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domingo, 10 de novembro de 2013

Seis jogos sem marcar. Tem explicação?

Tem explicação. Não é exata, afinal se trata de futebol. Mas vai muito além da falta de sorte protestada por Renato, após a derrota de 3 a 0 para o Cruzeiro, em pleno Mineirão lotado. Primeiro o jogo: o Grêmio não jogou para levar três. No retorno do 3-5-2, o time de Renato Portaluppi defendeu-se bem até meados da segunda etapa, concedeu poucos espaços ao bom time de Marcelo Oliveira, que sendo o bom time que é, virtual campeão brasileiro, aproveitou cirurgicamente o que teve de oportunidade. Na frente, o Grêmio teve um Kléber e um Barcos mai próximos, tentandodo ser uma dupla de fato. Contudo, os atacantes gremistas voltaram a falhar nas finalizações. 

Dentre as milhares de variáveis dentro de uma partida de futebol, destaco sempre três fatores como os mais importantes para definir se uma equipe vence ou não um jogo. Quase que inventarialmente são eles: posse de bola, intensidade e ocupação de espaço. No Mineirão, o Cruzeiro teve 64% da posse da bola (Footstats), teve equilíbrio quando imprimiu intensidade para abrir o placar na primeira etapa e depois quando usou essa intensidade para marcar o Grêmio na segunda etapa e chegar ao segundo gol apenas aos 33 do segundo tempo, matando o time gaúcho animicamente e liquidando a partida aos 40 minutos, com a marcação do terceiro gol. Em contrapartida, o Grêmio não teve essa intensidade nem quando resolveu atacar, nem mesmo quando queria marcar o adversário, fundamentalmente a partir da metade do segundo tempo.

Ramon Bittencourt / Lancepress!

Porém, o que essa equipe do Grêmio mais carece no atual momento é de ocupação de espaço. Apesar dos três gols dese domingo, tem ocupado razoavelmente bem os espaços defensivamente. É na transição da defesa para o ataque que a equipe tem falhado feio nos últimos jogos. Dificilmente alguém diferente dos atacantes gremistas perdem gols. Falhas individuais? Certamente. Questão de fase ruim e incompetência: a bola não está entrando. Mas há uma falha coletiva, pois uma equipe é formada de 11 jogadores, e precisa que aconteça um certo rodízio nas micro-regiões do campo. Um exemplo básico é como joga o Barcos, saindo bastante da área. 

Não é difícil ver a área de ataque gremista desabitada. Se o Barcos está fora dela, cumprindo uma função tática muitas vezes determinada por seu treinador, é preciso que alguém, no mínimo, ocupe aquele espaço vazio. Seja um volante, um ala ou um segundo atacante. Isso é ocupação de espaço, compensação tática. É um quesito em que o Grêmio parece ter regredido nos últimos meses.

Portanto, não é só culpa da sorte, do Barcos, do Kléber, do Vargas e do Mamute. É um conjunto de situações, e só pode ser corrigido pelo Renato Portaluppi. 

domingo, 25 de agosto de 2013

A vitória da convicção

Da derrota para o Santos, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, não ficou apenas o resultado negativo e a desvantagem para o jogo de volta. Ficou a boa postura tática. Renato entendeu que aquela havia sido a melhor apresentação do Grêmio no 3-5-2 e compreendeu que esquema bom não é o que ganha, mas sim o que dá consistência, ocupação de espaço e perspectiva de crescimento. Por isso manteve os três zagueiros, os cinco meio-campistas e os dois atacantes. Exatamente os mesmos 11, postados da mesma maneira. E com um pouco mais de aplicação e efetividade, venceram o Flamengo, fora de casa, chegando a quatro vitórias consecutivas no BR-13.


Se o Flamengo está mal colocado na competição, se teve o desfalque importante de Elias, se jogou sem o apoio massivo de sua imensa torcida, se pensa mais na Copa do Brasil, nada disse interessa ao Grêmio. O fraco time carioca, mesmo no 4-3-3 armado por Mano Menezes, conseguiu deixar Marcelo Moreno solitário na frente.

O Grêmio marcou bem. Acima de tudo marcou, pois esta é a característica da equipe de Renato Portaluppi. A marcação começa com Kléber e Barcos e intensifica-se quando o adversário chega na linha do meio-campo, com Alex Telles, Riveros, Ramiro e Pará dando o combate, Souza posicionado alguns metros atrás, na sobra, e os três zagueiros ligados, rebatendo o que passar pela forte marcação dos cinco meio-campistas.

Assim, marcando forte, o adversário erra e é nesse erro que o tricolor tem ganhado seus jogos. Se as situações de gols foram poucas, as do Flamengo quase inexistiram. O Grêmio foi efetivo como não foi contra o Santos. Mas ainda pode ser mais, se defender e ganhar com mais tranquilidade, como havia se desenhado no primeiro tempo da importante vitória de 1 a 0 sobre o Flamengo.

O Grêmio vence e passa, aos poucos, a convencer. Coisa que, sinceramente, já não esperava dessa equipe em 2013.

MIL POSTAGENS!
Não é fácil manter um blog, ainda mais quando ele passa a ser a terceira ou quarta atividade do dia. Claro que gostaria de atualizar com muito mais frequência o PoA Geral, mas tenho conseguido, em média, postar três ou quatro textos por semana nos últimos anos. E dessa forma, muito feliz, chego ao número expressivo de mil postagens.

Obrigado a todos que leem, ajudam e já ajudaram. Rumo aos dois mil textos!  

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Grêmio não aproveitou o erro do adversário

Miguel Schincariol / Estadão Conteúdo
Essa derrota para o Santos, no primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, está longe de ser definitiva. O Grêmio segue vivo e favorito a passar de fase. Portaluppi não tem uma equipe pronta, ainda está em formação, porém está um estágio acima da equipe em transição de Claudnei Oliveira. Portanto, mesmo com a vantagem mínima conquistada, não enxergo o Peixe com grande possibilidade de classificar-se dentro da Arena, na próxima semana.

Ironicamente foi a melhor apresentação do 3-5-2 de Renato. Uma proposta muita mais clara em campo, bem definida, com o jogadores conscientes das funções que precisavam exercer. O esquema, que foi de necessidade a convicção após o Gre-Nal, parecia ter entrado em seu estágio de maturação. O Tricolor fazia bom jogo até levar o gol aos 36 do segundo tempo, porém cometeu o erro de não ser letal.

Nas últimas partidas o Grêmio se defendia, se protegia, corria riscos mínimos e especulava no erro do adversário. Pouca coisa diferente disso aconteceu nessa quarta, na Vila Belmiro. Em alguns momentos a equipe de Renato até teve a posse de bola e propôs o jogo. Vive um momento anímico mais tranquilo que a jovem equipe santista, e disso o Grêmio poderia tirar mais proveito.

Diferente dos últimos três jogos em que marcou 9 gols, desta vez o Tricolor desperdiçou. O Santos errou como o Renato queria. Claudnei escondeu Montillo grande parte do jogo, tentando que o argentino fosse um falso-nove, entre os zagueiros gremistas. Não deu muito certo. O que deu certo foi a movimentação do meia, que na segunda etapa foi recuado e, vindo de trás, construiu toda a jogada do gol santista. Momento raro.

O Grêmio teve o erro do adversário a seu favor. Barcos e Kléber fizeram boa partida, mas erraram gols que atacantes do nível de ambos não podem perder. E quem perde é o Grêmio, pagando o preço do desperdício, justamente na melhor partida do esquema que deu as três últimas vitórias ao time gaúcho. Entretanto - e posso queimar a língua -, em Porto Alegre, dá Grêmio. 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Rodada de tropeços e reflexão para a dupla Gre-Nal

São José 0 x 0 Internacional

Na quarta-feira o Inter não passou do 0 a 0 com o São José, jogando no Passo D'Areia, na grama sintética molhada da chuva caiu sobre Porto Alegre naquela noite. Aliado a isso, Dunga não contou com cinco jogadores: Forlán, D'Alessandro, Fred, Ygor, Moledo e Juan. Alguns destes, é verdade, foram apenas preservados, enquanto outros estavam vetados pelo DM ou servindo sua seleção - caso de Forlán.

Se colocarmos na lista o Willians, o número sobre para seis. É mais da metade de um time. Em condição incomum de gramado, passa a ser compreensível a brutal queda de rendimento do Inter. Sinal que o grupo é fraco ou precisa de reforços? Não é fraco, mas como qualquer clube grande, boas contratações nunca são dispensáveis. 

Direção e comissão técnica sabem que nenhum time no mundo mantém o mesmo rendimento quando troca cinco titulares por cinco reservas. Assim como sabem que contra o São José, dava pra jogar um pouco mais. Não como Josimar, que dessa vez tentou jogar mais do que sabe, e fez muito menos do que vinha fazendo. 

O diretor de futebol, Luis César Souto de Moura, após o jogo, disse que só Atlético-MG e Corinthians no Brasil podem e estão rendendo mais que o Internacional. Ele não está muito errado, e quando falou que as críticas ao time existem e são feitas de forma interna, deu a entender que o Colorado sabe que o grupo de jogadores ainda precisa de algumas peças.


Grêmio 1 x 2 Cruzeiro

Fernando Gomes/Agência RBS
O resultado diz. O Grêmio fracassou, dentro da Arena. Perdeu para um Cruzeiro que ainda não tinha vencido na Taça Farroupilha. O pior para o time de Luxemburgo é que essa derrota vai além do Gauchão e acaba tendo reflexo na Libertadores. Afinal de contas, a equipe que entrou em campo, sem Elano e com três atacantes, era até então a mais provável formação para enfrentar o Fluminense, no dia 10.

É sempre muito complicado de sustentar uma ideia se baseando em derrotas ou atuações ruins. A vitória, com qualquer esquema, dá confiança, moral e consistência a um time. O ideal é que o Grêmio chegue para o confronto pela Libertadores dessa forma: confiante, com moral elevada e consistência. Por este aspecto, o 4-3-3 parece se tornar inviável.

Contudo, sigo com a ideia de ser a melhor opção para o Grêmio, considerando o acréscimo de Vargas no lugar de Kléber ou Welliton. Concordo com Luxemburgo quando diz que não devemos creditar a derrota exclusivamente ao esquema. O Grêmio já perdeu no 4-4-2, e perdeu bastante, inclusive.

Muitos fatores acabam determinando uma derrota ou uma vitória. O que mais pesa é a aplicação correta de um plano de jogo bem traçado. E este plano de jogo pode ser executado em qualquer esquema. Em qualquer formatação é preciso aplicação, intensidade e repetição. Pela coletiva pós jogo do treinador, faltou os dois primeiros. Pelo que declararam os jogadores na saída de campo, falta ainda repetição.

O que eram seis jogos pelo Gauchão para preparar o time, agora são apenas dois. Sinceramente, não sei mais se Luxemburgo banca o 4-3-3 contra o Fluminense.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cansaço e displicência tiram Grêmio da Sul America

Alertei aqui no PoA Geral que a displicência do Grêmio no primeiro jogo contra o Millonarios, no Olímpico, poderia complicar o jogo da volta, em Bogotá. Em ambas as partidas, o time de Luxembrugo foi superior quando quis jogar, evitou o balão, colocou a bola no pé trocou passes. Como no primeiro tempo na Colômbia, de Grêmio 1 a 0 e classificado com qualquer empate ou qualquer derrota por um gol de diferença. No segundo tempo, em 30 minutos, o time gaúcho tomou três gols e acabou eliminado, quase que de forma traumática, aos 48 da etapa final, com gol de pênalti, bem assinalado pelo árbitro.

No jogo derradeiro, o fator cansaço também pesou. O Grêmio abdicou de jogar futebol ainda quando tinha fôlego, na metade final do primeiro tempo. Depois, não conseguiu acompanhar o ímpeto de um time acostumado a jogar na altitude e emabaldo por 40 mil torcedores. O Grêmio provou do próprio veneno, sofreu o que muito já fez no Olímpico. Deveria saber o antídoto, que é não ser displicente, propor o jogo enquanto for possível.

Lucas Uebel/Grêmio Divulgação
Vanderlei Luxemburgo começou a partida com duas linhas de quatro jogadores, Moreno como único atacante e Zé Roberto mais atrás, servindo de enganche entre meio e ataque. Bem protegido, com Pico e Pará de laterais base, sem desproteger a linha defensiva, com Marco Antônio na direita, Gago na esquerda e Souza e Fernando marcando e saindo pro jogo pelo meio, o Grêmio controlou o jogo na primeira etapa e saiu na frente no placar. Uma baita vantagem de 2 a 0, sendo um dos gols fora de casa (critério de desempate). Mas cometeu o erro de se apegar ao regulamento cedo demais.

Luxa ainda deu azar nas substituições. Tentou mais poder de fogo com Elano no lugar de Marco Atônio. O camisa 7 jogou menos que o meia que começou jogando. Para dar mais combatividade no ataque e tentar cavar faltas perto da área do adversário, Kléber entrou no lugar de Moreno. O Gladiador ficou três minutos em campo e sentiu o tornozelo, teve de ser substituído por André Lima. Talvez o Grêmio tivesse melhor sorte se tentasse dois atacantes no momento em que o Millonarios se jogou em busca do resultado. Não se sabe, só sabemos como foi. 

E não foi bom para o Grêmio, que acaba com qualquer possibilidade de título em 2012. O Olímpico não merecia um final em branco. Em contraponto, esse time talvez não merecesse as glórias de um título sul-americano. Fica de bom tamanho brigar por uma segunda colocação no BR-12. A vaga direta para a Libertadores 2013 é fator essencial para a preparação da equipe no início da próxima temporada.

domingo, 21 de outubro de 2012

Novo empate e um novo (velho) Presidente

Ricardo Duarte/ClicRBS
No sábado, um empate horrível para o Grêmio, contra o Coritiba, no Olímpico. Um Olímpico de dias contados, que teve sua derradeira eleição nessa abafada tarde de domingo. Pleito que transcorreu na mais absoluta paz, diferente do que indicava as últimas semanas de campanhas acirradas - principalmente por parte de Fábio Koff, chapa 01, e Paulo Odone, chapa 04.

