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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Reestruturação do futebol brasileiro não pode passar pela abolição dos pontos corridos

A verdade é que a reestruturação do nosso futebol deveria ter começado lá em 2003, justamente com a implementação do campeonato nacional por pontos corridos, com turno e retorno, sagrando campeão aquele time de melhor campanha ao longo da temporada. Voltar à fórmula mista, fazendo jogos eliminatórios com os primeiros colocados e decidindo a competição em uma final, entendo que seja um retrocesso.

Foto: Jackson Ciceri | Divulgação TXT Assessoriada
Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio, articula com outros clubes uma campanha junto à CBF para que seja extinto o campeonato de pontos corridos, disputado nestes moldes há 12 temporadas. Anterior a isso, a cada ano tínhamos uma fórmula diferente, e algumas delas bem bagunçadas, como em 1987. Os pontos corridos ajudaram a equilibrar o ainda conturbado calendário brasileiro. Esse tipo de torneio facilita o planejamento do futebol nas mais variadas instâncias, afinal todos sabem que, independente do andamento da competição, jogarão as 38 rodadas.

Quem defende a volta do mata-mata alega que o campeonato com a formula atual é sem graça e sem emoção. Ora, pra quem não ganha é realmente sem graça. Aposto que o Cruzeiro não achou sem graça os Brasileirões de 2013 e 14. Ou será que não foi emocionante ser bicampeão?

Jogo Final
Concordo que o evento decisão, no futebol, é extraordinário e, possivelmente, pela adrenalina do momento, mais emocionante. Para isso, contudo, já temos outros campeonatos. É o caso ainda dos regionais, da agora forte Copa do Brasil, da cobiçada Copa Libertadores e da desvalorizada Copa Sul Americana. 

Se reorganizarmos nosso calendário e realmente propormos uma reestruturação saudável para o futebol brasileiro, considero que seja bem possível criar, além dos citados, outras copas possíveis de serem ganhas, com jogos finais atrativos.

Algumas medidas
  • O Campeonato Brasileiro precisa começar mais cedo, criando assim, naturalmente, datas mais espaçadas ao longo do ano;
  • Datas Fifa precisam ser respeitadas;
  • Vagas para a Sul Americana precisam ser definidas conforme a classificação do Brasileirão. Ajuda a valorizar as duas competições;
  • Campeão da Copa do Brasil e do Brasileiro poderiam se enfrentar, em jogo único, sendo que a cada ano o jogo ocorreria em uma sede diferente;
  • Estaduais poderiam virar regionais (como já foi Sul-Minas, Rio-São Paulo etc.);
  • Profissionalização da arbitragem;
  • Calendário que possibilite uma temporada mais estável aos clubes menores;
  • Criação de uma liga de clubes.
A liga talvez seja o passo mais significativo. Representaria uma espécie de associação dos clubes, como um dia foi o Clube dos 13, só que com mais força. A liga negociaria e receberia o montante quanto aos direitos de transmissão de jogos e definiria a forma de distribuição aos clubes. Entendo que o ideal é um cálculo misto entre audiência e prêmio por classificação no campeonato.

Uma liga também facilita a negociação com empresas de criação de games e transmissões internacionais. O fato de, no Brasil, ser preciso sentar com cada clube, separadamente, para negociar, é um empecilho considerável. 

Os clubes, unidos em uma organização, teriam outra infinidade de coisas a definir. Como uma regulação financeira, metas fiscais, transparência, profissionalização etc. Agora, abolir os pontos corridos, é andar para trás.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

De bengala e skate no asilo

Texto: Filipe Rossau e Luiz Paulo Teló 
Foto e Vídeo: Jackeline Moraes e Rafaela Amaral
Publicado em Digitais Unisinos, dia 6 de outubro 

O último dia 27 quebrou a rotina dos moradores do Asilo Padre Cacique, que fica no bairro Menino Deus, zona centro-sul de Porto Alegre. A segunda edição do Skate no Asilo animou a tarde nublada dos idosos da casa, que acompanharam a disputa entre 13 skatistas em uma pista montada em frente a rampa de entrada. Para Adilis Dias da Silva, de 72 anos, o evento muda o humor do asilo, já que, segundo ela, “durante a semana, é muito calmo, o clima é morno, mas quando tem esses eventos, tudo muda, porque sempre vem bastante gente visitar”. O curioso é que ela, que não revela o tempo exato, mas conta que mora há quase oito anos no asilo, não apenas assistiu a competição, mas também foi uma das quatro juradas do torneio. Quando perguntada se entendia do esporte, ela riu e disse: “Só não pode cair do skate”.

O evento foi produzido pela Smile Flame, coletivo responsável por diversas ações que misturam solidariedade e interação social. “Para os idosos, ver um campeonato de Skate é algo totalmente diferente, e traz muita gente jovem”, destaca Gabriel Baron, um dos responsáveis pelo coletivo. Baron acredida que 30% das pessoas que confirmaram presença via facebook circularam pelo asilo naquela tarde, algo próximo de 500 pessoas. “Você conversa e eles lembram do ano passado e perguntam quando vai ser o próximo. É muito legal”, conclui.

Padre Cacique sobre rodas:



O Asilo Padre Cacique é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1898. Abriga atualmente 150 idosos entre homens e mulheres, sendo que em torno de 40% não têm nenhum vínculo familiar e, por essa razão, dependem de uma relação afetiva com os funcionários e com os voluntários da Instituição. “Nos emociona ver pessoas jovens, que poderiam estar em outras áreas de lazer e vieram nos procurar para se divertir”, afirma Alécio Borsói, diretor de eventos do lugar, voluntário da casa há quase 20 anos.

