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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Grêmio pragmático volta a vencer

É difícil mensurar o peso da vitória gremista sobre o Passo Fundo, por 2 a 0. Da mesma forma as duas derrotas consecutivas na Arena. A equipe que venceu ontem à noite, no interior do estado, terá sequência? Everaldo e Pedro Rocha formarão a dupla de ataque daqui pra frente? E o esquema com três volantes, será mantido?

Para efeito de momento, mesmo que não signifique muito, voltar a vencer já é um alívio. Se quisermos ainda ser um pouquinho mais otimistas, é possível destacar três aspectos (promissores?): o Grêmio não tomou gol; finalmente uma jogada de escanteio resultou em gol a favor; o time não dependeu apenas dos gols dos atacantes para vencer.

Postura defensiva


Além de uma injeção de ânimo nos jogadores, que correram mais, transpiraram mais, Felipão resolveu proteger mais o sistema defensivo, escalando a equipe no 4-3-1-2. Formando o losango do meio-campo o Grêmio teve Marcelo Oliveira à frente da zaga, Felipe Bastos na direita, Araújo na esquerda e Douglas mais avançado, na armação.














Postura Ofensiva


Com a posse da bola, o Grêmio foi igualmente pragmático, fez nada além do básico. Felipe Bastos teve liberdade para avançar e jogar praticamente ao lado de Douglas. Sempre muito próximo do camisa 10, de boa jornada, o volante arriscou arremates perigosos.

Pela esquerda, o lateral Junior mais uma vez se destacou, se mostrando sempre uma boa opção ofensiva, além de capacidade física de recompor a linha de defesa sempre que preciso. Na frente, Pedro Rocha, autor de um gol, demonstrou muita iniciativa e velocidade na condução da bola. Contudo, não dá pinta de quem vai conquistar a posição com todo elenco disponível.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

As dificuldades de escalar o Grêmio em 2015

Se com o grupo completo, escalar o Grêmio não é fácil, imagine para esse primeiro momento do Gauchão, que começa já no sábado, às 17h, contra o União Frederiquense na Arena. Por agora, Felipão ainda não conta com Geromel, Ramiro e Giuliano, que recuperam-se de lesão, e Wallace, volante que serve à Seleção Brasileira sub-20. 

O grande problema do Grêmio são as incertezas e, claro, as características dos jogadores. Há muito mais dúvidas que afirmações. Mesmo que a direção afirme que o time tenha uma base pronta do ano passado - e tem -, também é verdade que jogadores fundamentais para o desempenho da equipe gremista em seu melhor momento dentro BR-14 deixaram o grupo. Para Scolari, é difícil repetir este ano o 4-4-2 que facilmente variava para o 4-3-3, tendo como destaque a parceria entre Dudu e Zé Roberto na esquerda e Luan como segundo atacante. Comentei sobre essa formatação aqui no PoA Geral. 

Os jovens Erik e Evérton são o que mais próximo o Grêmio tem do velocista Dudu. Mas que resposta esses jogadores realmente podem dar? Na lateral-direita, Galhardo e Matías Rodrigues podem ser mais regulares que o competitivo Pará? E na esquerda, a capacidade física e de recomposição de Marcelo Oliveira podem suprir a técnica de Zé Roberto?

Contudo, o maior pepino para Felipão pode estar no lugar em que, aparentemente, estaria a solução. A trinca Douglas, Barcos e Moreno. Bons jogadores, mas que juntos deixam a equipe pesada, sem a mobilidade necessária para a montagem de uma equipe veloz e competitiva.

Qual o esquema melhor se adapta ao grupo gremista? A falta de velocidade e de estatura dos principais jogadores são uma preocupação, além da incógnita que representam ainda alguns jogadores promissores, como o próprio meia Lincoln, tratado pelo clube como jogador acima da média.

No treino de quarta-feira, 28, o técnico gremista sinalizou uma formação sem a presença dos dois centroavantes, no esquema 4-2-3-1, valendo-se de algumas improvisações.

Nessa projeção testada pelo Felipão, Galhardo e Luan seriam os meias abertos, enquanto Marcelo
Oliveira faz dupla com Rhodolfo durante a ausência de Geromel. Moreno seria reserva de Barcos,
porém a presença de ambos na equipe que inicia o Gauchão não está descartada.  

Time Ideal?

Se eu tivesse a difícil missão de definir uma equipe ideal para o Grêmio, usando todos os jogadores do elenco, eu também optaria pelo 4-2-3-1. Apostaria minhas fichas no Giuliano recuperado, na velocidade do jovem Éverton e arriscaria uma dupla de volantes baixos, com Ramiro e Felipe Bastos,  para tentar ter a posse da bola a maior parte do tempo. À primeira vista, não é time para disputar a ponta de cima da tabela do Campeonato Brasileiro, mas encaixado pode, perfeitamente, ser postulante na Copa do Brasil.

Gremio 2015 - Football tactics and formations



domingo, 10 de junho de 2012

Grêmio vence reservas do Corinthians

Em 12 pontos disputados, o Grêmio somou 9 no BR-12. É um bom início, dá até para dizer que promissor se levarmos em conta que o time de Luxemburgo ainda disputa em paralelo a Copa do Brasil, competição em que é semifinalista e já tem confronto na próxima quarta, no Olímpico, contra o Palmeiras.

