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quarta-feira, 18 de março de 2015

Você viu? #128

Hoje no Você Viu vou priorizar uma assunto que ainda está muito forte: as manifestações do dia 15 de março. Como de costume, vou fugir das notícias e interpretações da grande mídia e buscar visões e opiniões mais à esquerda. Entendo como um exercício necessário para tentar fugir do lugar comum.






Blog do Sakamoto, 15 de março

Bruno Lima Rocha para o IHU, 15 de março

Jornalistas Livres, 15 de março

Sul 21, 15 de março

Eliane Brum, 16 de março

Pragmatismo Político, 17 de março

Carta Capital, 17 de março

El País, 17 de março

Revista Fórum, 18 de março

Imagens dos protestos em Novo Hamburgo, região metropolitana. Foto: Joel Vargas

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Você Viu? #118

Ideologia: Manifesto sobre a esquerda-caviar
Carta Capital, 15 de dezembro

Comportamento: Selfies em sequestro de Sydney revoltam internautas
BBC Brasil, 15 de dezembro













CNV: O choro de Dilma na Comissão da Verdade: um depoimento
Diário do Centro do Mundo, 15 de dezembro



História: Jornalista lança 'biografia' do DOI-Codi. Com ex-agente do Dops na plateia
Rede Brasil Atual, 14 de dezembro

Política: PSDB e PT estão mais similares, diz Luciana Genro
Diário do Pará, 14 de dezembro

MTST: Líder dos sem-teto reúne ricos e pobres em ‘aula pública’ no centro de SP
Ponte, 12 de dezembro

Sonegação: como a Globo conseguiu renovar a concessão apesar de dever ao Fisco
Diário do Centro do Mundo, 10 de dezembro

Repercussão caso Jair Bolsonaro (PP)



EBC, 15 de dezembro

Portal Imprensa, 15 de dezembro
 
Portal Fórum, 14 de dezembro

Zero Hora, 12 de dezembro

Revista Exame, 11 de dezembro

Portal Imprensa, 10 de dezembro

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Você Viu? #109

Mídia: O que diz a mídia internacional sobre os candidatos
Observatório da Imprensa, 14 de outubro

Petrobras: Dornelles, o homem-bomba da CPI da Petrobras que constrange Aécio
Rede Brasil Atual, 14 de outubro

Passado: Meritocracia à Aécio
Diário do Centro do Mundo, 13 de outubro

Eleições: No Piauí, razões para voto em Dilma vão muito além do Bolsa Família
BBC Brasil, 13 de outubro

América Latina: Vitória de Evo significa apoio de população a programa econômico da Bolívia, diz analista
Opera Mundi, 13 de outubro

Propaganda: TRUCO! Programa #23 – 13 de outubro
Agência Pública, 13 de outubro

Sul 21, 13 de outubro
Ramiro Furquim / Sul 21

Dia das crianças: Se for eleito, vou botar esses vagabundos de 12 anos para trabalhar
Blog do Sakamoto, 12 de outubro

Corrida Eleitoral: O avanço do voto conservador e a difícil capacidade de reação do movimento popular brasileiro
Estratégia & Análise, 9 de outubro

Debate: Armínio Fraga e Guido Mantega - Economia Globo News, com Míriam Leitão

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Eleições presidenciais e reformas estruturais

A seguir, editorial da edição 596 do Jornal Brasil de Fato, que basicamente reflete a opinião deste blogueiro que vos tecla.

As manifestações de junho de 2013, exigindo mais cidadania políti­ca e social, assim como a instrumen­talização da Ação Penal 470 (conhe­cida como mensalão) pelas forças ne­oliberais para destruir o Partido dos Trabalhadores (PT) e desgastar os governos Lula e Dilma, transforma­ram as eleições de 2014 numa bata­lha decisiva. Nesse sentido, os pro­testos de junho do ano passado colo­caram na ordem do dia a necessidade de aprofundar as mudanças no Bra­sil. Ao mesmo tempo, a politização da AP 470 reafirmou que a classe do­minante brasileira não tolera a me­lhoria de qualidade de vida do povo e que é impossível avançar nas con­quistas populares sem o acirramento da luta de classes.

