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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Descontos a uma Seleção que suou, mas mereceu vencer

Não marcaria o pênalti sobre Fred. O centroavante canarinho forçou e o juiz caiu - não literalmente, como de fato fez o atacante. Mas é do jogo, e sempre foi. Tenho a nítida impressão, aliás, que o Brasil chegaria à virada naturalmente, mesmo com todas as dificuldades impostas pela boa seleção croata.

E Copa do Mundo não é Copa das Confederações. O peso é outro, a responsabilidade é o dobro, o triplo, o hexa. O time de Felipão estava tenso, não por menos: jogar em casa é complexo. Se tem o apoio da torcida, fator absolutamente positivo; porém, se ganha uma obrigatoriedade desumana de conquistar a vitória. E mais que a vitória, é preciso dar show.

Se for, não vai ser dando show. Vai ser basicamente assim, pro gasto, como contra a Croácia. Com Neymar mais protagonista que galã de novela das nove, e protagonista porque sabe ser, tem bola pra ser. E foi, de novo. Mas tivemos Oscar roubando a cena, fazendo um partidão e um belíssimo gol.

Há de se fazer descontos. Foi o primeiro jogo, é tudo mais difícil. Foi a primeira Copa, para a maioria. E o primeiro gol, contra, ajuda a desestabilizar. Não é de se descartar mudanças sensíveis, principalmente de posicionamento. Na estreia, Felipão jogou basicamente no 4-4-2, com Neymar mais solto, na condição de segundo atacante, e na linha de meio-campistas a Seleção teve Oscar na direita e Hulk, apagadíssimo, na esquerda. Talvez o 4-2-3-1, variando para o 4-3-3, realmente seja o esquema mais adequado.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Cartolaço da CBF é um equívoco

A informação pegou too mundo de surpresa. Mano Menezes não é mais o técnico da Seleção Brasileira. O anuncio de sua demissão foi na tarde desta sexta-feira . Um verdadeiro cartolaço dos dirigentes José Maria Marin, Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero. Quinta-feia à noite, alguns dos jornalistas mais bem informados do Brasil receberam a informação, porém não conseguiram nenhuma confirmação. Até hoje de manhã, Mano não sabia. Os três cartolas da Confederação Brasileira de Futebol tomaram a decisão após reunião.

É um equívoco. Mano já viveu momentos em que cogitar uma demissão não era nenhum absurdo. Agora, é burrice. O trabalho do técnico não é incontestável, porém, está longe de ser tão ruim quanto as pessoas pintam por aí. Fundamentalmente a imprensa de Rio e São Paulo. Até então, o grande erro de Mano Menezes era a demora para definir um time base para trabalhar, coisa que se resolveu nos últimos seis meses. Os testes diminuíram, a filosofia de jogo estava clara e a equipe principal praticamente definida. O trabalho estava, finalmente, dando frutos, o Brasil estava encorpando. Não era o momento para mudanças.

O pior de tudo é que as mudanças podem ser profundas, quando cogita-se Felipão e Muricy. Nem tanto pelo nome ideal, que agora seria Tite. Os dois primeiros seguem uma linha mais agregadora, de montar equipes mais competitivas e menos tática, mais experiente e pesada, menos leve e jovial. Tudo que o Brasil não precisa.

Os convocáveis de hoje são, essencialmente, jovens. Que precisam de maturação tática, entrosamento e confiança. Não de uma mudança de rumo.

Não sabemos se Mano seria Campeão do Mundo - nem estou afirmando isso aqui. Mas realizava um perfil de trabalho que está alinhado com o futebol moderno, praticado nas grandes equipes do mundo. Quem mais, no Brasil, poderia fazer coisa parecida? Tite.

Posso errar tudo e daqui a um ano e meio a Seleção estar levantando a taça sob o comando de Felipão ou Muricy. E o ônus de dar opinião.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Você Viu? #37

Destaque do Você Viu? de hoje está lá no final da postagem. Pra quem gosta de música e jornalismo cultural, tem um ótimo documentário sobre a Revista BIZZ. De resto, aqueles assuntos importantes da última semana, com uma abordagem menos enlatada.

