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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Você Viu? #123

Como já é habitual, todas as terças-feiras aqui no PoA Geral proponho uma espécie de curadoria de conteúdo. Na sequência, portanto, você vai poder conferir links de vídeos, artigos, reportagens e entrevistas, colhidos ao longo da última semana.

Socialista Morena, 27 de janeiro
Capa da Veja em 16 de junho de 2004
Trabalho Escravo: Manifestações e protestos marcam semana de combate ao trabalho escravo
Rede Brasil Atual, 27 de janeiro

Sul 21, 27 de janeiro

Choque: Reality show envia blogueiros de moda para fábrica têxtil no Camboja
Catraca Livre, 26 de janeiro

Jornalismo B, 26 de janeiro

Blog do Sakamoto, 26 de janeiro

Estado Islâmico: entrevista com Bruno Lima Rocha, professor do curso de Relações Internacionais da Unisinos

BBC Brasil, 26 de janeiro

Opera Mundi, 26 de janeiro

Carta Maior, 24 de janeiro

DW, 23 de janeiro

DCM, 22 de janeiro

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Declaração de voto

O ato de votar, em um segundo turno, é quase um exercício de rejeição. Pois, na teoria, ficam frente a frente concepções diferentes de ideia de governo. Ao eleitor, cabe escolher entre um ou outro. Entre esquerda ou direita. Entre PSDB ou PT. Entre mais corrupto ou menos corrupto. Entre simpático e antipático. São inúmeras as dicotomias, sendo elas verdadeiras ou não. Em segundo turno de eleição, colocado o natural crescimento nas emoções e convicções de cada indivíduo, a torcida para que o outro lado não ganhe acaba sendo mais intensa do que pela vitória do seu próprio lado. 


Por acreditar que não fará bem ao Brasil e ao Rio Grande do Sul eleger Aécio presidente e Sartori governador é que voto, no próximo dia 26, em Dilma Rousseff e Tarso Genro. Entendo as candidaturas do PSDB em âmbito nacional, e a do PMDB em escala regional, como um retrocesso à direita, possivelmente valorizando a política neoliberal, privilegiando o capital financeiro e enfraquecendo o Estado e suas ações afirmativas.

Não é, contudo, um voto às cegas. Apesar do profundo respeito pela história do Partido dos Trabalhadores, e da imensa admiração pela trajetória pessoal de lutas e conquistas tanto de Tarso quanto da atual presidente Dilma, é extremamente necessário que se faça críticas aos governos do PT, sobretudo pelo viés das pautas históricas defendidas pelo partido.

Os 12 anos de mandato Lula e Dilma, e os quatro de Tarso Genro aqui no RS, representam avanços sociais históricos para o Brasil, disso não há dúvida. O combate à miséria e à pobreza foi notável, o aumento do poder de compra da classe média foi importantíssimo para o crescimento da economia do país, a ampliação das vagas ao ensino superior e técnico, mais os programas de inclusão como ProUni, FIES, política de cotas e Pronatec garantem acesso de uma parcela da população que nunca imaginou se formar e ter um diploma. Estamos vendo inúmeros casos de jovens se formando e constituindo uma primeira geração de graduados dentro das famílias menos abastadas, e isso é muito significativo. Assim como o Mais Médicos, programa que conseguiu levar saúde básica aos rincões onde médicos brasileiros não demonstravam interesse em prestar atendimento. Fora outros avanços, talvez menos importantes.

Deixo manifesto aqui, por coerência às minhas convicções, as ressalvas quanto ao projeto do PT que, através do voto, escolho para que continue por mais quatro anos. Pouco se fez quanto a reforma política, reforma agrária e reforma no sistema de comunicação social. É furtivo também o registro negativo sobre as alianças feitas em nome da governabilidade. Alianças essas que, sem dúvida, atrasam alguns avanços necessários e, infelizmente, ainda não dão sinais de enfraquecimento.

Entendendo, porém, que o processo eleitoral de 2014 elegeu uma gama de senadores e deputados com tendências gerais mais conservadoras, vejo ainda mais necessário que permaneça à frente do país um projeto político, ao menos, com a tendência de centro-esquerda demostrada pelo Partido dos Trabalhadores. Colocado o novo congresso a partir de 2015, aliado a uma possível candidatura de Aécio Neves, pautas como a criminalização da homofobia, regulamentação da maconha, do aborto e demarcação de terras indígenas e quilombolas voltarão ao fundo do baú. Ao mesmo tempo em que ganharia força a redução da maioridade penal, a privatização de presídios e o combate cada vez mais ostensivo (sanguinário e ineficaz) ao tráfico de drogas.

Colocado estes pontos, mais as sérias restrições de ordem ética e moral que tenho pela trajetória pessoal e política do candidato do PSDB, Aécio Neves, apoiado aqui no RS por José Ivo Sartori, do PMDB, é que neste segundo turno vou de Dilma Rousseff e Tarso Genro para Presidente e Governador.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

quarta-feira, 25 de julho de 2012

RS finalmente se livra das concessionárias de pedágios

O governador Tarso Genro assinou, nesta terça-feira (24), no Palácio Piratini, os termos de notificação do final dos contratos de pedágios firmados com o Estado. A partir do primeiro trimestre de 2013, a empresa estatal criada esse ano, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), deve assumir 11 praças de pedágios no estado. Outras 16, ficarão momentaneamente desativadas. A estimativa do governo é que as tarifas baixem, pelo menos, 30%.

É, sem dúvida, um momento histórico para o Rio Grande do Sul, que se livra de contratos e acordos sangue-sugas que o governo de Antônio Brito assinou com uma série de empresas privadas. Desde lá, as tarifas se tornaram um absurdo. O custo para viajar em estradas gaúchas é totalmente desproporcional à qualidade das estradas e do serviço prestado.

Com a iniciativa de não renovar com as concessionárias, Tarso toma para o Estado um bem público que não faz sentido que seja privado. Imagine que um cidadão precise pagar a um empresário qualquer para se deslocar de uma cidade a outra. Pagar ao Estado faz mais sentido, a arrecadação é pública e tem por dever que retornar em benefícios à sociedade. Prefiro, ainda, confiar na prestação de serviço e arrecadação da máquina pública do que em uma empresa privada que tem compromisso zero com algo que não seja seu próprio lucro.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Coligações bizarras e o outro lado da moeda

Há cerca de duas semanas um aperto de mão caiu como uma bomba no meio político brasileiro. Em São Paulo, Lula cumprimentava Maluf, na casa do ex-prefeito, e saudava a coligação entre PT e PP para apoiar a candidatura de Haddad à prefeitura paulista. A repercussão é proporcional à aberração política do fato. Para os admiradores do Lula e de seus ótimos oito anos de governo, a imagem choca e causa uma certa decepção. Falo por mim.

Ao encontro da famigerada coligação, outra bomba política caiu sobre a América Latina recentemente. No Paraguai, o então presidente eleito Fernando Lugo sofreu um processo de impedimento e num prazo de dois dias foi deposto do cargo. Dois dias para que se apure provas de acusação e defesa e ainda se julgue um presidente legitimamente eleito é, no mínimo, um prazo inconcebível para um sistema que se diz democrático.


À vistas grossas uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas há sim uma relação de similaridade. E esta similaridade fica evidente depois do artigo do governador do RS publicado blog RS Urgente no último dia 24 de junho. A certa altura de seu texto, Tarso relata:

[...] Aqui, eles não tiveram sucesso porque – a despeito das recomendações dos que sempre quiseram ver Lula isolado, para derrubá-lo ou destruí-lo politicamente – o nosso ex-Presidente soube fazer acordos com lideranças dos partidos fora do eixo da esquerda, para não ser colocado nas cordas. Seu isolamento, combinado com o uso político do "mensalão", certamente terminaria em seu impedimento. Acresce-se que aqui no Brasil – sei isso por ciência própria pois me foi contado pelo próprio José Alencar - o nosso Vice presidente falecido foi procurado pelos golpistas “por dentro da lei” e lhes rejeitou duramente. [...] 


O duro fato é que, sem algumas das concessões mais criticadas pelas militâncias de partidos de esquerda, seria improvável que partidos com projetos de desenvolvimento social e econômico de cunho popular chegassem à presidência e promovessem as mudanças de promoveram no Brasil. O PT e o Lula, junto ao Haddad, agora buscam uma maneira de derrotar o PSDB em São Paulo. E apesar de ser um político à moda antiga, da pior espécie, do jargão "rouba mas faz", Maluf ainda conta com um público votante que Lula sabe que pode fazer a diferença. É digno? É, no mínimo, julgável.

Lugo estava isolado no Paraguai, não procurou a tão falada governabilidade. Foi tirado do poder na primeira oportunidade que a oposição direitista viu brilhar.

Se não concordamos com Lula, ao menos podemo compreende-lo e, até, não surpreender-se tanto. Pois o ex-presidente sempre foi um grande negociado, conciliador. Um político nato, fruto da militância sindical, das grandes greves e dos grandes acordos entre classe proletária e patrão.


Outro exemplo poderemos ter bem debaixo do nosso nariz, a partir de 2013, caso Manuela seja eleita prefeita da capital gaúcha pelo PCdoB, com o apoio do PSD de Kassab e a simpatia de Ana Amélia Lemos, do PP.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Você viu? #20

Pela vigésima vez o PoA Geral reúne um punhado de matérias boas e artigos interessantes produzidos nos últimos dias e que, por algum motivo, talvez você nem tenha ficado sabendo. Aí vai:

Madona: Madonna se apresentará pela primeira vez em Porto Alegre no dia 9 de dezembro
Blog Volume, 16 de abril

Direitos Autorais: Conteúdo jornalístico não autorizado poderá ser rastreado na internet por veículos no Brasil
Portal Imprensa, 16 de abril

Argentina:  Cristina reestatiza o petróleo argentino
Blog Tijolaço, 16 de abril

Mídia: Revista Veja parece japonês perdido no mato
Blog Escrevinhador, 16 de abril

Mídia: Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, responde à Veja
Jornal Sul21, 16 de abril

História: A diferenciação social no desastre do Titanic
Cão Uivador, 15 de abril

Mídia: Tarso Genro volta a criticar Grupo RBS – E o Conselho?
Jornalismo B, 13 de abril

Trabalho escravo: Barbaridade! Tinha escravo no pacote de chimarrão
Blog do Sakomoto, 12 de abril

Bagé pede desculpas ao Brasil: Manifestantes protestam durante homenagem a Médici
RS Urgente, 14 de abril

Ao mesmo tempo em que o lançamento do livro "Médici: A verdadeira história" - escrito pelos coronéis Claudio Heráclito Souto e Amadeu Deiro Gonzale, estava sendo lançado no Clube Comercial, em Bagé, um grupo de militantes gritava por justiça em memória dos torturados, desaparecidos e mortos pela ditadura militar e denunciava a 'Era Médici' como um dos governos mais sangrentos e nebulosos da história. A manifestação aconteceu em 11/04/12.
Produção: Maria Bonita Comunicação

sábado, 14 de abril de 2012

Tarso fala com o RS Urgente e responde a David de Coimbra

Reproduzo a seguir, na íntegra, texto de Marco Weissheimer, publicado neste sexta-feira no blog RS Urgente. O jornalista encaminhou três perguntas ao governador Tarso Genro repercutindo a coluna do jornalista da RBS, publicada nesta sexta 13, no jornal Zero Hora:


Tarso convida colunista da RBS a também ter vergonha pela situação do Presídio Central
O jornalista David Coimbra perguntou hoje ao governador Tarso Genro, em coluna publicada no jornal Zero Hora, se ele não tinha vergonha da situação do Presídio Central. Para externar sua indignação com a situação dos detentos do presídio gaúcho, o colunista de ZH critica, entre outras coisas, os defensores dos animais e as manifestações a favor das bicicletas. “E os homens martirizados do Presídio Central? Ninguém se importa com eles? Onde está a solidariedade da espécie?” – pergunta Coimbra, que propõe como solução para o problema a privatização dos presídios.

O RS Urgente encaminhou ao governador Tarso Genro três perguntas sobre o tema. Eis as perguntas e a respostas do chefe do Executivo gaúcho:


Governador, qual a reação do senhor ao ver o estado atual do Presídio Central?


Acho que todos os gaúchos estão envergonhados com a situação do Presídio Central. Mas eu, particularmente, sinto-me, além de envergonhado, contente por estar orientando o governo, desde o início da gestão, para incidir fortemente sobre aquela vergonha nacional. Comecei este trabalho na época em que era ministro da Justiça, quando passei vultosos recursos para a reforma do presídio Anibal Bruno, de Pernambuco, que era tão vergonhoso como o Presídio Central. Não consegui mandar recursos para o Rio Grande do Sul porque, naquela época, as autoridades locais não preencheram os requisitos necessários para receber o dinheiro, por razões técnicas ou políticas que desconheço.