Para responder aos anseios po­pulares de mais cidadania política e social, é necessário colocar as re­formas estruturais na agenda políti­ca brasileira. Não por acaso, a pre­sidenta Dilma, no lançamento de sua candidatura à reeleição, pautou o Plano de Transformação Nacional como uma diretriz fundamental de seu programa de governo. Trata-se do compromisso com quatro refor­mas: a política; a federativa; a urba­na e dos serviços públicos.

Para a reforma política, Dilma tem concordância com a necessida­de de um plebiscito oficial que con­sulte o povo brasileiro sobre a ne­cessidade de convocar uma Assem­bleia Constituinte exclusiva para mudar o sistema político. Por trás da reforma federativa está certa­mente uma reforma tributária pa­ra corrigir as distorções que penali­zam a renda da classe trabalhadora e que prejudicam os setores produ­tivos da economia brasileira. A re­forma urbana se pautará certamen­te para combater o déficit habita­cional, melhorar consideravelmente a mobilidade urbana, avançar num amplo programa de saneamento básico e redefinir a segurança pú­blica no Brasil. A melhoria dos ser­viços públicos é uma medida fun­damental e de impacto imediato na população pobre.

Até agora, esse compromisso da candidatura da presidenta Dilma com estas quatro reformas é a gran­de novidade das eleições presiden­ciais de 2014. Entretanto existem al­gumas pedras no meio do caminho. O compromisso do PT e da presi­denta Dilma com estas reformas en­frenta alguns gargalos. O primeiro é o caráter conservador de sua coali­zão eleitoral, particularmente o PM­DB. Ou seja, conseguirá a presiden­ta Dilma, durante a campanha pro­pagandear estas reformas sem sofrer dissidências ou ameaças dos pró­prios aliados?

O segundo gargalo é que mesmo que a presidenta consiga propagan­dear estas propostas e seja reeleita compromissada com elas, encontra­rá dificuldades de aceitação no Con­gresso Nacional hegemonizado por empresários, ruralistas e todo tipo de pensamento conservador. Ou seja, encontrará um obstáculo num siste­ma político pautado pelo poder eco­nômico.

Não é possível colocar as reformas estruturais na agenda sem combinar luta de massas com a luta pela cons­tituinte exclusiva do sistema políti­co. Para viabilizar esta agenda políti­ca, torna-se urgente a construção de uma nova maioria social que tenha como base uma força social de mas­sas formada fundamentalmente pela jovem classe trabalhadora que se re­novou nestes últimos 12 anos.

Se a presidenta Dilma não pautar as reformas estruturais, não conse­guirá dar respostas às demandas de junho de 2013. Além disso, corre o risco de abrir um abismo entre o PT e os anseios por mudanças que os ma­nifestantes de junho pautaram. Mas não somente isso. Poderá perder as eleições e abrir espaço para uma pos­sível restauração neoliberal no Brasil com consequências para toda a Amé­rica Latina.

Pautar estas quatro reformas seria um bom ponto de partida para rom­per com a pobreza de debate pro­gramático tão comum nas eleições. Além disso, também seria o primei­ro passo para pautar outras refor­mas fundamentais, como a agrária, solenemente ignorada nestes últi­mos 12 anos.

São novas tarefas e novas forças sociais que abrem a possibilidade de gestarmos um novo ciclo histórico para refundar o Brasil. Quais candi­daturas presidenciais acumulam for­ças para um projeto de mudanças es­truturais?

A candidatura da presidenta Dil­ma, com todos os seus limites, não representa retrocessos e tem sinali­zado com a necessidade de assumir o compromisso com o aprofundamen­to das mudanças políticas e sociais.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Líder do Bom Senso F.C. concede entrevista ao DCM

Reprodução Facebook
No último sábado, 19, o Diário do Centro do Mundo publicou uma interessante entrevista com o zagueiro Paulo André, ex-jogador do Corinthians, líder do movimento Bom Senso F.C. O jogador atualmente joga no futebol chinês, na equipe Shanghaï Shenhua. Ao DCM, Paulo André falou sobre as reivindicações do movimento, que busca conquistar melhorias significativas para o esporte no Brasil. Na sequência, reproduzo na íntegra a conversa do jogador com o jornalista Pedro Zambarda de Araújo.

DCM: O que você achou do desempenho da seleção na Copa do Mundo?


