigues e Jean Deretti disputariam a vaga. No lugar do lesionado Luan, Alan Ruiz já me parece praticamente escalado. Quem corre por fora é Zé Roberto, jogador que possivelmente seja utilizado na segunda etapa, já que está voltando de um tempo considerável sem jogar.

O Grêmio tem alternativas. Porém, não é o momento de mudar. A saída de Luan já impões uma mudança natural. A partir do ingresso de Dudu, o Grêmio passou a jogar num 4-4-2 quase que ortodoxo. A linha de quatro meio campistas começa com Riveros na direita, Ramiro e Edinho centralizados e Dudu na esquerda. Na frente, Barcos e Luan. Com a saída do promissor atacante e o ingresso de Alan Ruiz, Enderson volta ao 4-3-2-1, centralizando mais as ações na cadência do meia argentino.

Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Entretanto, não é errado pensar que num futuro próximo o volantão Edinho possa deixar a equipe tricolor. Em algumas semanas o técnico gremistas terá pelo menos quatro boas opções para formar a linha de três meias atrás de Barcos, deixando Riveros e Ramiro mais contidos na marcação, porém com maior qualidade na saída de bola. Na frente, Enderson poderá escolher entre Alan Ruiz, Luan, Zé Roberto e Dudu, com Maxi Rodrigues, Deretti e Everton correndo por fora. Há, sem dúvida, boas ferramentas para um equilibrado 4-2-3-1, com boa capacidade de marcação e agilidade na saída para o ataque. Mas insisto, não é o momento. Os testes que o treinador vem fazendo tenho a nítida impressão que são para uma eventual mudança durante o clássico.

Inter
Da mesma forma, Abel Braga não deve mudar para o clássico Gre-Nal. Especulou a entrada de Igor para jogar ao lado de Willians e aumentar o poder de marcação na equipe colorada. O discurso da comissão técnica e dos jogadores, porém, não deram a entender que haverá mudança. E acerta o técnico Abel Braga. Não é hora de mudar.

Em sua formação habitual, o Inter varia naturalmente do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1, dependendo do posicionamento de Aranguiz. Geralmente o colorado tem Willians à frente da zaga, D'Alessandro aberto na direita, Alex e Aranguiz centralizados e agora Alan Patrick na esquerda. Rafael Moura é a referência no ataque. É um time naturalmente ofensivo, não necessariamente faceiro. Basta que todos cumpram suas funções. Futebol é ocupação correta do espaço, e é possível fazer isso com jogadores de qualquer posição, desde que estejam dispostos e bem orientados.

Acredito que o chileno comece o clássico decisivo mais amarrado a Willians, deixando o setor ofensivo se posicionar com três meias e um centroavante. O contexto diz que o Inter pode ser cauteloso, não medroso. E duvido que seja. Não tenho dúvida que o Inter vai jogar como se tivesse 0 a 0, privilegiando a posse da bola e a alta capacidade técnica e visão de jogo de seus jogadores de meio-campo.

Olhando mais pra frente, ainda vejo a necessidade de colocar mais velocidade na equipe colorada. Seja com a saída de Alex e o ingresso de Otávio ou até mesmo a troca de Moura por Wellington Paulista, jogador notadamente mais ágil e veloz. Contudo, para a finalíssima de domingo, o que melhora Abel faz é manter a equipe que, no segundo tempo, na Arena, promoveu uma virada imponente no resultado.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Com estreias discretas, Inter perde a primeira

É preciso ressaltar duas coisas. Primeiro: a derrota desse domingo, para o Veranópolis, por 1 a 0, não preocupa absolutamente em nada o andamento do planejamento e do trabalho colorado. Segundo: faz certo o Internacional em poupar seu time titular, mesmo não tendo outra competição em paralelo. É preciso preservar a condição física de jogadores que enfrentarão uma temporada pesada e também é de suma importância abrir oportunidade para outros jogadores dentro de um grupo até certo ponto numeroso.

Sobre as estreias do goleiro Dida e do lateral-esquerdo Alan Ruschel não há muito o que ser dito. Foram duas participações discretas, contudo longe de serem comprometedoras. O camisa 1 vai ganhar sequência a partir de agora e deve colocar Muriel no banco, enquanto Alan, até o momento, não demonstra ameça a um Fabrício que vive bom momento técnico com a camisa 6 colorada.

Lauro Alves / ClicRBS
Quanto a partida, não foi uma apresentação que se possa classificar como injusta a derrota do Inter, mesmo com duas jogadas duvidosas de pênalti não marcado a favor do time de Abel Braga. O VEC fez excelentes 15 ou 20 minutos iniciais e conseguiu chegar ao gol, se aproveitando de uma vantagem tática para ter volume de jogo. No 4-1-4-1 colorado, João Afonso ficou basicamente sem função à frente da zaga, enquanto Julinho Camargo colocou seus dois armadores bem abertos, sujeitos à marcação de Otávio, Valdívia e os dois laterias do Inter.

Depois do gol, o time reserva do Inter demorou a se achar, até porque é uma equipe desentrosada e composta de jogadores que, invariavelmente, ainda tem o que provar dentro do clube. É normal que nervosismo e abatimento atrapalhem na busca de um resultado adverso. Mas a entrega e o volume de jogo na segunda etapa é um fator interessante dentro de uma derrota que pouco impacta no ano colorado.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O que mudou na dupla Gre-Nal de 2013 pra cá

Apesar da amostragem ser pequena e o nível de exigência do Gauchão ser dos mais baixos, é possível sim tirar algumas conclusões sobre Inter e Grêmio para 2014. Possivelmente uma ou outra análise pode soar precoce - e de fato é -, mas tanto Enderson quanto Abel estão apostando e trabalhando com uma filosofia de futebol que deve perdurar durante a temporada.

