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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Você Viu? #121

O atentado da semana passada aos funcionários da publicação francesa Charlie Hebdo ainda é um assunto que se impõe. Por conta disto, a edição desta terça-feira reúne bastante conteúdo sobre o ocorrido. O contexto é mais complexo do que parece, portanto nem todas as vozes que selecionei expressam a mesma opinião, mesmo sendo visões com posicionamentos sempre mais à esquerda.

Charlie


EXAME, 12 de janeiro

Portal Fórum, 12 de janeiro

Intervozes, 11 de janeiro

Carta Maior. 11 de janeiro

Coluna do Veríssimo, 11 de janeiro

DCM, 10 de janeiro

Eu não sou: Je ne suis pas Charlie
Leonardo Boff, 10 de janeiro

Blog do Morris, 9 de janeiro

El País, 13 de janeiro

Outros temas


Arthur de Faria, 13 de janeiro

Sul 21, 12 de janeiro

Blog do Sakamoto, 12 de janeiro

Eliane Brum, 10 de janeiro

Feminismo: Gentili e seu modo mascu de standu up Bullying
Escreva Lola, Escreva, 7 de janeiro

sábado, 8 de novembro de 2014

Sessão extra de O Mágico de OZ com The Dark Side Of The Moon

Cleber Saydelles para a Prefeitura de Porto Alegre

Neste domingo, 9, a partir das 20h30, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove uma reprise da sessão especial The Dark Side of Oz. Trata-se da exibição do blu-ray restaurado de O Mágico de Oz, de Victor Fleming, junto com a execução ao vivo do famoso disco do Pink Floyd, Dark Side of the Moon, em sincronia com o filme. O valor do ingresso da sessão-show é R$ 15. 

Tornou-se uma lenda urbana do Rock a famosa sincronia entre o filme O Mágico de Oz, que completa 75 anos em 2014, e o álbum Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Seria proposital, ou mera coincidência? O Dark Side of the Oz é um projeto que mistura um show de Pink Floyd ao vivo, projeção de cinema e a sincronia mítica entre as duas obras. Com Arthur Tabbal na guitarra e voz, Gabriel Sacks na bateria e voz, e Max Sudbrack no teclado e baixos, o trio se apresenta nas casas noturnas de Porto Alegre com essa proposta peculiar de cinema-show, que também inclui a parte final de 2001: Uma Odisséia no Espaço com Echoes, a obra prima do disco Meddle, além de outros números do repertório Floydiano.

O Mágico de Oz  

Em Kansas, Dorothy (Judy Garland) vive em uma fazenda com seus tios. Quando um tornado ataca a região, ela se abriga dentro de casa. A menina e seu cachorro são carregados pelo ciclone e aterrissam na terra de Oz, caindo em cima da Bruxa Má do Leste e a matando. Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz, que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela será ameaçada pela Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho (Ray Bolger) que quer ter um cérebro, um Homem de Lata (Jack Haley) que anseia por um coração e um Leão covarde (Bert Lahr) que precisa de coragem. Será que o Mágico de Oz conseguirá ajudar todos eles?

The Dark Side of the Moon 

Oitavo álbum de estúdio da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd, lançado em 24 de março de 1973. O disco marca uma nova fase no som da banda, com letras mais pessoais e instrumentais menores. Os temas explorados na obra são variados e pessoais, incluindo cobiça, doença mental e envelhecimento, inspirados principalmente pela saída de Syd Barrett, integrante que deixou o grupo em 1968 depois que sua saúde mental se deteriorou. O conceito básico do disco foi desenvolvido quando a banda estava em turnê, e muito do novo material foi apresentado ao vivo, muito antes de ser gravado. A banda produziu o trabalho no Abbey Road Studios de Londres em diferentes sessões em 1972 e 1973 ao lado do produtor Alan Parsons, diretamente responsável pelo desenvolvimento dos elementos sonoros mais exóticos presentes no disco, e a capa, que traz um prisma sendo atingido por um feixe de luz o transformando em um arco-íris, foi desenvolvida para representar a iluminação de palco da banda, o conteúdo íntimo das letras e para atender aos pedidos da banda por um trabalho "simples e marcante".

domingo, 2 de novembro de 2014

Vanguart tem noite inspirada em Porto Alegre

Pode ser exagero tentar ser definitivo e afirmar que Vanguart é a grande banda do rock nacional atualmente. Certamente, porém, é uma das melhores. Trazendo esse debate ao subjetivo gosto particular, é a banda brasileira que mais me empolga nos últimos anos, a que mais ouço. Na noite do último sábado, primeiro de novembro, fizeram em Porto Alegre o show apresentando as músicas do álbum Muito mais que o Amor, terceiro trabalho de estúdio do grupo de Cuiabá.