Nota 10

João Lucas andou muito. Aos 13 anos, venceu na final seus dois amigos Bruno Felipe, de 15, e Eduardo, também de 13 anos. Na volta classificatória, ele teve um minuto para fazer suas manobras para que os quatro simpáticos velhinhos que formavam o corpo de jurados dessem suas notas. Quatro plaquinhas iguais: 10.

Na volta consagratória, os três finalistas tiveram dois minutos cada. João Lucas novamente chamou atenção e arrancou palmas da plateia. Dos seus pés, que calçavam um tênis azul e outro vermelho, saíram as manobras do menino que anda de skate desde os 6 anos de idade. Ele é de Cachoeirinha, mas conta que está acostumado a andar de skate na pista do IAPI, na Zona Norte de Porto Alegre.

João Lucas sorrindo após receber as notas dos juízes. FOTO: Jackeline Moraes

Quando Seu Paulino, Adilis, Seu José e Dona Osvadina mostraram as notas para a volta de João Lucas, ficou fácil saber o vencedor da Bengala de Ouro. Ficou fácil fazer a conta, pois nenhum outro competidor ganhou um quarteto de 10.

Para ele, o evento foi um sucesso. “Esse ano foi muito melhor, foi aqui na frente. Tudo ajudou, inclusive veio mais gente, estava mais animado, com muita guria bonita”, atesta o jurado que, pela segunda vez atuou como tal. Paulino, como desportista que fora na juventude, jogador de volei, basquete e futebol nas equipes do exército, achou justa a vitória de João Lucas.

O astro

Sentado na ponta da mesa, cabelo grisalho e ainda numeroso, penteado para a esquerda. Suéter rosa - mas discreto -, sorriso no rosto e corpo balançando enquanto a DJ Juli Baldi tocava músicas dos anos 50 e 60. Seu Paulino, de 88 anos, parece um jurado saído dos programas televisivos de calouro. Ele opina, levanta, dança, faz pose pra fotos. Sua vitalidade chamou a atenção dos presentes.

Natural de Erechim, mas registrado em Galópolis, Paulino está há três anos e meio no Padre Cacique. Sobre sua animação com o evento, lembrou que na casa é conhecido como “pé-de-valsa”. Ex-representante comercial, ex-comissário da antiga empresa aéria Varig, ele veio para Porto Alegre em 1952.

Com seu sotaque italiano carregado, o simpático vovô não poupa modéstia. “Tenho largo conhecimento em política, futebol, matemáica e biologia. Saio pra passear a hora que eu quero, pois tenho um atestado de lucidez”, afirma. Seu Paulino não dava, contudo, sinais de estar cansado, mesmo após a tarde que teve como um verdadeiro astro.

Galeria de Fotos:

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Você viu? #5

Seleção de links da última semana. Todas as terças-feiras, aqui no PoA Geral.
Esporte na TV: o direito de ver - Blog do Miro, 21 de Novembro.

O músico Lobão sobre sua recusa em participar do festival Lollapalooza, 19 de Novembro.

domingo, 5 de junho de 2011

Grêmio faz bom jogo e vence o Bahia

Parace que está voltando aos trilhos o time do Grêmio, depois daquele momento de intensa turbulência, de eliminação na Libertadores, de muitos desfalques e lesões, de perda do Campeonato Gaúcho, de três derrotas seguidas no Olímpico, de estreia com derrota em casa no BR-11 para o Corinthinas. O bom primeiro tempo contra o CAP, e a vitória de 1 a 0 na semana passada dão a sustentação para uma equipe que se mantém - a excessão de Victor, na Seleção, e Lúcio, no DM - e vence com autoridade o Bahia, dentro do Estádio Olímpico.
Vilson, Gabriel e Leandro estiveram à disposição de Renato mas ficaram no banco. Saimon, Mário Fernandes e Lins permaneceram no time. No lugar de Lúcio, Escudero. A estrutura do time foi a mesma, a preferida do treinador, o 4-4-2 com meio em losango. O Grêmio simplificou, pôs a bola no chão, chamou Rochemback e Douglas para o jogo e através de muitas triagulações e marcação meia-pressão, dominou a equipe de René Simões quase que a totalidade do tempo. O Tricolor Gaúcho abriu o placar cedo, dois de Viçosa, em duas jogadas de bola bem trabalhada pelo meio-campo, lembrando os bons momentos de 2010.
O Bahia é uma equipe montada por alguns bons refugos, como Lulinha, Jobson, Tite e Danny Morais. Faz um 4-2-2-2 feijão com arroz. Vive da iniciativa pessoal de Jobson e do bom lateral esquerdo Ávine, que deram trabalho à defesa gremista. Caso não sofra com lesões e desfalques em demasia, pode brigar por Sul Americana nesse BR-11.
No Grêmio, teve a estreia discreta de Marquinhos, que entrou nos 15 min finais do segundo tempo, para jogar na meia-esquerda, com Gabriel na meia-direita, com Leandro e Douglas no ataque. O garoto Leandro entrou no lugar de um Lins em tarde infeliz, que só acertou o passe para o segundo gol e deve ceder lugar ao jovem atacante já no próximo jogo.
O Grêmio já soma 6 pontos, duas vitórias e a manutenção de uma mesma equipe pode dar a moral e a segurança para esse grupo de jogadores. Moral e segurança que também precisa o técnico Renato para remontar a equipe de 2011 depois da chegada de bons reforços.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bom empate Colorado no Uruguai