Grêmio tem mais opções ofensivas
Do time de Renato Portaluppi, vice-campeão brasileiro, para esse que inicia a temporada, houve duas perdas técnicas significativas: Souza e Vargas. Cada um por suas circunstâncias particulares. Porém, das poucas contratações que o Grêmio fez, nenhuma representa individualmente uma melhora significativa na qualidade do elenco. O fato é que o Grêmio ganhou em outras frentes, e um dos principais responsáveis por esse acréscimo é o estilo de jogo adotado pelo técnico Enderson Moreira.

Adriana Franciosi /Agência RBS
O Grêmio da temporada passada era pragmático, marcador, pouco vaidoso e nada virtuoso. Assim, conseguiu ser o segundo melhor time do Campeonato Brasileiro, com Kléber e Barcos comprometidos em marcar, e se desgastando por isso, pelo bem maior da equipe. Da mesma forma os volantes, invariavelmente três, sempre de muita entrega e transpiração.

O Tricolor desse ano achou alternativas e mudou a proposta de jogo. Luan veio da base e está dando conta do recado, Zé Roberto voltou à beirada do campo, sem a cobrança de ser o articulador central da equipe, Maxi Rodrigues é boa opção de banco, assim como Alan Ruiz. Jogadores mais agudos, Enderson ainda tem Kléber, Dudu e Éverton. Como titular, Barcos está correspondendo a uma mecânica de jogo que o aciona mais. O Grêmio de ontem, que venceu o Caxias por 3 a 2, a maior parte do tempo atuou numa espécie de 4-3-3, com Luan e Zé Roberto atuando pelos lados e conseguindo movimentação interessante na frente. 

O time de Enderson gosta de ter a bola no pé, diferente da equipe de Renato. Se terá resultado melhor, só o tempo dirá.

Inter tem transição no meio campo
No início da temporada o técnico Abel Braga perdeu três atacantes de alto nível: Forlán, Scocco e Leandro Damião. Mesmo com a contratação de Wellington Paulista, não podemos considerar que houve reposição à altura. Mas o fato é que o Inter tem o time de melhor rendimento do Gauchão 2014, sobrando em relação aos adversários e apresentando um futebol vistoso. Diferente do Grêmio, não há mudança significativa na postura e na proposta de jogo para essa temporada. Clemer e Dunga, assim como Abel, variavam do esquema 4-1-4-1 para o 4-2-3-1, sempre privilegiando a posse de bola e jogadores mais técnicos.

Porém, o atual treinador ganhou algumas soluções caseiras e um reforço estrangeiro importantíssimo. Primeiro os reforços caseiros: Alex, Alan Patrick, Fabrício e Rafael Moura voltaram a apresentam um futebol mais respeitável e hoje são peças fundamentais na campanha colorada. Principalmente o lateral-esquerdo, que praticamente não tem reserva, e o meia Alex, de condição física prejudicada na temporada passada.

No entanto, o nome fundamental é Charles Aranguiz, o volante chileno que consegue dividir ações com D'Alessandro na armação da equipe. Aranquiz chega para substituir Fred, o meia/volante que ano passado foi vendido e descompensou o até então arrumado time de Dunga. O chileno, assim como o brasileiro, tem vitalidade, desarme, bom passe e bom arremate. É o tipo de jogador que é chamado de "motorzinho do time", com a capacidade de fazer a transição da defesa para o setor ofensivo, jogando por dentro, na segunda linha de meio no 4-1-4-1 utilizado até agora por Abel Braga. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Dupla Gre-Nal volta a sobrar

Vieira / Agência RBS
Não faltou vontade e valentia aos adversários de Grêmio e Internacional nesse final de semana. Contudo, é cada vez mais complicado para as outras equipes do Gauchão fazer frente aos dois grandes da capital. Nesse domingo, o Esportivo foi completamente dominado no primeiro tempo pelo mistão armado por Enderson Moreira. O Tricolor abriu 3 a 0 e, com o relaxamento natural, até porque o adversário já tinha um jogador a menos, a equipe de Bento Gonçalves cresceu na partida, fazendo um segundo tempo surpreendente e descontando no placar.

O Grêmio, quando quis jogar, foi muito superior. No 4-2-3-1, um time leve, com dois volantes marcadores e de bons recursos técnicos: Ramiro e o capitão Riveros. Na frente, um Luan sempre insinuante pela esquerda, um Alan Ruiz de bons lampejos mas discreto pelo centro e um Maxi Rodrigues ainda devendo pela direita. O centroavante Everaldo aproveitou uma das únicas oportunidades que teve e acabou marcado. Ao que tudo indica, esse jogador passou à frente de de Lucas Coelho como reserva de Barcos.

Já em Porto Alegre, no sábado, o primeiro evento teste do reformado Estádio Beira-Rio. Sem entrar no mérito de ser ou não o jogo de reinauguração, é preciso exaltar o Gigante Para Sempre. A casa do Internacional ficou lindíssima. E lá, no novo "velho casarão", o Colorado segue mandando, mesmo que o Caxias tenha quase aberto o placar.

A equipe de Abel Braga segue jogando da mesma forma, no 4-1-4-1. Sem Alex, o técnico optou por Alan Patrick, jogador de poucas oportunidades na temporada passada mas que vai achando seu espaço entre as principais opções do novo comandante da equipe. O meia fez partida razoável.