PA: Não acho que a seleção fracassou tanto. As pessoas perderam a razão e se deixam levar pela emoção e pelo placar de 7 a 1. Minha visão não mudou por causa da Copa e nem minha críticas. O Brasil, fazendo tudo errado, chegou à semifinal. Algumas informações: 70% dos atletas profissionais ficam desempregados seis meses por ano, clubes grandes acumulam dívidas, dirigentes nunca são punidos, clubes pequenos estão jogados às traças, jogadores entram na justiça do trabalho e podem esperar por até 10 anos pra receber os atrasados, a formação e a capacitação de profissionais é empírica e insuficiente e a média de público nos estádios tem a décima oitava posição no ranking mundial, atrás até de Estados Unidos e Austrália. Se não estamos no fundo do poço, estamos bem próximos dele. E a solução dada pelos dirigentes do futebol brasileiro é trocar a comissão técnica, o coordenador, o médico e o assessor de imprensa da seleção. Tem que ter muita cara de pau, não? Imagine se trilharmos o caminho correto? Seremos imbatíveis.

DCM: Os jogadores têm alguma culpa no estado das coisas no futebol?


PA: Todos nós temos culpa. Os jogadores de futebol refletem a própria sociedade brasileira. Estudaram nas mesmas escolas públicas, tiveram as mesmas poucas oportunidades, não sabem ou não conseguem se posicionar politicamente, têm medo de retaliação e acabam por virar massa de manobra. O mesmo ocorre com o povo.

DCM: Quais são as propostas do Bom Senso F.C. para mudar a gestão da CBF, que tem dirigentes há 40 anos no poder?

PA: O primeiro passo é propor a reforma política. É preciso oxigenar a estrutura de poder. Quem está no poder há décadas já provou que não tem capacidade de conduzir o futebol brasileiro com a excelência que o cargo exige. A CBF, numa tática de guerra conhecida como “teoria da intimidação”, controla seus 47 membros, sendo 20 clubes da série A e 27 federações estaduais. Esse jogo político emperra as medidas técnicas necessárias para o desenvolvimento do esporte no país. É preciso democratizar a CBF já.

DCM: Democratizar a CBF?


PA: A CBF se ampara no artigo 217 da Constituição, inciso I que define que as entidades que administram o esporte no país tem autonomia financeira e estatutária. Esse artigo não permite nenhum tipo de intervenção ou regulação do governo. Ao mesmo tempo, a CBF se utiliza de um bem público que é a seleção brasileira e arrecada mais de R$ 400 milhões por ano. A oportunidade do Congresso Nacional e da presidente está na necessidade de que os grandes clubes de futebol, quebrados, têm pela aprovação da LRFE (Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte). O projeto propõe, entre outras coisas, o parcelamento da divida fiscal dos clubes, mas oculta a isenção da responsabilidade civil e penal dos dirigentes que cometeram irregularidades no período. Exigir dos clubes, em troca pelo parcelamento da dívida fiscal, a democratização da CBF, sem se excluir, é claro, a responsabilidade civil e penal, que venha a ser apurada, dos dirigentes seria um golaço. É para isso que o Bom Senso F.C. está trabalhando atualmente.

DCM: Dilma pode colaborar com essa mudança?

PA: Dilma tem uma única oportunidade de devolver a CBF, e todas as entidades que regem o esporte no país, ao povo brasileiro. Não devemos aprovar a LRFE do jeito que está. O projeto é frágil ao tentar garantir que os clubes estejam realmente em dia com suas obrigações fiscais e, principalmente, trabalhistas. Essa debilidade justifica o desespero dos dirigentes e a pressão da “bancada da bola” para sua rápida aprovação. Uma vez garantido o parcelamento, clubes e CBF voltarão a se blindar e não mais discutirão as mudanças estruturais do esporte. É preciso aproveitar a oportunidade e exigir dos clubes, em contrapartida pelo parcelamento da dívida, a regulação e a democratização do estatuto da CBF, limitando o mandato dos dirigentes a quatro anos com apenas uma recondução, dando voz e direito de voto aos atletas, treinadores, árbitros e todos os demais clubes filiados à entidade. O Congresso Nacional e a Dilma têm amplas condições de democratizar a autoritária e arcaica estrutura do esporte brasileiro.