Pela história recente de um Inter sempre favorito na Libertadores, o empate em 1 a 1 no Estádio Centenário em Montevidéu, contra um Peñarol da 14° melhor campanha (Inter teve a 3°), não deve ser encarado como se tivesse gosto vitória. Tem gosto de empate, um bom empate com um gol qualificado. Gol que dá toda a tranquilidade para o time de Falcão jogar mais no Beira-Rio e vencer naturalmente.
Pela história e pelo peso da camisa do Peñarol, o jogo de volta não é jogado. Pelo jeito vai ser brigado, com maior chance de ser colorado, mas não se pode dar chance ao azar, nem aos uruguaios. O Peñarol é time de uma jogada só, não tem muito o que inventar. Entretanto, mesmo não inventando, com um 4-4-2 inglês, compactado mais atrás, roubando a bola e saindo com velocidade pelos lados, buscando a linha de fundo e o cruzamento, fazendo isso o jogo inteiro, aos 36 minutos deu certo e o meia-direita Corujo saiu do seu posicionamento, ocupou o espaço do atacante que fazia o cruzamento e concluiu à gol.
O Inter foi armado pelo Falcão num 4-2-2-2 que variava para um 4-3-3, com D'Alessandro vindo articular por dentro e Andrezinho adiantando e sendo o atacante pela esquerda, enquanto Sobis jogava pela direita e Damião era a referência. Em noite inspirada de Bolatti, que desfilou belíssimo futebol, o mesmo não repetiu Sobis, que foi bem substituído no intervalo por Oscar. D'Alessandro só não jogou porque não deixaram, foi bem marcado e recebeu muitas faltas.
A equipe Colorada não foi afobada nem quando perdia o jogo. Com os dois laterais mais presos e jogando no 4-2-3-1, com Oscar centralizado, Andrezinho (depois Tinga) na direita e o D'Alessandro na esquerda, o Inter neutralizou bem as jogadas do Peñarol pelos lados. O jogada do gol de empate começou nos pés de Bolatti, que passou Oscar, o menino lançou Damião e o centroavante colorado fez o que mais sabe fazer: gol. Mesmo que desviado, um belo gol do artilheiro da temporada no Beira-Rio.
Depois desse empate interessantíssimo, o Inter só pensa em Grenal. E quando pensa que vai jogar contra um Grêmio que toma gol em tudo quanto é jogo, e vê lá na frente um Leandro Damião que dificilmente passa em branco... O Inter tem motivos para acreditar que o Gauchão não acaba esse domingo. Por outro lado, o Grêmio tem todos os motivos do mundo para não perder, levantar a Taça e a moral de uma equipe em baixa.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Inter vence e se classifica em primeiro no grupo

Em 1980, Paulo Roberto Falcão, ainda como jogador do Internacional, foi vice campeão da Libertadores. Voltando em 2011, como treinador, na preleção de um jogo decisivo contra o Emelec, que o Inter precisava empatar ou vencer para classificar para a fase eliminatória , Falcão tem a humildade de encerrar a palestra com o seguinte papo para seus jogadores: "Muitos aqui são campeões ou bi campeões da Libertadores. Não ganhei essa competição por um gol! Vão lá e me ensinem".
Não que depois disso os jogadores tenham entrado em campo e feito um partidaço, num 2 a 0 mentiroso que poderia ter sido 5. Não foi assim. Falcão repetiu a escalação e o esquema de sábado, quando venceu o Santa Cruz por 1 a 0, enfrentou um Emelec de jogadores rodados, que poderia se classificar caso vencesse, que espelhou o 4-4-2 colorado, fechando os lados do campo neutralizando o que de melhor o Inter teve na vitória do final de semana. O Inter teve dificuldades no primeiro tempo e os murmúrios da torcida, ainda que precipitados, deram o aviso.
A sensível mudança promovida por Falcão no intervalo foi fator determinante para o Inter melhorar e chegar à classificação. O treinador apenas trouxe D'Alessandro e Andrezinho para o meio, os fazendo jogar às costas dos volantes do time boliviano, e quando esses dois jogam o restante do time funciona melhor. Como talvez melhor tenha funcionado Leandro Damião, o centroavante do posicionamento, da imposição física, que recebe a bola pelo alto, dentro a área e, não podendo golpeá-la ao gol, ajeita com categoria para que o companheiro de ataque conclua e abra o placar do Beira-Rio, no começo do segundo tempo. Rafael Sobis e toda a nação colorada agradecem. Mas Damião funciona também (e tão bem!) como centroavante goleador, com faro de gol, o homem da hora e do momento certo, dos pés que a bola procura, e procurou depois do chute de Guiñazu e do rebote do goleiro Klimowicz, aos 38 do segundo tempo.
O resultado deu aos colorados a primeira colocação do Grupo 6 da Libertadores, com 13 pontos. O Inter aguarda o fechamento da rodada para saber quem enfrentará nas oitavas de final.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Celso Roth, ex-Inter