O destaque ficou para Fabrício e Rafael Moura. Cada um autor de dois gols na vitória por 4 a 0. Abel deve estar feliz, pois está recuperando a confiança de dois jogadores que estavam em baixa e que hoje não têm opções confiáveis de substitutos no elenco colorado. Contudo, são suficientes para o restante da temporada? Mesmo que venham sobrando no Gauchão, é apensas o Gauchão.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Equilíbrio marca um clássico precoce na Arena

O jogo
O resultado de 1 a 1, de certa forma, traduz bem o que foi o Gre-Nal 399, o segundo disputado na Arena gremista. Embora, é verdade, o Inter tenha obtido uma sensível vitória técnica e tática sobre o Grêmio - não o suficiente para sair vencedor. São duas equipes em formação. Não com muitos, mas com alguns jogadores novos e isso faz diferença, com dois técnicos iniciando um trabalho e isso faz muita diferença.

RICARDO DUARTE / AGÊNCIA RBS

O clássico teve o retrato de muitos outros disputados nas últimas temporadas, principalmente aqueles embates precoces nas rodadas iniciais de um campeonato estadual cada vez mais desvalorizado, de estádios vazios e temperaturas desencorajadoras. Grêmio e Internacional se preocupam mais em não perder e por isso abdicam de algumas situações dentro do campo de jogo que poderiam deixar o Gre-Nal mais aberto, mais bonito, com um vencedor - sem necessariamente ser menos aguerrido, com cara de clássico.

O lance do pênalti: no campo talvez marcasse; com o recurso da imagem, não há dúvida que o zagueiro Paulão toca com o braço na bola, porém a intenção do jogador, como prevê a regra, é absolutamente discutível. Não seria crime nenhum não marcar, contudo, cabe sim a interpretação de Leandro Vuaden.

O Grêmio
Em tão pouco tempo de trabalho fica difícil apontar o que seria ou não seria a escalação ideal de qualquer uma das duas equipes. Porém, enxergo um equívoco na escalação e no modo de jogar do Grêmio. Enderson Moreira não pôde contar com Kléber e por opção deixou Maxi Rodrigues no banco. A equipe foi à campo no 4-2-3-1, mesmo tendo três volantes de origem no meio-campo. Riveros jogou centralizado na linha de meias, um pouco mais contido, Zé Roberto atuou pela direita e o jovem Luan fez o lado esquerdo no lugar de Kléber. Com a função de combate, Edinho e Ramiro.

A opção por Luan foi acertada. O meia inclusive fez bom jogo, mas sentiu as dificuldades de jogar em uma equipe pesada, que joga numa formatação que exige velocidade e intensidade, duas coisas que o Grêmio não tem há muito tempo. Enderson errou quando não sacrificou um dos seus volantes de origem (volto a frisar que Riveros atuou como meia boa parte do jogo) para escalar Maxi Rodrigues, ainda que esse jogador viva uma fase técnica discutível.

Embora não tenha feito um péssimo jogo, o Grêmio de Enderson Moreira corre o risco de sofrer na sequencia do seu processo de montagem, justamente pela falta de confiança que ainda inspira em seu torcedor e pela proximidade da estreia da Libertadores. Enderson precisa fazer o que Luxemburgo vez no início de 2012, quando reconheceu e identificou a característica do seu grupo e montou um time pragmático e que até a chegada de Zé Roberto e Elano o próprio treinador classificava como time pesado.

O Inter 
RICARDO DUARTE / AGÊNCIA RBS
Discordo da leitura que alguns colegas fazem ao analisar o colorado no 4-2-3-1. Enxergo o time de Abel Braga postado da mesma maneira em que era posicionado por Clemer: 4-1-4-1. A única diferença é que há mais mobilidade do meio pra frente. Willians joga posicionado à frente da zaga, adiante tem D'Alessandro pela direita, Aranguiz e Alex por dentro e Jorge Henrique pela esquerda. É um meio-campo técnico e experiente, que vem demostrando obediência tática para fechar os espaços sem a bola, mesmo que a amostragem até agora seja pouca.

O Inter está invicto no Gauchão, já venceu com a equipe titular, com a sub-23 e com o time misto. O grupo adquire assim um confiança fundamental para o processo de montagem da equipe. No Gre-Nal deste domingo, exceto os primeiros minutos, o Inter foi sempre mais racional, sempre mais consciente daquilo que tava acontecendo no jogo. Tanto na hora de atacar quanto na hora de defender.

Ainda é cedo para qualquer diagnóstico, mas é possível ser otimista com o Internacional. Ao que tudo indica, será um time técnico, que privilegia a posse de bola e a troca de posição de seus homens de meia-cancha.   

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Grêmio B é inconstante

Após a primeira partida contra o São José, uma derrota de 1 a 0 em um gramado sintético cozinhando a 60 Graus Celsius, o plantel B do Grêmio voltou à campo esta noite e conquistou uma vitória apertada de 2 a 1 sobre o Lajeadense. Os primeiros pontos do Tricolor no Gauchão. Sem dúvida nenhuma pontos essenciais para um Grêmio que começa a usar seu plantel principal no domingo, mas sempre visando e priorizando a Libertadores, portanto deixando claro que equipe mista será uma constante no estadual.

Lucas Uebel / Grêmio FBPA
A equipe de Mabília era vista com desconfiança pela torcida gremista. Contudo, mesmo após a vitória nesta segunda rodada, a desconfiança persiste. A gurizada que entrou em campo se comportou melhor, é verdade, no bom e amplo gramado da Arena. A péssima imagem deixada contra o Zequinha enfraqueceu, mas ainda há o que provar ao torcedor e à comissão técnica principal.

O Grêmio B demostrou bons valores individuais. Dois deles certamente serão utilizados no time de cima. Primeiro o atacante Evérton, de 17 anos. Ele joga pela esquerda no 4-2-3-1 tricolor, porém foi quem apareceu como centroavante para finalizar a boa jogada do lateral Breno e abrir o placar contra o Lajeadense. O segundo veste a 10. Luan é um meia alto, magro, com velocidade, vitória pessoal e bom passe. Ele começou jogando pelo meio na linha de três meias e mostrou versatilidade ao terminar a partida atuando pela direita. Luan sofreu o pênalti que acabou dando a vitória ao Grêmio.