DCM: Que papel deve ter o estado ou o governo na gestão do futebol brasileiro?

PA: Intervir para democratizar as estruturas de poder, regulando as entidades que administram a CBF, como os Teixeiras, Marins e Del Neros. Governo deve coubir a criação de novos impérios maléficos para o desenvolvimento do esporte brasileiro.

DCM: E o que você acha da corrupção no nível internacional, em entidades como a Fifa?

PA: É preciso lutar contra isso. Mas teremos muito trabalho com a CBF e com a Comembol antes de chegarmos a FIFA (risos).

DCM: O que você achou das Jornadas de Junho e dos protestos anti-Copa?

PA: Achei incrível e participei. E espero que voltem com mais frequência. O país precisa disso. Boa parte dos nossos políticos se esquecem de seu papel e de quem eles deveriam representar de fato. Uma reforma política se faz necessária para melhorar o modelo de representatividade. Apenas 8% dos nossos deputados foram escolhidos de forma direta. Isso é algo que não entra na minha cabeça.

DCM: A reforma que vocês propõem no Bom Senso F.C. inclui a Globo?


PA: Se não temos direito nem de votar e opinar dentro da CBF, imagine dentro da Globo. A Globo é uma empresa que visa o lucro. Ela controla os clubes por causa dos empréstimos e adiantamentos do contrato dos direitos de transmissão. Ela sabe jogar o jogo e está no direito dela de buscar o lucro. E a CBF, que deveria zelar e proteger o nosso futebol, é conivente. Para não ficarem expostos, fingem que o problema não é com eles. Para que os clubes fiquem menos dependentes da emissora, é preciso fechar a torneira, parar de gastar de forma insana, colocar as contas em dia e depois negociar o próximo contrato de TV em melhores condições, abrindo a concorrência. Por isso o Bom Senso luta por um Jogo Limpo Financeiro dentro do futebol, não esse de mentirinha que querem aprovar no Congresso. Sou um sonhador, não me julgue por isso.

DCM: Quais são os bons exemplos internacionais de boa administração do futebol?


Existe na Alemanha, na Inglaterra e na própria França. As Confederações cuidam da Seleção e se preocupam com o futebol nacional, fomentando seu desenvolvimento em todas as dimensões: educação, formação e alto rendimento. Além de investir na responsabilidade social da prática esportiva, como lazer e saúde. Elas são responsáveis por capacitar treinadores, gestores, criar licenças e cursos para profissionalizar cada um dos segmentos citados acima e regulamentar todas as questões que envolvem o esporte no país. Enquanto isso, a Liga, a associação dos clubes, comanda o futebol profissional e seus campeonatos, visando o espetáculo e o lucro. Não é tão difícil de copiar, não é?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Você viu? #38

Devido a correria dos últimos dias, hoje não consegui preparar um post com mais opções, mais dicas. Mas dá pra aproveitar. Caso tenho alguma contribuição, lança nos comentários.

São Paulo: Serra e os incêndios nas favelas de SP
Blog do Miro, 3 de setembro

Política: Em nota oficial, Dilma rebate FHC e diz que recebeu “herança bendita” de Lula
Jornal Sul21, 3 de setembro


Feminismo: Marcha contra a Mídia Machista reúne lutadoras e lutadores em Porto Alegre (fotos e vídeos)
Jornalismo B, 2 de setembro


Comissão da Verdade: Procurador Geral do Estado do RS defende punição para torturadores
RS Urgente, 2 de setembro

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Você viu? #11

Pornógrafa Feminista explica sua arte - Escreva, Lola, escreva, 2 de Janeiro.

Retrospectiva 2011: Dilma e a esfinge do consumo - Blog do Rovai, 1 de Janeiro.

Corrida brasileira ao pré-sal angolano - Diário Liberdade, 30 de Dezembro.



Reportagem de Novembro da Revista Piauí sobre o santuário dos chimpanzés na cidade de Sorocaba. Link da matéria AQUI e a seguir um vídeo-depoimento:

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Você viu? #4

Seleção de links da última semana. Todas as terças-feiras, aqui no PoA Geral.
Crianças são libertadas da escravidão no tomate em SP - Blog do Sakomoto, 11 de Novembro.