Foto: Jonas Tucci / Divulgação

Com uma relação muito estreita com a capital gaúcha, os guris estavam muito à vontade no palco do Bar Opinião, se divertindo de verdade com o show e convidando os amigos gaúchos Arthur de Faria e banda Dingo Bells para tocar em algumas músicas. Foi uma noite inspirada de Hélio Flanders (voz/violão/trompete/gaita), Reginaldo Lincoln (voz, baixo, bandolim), Fernanda Kostchak (violino), Luiz Lazzarotto (teclado e piano), David Dafré (guitarra) e Douglas Godoy (bateria). Tocaram para um público que ocupou cerca de 80 ou 85% da lotação da casa e que cantou junto a maior parte das letras do início ao fim.

Com um terceiro disco que não abandona a origem do folk rock, mas que aposta muito mais em canções e baladas românticas, o Vanguart flerta com o mainstream, contudo ainda preserva a imensa maioria do fãs conquistados ainda no primeiro trabalho, em 2007. Não há aquele ranço de não poder soar pop em determinados momentos, de só ser legal quando toca em lugares pequenos, para 100 ou 200 pessoas. E também por isso eles estavam visivelmente empolgados com a plateia do Opinião, tanto que Hélio Flanders falou mais de uma vez que ele estava quebrando os protocolos internos da banda, conversando com o público mais que o habitual e que era uma noite inesquecível para eles.

Dois momentos talvez simbolizem o que aconteceu na noite de sábado, no Opinião. Primeiro quando Flanders sentou na beirada do palco e ficou rodeado de smartphones que tiravam fotos e faziam vídeos. Ele cantou Pra Onde Eu Devo Ir, música do terceiro disco que bebe muito da fonte do country e do sertanejo brasileiro. Foi uma interpretação de muita entrega e de troca com o público. E o outro momento, demostrando o carinho mútuo, foi quando a banda já deixava o palco e voltou para seguir, à capela, a clássica do rock gaúcho Amigo Punk, puxada por um grupo de pessoas e logo cantada por todo o bar.

Para ouvir na íntegra o bom disco Muito mais que o Amor, e todos os outros trabalhos da banda, acesse: http://www.vanguart.com.br/discos

Videoclipe de Meu Sol, uma das grandes canções do mais recente álbum:



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Jimi Joe toca no República do Rock

Luís Bissigo para Prefeitura de Porto Alegre

Julia Franzon / PMPA
O Projeto República do Rock, na próxima terça-feira, 7, terá folk e o blues, dois gêneros que floresceram no interior dos Estados Unidos no século passado e fazem parte do DNA do rock. Essas duas vertentes musicais estarão em evidência no projeto República do Rock, com shows de Jimi Joe e Renato Velho e Manéco Rocha.

Um dos grandes personagens da cena independente, o músico, jornalista e radialista Jimi Joe está de volta às atividades musicais este ano, depois de passar por um transplante de rim em 2013. Com 39 anos de trajetória, ele revisita canções conhecidas - como Sandina, Dani, Primeiro Instante e Fecha Um - e apresenta novidades que estarão em seu próximo álbum solo, em fase de produção. No palco, Jimi (guitarras, violões, harmônicas e voz) terá ao lado Carlos Magno (bateria) e Gustavo Chaise (baixo e vocais).

A noite começa com o espetáculo 50 Tons de Blues, reunindo os instrumentistas Renato Velho (violões) e Manéco Rocha (washboard, kazoo e spoons). A tônica é o blues acústico dos primórdios do estilo, lembrando temas de artistas como Charley Patton, Robert Johnson, Blind Willie McTell e Mississippi John Hurt. O CD 50 Tons de Blues rendeu a Velho o prêmio de Melhor Intérprete na categoria Instrumental do Prêmio Açorianos de Música 2013.

A curiosidade é que Renato Velho colaborou no primeiro álbum solo de Jimi Joe - Saudade do Futuro (2005), premiado com o Açorianos de Música na categoria Compositor Pop -, o que sugere a possibilidade de uma interação entre as duas bandas no palco.

O projeto República do Rock é uma realização da Coordenação de Música da Secretaria da Cultura.


República do Rock
Atrações: Jimi Joe e 50 Tons de Blues (Renato Velho e Manéco Rocha)
Terça-feira, 7 de outubro, 20h
Teatro Renascença (avenida Erico Verissimo, 307, fone 51 3289-8066)
Ingresso: um quilo de alimento não perecível.
A retirada de senhas, na bilheteria do teatro, pode ser feita a partir das 19h.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Filme de Segunda 160

Mesmo se nada der certo


É bom sair do cinema se sentindo bem. Este é, sem dúvida, um mérito de Mesmo se nada der certo. O filme estabelece uma crítica sensível à industria musical, mas sem deixar de apresentar uma visão otimista, sem muita pretensão de propor qualquer coisa nova ou revolucionária, seja no cinema ou na música. É quase um estado de bem estar.

Diretor e roteirista, John Carney - que também é músico - usa mais uma vez a música como temática base de seu trabalho. Em Apenas uma vez, de 2006, um filme mais cru que este hollywoodiano Mesmo se nada der certo, faturou o Oscar de melhor canção.  Aqui o cineasta, com Keira Knightley, Mark Ruffalo, Adam Levine e See Lo Green, mais a parceria de Gregg Alexander nas composições, apresenta novamente uma compilação de boas músicas.

Gretta (Knightley) é namorada e parceira musical de um astro pop em ascensão. Os dois vão para Nova York e a carreira do rapaz deslancha enquanto o relacionamento deles termina. Decepcionada e prestes à deixar a cidade, vai tocar em um barzinho a convite de um amigo e acaba sendo descoberta por Dan (Ruffalo), um produtor em total crise emocional e financeira, que acabara de ser demitido da gravadora que ajudou a fundar.


Mesmo se nada der certo é quase uma comédia romântica, apenas não é porque não existe um casal protagonista. A trama é sobre uma jornada: Dan tem uma ideia genial para gravar um álbum de Gretta de forma independente. Tudo transcorre como uma espécie de recomeço, em todos os níveis de relação entre os personagens.

Nos 104 minutos de filme, entretanto, o roteiro é preguiçoso. Traz muitas coisas interessantes, como os vários pontos de vista da primeira cena, que se repete umas três vezes, e os flashbacks, sempre iniciados após Gretta dar play em algum vídeo gravado no celular ou em seu notebook. Contudo, alguns aspectos se desenvolvem sem maior explicação, como a busca pelos músicos para gravar o álbum e a própria protagonista se convencendo a ingressar no projeto, sendo que ela sempre passa uma impressão que não pretende ser uma artista profissional. E mais, em nenhum momento mostra Gretta contando sua história com o personagem de Adam Levine.

São aspectos que limitam um pouco Mesmo se nada der certo, mas não diminui sua boa música e seu estado de bem estar, tal como a notável capacidade de estabelecer uma grande empatia com o púbico.

Gênero: Drama
Duração: 104 min.
Origem: EUA
Direção: John Carney
Roteiro:  John Carney
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 12 anos
Ano: 2014


Classificação PoA Geral 
- Obra (10)
- Baita Filme (9)
X Bom Filme (7 a 8)
- Bem Bacana (6)
- Meia-boca (5)
- Ruim (3 a 4)
- Péssimo (0 a 2)

sábado, 29 de março de 2014

House e sua banda em Porto Alegre

Carlos Macedo / Agência RBS
Ora, que falta de elegância da minha parte. Tanto com Mr. Hugh Laurie quanto com sua Copper Bottom Band. Ambos de uma competência inegável, enquanto eu, um mero blogueiro do sul da América do Sul, os reduzo à óbvia referência ao seriado médico-cômico-investigativo Dr. House. O que, aliás, creio que não incomode tanto assim o ator e músico inglês. Ele sabe muito bem se aproveitar do sucesso do consagrado personagem. Mesmo assim, o título dessa postagem segue sendo uma falta de consideração - apenas aparentemente, lhes garanto.