O lateral esquerdo Breno também tem qualidade e talvez surpreenda ao ser alçado para a equipe principal, afinal hoje o Grêmio conta apena com Wendell para a posição.

Contudo, no segundo tempo a equipe de jovens do Grêmio teve uma queda preocupante de rendimento. O time se mostrou inconstante animicamente, cedeu à pressão e sentiu bastante o gol de empate. Sem dúvida, apesar da vitória importante, a segunda etapa gremista demostra certa instabilidade no Grêmio de Mabília. Instabilidade que prejudica o conjunto, mas não ao ponto de apagar o razoável brilho de algumas jovens apostas. 

Equipe colorada treinada por Clemer tem identidade


Novo Hamburgo e Internacional fizeram bom jogo de futebol na noite desta quarta-feira no Estádio do Vale. A equipe de garotos treinada por Clemer fez 2 a 1 e alcançou a segunda vitória no Gauchão. Feito importante, pois o Inter vai construindo uma gordura interessante enquanto não utiliza seu plantel principal na competição - algo que deve acontecer a partir da quarta rodada.

Se o chamado sub-23 colorado não dá espetáculo, se mostra, ao menos, um time bem orientado. No habitual 4-2-3-1, o Internacional correu certo a maior parte do tempo, soube ser viril contra um time forte fisicamente e mais experiente no estadual. O Colorado teve o controle técnico e tático na primeira etapa, quando abriu o 2 a 0. Pecou na falta de verticalidade, afinal chegou aos gols e jogadas decorrentes de bolas paradas, poderia ter aproveitado melhor a posse de bola. A equipe sentiu falta de uma noite mais inspirada de seus três meias: Reis, pela direita; Alex, pelo meio; Fábio Baiano, ela esquerda.

Numa segunda etapa de mudanças táticas no NH e de um crescimento na intensidade do ataque adversário, o time de Clemer sofreu no início e no final com uma pressão normal em jogos fora de casa. E a equipe mais uma vez se portou bem. Sem brilhantismo, sem craques, mas com empenho e disposição tática. O Inter soube jogar com as circunstâncias exigidas. O Inter parece ter identidade, uma maneira bem definida de jogar e ainda conta com razoáveis soluções individuais. E nessa largada, a mais destacada delas é mesmo Cláudio Winck.

domingo, 5 de maio de 2013

Inter Campeão Gaúcho 2013

Um número infindável de motivos podem ser elencados para se comentar o final de uma competição e a conquista de um título. Não é diferente com o Internacional e o Campeonato Gaúcho 2013, merecidamente ganho pela terceira vez consecutiva pelo colorado.

O Inter se interessou, levou a sério e quis esse título. Sabe e tem consciência do tamanho de um título regional. Entende que não é a glória máxima - obviamente está longe disso -, mas até este dia 5 de maio, é o que há para ganhar. E o Inter ganhou. Nos pênaltis, com o dono do time, o argentino D'Alessandro, errando a primeira batida, e com um outrora contestado Muriel, pegando a cobrança decisiva. Coisas da bola. 
Mauro Schaefer/Correio do Povo
Nos 90 minutos, um jogo de poucas alternativas. O Juventude de Lisca foi maior do que poderia ser, foi corajoso e segurou o Inter enquanto seu fôlego permitiu. Jogou melhor no primeiro tempo, fazendo uma linha de marcação com quatro homens no meio-campo. Um deles, aberto na esquerda, Bergson, marcando e dificultando a vida de Gabriel. O lateral colorado sentiu, e jogou pouco.

Ao time do Juventude, do bom goleiro Fernando e do interessante volante Fabrício, faltou a segunda parte. Se por um lado, com esforço e aplicação tática, o time da serra segurou o 0 a 0 diante de quase 20 mil colorados, ficou evidente a falta de munição ofensiva.

Fator importante e boa notícia para o colorados. O técnico Dunga tem o espírito vencedor do jogador Dunga. Desde que assumiu a função de treinador na Seleção Brasileira, em 2006, o atual técnico do Inter disputou e foi primeiro colocado nas eliminatórias da Copa do Mundo, venceu a Copa América 2007, venceu a Copa da Confederações 2009, em 2010 perdeu a Copa e agora, em 2013, em sua primeira competição pelo Inter, levanta a Taça do Gauchão. Ou seja, o aproveitamento de Dunga é monstruoso.

Em campo, o Inter ainda tem o que melhorar. É um time em evolução e não há jeito melhor de evoluir que vencendo. Dá confiança, dá moral e se estabelece uma estrutura tática favorável para que, aos poucos, se mexa nas peça necessárias.

Acabou o Gauchão. Agora, é bola pra frente, Copa do Brasil e ainda o BR-13.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Rodada de tropeços e reflexão para a dupla Gre-Nal

São José 0 x 0 Internacional

Na quarta-feira o Inter não passou do 0 a 0 com o São José, jogando no Passo D'Areia, na grama sintética molhada da chuva caiu sobre Porto Alegre naquela noite. Aliado a isso, Dunga não contou com cinco jogadores: Forlán, D'Alessandro, Fred, Ygor, Moledo e Juan. Alguns destes, é verdade, foram apenas preservados, enquanto outros estavam vetados pelo DM ou servindo sua seleção - caso de Forlán.

Se colocarmos na lista o Willians, o número sobre para seis. É mais da metade de um time. Em condição incomum de gramado, passa a ser compreensível a brutal queda de rendimento do Inter. Sinal que o grupo é fraco ou precisa de reforços? Não é fraco, mas como qualquer clube grande, boas contratações nunca são dispensáveis. 