Luxemburgo é bem claro. Depois de 10 dias de treinamento, não há motivos para preservar titulares agora, por isso que nos dois jogos que antecederam o primeiro confronto da semifinal o Grêmio foi com força máxima. E colheu frutos. Conquistou duas importantes vitórias, sendo uma delas fora de casa. Entretanto, o técnico gremista afirma que, quando for necessário, vai poupar jogadores. Não é o caso depois de 10 dias sem jogos.

Tite pensa diferente. Só pensa em Santos e em Libertadores. Exceto Fábio Santos, o Corinthians jogou com o time completamente reserva. Sabendo da dificuldade que é jogar com uma equipe desentrosada ainda mais enfrentando um Grêmio em boa fase dentro do Olímpico, Tite armou seu Corinthians para se fechar e contra-atacar o Tricolor. Assim, buscou privilegiar seu melhor jogador, o ex-gremista Douglas, esquematizando um time no 4-4-1-1, com o meia livre para atacar e sem a necessidade de marcar. Foi dos pés de Douglas que saíram as jogadas mais perigosas do Corinthians, quem não foram muitas.

O Grêmio ganhou ao natural, sobretudo depois do bom primeiro tempo. É verdade que a equipe gaúcha demorou até sair da marcação corintiana. Quando Marco Antônio passou a jogar entre a linha de meio-campo e a linha de defesa, foi que as coisas clarearam para o Grêmio. Os dois gols da vitória saíram a partir daí.
No segundo tempo o time de Luxemburgo relaxou, deu mais campo a um Corinthians que modificou seu modo de jogar, fez um losango no meio, colocou Willian mais encostado ao centroavante Élton e trouxe Fábio Santos para o meio-campo. Porém, mesmo estando melhor posicionado e com a posse da bola, o desfalcado Corinthians pouco ameaçou um Grêmio pragmático e seguro na defesa, sobretudo com o retorno de Werley à zaga.

Kléber jogou os 45 minutos finais, entrou no lugar de Miralles. O Gladiador foi participativo e foi para o confronto corporal sem nenhum tipo de receio. Perdeu uma chance de gol muito clara e errou algumas jogadas fáceis, muito por culpa da flata de ritmo. Também sofreu com um Grêmio menos organizado no segundo tempo. Isto porque entrou Rondinelly, e a equipe muda quando ele entra. Sem o centralizado Marco Antônio o tradicional losango gremista se desmancha. Rondinelly joga pelos lados, abre preferencialmente pela esquerda, Souza abre pelo outro lado e Léo Gago fica mais ao lado de Fernando. Está aí um dos motivos para Luxemburgo não cogitar sua titularidade por enquanto, mudar um padrão de jogo que está dando certo seria um tiro no pé.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Grêmio: do grupo de jogadores fechado em dezembro a grupo enfraquecido em janeiro

O Grêmio terminou dezembro e iniciou a temporada com várias contratações, algumas dispensas e um grupo de jogadores praticamente fechado, contando ainda com a forte possibilidade de trazer Giuliano ou Carlos Eduardo. A projeção de 2012 era de uma equipe forte e competitiva, com reais chances de ganhar a Copa do Brasil e disputar as primeiras posições do BR-12.

Ainda é muito cedo para afirmar que nada disso pode acontecer, afinal de contas o novo Grêmio de Caio Junior não tem um mês de trabalho e apenas quatro partidas disputadas. Mas já não inspira a mesma confiança de 20 dias atrás. Depois de duas vitórias e duas derrotas, e um futebol nada convincente, o Grêmio parece não ter mais a mesma força que tinha antes de começar a jogar.

Nessas últimas semanas o Tricolor perdeu jogadores e enfraqueceu o grupo. Há alguns dias a projeção de time ideal era a seguinte: Victor; Mário, Saimon, Sorondo, Julio César; Fernando, Léo Gago (ou Rochemback), Giuliano (ou Carlos Eduardo), Douglas; Kléber e Marcelo Moreno. Sem dúvida uma equipe forte.

Desse time ideal, Rochemback foi vendido, Douglas forçou sua saída e também foi vendido, Sorondo lesiono-se ainda na pré-temporada e teve o contrato rescindido, Carlos Eduardo e Giuliano não vieram. Marco Antônio, meia contratado junto à Portuguesa, uma aposta do Grêmio - apesar da idade do jogador - não agradou e nem convenceu quando teve oportunidade. Do banco de reservas, Miralles era considerado um reserva de luxo. Mas acabou se queimando também com Caio Junior e está liberado para procurar outro clube. O contestado André Lima está de volta, foi reintegrado ao grupo e é opção para o treinador.

No meio, o Grêmio se desfez de Willian Magrão, Adilson e Rochemback. Contratou apenas Léo Gago e tem como reserva apenas G.Silva. Para as meias, Marco Antônio, Marquinhos, a jovem aposta Felipe Nunes e o garoto Leandro, que na vitória contra o São Luiz jogou como meia bem aberto na direita, no 4-4-2 com duas linha de quatro montado por Caio Junior.

