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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Chegamos aos créditos do Cabine Celular

Então foi na semana passada que o vídeo de mesmo nome que o título desta postagem foi pro ar no site/canal Cabine Celular. Maurício Saldanha anunciava que depois de três anos e 500 filmes comentados, o Cabine Celular como se conhecia até então deixaria de ser produzido. O vídeo de número 500, o derradeiro, foi postado dias depois, no Domingo. Falava sobre o filme Amanhecer - Parte 1, e encerrava com uma despedida, mas não do Maurício, e sim dos fãs do canal, que enviaram seus vídeos desde o anúncio do desagradável fim.
E para você que está lendo que terminou, mas não sabia nem que um dia tinha começado, explico.
O Cabine Celular é uma ideia sensacional de um cinéfilo com dotes de crítico de cinema e pinta de comunicador de rádio FM. Esse cara peculiar resolve entrar numa sala de cinema e gravar do seu  celular um comentário com as imediatas impressões que teve do filme, ainda dentro da sala de cinema.
Claro que o processo de criação e maturação da ideia, e muito menos a descrição do cara, não são duas coisas tão simples assim. Mas o que é fácil de constatar é a originalidade da ideia. Tornei-me um espectador assíduo do Cabine Celular desde quando fui apresentado ao site, no começo de 2010.
Mauricio alega que o principal fator que pesa na decisão de parar com o Cabine Celular é o retorno financeiro.   No vídeo em que ele anuncia que vai encerrar o Cabine, ele também explica como é complicado produzir os vídeos no formato original da ideia, como toma tempo, como requer dedicação.
Deu azar? Talvez. Pois muita gente nos últimos anos se deu bem depois de uma boa ideia na internet. Ou quem sabe ele não tivesse a perícia de transformar o sucesso do Cabine em renda para bancar o próprio Cabine. Isto ele até admite no vídeo. De qualquer forma, não irei entrar no mérito.
O Maurício Saldanha diz que volta com outra coisa. Com um formato menos complicado. Ou com alguma coisa que se banque. Talvez, quem sabe, até com o próprio Cabine Celular junto a  um patrocinador bacana!
Faço parte do grupo daqueles que estão no aguardo. Os vídeos do Cabine Celular mudaram minha forma de ver cinema. Influenciaram meus textos sobre filmes e foram os responsáveis pela segunda-feira dedicada ao cinema aqui no blog.
Se tem uma coisa legal nisso tudo, é que os 500 vídeos continuam lá e dá para serem vistos quando quisermos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Filme de Segunda

Amor sem escalas
Esse é para buscar na locadora ou baixar. Amor sem escalas é filme de 2009, dirigido e roteirizado pelo jovem e promissor cineasta Jeason Reitman, o mesmo de Obrigado por fumar (2006) e Juno (2007), grandes filmes. À primeira vista, dá para classificar Amor sem escalas como uma comédia romântica. Mas só à primeira vista. A leveza do filme nos engana, a simpatia do elenco nos cativa. Ao melhor estilo Woody Allen, o que parece ser engraçado e bonitinho, na verdade diz muito de comportamento humano e trás muito drama, coisas pesadas, que incomodam de certa forma. Amor... é adaptação de um livro homônimo, de 2001.

Ryan Bingham, personagem de George Clooney, é um cara de meia idade, solteiro, de pouco contato com a família, que passa mais tempo em aeroportos e aviões que em seu próprio apartamento. Bingham trabalha para uma empresa que terceiriza demissões, ou seja, faz o serviço sujo de quem não quer sujar as mãos. Ele viaja todos os Estado Unidos comunicando pessoas que a empresa em que elas trabalham não precisam mais delas. As reações dos demitidos são das mais diversas, do cômico ao triste.

Bingham tem um hobby que é quase uma obsessão, acumular milhas pela sua companhia aérea preferida. De comportamento frio e praticamente vivendo no piloto automático, de repente ele se vê obrigado a tratar de assunto muito mais complicados que demitir pessoas que ele nem conhece. O assunto é sua própria vida, que sai do piloto automático quando três mulheres cruzam, ao mesmo tempo, seu caminho. Uma delas é Alex Goran (Vera Farmiga), uma versão feminina de Ryan Bingham, que ele encontra em diversos lugares por onde desembarca e acaba virando sua amante. A segunda é Natalie Keener (Anna Kendrick), uma jovem recém saída da faculdade, metida a nerd, contratada pela empresa para implantar um novo sistema de videoconfrência e acabar com as viagens. A terceira mulher é sua irmã, a qual ele não tem a mínima intimidade, mas é convidado para o casamento e ainda recebe a missão de "levar" e fotografar o casal para os mais variados pontos turísticos do mundo (imagem abaixo), o que rende boas cenas!
Em Amor sem escalas tem um George Clooney com um charme invejável, trabalhando muito bem como sempre, sabendo fazer rir, sabendo emocionar. Tem a bonitinha da Anna Kendrick, que está muito bacana no papel de novata certinha e CDF. Tem a Vera Farmiga, que eu não conhecia, mas é grata surpresa, fazendo a versão feminina de Clooney, também com muito charme.