Há dez meses, Celso Roth deixava o Vasco para assumir o Internacional pela terceira vez. Ou a quarta, considerando que trabalhou nas categorias de base em 1993 e 1994. Em junho de 2010 o Inter decidiu por trocar o comando técnico prestes a jogar uma semi-final de Libertadores. Até ali, chegara aos trancos e barrancos, sob o comando de um Jorge Fossati que vencia, mas não convencia e pouco fazia o Inter jogar.
Curiosamente, a situação de Fossati se assemelha a do Roth em 2011. E assim vem desde a bisonha derrota para o Mazembe, no Mundial de Clubes, em dezembro - momento, talvez, mais adequado para trocar o treinador. O Inter de 2011 faz boa campanha na Libertadores, vai razoável no Gauchão, mas não joga o futebol que pode jogar, ou o futebol que a imprensa quer que jogue ou o que a torcida quer que jogue e empolgue.
Roth não mostra os dentes para a imprensa, não é de sorriso fácil. Fator que o prejudicou a carreira inteira, pois Roth tem lá suas virtudes, tem competência, sabe de bola. Mas sabe muito pouco ser flexível, tanto no trabalho de campo quanto no trabalho com o público. Não conquistar a simpatia da imprensa esportiva, especialmente no RS, pode ser fatal. Não que tenha sido desta vez específica, mas batem em Roth além da conta. E isso reflete na arquibancada, no clima desfavorável que se cria entre torcida e técnico. O diretor de futebol do Inter foi taxativo na coletiva que anunciou a saída de Celso. Falou Siegmann: "Não tenho como negar que a forte pressão da torcida colaborou na decisão."
Pauta frequente durante esses dez meses de Roth no comando colorado foi o esquema de jogo. Muito discutiu-se, a maioria das vezes sem embasamento nenhum, sobre a opção por um atacante ou três volantes. Quando chegou, para enfrentar o São Paulo na semi-final da Libertadores, Celso Roth montou o time conforme a tendência que seguiam (seguem) os grandes clubes do mundo, inclusive a Espanha campeã do Mundo aquele mesmo mês, no 4-2-3-1.
O diferencial é que na Libertadores o Inter tinha Taison que, pela esquerda na linha de três meias, dava toda a mobilidade e dinâmica que o time precisava. Depois do Bi, Celso Roth perdeu esse jogador, mas não perdeu a teimosia. Pecou por insistir demais e ver seu time jogar de menos. Nem Sobis, em 2010, nem Zé Roberto, em 2011, fizeram o que se espera de um meia que atua pelos lados num 4-2-3-1.
Com Celso Roth, teimosia e convicção se confundem, o que acaba pesando muito no histórico de sua carreira no futebol. No Inter, apostando e rasgando elogios a Wilson Matias e Zé Roberto, puxando a orelha de D'Alessandro e Oscar, dando entrevistas infelizes e perdendo para o Mazembe (não sozinho, diga-se!) com Alecssandro de titular e Damião no banco, Celso Roth construiu um ambiente completamente desfavorável para seguir trabalhando, e acabou pagando por isso. A derrota e a atuação contra o Jaguares foram apenas gota d'agua.

Em 51 partidas oficiais nesta passagem, venceu 25, perdeu 12 e empatou 14. Com um título da Libertadores no armário, não dá para dizer que foi negativa a terceira passagem pelo Beira-Rio, só podia ter sido mais glamurosa. Mas isso, fica para uma próxima...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Juventude 3x2 Grêmio

Para o Grêmio, essa é daquelas derrotas duras de engolir, que irritam mais do que o time levar um banho de bola do adversário e perder. O Grêmio não tomou um banho de bola. Para o Juventude, uma vitória com ares dramáticos de um jogo histórico e importante para um grupo de jogadores contestados.
O garoto Leandro, de 17 anos, começou sua primeira partida como titular e, como nos outros quatro jogos que participou como profissional, fez boa partida, com direito a golaço - o quarto no Gauchão - e bom entendimento com Borges, Douglas e Gabriel. Leandro se habilita a ocupar a função tática e técnica do 4-3-1-2  que ficou vaga depois da saída de Jonas, em janeiro.
Entretanto, os próprios Leandro e Borges (que fizeram os gols do Grêmio) perderam um gol cada, de frente com o goleiro Jonatas, no segundo tempo, quando o Grêmio já ganhava por 2 a 1 e ainda por cima tinha um jogador a mais, pois Rafael Pereira, do Ju, há pouco tinha sido expulso. O empate, aos 33 da segunda etapa, veio com a infeliz cabeçada do gremista Gilson contra o gol de Victor, como se para brindar suas atuações discutíveis como lateral-esquerdo tricolor. Dez minutos dois, um chute antológico de Ramiro, de fora da área, vence o goleiro da Seleção e dá a vitória ao Juventude. O clima de festa da torcida e de jogadores após o término da partida é perfeitamente justificável.
O Grêmio amargura uma derrota que dá para contar num planejamento como o atual, de jogar o a Taça Farroupilha poupando jogadores para a Libertadores. Renato escalou equipe mista e, mesmo perdendo, tem uma boa afirmação no ataque, que é o Leandro, mas não pode esquecer do sistema defensivo, que toma gol em quase todos os jogos.

Com a derrota, o Grêmio continua com 9 pontos no Grupo 2, enquanto o Juventude sobe para 8. Na classificação geral, os gremistas têm 26, e seguem com a melhor campanha do estadual. .Às 16h de domingo, no Estádio Olímpico, o Grêmio recebe o Veranópolis, pela 6ª rodada da Taça Farroupilha.