Nesses poucos dias de 2012 o Grêmio conseguiu perder a qualidade que projetava, porém não conseguiu por em prática. O que serve de consolo é que, segundo Paulo Pelaipe, o Tricolor tem dinheiro para contratar e fazer investimentos. É a hora do mesmo Pelaipe voltar com força ao mercado e reestruturar o grupo gremista.   

domingo, 11 de dezembro de 2011

Balanço Grêmio 2011


Com um time que terminou em alta a temporada de 2010, com um esquema encaixado, com o goleador do campeonato, com uma vaga na pré-Libertadores, com um ídolo comandando o time fora de campo. O torcida gremista tinha muita empolgação com o que poderia ser o 2011 gremista. A expectativa de ter Renato Portaluppi e Ronaldinho Gaúcho juntos, potencialmente grandes ídolos do Grêmio, foi uma hipótese real, mas que frustrou torcedor e clube ainda em janeiro.
Ronaldinho não veio - e esta história todo mundo já sabe. Talvez tenha sida essa a grande complicação do Grêmio no início da temporada. Paulo Odone apostou demais na vinda do desafeto gremista, o que acabou tomando dois meses (dez/10 e jan/11) de atenção exclusiva à negociação, que acabou não se confirmando. O Grêmio só não trouxe Ronaldinho como também perdeu o artilheiro Jonas, perdeu o lateral Fábio Santos e o zagueiro Paulão. Os que vieram não deram certo, como Gilson, Rodolfo, Carlos Alberto e Escudeiro (este só veio a jogar bem com Roth, no segundo semestre). Ou seja, o Grêmio piorou de um ano para o outro, desagregou jogadores e não conseguiu recompor com qualidade.
Faltou bola na Libertadores, faltou bola na primeira parte do BR-11 e, por incrível que pareça, faltou bola também numa final de Gauchão em que o Grêmio teve vantagem em dois momentos. Primeiro quando ganhou o turno inicial e poderia ter ganho o segundo turno e levado o título direto. Depois na finalíssima, quando venceu por 3 a 2 dentro do Beira-Rio, cedeu o mesmo resultado para o Inter no Olímpico e acabou perdendo nos pênaltis.
Sem dúvida é um dos piores anos da história do Grêmio. Além de não vencer título algum, perdeu jogos importantes dentro do Olímpico, ficou com um inexpressivo 12° lugar no BR-11, brigou para não cair boa parte do campeonato, trocou de treinador três vezes (ou quatro, levando em conta que Caio Junior foi contratado ainda em 2011), e tomou duros golpes como a sempre conturbada demissão de um ídolo e mais uma recusa indesejada de Ronaldinho Gaúcho. Sem contar a simbólica derrota no Rio de Janeiro, no 1° turno do BR-11, aquele 2 a 0 para o Flamengo, que o ídolo recente da torcida, o irregular Victor, entregou o segundo gol constrangedoramente para Ronaldinho. Um grande resumo da década sem títulos do Grêmio, que em 2001 venceu sua quarta Copa do Brasil e desde então se contenta com Gauchões, um título da segundona, e algumas boas campanhas. Nada comparado ao que o clube já conquistou em outros tempos.
Depois da breve e equivocada passagem de Julhinho Camargo, teve ainda a volta do eterno Celso Roth, que de tão eterno também é passageiro, e não comandará o Grêmio na próxima temporada. Roth deu ao time o padrão de jogo que não aparecera em 2011, fixou a equipe num 4-2-3-1 que funcionou enquanto o elenco teve gás e motivação para alçar vôos maiores na competição nacional. O gás acabou antes da motivação, e o campeonato antes do Grenal da última rodada, naquele 1 a 0 colorado.
Foi um ano repleto de equívocos no Estádio Olímpico, de todas as instancias, desde o discurso falido da direção, tão quanto as contratações insuficientes, passando pelas erratas das três comissões técnicas em momentos capitais da temporada, até chegar na torcida, que vaiou Douglas o ano inteiro, sendo que o 10 é o melhor jogador do elenco, o único que ao menos chuta a gol mais de duas ou três vezes no jogo.
2012 ainda é uma incógnita. Como sempre é o começo de ano de qualquer clube.  Kléber é bom jogador, mas vai corresponder o investimento? Caio é bom treinador e ainda tem o apetite de ganhar títulos, mas isto basta? Paulo Pelaipe diz que terá o grupo fechado até a virada do ano. Até que ponto isto é possível? E a Arena, que deve inaugurar no final de 2012, pode representar um salto de patamar como clube de futebol, como representou o Olímpico na metade do século passado?
 De 2012 ainda não sei. Porém, esse ano já acabou, e inegavelmente foi um péssimo ano.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rivalidade maior que o clássico