Hugh adentrou o palco do Teatro do Sesi, em Porto Alegre, na última quinta-feira (29), dois - talvez três - minutos após a banda iniciar os trabalhos. Aquela velha jogada ensaiada. Como o público veio abaixo, Laurie já sentiu o clima da casa, o recepcionando como se fosse um velho astro do rock. Ou do blues, como tenho certeza que preferiria. A mesma certeza não tenho quanto a preferência musical do público presente. Das mil e quinhentas pessoas, quantas ali foram pra ver o House? E pra ver o Hugh? E pra ouvir blues?

Agora, tenho absoluta certeza que todos se divertiram muito e saíram encantados com a simpatia do inglês que revisa os clássicos da música negra americana. Não foi apenas um show, foi um espetáculo completo, envolvente, divertido. Hugh Laurie, o House, não é necessariamente um grande cantor, mas ele sabe cantar sim, se vira muito bem no violão e no piano tem desempenho mais que satisfatório. A partir desse músico razoavelmente interessante, o ator vem à tona. O esguio e enérgico interprete de 54 anos domina o palco, conta histórias, faz piadas, interage com o público e dança.

Carlos Macedo / Aência RBS

A Copper Bottom Band também faz seu papel. Com muita pegada, são sete músicos de muito sangue black correndo nas veias, uma enorme variedade de instrumentos e tem ainda aquelas clássicas dancinhas das backing vocals que sempre cantam absurdamente bem. Coisa de negrão, de qualidade, música de raiz, tudo executado de uma maneira legal, competente e divertida.

Ao longo do show, Hugh Laurie falava sobre seus ídolos e sobre cada canção. Destaques para Iko Iko, a canção que abriu a noite, do grupo feminino The Dixie Cups (vídeo abaixo), You Never Can Tell, de Chuck Berry, o tango El Choclo e, no bis, com o público todo em pé, aglomerado na frente do palco, uma versão do samba Mas que nada, cantado em português.

Não esperava menos do perspicaz Dr. House.

sábado, 22 de junho de 2013

O sarcasmo musical de Clarice Falcão em Porto Alegre

O bis foi combinado antes da “última” música ser executada – evidente. Com seu humor sarcástico e incrivelmente sutil e delicado, Clarice explicou à platéia que lotava o Teatro do Bourbon Country na noite de 16 de junho, em Porto Alegre, que ela e a banda desceriam ao camarim e, ao ouvirem as palmas e os gritos do fãs, voltariam para o palco. “Então, de ‘improviso’, tocamos mais duas ou três. Pensei nisso agora, vamos ver se funciona”, brincou.

Com a fala mansa de uma pernambucana de 23 anos e sotaque carioca, Clarice Falcão começou o show com irrisórios 10 minutos de atraso. A cantora, compositora, atriz, roteirista e humorista mal se movimentou no palco. Não deu mais de um passo para qualquer lado. Pouco para quem carrega tantas funções no currículo. Contudo, isso não significa que o show seja uma experiência monótona. O texto é tudo. Afinal, o seu indie folk, com um pé na MPB dos anos 60/70 e outro na música popular mais recente (Arnaldo Antunes, Marcelo Geneci, Tulipa Ruiz), embala letras de amor com tempero sarcástico. Um agridoce difícil de não gostar.
Clarice esteve em Porto Alegre na turnê de lançamento do seu primeiro disco, Monomania. No trabalho, gravado de forma independente, a cantora transfere para o mundo real todo o sucesso conquistado nos últimos dois anos na internet. Filha dos roteiristas João e Adriana Falcão, ela começou a lançar vídeos no youtube apresentando suas composições em voz e violão. Atualmente soma mais de 15 milhões de acesso. Para potencializar ainda mais seu sucesso virtual, Clarice faz parte do canal de humor Porta dos Fundos, que grava esquetes cômicas de forma independente e lança na internet. O canal é um os maiores fenômenos de acesso no youtube.

O show é uma experiência agradável. O público, adolescentes em sua maioria, cantou todas as canções do início ao fim – o que tem se repetido nas apresentações pelo Brasil. Desde a mais consagrada e mórbida 8º Andar (“Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar”) até a mais romântica De todos os loucos do mundo (“De todos os loucos do mundo eu quis você/ Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha/ De todos os loucos do mundo eu quis você/ Porque a sua loucura parece um pouco com a minha”).

Pouca luz, banda acústica e requintada, movimentos calculados e tímidos. A construção impecável, como uma peça ensaiada exaustivamente, com início, meio e fim. Por ora, Clarice Falcão é a grande boa nova da música brasileira. Um talento a ser observado e consumido em qualquer campo em que esta menina se meta a atuar. O público de Porto Alegre, e seu público de forma geral, merecem mais (até porque ela pode mais) que apenas uma hora de show.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Filme de Segunda 111

Somos Tão Jovens


Somos tão Jovens é o tipo de filme que acaba sendo uma decepção dupla. Primeiro, por se tratar de um filme comum. Segundo, por se tratar da cinebiografia de um ídolo pop - que potencializa a expectativa de quem vai assistir. Tem ainda um terceiro fator: não é fácil aceitar que um filme sobre alguém de quem gostamos é fraco. Como já adiantei, Somos tão Jovens é comum.

A parceria entre o diretor Antonio Carlos Fontoura e o roteirista Marcos Bernstein não encaixa. Homens do cinema brasileiro que já trabalharam em filmes interessantes, não souberam lidar com a personalidade excêntrica de um ícone pop ainda em formação na vidada dos anos 70 pra 80.

Talvez esteja aí o maior equívoco do filme, o espaço-tempo. Tudo ocorre entre o início do Aborto Elétrico e a disseminação dessa banda para a criação do Capital Inicial e Legião Urbana. Quando a cena roqueira pensa em começar a engatinhar fora de Brasília, o filme acaba.

O longa tem 104 minutos. A impressão que fica é de que, por preguiça, não trabalharam mais uns 20 minutos para a construção do personagem Rento Russo e qual o destino daquele adolescente. Não há, em Somos tão Jovens, nenhum tipo de flashback que explique ou faça alusão à infância de Renato, como e quando veio do Rio de Janeiro para Brasília, seu gosto por rock etc. É o tipo de filme pra ter, no mínimo, duas horas.

Ao não se estender nem pra frente ou pra trás na história do astro, Somos tão Jovens vira praticamente a novela Malhação. Trata de toda aquela cena roqueira de Brasília, formada invariavelmente por adolescentes, de forma superficial e boba. Faltou coragem pra falar de política, sexualidade, drogas e depressão. Faltou ousadia.

Dentro desse contexto "Malhação", o propósito que guia o filme também é equivocado. O roteiro vai se amarrando em função da amizade de Renato e Aninha, quando, na verdade, tudo deveria ser Renato. O líder da Legião Urbana era alguém de personalidade marcante, de relacionamento complicado, perturbado, perfeccionista, compositor de mão cheia. Um cara perfeito para segurar um filme praticamente sozinho.

Thiago Mendonça e Laila Zaid estão até bem no filme. Fazem aquilo que Somos tão Jovens pede. O Renato de Thiago Mendonça já apresenta movimentos que alguns anos depois o mesmo repetiria no palco, diante fãs alucinados. Além do mais, dispara frases que, ali na frente, virariam músicas consagradas (este, um clichês desnecessário).

Vale pela nostalgia. Vale pela curiosidade de saber como foram compostas algumas canções. Vale pelo registro daqueles cinco ou seis anos de construção de uma cena. Como cinebiografia do líder da maior banda de rock do Brasil, fica devendo.

Gênero: Drama
Duração: 104 min.
Origem: Brasil
Direção: Antonio Carlos Fontoura
Roteiro: Marcos Bernstein
Distribuidora: Imagem Filmes e Fox Film do Brasil
Censura: 14 anos
Ano: 2011
Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Discografia Rock Gaúcho com entrada gratuita no Opinião

Dentro da agenda musical do Porto Verão Alegre deste ano, oito nomes importantes do rock feito no Rio Grande do Sul estarão participando do projeto Discografia Rock Gaúcho, executando, na íntegra, um álbum importante de suas carreiras. Os shows acontecerão de 4 a 7 de fevereiro, no palco do Bar Opinião, sempre com duas apresentações por noite.