domingo, 27 de março de 2011

Pelotas 1x3 Grêmio

Não foi das melhores atuação coletivas do Grêmio, mas foi uma vitória importante para o time de Renato que já conquistou o primeiro turno e leva esse segundo turno de forma mais tranquila e, mesmo tranquilo, com time misto, já tem 9 pontos e é terceiro colocado no grupo 2. Assim, as atenções no Olímpico naturalmente focam mais a Libertadores da America.
O Pelotas do incansável Makelele, tem time pra fazer campanha melhor, mas não teve preparo físico pra segurar o Grêmio por mais tempo. Makelele, ex-Grêmio, foi o destaque do Lobão. Jogando na meia-direita, com um fôlego incomum, tocou o terror no setor de Lúcio, Collaço e Rodolfo, num primeiro tempo muito mais amarelo que tricolor.
Renato não contou com Rochemback, o homem que dá todo equilíbrio ao meio-campo tricolor. Mas a estrutura de time foi mantida, o 4-3-1-2. Com Adilson e Willian Magrão se revezando na primeira função e no apoio e com Douglas em tarde pouco inspirada, o Grêmio não teve a cadência nem a criatividade que pode ter. A coisa melhorava quando Adilson guardava posição e Magrão subia.
Mas a ideia de time do Renato só funcionou melhor quando todas as peças fizeram sua parte, antes ainda de terminar o primeiro tempo. As subidas de Collaço, aliando movimentos de ataque com Escudero e Lúcio deram mais poder de fogo ao tricolor. Depois, no segundo tempo, com Leandro e Gabriel, pela direita.
De qualquer forma, o que decidiu o jogo foi mesmo a bola parada e os defensores do Grêmio: Magrão, Rodolfo e Rafael Marques. Estes mesmo que vacilaram no gol da Sandro Sotilli. Gols que saíram todos num segundo tempo bem mais interessante que o primeiro.
E a vaga de 2° atacantes vai ganhando bons candidatos. Vinícius Pacheco, Leandro e Escudero fizeram boa partida e estão mais habilitados que Carlos Alberto, que deve disputar vaga com Douglas ou Lúcio no meio.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Grêmio sobra e goleia Inter-SM

Foram seis gols, mais um e o Grêmio passava o Internacional, o de Porto Alegre, na classificação geral do Gauchão, por saldo de gols, pois em pontos estão empatados com 23. O Grêmio ainda tem um jogo a menos e o Inter tem mais gols marcados. O Inter-SM está em outro patamar, passa dificuldades financeiras e, com todo respeito que merecem os profissionais que lá jogam, o futebol beira o amadorismo. O time de Santa Maria tem apenas seis pontos somados nos dois turnos até agora e é fortíssimo candidato ao rebaixamento.
Dava pro Grêmio tem feito mais um (ou uns), mas é impossível dizer que não ficou de bom tamanho. Afinal, 6 a 0 sempre é um SEIS A ZERO, seja contra quem for e mesmo que o primeiro tempo não tenha sido lá essas coisas. Mais certinho e concentrado foi o Grêmio do segundo tempo, que fez da partida um jogo unilateral, de um campo só, contra um Inter-SM que só se defendeu, e se defendeu mal, pois ainda cometeu faltas o suficiente para ter dois expulsos e facilitar o que já estava barbada pros comandados de Renato. Quem não viu o jogo capaz de não acreditar que, apesar disso tudo, Marcelo Grohe, goleiro do Grêmio, foi destaque e pegou até pênalti.
A equipe do Tricolor foi a titular, desfalcada de Gabriel, Borges, Victor e Carlos Alberto. Renato reforça a ideia de time no 4-4-2 com meio-campo em losango. Escudero e Viçosa atuaram como atacantes e repetiram a boa atuação que tiveram contra o Porto Alegre. O argentino dá sinais que pode render mais que Carlos Alberto, que Renato já tentou em várias posições e só deu retorno significativo quando esteve na meia-esquerda.
O Mário na direita, jogando bem e fazendo gol, é importante pra ele e pro time. Esse jogador está precisando de confinça e visibilidade dentro do grupo. Na frente, outros boas notícias e alternativas: Vinícius Pacheco e Leandro, que entram no segundo, formando o 4-3-3 do Grêmio contra um Inter-SM em desvantagem numérica em campo. Destaque especial para o Leandro, de 17 anos, que só tem entrado nas boas, Renato não o bota em fogueira, tem o lançado aos poucos e, aos muitos, Leandro vem correspondendo. Correspondeu com ótima parceria com Pacheco, que resultaram nos seus dois gols no jogo. Fora o partidaço do Douglas... É, o Grêmio funcionou, mas não se iludiu - isso o Renato disse na coletiva após o jogo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

São José 0x1 Inter

"O Inter foi até a zona norte de Porto Alegre e conseguiu três pontos que garantem a liderança do Grupo 1 da Taça Farroupilha, o segundo turno do Gauchão. Valeu mais pelo resultado do que pela atuação, principalmente a do primeiro tempo. Mesmo assim, o gol da vitória saiu ainda na primeira metade do duelo com o São José, no gramado sintético do Passo D'Areia. Andrezinho garantiu o placar de 1 a 0."
Assim escreveu Juliano Schüler, em seu relato após o jogo, na matéria do ClicRBS.
Infelizmente não vi o jogo, salvo os últimos minutos. E devido o avançado da hora e o estado de cansaço físico e mental deste blogueiro que se dispõe a trabalhar de dia e ir à faculdade no turno da noite, estou dando este miguelaço no texto sobre Zequinha 0x1 Inter. O único comentário que me permito fazer nessa enganação de post é o seguinte: Oscar não pode sair do time.
Sugiro que leiam o blog Carta Na Manga, do Vicente Fonseca. Lá, com certeza terá um bom post sobre o jogo.