Passou desapercebido o fato de o Grêmio ter dado uma mãozinha ao Internacional com a vitória de 4 a 2 sobre o Flamengo. Poucos torcedores gremistas comentaram antes e depois do jogo, assim como poucos colorados não torceram para que Ronaldinho Gaúcho viesse ao Olímpico e vencesse o Grêmio, machucando o ego de torcedor e instituição, mesmo que isto custasse uma distância maior do G5 para o Colorado.
Parece que enquanto Ronaldinho Gaúcho ainda jogar futebol profissionalmente, a rivalidade entre Grêmio e R10 será mais perturbadora ao torcedor que a rivalidade grenal. Mesmo que esta rivalidade parta apenas de uma das partes envolvidas, o Grêmio, é de se imaginar que Ronaldinho também cultive um sentimento especial quando o assunto é ganhar do Tricolor Gaúcho.
O jogo de domingo, no Olímpico, foi emblemático. Um público de 40 mil torcedores e certamente a maior vaia da história deste estádio que vive seus derradeiros anos.  A pressão da torcida não ficou apenas sobre Ronaldinho, mas também sobre o time do Grêmio. Tanto é que a equipe de Celso Roth, desfalcada de Rochemback, teve dificuldades de corresponder à expectativa. Mesmo jogando no habitual 4-2-3-1, o Grêmio deu para o Flamengo mais campo que o Flamengo esperava ter para jogar. E jogou. Num 4-4-2 bem brasileiro, os dois atacantes eram Ronaldinho e Deivid. O craque surdo pouco deu bola para os protestos que viam das arquibancadas e fez um grande primeiro tempo. Por dois momentos quase fez seu gol. Nos 2 a 0 do Mengão, Tiago Neves e Deivid fizeram.
Foi um belo jogo de futebol. Mesmo com dificuldades de fechar os espaços lá atrás, muito pela lentidão de G.Silva e pela precária recomposição de Marquinhos e Escudero, ambos em tarde pouco inspiradas, lá na frente o Grêmio deu certo trabalho ao goleiro Felipe, que evitou por duas vezes o gol de Douglas, o que não ocorrera no segundo tempo. Apesar dos dois gols de André Lima e o golaço de Miralles, o Douglas foi a referência técnica do Grêmio, fez boa partida, chamando a responsabilidade que deve ter aquele que veste a 10, e ainda foi o autor do terceiro gol tricolor.
O segundo tempo superior do Grêmio e a falência das principais virtudes do time de Luxemburgo deu-se, principalmente, após a mudança de Roth no intervalo. O treinador tirou o zagueiro Saimon, de 19 anos, nervoso com o tamanho do confronto, ainda mais pelo fato de ser gremista de criação, e estar amarelado. Adilson entrou, assim G.Silve foi recuado pra zaga e o meio-campo do Grêmio ganhou mais vitalidade na marcação e uma experiência salutar no setor defensivo. Deu certo.
Foi uma vitória histórica, para lavar a alma do torcedor e não rebaixar ainda mais uma instituição que não vive seus melhores anos. Contudo, uma vitória simbólica, de muito pouco efeito prático na tabela gremista, mas de uma importância significativa para as pretensões coloradas.

domingo, 25 de setembro de 2011

Grêmio recupera pontos na Ressacada

Momentos antes de Avaí e Grêmio se enfrentarem, especulava-se - e isso por conta dos treinos - que Celso Roth mudaria sua equipe desmanchando o 4-2-3-1 e remontando o Grêmio num 4-3-1-2, com três voltantes, meio-campo em losango e dois atacantes. Esta formação acabou não se confirmando e Roth manteve a equipe  dos últimos jogos. O treinador acertou. Não faria bem ao Grêmio mudar algo que deu mais certo que errado, mesmo depois de duas derrotas consecutivas.
Na partida contra um Avaí em situação complicadíssima no BR-11, o Grêmio conseguiu manter um controle emocional do jogo que foi importante para que o resultado final fosse a vitória gremista. Além do controle emocional, o controle da bola. Da boa partida dos três meias que dão toda a dinâmica do jogo tricolor, apenas uma ressalva: precisam entrar mais na área, fazer companhia a André Lima.
Com a volta de Julio Cesar na lateral-esquerda, Escudero voltou a jogar bem. Fez toda a jogada do segundo gol, que acabou no rebote para Douglas marcar segundos depois de iniciar a segunda etapa. No primeiro tempo, quem abriu o placar foi Mário Fernandes, que aproveitou a bobeada do volante Batista na frente da área. Mário estava merecendo um gol pelas suas atuações desde que assumiu a lateral como titular e como profissão, deixando a função de zagueiro para emergências. Já o volante Batista ficou marcado pela torcida, Toninho Cecílio o retirou no intervalo e, perdendo de 1 a 0, colocou mais um atacante em campo.
O Avaí só melhorou quando o Grêmio relaxou e quando achou um gol aos 24 minutos do segundo tempo. O time catarinense cresceu animicamente, avançou suas linhas e naturalmente empurrou o Grêmio para trás. As providências de Roth forma essencial para que o resultado persistisse em 2 a 1 para o Grêmio. O treinador retirou o pouco combativo Marquinhos e pôs Adilson para marcar no setor direito de defesa e trocou André por Brandão (esta, de efeito nulo). No 4-3-2-1 o tricolor se defendeu bem e tinha boas possibilidades de contra-ataque.
Fica do jogo os três pontos, a continuidade da equipe e a boa expectativa para as duas próximas rodadas, que o Grêmio enfrenta Cruzeiro e Santos no Olímpico e pode retomar a boa tragetória no BR-11. De negativo, André Lima e Brandão, que ainda devem muita bola e muito gol.