Greves:  Mais de 350 mil operários fizeram greve neste ano
Brasil de Fato, 27 de agosto

Brasil: Minha Casa Minha Vida atinge meta inicial e chega a 1 milhão de unidades
Jornal Sul21, 27 de agosto

Futebol: Revista inglesa elege Brasil quarta liga do mundo, mas aponta pecado: torcida!
Blog do PVC, 27 de Agosto

Copa:  Trabalhar de graça pra Fifa?
Blog Somos Andando, 27 de agosto

Funcionalismo: Agência Brasil investiga salários de funcionários públicos
Vi o Mundo, 26 de agosto

Literatura: 'Cuba sem bloqueio' - o livro
Diário Gauche, 26 de agosto

América Latina: Assange e o Equador
Jornalismo B, 24 de agosto

Música: Nada Dói (show de Gal Costa em Porto Alegre)
Blog Volume, 24 de agosto

Economia: Dilma e seu kit de felicidades
Estratégia e Análise, 24 de agosto

Eleição: Justiça Eleitoral considera ilegal ato da RBS que não veiculou programa de rádio de Villaverde
RS Urgente, 23 de agosto

BIZZ - Jornalismo, causos e Rock and Roll


Direção: Almir Santos e Marcelo S. Costa
Produção: Almir Santos
Edição e trilha: Antonio Basilio
Assistente de edição: Mariana Velozo
Câmera: Antonio Basilio






terça-feira, 12 de junho de 2012

Você viu? #26

Depois de duas semanas seguidas com problemas de conexão justo quando edito o Você viu?, nessa terça consigo postar a reunião de links aqui do PoA Geral sem nenhum problema. Vamos lá.

Mundo: Editorial do Guardian elogia atual diplomacia brasileira
Diário Gauche, 11 de junho

Eleições: PP de Porto Alegre opõe-se a Ana Amélia e declara apoio a Fortunati
Jornal Sul21, 11 de junho

Bossa Nova: Lançamento de livro “desmitificador” marca os 81 anos de João Gilberto
Jornal Sul21, 10 de junho

Mídia: Advogados denunciam a Abril ao Ministério Público
Vi o Mundo, 10 de junho

Universidades Federais: Greve já paralisa 80% das universidades federais do Brasil
Revista Fórum, 10 de junho

Futebol: Atlético mais forte do que Ronaldinho. Mas Gaúcho pode ser diferencial do Galo
Blog do PVC, 09 de junho

Copa 14: A Copa de 2014 e o povo brasileiro
Jornalismo B, 08 de junho

Música: Marisa Monte transforma palco em cinema no novo show Verdade, uma Ilusão
Blog Volume. 08 de junho

Política: Voto secreto e a aberração democrática
Estratégia e Análise, 08 de junho


Depoimento do blogueiro Lino Bocchini ao Jornalismo B, para palestra na Associação Riograndense de Imprensa, sobre o processo que a Folha de S. Paulo move contra o blog independente Falha de S. Paulo.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Você viu? #21

Jornalismo B, 23 de abril

Jornal Sul21, 23 de abril

Jornal Sul21, 23 de abril

Fala de Débora Duprat, vice-procuradora geral da república, durante o seminário "A Hidrelétrica de Belo Monte e a Questão Indígena".  Ocorrido em 07 de fevereiro de 2011 na Universidade de Brasília.

Correio do Povo, 23 de abril

Brasil de Fato, 23 de abril

RS Urgente, 21 de abril

Estratégia e Análise, 18 de abril

Pública, 18 de abril

terça-feira, 6 de março de 2012

Você viu? #16

Brasil: Instituto Herzog emite Nota de Repúdio a fala de general da reserva
Jornal Sul21, 5 de março

Blog do PVC, 3 de março

Blog Somos Andando, 2 de março

Estratégia e Análise, 2 de março

Blog do Sakomoto, 1° de março

Milton Ribeiro, 29 de fevereiro

Deslize do pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, na semana passada, em entrevista a Boris Casoy:

sexta-feira, 2 de março de 2012

Impasse das obras para a Copa de 2014 em Porto Alegre

Fabio Fialho Martins*

Um assunto muito polêmico que tomou o estado nas últimas semanas tem sido o impasse que surgiu nas reformas do Beira-Rio para a Copa de 2014. Com as obras paradas há mais de 250 dias, a ameaça de Porto Alegre perder a Copa do Mundo aumenta cada vez mais.