Deu Koff, com 57,5% dos votos dos 13.547 associados que participaram das eleições do clube. Fábio Koff volta depois de 16 anos, para presidir o Grêmio no biênio 2013/14. Justamente no início de uma nova era, quando o Grêmio troca de casa, vai para a nova Arena. É compreensível e legítimo que o torcedor gremista recorra ao maior símbolo do Grêmio vencedor dos anos 80 e 90 para retomar as conquistas que não aconteceram nos últimos 11 anos.

Voltemos à sábado. Grêmio e Coritiba, 0 a 0. Jogo ruim, de um Grêmio aparentemente preguiçoso, e declaradamente cansado. No seu retorno, Júlio César não deu a contribuição na esquerda que vem dando Anderson Pico. Assim como Bertoglio, que entrou no segundo tempo. Jogadores desembocados, sem ritmo, não tiveram a intensidade dos melhores momentos do Grêmio 2012. Que, aliás, não precisa ir muito longe. É só olharmos três dias antes, contra o Flu, no 2 a 2 do Engenhão, de uma bela partida gremista.

Moreno faz muita falta ao time. Assim como Kléber tem feito falta, mesmo jogando. O Gladiador não vive bom momento, e já demonstra estar ansioso com essa situação. Luxa optou em jogar sem a figura do centroavante, mas não compensou taticamente. Kléber e Leandro caiam demais para os lados, assim como Zé Roberto e Elano, que entraram pouco na área. A compensação tinha que ser de quem vinha de trás.

No 4-4-2 com meio campo em quadrado e com pouca infiltração na área, o Grêmio facilitou a boa marcação do Coxa, que tem o cobertor curto. Ou marca ou ataca. O pouco risco que o Tricolor correu na partida, é o retrato de um jogo chato de assistir, de um 0 a 0 mais que merecido.

Sorte do Grêmio que o São Paulo não venceu, deixou de encostar, continua quatro pontos atrás. Os mesmo quatro pontos que agora separa o Grêmio da segunda posição, depois da belíssima vitória do Galo sobre o Fluminense, nesse domingo. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Grêmio no limite físico e técnico?

Diego Vara/Agência RBS
O empate trágico em 1 a 1 no Olímpico contra o Santos, no último domingo, me parece ser um sinal do limite desse bom Grêmio de Vanderlei Luxemburgo. O time é esse, e não passa disso. E tem até possibilidades de passar, caso Atlético-MG e Fluminense vacilem muito mais que o time gaúcho nessa reta final. Não é a tendência.

No segundo tempo sem Neymar, e com o Peixe com 10 homens em campo,o Grêmio demostrou certa fadiga tática e física. Era o momento da guinada, de encostar no Galo e seguir o BR-12 (e o Flu) com o moral lá em cima. Mas o Grêmio não foi capaz de dar essa guinada, talvez porque essa terceira colocação seja mesmo o limite do plantel gremista.

Quando falo em fadiga tática, me refiro às opções e estratégias tentadas por Luxemburgo nos momentos desfavoráveis ao Grêmio. A entrada de Leandro no segundo tempo, no lugar de um volante,só deu certo contra times mais fracos. Leandro não tem rendido bem. Assim como Léo Gago, que entra eventualmente para fechar o lado do campo e tentar um arremate de fora da área. Pouco surte efeito. O mesmo vale para Marquinhos e Marco Antônio.

Não estou dizendo que estão mal ou que o Grêmio está mal. O Grêmio baixou o ritmo, o que é natural. Até porque os jogadores que fazem a engrenagem do time funcionar, Zé Roberto e Elano, principalmente, já ultrapassam a faixa dos 30 anos. A sequência do Tricolor nos últimos jogos tem Flamengo no Rio de Janeiro, Atlético em Minas, Barcelona numa viajem desgastante para Equador e agora o empate contra o Santos no Olímpico. É uma sequência de alta exigência técnica, física e anímica, sempre usando o time completo (com um ou dois desfalques).

O Grêmio tem, daqui pra frente, a possibilidade de dois fatores novos para ajudar a retomar o bom momento. Primeiro são os possíveis retorno de Bertoglio e Júlio Cesar, jogadores que encorpam o grupo e dão opções de velocidade ao time. Outro fator é construir uma vitória maiúscula sobre o Cruzeiro, no sábado, em casa.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Inter estaciona e Grêmio segue na cola dos líderes

Alexandre Lops/Divulgação ClicRBS
O Internacional não fez má partida contra o Botafogo. Jogou melhor que o time carioca desde o início do jogo. Conseguiu abrir o placar no segundo tempo e depois acabou cedendo o empate. Contudo, ainda teve chances de chegar ao segundo gol.

Como Forlán não iniciou o jogo, Fernandão testou um ataque com Cassiano e Damião, é uma dupla pesada, de homens mais de área. Surpreendentemente funcionou de certo modo. O garoto Cassiano se posicionou mais à direita e conseguiu executar com razoável sucesso o papel de um segundo atacante. Mas no 4-4-2 de Fernandão, mais um vez quem se destacou foi Fred, o meio que jogou pela direita, ao lado de D'Alessandro, e é peça fundamental para os relapsos momentos de bom futebol no Internacional.

Contudo, o empate não é bom. O Inter não avança na tabela, pára na sétima posição com 36 pontos e deixa de diminuir a distância para o Botafogo, que tem 38 e está na quinta posição. O Colorado estacionou na tabela, e a tendência é que siga variando uma ou duas posições pra cima ou pra baixo. Está faltando o algo a mais para o time de Fernandão. A equipe ainda não deu liga e, convenhamos, está cada vez mais se esgotando o tempo para que de fato dê.

O Inter tem uma oportunidade de ouro nas próximas duas rodadas: dois jogos em casa. Nesse domingo o Colorado recebe o Sport, e no próximo, dia 23, quem vem a Porto Alegre é o time do Bahia. É a chance de somar seis pontos em sequência, o que faz uma imensa diferença nessa parte da tabela onde os times têm campanhas irregulares e 2 ou 3 pontos de diferença entre si.

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O Grêmio não teve jogo fácil contra o Náutico, no Olímpico. A vitória só veio no segundo tempo, e com o segundo gol apenas nos acréscimos. Para furar a retranca montada pelo técnico Gallo, que já é habitual dos times que vêm jogar no Olímpico, Luxemburgo usou o recuso que também há muito tempo já utiliza. Luxa desmonta o 4-4-2 tirando um dos volantes (no caso o Fernando) e colocando o atacante Leandro. O Grêmio fica no 4-3-3, com Kléber e Leandro atuando pelos flancos e recuando para recompor se necessário.

Deu mais certo que errado, na média. É a alternativa que o técnico gremista tem achado para tornar seu time mais ofensivo e, ao mesmo tempo, não perder capacidade de contenção. Sendo assim, o Grêmio segue na cola do líder Fluminense e do vice Atlético-MG. Mas esse "na cola" representa uma diferença de 6 pontos do líder e 4 do líder. Não é pouca coisa. O Grêmio precisa, ao menos, vencer duas rodadas e torcer para que os dois que estão acima   percam duas.