domingo, 28 de agosto de 2011

Vitória no Grenal dá novo fôlego ao Grêmio

A situação do Grêmio no BR-11 determina que cada jogo disputado seja da importância de uma final de campeonato. Como vitórias não são constantes, cada uma conquistada tem um significado de recomeço, de um fôlego a mais na luta contra o rebaixamento e a expectativa de encaixar uma equipe e uma sequencia de resultados positivos, tão vital dentro de qualquer campeonato de pontos corridos.
Dentro deste contexto, uma vitória em clássico se mostra muito importante que qualquer outra. E o Inter chegava para o Grenal com status de favorito, respaldado pela recente conquista da Recopa Sul-America, sobre o Independiente. Um Internacional que, além do título do meio da semana, mantinha uma sequencia de bons resultados e um time que estava entrando nos trilhos, com o mesmo 4-4-2 que perdeu o clássico para o Grêmio, mas que não contou com Guiñazu e Nei, suspensos, e D'Alessandro, este lesionado. 
Dos méritos que qualquer vitória pode ter, esta do Grêmio tem um em especial. Conseguir anular o grande trunfo colorado em 2011, Leandro Damião, é significativo dentro da história do clássico 388. Trabalho árduo para a dupla de zagueiros Saimon e Vilson que, com Mário na direita e o estreante Julio César na esquerda, consolidaram a boa atuação do sistema defensivo gremista. No 4-2-3-1 de Celso Roth, sem G.Silva, com Fernando jogando ao lado de Rochemback, com Douglas, Marquinhos e Escudeiro fazendo uma linha de três armadores e André Lima trombando com a zaga colorada, o Grêmio fez uma partida segura, muito aplicado, se preocupando em anular o que o Inter tem de melhor e com a disposição de correr mais que o adversário.
Nem Oscar nem Andrezinho, Dellatorre - e depois Jô - também não, muito menos Damião. A virtude colorada que conseguiu furar o bloqueio tricolor foi o letal zagueiro Índio, empatando o jogo 10 minutos depois que Marquinhos abriu o placar no Olímpico.
Dorival Junior demorou a mexer no time. A substituição do intervalo, sacando o apagado Dellatorre e colocando um inexpressivo Jô, não mudou em nada a estrutura do time e nem o panorama do jogo. O Grêmio continuou controlando as ações no segundo tempo. Entretanto, como na primeira etapa, poucas chances de gol de ambos os lados. O gol da vitória gremista veio do pênalti bem cobrado por Douglas. Infração corretamente assinalada pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique.
O Inter e a continuidade do trabalho de Dorival não deve sofrer grande influencia dessa derrota no clássico. O Internacional continua no bolo que briga pela vaga na Libertadores, está em 8° lugar, com 27 pontos. Para o Grêmio, é uma vitória que vale muito. Em termos de tabela, os meso três pontos de qualquer outra vitória, que leva o tricolor aos 21 pontos, continua há três da zona do rebaixamento, na 15° posição, mas que agrega muito na questão anímica do grupo. Como para Victor, de retrospecto negativo em clássicos, como para Escudeiro, um dos melhores em campo e que ainda encontra dificuldades para se afirmar no Grêmio, o mesmo vale para Marquinhos, autor de um dos gols.
 

domingo, 17 de abril de 2011

Que sufoco!

É, o Grêmio está na semi-final da Taça Farroupilha e enfrenta a sensação do campeonato, o Cruzeiro, em local e data ainda indefinidos pela Confederação Gaúcha e pela RBS. É, mas poderia muito bem ter sido o Ypiranga a passar de fase. O time de Erechim, jogando em casa, empatou em 1 a 1 com o Grêmio e só vendeu a eliminação nos pênaltis.
Jogo bom de assistir, não que tenha sido bem jogado - foi em raros momentos -, mas foi bem disputado. Jogo complicado de participar e jogar. Que o diga Grêmio, Ypiranga e o árbitro Leandro Vuaden. As duas equipes fizeram uma partida de muito contato, Vuaden teve de participar bastante, distribuir bastante cartões amarelos. Mais acertou que errou, porém não seria exagero se o Ypiranga tivesse acabo os 90 minutos com um a menos. O time de Erechim usou em demasia do recurso da falta, principalmente sobre o jovem Leandro. Recurso que, esse ano, os adversários da dupla grenal estão caprichando. No Grêmio, Douglas e Leandro são os visados. No Inter, D'Alessandro e Oscar.
Mas o fato é que de novo o Grêmio apresentou um futebol de se desconfiar, parecido com o que jogou na Bolívia, porém mais comprometido. No início, a equipe de Renato abusou da displicência defensiva, Gabriel, Neuton, Adilson e Rochemback avançavam juntos. Se o time conseguisse manter a posse de bola, tudo ok. Mas não é o caso. Ao Grêmio de 2011, o que mais falta é sincronia nos movimentos defensivos. Muito mais uma questão de posicionamento que qualidade.
Ainda no primeiro tempo, passados 20 minutos de jogo, por orientação de Renato, Neuton e Gabriel guardaram mais posição e o Ypiranga, que jogou num 4-4-2 e insistia muito pelos lados, ficou de certa forma neutralizado. Assim o Grêmio conseguiu presença no campo de ataque, Leandro cresceu, passou a ser o destaque do jogo, pecando, porém, sempre no toque final. Contudo, quem brilhou foi Douglas, com um golaço de fora da área.
A saída de Douglas e Leandro, no segundo tempo, até então os dois melhores gremistas e campo, aconteceram no memento de apagão tricolor. O meia saiu porque não teve mais condição física, deu lugar a Carlos Alberto, que ainda demonstra muito mais vontade que futebol. Lenadro deixou o campo por opção discutível do treinador. Entrou Lins, que jogou bem, mas menos que Leandro.
A certa altura da segunda etapa o Ypiranga entrava na área gremista por todos os lados e tomou o gol de empate num chute vindo  da entrada da áera, na zona de cobertura do Gabriel. Foi falha de Victor? Foi, falha técnica, pois foi no canto dele. Mas longe de ser daquelas escandalosas, ainda mais para um goleiro que fez a boa partida que fez e que, na hora H, buscou mais um pênalti.
O Grêmio tem o mérito de ter bons batedores de pênalti, que dificilmente erram, como nesse domingo errou Lúcio. Mas muito bem acertaram Borges, Carlos Alberto, Rochemback e Gabriel. O goleiro Luiz Carlos também fez boa partida, também defendeu uma penalidade, entretanto não foi o suficiente para a evitar a classificação do Grêmio.
Renato está vendo que a equipe está jogando pouco. Já é um começo. Agora, quem tem o poder de mudar isso é ele. No seu 4-4-2, que é um 4-3-1-2, quem tem a função de apoiar e defender está mais atacando que combatendo. Nessa semana vazia, que antecede os jogos decisivos do Gauchão e da Libertadores, é preciso reencontrar o equilibro dentro do time. E esse equilíbrio passa, principalmente, pelas funções que desempenham os dois laterais e os três volantes.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Grêmio sobra e goleia Inter-SM

