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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Filme de Segunda 72

 Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança
Jackeline Moraes

Um filme tão babaca, mas tão babaca que assisti duas vezes. Tentem entender o que eu digo nas linhas a seguir. Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança traz mais arrependimento do que a ressaca pós balada de sábado.

O filme era pra ser um reboot, como os americanos chamam, trata-se de uma tentativa de recriar o filme a partir de um recomeço. Parece que a estratégia visa esquecer o primeiro filme, com exceção para o protagonista Nicolas Cage, que foi mantido no lamentável papel.
O Motoqueiro Fantasma 2 ganhou toques de trash. Não sei vocês, mas eu não gosto de trash, muito menos com Nicolas Cage e uma história que não é de fato maravilhosa, mas podia ser ao menos divertida. Porém a proposta é tédio total e uma vontade de acabar (desligar) com a tortura o mais rápido possível.

O filme lembra a história de Johnny Blaze, um motoqueiro amaldiçoado após um pacto com o demônio que o transforma em uma figura assustadora, uma caveira flamejante, porém agora ele tem uma missão nova. Blaze é contatado pelo padre Moreau, que diz ter um modo de salvá-lo de seu “problema” se ele conseguir resgatar o jovem Danny Ketch e sua mãe das garras do Diabo e seu assecla Carrigan.

A começar pela historinha aventurinha-mamão-com-açúcar, o restante do filme segue ladeira a baixo. Os efeitos “slow” são usados de forma tão abusivas que cansam, Nicolas está tão terrível que chega a ser cômico quando era pra ser dramático. Enfim, tão ruim que assisti duas vezes porque desisti no meio da primeira tentativa.  Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança  é um fracasso total.

Gênero: Ação 
Duração: 110 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Brian Taylor e Mark Neveldine
Roteiro: David Goyer e Roy Thomas
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 10 anos
Ano: 2012

Classificação PoA Geral (Por Jackeline Moraes)
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
X Ruim
- Péssimo

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Filme de Segunda

Kick-Ass - Quebrando tudo
Fiquei realmente empolgado assistindo Kick-Ass! As aparências enganam mesmo, e Kick-Ass já surpreendeu muita gente. A maioria delas, positivamente. Não se trata de uma simples comédia para nerds, não se trata de um simples drama, nem de um simples filme de ação ou de uma simples adaptação de HQ. O filme é tudo isto, o que não o torna simples. É um grande filme.
O tema: super-herói. Normal para uma adaptação de HQ. Porém a grande sacada da história, originalmente criada por Mark Millar, é de que o herói é um adolescente absolutamente normal, sem grandes feitos nem defeitos, que passa as horas vagas lendo histórias em quadrinhos com seus dois amigos nerds. Esse cara está cansado da monotonia, de não acontecer nada em sua vida, ao mesmo tempo em que se pergunta o por quê de até então ninguém ter tido a idéia de pôr uma fantasia, uma máscara e sair por aí combatendo o crime, como muito se faz nos quadrinhos e no cinema. Então ele decide ser esse cara.
O diretor Matthew Vaughn trabalhou na adaptação junto com o roteirista Jane Goldman. O trabalho é impecável desde a escolha do elenco. Aaron Johnson, ator que encarna o nosso herói Kick-Ass, também é o protagonista em O garoto de Livepool, fazendo o Lennon. A espetacular atriz-mirim Chloe Moretz dá um show interpretando a violenta Hit Girl. Ainda tem o hilário McLovin (Christopher Mintz-Plasse) de Superbad, fazendo o aspirante de vilão Red Mist, e o coadjuvante Nicolas Cage, muito bem, discreto, sem ofuscar a meninada, fazendo o Big Daddy.



Kick-Ass é um verdadeiro divertimento, mas não é filme para familia toda ou para qualquer público, passa longe de ser um homem-aranha. Apesar do climão besteirol e do clima super-herói, o filme se leva a sério, tem momentos tensos, de mexer com o espectador, e tem muita violência, regado à humor negro, a la Tarantino. Propício à chocar desavisados.
Quando o personagem Dave Lizewski decide comprar sua fantasia pela internet e sair por aí fantasiado de herói e batendo em bandido, ele bate é de frente com a realidade. Na pele do Kick-Ass, Lizewski apanha muito e por diversas vezes vê sua vida por um fio. Na sua realidade sem máscaras, chega ao cúmulo de fingir ser gay para se aproximar de uma garota. Com dramas comuns a muitos adolescentes, redes sociais, internet, música, relacionamentos, violência etc, Kick-Ass - Quebrando tudo sabe também ser uma crônica dos dias atuais.
No momento em que Dave Lizewski descobre que ele não é o único louco que vai para as ruas de Nova York vestido de super-herói, a história cresce, mistura o fantástico com o real e torna tudo muito crível, dramático e engraçado. Não há nada parecido no cinema, Kick-Ass é totalmente original. Filmaço!
Classificação PoA Geral
- Obra
X Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo
- Inclassificável

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