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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Equipe colorada treinada por Clemer tem identidade


Novo Hamburgo e Internacional fizeram bom jogo de futebol na noite desta quarta-feira no Estádio do Vale. A equipe de garotos treinada por Clemer fez 2 a 1 e alcançou a segunda vitória no Gauchão. Feito importante, pois o Inter vai construindo uma gordura interessante enquanto não utiliza seu plantel principal na competição - algo que deve acontecer a partir da quarta rodada.

Se o chamado sub-23 colorado não dá espetáculo, se mostra, ao menos, um time bem orientado. No habitual 4-2-3-1, o Internacional correu certo a maior parte do tempo, soube ser viril contra um time forte fisicamente e mais experiente no estadual. O Colorado teve o controle técnico e tático na primeira etapa, quando abriu o 2 a 0. Pecou na falta de verticalidade, afinal chegou aos gols e jogadas decorrentes de bolas paradas, poderia ter aproveitado melhor a posse de bola. A equipe sentiu falta de uma noite mais inspirada de seus três meias: Reis, pela direita; Alex, pelo meio; Fábio Baiano, ela esquerda.

Numa segunda etapa de mudanças táticas no NH e de um crescimento na intensidade do ataque adversário, o time de Clemer sofreu no início e no final com uma pressão normal em jogos fora de casa. E a equipe mais uma vez se portou bem. Sem brilhantismo, sem craques, mas com empenho e disposição tática. O Inter soube jogar com as circunstâncias exigidas. O Inter parece ter identidade, uma maneira bem definida de jogar e ainda conta com razoáveis soluções individuais. E nessa largada, a mais destacada delas é mesmo Cláudio Winck.

domingo, 11 de março de 2012

Grêmio 2012 encaixa no 4-3-1-2

Não tem como contestar uma vitória por 5 a 0. Na bela tarde deste domingo, no estádio Olímpico, o Grêmio atropelou o Novo Hamburgo, não deixando pedra sobre pedra na defesa da equipe vice-campeã do primeiro turno. Um tipo de vitória importante para retomar a confiança do grupo gremista depois do fiasco em Sergipe, naquela vitória com gostinho de derrota da quarta-feira, pela Copa do Brasil.

Luxemburgo repetiu a mesma estrutura de time que, há algumas semanas, venceu o Inter no Beira-Rio. Só que desta vez o treinador teve os jogadores certos disponíveis, já que o volante Souza estava lesionado. Este mesmo 4-4-2 com meio-campo em losango (4-3-1-2) foi tentado por Vanderlei Luxemburgo contra Cerâmica e River Plate-SE, com Marco Antônio atuando pelo lado do campo, mais recuado, e Marquinho fazendo o papel de ponta-de-lança, centralizado atrás dos atacantes. Embora o Grêmio tenha ganho as duas partidas, teve certas dificuldades na sua mecânica de jogo.

A exemplo do grenal, o Grêmio teve o seguinte meio-campo: Fernando à frente da zaga, Láo Gago combatendo e atacante pela esquerda, Souza combatendo e atacando pela direita e Marco Antônio fechando o losango mais à frente, buscando carimbar as jogadas com bons passes e chutes de média distância. Um formação que tem a possibilidade da marcação pressão, no campo do adversário, e a característica da velocidade pelos flancos, com dois volantes apoiadores velozes que contam com a companhia de laterais de sobem com facilidade para o ataque.
Contudo, há muito o que se aprimorar no Grêmio de Luxemburgo. O primeiro tempo foi de um magro 1 a 0, contra um NH marcando muito, fechado num 3-5-2, mas sem forças para atacar o Grêmio. A maioria das vezes, o Grêmio ainda depende muito de Kléber. O caminho da goleada no segundo tempo tem muito a ver, também, com a mudança de postura da equipe anilada. O técnico Itamar Schulle tirou um zagueiro e resolveu atacar o Grêmio. Como na primeira etapa, o sistema defensivo tricolor controlou bem as ações, porém agora o Grêmio tinha mais espaço para jogar. 