terça-feira, 22 de março de 2011

Ver o circo pegar fogo

Desde o final de 2010 até este exato momento (e não estanca por aqui, muito pelo contrário), um assunto no futebol brasileiro corre em paralelo à própria prática do esporte. Claro, estou falando da polêmica que se criou em torno da disputa dos direitos de transmissão do futebol a partir de 2012. O assunto vai muito além do futebol. Mas muito além.
Tem ali muita política, muito interesse financeiro de clube, de entidade, de emissora. Tem muito do que é a selva sem lei que é mídia brasileira. Quando finalmente o Clube dos 13 resolveu retirar as regalias da toda poderosa e mimada Globo, instalou-se o caos político no futebol nacional. Em texto de Alexandre Haubrich publicado recentemente aqui no blog, dá para entender melhor como a situação chegou ao atual patamar de indefinição.
Corre a informação que a Globo está fechada com 13 clubes, mas até agora só Grêmio, Goiás, Cruzeiro e Coritiba admitiram oficialmente o acordo com a emissora para que transmita seus jogos no triênio 2012/13/14. Flamengo e Corinthians ainda não acertaram com ninguém. Enquanto isso, A RedeTV! já adquiriu junto ao C13, em licitação aberta a qual foi a unica emissora a participar, o direito de transmissão do Campeonato Brasileiro dos próximo três anos. O detalhe é que o C13 está com uma gama pequena de clubes grandes ainda afiliados. São eles o CAP, o Inter, o Atlétco-MG e o São Paulo.
Agora a rede Record entrou na briga novamente. E emissora do bispo Edir Macedo promete investir forte nos quatro últimos pilares do C13 e garantir pra si os direitos de transmissão de Flamengo e Corinthians, clubes das maiores torcidas do Brasil.
Ou seja: a bagunça é grande. No cenário atual, os direitos de transmissão podem ser divididos em três fragmentos entre as três emissoras, o que diminuiria muito a quantidade de jogos televisionados. A notícia ruim disso tudo é que o torcedor é o maior prejudicado, pois nenhum benefício lhe trás esse tipo de disputa de interesse.
A notícia boa de todo esse alvoroço é ver o circo pegar fogo! Assim, quem sabe, não se chega a conclusão que um novo circo precisa ser erguido; não se chega a conclusão que a Globo não pode ter todo esse poder de audiência e barganha; que a CBF tem que gerir futebol e não jogos de políticagem; que os clubes precisam ser mais unidos visando o bem coletivo e o melhor para o torcedor. Quem sabe não está na hora do Estado apagar esse fogo e pôr ordem na casa, como fez Cristina Kirchner, na Argentina, estatizando as transmissões e passando os jogos na tevê pública.

Leia também:
Record alfineta Globo e diz: prioridade é ter Fla e Corinthians

Senado entra na discussão dos direitos de tevê do Campeonato Brasileiro

sábado, 19 de março de 2011

Misto colorado empata com o Novo Hamburgo

Pouco fizeram Internacional e Novo Hamburgo para abrir o placar no Beira-Rio, tanto que não passaram do zero a zero. O jogo foi dos mais mornos, exatamente como queria Julinho Camargo, técnico do Nóia, que pouco expôs sua equipe e saiu satisfeito com o empate.
Quem não saiu satisfeito foram os quase 12 mil torcedores que foram ao Beira-Rio assistir ao terceiro jogo do Inter na Taça Farroupilha. As vaias aos final do jogo são exageradas, um puxão de orelha que a maioria dos que estavam em campo não precisariam levar. Como Sobis e Cavenaghi, que formaram a dupla de ataque no 4-3-1-2 do Inter, a dupla ainda busca melhor condição física e técnica, e esse tipo de jogo é fundamental para que adquiram melhor forma.
Na coletiva após o empate, Celso reconheceu que sua equipe não teve a mecânica de jogo ideal. Principalmente por onde o treinador apostou que seu jogo fluiria mais, pela direita, com Daniel na lateral e Glaydson como volante/apoiador. Nenhum dos dois foi bem, e o colorado só melhorou quando entrou Oscar na segunda etapa, e Sasha foi improvisado de lateral. Melhorou sensivelmente, nada que fosse determinante para vencer a partida.
Se o Inter não foi bem, também não foi péssimo, desconto há de ser feito à equipe que entrou em campo desentrosada e contra um time certinho que é o Novo Hambugo. No grupo 1, o Inter soma 5 pontos e é o segundo colocado, podendo descer uma posição conforme os outros resultados da rodada. O Inter volta a entrar em campo na quarta-feira, no estádio do Passo D'Areia, contra o Zequinha.