Direção e comissão técnica sabem que nenhum time no mundo mantém o mesmo rendimento quando troca cinco titulares por cinco reservas. Assim como sabem que contra o São José, dava pra jogar um pouco mais. Não como Josimar, que dessa vez tentou jogar mais do que sabe, e fez muito menos do que vinha fazendo. 

O diretor de futebol, Luis César Souto de Moura, após o jogo, disse que só Atlético-MG e Corinthians no Brasil podem e estão rendendo mais que o Internacional. Ele não está muito errado, e quando falou que as críticas ao time existem e são feitas de forma interna, deu a entender que o Colorado sabe que o grupo de jogadores ainda precisa de algumas peças.


Grêmio 1 x 2 Cruzeiro

Fernando Gomes/Agência RBS
O resultado diz. O Grêmio fracassou, dentro da Arena. Perdeu para um Cruzeiro que ainda não tinha vencido na Taça Farroupilha. O pior para o time de Luxemburgo é que essa derrota vai além do Gauchão e acaba tendo reflexo na Libertadores. Afinal de contas, a equipe que entrou em campo, sem Elano e com três atacantes, era até então a mais provável formação para enfrentar o Fluminense, no dia 10.

É sempre muito complicado de sustentar uma ideia se baseando em derrotas ou atuações ruins. A vitória, com qualquer esquema, dá confiança, moral e consistência a um time. O ideal é que o Grêmio chegue para o confronto pela Libertadores dessa forma: confiante, com moral elevada e consistência. Por este aspecto, o 4-3-3 parece se tornar inviável.

Contudo, sigo com a ideia de ser a melhor opção para o Grêmio, considerando o acréscimo de Vargas no lugar de Kléber ou Welliton. Concordo com Luxemburgo quando diz que não devemos creditar a derrota exclusivamente ao esquema. O Grêmio já perdeu no 4-4-2, e perdeu bastante, inclusive.

Muitos fatores acabam determinando uma derrota ou uma vitória. O que mais pesa é a aplicação correta de um plano de jogo bem traçado. E este plano de jogo pode ser executado em qualquer esquema. Em qualquer formatação é preciso aplicação, intensidade e repetição. Pela coletiva pós jogo do treinador, faltou os dois primeiros. Pelo que declararam os jogadores na saída de campo, falta ainda repetição.

O que eram seis jogos pelo Gauchão para preparar o time, agora são apenas dois. Sinceramente, não sei mais se Luxemburgo banca o 4-3-3 contra o Fluminense.

quinta-feira, 21 de março de 2013

As opções de Luxa na vitória sobre o Pelotas

Ricardo Duarte/ClicRBS
O Grêmio venceu o Pelotas naturalmente, por 3 a 1 . Segunda vitória consecutiva na Taça Farroupilha, resultado que já garante certa tranquilidade no segundo turno do Gauchão. Contudo, o que chamou a atenção na partida desta quarta, na Boca do Loco, foram as opções do técnico gremista.

Luxemburgo deixou Elano no banco de reservas. Iniciou com Marco Antônio ao lado de Zé Roberto. Na segunda etapa, Zé deixou o time para a entrada de Elano. Foram 45 minutos pra cada, uma preservação compreensível e necessária. Não é preciso esticar a corda.

Quanto a presença de Marco Antônio, o treinador já começa a observar as opções para o jogo contra o Fluminense, pela Libertadores. Se diante do Lajeadense, Luxemburgo testou o 4-3-3, dessa vez o técnico optou por uma formação mais conservadora . O meia não fez uma partida destacada, como de fato não é seu perfil.

Na segunda etapa. Kléber novamente entrou. O atacante que volta de lesão fez bom jogo. Vai se credenciando como forte opção para enfrentar o Fluminense. Na minha ótica, disputa posição com Welliton, que ontem finalmente marcou seu primeiro gol com a camisa do Grêmio.

Continuo achando o esquema com três atacantes de origem - que obviamente voltam para recompor e ajudar no primeiro combate - a melhor opção para o Grêmio enfrentar o Fluminense, na Arena.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Como o Grêmio jogará sem Elano pela Libertadores

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Na derrota de 2 a 1 para o Caracas, Elano recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso para a próxima partida da Libertadores, contra o Fluminense, no ainda longe 10 de abril. Será um jogo fundamental para o tricolor gaúcho tentar encaminhar sua classificação para a fase seguinte.

Até o confronto com o time carioca, o Grêmio terá seis jogos pelo Gauchão. Mais importante que se recuperar no regional, é preparar uma equipe capaz de se recuperar na competição continental. Esta equipe não pode ter Elano. O meia, a partir de agora - e até o jogão contra o Flu na Arena - vira opção.

Luxa pode ser pragmático. Inventar pouco, colocar Marco Antonio no time, transformar as duas linhas de quatro em losango, colocando Zé Roberto centralizado na articulação. O Grêmio perderia em qualidade técnica, porém não deixaria de lado o estilo de jogo que vem adotando desde a chegada de Luxemburgo a Porto Alegre. O Grêmio sempre variou entre essas duas formações, inclusive dentro dos jogos.

Vanderlei pode ser ousado e fazer uma mudança drástica. Sem Elano, entra Bressan na equipe, adotando assim um 3-5-2. Maneira de jogar na qual este grupo está pouco habituado. Vejo este esquema como um equívoco quase suicida. O Fluminense varia entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3. Invariavelmente, os três defensores gremistas ficariam sem a sobra, marcando individualmente cada atacante carioca, o que obrigaria os alas a recuarem e formarem uma bizarra linha de cinco defensores.