Maurício Saldanha anuncia que Cabine Celular "chega aos créditos", 14 de Novembro.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ciberativismo sai às ruas: #ForaRicardoTeixeira no centro de Porto Alegre

Na tarde desta sexta-feira (5), dezenas de pessoas se reuniram na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, em protesto contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, que ocupa o posto há 22 anos e tem mandato até 2015 - ano em que deixa a CBF para concorrer à presidência da FIFA.
O protesto foi organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRGS, pelo Movimento Juntos e pela Frente Nacional dos Torcedores. Segundo a organização e as informações do Correio do Povo e do Jornal Sul 21, a manifestação  durou cerca de duas horas (das 12h às 14h) e contou com a participação de algo em torno de 300 pessoas.
A campanha #ForaRicardoTeixeira ganhou força no twitter no mês passado, depois da publicação da entrevista com Teixeira na Revista Piauí de julho. Sem nenhum tipo de papas na língua nem vergonha na cara, o presidente da CBF fala absurdos, com uma arrogância e um desdém monumental contra quem o acusa de corrupção e manobras levianas frente à confederação.
Sábado passado, 30/07, o manifesto ocorreu no Rio de Janeiro. Próximo dias 13 de Agosto, protesto semelhante deve acontecer na cidade de São Paulo.
Outrora tão criticado ciberativismo, pelo fato de não sair das redes sociais, aos poucos vai ganhando outros moldes e outra força. A força que o estende ao mundo real, que o faz ser percebido não apenas por aqueles que tem acesso à internet, mas também pelos cidadãos que circulam nas ruas. Outro exemplo extraordinário é o caso Tonho Crocco, que ganhou repercussão nas redes sociais, com imensa apoio ao músico e repúdio ao processo aberto pelo deputado federal Giovani Cherini (PDT). Tamanha foi a repercussão e campanha, que o deputado anunciou em nota oficial que deve encerrar o caso.
E para não deixar escapar. A RBS publicou em seus portais na internet uma pequena nota sobre o protesto contra Ricardo Teixeira. O texto de  dois parágrafos e apenas três frases coloca como causa principal do protesto "a forma como a Copa de Mundo de 2014 está sendo organizada". Diz que além disso, os manifestantes aproveitaram para "bradar" contra Teixeira. Veja com os próprios olhos AQUI. Nos links mais acima têm as reportagens do Sul 21 e do Correio do Povo. Comparem.

Foto de Ramiro Furquim/Sul21

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Faltou sensibilidade política ao Governo Dilma e a Palocci

Texto de Alves Rodrigues, escrito um dia antes de Antônio Palocci renunciar ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil.
O Brasil sempre teve, ou pelo menos faz bastante tempo que passou a ter, o seu bandido da moda. O criminoso da hora. Fernando Collor e PC Farias já foram bandidos da moda. Já tivemos assassinos como o Maníaco do Parque, políticos como Zé Dirceu e Antônio Palocci, o casal que jogou a filha pela janela, jogadores como Bruno, o ex-goleiro do Flamengo, o maluco que invadiu uma escola no Rio de Janeiro e atirou contra várias crianças e tantos outros casos que não me lembro. Sempre tivemos algum bandido da moda.
O bandido da moda é um excelente prato para os telejornais noturnos e costumam ocupar longos espaços por vários dias seguidos em programas como o do Datena, por exemplo, ou o Jornal Nacional. Quando o bandido da moda é um político, especialmente se é um político supostamente alinhado às ideologias de esquerda, jornalões nitidamente elitistas como O Globo, Zero Hora ou A Folha de São Paulo aproveitam para fazerem a festa (e a fortuna), capricham nas manchetes e enchem de mórbido prazer seus assinantes reconhecidamente contrários a qualquer governo que tenha alguma proposta de políticas públicas – caso do PT, 'supostamente' um partido de esquerda. Jornalistas como Boris Casoy lambem os beiços e babam pelos cantos da boca quando têm a chance de malhar alguém (supostamente) de esquerda. Semanários de qualidade discutível como a Veja e a Época dedicam várias capas e mancheteiam inúmeras denúncias de supostos escândalos relacionados ao esquerdista que ocupa o posto de bandido da moda. Nem precisa ser verdade o que publicam, o que importa é denunciar.
Bandidos da moda, como o próprio nome já deixa perceber, nunca ficam muito tempo 'em cartaz', e, em geral, eles raramente voltam a ocupar as capas dos semanários ou os espaços dos telejornais. Antônio Palocci, no entanto, conseguiu ser um desses raros casos. Depois de ter se tornado o bandido da moda, e ter sido por isso afastado do governo Lula, mais uma vez ele volta à cena, ou melhor, à moda.
Um dos graves defeitos da democracia é que ela é inteiramente dependente da honestidade e/ou da noção de ética das autoridades que controlam as sociedades democráticas. É completamente impossível prever e coibir todas as formas possíveis de subversão do uso do conhecimento adquirido através da participação em uma equipe de governo. Durante e depois do período de participação em uma equipe econômica, por exemplo, um homem passa a valer muito dinheiro, por seu conhecimento, pelos 'segredos' que pode revelar ou acontecimentos que supostamente pode 'prever'. Se esse homem (ou mulher) vai vender esse conhecimento, se vai aproveitar essa sua suposta capacidade de 'prever' certos comportamentos da economia e transformá-la em riqueza pessoal, só ele mesmo pode decidir. O Estado não pode impedir um cidadão de ensinar aquilo que aprendeu honestamente, não em uma democracia, pois isso seria um claro ataque às liberdades individuais, tão sagradas nas sociedades democráticas.
Antônio Palocci, na forma legítima e plenamente legal de 'assessoria', vendeu a empresários interessados, seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo em que fez parte da equipe econômica do governo Lula. Foi isso, ou foi mais ou menos isso, ou então foi algo bem pior. Não sabemos.
Em sociedades democráticas, parecer honesto é infinitamente mais importante do que efetivamente ser honesto. Para ser mais verdadeiro, nem é preciso ser honesto, desde que se pareça sê-lo. Palocci, me parece, deveria ser mais cuidadoso, um pouco mais preocupado com os aspectos éticos de suas assessorias e, fundamentalmente, Palocci bem que poderia parecer um pouco mais honesto.
Não faço a menor ideia de quanto tempo ainda levará até que Palocci seja afastado do cargo de ministro. não sei nem se isso irá mesmo acontecer, mas tenho a absoluta certeza de que não é nada bom para o governo Dilma, como de resto não seria bom a governo nenhum, ter como ministro-chefe da Casa Civil exatamente alguém que foi eleito (talvez até com correção) o bandido da moda.

*O trecho em negrito foi destacado pelo editor do blog.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Palocci e o "justiçamento midiático"

Reproduzo a seguir parte do texto de Miguel do Rosário, escritor, blogueiro há mais de 10 anos, que mantém o Óleo de Diabo. O texto é longo, por isso vou deixar o link da publicação original para quem se interessar em lê-lo na íntegra (leiam!). Miguel fala com muita propriedade e serenidade sobre o amplamente discutido caso de enriquecimento do Ministro-Chefe da Casa Civil, Antônio Palocci.
Ele não faz o papel de advogado de ninguém. Isso fica claro no texto. Mas atenta para uma prática comum na mídia, o de julgar. E nos leva a refletir e observar com mais atenção alguns fatos e fatores. Como o da importância de Palocci para o desenvolvimento do Brasil na era Lula, quando então Ministro da Fazenda. Como a fonte de todo esse "escândalo", pois a Folha de São Paulo fez a "denuncia" com base em dados da receita federal, ou seja, em dados legais. 
Quando um político influente, bem informado, bem posicionado, deixa seu cargo e se faz valer do bom transito que tem nos bastidores, dos bons contatos, da excelente percepção de cenário, e dessa forma ganha alguns milhões dando consultoria a empresas dispostas a pagar esses milhões e faturarem outros milhões e até bilhões. Quando esse cara faz isso numa sociedade de um capitalismo feroz e aparentemente faz de forma lícita, qual o seu crime?
Melhor escreve Miguel do Rosário:


