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terça-feira, 3 de março de 2015

Você Viu? #126

Diário do Centro do Mundo


Ponte
Vista aérea de Brasiléia no ápice da cheia. Foto: Secom/AC

Drogas: Por que louvamos o álcool e punimos a maconha?
Blog do Sakamoto, 3 de março

Escuridão: Parque da Redenção perde o encanto quando o sol se põe
Sul 21, 3 de março

HSBC: Receita Federal investiga brasileiros suspeitos
Carta Capital, 3 de março

Guido Mantega: A boçalidade do mal
Eliane Brum, 2 de março

Mujica: 10 frases marcantes do ex-presidente do Uruguai
BBC Brasil, 1° de março

Água: Presidente da CPI da Sabesp fala ao DCM
Diário do Centro do Mundo, 1° de março

Crise: Líder socialista espanhol busca em Lula uma inspiração contra a crise
El País, 28 de fevereiro

Porto Alegre: COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA INDICA QUE AGRESSORES DA OCUPAÇÃO MAIS BELA VISTA PODEM SER DO 4º BOE
Jornalismo B, 27 de fevereiro

Amazônia: Grilagem e desmatamento contam a história do Jari
Agência Pública, 26 de fevereiro

Violência: Brasil aparece em 2º lugar em lista dos destinos mais inseguros para mulheres viajarem sozinhas no mundo
Brasil Post, 24 de fevereiro

sábado, 10 de janeiro de 2015

Theatro São Pedro tem bela celebração à obra de Nico

Lindíssimo o espetáculo Nico Tributo, organizado por amigos de Nico Nicolaiewsky, que abriu a temporada 2015 do Theatro São Pedro, na última quinta-feira (8), como tantas outras vezes em quase três décadas o musical Tangos & Tragédia abriu os trabalhos da casa de espetáculo mais nobre de Porto Alegre. (Ainda há ingressos para a quarta e última apresentação, neste domingo)

No show, nada de choro, ou qualquer falatório, ou depoimento sobre a vida de Nico, exaltando como ele foi uma boa pessoa, um bom pai, amigo e marido e extremamente talentoso. O que seria muito justo, até. Contudo, de forma muito acertada, Nico Tributo é uma celebração à obra artística deixada pelo músico.

Antes de tudo, é uma peça musical muito bem montada, com luz, cenário, figurino e textos que remetem diretamente à carreira de Nico Nicolaiewsky e, claro, com um repertório feito apenas com composições do artista. Uma faceta de Nico que, mesmo com três álbuns solo, para o grande público acabava sendo ofuscada pelo personagem Maestro Pletskaya, de Tangos & Tragédias. Nico foi um compositor sofisticado, de letras profundas, mas nunca pesadas.

FOTO: Nilton Santolin / Facebook

Para o show Nico Tributo, uma banda repleta de amigos, todos sempre muito presentes em todas as fases da carreira do artista. A começar pelo parceiro Hique Gomez (violino, bandolim, piano e voz), além de Cláudio Levitan (banjo, bandolim e voz), Arthur de Faria (acordeão, piano e voz), Pezão (piano, bateria e voz), Marco Lopes (tuba), Silvio Marques (voz e violão) a filha de Nico, Nina Nicolaiewsky (voz). Também os convidados Fernanda Takai e John Ulhoa, do Pato Fu.

No final, ao som da polca Só cai quem voa, o público segue os músicos, em coro, até a parte de fora do teatro. O espetáculo encerra em grande estilo, nos deixando uma nítida sensação de bem estar, efeito da música boa e do clima de celebração. Uma belíssima e justa homenagem ao baita artista que foi Nico Nicolaiewsky.  

Fragmentos de Nico




terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Você viu? #120

Já é de praxe aqui no PoA Geral todas as terças-feiras essa curadoria de conteúdo, reunindo algo do mais interessante que foi pra rede nos últimos dias. Com a edição 120, começamos o ano. Aproveitem que tem muita coisa boa pra consumir nos links indicados.