Foram seis gols, mais um e o Grêmio passava o Internacional, o de Porto Alegre, na classificação geral do Gauchão, por saldo de gols, pois em pontos estão empatados com 23. O Grêmio ainda tem um jogo a menos e o Inter tem mais gols marcados. O Inter-SM está em outro patamar, passa dificuldades financeiras e, com todo respeito que merecem os profissionais que lá jogam, o futebol beira o amadorismo. O time de Santa Maria tem apenas seis pontos somados nos dois turnos até agora e é fortíssimo candidato ao rebaixamento.
Dava pro Grêmio tem feito mais um (ou uns), mas é impossível dizer que não ficou de bom tamanho. Afinal, 6 a 0 sempre é um SEIS A ZERO, seja contra quem for e mesmo que o primeiro tempo não tenha sido lá essas coisas. Mais certinho e concentrado foi o Grêmio do segundo tempo, que fez da partida um jogo unilateral, de um campo só, contra um Inter-SM que só se defendeu, e se defendeu mal, pois ainda cometeu faltas o suficiente para ter dois expulsos e facilitar o que já estava barbada pros comandados de Renato. Quem não viu o jogo capaz de não acreditar que, apesar disso tudo, Marcelo Grohe, goleiro do Grêmio, foi destaque e pegou até pênalti.
A equipe do Tricolor foi a titular, desfalcada de Gabriel, Borges, Victor e Carlos Alberto. Renato reforça a ideia de time no 4-4-2 com meio-campo em losango. Escudero e Viçosa atuaram como atacantes e repetiram a boa atuação que tiveram contra o Porto Alegre. O argentino dá sinais que pode render mais que Carlos Alberto, que Renato já tentou em várias posições e só deu retorno significativo quando esteve na meia-esquerda.
O Mário na direita, jogando bem e fazendo gol, é importante pra ele e pro time. Esse jogador está precisando de confinça e visibilidade dentro do grupo. Na frente, outros boas notícias e alternativas: Vinícius Pacheco e Leandro, que entram no segundo, formando o 4-3-3 do Grêmio contra um Inter-SM em desvantagem numérica em campo. Destaque especial para o Leandro, de 17 anos, que só tem entrado nas boas, Renato não o bota em fogueira, tem o lançado aos poucos e, aos muitos, Leandro vem correspondendo. Correspondeu com ótima parceria com Pacheco, que resultaram nos seus dois gols no jogo. Fora o partidaço do Douglas... É, o Grêmio funcionou, mas não se iludiu - isso o Renato disse na coletiva após o jogo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Com o pé esquerdo

A grande curiosidade da noite, na estreia do Grêmio na Libertadores contra o Oriente Petrolero, era ver a equipe bastante ofensiva que Renato bancou que jogaria. E jogou. No papel, um 4-4-2 desdobrado em 4-1-3-2, com Rochemback como único volante, uma linha de três meias com Lúcio, Douglas e C.Alberto mais dois centroavantes à frente, Borges e André Lima.

No primeiro tempo não foi essa maravilha toda, mesmo contra um modesto adversário. Modesto, longe de ser um time sofrível. O Oriente Petrolero tem seis jogadores que são titulares da seleção boliviana, entre eles o bom segundo atacante Mauricio Saucedo. Os bolivianos do técnico Ariel Russo impuseram dificuldades ao Grêmio jogando num rigoroso 4-4-2 em duas linhas próximas e recuadas, com as boas saídas de contra-ataques. Mas isso, apenas no primeiro tempo.
Dificuldades o Grêmio teve também com o próprio Grêmio. Novamente André Lima e Borges não fizeram boa dupla de ataque. No meio-campo, o que era para ser um time com facilidade de atacar pelos lados, pois era para ter Lúcio e a passagem do Gilson na esquerda e Carlos Alberto e a passagem de Gabriel na direita. Não aconteceu como deveria. Douglas e Carlos Alberto muitas vezes ocuparam o mesmo espaço na faixa central, insistiram muito pelo meio e pouco fizeram. O camisa 22 por vezes recuava demais, ficando ao lado de Rochemback e configurando um 4-2-2-2 burocrático.
O pênalti que abriu os caminhos tricolores na LA'11 veio só aos 43min do primeiro tempo. O árbitro Líber Prudente viu mão do jogador boliviano dentro da área. Viu errado, a bola bateu no rosto, embora o jogador tenha se atirado como um Higuita na bola. Do pé esquerdo do camisa 10 Douglas para o canto direito de Hugo Suárez.
No segundo tempo, sem o peso de precisar abrir o placar, o Grêmio voltou mais leve e, importante, melhor posicionado. Carlos Alberto e Douglas não bateram mais cabeça. O primeiro foi para o flanco direito enquanto o outro centralizou. O jogo fluiu, os laterais passaram e, numa dessas, recém aos 2min, o contestado Gilson entrou área a dentro e anotou com sua perna esquerda o segundo gol tricolor da noite.
A equipe do Oriente Petrolero não esboçou nenhum tipo de reação e o Grêmio tomou conta do jogo, muito pelos pés do imenso Fábio Rochemback, que jogou bem desde o início e viu seus companheiros gastarem o fino da bola só no segundo tempo. O terceiro gol saiu ao natural, mais um do pé esquerdo de Douglas.
Paulão e Rodolfo fizeram boa partida, seguros e sem inventar. Renato confia muito em Paulão, embora eu ache Vilson melhor opção. Depois entrou Adilson, Maylson e Escudero. Um dos atacantes saiu de campo e o Grêmio ficou num equilibrado (e tendência daqui pra frente) 4-2-3-1. Não se viu muito do argentino, entrou num momento em que o jogo estava morto, mas parece que Lúcio continuará no meio-campo e Gilson na lateral esquerda-esquerda.
Com a vitória o Grêmio é líder do grupo 2, tem os mesmo 3 pontos do Junio Barranquilla, mas tem vantagem de saldo de gols. O Tricolor agora pensa no Ypiranga, jogo que acontece no Domingo, pelas quartas de final da Taça Piratini, e viaja no meio da semana para enfrentar o próprio Junior Barranquilla, na Colômbia.
  

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Grêmio encerra mas ainda torce

Dentro das suas possibilidades e das consequências de um primeiro turno equivocado, o Grêmio terminou muito bem o BR-10. A quarta colocação, a melhor campanha do segundo turno, o melhor ataque do campeonato, o artilheiro da competição e o ótimo trabalho de Portaluppi deixam no Olímpico a esperança de um 2011 a ser comemorado, que nem mesmo começou e já pode ficar melhor, caso o Goiás não seja o Campeão da Sul-Americana na quarta-feira e deixe pro tricolor gaúcho a vaga na Copa Libertadores.
O resultado de 3 a 0 no Botafogo é justo. O time carioca não exigiu do Grêmio o que deveria exigir um adversário direto. Foi o mesmo Botafogo que decepcionou no Rio, há duas semanas, contra os reservas do Internacional. Um time que se mostrou intranquilo desde o início, sobretudo na figura do seu treinador - Joel Santana foi expulso aos 15min do primeiro tempo.
Por outro lado, o Grêmio de Renato Portaluppi se mostrou um time que não tem medo de decidir. Se perder, não é de nervosismo, é na bola. Foi assim na vitória sobre o Corinthinas, no Pacaembu, no empate com o Inter, no Olímpico, no empate com o Santos, na Vila e na vitória contra o Guarani, em Campinas. Todos jogos difíceis, em situações adversas e em momentos decisivos da trajetória do Grêmio nesse segundo turno.
O 3-5-2 do Botafogo marcava errado, deixava gente sobrando no meio-campo gremista. Joel só corrigiu aos 25min da etapa final, quando tirou Danny Morais e pôs Herrera. Antes, três zagueiros para marcar André Lima e três meio-campistas para marcarem Jonas, Douglas, Lúcio, Rochemback, Adilson e Gabriel. Jonas e Gabriel não são meio-campistas, mas passam a maior parte do tempo naquele setor.
O Grêmio do bom toque de bola, da velocidade e da efetividade na conclusão, teve poucas dificuldades. Os raros momentos de acerto botafoguense, paravam em Victor, na falta de perícia na conclusão ou na trave (uma vez).

sábado, 20 de novembro de 2010

Grêmio 3x1 Atlético-PR

Bom time que é, que disputa vaga no G4 com Botafogo e Grêmio, o CAP dificultou muito a vida do Tricolor no Olímpico. O placar de 3 a 1 poderia muito bem ter sido 1 a 0 ou até mesmo 1 a 1. Com a vitória o Grêmio continua dependendo apenas de suas forças e de seu futebol. A equipe de Renato assiste a rodada de domingo na 4° posição, com 57 pontos - três a menos que o Cruzeiro e um a mais que Botafogo e CAP, que têm 56.

A vitória começou a ser construída com o bom começo gremista, mesmo sem Jonas, suspenso, e Gabriel, ainda se recuperando de lesão. Foram 15 minutos de pressão, muito bem comandados por Douglas, Lúcio e Rochemback. O gol de Neuton saiu aos 13 e só depois disto o Atlético conseguiu sair para jogar.

Logo aos 18min, na primeira boa escapada do CAP, pênalti de Neuton em Guerrón. A boa cobrança de Paulo Baier e o empate encheram o Atlético de moral e o time visitante passou a jogar de igual para igual com o Grêmio. O jogo ficou faltoso, trancado a toda hora e sem chances de gol.

No segundo tempo, aos 11, o lateral Edilson entrou desequilibrado na área, foi tocado e acabou cavando um pênalti para o Grêmio. Douglas, o 10, cobrou bem. Sérgio Soares, treinador do CAP, mudou de cara na equipe. Sacou um lateral e pôs Maikon Leite, espetando dois atacantes nos laterais gremistas e deixando um homem de referência na área. A equipe paranaense se acertou em campo e tomou conta do jogo, mas não conseguiu entrar na área do Grêmio ou mesmo fazer Victor trabalhar, a não ser em intervenções aéreas.