A falta de garantias da AG (Andrade Gutierrez) com relação ao pagamento das obras do estádio é uma ameaça para qualquer banco público ou privado para o financiamento da reforma. Agora, após a nota da empresa nos jornais, o Banrisul fechou as portas para a AG e não vai mais fazer negócio com a construtora. O maior problema agora é que, provavelmente, o Inter e a AG terão de procurar outro banco ou investidor master para que a obra volte a andar.

Uma possível solução começou a aparecer quando, de acordo com o repórter Túlio Milmman, apareceram empresas para tomar a frente das reformas. De acordo com o repórter, as empresas Capa Engenharia, Lomano Aita, EGL e DHZ, pertencentes ao Nex Group, estão capitaneando a iniciativa de assumir as obras.

Em uma opinião pessoal, acabo acreditando que a Copa de 2014 tem uma grande chance de não acontecer em Porto Alegre. Praticamente voltamos a estaca zero nas obras do Beira-Rio, e como o Ministro Aldo Rebelo descartou todas as hipóteses de a Arena do Grêmio receber os jogos, creio que Porto Alegre acabará ficando fora da Copa.

Atualização: Tarso diz que presidente da AG apresentará garantias para obra no Beira-Rio

*Estudante de jornalismo

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Um metrô para Porto Alegre

Por Alves Rodrigues
No mundo ideal existe lugar para todos. O mundo, porém, apesar de ser único, é, na verdade, múltiplo. Existem, dentro do único mundo que existe, vários outros mundos. Existe o mundo dos ricos e existe um outro, o dos pobres. Existe o mundo do crime, por onde vagam desde o mais desprestigiado marginal até algumas personalidades influentes. No mundo das drogas também encontramos representantes de todas as classes sociais, doutores, professores, políticos, desempregados, atletas, enfim, tem de tudo neste mundo. O mundo das artes é habitado pelos gênios loucos, gente que tem muito a dizer, mas geralmente não é compreendida. Existe também o mundo da fantasia, é lá que vivem os alienados e os ignorantes, felizes, alheios aos males e às mazelas que os cercam. Recentemente tomamos ciência da existência do mundo virtual, um novo mundo que nos encanta por suas possibilidades, embora ainda não tenhamos tido tempo de avaliar todas as consequências que sua existência pode ocasionar. Enfim, existem diversos mundos dentro do único mundo que existe: o real. Na verdade, e para nosso imenso infortúnio, o único mundo que não existe é o mundo ideal.
O mundo dos pobres é repleto de sonhos. Compreensível, afinal, para quem pouco ou nada tem, tudo não passa de um sonho, ou melhor, tudo passa a ser sonho. Sonhos modestos tipo uma casa pra viver, comida pra comer, esse tipo de coisa que, normalmente, os pobres não costumam ter. Uma rua limpa pra morar. Uma rua onde as crianças pudessem brincar e crescer longe dos perigos. Os perigos da violência, do tráfico e do trânsito. Longe do perigo dos carros. Os carros matam. A grande maioria dos pobres – dos realmente pobres – não tem carro. Então, os pobres não matam no trânsito, no trânsito, os pobres – os realmente pobres – apenas morrem.
Um sonho muito corriqueiro do mundo dos pobres (que têm emprego) é ver diminuído o sacrifício necessário para conseguir chegar ao seu local de trabalho, geralmente distante dos bairros periféricos onde se exilam os trabalhadores. Transporte coletivo digno, um sonho. Ir e vir é direito de todo cidadão brasileiro, direito assegurado na Constituição Federal. Ir e vir, porém, de ônibus, em qualquer região metropolitana desta pátria verde e amarela, já não pode mais ser chamado direito, mas penitência.
O mundo dos ricos, a mim parece, não deixa espaço para muitos sonhos. O que faltaria a quem já tem tudo ou quase tudo? Mais uma mansão com quadra de tênis e piscina? Mais um carro na garagem? O homem rico, creio eu, não é um ser ruim por nascimento. Porém, uma boa parte dos ricos e poderosos empresários, políticos, enfim, as pessoas que, por alguma razão, compõem a elite econômica deste país, por certo tem horror a pobres. Juro que tenho a impressão de que os ricos – quase todos eles - só gostam dos pobres em duas situações: quando estão trabalhando e gerando mais riqueza ainda para aqueles que já têm muito mais do que precisam e merecem, ou quando estão mortos e enterrados, pois então já não necessitam mais que governos socialmente menos injustos - o de Lula, por exemplo, não este que Dilma está começando a propor – invistam dinheiro em políticas públicas, dinheiro de impostos, impostos que os empresários vivem reclamando que pagam, mas que na verdade não o fazem, pois tudo é descontado no Imposto de Renda de seus balanços, vez ou outra maquiados. No mundo ideal dos ricos os pobres não existiriam, ou melhor, existiriam sim, mas só durante o dia, período em que trabalhariam horas a fio por salários indignos e insuficientes, à noite, convenientemente, eles desapareceriam debaixo da terra para, como mágica, ressuscitarem no dia seguinte e seguirem trabalhando por seus salários miseráveis.
O PAC da Copa encheu de água a boca de políticos e empreiteiros aqui em Porto Alegre. Num papo-furado como nunca antes na história deste país falou-se em um tal metrô que ligaria o Centro à Zona Norte, não sem antes passar pelo (hoje em ruínas) estádio da beira do rio. Ir do Centro à Zona Norte passando primeiro pela Pe. Cacique não é apenas burrice, é pura sacanagem mesmo. O metrô não entrou no PAC da Copa, menos mal. Porém, agora surgiu a mais 'nova novidade' do momento: o metrô de Porto Alegre está incluso no PAC da Mobilidade. Por mobilidade entenda-se a facilitação da vida dos carros, não necessariamente a das pessoas.
É claro que a implantação de um metrô na Capital gaúcha tende a ser um avanço no sistema de transporte público. Tende. Tudo ainda vai depender bastante de questões como traçado, tarifa, acessibilidade para os moradores das periferias, horário de funcionamento e algumas outras coisas que eu que, como tudo na vida, sou apenas passageiro, não tenho condições de avaliar.
No entanto, um metrô em Porto Alegre seria mesmo algo bem interessante. O encontro de dois mundos. O sonho daqueles que vivem no mundo dos pobres, de ter a possibilidade de contar com um transportes público rápido, limpo, eficiente e barato, parece bem possível quando se imagina um trem elétrico rodando em boa velocidade pelos subterrâneos da Capital. Claro que, na prática, a gente tinha que procurar conhecer a opinião de trabalhadores brasileiros de outras metrópoles que já contam com esse tipo de transporte. Por outro lado, o sonho que se sonha lá no mundo dos ricos estaria bem próximo de sua realização. Que coisa linda – para os bem aquinhoados - aquele bando de pobres emergindo da terra pela manhã, cumprindo sua jornada de trabalho (nem sempre respeitada pelo empregador), fazendo jus ao seu parco soldo (nem sempre pago correta e assiduamente), produzindo a riqueza que engordará as contas dos patrões, os bolsos dos banqueiros e os cofres do Estado, para depois, ao cair da noite, outra vez desaparecer pelos buracos cavados pela iniciativa privada e financiados pelo poder público, e só retornar no dia seguinte para gerar mais riqueza. Menos ônibus nas ruas, menos pobres na superfície da cidade, mais espaço para os carros de quem pode ter carro. Que maravilha.

Vem aí o metrô de Porto Alegre.
Será que vem?

*Alves Rodrigues mantém o blog Somos Todos Torcedores e o twitter @lvesrodrigues