Facundo Bertoglio entrou no segundo tempo, no lugar de André Lima - o centroavante fez muito boa partida -,  na posição de atacante, ao lado de Kléber.  O argentino mais uma vez se destacou, aproveitou bem os espaços, serviu os companheiros, deu passe para gol e ainda marcou o seu. Pelo que jogou nas suas três participações até agora, Bertoglio já reivindica um lugar no time principal, podendo fazer a função de Marco Antônio, sendo um meia mais agudo.

Outra boa notícia foi a estreia do zagueiro Werley, indicação de Luxemburgo, jogador vindo do Atlético Mineiro. Mas ainda é cedo para fazer maior diagnóstico sobre o jovem zagueiro. Outro que tenta se firmar na zaga tricolor em 2012. Douglas Grolli, Saimon e Naldo não convenceram. Gilberto Silva segue no setor como homem de referência por sua larga experiência.

*Foto de Mauro Vieira/ClicRBS  


quinta-feira, 1 de março de 2012

Caxias tem condições de ganhar o campeonato no 2º turno

Tem os dois lados da lógica. Um deles é o que acaba com Grêmio ou Inter como campeões do turno ou do campeonato, independente da campanha na fase de classificação. O outro lado é o time de melhor campanha sagrar-se como campeão. Que é o caso do Caxias nesse primeiro turno do Gauchão.

O time da Serra teve a melhor campanha do turno, é a melhor equipe do interior, conseguiu desbancar um Grêmio ainda inconstante, e acabou confirmando com o título a ótima campanha, que só aponta uma derrota, para o Internacional.

A final contra o Novo Hamburgo foi equilibrada, até porque o Nóia jogou em casa. A decisão por pênaltis foi uma atração a mais dentro de um evento inédito nos últimos anos. Mais uma vez o goleiro grená, Paulo Sérgio, foi destaque. Se desta vez não bateu nenhuma penalidade, defendeu uma e teve inúmeras boas intervenções durante os movimentados 90 minutos.

Jogando no 4-3-1-2, o time do Paulo Porto tem o recurso forte do contra-ataque, e foi assim que abriu o placar no primeiro tempo da final. A saída rápida pela esquerda, com o bom lateral Fabinho, o volante Matheus e o ataque que conta com o centroavante habilidoso e rápido Vanderlei, que acompanhou a jogada do gol e concluiu com maestria, e puxou outras boas jogadas.

Se projetarmos que no segundo turno do Gauchão, que já começa nesse final de semana, a dupla grenal vai se envolver em Libertadores e Copa do Brasil, optando por jogar com equipes reservas em algumas partidas, passa a ser nenhum absurdo apontar o Caxias como um forte candidato a vencer o segundo turno e conquistar um campeonato que não vai para o interior desde 2000, quando o próprio Caxias venceu o Grêmio de Ronaldinho.

sábado, 19 de março de 2011

Misto colorado empata com o Novo Hamburgo

Pouco fizeram Internacional e Novo Hamburgo para abrir o placar no Beira-Rio, tanto que não passaram do zero a zero. O jogo foi dos mais mornos, exatamente como queria Julinho Camargo, técnico do Nóia, que pouco expôs sua equipe e saiu satisfeito com o empate.
Quem não saiu satisfeito foram os quase 12 mil torcedores que foram ao Beira-Rio assistir ao terceiro jogo do Inter na Taça Farroupilha. As vaias aos final do jogo são exageradas, um puxão de orelha que a maioria dos que estavam em campo não precisariam levar. Como Sobis e Cavenaghi, que formaram a dupla de ataque no 4-3-1-2 do Inter, a dupla ainda busca melhor condição física e técnica, e esse tipo de jogo é fundamental para que adquiram melhor forma.
Na coletiva após o empate, Celso reconheceu que sua equipe não teve a mecânica de jogo ideal. Principalmente por onde o treinador apostou que seu jogo fluiria mais, pela direita, com Daniel na lateral e Glaydson como volante/apoiador. Nenhum dos dois foi bem, e o colorado só melhorou quando entrou Oscar na segunda etapa, e Sasha foi improvisado de lateral. Melhorou sensivelmente, nada que fosse determinante para vencer a partida.
Se o Inter não foi bem, também não foi péssimo, desconto há de ser feito à equipe que entrou em campo desentrosada e contra um time certinho que é o Novo Hambugo. No grupo 1, o Inter soma 5 pontos e é o segundo colocado, podendo descer uma posição conforme os outros resultados da rodada. O Inter volta a entrar em campo na quarta-feira, no estádio do Passo D'Areia, contra o Zequinha.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

NH vence um Grêmio em testes

O Grêmio que perdeu para o Novo Hamburgo de Julinho Camargo foi um time que não funcionou. Defendendo a invencibilidade no campeonato, o Grêmio foi ao Estádio do Vale, jogou mal e perdeu merecidamente por 2 a 0, mas mesmo com a derrota fechou a fase classificatória com a melhor campanha, com 17 pontos, e garantiu decidir no Olímpico os jogos decisivos do turno.
Doutro lado, o Nóia funcionou muito bem, dentro da suas possibilidades. Julinho Camargo usou um 4-3-1-2, com Rodrigo Mentes como ponta de lança e Michel mais o bom garoto Juba de atacantes. Com Márcio Hahn vindo como volante apoiador pela direita, combinando jogadas com Michel, Mendes e o lateral Bosco, foi por esse lado que o NH complicou a vida do Grêmio, embora os gols só tenham saído no segundo tempo, primeiro de pênalti e em seguida em jogada pelo meio, no momento que o time da capital ainda não assimilara o primeiro golpe.
Renato Portaluppi escalou um 4-4-2, com meio-campo mais tradicional, em quadrado. E não funcionou por quê? Porque Paulão não vem bem e continua errando, porque Gilson de novo mostrou que não tem condições de ser o lateral esquerdo do Grêmio, porque Willian Magrão marcou mal e não teve o ímpeto de que precisa um 2° volante, porque Carlos Alberto começou muito bem, decaiu um pouco e não teve para quem lançar nem com quem tabelar na frente, até porque a dupla de ataque foi formada por dois centroavantes. André Lima e Borges se esforçaram, mas não conseguiram render. Revezaram no posicionamento, ora com André saindo da área, ora com Borges, mesmo assim o time sente a falta de um jogador que saiba flutuar ao redor da área.
Já perdendo, no segundo tempo, Portaluppi fez loucura, coisa que não se faz. Duvido que esperasse resultado. Montou um 4-2-4, só com Adilson e Carlos Alberto jogando no meio, com Viçosa e Clementino se juntando aos dois centroavantes. Isso contra um Nóia que já vencia por 2 a 0, tinha um jogador a menos e  mesmo assim se defendia bem.
O Grêmio fez testes. Já se sabe que a melhor alternativa talvez seja mesmo o 4-5-1, com Borges e Lima disputando vaga. No meio, a dúvida é no flanco esquerdo, quanto a Lúcio voltar à lateral e ceder lugar a Escudero ou continuar na posição, deixando o argentino como opção no banco. Na zaga, Rodolfo deve ganhar uma vaga naturalmente, ao seu lado Vilson ou Rafa Marques - continuar apostando em Paulão seria um erro.
É o que se percebe olhando de fora. Se Portalppi também acha isso, é outra história.
Na quinta o Grêmio estreia na Libertadores contra o Oriente Petrolero, no Olímpico. Na sequência, no Domingo, o Grêmio recebe o Ypiranga pelas quartas de final da Taça Piratini.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

No sufoco e nos pênaltis


Se antes do jogo o discurso das equipes não falava em revanche, no campo foi diferente. Internacional e Novo Hamburgo começaram a partida se mordendo e assim foi até o apito final, quando o placar marcava um expressivo 3 a 3. As duas equipes tiveram que decidir a vaga na semifinal do turno nas cobranças de pênaltis.

O jogo foi sensacional, cheio de alternativas, com diversas variações táticas, com confrontos diretos entre jogadores, duelo de esquemas e teve até a redenção de um personagem dentro da partida. Pato Abbondanzieri foi figura emblemática dentro do jogo: de um começo quase constrangedor, com algumas falhas no primeiro tempo, de atuação segura na segunda etapa e da glória de defender um pênalti decisivo nas cobranças finais.

Antes do cronômetro marcar 10 minutos, o jogo já estava 1 a 1. A blitz do Novo Hamburgo no começo do jogo funcionou, encurralou o Inter e forçou o erro de Abbondanzieri na saída de bola. Assim o Nóia chegou ao seu primeiro gol. Com pressa, com a bola no chão e com a excelente participação de Kléber e Guiñazu pela esquerda, a bola chegou na cabeça de Alecssandro e o Inter logo empatou.

Gilmar Iser armou um time para contra-atacar o Internacional. Escalou três zagueiros para cuidarem de Alecssandro e Walter, colocou Emerson a marcar Giuliano, Márcio Hahn cuidou de D'Alessandro. O articulador Preto não articulou, se preocupou com Sandro e Guiñazu. No Novo Hamburgo a ordem era roubar a bola e lançar no Edimar na direita, ou achar o Paulinho na esquerda. O atacante Maikel auxiliou os dois alas.

O Inter sentiu a forte marcação do Nóia. Giuliano e D'Ale pouco fizeram. Quem fez foi Walter que, nem ele mesmo sabe como, surgiu sozinho em frente a área, inexplicavelmente sem nenhum zagueiro na sua cola. O atacante desferiu um chute espetacular - só não tão espetacular quanto o chute de Alecssandro no segundo tempo. O Colorado não fez mais que isso no primeiro tempo, girou a bola de um lado pro outro e sempre sofreu com as escapadas rápidas de Paulinho e Edimar pelos lados.

Para o segundo tempo, Gilmar voltou com uma modificação que daria o controle parcial do jogo ao Novo Hamburgo. O treinador retirou o ótimo Edimar da direita e o trouxe para o meio, aproximando o jogador a Paulinho. Com essa modificação, o Preto também cresceu no jogo e o Nóia passou a ser muito perigoso. Pela direita, curiosamente o lado por onde aconteceu o gol de empate do Novo Hamburgo, não tinha mais ninguém posicionado, apenas jogadores ocupando eventualmente o espaço.

Fossati tentou se aproveitar do lado direito do Nóia e abriu D'Alessando naquela setor. O argentino realmente não estava em noite inspirada pois, mesmo jogando sem marcação por alguns minutos, sua contribuição para a equipe foi nula. Fossati então montou um losango no meio-campo, tirou Giuliano e colocou Wilson Matias. O argentino voltou a centralizar, e Matias foi ajudar na marcação de Edimar e Paulinho. Funcionou, o Nóia parou por alguns minutos. O Internacional conseguiu aí chegar ao seu terceiro gol.

Valente, e bom time que é, o Novo Hamburgo não sentiu o gol. Gilmar Iser botou sangue novo no ataque, mudou dois jogadores. O forte lado esquerdo voltou a ter vitória pessoal sobre os marcadores e, faltando 15 minutos para o final, o jogo voltou a ficar empatado.

A vitória nos pênaltis só serviria para dar moral e fortalecer tanto Inter quanto Novo Hamburgo. Poderia ser qualquer uma das duas equipes, não seria injustiça. Depois de um jogo da forma como ele aconteceu, o estado anímico do vencedor é um fator importantíssimo no decorrer da competição, ainda mais para o Internacional saído de uma crise, que já soma sua terceira vitória consecutiva e mantendo um time base.

Esse tipo de triunfo para o Inter  é importante. Importante para o grupo de jogadores, dá moral a Alecssandro, confiança a Walter, tranquilidade a Fossati. Porque o treinador sabe que as coisas ainda não estão 100% dentro de campo, e arrumar sustentado por vitórias é bem mais fácil.