sexta-feira, 18 de março de 2011

León e Grêmio fazem jogo ruim e não passam do 1 a 1

Difícil saber se era mais ruim o jogo ou a geração de imagens da tevê peruana. Léon e Grêmio fizeram um primeiro tempo frio, que só teve o gol achado do Carlos Elias, aos 43min. No segundo tempo, um jogo mais morno, que teve mais faltas, confusões e o gol do Carlos Alberto, o primeiro com a camisa do Grêmio. A tevê peruana não filmou nenhuma alteração, errou replays e perdeu o foco do jogo umas três vezes, filmando apenas o meio campo enquanto a bola andava de lado a lado.
O curiosidade da tarde era saber onde jogaria Carlos Alberto, se seria meia ou atacante, 4-5-1 ou 4-4-2. Renato optou pelo esquema que mais deu certo no seu Grêmio, 4-4-2 com meio-campo em losango. Dessa vez com Lúcio e Fernando como volantes/apoiadores pelos lados e C.Alberto junto à Borges, mais à frente. Mas faltou bastante coisa ao futebol do Grêmio no primeiro tempo, não fluiu, foi lento, esteve mal posicionado defensivamente, não contou com a subida dos laterais. Ninguém correu como vinha correndo. Nem Rochemback se destacou.
Do outro lado, um León se defendendo bem, dentro daquilo que o Grêmio (pouco) exigiu. Jogando no mesmo 4-4-2 que jogou em Porto Alegre, com duas linhas bem ortodoxas, a prioridade foi atacar pela direita, com o bom Orejuela, que fez uma festa pra cima do Gilson.
Não sei se o fato de os jogadores correrem pouco no primeiro tempo, a ponto de levar puxão de orelha do presidente Odone, tem a ver com as declarações de Renato Portaluppi quanto suas possibilidades de trocar o Grêmio pelo Fluminense. Um recado, talvez? Só sei que o Grêmio voltou melhor para o segundo tempo, já perdendo de 1 a 0 e, mais uma vez, já mexido. Pois ainda na primeira etapa, Renato sacou o volante Fernando, bem na Seleção e nas categorias de base, mas pouco eficiente no profissional do Grêmio até agora, e pôs o atacante Viçosa. Tentou manter o losango, recuando Carlos Alberto, mas não deu certo.
Deu certo que no segundo tempo o Grêmio voltou do intervalo com Viçosa posicionado à direita do ataque, Borges centralizado, Carlos Alberto na meia-esquerda, Douglas puxando da direita para o centro e Lúcio recuando para jogar ao lado de Rochemback, configurando o desenho de um quadrado no meio-campo tricolor. Com todo mundo correndo um pouco mais, Douglas e Carlos Alberto mais ligados no jogo, o Grêmio tomou conta no início e logo chegou ao empate, na jogada dos dois meias. Dava pra ter virado, não fosse a tarde pouca inspirada de Borges, que perdeu dois gols na cara do goleiro.
O técnico do León a certa altura modificou seu time, jogou seu melhor homem lá para esquerda e equilibrou as ações. Renato mexeu também, mas surtiu pouco efeito. Pouco fizeram Bruno Collaço e Clementino. Como pouco fizeram, aliás, todos os outros jogadores. Talvez quem tenha feito mais tenha sido Carlos Alberto mesmo, que jogou pouco a primeira etapa mas esbravejou muito e reclamou demais, e na segunda etapa fez gol e comemoração de Kidiaba. Mais uma pimenta para o próximo Geranal que, sem dúvida, vai pegar fogo.
Renato parece estar com muitas dúvidas na cabeça quanto ao time titular do Grêmio. Time que não pode ter Gilson e precisa ter proteção mais eficiente à Rafa Marques e Rodolfo. Time que dificilmente se verá no domingo, quando o Grêmio entra em campo pelo Gauchão, enfrenta o Porto Alegre no estádio Passo d'Areia e deve ter como principla atração do time misto o meia argentino Escudero.
  

quinta-feira, 17 de março de 2011

Inter goleia na Bolívia

Está muito bem encaminhada a classificação do Colorado no grupo 6 da Libertadores da América. Após vencer o Jorge Wilstermann por 4 a 1 na altitude razoável da cidade de Cochabamba, o Inter chegou aos 7 pontos, mantém a liderança do grupo e, dos próximos três jogos, dois são no Beira-Rio. Apenas uma hecatombe futebolística tira o Inter da fase eliminatória da Libertadores.
O Jorge Wilstermann é daqueles times que pouca diferença faria jogar ou não jogar a competição. Disputando a segundo divisão boliviana, não pode ser adversário à altura de um Inter campeão da América. E, de fato, não foi. Mesmo que tenha saído ganhando, com um gol cedo, de cabeça, gol do zagueiro Brown. Este mesmo zagueiro que, minutos depois, foi o mapa da mina do Colorado.
Aos 24 minutos de jogo, partida liquidada. Num 4-2-3-1 que teve (de novo) um Oscar inspirado pela direita, um Zé Roberto mais ligado na esquerda, um Guiñazu voltando a lembrar aquele velho Guiñazu, teve Kléber chegando de trás pela esquerda e, na frente, um Damião voando, literalmente. Veio do Oscar o cruzamento que era pra Tinga, mas que Brown chegou primeiro e meteu contra, empatando o jogo aos 16. Partiu de Guiñazu o cruzamento da intermediária que acabou no vôo, na cabeça e no gol de Leandro Damião, aos 19 de jogo, pra virada colorada. Foi Brown, aos 24 minutos, que cochilou e perdeu a bola pro Damião, na entrada da área, permitindo ao avante colorado avançar livre e só rolar para um Zé Roberto não menos livre ampliar o placar.
O quarto gol só aconteceu no segundo tempo, aos 36 minutos. Gol do lateral Kléber, quando o Inter já havia feito algumas substituições, já jogava num 4-3-2-1 e, como foi durante o jogo inteiro, continuava dominando a partida.
Foi das melhores apresentação do Inter em 2011, contra um dos mais fracos adversários, é verdade. Não deixa de ser um dever comprido e muito bem, por sinal. Inter que agora volta a jogar sábado, pelo Gauchão, contra o Novo Hamburgo, às 16h no Beira-Rio. Roth deve escalar equipe mista.
 