Acho que dá pra dizer que Amor sem escalas é um filme charmoso, que facilmente conquista. O protagonista tem tudo para não ser simpático e, verão, ao final do filme estarão torcendo por ele. Ou torcendo para que o filme não termine ali, que continue nos contando a história da vida de Ryan Bingham.
 
Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Filme de Segunda

As confissões de Schmitd
A verdade é que não estou conseguindo assistir filmes novos, quanto mais semi-novos. Resta comentar aqui o que já foi visto por mim e, talvez, não tenha sido ainda visto por você. Vou praticando a dica Luiza Brunet, que é velha mas é boa. As confissões de Schmidt é filme de 2002, um amigo meu nem achou tão velho assim. Óbvio que não é tão velho e óbvio que essa discussão não interessa ao texto, mesmo que já tenha ocupado um parágrafo.
Característica interessante de As confissões de Schmidt vem do seu diretor e co-roteirista Alexander Payne, americano nascido na cidade de Omaha, Nebraska (onde se passa o filme), que já dirigiu outros ótimos  títulos como Paris, te amo e Sideways - Entre uma e outras. Todos filmes que conseguem penetrar no grande circuito hollywoodiano mas que não parecem filme americanos. Em As confissões de Schmidt, certos momentos parecem muito com cinema argentino, aquele clima extremamente particular a todos nós, que é legal e ao mesmo tempo angustiante.
As confissões de Schmidt sabe ser angustiante, drama que é, baseado no romance de Louis Begley. Ainda que drama, não deixa de ser uma sátira da vida real, com um tipo de humor presente em todos os trabalhos de Payne.
Warren Schmidt é magistralmente interpretado por Jack Nicholson. Um cara com seus 60 e poucos anos, que acaba de se aposentar e se depara com cotidiano chato e sem sentido ao lado de sua esposa, com quem é casado há 42 anos, e longe de sua filha, uma mulher adulta, que mora em outro estado e está prestes a se casar com um sujeito que ele considera panaca. Num desses dias chatos depois da aposentadoria, Schmidt assiste na tv a um apelo da organização Childreach (que existe): "por 22 dólares mensais, você pode sustentar um órfão da Tanzânia". Ele decide participar e se corresponder com o pequeno Ndugu, de 6 anos, seu novo afilhado. Através dessas cartas a Ndugo, Warren Schmidt narra o filme e sua vida monótona.
A esposa de Shmidt morre de repente no início do filme. A partir daí o personagem se depara com algo que pode ser pior que a monotonia dos seus dias: a solidão. As confissões de Schmidt é de uma sensibilidade tocante, sem fazer exageros sobre nenhum aspecto em especial que se sobressaia a cada personagem. Todos no filme são pessoas críveis, que poderiam ser nossos vizinhos sem problema nenhum.
Scmidt embarca em seu motor home numa viagem até a cidade em que sua filha vai se casar, mas também em fuga da solidão e em busca de respostas que ele começa a se fazer sobre sua própria vida. Jack Nicholson dá show, sem ser o louco extravagante que seguidamente é em outros filmes, interpretação que valeu indicação ao Oscar e lhe deu o prêmio de melhor ator no Globo de Ouro. As confissões de Schmidt outras indicações e prêmios, como para atriz coadjuvante Kathy Bates, que faz a sogra de Jeannie, filha de Warren.
Sou fã do Nicholson. Filmes em que ele atua é quase certo que vou gostar, e como é bom ver ele num personagem mais comedido, que carrega dentro de si uma carga pesada, num quadro de quase depressão, mas que também explodi, quer fugir da solidão, que quer fazer alguma coisa pela sua vida. Grande atuação, brindada por uma cena final esplêndida.
 A história não é uma invenção mirabolante de Hollywood, e também por isso As confissões de Schmidt poderiam ser as confissões de qualquer um de nós, contando uma vivência diferente, ao mesmo tempo comum a tantos, cheia de momentos felizes e reflexões que incomodam. A obra de Alexander Payne é um belo olhar sobre todos nós.
Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável


DICA EXTRA
Sugestão enviada por do Mário Sinhorelli >> @msinhorelli


- Morte por encomenda - "Trata-se de um filme de ação, com variáveis de diversos estilos, que aborda vários conceitos relacionados a diversos assuntos enigmáticos. O filme relaciona alguns temas que dificilmente seriam vistos juntos num filme, como metafísica, amor e a máfia. E, com todos esses ingredientes, o filme torna-se cativante e com um desenrolar surpreendente."
Ficha completa
Trailer

Envie sua dica extra de filme para o e-mail luiz.poa9@gmail.com ou para o @blog_poageral

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Filme de Segunda

ATUALIZADO 03/03/11
Os amigos bizarros do Ricardinho
O curta-metragem, como o próprio nome sugere, conta as histórias dos amigos bizarros de Ricardo Lija, um introspectivo arte-finalista de uma agência de publicidade. O mais legal é que o filme é baseado em fatos reais, filmado e roteirizado pelo diretor Augusto Canani, ex-colega de Ricardo na agência onde o protagonista contava as histórias. No filme, o personagem Ricardinho é "interpretado" pelo próprio Ricardo Lija - um tempero a mais nesse ótimo curta-metragem.

Os amigos bizarros de Ricardinho tem todas as ferramentas de uma comédia, mas o perfil de Ricardo e a impagável narração de Vinícius Nascimento (não de Jimi Joe, como estava escrito aqui antes da correção) dão um clima nostálgico ao filme. Filmado em 2009, vencedor de vários prêmios, com histórias que levaram Viamão às telas de festivais pelo mundo inteiro, Os amigos bizarros do Ricardinho na íntegra, aqui no blog: 
 

Classificação PoA Geral
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DNA gaúcho no Oscar 2011

Na quarta, 8, o Ministério da Cultura divulgou a lista dos 23 filmes brasileiros que disputam o direito de serem inscritos na briga pelo Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro. O anuncio do filme escolhido será dia 23 de setembro. Concorrem na lista, três filmes com DNA gaúcho: Os famosos e os duendes da morte, Em teu nome e Antes que o mundo acabe.
Os famosos e os duendes da morte se passa no interior do Rio Grande do Sul, no auge do inverno, e muito por conta disso tem uma fotografia maravilhosa. O filme tem direção do paulista Esmir Filho, e é uma parceria entre várias produtoras, entre elas a Warner Bros e a Casa de Cinema de Porto Alegre. Não é um filme fácil, é daqueles de entrar em transe, se concentrar e só despertar quando sobem os créditos.

Por outro lado, Antes que o mundo acabe é o tipo de filme que agrada gregos e troianos, é o filme de estreia da cineasta gaúcha Ana Luiza Azevedo, e mais um sucesso da Casa de Cinema de Porto Alegre. Antes que o mundo acabe, como no filme de Esmir Filho, também traça um retrato da juventude dos anos 2000 que vive no interior do RS e flerta de alguma forma com o mundo lá fora - ou Porto Alegre, o mais próximo de "mundo lá fora" que conseguem alcançar.

O Em teu nome eu não vi. Quero muito ver, mesmo que a crítica especializada tenha batido bastante no filme, que conta a história do passo-fundense João Carlos Bona Garcia. Boni, como era chamado, participou de movimentos de luta armada contra a ditadura militar no Brasil, à época quando estudante de arquitetura. Boni foi exilado, passou por vários países até voltar ao Brasil depois da lei da anistia  Em teu nome é de Paulo Nascimento e não foi gravado só aqui, mas também tem locações no Chile, no Marrocos e na França.

Duvido que algum dos três filmes tenha chance na disputa com os outros 20, que são:
  1. As Melhores Coisas do Mundo
  2. A Suprema Felicidade
  3. Bróder
  4. Carregadoras de Sonhos
  5. Cabeça a Prêmio
  6. 5X Favela - Agora Por Nós Mesmos
  7. Chico Xavier
  8. É Proibido Fumar
  9. Hotel Atlântico
  10. Lula, o Filho do Brasil
  11. Nosso Lar
  12. Olhos Azuis
  13. Ouro Negro
  14. O Bem Amado
  15. O Grão
  16. Os Inquilinos
  17. Quincas Berro D’água
  18. Reflexões de um Liquidificador
  19. Sonhos Roubados
  20. Utopia e Barbárie
No site do Ministério da Cultura é possível votar no seu filme preferido, porém o vencedor do voto popular não garante lugar na disputa do Oscar. Servirá apenas como um cartão de visita de luxo para a comissão de julgadores que dará o veredito final.
Links para os trailers:

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Karatê Kid 2010


Fizeram bem em não mudar o nome do filme para Kung Fu Kid só porque nele não se luta mais karatê e sim o kong fu. O filme é um remake, é uma releitura, uma nova versão aos olhos do diretor Harald Zwart e do roteirista Christopher Murphey, que não têm uma filmografia lá muito atraente, mas que agora têm o Karatê Kid (2010) para ostentar e se orgulhar. Porque é, sim, um belo filme - no cinema, pelo menos.
Há muito tempo eu não via o público se empolgar na sala do cinema. O pessoal compra a história, entra no filme e quer ver o Dre, interpretado muito bem pelo ótimo Jaden Smith, dar uma surra merecida no chinês valentão quase ninja. E o Karatê Kid (2010) consegue capturar o público porque tem alguns minutos a mais de duração em relação ao primeiro, de 1984, que acabam por fazer diferença no desenrolar da trama, e também porque tem uma história mais forte, portanto um apelo emocional maior que o protagonizado por Daniel San e Senhor Miyagi há 26 anos.
E como é legal voltar a ver Jackie Chan sem efeitos especiais! Tem dois ou três, lá que outra cena, mas na medida certa, sem exageros - mas não lembro de nenhuma que tenha sido com o próprio Chan. Ainda tem o diferencial das coreografias de luta, que são sempre impecáveis nos filmes em que Jackie participa. Com certeza tem muito de ideias dele nesse remake.
O filme todo funciona. A ideia de levar a história para a China, trabalhar a dificuldade do idioma, a dificuldade da inclusão social e aceitação de uma cultura diferente. O fator da arte marcial ser o kung fu permite um jogo de lutas mais interessante para o cinema. Mas a dobradinha Jaden Smith e Jackie Chan é, talvez, o que mais funciona. Os dois atores são de uma simpatia incrível, trabalham bem juntos e convencem como personagens. O pequeno herdeiro de Will Smith é uma grata surpresa, o rapaizinho é talentoso. E Jackie Chan, aos 56 anos, assume as rugas e o status de mestre, o que lhe caiu muito bem.
Karatê Kid (2010) é filme para ir no cinema assistir com a família. Ou para assistir sozinho. Mas é bom que assista, pois vale o ingresso, vale a torcida e, como poucas as vezes, valeu demais a refilmagem. O primeiro é legal, é clássico, é anos 80 e tál. Esse é anos 2000 e, talvez, até mais legal que o primeiro.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

É proibido fumar

O grande vencedor do 42° Festival de Brasília: É proibido fumar. Filme de 2009, que tem roteiro e direção de Anna Muylaerte, que também dirigiu o ótimo Durval Discos, em 2002. O currículo da diretora é repleto de trabalhos interessantes, também por isso se deve assistir ao É proibido fumar. Mas não só pela Anna, mas também pela dobradinha Glória Pires e Paulo Miklos. Como sempre, Miklos trabalhando muito bem no cinema

Uma pena que nas locadoras esse tipo de filme esteja na sessão "nacional". Deveria estar no "drama", assim como todos os outros filmes nacionais que, antes de serem filmes nacionais, têm seu gênero. O filme é um dramão, longe de ser dramalhão. É proibido fumar fala de vício, solidão e de problemas a serem encarados e problemas a serem adiados na vida adulta, que nem sempre é aquela vida que imaginamos a ideal.

No filme ainda dá pra conferir participações e aparições especiais, como Marisa Orth, Pereio, Pitty, André Abujamra, entre outros.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cinema e história

Não é o internacional e pomposo 1001 filmes para ver antes de morrer, mas é o Cinema e História - Guia de filmes, um livro independente, do jornalista, professor e historiador Alexandre Ayub. O livro tem 115 páginas, aborda quase 150 filmes, trazendo sinopse, ficha técnica e contexto histórico.
Para quem gosta de cinema e não quer gastar tanto quanto gastaria comprando um guia com 1001 filmes, o livro do Ayub é uma ótima pedida. Como a distribuição é independente, não se acha em todo lugar, mas na Livraria Cultura eu sei que tem, com o precinho bem bom.
Há pouco tempo, Alexandre esteve no Programa do Jô divulgando o livro. Ele inclusive já foi meu professor, e como professor sabe ser engraçado e ensinar. É um ótimo cara, que gosta de conversar e falar bastante. 