POA: Fortunati poderá vetar projeto que cria feriado para Dia da Consciência Negra em Porto Alegre
Sul 21, 6 de janeiro

Futebol: Neymar a Messi após gol sofrido pelo Barça: 'Aquece'
ESPN, 6 de janeiro



Kátia Abreu: Ministra diz que “não existe mais latifúndio”. Adoraria viver no país dela
Blog do Sakamoto, 5 de janeiro

Ministra:  O Brasil tem latifúndios: 70 mil deles
Carta Capital, 6 de janeiro

Política: Análise preditiva para o cenário político nacional em 2015
Estratégia & Análise, 5 de janeiro

Segurança: O estranho caso das promoções e demissões do coronel que fazia propaganda nazista
DCM, 5 de janeiro

Coronel Fabio de Souza em entrevista para Luciano Huck
















Mídia: Como a Veja foi atacada por seus próprios leitores numa matéria sobre o nazismo na PM
DCM, 5 de janeiro

Cristo: 10 versões hereges para Jesus: liberdade de pensamento e a neo-inquisição virtual
Socialista Morena, 5 de janeiro

Chile: Após série de ofensas racistas, jogador de futebol venezuelano pede para sair de time
Opera Mundi, 1° de janeiro

Sant'Ana:  Zero Hora, dezembro de 2014: A promoção do racismo
Jornalismo B, 30 de dezembro/14

Insegurança: O Natal das mães que perderam seus filhos para o Estado
Ponte, 28 de dezembro

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Você Viu? #117

Mídia: “É hora de ir. A decisão é minha”, diz PVC ao anunciar saída da ESPN
UOL Esporte, 9 de dezembro

IBGE: Taxa de desemprego no terceiro trimestre fica estável
Agência Brasil, 9 de dezembro

Suástica: Quem é o dono da “piscina nazista”?
Portal Fórum, 8 de dezembro











Educação: Apesar de melhora, somente 54,3% dos jovens concluíram ensino médio até os 19 anos em 2013
Brasil de Fato, 8 de dezembro

Homem da lei: Juiz que deu voz de prisão ao não entrar em voo já usou escravos duas vezes
Blog do Sakamoto, 8 de dezembro

Brasileirão 2014: Seleção, craque e uma boa notícia no ano dos 7 a 1 que não devem ser esquecidos
Blog Olho Tático, 8 de dezembro

Ponte: PL em tramitação na Câmara de POA prevê remoções para construção da 2ª ponte do Guaíba
Sul 21, 8 de dezembro

FOTO: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul 21















Manifestações: O otário que acreditou que Aécio ia ao protesto
Diário do Centro do Mundo, 6 de dezembro

Legalização: Grupo de policiais defende a legalização de todas as drogas
Ponte, 5 de dezembro



Impostos: A história da funcionária da Receita que sumiu com o processo de sonegação da Globo
Diário do Centro do Mundo, 1 de dezembro

Educação: Como em Porto Alegre, prefeitura de Buenos Aires pode fechar escola para pessoas em situacao de rua
Jornalismo B, 3 de dezembro

KISS: Mães de Janeiro: “Não estamos pelos que foram, mas pelos que ficaram”
Revista O Viés, 2 de dezembro

sábado, 8 de novembro de 2014

Sessão extra de O Mágico de OZ com The Dark Side Of The Moon

Cleber Saydelles para a Prefeitura de Porto Alegre

Neste domingo, 9, a partir das 20h30, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove uma reprise da sessão especial The Dark Side of Oz. Trata-se da exibição do blu-ray restaurado de O Mágico de Oz, de Victor Fleming, junto com a execução ao vivo do famoso disco do Pink Floyd, Dark Side of the Moon, em sincronia com o filme. O valor do ingresso da sessão-show é R$ 15. 

Tornou-se uma lenda urbana do Rock a famosa sincronia entre o filme O Mágico de Oz, que completa 75 anos em 2014, e o álbum Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Seria proposital, ou mera coincidência? O Dark Side of the Oz é um projeto que mistura um show de Pink Floyd ao vivo, projeção de cinema e a sincronia mítica entre as duas obras. Com Arthur Tabbal na guitarra e voz, Gabriel Sacks na bateria e voz, e Max Sudbrack no teclado e baixos, o trio se apresenta nas casas noturnas de Porto Alegre com essa proposta peculiar de cinema-show, que também inclui a parte final de 2001: Uma Odisséia no Espaço com Echoes, a obra prima do disco Meddle, além de outros números do repertório Floydiano.