Na edição de Zero Hora desta sexta-feira, o colunista David Coimbra pergunta se o senhor “não tem vergonha” da situação. Qual a sua resposta a essa indagação?


Convido o jornalista que escreveu o isento artigo a ter vergonha comigo. Mais vergonha, talvez, porque, afinal, os dois governos que nos precederam foram eleitos com o apoio ostensivo das editorias da rede de comunicação onde ele trabalha. Os últimos oito anos de total descaso com o Presídio Central é que resultaram esta situação dramática que, paulatinamente, vamos corrigir. Ou alguém pensa que drama do presídio é resultado dos últimos 15 meses? Portanto, em oito anos de governos que foram eleitos com o ostensivo apoio dos “formadores de opinião” do jornal ao qual o referido jornalista presta o seu serviço, pouco ou nada foi feito em relação ao Presídio Central.

É bom a gente socializar a vergonha, senão parece que a imprensa é uma estrutura de poder “neutra”, composta só por pessoas puras e dotadas de incrível senso de responsabilidade pública, que não tem nenhuma responsabilidade com o que ocorre na esfera da política e nas decisões de Estado. Eu gostei do artigo. Achei muito bom o texto. Mas como represento uma instituição -o Executivo Estadual- e um projeto político -da Unidade Popular Pelo Rio Grande- convido-o a refletir sobre a herança que recebemos, cuja construção não teve o nosso apoio nem a nossa cumplicidade política, para que todos nos envergonhemos. E para que passemos a trabalhar juntos para construir um novo Rio Grande.


Na sua avaliação, a privatização é uma solução para o problema dos presídios?


Não vamos diminuir ou abdicar das nossas funções, como ocorrido em gestões anteriores. Esta é uma questão constitucional: a custódia dos detentos é responsabilidade do Estado. Qualquer empresa que entra em um negócio visa o lucro e o sistema prisional não serve para isso. Quero deixar claro que não somos contrários às PPPs. Pelo contrário, estamos encaminhando algumas. Mas elas não podem ser feitas no sistema prisional.

Em um passado recente, era de bom tom neoliberal reduzir as funções públicas do Estado, fazer promoções para demissões voluntárias, como ocorreu no governo Britto (referência para alguns como “modelo de gestão”), aplicar brutais arrochos salariais em todos os servidores, principalmente da Susepe, policiais civis e militares, terceirizar serviços e dar isenções fiscais concentradas exclusivamente em grandes empresas, deixando a base produtiva histórica do estado a ver navios. E mais, ainda restam 50 mil ações da Lei Britto para pagar, presente herdado por todos os governos que sucederam o governador Britto, ponto culminante da arrogância neoliberal no nosso estado.

sábado, 10 de março de 2012

A alteração dos critérios de promoção de oficiais na BM

Fabio Fialho Martins*

Foi aprovado na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (06/03), um estranho projeto de lei, que foi enviado pelo governador do estado do RS, Tarso Genro, que tem a intenção de partidarizar a Brigada Militar do estado.

Os grandes cargos da BM (Major e Tenente-Coronel) eram nomeados conforme sua antiguidade na casa, seus cursos e suas condecorações como oficial da BM. Conforme seus méritos, eles iam acumulando pontos para uma futura promoção. Outro fator que ajuda para essa promoção, é uma nota subjetiva (leia-se: Nota Política) que faz com que pessoas do governo deem pontos para os policiais, mas a pontuação era muito baixa, ainda valia mais à pena estudar para conseguir uma promoção.

Com a PL 448 enviada, estranhamente em regime de urgência, e aprovada SOMENTE pela base aliada do estado, a brigada militar passará a perder seus méritos honrosos e passará a ser uma brigada política, pois a lei prevê um aumento de 450% de aumento no peso da nota subjetiva.

Como o projeto foi enviado com regime de urgência, nem os deputados aliados ao governador, nem a oposição, tiveram tempo hábil para conversar com os policiais e cidadãos para ver se esse projeto é ou não aceitável pela própria classe.

Estranho como um projeto que não é nem discutido com a própria base aliada do governo é aprovado, mesmo com a própria brigada militar sendo contra essa Lei.

Você tem o direito de fazer o bem de todos, escolha bem seus candidatos nas próximas eleições, você nunca sabe quando será afetado por eles.

*Estudante de jornalismo

*Este artigo, especificamente, não representa a opinião do blog

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Você viu? #9

PoA Geral levantando a cabeça e prestando atenção no que acontece ali do lado - que, na maioria das vezes, é mais interessante do que acontece aqui.

Governador anuncia Piso Regional de R$ 700 a partir de março - Portal do Estado do RS, 19 de Dezembro.

Dando seguimento à série de entrevistas que o Sul21 está fazendo com os pré-candidatos ao cargo de Prefeito de Porto Alegre, Adão Villaverde, do PT. Assista as duas primeiras entrevistas AQUI.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Você viu? #2

Compilação de links dos últimos dias. Todas as terças-feiras, aqui no PoA Geral.

TV a cabo: vigarice e desrespeito ao consumidor - Diário Gauche, 31 de Outubro

TV Sul21: MST segue acampado e cobra promessa de governo Tarso, 31 de Outubro.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Governo do RS lançará Gabinete Digital

O lançamento do Gabinete Digital e do site deste novo espaço de comunicação entre Estado e cidadão está marcado para às 17 horas do dia 24, no Palácio Piratini. O evento será transmitido ao vivo pelo site do Gabinete Digital.
Segundo os  idealizadores do projeto e as informações do blog RS URGENTE, a ideia é inspirada em iniciativas como o e-Sergipe, do governador Marcelo Deda, as audiências digitais promovidas pelo governador Cid Gomes, no Ceará, e as experiências de Barack Obama, nos Estados Unidos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tarso Genro concede entrevista à mídia blogueira

Matéria do Jornal Sul 21, assinada por Milton Ribeiro


Hoje pela manhã (05), o governador Tarso Genro concedeu entrevista a um grupo de blogueiros no Palácio Piratini. Segundo o governador, este gênero de encontro deverá repetir-se em seu governo como forma de reconhecer e valorizar este meio de comunicação já não tão alternativo.
Os blogueiros sorteados fizeram questionamentos sobre os mais variados assuntos. Destacamos as principais respostas do governador.
Sobre a importância dos blogs e redes sociais: “Finalmente está ocorrendo a democratização da comunicação. Os blogs e redes sociais vão no sentido inverso da deslegitimacao da atividade politica e dos politicos, tal como tem tentado fazer a chamada grande imprensa, onde ocorre uma comunicação unilateral, sem liberdade ou livre trânsito de conceitos. É a palavra do dono do jornal ou, pior, a interpretação da mesma. Os meios agora disponíveis funcionam como oxigênio para a informação”.
Sobre o MST: “Temos procurado estabelecer diálogo permanente com o MST. É nosso interesse. Buscamos sempre o apoio do governo federal para realizar rapidamente os assentamentos. Curiosamente, a constituição brasileira é hostil à reforma agrária. Ele não permite uma rápida emissão da posse. Permite que o ex-dono fique na posse da terra até o ultimo dia da demanda judicial. Há casos de terras que ainda estão sob judice desde o governo Olivio. A reforma agrária no Brasil é uma equação complicada; não obstante, o RS deseja manter o destaque da agricultura familiar. Não pode abrir mão deste padrão no estado. A importância da agricultura familiar na organização da sociedade é fundamental”.
Sobre o déficit zero divulgado pelo governo Yeda Crusius: “Não houve déficit zero nem em termos nominais nem em termos estruturais. O governo anterior deixou de fazer alguns gastos e cortou investimentos. A situação fiscal do Rio Grande do Sul hoje é mais ou menos a mesma do governo Rigotto. Não adianta nada anunciar medidas anticrise espetaculares que só rendem belas manchetes. Já vimos desde o PDV (Programa de Demissão Voluntária) do governo de Antonio Britto que isso não resolve nada. Nunca achamos, por outro lado, que o Estado estava saneado e tampouco pensamos que a situação é ingovernável”.
Sobre a pequena participação das mulheres no Conselhão: “A participação menor das mulheres não é deliberada. Elas são em menor número na política, infelizmente. Temos sempre dificuldades para cumprir a lei que exige que as listas partidárias eleitorais tenha cotas de 30% para as mulheres. No governo federal e estadual há um necessário processo de discriminacao às avessas, que visa a colocação das mulheres e das minorias nas estruturas de comando e de mão-de-obra”.
Sobre a Comissão da Verdade: “Vejam as Mães a as Abuelas da Praça de Maio: a Argentina tem organizações de direitos humanos muito mais fortes do que as nossas. Lá houve punições e investigações sérias. A criação da nossa Comissão da Verdade deve ser apoiada sem restrições. As vitimas da ditadura e seus descendentes, se houve, assim como a sociedade, devem ser atendidos. Precisamos nos livrar da vergonha do encobrimento dos crimes do período militar".