A tendência tricolor é realmente segurar a vaga na Libertadores na terceira posição.

domingo, 2 de setembro de 2012

Grêmio conquista empate importante

Luxemburgo não gosta de empatar. Na sua conta, e está correta, correr riscos e buscar a vitória dá muito mais lucro que administrar um empate e ganhar penas um ponto. Contra o Palmeiras, no Pacaembu, pela segunda vez no BR-12 o Grêmio empata uma partida. Portanto, são as 13 vitórias no campeonato que qualificam a campanha gremista. É o mesmo número de vitórias que o líder, Atlético-MG.

O Grêmio perdeu Kléber aos 18 minutos do primeiro tempo. O atacante foi expulso depois de deixar o braço no rosto do volante Henrique numa disputa de bola. Jogar com um homem a menos desde tão cedo, aumentou muito o grau de dificuldade da partida. Fator que valoriza o empate, entendendo que, pelas circunstância, era muito mais provável uma vitória do Verdão que uma do Grêmio.
Tom Dib/Lancepress
Com a corda no pescoço, na zona do rebaixamento e com alguns desfalques importantes, o time do Palmeiras entrou comendo grama. Num 4-4-2 parecido com o do Grêmio, portanto duas equipes espelhadas, com a marcação encaixada. Por isso, jogo de muito contato físico e intensa movimentação.

Interessante de perceber é que não era apenas os jogadores do Palmeiras que estavam comendo grama. O time do Grêmio mostrou muito comprometimento tático e entrega física. Depois da expulsão de Kléber, Luxmburgo posicionou duas linhas de 4, com Zé Roberto fechando a meia esquerda e Marco Antônio pelo outro lado. Mais à frente, Marcelo Moreno.

O que correram Moreno, Zé Roberto, Souza, Anderson Pico, foi uma enormidade. O camisa 10 gremista ainda jogou o segundo tempo como único atacante. Deu cada pique como se ainda tivesse 23, não 38 anos. No Palmeiras, algumas boas jogadas foram criadas, principalmente quando Barcos conseguia fugir da boa marcação dos zagueiros, mas o time de Felipão esbarrou em Marcelo Grohe.

O Grêmio ainda teve a sorte de contar com o empate do Fluminense em 2 a 2 com o Figueirense. Assim, o time gaúcho segue com os três pontos de distância do Tricolor Carioca. Tendo em vista que na próxima rodada o Grêmio recebe o Atlético-GO e o Flu pega o Santos, o zero a zero desse sábado pode se converter em vice-liderança no meio da semana.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Fluminense: o grande desafio gremista até agora

O jogo foi na quarta-feira, mas não quero deixar passar, pois ainda não tinha conseguido escrever sobre Grêmio e Fluminense. A vitória gremista foi simbólica, pois coroa uma bela sequência de quatro vitórias no BR-12 e credencia o Grêmio para ser um dos postulantes às primeiras colocações. Óbvio que não é definitivo, posso errar, mas nem falo em título (por enquanto), até porque os verdadeiros candidatos ao caneco são Atlético-MG, Vasco e o próprio Fluminense.
Ricardo Duarte/ClicRBS
A partida no Olímpico foi duríssima. Sem quatro titulares, Abel Braga abandonou o 4-2-3-1 e armou seu Fluminense num 3-4-3 (que confundiu muita gente, achando ser um 3-5-2). O esquema de Abel trancou o Grêmio, afinal tinha um zagueiro vigiando Kléber de perto, outro vigiando Moreno e mais um na sobra. Na frente, Fred marcava a saída pelos dois zagueiros e o volante, pelos lados os laterais gremistas tinham dois obstáculos: os atacantes de lado Wellington Nem e Thiago Neves e os dois alas bem avançados. Aos dois volantes cariocas, sobrou Elano e Zé Roberto.

O primeiro tempo foi muito equilibrado, com poucas chances de gol e com o visitante batendo de frente com o Grêmio. Na segunda etapa o Tricolor gaúcho teve uma mudança tática sensível, mas fundamental para adquirir o controle da partida e vencer o jogo. Luxemburgo abriu seus meias, colocou o meio-campo em linha. Zé Roberto e Elno, quando não estavam no confronto direto com os alas, estavam às suas costas, com campo para jogar.

Apesar do gol do Kléber ter saído após jogada de bola parada, o Grêmio no segundo tempo desdobrou o sistema tático de Abel e jogou melhor, marcou melhor e venceu com justiça. Vitória que tem importância na tabela, afinal são três pontos em um confronto direto, tem importância na construção do time, pois dá sustentação a uma ideia de futebol, e tem importância anímica para a relação entre torcida e a equipe de 2012 - que perdera dois jogos importantes com Olímpico lotado (Palmeiras e Galo mineiro).

domingo, 15 de julho de 2012

Com Elano, Grêmio muda esquema e volta a ter cara de time

Na última quarta-feira, aqui no PoA Geral, especulei como jogariam Elano e Forlán na dupla grenal. Cravei que o jogador gremista seria utilizado como volante apoiador pela direita, no losango que Luxemburgo usa desde quando chegou ao Grêmio. Na excelente vitória contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, nesse domingo, Elano jogou como meia, ao lado de Zé Roberto. Opção que coloquei em segundo plano no mesmo texto.

O Grêmio de Luxemburgo atuou no 4-4-2 com dois volantes, dois meias avançados. e dois atacantes - o brasileiríssimo 4-2-2-2. E jogando dessa forma, o Tricolor voltou a ter cara de time, como já tinha no início do trabalho de Luxa, mas foi se perdendo conforme um pragmatismo cada vez mais fácil de ser marcado.

O time que vencia o Cruzeiro por 2 a 0 quando perdeu Werley, expulso aos 44 do primeiro tempo, teve maturidade incomum e um futebol inesperado depois de uma semana complicada, com muito falatório, vindo de dois resultados de derrota no BR-12. O Grêmio teve a partida sob controle quando estava 11 a 11 e mesmo no segundo tempo, com um jogador a menos, fazendo duas linhas de quatro atrás de Moreno e encaixando alguns bons contra-ataques até fazer o terceiro gol e matar a Raposa de Celso Roth.

O gol do Cruzeiro veio nos acréscimos, depois de um pênalti bem marcado pelo atrapalhado árbitro. Atrapalhado como o time de Roth, que se desmanchou no segundo tempo para ir pra cima do Grêmio, ficou sem nenhum lateral e criou muito pouco.

Gil Leonardi/Lancepress!
A equipe do Grêmio teve atuações incorrigíveis. Sem dúvida os maiores destaques são Marcelo Moreno, autor de dois gols, e o volante Souza, desta vez mais ao lado de Fernando, marcando muito e saindo pro jogo na hora certa, sem desproteger o sistema defensivo. Fez uma linda jogada no terceiro gol gremista.

Com Zé Roberto e Elano nas meias, o Grêmio pareceu mais encorpado e, naturalmente, mais experiente. Os dois jogadores conseguiram fazer a aproximação dos setores e qualificaram o toque de bola gremista. Não foi por acaso os dois primeiros gols saíram pelo lado direito. O primeiro, depois de uma enfiada do Kléber, a bola chega até Elano na linha de fundo, que faz o cruzamento perfeito para a cabeçada de Moreno. No segundo gol, o promissor Tony faz boa jogada individual, vai até o fundo e cruza rasteiro, a bola chega no Moreno que, num toque sutil para trás, encontra o Gladiador, que finaliza a jogada. 