O Mágico de Oz  

Em Kansas, Dorothy (Judy Garland) vive em uma fazenda com seus tios. Quando um tornado ataca a região, ela se abriga dentro de casa. A menina e seu cachorro são carregados pelo ciclone e aterrissam na terra de Oz, caindo em cima da Bruxa Má do Leste e a matando. Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz, que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela será ameaçada pela Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho (Ray Bolger) que quer ter um cérebro, um Homem de Lata (Jack Haley) que anseia por um coração e um Leão covarde (Bert Lahr) que precisa de coragem. Será que o Mágico de Oz conseguirá ajudar todos eles?

The Dark Side of the Moon 

Oitavo álbum de estúdio da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd, lançado em 24 de março de 1973. O disco marca uma nova fase no som da banda, com letras mais pessoais e instrumentais menores. Os temas explorados na obra são variados e pessoais, incluindo cobiça, doença mental e envelhecimento, inspirados principalmente pela saída de Syd Barrett, integrante que deixou o grupo em 1968 depois que sua saúde mental se deteriorou. O conceito básico do disco foi desenvolvido quando a banda estava em turnê, e muito do novo material foi apresentado ao vivo, muito antes de ser gravado. A banda produziu o trabalho no Abbey Road Studios de Londres em diferentes sessões em 1972 e 1973 ao lado do produtor Alan Parsons, diretamente responsável pelo desenvolvimento dos elementos sonoros mais exóticos presentes no disco, e a capa, que traz um prisma sendo atingido por um feixe de luz o transformando em um arco-íris, foi desenvolvida para representar a iluminação de palco da banda, o conteúdo íntimo das letras e para atender aos pedidos da banda por um trabalho "simples e marcante".

domingo, 2 de novembro de 2014

Vanguart tem noite inspirada em Porto Alegre

Pode ser exagero tentar ser definitivo e afirmar que Vanguart é a grande banda do rock nacional atualmente. Certamente, porém, é uma das melhores. Trazendo esse debate ao subjetivo gosto particular, é a banda brasileira que mais me empolga nos últimos anos, a que mais ouço. Na noite do último sábado, primeiro de novembro, fizeram em Porto Alegre o show apresentando as músicas do álbum Muito mais que o Amor, terceiro trabalho de estúdio do grupo de Cuiabá.

Foto: Jonas Tucci / Divulgação

Com uma relação muito estreita com a capital gaúcha, os guris estavam muito à vontade no palco do Bar Opinião, se divertindo de verdade com o show e convidando os amigos gaúchos Arthur de Faria e banda Dingo Bells para tocar em algumas músicas. Foi uma noite inspirada de Hélio Flanders (voz/violão/trompete/gaita), Reginaldo Lincoln (voz, baixo, bandolim), Fernanda Kostchak (violino), Luiz Lazzarotto (teclado e piano), David Dafré (guitarra) e Douglas Godoy (bateria). Tocaram para um público que ocupou cerca de 80 ou 85% da lotação da casa e que cantou junto a maior parte das letras do início ao fim.

Com um terceiro disco que não abandona a origem do folk rock, mas que aposta muito mais em canções e baladas românticas, o Vanguart flerta com o mainstream, contudo ainda preserva a imensa maioria do fãs conquistados ainda no primeiro trabalho, em 2007. Não há aquele ranço de não poder soar pop em determinados momentos, de só ser legal quando toca em lugares pequenos, para 100 ou 200 pessoas. E também por isso eles estavam visivelmente empolgados com a plateia do Opinião, tanto que Hélio Flanders falou mais de uma vez que ele estava quebrando os protocolos internos da banda, conversando com o público mais que o habitual e que era uma noite inesquecível para eles.

Dois momentos talvez simbolizem o que aconteceu na noite de sábado, no Opinião. Primeiro quando Flanders sentou na beirada do palco e ficou rodeado de smartphones que tiravam fotos e faziam vídeos. Ele cantou Pra Onde Eu Devo Ir, música do terceiro disco que bebe muito da fonte do country e do sertanejo brasileiro. Foi uma interpretação de muita entrega e de troca com o público. E o outro momento, demostrando o carinho mútuo, foi quando a banda já deixava o palco e voltou para seguir, à capela, a clássica do rock gaúcho Amigo Punk, puxada por um grupo de pessoas e logo cantada por todo o bar.

Para ouvir na íntegra o bom disco Muito mais que o Amor, e todos os outros trabalhos da banda, acesse: http://www.vanguart.com.br/discos

Videoclipe de Meu Sol, uma das grandes canções do mais recente álbum:



sábado, 1 de novembro de 2014

Fragmentos de Porto Alegre no cinema

Um já está em cartaz. O outro, ainda não tem data estrear. Um é uma animação, o outro é um documentário. Em comum: fragmentos de Porto Alegre. Afinal, nada mais porto-alegrense que o espetáculo Tangos & Tragédia ou então o bairro Bom Fim.

Livremente adaptado nas histórias de Kraunus e Pletskaya, de Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, a animação Até que a Sbornia nos separe é dirigida por Otto Guerra. O filme se passa na terra imortalizada pelos dois personagens de Tangos & Tragédia a partir de 1984 nos palcos gaúchos e que viajou o Brasil até ano passado. Infelizmente, a morte precoce de Nico trás um ar melancólico à exibição.

Em outra linha, foi divulgado na última quarta-feira a trailer de Filme sobre um Bom Fim, realização da Epifania Filmes e dirigido pelo cineasta Boca Migotto. O documentário retrata o bairro que nos anos 80 foi a lugar de concentração boemia e da contracultura jovem de Porto Alegre. Tem imagens da época e depoimentos de nomes como Wander Wildner, Miranda, Mauro Borba, Jorge Furtado e Nei Lisboa.

Filme sobre um Bom Fim


Até que a Sbornia nos separe

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

De bengala e skate no asilo

Texto: Filipe Rossau e Luiz Paulo Teló 
Foto e Vídeo: Jackeline Moraes e Rafaela Amaral
Publicado em Digitais Unisinos, dia 6 de outubro 

O último dia 27 quebrou a rotina dos moradores do Asilo Padre Cacique, que fica no bairro Menino Deus, zona centro-sul de Porto Alegre. A segunda edição do Skate no Asilo animou a tarde nublada dos idosos da casa, que acompanharam a disputa entre 13 skatistas em uma pista montada em frente a rampa de entrada. Para Adilis Dias da Silva, de 72 anos, o evento muda o humor do asilo, já que, segundo ela, “durante a semana, é muito calmo, o clima é morno, mas quando tem esses eventos, tudo muda, porque sempre vem bastante gente visitar”. O curioso é que ela, que não revela o tempo exato, mas conta que mora há quase oito anos no asilo, não apenas assistiu a competição, mas também foi uma das quatro juradas do torneio. Quando perguntada se entendia do esporte, ela riu e disse: “Só não pode cair do skate”.

O evento foi produzido pela Smile Flame, coletivo responsável por diversas ações que misturam solidariedade e interação social. “Para os idosos, ver um campeonato de Skate é algo totalmente diferente, e traz muita gente jovem”, destaca Gabriel Baron, um dos responsáveis pelo coletivo. Baron acredida que 30% das pessoas que confirmaram presença via facebook circularam pelo asilo naquela tarde, algo próximo de 500 pessoas. “Você conversa e eles lembram do ano passado e perguntam quando vai ser o próximo. É muito legal”, conclui.

Padre Cacique sobre rodas:



O Asilo Padre Cacique é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1898. Abriga atualmente 150 idosos entre homens e mulheres, sendo que em torno de 40% não têm nenhum vínculo familiar e, por essa razão, dependem de uma relação afetiva com os funcionários e com os voluntários da Instituição. “Nos emociona ver pessoas jovens, que poderiam estar em outras áreas de lazer e vieram nos procurar para se divertir”, afirma Alécio Borsói, diretor de eventos do lugar, voluntário da casa há quase 20 anos.

Nota 10

João Lucas andou muito. Aos 13 anos, venceu na final seus dois amigos Bruno Felipe, de 15, e Eduardo, também de 13 anos. Na volta classificatória, ele teve um minuto para fazer suas manobras para que os quatro simpáticos velhinhos que formavam o corpo de jurados dessem suas notas. Quatro plaquinhas iguais: 10.

Na volta consagratória, os três finalistas tiveram dois minutos cada. João Lucas novamente chamou atenção e arrancou palmas da plateia. Dos seus pés, que calçavam um tênis azul e outro vermelho, saíram as manobras do menino que anda de skate desde os 6 anos de idade. Ele é de Cachoeirinha, mas conta que está acostumado a andar de skate na pista do IAPI, na Zona Norte de Porto Alegre.

João Lucas sorrindo após receber as notas dos juízes. FOTO: Jackeline Moraes

Quando Seu Paulino, Adilis, Seu José e Dona Osvadina mostraram as notas para a volta de João Lucas, ficou fácil saber o vencedor da Bengala de Ouro. Ficou fácil fazer a conta, pois nenhum outro competidor ganhou um quarteto de 10.

Para ele, o evento foi um sucesso. “Esse ano foi muito melhor, foi aqui na frente. Tudo ajudou, inclusive veio mais gente, estava mais animado, com muita guria bonita”, atesta o jurado que, pela segunda vez atuou como tal. Paulino, como desportista que fora na juventude, jogador de volei, basquete e futebol nas equipes do exército, achou justa a vitória de João Lucas.

O astro

Sentado na ponta da mesa, cabelo grisalho e ainda numeroso, penteado para a esquerda. Suéter rosa - mas discreto -, sorriso no rosto e corpo balançando enquanto a DJ Juli Baldi tocava músicas dos anos 50 e 60. Seu Paulino, de 88 anos, parece um jurado saído dos programas televisivos de calouro. Ele opina, levanta, dança, faz pose pra fotos. Sua vitalidade chamou a atenção dos presentes.

Natural de Erechim, mas registrado em Galópolis, Paulino está há três anos e meio no Padre Cacique. Sobre sua animação com o evento, lembrou que na casa é conhecido como “pé-de-valsa”. Ex-representante comercial, ex-comissário da antiga empresa aéria Varig, ele veio para Porto Alegre em 1952.

Com seu sotaque italiano carregado, o simpático vovô não poupa modéstia. “Tenho largo conhecimento em política, futebol, matemáica e biologia. Saio pra passear a hora que eu quero, pois tenho um atestado de lucidez”, afirma. Seu Paulino não dava, contudo, sinais de estar cansado, mesmo após a tarde que teve como um verdadeiro astro.

Galeria de Fotos:

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Jimi Joe toca no República do Rock

Luís Bissigo para Prefeitura de Porto Alegre

Julia Franzon / PMPA
O Projeto República do Rock, na próxima terça-feira, 7, terá folk e o blues, dois gêneros que floresceram no interior dos Estados Unidos no século passado e fazem parte do DNA do rock. Essas duas vertentes musicais estarão em evidência no projeto República do Rock, com shows de Jimi Joe e Renato Velho e Manéco Rocha.

Um dos grandes personagens da cena independente, o músico, jornalista e radialista Jimi Joe está de volta às atividades musicais este ano, depois de passar por um transplante de rim em 2013. Com 39 anos de trajetória, ele revisita canções conhecidas - como Sandina, Dani, Primeiro Instante e Fecha Um - e apresenta novidades que estarão em seu próximo álbum solo, em fase de produção. No palco, Jimi (guitarras, violões, harmônicas e voz) terá ao lado Carlos Magno (bateria) e Gustavo Chaise (baixo e vocais).

A noite começa com o espetáculo 50 Tons de Blues, reunindo os instrumentistas Renato Velho (violões) e Manéco Rocha (washboard, kazoo e spoons). A tônica é o blues acústico dos primórdios do estilo, lembrando temas de artistas como Charley Patton, Robert Johnson, Blind Willie McTell e Mississippi John Hurt. O CD 50 Tons de Blues rendeu a Velho o prêmio de Melhor Intérprete na categoria Instrumental do Prêmio Açorianos de Música 2013.

A curiosidade é que Renato Velho colaborou no primeiro álbum solo de Jimi Joe - Saudade do Futuro (2005), premiado com o Açorianos de Música na categoria Compositor Pop -, o que sugere a possibilidade de uma interação entre as duas bandas no palco.

O projeto República do Rock é uma realização da Coordenação de Música da Secretaria da Cultura.


República do Rock
Atrações: Jimi Joe e 50 Tons de Blues (Renato Velho e Manéco Rocha)
Terça-feira, 7 de outubro, 20h
Teatro Renascença (avenida Erico Verissimo, 307, fone 51 3289-8066)
Ingresso: um quilo de alimento não perecível.
A retirada de senhas, na bilheteria do teatro, pode ser feita a partir das 19h.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Você viu? #98

Acabou o recesso. Depois da Copa e de um trabalho intenso deste blogueiro na assessoria de imprensa da Fan Fest Porto Alegre, o PoA Geral volta com mais força a partir desta publicação. Durante o período do mundial foram apenas dois textos, relacionados com Seleção Brasileira. Agora, as coisas voltam ao normal. Vamos juntos!

Final: O braço fraqueja às vezes: o Impedimento acabou
Blog Impedimento, 22 de julho

Eleições: Candidatos ao Senado fazem debate com trocas de farpas
Jornal Sul21, 21 de julho

Conflito: Ofensiva em Gaza já fez 100 mil buscarem ajuda da ONU; entenda conflito
BBC Brasil, 21 de julho

Mídia: O aeroporto de Aécio e o comportamento da mídia
Diário do Centro do Mundo, 20 de julho

Jornalismo B, 19 de julho
Mariana Pires / Jornalismo B
RJ: Dois meninos e uma sentença de morte
Agência Pública, 10 de julho

sábado, 29 de março de 2014

House e sua banda em Porto Alegre

Carlos Macedo / Agência RBS
Ora, que falta de elegância da minha parte. Tanto com Mr. Hugh Laurie quanto com sua Copper Bottom Band. Ambos de uma competência inegável, enquanto eu, um mero blogueiro do sul da América do Sul, os reduzo à óbvia referência ao seriado médico-cômico-investigativo Dr. House. O que, aliás, creio que não incomode tanto assim o ator e músico inglês. Ele sabe muito bem se aproveitar do sucesso do consagrado personagem. Mesmo assim, o título dessa postagem segue sendo uma falta de consideração - apenas aparentemente, lhes garanto.

Hugh adentrou o palco do Teatro do Sesi, em Porto Alegre, na última quinta-feira (29), dois - talvez três - minutos após a banda iniciar os trabalhos. Aquela velha jogada ensaiada. Como o público veio abaixo, Laurie já sentiu o clima da casa, o recepcionando como se fosse um velho astro do rock. Ou do blues, como tenho certeza que preferiria. A mesma certeza não tenho quanto a preferência musical do público presente. Das mil e quinhentas pessoas, quantas ali foram pra ver o House? E pra ver o Hugh? E pra ouvir blues?

Agora, tenho absoluta certeza que todos se divertiram muito e saíram encantados com a simpatia do inglês que revisa os clássicos da música negra americana. Não foi apenas um show, foi um espetáculo completo, envolvente, divertido. Hugh Laurie, o House, não é necessariamente um grande cantor, mas ele sabe cantar sim, se vira muito bem no violão e no piano tem desempenho mais que satisfatório. A partir desse músico razoavelmente interessante, o ator vem à tona. O esguio e enérgico interprete de 54 anos domina o palco, conta histórias, faz piadas, interage com o público e dança.

Carlos Macedo / Aência RBS

A Copper Bottom Band também faz seu papel. Com muita pegada, são sete músicos de muito sangue black correndo nas veias, uma enorme variedade de instrumentos e tem ainda aquelas clássicas dancinhas das backing vocals que sempre cantam absurdamente bem. Coisa de negrão, de qualidade, música de raiz, tudo executado de uma maneira legal, competente e divertida.

Ao longo do show, Hugh Laurie falava sobre seus ídolos e sobre cada canção. Destaques para Iko Iko, a canção que abriu a noite, do grupo feminino The Dixie Cups (vídeo abaixo), You Never Can Tell, de Chuck Berry, o tango El Choclo e, no bis, com o público todo em pé, aglomerado na frente do palco, uma versão do samba Mas que nada, cantado em português.

Não esperava menos do perspicaz Dr. House.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Porto não muito Alegre

Os porto-alegrenses, de modo geral, se apropriam das coisas de sua cidade. Nutrem um sentimento de posse e orgulho com algumas peculiaridades da capital gaúcha. São coisas nossas. Deles, cidadãos de Porto Alegre. É difícil perder algo ou alguém que se tem carinho e admiração inestimável. É difícil ver sua cidade perdendo, repentinamente, uma de suas marcas.

O Guaíba, o Gasômetro, a Redenção, o Zaffari, Grêmio, Internacional, o Bailei na Curva e, claro, entre outras poucas coisas, o espetáculo Tangos e Tragédia, dos talentosos Hique Gomes e Nico Nicolaiewsky.

Aliás, não só do Tangos. Mas de vários e variados trabalhos.

Valeu Nico. Obrigado Maestro!







quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A crise institucional no Transporte Público em Porto Alegre

*Leonardo Palombini

Publicado em Jornal Sul21, 29 de janeiro

Está instalada a contradição na questão do transporte em Porto Alegre. Sim, os últimos episódios da questão apontam que vivemos uma crise. Essa crise, ainda resultado das jornadas de junho de 2013 e de toda a luta pelo Transporte Público que se alastrou pelo país naquele ano, expõe um racha geral entre os dois principais poderosos envolvidos na questão: Prefeitura e empresas de ônibus. Por um lado, Fortunati acusa as empresas de transporte e os trabalhadores de estarem de conluio na greve, a fim de aumentarem as tarifas. Por outro lado, as associações patronais repudiam publicamente essas declarações, tentando empurrar pra Prefeitura a responsabilidade por um possível aumento de passagem.

Os trabalhadores, por sua vez, embora com uma direção sindical pelega – do mesmo partido do prefeito -, encampam uma greve histórica, mostrando sua força e a importância que o transporte público tem na cidade. Eles, patrolando sua direção – que pede que coloquem 70% da frota na rua, em respeito à arbitrária decisão judicial, a qual contraria a Lei de Greve -, e em resposta aos ataques do Fortunati, param 100% da frota e propõem: “voltamos com 100% da frota às ruas, desde que liberem as catracas”. Isso significa: não temos nenhum compromisso com a agenda de ajuste das passagens, pelo contrário, queremos nosso reajuste salarial sem aumento de tarifa para população. Colocam em jogo o já manjado discurso do patrão e da mídia contra a greve, que diz que ela “prejudica a população”. Quem prejudica, afinal? A proposta dos trabalhadores transfere aos patrões a responsabilidade pela falta de ônibus. Só que o objetivo dos empresários, os chamados tubarões do transporte, não é prestar um serviço de qualidade à população, mas sim encher os bolsos de dinheiro com o já suado dinheiro dos trabalhadores. Se não o fosse, liberavam as catracas para garantir o serviço. Mas parece que não vão abrir mão tão fácil da sua tetinha… Centenas de milhares de reais por dia não se joga facilmente. Não bastando os incentivos fiscais que receberam do governo e seus sucessivos aumentos nas tarifas, impetrados historicamente acima da inflação, os empresários do transporte querem mais. Querem ainda economizar em cima de seus trabalhadores – já submetidos a uma rotina de trabalho longa, estressante e estafante. E é contra eles a luta dos rodoviários – a clássica luta entre trabalhadores x patrões.

Já a luta contra o aumento da tarifa, protagonizada pelo Bloco de Lutas e a juventude mobilizada da cidade – um quinto elemento nesse quiproquó – também é contra os tubarões do transporte, mas é ainda contra a política de Fortunati, que mantém nas ruas empresas sem sequer licitação para atuar e com reiterados aumentos abusivos de tarifa, empresas essas que sequer abrem suas contas publicamente, a despeito do serviço que prestam ser PÚBLICO.

Sendo assim, entre os patrões e a prefeitura – onde sempre houve uma aliança histórica – instala-se uma crise. E enquanto a direção do sindicato tenta frear a luta, por representar interesses alheios aos dos trabalhadores da base, empresários e prefeito tentam colocar um no outro a responsabilidade pelo – por eles desejável – reajuste das passagens. Afinal, embora os dois queiram o aumento, ambos têm medo em relação a que isso poderia desencadear em pleno ano de Copa – a exemplo do que aconteceu ano passado, com mais de 30 mil pessoas nas ruas de Porto Alegre marchando, entre outras coisas, pelo Transporte Público acessível e de qualidade.

No outro lado desse embate, entre a juventude e trabalhadores que lutam pelo transporte 100% público, pelo passe livre estudantil, indígena, quilombola e para desempregados, encampados no Bloco de Lutas, fortifica-se uma aliança política e de solidariedade com a luta dos trabalhadores rodoviários, uma aliança definitivamente de classe.