Encaro como a alternativa mais vantajosa o 4-3-3, sobretudo jogando em casa e tendo tempo para treinar e testar. O Grêmio tem jogadores com rodagem pelo futebol europeu, acostumados a jogarem nesse esquema, com raciocínio tático para cumprirem funções e ocuparem espaços no campo, auxiliando na recomposição defensiva e na marcação.

O 4-3-3 exige muita entrega, compactação, aproximação e marcação. Não é, ao contrário do que muitos por aqui pensam, só ataque. Se por um lado é a opção que contempla uma maior complexidade de trabalho e aplicação, é a mais correta dentro das características do grupo gremista.

Portanto, Elano terá um desses três substitutos: Marco Antônio, Bressan ou Welliton. Posso estar até equivocado, mas muito longe disso não fica. 

domingo, 10 de março de 2013

Inter sobrou na decisão do turno

O colorado do ijuiense Dunga levou a Taça Piratini com todos os méritos. Lá em Ijuí, contra o São Luiz, time da melhor campanha, mas não do melhor futebol. O Inter tem mais futebol, tem mais elenco, tem mais estrutura e mais dinheiro. Tudo isso entra em campo. Tudo isso é representado pelo placar de 5 a 0. Com o maior respeito que o São Luiz merece, fica evidenciado no placar o tamanho das duas equipes.

Não esperava uma goleada tão elástica. Mas a entendo. Contra o fraco Esportivo, na semifinal, o Inter fez só 2 a 0 e não jogou bem. O time de Ijuí é mais forte que o de Bento Gonçalves, e justamente por ser mais forte inspirou maior dedicação ao Inter de Gabriel, D'Alessandro, Rafael Moura e Leandro Damião. Este último com dois gols e duas assistências.
Diego Vara/Agência RBS

O bom São Luiz do Paulo Porto assumiu a responsabilidade de jogar em casa e propôs o jogo enquanto deu, nos primeiros 15 minutos. Jogando no 4-4-2 com um losango no meio, o time da casa tinha três volantes marcando muio forte, Marcos Paraná como articulador central e Juba como atacante de velocidade. Na linha de quatro defensores, um rigoroso revezamento na subida dos laterais. Dessa forma, principalmente com Paraná carimbando as jogadas, o São Luiz conseguiu rondar a área colorada.

Só rondar não basta. O Inter continha as investidas dos adversários com as seguras e corretas intervenções de Rodrigo Moledo e Juan. A partir daí, passado os minutos iniciais, o Inter se acertou, se achou, se reconheceu, mesmo o campo não oferecendo as melhores condições.

D'Alessandro entrou no jogo. Josimar cresceu e roubava todas. Meio de lado estava Forlán, que passou longe do que é, até agora, o melhor jogador da competição. Sem o uruguaio inspirado, o colorado teve a força e o oportunismo de Damião - coisa que há muito tempo não se via.

Pode ser um bom recomeço ao centroavante. Faltava uma grande partida ao camisa 9, estava faltando gol e, por tabela, confiança. É esse o momento. É essa a palavra: confiança.

Um time se constrói com vitórias e confiança. É justamente esse o caminho que Dunga está trilhando. O time não está pronto. Chegarão reforços e jogadores ainda voltarão de lesão. Porém, são três meses de um trabalho baseando em bons resultados. Ainda que sejam contra adversários mais fracos, são bons resultados. O Inter está adquirindo consistência. E já garantiu uma vaga na grande final do campeonato. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Inter assimila favoritismo e vence mais um clássico

O Grêmio tem seus motivos para não priorizar o Gauchão e jogar com reservas, mesmo que seja um clássico Gre-Nal decisivo, valendo vaga para uma semi-final de turno. Do outro lado, o Inter não tem absolutamente nada com isso. Tem no momento, e todos sabemos disso, apenas o campeonato regional para se preocupar.

Porthus Junior/Agencia RBS
Assim como no clássico de Erechim, há algumas semanas, nada mais natural que uma vitória colorada. Se por um aspecto o Inter não enfrenta um Grêmio com força máxima e, porventura, não testa seu elenco numa partida mais forte, o time do técnico Dunga assimila de forma positiva a responsabilidade de entrar em campo como favorito. São dois Gre-Nais como franco favorito, e duas vitórias. Sem dúvida é uma qualidade que se destaca no Internacional desde início de 2013.

Luxa acertou com seu 3-5-2. Fez um primeiro tempo razoável, apesar de ir para o intervalo perdendo por 1 a 0. O técnico gremista optou pelos três zagueiros muito em função de Tony, que tem sérias dificuldades de defender. No meio, destaque para Matheus Biteco, que mesmo depois do pênalti sobre Forlán, conseguiu manter o bom nível durante o jogo. Contudo, faltou ao Grêmio força ofensiva.

O Inter por sua vez jogou da forma como todos esperavam, um 4-4-2 com uma formatação de meio-campo que lembrava, em muitos momentos, um losango. Isto porque Fred se posicionava mais à esquerda, recuado, na mesma linha de Josimar. Ygor fez boa partida pelo centro, em frente à área, enquanto D'Alessandro fechava o meio centralizado no setor ofensivo. Esse posicionamento acabou se desmanchando na segunda etapa, junto com a mudanças do Grêmio, o que fez do Inter um time mais perigoso em campo.

Luxemburgo errou quando abandonou o 3-5-2 e partiu para o tradicional 4-4-2. Assim o Grêmio teve Tony e Alex Telles recuando para a linha de defensores. Dessa forma, Gabriel e Fabrício tiveram mais campo para jogar, e cresceram no jogo junto com Inter. Apesar do Grêmio ter descontado na segunda etapa, o time de Dunga  dominou a partida de forma mais evidente, e poderia ter ampliado.

De forma justa, continua na competição aquele que está mais preocupado com o Gauchão. Vitória nada mais que natural do Inter.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Goleada do Grêmio B e classificação colorada

Guilherme Testa/Chute10
O Grêmio finalmente voltou a ter boas notícias com seu plantel B. A equipe treinada por Roger Machado fez uma bela partida. Está certo que foi contra o Santa Cruz, mas visto que até agora o Tricolor tinha quatro derrotas, e todas elas jogando com jogadores reservas ou emergentes, um 5 a 0 é um grande acontecimento.

Roger usou o 3-5-2 tal qual a sua função, quando surgiu, em meados dos anos 70 e 80 na Europa: tornar o time mais ofensivo. Se desfaz a linha de quatro defensores - ficam apenas três - e se ganha um homem no meio-de-campo. Ontem, esse homem foi Guilherme Biteco, a joia gremista que já fora vendido ao Hoffenhain da Alemanha, que jogou na ala-esquerda, ora puxando para o meio, ora entrando em diagonal. Guilherme foi o homem da bola parada, quase marcou por duas vezes em cobranças de falta, bateu o escanteio que resultou no gol de Werley e fez a jogada que pifou Bertoglio cara a cara com o goleiro, para que o argentino marcasse o primeiro de seus dois gols na partida.

O Grêmio amassou o Santa Cruz, e correu poucos riscos. O trio formado por Werley, Gérson na sobra e Grolli compondo pela esquerda, foi soberano frente aos atacantes do adversário. Pela direita, quem ditava o ritmo era Tony, outro ala de feições ofensiva. Assim, com bastante jogadas pelos flancos, o Grêmio conseguiu fazer bom uso do 3-5-2 e encaminhar a sua classificação para a fase de matas da Taça Piratini.

Caxias 0 x 2 Inter
Não assisti ao jogo. Assisti aos lances e aos gols, apenas. Mas não é difícil chegar a conclusão de que o jogo não deveria ter seguido, no primeiro tempo. Devido a chuva, ao estado do gramado, o futebol ficou impraticável. Caxias e Inter fizeram o que dava. E o que dava era dar balão e cabecear. Aí, ponto para o colorado, que teve Gabriel e Damião. 1 a 0 Inter.

No segundo tempo, com o campo menos prejudicado após ter cessado a chuva, arremates de de longa e média distância eram as principais armas. D'Alessandro soube aproveitar, marcou o segundo e selou a vitória e a classificação colorada para a outra fase da Taça Piratini.

Importante que essa classificação venha antecipada, ainda mais depois de uma partida tão desgastante quanto esta de ontem. Assim, para o próximo domingo, contra o Cruzeiro, jogo que fecha a fase de grupos da Taça Piratini para o Inter, Dunga pode escalar time reserva sem problema nenhum. Descanso merecido e mais uma chance a quem ainda busca vaga no grupo principal.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O bom grupo gremista ainda precisa de um meia

Ao que tudo indica, o Grêmio fechou o grupo de jogadores para a disputa da Liberadores da América, ao menos nesse primeiro semestre. Com as chegadas de Welliton, Adriano, Barcos e André Santos, todos nessa última semana, o Tricolor qualifica seu plantel e se coloca como um dos favoritos a qualquer título em 2013.

Lucas Uebel/GRÊMIO FBPA
Numa projeção inicial, o Grêmio de Luxemburgo, no 4-4-2, seria  seguinte: Grohe/Dida, Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Vargas e Barcos. No papel, é muito bom time. Como peças de reposição, o Grêmio tem Saimon e Bressan pra zaga, Tony e Alex Telles nas laterais, Adriano, Misael e Marco Antônio como volantes, Jean Deretti e Bertoglio nas meias e, na frente, Welliton, Kléber Gladiador, Marcelo Moreno e Willian José. O lateral/meia Fábio Aurélio ainda retorna de lesão, mas será boa opção mais adiante.

Ao bom grupo Tricolor, só está faltando uma boa reposição para Elano e Zé Roberto, visto que Deretti ainda é um jovem a se afirmar e Facundo Bertoglio é muito mais um meia-atacante de velocidade ou até mesmo um segundo atacante, fugindo das características dos dois titulares.

Para o ano de 2013, o Grêmio investe alto, e aposta em títulos. Pelo menos, está montando time para poder sonhar.

Juventude 2 x 1 Grêmio
Mais uma derrota do time reserva. O Grêmio mais uma vez aparece fora da zona de classificação. Visto que ainda há duas partidas pra fechar essa primeira fase de grupos e que, em pelo menos um desses jogos, o Grêmio jogará com time reserva, não é absurdo cogitar que o Tricolor não participe da fase decisiva da Taça Piratini. É um risco calculado. Para o Grêmio, não há nenhum problema em não disputar o título desse primeiro turno. Faz sentido, é compreensível.

Desse tipo de jogo, sempre se tira aspectos positivos. Claro, também há os negativos. Nesse sábado, mais uma vez acabou sendo Willian José. O jovem centroavante que veio do São Paulo não acertou nenhum lance, e vai ficando pra trás na forte concorrência que o Grêmio passa a ter no setor ofensivo.

O jogo melhorou no segundo tempo, coincidentemente depois da saída de Willian José. Com a entrada de Facundo Bertoglio, Mamute (estes dois uns dos bons destaques) passou a ser o homem da referência e o Grêmio se posicionou num 4-2-3-1. O  Tricolor abriu o placar e dominou grande parte da segunda etapa. Porém, depois da algumas mudanças, a equipe se fragilizou e não teve força para segurar a grande pressão do Juventude.