Como os shows terão entrada franca, as senhas para o projeto Discografia Rock Gaúcho serão distribuídas a partir do dia 21 de janeiro nos quiosques de venda do Porto Verão Alegre. Confira os locais no site: http://www.portoveraoalegre.com.br/portal/php/infos.php

Programação

Segunda-feira, 4 de fevereiro
22h - Frank Jorge: Carteira Nacional de Apaixonado (2000)
23h30 - Wander Wildner: Baladas Sangrentas (1996)

Terça-feira, 5 de fevereiro
22h - Tópaz: III (2010)
23h30 - Bidê ou Balde: Eles são assim e assim por diante (2012)

Quarta-feira, 6 de fevereiro
22h - Acústicos & Valvulados: Acústicos & Valvulados (1999)
23h30 - Tequila Baby: Por onde você andava? (2012)

Quinta-feira, 7 de fevereiro
22h - Cachorro Grande: Cachorro Grande (2001)
23h30 - DeFalla: It’s Fuckin’ Borin’ to Death (1988)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sérgio Rojas faz show antes do fim do mundo

Está marcado para o dia 11 de dezembro. No Bar Opinião, em Porto Alegre. Um dia antes do dia em que a profecia Maia prevê o fim dos tempos. Rojas escolheu justamente a data anterior ao "fim" para fazer seu show de recomeço. Na próxima terça, o músico de uruguaiana, radicado na capital há 30 anos, coloca um pé em 2013.

Rojas é do tipo que não perde os amigos, nem sequer a piada. O espetáculo foi mesmo batizado de Antes do Fim do Mundo, mas diferente do apocalipse, tem hora marcada: 22h. As parcerias, uma marca registrada em sua carreira, estarão lá. Sobem ao palco Shana Müller, Renato Borghetti, Duca Leindecker, Demétrio Xavier, Jorginho do Trompete, Dudu Mendes Rocha, Régis Leal e Caco Pacheco.

O show, basicamente dá início a turnê que Rojas pretende realizar no próximo ano. As músicas são do DVD Frontera, gravado em setembro de 2011 no Teatro Renascença. Todas as canções são em espanhol, entre elas Ya Va Salir el Sol, La Luna y Nada Más, Amiga Mía, Tu en La Zamba, e três que integram a trilha do filme La Vieja de Atrás, do cineasta argentino Juan Pablo Meza, Ay Soledad, Luces de Abril e Pensaba en Ti. Elas têm como base a milonga, e incluem outros ritmos latino-americanos, do folclore ao pop. Também lembrará sucessos de sua carreira e músicas dos argentinos Charly Garcia, Fito Paez e Los Iracundos. 

A banda é Sérgio Rojas (voz e violão), Dionara Schneider (piano acústico), Diego Floreio (piano elétrico, órgão Hammond, acordeom), Guiza Ribeiro (guitarra), Bilo Salau (baixo), Cacá Lazzari (bateria), todos da Melody, uma banda teen que vem chamando a atenção.

O que: Sérgio Rojas em "Antes do Fim do Mundo"
Onde: Opinião (José do Patrocínio, 834)
Quando: Dia 11 de dezembro, às 22 horas

Ingressos antecipados a 10 reais na La Hermosa (Lima e Silva, 297). 
Na hora, bilheteria do Opinião, 20 reais. 
Telentrega 9177-7791

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Filme resgata personagem importante da cultura de Porto Alegre

Estreia hoje na capital, em três salas de cinema, o documentário Espia Só, dirigido por Saturnino Rocha. O longa conta a história do maestro Octávio Dutra, personagem importantíssimo para a cultura de Porto Alegre nas primeiras décadas do século XX.

Octávio Dutra foi agitador cultural, compositor, teatrólogo, ensaiador e diretor de pequenas orquestras formadas por estudantes. Foi diretor musical da Rádio Gaúcha de 1927 a 1934. Marqueteiro autodidata fazia reclames publicitários musicais, que hoje conhecemos como "jingles". Compôs perto de 500 músicas e criou o conjunto musical mais conhecido do início do século XX, "O Terror dos Facões". Também influenciou e formou uma geração de músicos em todo o Brasil, como Dante Santoro e Raul Lima.


A programação:
Instituto NT – 09 a 15 de novembro às 11h30
Cine Bancários - 09 a 15 de novembro às 15h, 17h e 19h
Casa de Cultura Mario Quintana - sala Eduardo Hirst - 09 a 15 de novembro às 16h30 e 19h30


sábado, 15 de setembro de 2012

Bandinha Di Dá Dó lança primeiro disco

Impressionante como, muitas vezes, a estrada é longa até um artista gravar seu primeiro disco. A performática Bandinha Di Dá Dó começou a aparecer nos palcos de Porto Alegre em meados de 2005. Lá se vão sete anos. É um tempo considerável. Finalmente agora, em 2012, o grupo de músicos em trajes de palhaços lança seu primeiro álbum.

O show de lançamento está marcado para próxima quarta-feira, 19 de setembro, no Salão de Atos da UFRGS, às 20h. A entrada é um 1 kg de um alimento. A Bandinha está preparando um espetáculo inédito, com participação dos convidados do disco e de artistas circenses executando números no palco.

O novo disco foi intitulado It s a Clown Music! Bandinha Di Dá Dó e Muito Mais..., produzido por Arthur de Faria, o trabalho teve as participações especiais de Hique Gomez, Márcio Petracco, Cláudio Levitan, Luciano Leães, Julio Rizzo, Bebeto Mohr e Marcelo Birck.

Bandinha Di Dá Dó é: Mauro Bruzza, Paulo Zé Barcellos e Thiago Ritter. Ou: Cotoco, Teimoso Teimosia e Zé Docinho.

http://www.bandinhadidado.com/


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Você Viu? #37

Destaque do Você Viu? de hoje está lá no final da postagem. Pra quem gosta de música e jornalismo cultural, tem um ótimo documentário sobre a Revista BIZZ. De resto, aqueles assuntos importantes da última semana, com uma abordagem menos enlatada.

Greves:  Mais de 350 mil operários fizeram greve neste ano
Brasil de Fato, 27 de agosto

Brasil: Minha Casa Minha Vida atinge meta inicial e chega a 1 milhão de unidades
Jornal Sul21, 27 de agosto

Futebol: Revista inglesa elege Brasil quarta liga do mundo, mas aponta pecado: torcida!
Blog do PVC, 27 de Agosto

Copa:  Trabalhar de graça pra Fifa?
Blog Somos Andando, 27 de agosto

Funcionalismo: Agência Brasil investiga salários de funcionários públicos
Vi o Mundo, 26 de agosto

Literatura: 'Cuba sem bloqueio' - o livro
Diário Gauche, 26 de agosto

América Latina: Assange e o Equador
Jornalismo B, 24 de agosto

Música: Nada Dói (show de Gal Costa em Porto Alegre)
Blog Volume, 24 de agosto

Economia: Dilma e seu kit de felicidades
Estratégia e Análise, 24 de agosto

Eleição: Justiça Eleitoral considera ilegal ato da RBS que não veiculou programa de rádio de Villaverde
RS Urgente, 23 de agosto

BIZZ - Jornalismo, causos e Rock and Roll


Direção: Almir Santos e Marcelo S. Costa
Produção: Almir Santos
Edição e trilha: Antonio Basilio
Assistente de edição: Mariana Velozo
Câmera: Antonio Basilio






sábado, 18 de agosto de 2012

Apanhador Só apresenta seu acústico-sucateiro na Redenção

Está marcado para este domingo, dia 19, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. A função começa às 16h, em algum dos gramados perto do chafariz central do parque. A causa é nobre, assim como é o trabalho desses jovens músicos da banda Apanhador Só.

Durante o show, o pessoal vai passar o chapéu para arrecadar dinheiro e ajudar no projeto da banda para o segundo álbum. No site do Catarse, ainda faltam 25 dias pros guris arrecadarem cerca de 15 mil reais para financiar o segundo disco. Hoje,  a banda tem 19.851 mil reais em caixa. Caso o valor total não seja alcançado até o final do prazo, o dinheiro será devolvido. Dá pra ajudar no: ttp://catarse.me/pt/apanhadorso


Ano passado a Apanhador Só também apresentou o acústico-sucateiro em plena Redenção, e foi muito legal, juntou muita gente. Na página do facebook, mais de 370 pessoas confirmaram presença no evento desse domingo. É um belo público.

Além do chapéu, a banda vai fazer um esquema de arrecadação analógica para quem, por algum motivo, não pode contribuir pela internet. As pessoas poderão escolher qualquer recompensa do projeto e pagar em dinheiro. O pessoal vai anotar o nome, o contato e a respectiva recompensa de cada um e depois fazer a compra no site pela pessoa.


Esse tipo de projeto, cada vez mais em alta no Brasil, cria uma relação fantástica de confiança entre público e artista. É a forma mais crua e visceral de dependência entre uma banda e seus fãs: "nós financiamos os custos e vocês gravam o disco" e não aquela coisa "vocês investem, gravam o disco e, se tocar no rádio e eu gostar, eu compro".