domingo, 13 de março de 2011

Jogo movimentado e empate entre Caxias e Internacional

No estádio Centenário, em Caxias do Sul, um 3 a 3 cheio de alternativas, repleto de momentos dignos de um jogão de bola. O goleiro Sangali defendeu mais um pênalti, Damião fez mais três gols (ainda que estivesse em posição irregular no segundo gol), Everton fez outra boa partida contra a dupla grenal, teve expulsão, comemoração polêmica e empate no finalzinho. Com o empate, o Caxias conquistou o primeiro ponto na Taça Farroupilha, tem um jogo apenas e ocupa a terceira colocação do grupo 1. O Colorado, depois da segunda partida, tem quatro pontos e é o líder do grupo.
No jogo, um Caxias embalado, rápido e arrasador logo de início. Pôs o Inter na roda e marcou logo aos 3min, depois de belo chute de Itaqui, de fora da áera, no cantinho de Lauro. O meia/volante do Caxias ocupa o setor esquerdo do meio campo do time da serra, que joga em losango e conta muito com a chegada dos meias dentro da área, pois os atacantes Everton e Lima se movimentam para os lados ou pra trás e abrem espaços na defesa adversária. Assim saiu o segundo gol do Caxias, gol do meia Waldison.
Mas antes do gol de Waldison, teve gol de Damião. Ultimante, sempre tem gol de Damião. Leandro Damigol ou Damishow, fique a seu critério. O cara é o artilheiro do Gauchão, chegou aos 11 gols. Carregou nas costas um Inter que não encontrou seu melhor futebol, num 4-2-3-1 que foi razoável com Oscar na meia-direita, mas deixou muito a desejar com Zé Roberto apenas fazendo número na esquerda. A tarde foi tão ruim para o meia, que errou o pênalti que ele mesmo sofreu.
O movimentado primeiro tempo acabou 2 a 2. Na segunda etapa o Inter voltou com mudanças na zaga, entraram Índio e Juan. As coisas acalmaram, o colorado ficou mais consistente e o Caxias não teve fôlego pra continuar no ritmo do primeiro tempo. Tardiamente Celso Roth tirou Zé Roberto e mandou a campo Rafael Sobis que, num lance, fez mais que o meia-esquerda.
A partir dos 30min do segundo tempo o jogo pegou fogo de novo. Damião subiu mais que todo mundo, num salto impressionante, e fez seu terceiro gol, de cabeça. Na comemoração, uma alfinetada no Grêmio, Leandro Damião encenou um quarto árbitro levantando a placa dos acréscimos, fazendo alusão ao jogo do meio da semana, entre Grêmio e Caxias. Talvez não precisasse, mas também não faz mal nenhum. Como não faria mal Carlos Alberto aceitar a flauta e responder com mais classe, como não teve no seu twitter.
Lima agrediu o zagueiro Índio, foi justamente expulso. Deixou seu time na mão, e nos pés de Everton. Em contra-ataque mortal, depois de Tinga e Damião perderem o gol que garantiria a vitória (é, Damião também erra gol), o veloz Everton acertou belo chute e empatou tudo de novo aos 36min. Com um homem a mais, deu tempo para o Inter errar mais dois ou três gols.
O próximo jogo do Colorado é às 19h30 de quarta-feira, pela Libertadores da América, na Bolívia, contra o Jorge Wilstermann. Colorado que ainda não esta confirmado pelo Celso Roth, mas é certo que não jogam Bolivar e D'Alessandro, Kléber volta, já Guiñazu não tenho certeza. O certo é que Oscar tá dando conta no meio-campo, e pode render mais ao lado do maestro argentino.Mas aí, tem de ir um dos volantes ou Zé Roberto para o banco.

sábado, 12 de março de 2011

Grêmio poupa titulares e é derrotado no Olímpico

Depois de ganhar o primeiro turno do Gauchão e garantir vaga na final, o Grêmio, no discurso, encara a Taça Farroupilha (2° turno) com mais relaxamento. Tanto que usou um time totalmente reserva para enfrentar o Cruzeirinho na abertura do turno, e acabou perdendo por 2 a 0.
O bom Cruzeiro de Porto Alegre jogou como se tivesse em casa, foi melhor quase sempre dentro do jogo e o Grêmio, repleto de guris, e com um Carlos Alberto inconstante de capitão e centro do time, não deu liga. As vais ao final do jogo, embora seja uma partida pouco importante na caminhada gremista, foram merecidas.
O Grêmio não tem grupo para montar duas equipes competitivas. O time que entrou em campo nesse sábado tem bom valores, que não comprometem como peças de reposição de um time pronto, mas juntos, difícil que façam bom papel num segundo turno que o Inter vai disputar valendo. As expulsões de Carlos Alberto e Renato Portaluppi foram descabidas, não por parte da arbitragem, que agiu corretamente, mas sim pelos profissionais do Grêmio, que deixaram o time em situação pior quando ainda perdia por 1 a 0.
Fica do jogo um Cruzeiro que de novo chegará à fase final da competição. Da parte do Grêmio, em meio a várias atuações péssimas, destaque para o goleiro Mathues, que não teve culpa alguma nos gols e salvou o Grêmio de tomar mais. A decepção da tarde fica por conta da dupla de zaga, os promissores M.Fernandes e Neuton tiveram atuação fraquíssima. 
O Grêmio volta a entrar em campo na terça-feira, pela Libertadores. Viaja até o Perú para enfrentar o León de Huánuco, às 17h, horário de Brasília.
  

quinta-feira, 10 de março de 2011

Damião faz chover no Beira-Rio

Junto com a chuva que caiu sobre o Beira-Rio na noite desta quinta-feira, os 7 mil colorados (corajosos) que foram ao estádio viram também uma chuva de gols contra o Ypiranga de Erechin. Só de Leandro Damião, foram três. Zé Roberto fechou a conta e fez um. Duas semana sem jogar, duas semanas depois de golear o Jaguares pela Libertadores, os titulares do Inter voltaram a jogar, jogar bem, e golear de novo: 4 a 0.
Se Damião foi destaque pelos gols, Oscar foi destaque pela categoria e pelo belo futebol apresentado. Assumiu a bronca de substituir o maestro D'Alessandro, comandou um Inter consistente, que pouco deu chance a um frágil Ypiranga. Ainda teve o retorno de Sobis, que entrou no segundo tempo. Teve a estreia do zagueiro Rodrigo, teve o Tinga como titular novamente, teve um sempre perigoso Cavenaghi vindo também do banco.
É um Inter cheio de alternativas. Completo, no papel, é um senhor time. Mas nesse senhor time ideal, não tem Damião nem Oscar, nem Zé Roberto, nem Sorondo, que vem jogando. Qual colorado não quer ver Sobis e Cavenaghi jogando juntos? Mas quem quer Damião, goleador do Gauchão, com 8 gols, fora do time?
Domingo, o Inter sobe a serra e enfrenta o Caxias, já sem o técnico Lisca, no Centenário. Partida válida pela segunda rodada da Taça Farroupilha.