Não deveria, mas acabou sedendo a virada. Méritos do Juventude do técnico Lisca, que mexeu bem na equipe e soube inflamar seus jogadores rumo a um resultado importantíssimo para o time da serra praticamente garantir sua classificação entre o quatro primeiros do grupo B.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Como o Inter conquistou a vitória que todos esperavam

A responsabilidade era colorada. Todos sabiam. O Internacional sabia, tinha consciência que neste Gre-Nal, o primeiro de 2013, levava vantagem sobre o Grêmio pelo fato de estar com seu time principal, pensando, nesse momento, apenas no Gauchão. Diferente do Tricolor, que ainda poupa seus titulares em detrimento à preparação da Copa Libertadores. Cada um com seus motivos e suas possibilidades.

Dentro das suas possibilidades, visando não ferir o planejamento prévio mesmo depois da derrota por 4 a 0 para o São Luiz, o Grêmio recheou seu time B com alguns jogadores do plantel de cima. São eles Bressan, Tony, Léo Gago, Misael, Deretti, Leandro e Willian José, jogadores reservas imediatos da equipe principal. Ainda teve Fernando, Werley e Alex Telles, considerados titulares do Grêmio. Portando, o time treinado por Roger pode ser considerado uma equipe mista. Desta forma, tecnicamente mais fraca que o Internacional.

Assim, o Grêmio se preparou para contra-atacar. No 4-3-1-2, o meia de ligação foi Jean Deretti. Jogador de velocidade e drible, que não tem a característica de um organizador que pensa e faz o time jogar. Com a bola no pé, o Tricolor não teve capacidade de agredir o Internacional, salvo em chutes de fora da área e em cobranças de faltas, como no gol de Fernando.

Fernando Gomes/ClicRBS
Diferente do Inter. Dunga repetiu o time que empatou com o Novo Hamburgo, um 4-4-2 que ataca em formato de quadrado e se defende com Dátolo e D'Alessandro fechando os lados do campo, formando uma linha de quatro, com Fred e Willians centralizados. Tendo a posse de bola, o Inter teve infiltração na área gremista.

Mesmo com a forte marcação de Fernando, Misael e Léo Gago, Dátolo conseguiu chegar à frente, se juntar a Damião e Forlán e aumentar o número de opções para D'Alessandro. O Inter ainda contava com a boa chegada de Gabriel e de Fabrício, como no segundo gol, que o lateral-esquerdo surgiu livre depois de passe de Forlán e chutou cruzado para que Damião ampliasse o placar.

Por característica, o Inter não tem uma equipe veloz, portanto precisa da posse da bola e de paciência para girar, virar o jogo, envolver a marcação e efetivar as jogadas ofensivas. O time do Dunga vais mostrando isso, deixando claro a mecânica de jogo que ditará o ano colorado.

Foi um Gre-Nal interessante, sem aquele desequilíbrio que era esperado, apesar do domínio evidente do Inter. O Grêmio sai do clássico com a terceira derrota no Gauchão, o que aparentemente não preocupa direção e comissão técnica - e não deve mesmo preocupar. Já o Colorado conquista uma vitória importante, e não em termos de tabela, mas no sentido de sustentação de ideia de futebol. É sempre bom inciar um trabalho com vitórias, ainda por cima sobre o maior rival, tendo ele a qualidade que tiver.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Cassiano é destaque do Inter B

Texto do meu colega de Laboratório ACEG Marcelo Farina, publicado ontem no Chute10.net

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Cassiano foi o grande destaque da abertura do Gauchão 2013. Em um jogo sem grandes emoções, o atacante de 23 anos foi o nome do Inter no empate em 1 a 1 com o Passo Fundo, no Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas, e recebeu o Troféu Zanoello de melhor em campo. Cassiano foi o autor do gol colorado, na etapa inicial, após cobrança de falta de Maurinho. João Paulo empatou para o time do Vermelhão da Serra, no segundo tempo.

Barbara Muller /Chute10
O Internacional foi representado por sua equipe sub-23, enquanto o time profissional segue sua pré-temporada em Gramado. Porém o técnico Dunga esteve presente para acompanhar o desempenho dos garotos colorados. O atacante Cassiano é um dos fortes candidatos a integrar o grupo principal durante o restante da temporada. Ele já havia participado de alguns jogos pelos profissionais, sob o comando de Fernandão, tendo bom desempenho e agradando a torcida.

Na tarde desse sábado, ele foi o responsável pelas principais jogadas ofensivas coloradas, especialmente no primeiro tempo, realizando boas tabelas com os meias Lucas Lima e Maurinho. Com isso, o time da capital fechou a etapa inicial com maior volume de posse de bola e bastante superioridade sobre a equipe do interior.

Na volta para segundo tempo, o Internacional caiu de produção e o Passo Fundo passou a dominar a partida, até chegar ao empate. Como a movimentação ofensiva já não era mesma,Cassiano também diminuiu seu rendimento. No entanto, se manteve como um dos melhores do Inter, criando bons lances. Chegou a arriscar uma bicicleta, arrancando aplausos dos torcedores presentes.

O atacante comemora a atuação, porém ressalta que esperava a vitória na estreia.

- Foi importante, apesar de não termos vencido. A equipe do Passo Fundo também tem qualidade.

Ele entende que o time fez uma boa partida, mas desperdiçou muitas chances.

- Faltou o gol. Tivemos muitas oportunidades, mas infelizmente não acertamos. Agora nos resta esperar o próximo jogo para buscarmos um resultado positivo.

O próximo compromisso dos comandados de Osmar Loss no Gauchão é contra o Cerâmica, quarta-feira, às 19h30, em Gravataí. O time principal estreia no campeonato no dia 27 de janeiro contra o Caxias, no estádio Centenário. A equipe sub-23 ainda enfrentará o Novo Hamburgo, dia 30 de janeiro, no Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas.