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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Você viu? #10

O ano está acabando mas esta é recém a décima edição do Você viu?, que nada mais é que uma reunião de links interessantes dos últimos sete dias.
Mais sobre o papel de (e da) imprensa argentina - Blog do Brizola Neto, 26 de Dezembro.
A CPI do Banestado revisitada - Estratégia e Análise, 23 de Dezembro.
País tem 11 milhões de pessoas em favelas - Instituto Humanitas Unisinos, 22 de Dezembro.

E Luiz Carlos Prates ataca novamente. Agora sob a asa do SBT de Santa Catarina, o comentarista dispara todo seu veneno reacionário contra o Santos que perdeu para o Barcelona.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Plebiscito Popular

Como bem escreveu Alexandre Haubrich, no blog Jornalismo B:

"O problema da concentração das riquezas no Brasil mostra sua face mais cruel quando olhamos para o campo. São 5 milhões de estabelecimentos agropecuários no país. Destes, mais de 2 milhões têm menos de 10 hectares e ocupam menos que 2,36% da área. Enquanto isso, 1%, com área acima de mil hectares, ocupam mais de 44%. Essas distorções são o alvo do Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra, organizado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo.
Com alcance nacional e apoio de diversos movimentos sociais, ONGs e outras instituições, como a CNBB, o plebiscito vem sendo completamente ignorado pela imprensa hegemônica brasileira."

O portal da Campanha é bem completo, nele se acha todas as informações que deveriam estar circulando nas Zero-horas da vida e não estão: 
http://limitedaterra.org.br/
Entretanto, não informa onde se pode votar aqui no Rio Grande do Sul. Porém, segundo twitt do DCE da Unisinos tem dois locais de votação dentro da Universidade do Vale do Rio dos Sinos: um fica no próprio DCE e outro no Instituto Humanitas Unisinos.
É de suma importância que o tema seja discutido e que o plebiscito seja divulgado. Passem adiante, pois a votação é até o dia 7 de setembro. Passem adiante porque a ideia, a discussão e a luta tem de ir muito mais além que 7 de setembro

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Jornalismo, família Rigotto e escândalo da CEEE

- - A fraude da CEEE, uma história explosiva que a imprensa não investiga - -
Por Luiz Cláudio Cunha, em sua coluna ao Sul 21
"Quando o mal é mais audacioso, o bem precisa ser mais corajoso." (Pierre Chesnelong, 1820-1894, político francês)

Agosto, mês de cachorro louco, marcou o décimo ano da mais longa e infame ação na Justiça brasileira contra a liberdade de expressão.
É movida pela família do ex-governador Germano Rigotto, 60 anos, agora candidato ao Senado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e supostamente alheio ao processo aberto em 2001 por sua mãe, dona Julieta, hoje com 89 anos. A família atacou em duas frentes, indignada com uma reportagem de quatro páginas, publicada em maio daquele ano em um pequeno mensário (tiragem de 5 mil exemplares) de Porto Alegre, o JÁ, que jogava luzes sobre a maior fraude da história gaúcha e repercutia o envolvimento de Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano.
Uma ação, cível, cobrava indenização da editora por dano moral. A outra, por injúria, calúnia e difamação, punia o editor do JÁ e autor da reportagem, Elmar Bones da Costa, hoje com 66 anos. O jornalista foi absolvido em todas as instâncias, apesar dos recursos da família Rigotto, e o processo pelo Código Penal foi arquivado. Mas, em 2003, Bones acabou sendo condenado na área cível ao pagamento de uma indenização de R$ 17 mil. Em agosto de 2005 a Justiça determinou a penhora dos bens da empresa. O JÁ ofereceu o seu acervo de livros, cerca de 15 mil exemplares, mas o juiz não aceitou. Em agosto de 2009, sempre agosto, quando a pena ascendera a quase R$ 55 mil, a Justiça nomeou um perito para bloquear 20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo, sem anúncios e reduzido a uma redação virtual que um dia teve 22 jornalistas e hoje se resume a dois – Bones e Patrícia Marini, sua companheira. Cinco meses depois, o perito foi embora com os bolsos vazios, penalizado diante da flagrante indigência financeira da editora.
Até que, na semana passada, no maldito agosto de 2010, a família de Germano Rigotto saboreou mais um giro no inacreditável garrote judicial que asfixia o jornal e seu editor desde o início do Século 21: o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário, o também jornalista Kenny Braga. Assim, depois do cerco judicial que está matando a editora, a família Rigotto assume o risco deliberado de submeter dois dos jornalistas mais conhecidos do Rio Grande ao vexame da inanição, privados dos recursos essenciais à subsistência de qualquer ser humano.
[...]
Germano Rigotto, o líder governista que emplacou o filho de dona Julieta na máquina estatal, é hoje o candidato do maior partido gaúcho ao Senado Federal. A ex-secretária Dilma Rousseff, que ficou estarrecida com o que leu sobre as fraudes de Lindomar Rigotto na CEEE, é apontada pelas pesquisas como a futura presidente do Brasil, numa vitória classificada pelo renomado jornal inglês Financial Times como "retumbante". Tarso Genro, o ex-comandante supremo da Polícia Federal, que executou as maiores operações contra corruptos da máquina pública, lidera a corrida ao governo gaúcho e, certamente, tem os instrumentos para saber hoje o que Dilma sabe desde 1990. O primo Pepe Vargas, que mostrou isenção e coragem no relatório da CPI sobre a maior fraude da história do Rio Grande, é candidato à reeleição, assim como o deputado federal que inventou a CPI, Vieira da Cunha.
[...]
[Leia na íntegra o texto de Luiz Cláudio Cunha aqui. Excepcional]