Nos três gols, o Grêmio teve bola trabalhada, troca de passe, aproximação, vitória pessoal e calma. A calma que não vinha tendo e, ironicamente, só veio depois de uma semana muito conturbada.

domingo, 10 de junho de 2012

Grêmio vence reservas do Corinthians

Em 12 pontos disputados, o Grêmio somou 9 no BR-12. É um bom início, dá até para dizer que promissor se levarmos em conta que o time de Luxemburgo ainda disputa em paralelo a Copa do Brasil, competição em que é semifinalista e já tem confronto na próxima quarta, no Olímpico, contra o Palmeiras.

Luxemburgo é bem claro. Depois de 10 dias de treinamento, não há motivos para preservar titulares agora, por isso que nos dois jogos que antecederam o primeiro confronto da semifinal o Grêmio foi com força máxima. E colheu frutos. Conquistou duas importantes vitórias, sendo uma delas fora de casa. Entretanto, o técnico gremista afirma que, quando for necessário, vai poupar jogadores. Não é o caso depois de 10 dias sem jogos.

Tite pensa diferente. Só pensa em Santos e em Libertadores. Exceto Fábio Santos, o Corinthians jogou com o time completamente reserva. Sabendo da dificuldade que é jogar com uma equipe desentrosada ainda mais enfrentando um Grêmio em boa fase dentro do Olímpico, Tite armou seu Corinthians para se fechar e contra-atacar o Tricolor. Assim, buscou privilegiar seu melhor jogador, o ex-gremista Douglas, esquematizando um time no 4-4-1-1, com o meia livre para atacar e sem a necessidade de marcar. Foi dos pés de Douglas que saíram as jogadas mais perigosas do Corinthians, quem não foram muitas.

O Grêmio ganhou ao natural, sobretudo depois do bom primeiro tempo. É verdade que a equipe gaúcha demorou até sair da marcação corintiana. Quando Marco Antônio passou a jogar entre a linha de meio-campo e a linha de defesa, foi que as coisas clarearam para o Grêmio. Os dois gols da vitória saíram a partir daí.
No segundo tempo o time de Luxemburgo relaxou, deu mais campo a um Corinthians que modificou seu modo de jogar, fez um losango no meio, colocou Willian mais encostado ao centroavante Élton e trouxe Fábio Santos para o meio-campo. Porém, mesmo estando melhor posicionado e com a posse da bola, o desfalcado Corinthians pouco ameaçou um Grêmio pragmático e seguro na defesa, sobretudo com o retorno de Werley à zaga.

Kléber jogou os 45 minutos finais, entrou no lugar de Miralles. O Gladiador foi participativo e foi para o confronto corporal sem nenhum tipo de receio. Perdeu uma chance de gol muito clara e errou algumas jogadas fáceis, muito por culpa da flata de ritmo. Também sofreu com um Grêmio menos organizado no segundo tempo. Isto porque entrou Rondinelly, e a equipe muda quando ele entra. Sem o centralizado Marco Antônio o tradicional losango gremista se desmancha. Rondinelly joga pelos lados, abre preferencialmente pela esquerda, Souza abre pelo outro lado e Léo Gago fica mais ao lado de Fernando. Está aí um dos motivos para Luxemburgo não cogitar sua titularidade por enquanto, mudar um padrão de jogo que está dando certo seria um tiro no pé.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Os retornos de D'Alessandro e Kléber

Do atual grupo de jogadores da dupla grenal, o atacante gremista Kléber e o meia colorado D'Alessandro são uma das principais referências técnicas e de liderança em Grêmio e Inter, respectivamente. Depois de muito tempo parados por lesão, nessa quarta-feira, na terceira rodada do BR-12, finalmente os dois jogadores voltaram à campo. Contra o São Paulo, no Beira-Rio, o argentino iniciou a partida e jogou os 90 minutos. Em Goiânia, o Gladiador entrou aos 20 minutos do segundo tempo e demonstrou total confiança para jogar seu futebol.

Nem Inter, nem Grêmio, fizeram partidas espetaculares. Fizeram o 1 a 0 básico, cada um com sua devida importância. A vitória colorada, no Beira-Rio, veio depois de um embate duro, contra uma equipe que provavelmente disputará as primeiras posições com o Inter mais pra frente. É fundamental tirar pontos dessas equipes. O Grêmio, por outro lado, venceu um Atlético-GO que não deve ser seu adversário direto na competição, mas venceu fora de casa, que é outro fator que pesa na campanha de qualquer time na reta final.

O time de Luxemburgo fez partida parecida com as que tem feito. Um time equilibrado, que não cria muito e nem permite ao adversário criar. A vitória poderia ter sido mais facilitada tivessem Marco Antônio e André Lima em noite mais inspiradas. Rondinelly e Kléber, quando entraram no segundo tempo, deram outra cara ao time. O primeiro, a velocidade que falta a MA. Já o segundo, deu a retenção de bola no ataque. Kléber soube segurar a bola, chamar o jogo pra si e dar tempo ao time se organizar.

Mesmo função de D'Alessandro no Inter. O argentino é o pensador colorado, quase o termômetro do time. É dele que saem as melhores jogadas do Internacional. O seu retorno representa um grande acréscimo para Dorival Junior que, em algum momento do ano, também vai contar com outro que está comendo a bola, o 10 da Seleção, Oscar.

Sem dúvida, com Oscar e D'Alessandro afinados e com o resto do time jogando na média, o Inter tem tudo pra fazer um grande campeonato. O Grêmio, quando sair do papel, e conforme for o desfecho da Copa do Brasil, também é outra equipe forte para o BR-12.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Um ponto que vale ouro na Bolívia e a classificação pouco brilhante no Olímpico

The Strongest 1 x 1 Internacional

Se a altitude de 3 mil e 600 metros já era um obstáculo e tanto para o time de Dorival Junior, imagina então receber a notícia, poucas horas antes do jogo, de que Oscar não poderia jogar, pois constava no BID como jogador do São Paulo. Sem dúvidas o cenário se desenhava para uma noite de muitas dificuldades para o Internacional. De fato, o empate em 1 a 1 foi suado, quase que não sai. Só saiu aos 43 do segundo tempo, dos pés do atacante Gilberto, que quase desperdiçou o lance.
Não podendo contar com Oscar, Dorival escalou João Paulo, que jogou quase sempre na meia-direita. Na esquerda esteve Dátolo e, mais à frente, como dois atacantes, Damião e Dagoberto. Dorival desmanchou o esquema com três meias e avançou Dagoberto, que não fez boa partida, buscou pouca bola e não conseguiu se desvencilhar da marcação. Ao contrário de seu companheiro de ataque, Leandro Damião teve melhor performance, chamando a marcação, indo pro embate com os zagueiros, fazendo tabelas e finalizando.

O fraco The Strongest passou a maior parte do tempo num 4-3-3, jogando com muita velocidade e apostando  nas subidas do meio-campista Chumacero que, não raro, estava dentro da área ao lado do centroavante boliviano. Contudo, o Inter fez um primeiro tempo equilibrado, com boas chances de conclusão. Mas a perna pesou no segundo tempo.