Teve dois blocos no Jô Soares, foi muito mais interrompido do que entrevistado, mas ficou engraçado. Vou colocar aqui a primeira parte, no Youtube tem mais três:

 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Antes que a sessão acabe!

O filme Antes que o mundo acabe entrou em cartaz no dia 14 de maio, há dois meses e meio, praticamente. É curioso que depois desse razoável tempo o filme ainda possa ser encontrado em cartaz em alguns cinemas de Porto Alegre. Em se tratando de um filme nacional, é longeva a trajetória do longa-metragem de estreia da cineasta Ana Luiza Azevedo no circuito.

Antes que o mundo acabe já pode ser considerado mais um sucesso da Casa de Cinema de Porto Alegre. Sucesso de público e crítica, inclusive. É um filme limpo, tanto no roteiro, na trilha e na fotografia. Tudo redondinho. O filme é baseado no livro homônimo que, por sua vez, é inspirado num projeto que fotografou lugares e pessoas no mundo inteiro.

O longa de Ana Luiza Azevedo é sobre juventude, mas serve para jovens de todas as idades. Qualquer público se diverte assistindo. Até porque Antes que... se passa no interior do Rio Grande do Sul, e é sempre muito bom se assistir na tela, se identificar com personagens, falar as mesmas gírias, passar pelos mesmo lugares etc. Com esse fator, pelo menos, o filme já ganha o espectador gaúcho logo de cara. Ganha o resto também, por se tratar de um bom filme.

Um jovem descobrindo que o mundo é maior que o seu quarto. Como na música do TNT! Como na vida de todo mundo aos 15 anos! Antes que o mundo acabe, desde maio em cartaz!! Portanto não deve ficar muito tempo mais nas telonas. Corre atrás, vai no cinema que vale a pena, a grana e o ingresso. Antes que tudo isso acabe, aproveite.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sala 4


Direção de Roberto Knorr (@Rknorr), vídeo de conclusão da oficina de roteiro do FANTASPOA 2009. Participação especial de Maurício Saldanha, do Cabine Celular.

domingo, 27 de junho de 2010

Dos melhores!

500 Dias com ela. Que filme bom! Que filme legal! E como é bom ver um filme bom e legal. Como é bom ver uma comédia romântica que não é óbvia, não é recheada de superastros, que tem uma trilha sonora maravilhosa. 500 Dias com ela faz o estilo Antes do amanhecer/Antes do pôr-do-Sol e Juno. Comédia romântica para gente grande.

A narrativa do filme é sensacional. O diretor Marc Webb, ainda novato no cinema, leva o filme de uma forma peculiar, muito original e inteligente. A Zooey Deschanel (Summer) é encantadora, a personagem também é - justamente por não querer ser. Josepeh Gordon-Levitt (Tom Hansen), também está muito bem, num papel que 99,03% das mulheres se apaixonam ao assisti-lo.

É um filme que muita gente já viu. Todo mundo já gostou e todo mundo já recomendou. Essa é minha vez: vi, gostei e recomendo! 

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gostei, mas não é bom

Sábado, dia 12, dia dos namorados. Cinema. Fui com a patroa assistir ao remake de A hora do pesadelo. Estava com a maior das boas vontades com o filme, pois o gênero não é do meu agrado e geralmente acho os filmes horrendos - e não por sentir medo.

Vi alguns Freddy-Kruegers, mas não sei quais foram, só sei que foram há muito tempo. No tempo que eu ainda assistia filme no SBT. Portanto, não lembro de ter assistido o primeiro A hora do pesadelo, de 84. Muita gente que viu, e gosta, diz ser um clássico, um bom filme, de um grande vilão. Não sou desses.

Mas o fato é que minha boa vontade com essa refilmagem foi tão grande que o filme me agradou. Nas telonas funcionou, me entreteu, foi divertido. Por outro lado (da poltrona ao lado), a Daniela - primeira dama desse blog (não que haja segundas, terceiras etc.) - não esperou nem começar os créditos para dizer que não gostou e babar de elogios ao filme de 1984. Ela gosta de filmes de terror, tem embasamento.

Eu não gosto. Achei bom. Mas acredito que seja ruim.

A hora do pesadelo, opinião de quem (também) entende:

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Onde vivem os monstros

Algo entre o infantil e o drama adulto, assim pode ser classificado o filme do diretor Spike Jonze. É estranho de explicar, mas Onde vivem os monstros não é um filme que funcione para platéia de crianças, apesar de ter toda a pinta de um filme infantil. Onde vivem... é feito para adultos dispostos a ver a beleza e inocência de coisas feitas para crianças e, além de achar bonito, pensar.

O filme é de uma beleza incrível, tem uma fotografia belíssima e efeitos gráficos impecáveis. Os monstros são frutos da imaginação de Max, um garoto com seus 10 ou 12 anos que, mesmo vivendo com a irmã e tendo os mimos da mãe, sente-se muito carente, ainda não entende que está crescendo e acha que merece mais atenção. Os monstros são alteregos de Max, todos com traços bem definidos da personalidade do garoto - e de qualquer criança.

Onde vivem os monstros é uma fantasia, e deve ser assistida como tal. Particularmente fiquei encantado pelos personagens que saem da imaginação de Max. Os monstros são feios, esquisitos, mas se deram muito bem com as câmeras. São de encher os olhos, a imaginação, e valem, por si só, o filme.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fúria de Titãs

Sábado, sessão da meia-noite. Unibanco Arteplex. E vamos lá: Fúria de Titãs 3D. Menos 20 reais na carteira. Gostei do programa. Cinema à meia-noite é legal, um público bacana no Bourbon, mas um pena o filme não ter ajudado.

A fúria dos Titãs do diretor Louis Laterrier não convence, não empolga em suas diversas cenas de ação. Latirrier, fã declarado de Cavaleiros do Zodíaco, disse ter feito o filme em homenagem ao anime. Quem gosta do desenho não deve ter captado essa "homenagem". Os nomes que podem fazer referência aos Cavaleiros do Zodíaco são os mesmo da primeira filmagem, em 81.

Fúria de Titãs não foi filmado em 3D, depois de pronto foi convertido. O que não é a mesma coisa. A tecnologia em três dimensões pouco funciona. Não acrescenta ao espetáculo.

Se tiver dinheiro sobrando, gaste e vá ao cinema assistir. Caso contrário, assista ao trailer, que é melhor e é de graça.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Buena Vida Delivery!

Uma estreia e tanto. Pois Buena vida delivery (2004) é o primeiro longa do cineasta argentino Leonardo Di Cesare que, até então, produzia curtas-metragens. O filme, com o roteiro de Di Cesari e Hans Garrino, é um conto tragicômico simples, bem engraçado e, em sua essência, triste. Buena vida delivery segue a linha do cinema argentino - do sempre bom cinema argentino -, passa uma realidade muito fácil de perceber e sentir ao se assistir, principalmente nas atuações. Aí destacam-se Ignacio Toselli, que faz Hernán, o protagonistas da história, e Oscar Nuñez, que interpreta Venancio (uma espécie de sogro de Hernán).

O drama - ou a comédia - se passa na Argentina em crise, no começo desta década. No universo de personagens de Buena Vida Delivery, absolutamente todos passam por dificuldades financeiras. Seja o patrão de Hernán, prestes a falir, seja o próprio Hernán, que mal ganha para abastecer sua moto, ou seja Patricia, a frentista que cativa o protagonista da história.

Hernán é simpático, trabalhador, bondoso, não é feio nem bonito. Como ele mesmo diz, às vezes tem cara de idiota, e paga a conta por isso. O casal Hernán e Patricia logo cativam o espectador. Mas quando tudo parece ir bem, dentro das possibilidades daquelas duas vidas sem ambições nem perspectivas de uma melhora, Patricia revela o fardo que carrega: sua familia.

Sem aviso prévio, a familia de Patricia se muda para a pequena casa de Hernán. A principio seria uma noite, mas ele não têm para onde ir e assim vão ficando, vão ficando... Quando Hernan dá por si, sua casa virou uma pequena fábrica de churros, e de jeito nenhum ele consegue expulsar os indesejados inquilinos.

Situações engraçadíssimas acontecem, seguidas de dramas sérios, que nos deixam divididos ente apoiar ou não o protagonista. É uma Argentina em crise, vê-se desempregados esgotando suas últimas doses de esperança e orgulho de serem argentinos, são dramas pessoais inusitados mas, na tela, bem reais.

Leonardo Di Cesare faz um bom filme, estreia aclamada em diversos festivais sulamericanos. Procurem a assistam Buena vida delivery.