Isso tudo parece nos indicar uma aliança tradicional da burguesia esfacelando-se, justamente pela sua falta de saída e total desorientação dentro dos limites tradicionais impostos pelo modelo de transporte público privatizado, enquanto a aliança dos trabalhadores, essa sim, só cresce e se fortifica. São os de baixo colocando-se na ofensiva dentro do sistema, e isso é sinal dos tempos.

Ninguém ainda tem a resposta de onde tudo isso vai nos levar, mas uma coisa é certa: a questão do transporte e do direito à cidade está na pauta nacional, e Porto Alegre está encabeçando essa luta. O transporte nas cidades brasileiras é precário, dominado por meia dúzia de grandes empresários que nadam nos milhões com o lucro das passagens, enquanto se associam promiscuamente com os governos, tal qual uma máfia criminosa. E parece que esse tipo de coisa já não está mais sendo aceita publicamente. Está instalada a crise, que é o passo certeiro para o avanço.

Todo apoio à luta dos rodoviários!
Aumento de salário sem aumento de tarifa!
Por um transporte 100% Público!
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Leonardo Palombini é professor de Geografia na Rede Pública Estadual e mestrando em Geografia pela UFRGS.

sábado, 22 de junho de 2013

O sarcasmo musical de Clarice Falcão em Porto Alegre

O bis foi combinado antes da “última” música ser executada – evidente. Com seu humor sarcástico e incrivelmente sutil e delicado, Clarice explicou à platéia que lotava o Teatro do Bourbon Country na noite de 16 de junho, em Porto Alegre, que ela e a banda desceriam ao camarim e, ao ouvirem as palmas e os gritos do fãs, voltariam para o palco. “Então, de ‘improviso’, tocamos mais duas ou três. Pensei nisso agora, vamos ver se funciona”, brincou.

Com a fala mansa de uma pernambucana de 23 anos e sotaque carioca, Clarice Falcão começou o show com irrisórios 10 minutos de atraso. A cantora, compositora, atriz, roteirista e humorista mal se movimentou no palco. Não deu mais de um passo para qualquer lado. Pouco para quem carrega tantas funções no currículo. Contudo, isso não significa que o show seja uma experiência monótona. O texto é tudo. Afinal, o seu indie folk, com um pé na MPB dos anos 60/70 e outro na música popular mais recente (Arnaldo Antunes, Marcelo Geneci, Tulipa Ruiz), embala letras de amor com tempero sarcástico. Um agridoce difícil de não gostar.
Clarice esteve em Porto Alegre na turnê de lançamento do seu primeiro disco, Monomania. No trabalho, gravado de forma independente, a cantora transfere para o mundo real todo o sucesso conquistado nos últimos dois anos na internet. Filha dos roteiristas João e Adriana Falcão, ela começou a lançar vídeos no youtube apresentando suas composições em voz e violão. Atualmente soma mais de 15 milhões de acesso. Para potencializar ainda mais seu sucesso virtual, Clarice faz parte do canal de humor Porta dos Fundos, que grava esquetes cômicas de forma independente e lança na internet. O canal é um os maiores fenômenos de acesso no youtube.

O show é uma experiência agradável. O público, adolescentes em sua maioria, cantou todas as canções do início ao fim – o que tem se repetido nas apresentações pelo Brasil. Desde a mais consagrada e mórbida 8º Andar (“Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar”) até a mais romântica De todos os loucos do mundo (“De todos os loucos do mundo eu quis você/ Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha/ De todos os loucos do mundo eu quis você/ Porque a sua loucura parece um pouco com a minha”).

Pouca luz, banda acústica e requintada, movimentos calculados e tímidos. A construção impecável, como uma peça ensaiada exaustivamente, com início, meio e fim. Por ora, Clarice Falcão é a grande boa nova da música brasileira. Um talento a ser observado e consumido em qualquer campo em que esta menina se meta a atuar. O público de Porto Alegre, e seu público de forma geral, merecem mais (até porque ela pode mais) que apenas uma hora de show.

terça-feira, 21 de maio de 2013

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E a série "Não há o que não haja", nos brinda com uma bela campanha contra o comunismo no Brasil.