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Outras coberturas e textos relacionados:
Sem dúvida, do ponto de vista da comunicação social, a iniciativa do governador do estado de conceder entrevista coletiva para a imprensa blogueira, pela segunda vez quatro meses de mandato, é uma excelente notícia e perspectiva. A notícia, pela notícia, pelo fato novo, que já não é tão novo nem menos expressivo. A perspectiva, a melhor possível, para um jornalismo mais plural, com mais possibilidades e menos monopólio.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Governo do RS quer Fórum Social Mundial de volta

Segundo veiculado no Jornal Sul 21 na tarde desta segunda-feira, representantes do governo do estado do Rio Grande do Sul viajem terça-feira (8) para a África a fim de encaminhar ao Comitê Internacional do FSM um ofício no qual o Estado se compromete em apoiar a realização do Fórum novamente em terras gaúchas em 2012 e 2013.
O documento foi assinado em conjunto pelo governador Tarso Genro; o presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde; a presidente da Câmara de Vereadores, Sofia Cavedon e os prefeitos de Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo. O 11° FSM está acontecendo no Senegal, começou dia 6 de fevereiro e vai até dia 11, na capital Dakar. É para lá que vão o secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS), Marcelo Danéris e o assessor de Cooperação e Relações Internacionais, Tarson Nuñes, representantes do RS.
Torço para que essa tentativa consiga trazer novamente o FSM para Porto Alegre, cidade que sediou os três primeiros fóruns, em 2001, 2002 e 2003, e voltou a recebê-lo em 2005. O FSM é o grande momento da esquerda, um contraponto ao Fórum Econômico de Davos, e é importante para o RS e para Porto Alegre voltar a fazer parte desse momento, como já o fez com há alguns anos principalmente com o Orçamento Participativo.  

domingo, 12 de dezembro de 2010

Entrevista do novo governador, pelo RS URGENTE

Texto publicado dia 10 de dezembro, por Marco Weissheimer, no blog RS URGENTE. (clicando aqui, link para os outros 15 blogs que participaram da entrevista coletiva com Tarso Genro) 

Tarso Genro: “Teremos políticas de Estado para democratizar a Comunicação”
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), entrou no bolicho do Centro de Treinamento da Procergs, para a entrevista coletiva com blogueiros e blogueiras, anunciando dois nomes chave de sua equipe de comunicação: Vera Spolidoro assumirá a Secretaria de Comunicação e Pedro Osório a Fundação Piratini. Ambos acompanharam a entrevista que se desenrolou por aproximadamente uma hora e meia. Definitivamente, não foi uma “entrevista chapa-branca”, como alguns críticos chegaram a afirmar. Tarso Genro foi questionado sobre propostas de governo e sobre temas polêmicas como a presença no governo de representantes de partidos envolvidos em denúncias de corrupção, a relação com o MST e demais movimentos sociais, o destino dos investimentos das papeleiras, o projeto do Cais do Porto, na capital, e a relação com a mídia, entre outros temas.

Transmitida ao vivo pela internet e também pelo twitter, a entrevista marca um novo tipo de relacionamento entre governo e sociedade no Estado. Embora não sejam representativos de toda a sociedade, os blogs consolidaram uma posição no debate público que não pode mais ser negada. A exemplo do que aconteceu na entrevista do presidente Lula, abriu-se um espaço de interlocução com o poder estatal que até então estava restrito aos grandes meios de comunicação. A coletiva realizada na tarde desta sexta-feira no centro da Procergs mostrou que a famosa “democratização da comunicação” pode assumir formas concretas que não tiram pedaço de ninguém. Pelo contrário, tem o potencial de aproximar os governantes da sociedade e de exigir maior transparência por parte do Estado. Foi apenas a primeira experiência desse tipo e provavelmente deve ser reeditada ao longo do governo, com a ampliação e diversificação do número de participantes.


“Não teremos postura paternalista na Comunicação”

A pauta da entrevista foi diversificada. Tarso Genro respondeu a perguntas sobre temas que foram da economia solidária à prisão de Julian Assange, do Wikileaks. O governador repetiu posição expressa ontem pelo presidente Lula que cobrou dos grandes meios de comunicação e de suas entidades de classe uma posição condenando a prisão de Assange e ao cerceamento à liberdade de expressão. Para Tarso, o silêncio sobre a prisão de Assange expressa um cinismo radical de setores da grande mídia. Ainda no terreno da comunicação, ele anunciou que o debate sobre a criação do Conselho Estadual de Comunicação se dará no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e que seu governo não adotará uma postura paternalista em relação à chamada “mídia alternativa”. “Teremos políticas de Estado visando a democratização das fontes de produção e reprodução de informação e de opinião pública. Não existe hoje no Brasil o direito da livre circulação da opinião”. Seu governo buscará avançar nesta direção.

Uma ideia organizou quase todas as respostas de Tarso: inspirado nas experiências do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do governo Lula, e do Orçamento Participativo no RS, ele promete adotar o diálogo entre os diferentes setores sociais como mecanismo de resolução de conflitos e de elaboração de propostas para os problemas do Estado. Isso ficou claro, por exemplo, quando foi indagado sobre a relação com o MST, os movimentos sociais e os sindicatos que, como se sabe, no governo Yeda foram tratados como um caso de polícia. “A polícia não deve ser uma polícia de classe, de nenhuma classe em particular, mas sim uma polícia de Estado, uma instância republicana responsável pelo cumprimento da lei”, resumiu. Tarso disse que pretende conversar com o MST e outros movimentos para adotar uma estratégia de antecipação e resolução prévia de possíveis conflitos. “Queremos nos antecipar a qualquer confronto, usando a via do diálogo”, afirmou. Por outro lado, ainda falando sobre o MST, lembrou que o Estado brasileiro ainda deve uma Reforma Agrária à sociedade.


“Decisões da governadora Yeda vale até o fim de seu mandato”

Indagado sobre a presença, no governo, de partidos envolvidos em denúncias de corrupção, Tarso respondeu que nenhuma pessoa indicada para o governo estaria impedida pelos termos da Lei da Ficha Limpa. Ele anunciou que o governo terá uma Comissão de Ética Pública e que a Secretaria de Segurança terá um departamento especial para tratar do tema da corrupção. Por outro, defendeu uma alteração no foco desse debate, propondo que a sociedade passe a se preocupar também com os agentes corruptores do setor privado.
Tarso também falou sobre a polêmica envolvendo a direção do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). A pouco menos de um mês do final de seu governo, Yeda Crusius (PSDB) indicou um nome para presidir o órgão, apoiado por 76 arrozeiros do Estado, contra a vontade do governador eleito que indicou para o cargo o nome do prefeito de Santa Vitória do Palmar, Cláudio Pereira. “O Irga é uma instituição do Estado e a função do presidente do órgão é conduzir políticas de Estado e não atender a interesses de um grupo de arrozeiros, com todo o respeito que tenho a esse setor produtivo. As decisões da governadora Yeda valem até o fim do seu mandato. A vontade de 76 arrozeiros deve valer mais que a vontade de um governador eleito com milhões de votos?” – indagou.


Órgãos ambientais serão recuperados

O governador anunciou, por fim, que pretende recuperar os órgãos ambientais do Estado, fortemente sucateados nos últimos anos, reaparelhando suas estruturas e realizando concursos públicos para remontar as equipes que foram desmontadas. Indagado sobre as divergências envolvendo a legislação ambiental e o novo Código Florestal, Tarso admitiu que há problemas que ele ainda não sabe como vai resolver aqui no Estado. Citou como exemplo a preocupação de pequenos agricultores com certos dispositivos da legislação que poderiam inviabilizar sua atividade produtiva. “Vamos ter que debater isso com todos os setores envolvidos”, avisou.