Mas o Grêmio tem Douglas, o 10, o mesmo que falhou na Seleção, mas que tem funcionado muito bem no Olímpico. Aos 44 do segundo tempo, o meia gremista carregou a bola, limpou a jogada e achou Clementino em alta velocidade que, da entrada da área, acertou belo chute.
   

sábado, 11 de setembro de 2010

Questão de tempo

Era questão de tempo: o Corinthians, que não era vencido há 23 jogos dentro de casa e, há 10 jogos, só vencia no Pacaembu pelo Campeonato Brasileiro, uma hora ia ser derrotado. E o Grêmio, que não vencia fora de casa desde a metade do BR-09, portanto há um ano, teria de vencer em algum momento. Precisou as duas equipes se encontrarem para finalmente não acontecer o óbvio - o Grêmio vencer e o Corinthians perder.
Mas não foi só questão de tempo. Mas questão de Douglas, autor de mais um golaço, o da vitória, aos 34min do primeiro tempo. Também questão de Victor, que defendeu seu 4° pênalti no BR-10, desta vez batido e perdido por Iarley, aos 14min do segundo tempo. Não foi só isto em 90 minutos que determinou a vitória do Grêmio, mas foi isto principalmente.
O time de Renato, sem Rochemback e sem Souza improvisado, mas jogando na dele, teve Ferdinando auxiliando o gigante Adilson na marcação. Marcação que no primeiro tempo funcionou bem, contra um Corinthians de intensa movimentação com Ralph, Jucilei e Elias desarmando, passando, articulando, assim como J.Henrique e Iarley lá na frente e pelos lados. Já o cerebral meia-goleador Bruno César, centralizado e bem marcado.
No primeiro tempo o Grêmio jogou o seu 4-2-2-2 feijão-com-arroz, mas um feijão e um arroz bem temperado, com Douglas querendo muito jogo, com Souza fazendo boa parceria com Gabriel e com os dois volantes marcando bem.
Durante os dois tempos, Adilson Baptista mexeu bastante no seu Corinthians, perdeu o volante Ralph logo no início do jogo, teve de colocar Bokita e, durante a partida, viu Jucilei jogar muita bola e ser um dos destaques do jogo e deste Coringão 2010. O Timão dominou o Grêmio após o zagueiro Vilson ser expulso na jogada do pênalti corintiano (victoriano), originado de uma falta dentro da área que foi muito menos falta que pelo menos três faltas que o árbitro Francisco Carlos Nascimento não deu durante o jogo - inclusive a falta do Douglas, que tirou Ralph do jogo e não foi assinalada.
O Corinthians é o time que mais teve pênatis a seu favor no BR-10, ao todo foram 8. Mas verdade seja dita, Vilson cometeu a penalidade.
Adilson Baptista foi para o tudo ou nada: armou um 2-3-3-2, com Jucilei, Bokita e Ralf na primeira linha do meio-campo e logo em seguida Danilo, Bruno César e Defederico. O Grêmio a certa altura ficou sem nenhum atacante, se defendeu como pôde e como não pôde. O Timão empilhou chances de gol e o Tricolor demonstrou a união, a garra e a luta de sempre, mas que faltara ultimamente, assim como a sorte, que no Pacaembu sobrou.
Vitória maiúscula, que deixa o Grêmio distante da zona do rebaixamento e confortável para pelo menos cogitar subir mais ainda na tabela, tendo agora razoáveis 26 pontos. O próximo jogo é um canhão cheio de história: dia 15 de Setembro, aniversário de 107 anos do Grêmio, jogo contra o grande rival dos anos 90, o Palmeiras. No comando dos times, os dois maiores ídolos tricolores: Renato Portaluppi e Luis Felipe Scolari.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Distância

O Grêmio agora busca distância da zona do rebaixamento. Com a distância, vem a tranquilidade e talvez um futebol melhor. A vitória de 2 a 0 sobre o Atlético-GO, seguido da sequência de bons resultados contra Atlético-PR, Guarani e Botafogo, deixam o Grêmio com 23 pontos, momentaneamente a 6 pontos do primeiro rebaixado, podendo cair para 3 com os jogos que fecham a rodada. Não é muito, mas é um começo.

Sem Rochemback, Renato escalou um time ofensivo no papel, com um meio-campo formado por Adilson, Souza, Douglas e Roberson. No campo, uma equipe no mesmo 4-2-2-2 de sempre, com Souza bem aplicado na função de segundo volante, fazendo a cobertura das subidas do lateral Gabriel. Mas de novo, foi pelo lado esquerdo que o Grêmio atacou melhor - enquanto atacou, no primeiro tempo, pois deixou de fazê-lo, no segundo.

Como a distância do rebaixamento ainda não é a ideal, a tranquilidade também não é. Como contra o Guarani, o time de Renato tomou um sufoco do Atlético-GO no segundo tempo. Victor precisou trabalhar, como também trabalhou, e trabalhou bem, o goleiro Márcio, que pegou até o pênalti que o Jonas errou. E não tivessem errado tantos passes os articuladores gremistas, a noite poderia ter sido mais tranquila no Olímpico. Douglas, da camisa 10 e do golaço, também errou bastante, mas foi participativo e acertou o suficiente para ser o destaque técnico do jogo, junto do volante Adilson.

René Simões mexeu bem no seu Atlético, deixou sua equipe mais leve e ousada, numa espécie de 4-2-3-1. Obrigou Renato a mexer, mas o treinador gremista acabou contando com a sorte de um chutão pra frente raspar na cabeça do apagado Jonas e sobrar para Borges apostar corrida com o marcador e chutar da entrada da área, aos 40 minutos do segundo tempo. Um gol que fez o Olímpico explodir em alívio.

Alívio que dura até a tarde de sábado, quando o Grêmio vai a São Paulo enfrentar o vice-líder Corinthians.