O caso Palocci: ingenuidade, oportunismo e manipulação
Atacar Palocci seria uma excelente oportunidade para este blogueiro demonstrar sua independência em relação ao governo Dilma. Afinal, de fato, ser blogueiro (blogueiro político, para ser mais exato) tornou-se uma espécie de cargo militar na guerra midiática em curso no Brasil desde a assunção da esquerda ao poder, em 2003. A gente vê os erros em nosso próprio campo, mas a prioridade é defender o nosso lado e atacar o adversário. Não é uma filosofia muito bonita, do ponto-de-vista da ética jornalística, mas é a realidade concreta, como diria Lênin. E os jornais, na verdade, são apenas mais hipócritas, quando negam ter igualmente uma postura orgânica em defesa de uma ideologia e dos partidos políticos que a professam. A gente nunca está totalmente à vontade nessa guerra, todavia, e sonhamos em abandonar a farda e nos tornarmos verdadeiramente imparciais. E aí que se dane Palocci e Dilma. Eles que se virem. Eu sou um blogueiro livre!
A derrota da mídia, neste sentido, nunca é completa, porque seus candidatos podem perder as eleições, mas os periódicos continuam a circular normalmente, e a audiência do Jornal Nacional permanece estável. Além do mais, os vitoriosos, para vencerem, tiveram que assumir alguns valores do adversário, mesmo que disso não tenham consciência.
De qualquer forma, essa é a democracia que temos, e não é correto sermos maniqueístas ou dramáticos. Nem o nosso campo político é composto de santos, nem nossos adversários são demônios ansiosos para destruir o Brasil. Passado o processo eleitoral, temos que buscar a paz; não sou eu que digo; é o que consta no preâmbulo da nossa Constituição:
Nós, representantes do povo brasileiros, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, (….) uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias(…).
Enfim, eu poderia atacar Palocci, e mostrar como eu sou independente. No entanto, não o farei pelos seguintes motivos:
Não sou juiz nem policial. Não gosto desse papel. Não o faço nem com quadros políticos que eu combato. Quem pode definir se fulano cometeu crime ou não é a Justiça, e quem tem a função de investigá-los é a polícia ou o Ministério Público. Poderia citar aqui o “jornalista investigativo”, mas essa é uma atividade que tem sido tão vilipendiada por elementos desonestos e parciais que prefiro deixá-la de fora.
Não concordo com a demonização política de Palocci, pintado como um quadro inútil e incompetente. É injusto atribuir o conservadorismo dos primeiros anos do governo Lula apenas à Palocci. Ele soube, sim, corajosamente, assumir o ônus de tudo, para preservar o presidente e o governo, mas Palocci não fez mais do que seguir as diretrizes traçadas por Lula, e Lula, por sua vez, seguiu as diretrizes traçadas pela necessidade e pelas condições políticas e econômicas do momento. Desde então, parte da esquerda estigmatizou Palocci. Todavia, por mais incômodo que seja para a esquerda aceitar, os desdobramentos da história provaram que sua política econômica estava certa. Ele mesclou conservadorismo econômico e ativismo social. Quem pagou a dívida externa com o FMI não foi Guido Mantega; foi Palocci. Quando chegou a crise política, e o governo foi posto no pelourinho da mídia, seus defensores estavam armados com as estatísticas que a gestão Palocci lhes forneceu. Inflação baixa, forte crescimento econômico, acelerado processo de distribuição de renda em marcha, dívida externa paga.
Palocci assumiu todos os ônus, junto à esquerda, pelas políticas conservadoras, deixando que Lula figurasse como um deus olímpico, livre de qualquer peso simbólico das decisões difíceis. Tanto que hoje, os que defendem a queda de Palocci alegam que Dilma deve se realinhar ao “lulismo” para poder governar. Ora, Palocci não foi “lulismo”? Na verdade, o Palocci de hoje é um articulador político, sem nenhuma influência sobre a política econômica, enquanto na gestão anterior era o titular do Ministério da Fazenda!
[...]
Eu acho que o governo Dilma tem força suficiente para aguentar o tranco de uma eventual queda de Palocci. Se houver algo de concreto, ele terá de sair. Não boto a mão no fogo por Palocci assim como não fiz com nenhuma figura do governo Lula.
Quanto às denúncias de enriquecimento, mais uma vez apelo à Justiça. Não vou condenar Palocci simplesmente por ganhar dinheiro. Arminio Fraga comprou o MacDonalds América Latina por 1,5 bilhão de dólares logo após sair do governo FHC. André Lara Resende, de pobre ficou miliardário, com haras até na Inglaterra. Palocci comprou um apartamento de 6 milhões de reais.
Não digo isso para repetir o discurso de que "se eles fazem, nós também podemos fazer", mas para mostrar que o mercado costuma receber ex-integrantes de equipe econômica com muita generosidade. Alguns dizem que a lei é falha, ou que a quarentena imposta é pequena. Não sei. Nesse ponto, prefiro o ceticismo. Se a quarentena fosse excessiva, ou se proibíssemos que ex-membros da equipe econômica ganhassem dinheiro em consultorias, abertamente, declarando ao fisco, estaríamos estimulando que o sujeito ganhasse dinheiro por baixo dos panos. É a lei da oferta e da procura.

Texto na íntegra AQUI, no blog Óleo do Diabo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Orgulho

É com misto de orgulho e felicidade que encaro e eleição de Dilma Rousseff. A mineira-gaúcha, de origem húngara, se elege aos 62 anos de idade, quase 63, na sua primeira eleição, contra um político calejado, cancheiro, acostumado com debates a cada dois anos e com o contato com o eleitor. Isto, por si só, já é significativo. Lula precisou de quatro eleições para se eleger a primeira vez.
Felicidade por questões pessoais, de poder ver no RS e no Brasil uma derrota significativa da direita representada pelo PSDB. De poder eleger candidatos que voto com muita convicção. São eles o senador Pain, Dilma Roiusseff e, principalmente, o governador eleito Tarso Genro, que assume depois de quatro anos de Rigotto e quatro anos de Yeda no estado. Os canditados do Partido dos Trabalhadores, hoje representam um projeto de governo que muito mais acertou do que errou, não é à toa a aprovação popular.
O sentimento de orgulho é mais abrangente, ultrapassa as fronteiras do Brasil. O processo é lento, não sabemos até que ponto continuará avançando, mas o eleitor está se desgarrando de preconceitos pré-históricos na hora de ir às urnas. Como é legal ver um índio na presidência da Bolívia, um negro nos E.U.A., um ex-guerrilheiro no Uruguai, um mestiço na Venezuela, um operário no Brasil que, agora, elege uma mulher.
A primeira mulher Presidente da República. Significativo! Ainda mais para uma mulher que vem da esquerda, embora o PT seja um partido de centro, para uma mulher que atuou fortemente na luta contra a ditadura e tem um passado digno, de guerrilha e clandestinidade. Não só aqui, mas nos outros países citados, e outros ainda, há uma profunda prova de democracia. Basta que o povo queira, chega-se ao cargo máximo de uma república. Seja índio, negro, mulher etc.
Podemos questionar a qualidade de cada governo, sim. Mas não a legitimidade e a importância histórica de cada representante do povo que chegou ao poder. Estou feliz, questão pessoal. O orgulho é pelo coletivo, pela evolução do pensar e do votar.

sábado, 16 de outubro de 2010

Intelectuais saem em apoio a Dilma Rousseff

Em setembro, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) publicou em seu portal eletrônico um manifesto assinado pelos reitores das universidades públicas em apoio à candidata do Partido dos Trabalhadores Dilma Rousseff. Segundo o documento o Brasil está no rumo certo garças às políticas implementadas pelo governo Lula. 

No último dia 13, o site da Carta Capital noticiou sobre o manifesto liderado pelo Chico Buarque, pelo teólogo Leonardo Boff e pelos jornalistas e escritores Emir Sader e Eric Nepomuceno que abrem o voto e defendem Dilma nesse segundo turno. O documento deve ser entregue à candidata no dia 18 de outubro, no Rio de Janeiro. Confira:
Manifesto de artistas e intelectuais pró Dilma
Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.
Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.
Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.
Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.
Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.
Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.
Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepomuceno

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Debate morno

Já começa pelo "obrigado pela pergunta, candidato". Na verdade tem sido um mais do mesmo incrível, debates chatos, sem embate mais forte e até sem confronto direto. No último encontro dos presidenciáveis, na Rede Globo, quinta-feira à noite, Serra e Dilma não se enfrentaram diretamente. Como diria Brizola: houve ali um certo "descontóle".