E não pesou apenas pela atitude. O gol cedo do Strongest desestabilizou o Colorado e encheu de gás o time boliviano. O Inter não se achou mais em campo. Aliás, achou o gol de empate quando nenhum colorado mais apostava na equipe.

Colocando na balança, o resultado tem muito mais peso que a atuação. É um ponto que vale ouro e facilita muito a classificação colorada para a fase eliminatória da Libertadores. Já atuação não deve pesar muito no decorrer do trabalho no Beira-Rio, visto todas as circunstâncias da partida, afinal Santos e Juan Aurich foram à La Paz e perderam. 

Grêmio 3 x 1 River Plate-SE

No resultado agregado, 6 a 3 para o Grêmio. É um placar elástico, mas tomar três gols de um time que não se classificou pra segunda fase do campeonato sergipano é preocupante. Luxemburgo sabe disso. O Grêmio sabe disso. O quanto é confiável uma zaga com G.Silva e Werley? Só o tempo irá dizer.
Quem foi ao Olímpico esperava um goleada. Talvez a equipe tenha caído na mesma graça. O Grêmio não entrou de sangue doce ou com o pé frouxo. Pelo contrário, Kléber, Moreno e Bertoglio estava mordendo, marcando forte a saída de bola do River. Todo o Grêmio avançou, fez a blitz mas não conseguiu finalizar. Sobrou espaço para uma ou duas escapadas do adversário, que acabou marcando primeiro.

O River Plate do Sergipe não fez feio. Até certo ponto, bloqueou totalmente as ações do Grêmio e teve alternativas de contra-ataque. A equipe obedeceu com rigor o 4-4-2 com duas linhas de quatro proposto pelo treinador Luis Carlos Cruz.

Luxemburgo testou novas possibilidades para sua equipe. Manteve o 4-3-1-2, com com Gago no banco, Bertoglio como ponta-de-lança no losango e Marco Antônio mais recuado, à esquerda, como volante apoiador. Na lateral esquerda, o destro Pará jogou no lugar de Julio César. Na prática, o Grêmio fazia um 4-2-2-2, com o argentino caindo mais pela direita e Marco Antônio avançando. Essa formação já foi tentada antes, mas ao invés de Bertoglio o Grêmio tinha Marquinhos. A mecânica de jogo ficou prejudicada da mesma forma. A performance individual caiu. O Grêmio dependeu muito de Kléber, que não fez gol mas foi o grande destaque da partida. 

Na balança tricolor, a classificação é importante, não há dúvida, porém a atuação do Grêmio tem de pesar bastante. Por enquanto, está provado que o atual elenco de Luxemburgo se adapta melhor a um sistema com três volantes de velocidade, que desarmam no campo do adversário e auxiliem Kléber e o eventual articulador a comandar o ataque da equipe. O Grêmio precisa fortalecer essa ideia de time.

domingo, 11 de março de 2012

Grêmio 2012 encaixa no 4-3-1-2

Não tem como contestar uma vitória por 5 a 0. Na bela tarde deste domingo, no estádio Olímpico, o Grêmio atropelou o Novo Hamburgo, não deixando pedra sobre pedra na defesa da equipe vice-campeã do primeiro turno. Um tipo de vitória importante para retomar a confiança do grupo gremista depois do fiasco em Sergipe, naquela vitória com gostinho de derrota da quarta-feira, pela Copa do Brasil.

Luxemburgo repetiu a mesma estrutura de time que, há algumas semanas, venceu o Inter no Beira-Rio. Só que desta vez o treinador teve os jogadores certos disponíveis, já que o volante Souza estava lesionado. Este mesmo 4-4-2 com meio-campo em losango (4-3-1-2) foi tentado por Vanderlei Luxemburgo contra Cerâmica e River Plate-SE, com Marco Antônio atuando pelo lado do campo, mais recuado, e Marquinho fazendo o papel de ponta-de-lança, centralizado atrás dos atacantes. Embora o Grêmio tenha ganho as duas partidas, teve certas dificuldades na sua mecânica de jogo.

A exemplo do grenal, o Grêmio teve o seguinte meio-campo: Fernando à frente da zaga, Láo Gago combatendo e atacante pela esquerda, Souza combatendo e atacando pela direita e Marco Antônio fechando o losango mais à frente, buscando carimbar as jogadas com bons passes e chutes de média distância. Um formação que tem a possibilidade da marcação pressão, no campo do adversário, e a característica da velocidade pelos flancos, com dois volantes apoiadores velozes que contam com a companhia de laterais de sobem com facilidade para o ataque.
Contudo, há muito o que se aprimorar no Grêmio de Luxemburgo. O primeiro tempo foi de um magro 1 a 0, contra um NH marcando muito, fechado num 3-5-2, mas sem forças para atacar o Grêmio. A maioria das vezes, o Grêmio ainda depende muito de Kléber. O caminho da goleada no segundo tempo tem muito a ver, também, com a mudança de postura da equipe anilada. O técnico Itamar Schulle tirou um zagueiro e resolveu atacar o Grêmio. Como na primeira etapa, o sistema defensivo tricolor controlou bem as ações, porém agora o Grêmio tinha mais espaço para jogar. 

Facundo Bertoglio entrou no segundo tempo, no lugar de André Lima - o centroavante fez muito boa partida -,  na posição de atacante, ao lado de Kléber.  O argentino mais uma vez se destacou, aproveitou bem os espaços, serviu os companheiros, deu passe para gol e ainda marcou o seu. Pelo que jogou nas suas três participações até agora, Bertoglio já reivindica um lugar no time principal, podendo fazer a função de Marco Antônio, sendo um meia mais agudo.

Outra boa notícia foi a estreia do zagueiro Werley, indicação de Luxemburgo, jogador vindo do Atlético Mineiro. Mas ainda é cedo para fazer maior diagnóstico sobre o jovem zagueiro. Outro que tenta se firmar na zaga tricolor em 2012. Douglas Grolli, Saimon e Naldo não convenceram. Gilberto Silva segue no setor como homem de referência por sua larga experiência.

*Foto de Mauro Vieira/ClicRBS  


quinta-feira, 8 de março de 2012

A derrota colorada e a vitória gremista

Santos 3 x 1 Inter
Jogão de bola entre os dois últimos campeões da Libertadores. Dois times de futebol com equipes de respeito, reconhecidamente favoritos ao título da competição continental em 2012. Mas entre Santos e Inter (e Santos e qualquer equipe sul-americana), uma diferença essencial: Neymar.
 Se o Internacional teve problemas na Vila Belmiro, sem dúvidas o maior dele foi o craque santista. Porém, as outras carências coloradas que contribuíram para a vitória do Santos não podem passar desapercebidas. A começar pela opção inicial de Dorival Junior, que mudou a equipe para o confronto. Ao invés do habitual 4-2-3-1, Dorival deixou Dagoberto no banco e montou um 4-3-1-2, jogando Oscar para o ataque e fazendo uma trinca de volantes com Bolatti, Élton e Guiñazu. Centralizado na articulação, tentou jogar D'Alessandro.

E o problema, como muitos falam, não são os três volantes, obviamente. O Santos jogo com três volantes, no mesmo 4-3-1-2 do colorado no primeiro tempo. Dorival Junior usou as peças erradas para a estratégia de jogo. Tinga e Dagoberto seriam opções mais adequada. Mas parto do principio que a opção correta era mesmo manter a equipe na forma habitual de jogar, com os três meias atrás de Damião. Segundo o treinador colorado, problemas de vestiário atrapalharam na montagem da equipe, porém não revelou a natureza dos problemas.

Santos e Inter estavam a maior parte do tempo com a marcação encaixada. O jogo foi muito pegado, com espírito de Libertadores. E quando a parte tática das equipes se equivalem, promovendo combates individuais no campo, a qualidade técnica tende a levar a melhor. Aí Neymar foi um monstro, fez três gols e desmontou tática e psicologicamente a equipe colorada. Henrique e Arouca foram peças importantes para que D'Alessandro e Oscar tivessem uma jornada frustrante.

River Plate-SE 2 x 3 Grêmio
Era jogo para o Grêmio atropelar. Mesmo com toda a dedicação da modesta equipe do River, que merece todo o respeito e os parabéns por conseguir levar a decisão para Porto Alegre e ter aberto, em dado momento, uma vantagem de 2 a 0, jogando melhor que a equipe gaúcha.

Só que o Grêmio de 2012 ainda não é capaz de atropelar ninguém. O time de Luxemburgo jogou a maior parte dos 90 minutos com preguiça. Tomou dois gols porque desacreditou na capacidade do adversário e porque errou bisonhamente na hora de se defender. A atuação gremista foi constrangedora, mesmo com a vitória, que só veio com um primeiro gol irregular (Kléber fez falta sobre o defensor do River) e depois da equipe sergipana cansar e perder um jogador expulso.

Luxemburgo repetiu a equipe do último jogo. Um 4-3-1-2 pouco eficiente porque Marco Antônio não dá o ritmo necessário pela direita e nem Marquinhos pelo meio. O Grêmio depende quase que fundamentalmente de Kléber Gladiador. No segundo tempo, na blitz gremista, numa espécie de 4-2-4, Facundo Bertoglio entrou bem novamente, e fez o gol da virada, no último minutos de jogo.

Esta vitória gremista tem pouco peso perto do futebol pobre jogado pela equipe. Não tem erro, no jogo da volta o Grêmio vence no Olímpico e passa de fase. Só que mais pra frente, vai precisar de mais bola para vencer. A volta de Souza e a efetivação de Bertoglio como titular passam pela melhor Tricolor.

domingo, 4 de março de 2012

Inter e Grêmio esquentam a máquina na Taça Farroupilha

Iniciou neste final de semana o segundo turno do campeonato Gaúcho. E se querem pensar em título, ou Inter ou Grêmio precisam vencer para, aí sim, disputar a finalíssima contra o Caxias, campeão do primeiro turno. Pelo menos a dupla grenal começou vencendo seus jogos. Nada de brilhantismo e, apesar do 2 a 1 em ambos os jogos, poucas dificuldades também.

No sábado, o Inter recebeu o Ypiranga no Beira-Rio. Saiu vencendo, sofreu o empate e buscou a vitória com gol de Damião, à lá Damião, sem frescura, dividindo com a zaga. Gol importante para o centroavante que quer voltar a ser o goleador do colorado. 

Visando o Santos na quarta-feira, jogo na Vila Belmiro, pela Libertadores, Dorival poupou D'Alessandro. O argentino fez falta à equipe, como sempre faz, e pode comandar a equipe colorada contra o Peixe de Neymar e Ganso. Pra esse jogo, Dorival Junior pode contar ainda com os retornos de Tinga e Guiñazu. Jogo imperdível.

Em Gravataí, nesse domingo, o Grêmio de Luxemburgo enfrentou um Cerâmica jovem, de postura ofensiva, mas com poucas possibilidades técnicas de tirar pontos do Grêmio. O Tricolor, assim como o Inter, também jogava com a cabeça quase em outra competição. Na quarta o Grêmio estreia na Copa do Brasil contra o River Plate de Sergipe, em Sergipe.

A vitória gremista foi marcada mais uma vez pela boa atuação de Kléber, pela estreia promissora do meia argentino Facundo Bertoglio e pelo sentido de coletividade que a equipe vem ganhando desde a chega do novo treinador. Ainda que não tenha contado com Souza, Vanderlei escalou o meio-campo do Grêmio com quatro jogadores formando um losango, com Marquinho de ponta-de-lança e Marco Antônio mais recuado, à direita. Sem dúvida um time provisório que, talvez seja repetido na quarta, com Moreno assumindo o comando de ataque no lugar do André Lima, mas com certeza não deve se repetir com Souza à disposição e com Bertglio mais adaptado e confiante.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Interior desbanca dupla grenal na Taça Piratini

A final de turno da próxima quarta-feira será inédita. Desde que este formato foi fixado, nunca houve uma final sem a presença de Grêmio ou Internacional. Esta é uma conquista e tanto para o interior, e será uma bela conquista para o Caxias, que hoje eliminou o Grêmio nos pênaltis, ou para o Novo Hamburgo ou para o Juventude (estes dois últimos que fazem a outra semi-final enquanto escrevo esse texto). Estão todos de parabéns, inclusive o Cruzeiro de Porto Alegre que, se não fosse uma decisão judicial, teria 6 pontos a mais na fase classificatória e passaria de fase no lugar do Grêmio.

Agora vamos nos fixar em Grêmio e Caxias, na estreia do Luxemburgo e na eliminação do Tricolor. Partida equilibrada fizeram as duas equipes. Partida de um correto 1 a 1, mas que não seria nenhum absurdo que terminasse com um vencedor ainda no tempo normal. Nos 90 minutos, quem trabalhou mais, e trabalhou bem, pela boa fase que vive, foi o goleiro Victor. Mas nos pênaltis, a grande estrela da decisão foi o arqueiro do Caxias, Paulo Sérgio, que defendeu a cobrança de Marco Antônio e em seguir cobrou a penalidade decisiva, definindo o 5 a 4 a favor da equipe da Serra.
Luxemburgo não conseguiu repetir o time de Roger, que venceu o grenal. O volante Léo Gago tomou um remédio proibido, e pelo risco do doping, foi cortado pelo departamento médico do Grêmio. Marquinhos entrou no time, Luxa desmanchou o meio-campo e losango e escalou a equipe num 4-4-2 com meio em quadrado. Sem Léo Gago e com dois articuladores, o Grêmio diminuiu seu poder de criação e mobilização. Marquinhos e Marco Antônio são de características semelhantes, jogadores de pouca velocidade e com dificuldade de jogar sem a bola. Contra o Inter, o trio de volantes gremistas marcava lá na frente, chegava ao ataque com mais ímpeto e pelos lados.

O Caxias de Paulo Porto jogou de igual para igual, mesmo que o Grêmio tenha proposto o jogo no início e tenha dominado a partida por mais tempo. A equipe da Serra jogou num 4-4-2, meio-campo em formato de losango, com o meia-atacante Wrangler espetado entre os volantes gremistas e se aproximando muito dos bons atantes Caion e Vanderlei.

Pelo Grêmio, Kléber marcou e mais um vez foi destaque da equipe, como foram destaques também G. Silva, bem adaptado à zaga, e o volante Souza, que hoje não pôde sair tando devido ao esquema. Destaques negativos foram Moreno, Fernando e a dupla de meias.

Luxemburgo agora tem uma semana cheia para treinar e conhecer um pouco mais do grupo. Para o próximo jogo já deve contar com o argentino Facundo Bertoglio, mesmo assim o 4-3-1-2 que ganhou bem o grenal ainda deve ser o esquema preferencial.

Já o Caxias, independente de o adversário ser Juventude ou NH, é o melhor time do interior e desponta como favorito ao título do turno. Mesmo que isso não represente muita coisa quando a bola rola.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O que mais pesou na vitória gremista?

Fica difícil mensurar qual, dos últimos acontecimentos no Estádio Olímpico, foi mais determinante para que o Grêmio jogasse bem e vencesse o Internacional dentro do Beira-Rio. Um grenal precoce, muito mais pela condição de tabela do Grêmio na fase classificatória do qualquer outra coisa. Perder um dos grandes ainda na fase de quarta de final não é bom para o campeonato, com todo o respeito que merecem os clubes menores e que, exalte-se, fizeram muito por merecer chegar aonde chegaram, com reais chances de ganhar o 1° turno do Gauchão. O Grêmio, aliás, apenas se classificou por que o Cruzeiro de PoA perdeu seis pontos (discutíveis) no tribunal.

Subsequente a isso, a classificação gremista sobre o Inter veio na bola, apesar da arbitragem insegura de Fabrício Neves Corrêa. E quem jogou mais bola foi Kléber, que infernizou o sistema defensivo colorado e ainda fez o segundo gol do 2 a 1 gremista. De uma forma geral, o Grêmio conseguiu fazer, coletivamente, sua melhor partida no ano. Coincidência ou não, logo após a saída do técnico Caio Junior. Muitos consideram este o principal fator de melhora da equipe. Este blogueiro discorda, mas não desconsidera, afinal de contas o trabalho de Caio percorria caminhos confusos. Caso permanecesse, tenho quase convicção que escalaria o mesmo time que venceu o Inter. Se venceria ou não, não tem como saber, mas o Grêmio que venceu nesta quarta é o mais lógico a ser escalado nas condições atuais do elenco (contando com a ausência de M. Fenandes, lesionado).

O Grêmio jogou num 4-4-2 com meio-campo em losango (4-3-1-2). O técnico interino Roger, acostumado a vencer grenais na década de 90, contou com a experiência de G.Silva na zaga, ao lado de Naldo. Teve o retorno de Julio César na esquerda, fazendo boa dobradinha com Léo Gago, que jogou como volante/apoiador por aquele lado, muitas vezes espetando o lateral colorado Élton, um dos mais fracos do clássico. Do lado direito do meio-campo a boa nova Tricolor, o volante Souza, de muito boa atuação. Centralizados estiveram Fernando, à frente da zaga, e Marco Antônio, enganche atrás do atacantes. Com Moreno e Kléber na frente, este é um time que sabe marcar e jogar em velocidade, e foi jogando assim que venceu o Inter.
No seu habitual 4-2-3-1, com Oscar e D'Alessando pouco inspirados, foi justamente a marcação forte e avançada do Grêmio a principal dificuldade encontrada pelo colorado. O Inter não conseguiu manter a posse de bola e nem trocar passes com tranquilidade. O gol de Damião, no primeiro tempo, foi fruto de um contra-ataque puxado por Dagoberto. Na segunda etapa, depois de algumas mudanças de Dorival, o Inter tentou um abafa, fazendo um 4-1-3-2, mas parou nas mãos de Victor.

Improvável que a simples chegada de Luxenburgo já tenha sido determinante na atuação do Grêmio no clássico. Assim como a simples saída de Caio Junior também não foi essencial. A vitória passa pelo esquema proposto pelo Roger (que seguiu a linha do antigo treinador) e pela motivação pessoal de alguns jogadores, como Kléber.

O que se sabe é que agora o ano no estádio Olímpico começa de novo, com alguns reforços à disposição. jogadores voltando de lesão e, provavelmente, uma paciência para trabalhar que o antigo treinador não teve.

Foto Diego Vara/ClicRBS

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O bom empate para o Inter no Grenal

O Internacional resolveu poupar todos os seu titulares, menos o goleiro Muriel. Para o primeiro Grenal do Gauchão 2012, prematuramente na quinta rodada do campeonato, um Inter com um time todo formado por reservas, preservando seus principais jogadores para a Libertadores da América, que já tem jogo na quarta-feira. O empate de 2 a 2 é muito bom resultado para a equipe de Dorival Junior.
Do outro lado, para o Grêmio o resultado é desastroso. Mais pelo andamento do trabalho do que pela posição do Tricolor na tabela. Para uma equipe em formação, que ainda busca sua melhor forma tática e técnica, uma vitória no clássico seria dose de tranquilidade muito salutar para Caio Junior e seus jogadores. Ainda mais porque o Grêmio jogou melhor que o Colorado, e o resultado de empate fica muito amargo.

Pela escalação, a mesma da vitória sobre o São Luiz, imaginei um Grêmio no 4-4-2 com duas linhas de quatro posicionadas. Não foi o que aconteceu. O Grêmio variou do 4-3-3 para o 4-3-1-2. O meio começou com Fernando, muito bem no jogo, Marquinhos mais à esquerda e Marco Antônio mais à direita. Este último novamente não fazendo um bom jogo. Na frente, ora Kléber recuava e fazia o papel de pota-de-lança no meio do campo, ora o Gladiador se posicionava pelo lado, junto à Leandro e Moreno. Kléber não foi bem, diferente de Marcelo Moreno, um dos destaques do clássico.

O Grêmio sentiu a perda dos seus laterais ainda no primeiro tempo. Julio César e Mário Fernandes saíram lesionados, eles que era as grandes jogadas do Tricolor na partida. Além de perdê-los, Caio Junior foi obrigado a queimar duas substituições. O que pode fazer falta num segundo tempo de um jogo de alto nível de competição, como acabou acontecendo.

O time reserva do Inter tem bons nomes, mas não forma uma equipe. Apesar de ter saído na frente no placar, foi um amontoado, principalmente no primeiro tempo.A estreia do meia argentino Dátolo foi interessante, afinal marcar em Grenal nunca é ruim. O argentino começou bem, mas foi decaindo conforme o andamento da partida. A dupla de ataque colorada jogou pouco, mas o suficiente para criar alguns problemas para a insegura zaga tricolor.

O Grêmio precisa contratar e, talvez, repetir esse time para que, ao menos, uma ideia de coletividade e repetição seja fixada.

Já o Inter. O Inter não é esse, essas são as peças de reposição. Importante que estejam com a confiança nas alturas, ainda vão jogar mais pelo Gauchão. O Inter de 2012, por enquanto, é o bom time que passou pelo Once Caldas na pré-Libertadores.

*Foto Marcelo Oliveira/ClicRBS