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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Filme de Segunda 55

A Filha do Mal
De Jackeline Moraes

O longa, de William Brent Bell, que dominou a bilheteria dos Estados Unidos chegou ao Brasil e logo passou a ser o segundo mais assistido. O que não garante nem sucesso, nem que os espectadores ficaram satisfeitos. A história de uma fita escondida que só agora vem a público você já conhece, a de que filmes mockumentaries geralmente são sucesso com baixo orçamento também. Fim. Essa é a fórmula do filme.
A Filha do Mal é um daqueles filmes que você espera por algo supersobrenatural, que você fica com esperança de se assustar (notem resquícios de decepção nessa frase). A (lamentável) verdade deste filme é que inicia com tensão, não desenvolve bem, e termina com um tremendo “o que???” da plateia e até arranca umas risadas. A trama conta a saga de Isabella Rossi (a atriz brasileira Fernanda Andrade) à procura das verdades sobre o que aconteceu com a sua mãe, Maria, que em 1989 assassinou três pessoas. Isabella viaja ao Hospital para Criminosos Insanos na Itália, onde sua mãe foi detida, para investigar se ela tem alguma doença mental ou possessão.

Se a tentativa foi parecer com o Atividade Paranormal, não chegou nem perto. A sensação é de um filme feito sem capricho, que até a metade se manteve misterioso, depois virou uma completa bagunça. Não direi aqui que não me assustei, mas a decepção foi numerosamente maior que os sustos. 

O longa provoca tensão e dor, muita dor nos ouvidos. Excesso de gritos não significa que o filme é assustador e sim ensurdecedor, completamente previsível, sem criatividade, sem clímax. O que podemos classificar como elemento surpreendente é o desfecho, ainda que de forma negativa, a trama acaba de forma inusitada. O final do filme gera dúvidas se o filme realmente foi terminado ou se os diretores um dia cansaram de brincar de Atividade Paranormal e foram dormir.

Gênero: Terror
Duração: 83 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: William Brent Bell
Roteiro: William Brent Bell e Matthew Peterman
Distribuidora: Paramount Pictures
Censura: 14 anos
Ano: 2012

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
X Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Filme de Segunda

O ritual
De Jackeline Moraes, cinéfila e estudante de jornalismo (escreve para o blog a cada 14 dias)
Tenho duas confissões a fazer, a primeira delas é que não tenho tido muito tempo para ir ao cinema, isso explica o por quê deste filme, que é lançamento, mas de locadora. A segunda é que não tenho tanta fé na minha imparcialidade quanto a filmes com o Antony Hopkins, sempre acho suas atuações extraordinárias, mas prometo fazer o possível.
O ritual é baseado em um livro escrito por um jornalista que conviveu com padres “aprendizes” de exorcistas, e só isso já adiciona um pouco mais realidade ao filme. Michael Kovak (Colin O’Donoghue) vive um seminarista decidido a não seguir os passos de seu pai, dono de uma funerária. Porém para seguir a carreira sacerdotal é preciso mais que vontade, é preciso antes de tudo ter fé e isso Michel esqueceu de levar para o seminário.
Diante de todo o ceticismo do jovem padre, seus superiores o encaminham ao Vaticano para estudar a prática do exorcismo. Entretanto, além da falta de fé, o conhecimento em psicologia também atrapalha seus estudos, cegando-o de racionalidades. Como tentativa de convencê-lo que as possessões eram reais, o enviam ao Padre Lucas (Antony Hopkins), o “pai dos exorcismos não ortodoxos”. Junto de Lucas, ele vive experiências assustadoras que o fazem questionar o que realmente é real.
Quanto a trama, é ótima, tem surpresas e sustos e ainda foge do tradicional filme de exorcismo, escapa quase ileso dos clichês, o contexto geral é bem interessante pois propõe reflexões sobre família, religião, fé etc. Quanto as atuações, achei o Colin O’Donoghue talvez um tanto apático, enquanto Hopkins enchia a telona de mistérios e suspenses, mas também há alguns traços de humor desnecessários.
Mikael Håfström (1408, filme de 2007) é o diretor do longa, que me surpreendeu e me fez pular no sofá algumas vezes. O ritual já está nas locadoras e vale cada unha roída.

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Morais)

- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

segunda-feira, 21 de março de 2011

Filme de Segunda

O último exorcismo
Não sou dos maiores fãs de filmes de terror, questão de gosto. São raras as vezes que paro para assistir um terror e, convenhamos, para parar e assistir a um filme desses, tem que ter um clima, um ambiente preparado. Não dá pra assistir ao O último exorcismo num sábado de calor, à tarde, bebendo coca-cola estalando de gelada. Tem que ser de noite, tem que estar um friozinho bacana e tem que tem companhia (de preferência, do sexo oposto).
Dei uma chance ao filme, assisti dentro daquele cenário favorável que pintei no primeiro parágrafo desse texto, e lhes digo: o filme funcionou muito bem. Não é nenhuma obra de arte o trabalho do diretor Daniel Stamm, tanto que o orçamento do filme é baratíssimo, os efeitos são modestos e a ideia do longa é ser um falso-documentário, gênero que explodiu no cinema mundial depois de A bruxa de Blair.
Como falso documentário que é, com a intenção de parecer o mais real possível, O último exorcismo peca em alguns pontos, como na música. Um filme assim não pode ter trilha, o som tem que ser ambiente, natural. Algumas poucas cenas aparecem fora do contexto de documentário, o que conta mais um ponto negativo ao filme. Mas o roteiro Huck Botko e Andrew Gurland, mais a atuação de Ashley Bell, salvam como podem O último exorcismo.
A história se passa no interior dos Estados Unidos, quando um pastor charlatão que prega a palavra de deus e pratica sessões de exorcismo sem acreditar em nenhuma das coisas que faz, resolve que vai encerrar suas atividades e decide convidar uma equipe de filmagem para acompanhar seu último "exorcismo".
Eles chegam a uma família humilde, com um pai viúvo e dois filhos adolescentes. Segundo o pai, sua filha Nell, de 16 anos, está possuída. O pastor cria todo um clima e faz pai e filha acreditarem que sim, ela está possuída. Ao mesmo tempo que, em off, explica aos dois documentaristas que o acompanham seus métodos. Aí, claro, começam a ver que o buraco é mais embaixo neste caso específico.
Dá para entrar no clima. Dá para levar susto. Garante um bom divertimento, embora seja um filme de poucos recursos, que entrega muito do seu ouro já no trailer, mesmo não sendo tanto ouro assim ... Mas vale o preço da locadora, vale o tempo de download e vale preparar um clima legal pra assistir O último exorcismo.

Classificação PoA Geral

- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
X Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável