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domingo, 9 de dezembro de 2012

Mesmo não finalizada, Arena gremista é um espetáculo

Verdade seja dita, a Arena ainda não está 100%. A inauguração foi ontem, dia 8, porque Odone queria a inauguração ainda antes do fim de seu mandato. Está preparada para receber jogos, como de fato recebeu, mas ainda não é a condição ideal.

Lucas Uebel / Grêmio Divulgação
Fato inegável é a grandeza da nova casa Tricolor. É simplesmente espetacular, principalmente para quem ainda não tinha visitado as obras, visto apenas pelo lado de fora, passando de carro ou ônibus. A nova Arena é lindíssima, de um aspecto muito imponente, algo que pode ser decisivo para as pretensões do Grêmio a partir de 2013.

Logo que abriram os portões para o público, fui caminhar pelas dependências do estádio para perceber um pouco do sentimento do torcedor. Muito legal de ver as pessoas se deparando pela primeira vez como aquele monumento, novinho, com lugares marcados, próximo ao campo. As pessoas estavam deslumbradas, sorriso de orelha à orelha. Profissionais da imprensa também. Não teve um que não tirou uma foto para registar o momento. Sabe criança com brinquedo novo? Então.

A cerimônia de abertura, antes do jogo entre Grêmio e Hamburgo, foi impecável. Não à toa, o clube gastou por volta de 20 milhões para bancar a festa. Bem produzida e executada, a festa homenageou jogadores importantes da história do Grêmio, lembrou do Olímpico e da Baixada, fez referência a danças típicas do Rio Grande do Sul, teve show de fogos e luzes. Emocionou o público em vários momentos.

Sobre o jogo festivo não há muito o que se dizer. Grêmio e Hamburgo fizeram um jogo fraco, ríspido em algumas jogadas, com poucas chances de gol. Acabaram repetindo o placar de 29 anos atrás, de 2 a 1 para o Tricolor. E André Lima fica para a história como o autor do primeiro gol da nova era gremista (não sei se isso é um bom sinal).

Dois fatores não corresponderam ao tamanho da Arena e da festa. Primeiro, a confusão da Geral do Grêmio, na metade do primeiro tempo do jogo. São imagens que vão para o mundo todo, manchando a imagem do clube. A Geral estava muito bonita, fazendo seu papel, chamando a atenção dos jogadores do Hamburgo. Infelizmente estourou uma briga entre meia dúzia, o que acaba se espalhando ali, por quem está em volta. Por esses, a Geral pode perder seus espaço na Arena, e sem ela o estádio fica sem alma, perde o canto que põe um bafo na nuca do adversário.

O outro fator é a mobilidade. Muito ainda precisa ser feito para que se diminua pela metade os problemas de deslocamento depois do fim do evento. Fui conseguir taxi às 2h30 da madrugada, na rodoviária. É impossível que 60 mil pessoas que saiam do mesmo ponto não enfrentem nenhum tipo de incômodo, isso também precisa ser compreendido. Mas há maneiras de se diminuir os transtornos.

O resto, é história que virá.



domingo, 11 de novembro de 2012

O espetacular segundo tempo gremista

A tarde no Olímpico foi espetacular para o torcedor gremista. Foi um domingo muito bonito, de uma festa belíssima depois da vitória por 2 a 1, de virada, e a confirmação matemática na pré-Libertadores 2013. O Grêmio fecha a rodada na segunda colocação do BR-12. Faltam três jogos. Caso o Grêmio mantenha a vice-liderança, a vaga para a competição continental será direta.
Lucas Uebel/Grêmio Divulgação
A vitória só veio depois de um baita segundo tempo gremista. Sem poder contar com Werley, G. Silva, Elano e Kléber, o Grêmio foi a campo com um time razoavelmente descaracterizado. Luxemburgo escalou uma equipe cautelosa que, como primeiro objetivo, pretendia parar um São Paulo embalado, em grande forma. Principalmente pelos três meias Lucas, Osvaldo e Jádson e pelo centroavante Luis Fabiano.

Com Léo Gago, Fernando e Souza à frente da zaga, e o zagueiro Naldo fazendo grande jogo, a maior parte do tempo o Grêmio conseguiu parar os quatro destaques do time paulista. Só que com a bola no pé, tendo Marcelo Moreno no ataque, Zé Roberto e Marco Antônio mais atrás, o Tricolor gaúcho não conseguiu transformar posse de bola em chances de gol.

Dois fatores essenciais possibilitaram a virada gremista no segundo tempo. Primeiro, a marcação pressão. O Grêmio diminuiu os espaços do São Paulo, adiantou o time e acuou o adversário. A frequente variação no lado esquerdo, entre Léo Gago e Pico, foi importante para que os movimentos de marcação e ataque funcionassem durante a etapa complementar.

O segundo fator foi a entrada de um segundo atacante. No caso, o André Lima, que fez o primeiro gol e, diferente de outras vezes, conseguiu jogar bem, contribuir para a evolução do Grêmio dentro da partida. Com um segundo atacante em campo, ficou mais fácil o surgimento de situações de gol. O Grêmio poderia ter feito mais que dois.

Até adicionaria, quem sabe, um terceiro fator aí: os 45 mil gremistas que foram ao penúltimo jogo no Estádio Olímpico. Lembrando que, caso o Grêmio passe de fase na Sul Americana, garante pelo menos mais um jogo na saudosa maloca.

domingo, 4 de novembro de 2012

Grêmio vence Ponte Preta sem criar nenhuma situação de gol

Foi uma das piores atuações do Grêmio em 2012, sobretudo ao comando de Vanderlei Luxemburgo. Tivesse a Ponte Preta um pouco mais de sorte ou qualidade técnica, teria vencido, sem dúvidas. Durante os 90 minutos, o mais próximo que o Tricolor chegou a uma oportunidade de marcar foi no início do jogo, duas vezes. As duas com Marcelo Moreno, mas finalizando mal, não obrigando o goleiro Roberto a sequer executar uma defesa. É muito pouco.

O Grêmio foi um time distante, com pouco sentido coletivo, pouca vitória pessoal, entregue à boa marcação do time de Guto Ferreira. Lá atrás, sofreu com os contra-ataques puxados por Nikão e Luan. Marcelo Grohe precisou trabalhar, e trabalhou bem. Teve boas intervenções e evitou que o resultado fosse trágico para um Olímpico com 40 mil torcedores.

Se por um lado o time está desgastado física e mentalmente, cansado com a maratona de jogos, o que prejudica na execução de tarefas básica dentro de uma partida de futebol - como preencher espaços, passar, inverter a bola, tomar decisões corretas -, por outro lado é uma equipe muito bem preparada fisicamente. O Grêmio pode até correr errado, errar em demasia, mas corre. Vai em busca do resultado nem que seja no abafa, sem organização e méritos táticos.

Lucas Uebel/Grêmio Divulgação
Foi o que aconteceu ontem, no Olímpico. Com um jogador a menos desde a metade do segundo tempo, o time de Luxa conseguiu empurrar a Ponte Preta para o seu campo. Continuou sem criar absolutamente nenhuma chance de gol, mas cavou escanteios e faltas na beira da área do adversário. Assim, num escanteio, aos 45 minutos da segunda etapa, foi que Zé Roberto achou André Lima, que trombou com zagueiro e goleiro para marcar o gol da vitória.

Faltando agora quatro rodadas para terminar o BR-12, tendo construído uma bela campanha e ainda com a possibilidade de subir uma colocação e ser vice-campeão, o Grêmio não precisa mais jogar bem. Precisa vencer, como fez ontem. Luxemburgo está administrando duas competições simultâneas, poupando um ou dois jogadores a cada partida, mas nunca descaracterizando a equipe. Esta reta final vai exigir muito dos atletas, e o melhor que podem esperar é que a torcida seja o centroavante do time, como foi e como muito bem observou Luxemburgo, após a vitória de sábado. Não é hora de pegar no pé.

domingo, 19 de agosto de 2012

Grêmio mostra grupo afinado e goleia lanterna

O melhor jogador da partida foi Marcelo Moreno. O centroavante gremista saiu da área para buscar jogo e foi bem, finalizou duas bolas na trave e ainda deu três assistência. Na goleada de 4 a 0 sobre o lanterna Figueirense, talvez tenha sido ele o jogador mais importante. Só que o Grêmio jogou bem como um tudo, o time funcionou e fez o que tem que fazer jogando em casa contra uma equipe mais fraca: empilhou chances de gol e fez um placar elástico.

O time catarinense veio com uma proposta suicida. No 4-3-1-2 de Hélio do Anjos, o meia ofensivo e os dois atacantes, Caio e Aloísio, ficavam completamente afastados do restante do time, e muitas vezes confrontavam cinco ou seis jogadores gremistas quando, eventualmente, alguma jogada de contra-ataque encaixava. Atrás da linha da bola, oito jogadores marcando muito mal, deixando um buraco no meio-campo, permitindo muito jogo a Fernando, Souza, Edilson e Pico. O Figueirense chamou o Grêmio pro seu campo e acabou levando quatro. Por pouco não deixa Porto Alegre com um resultado mais amargo.

Um dos destaques do Grêmio foi Anderson Pico, pela boa partida, pelo fator recuperação e porque atua numa posição que o grupo gremista tem carência. Esse jogador, se colocando à disposição de Luxemburgo, se comprometendo com sua própria carreira, pode assumir a posição que, até agora, tem sido de Pará.

Já Leandro é uma afirmação em termos de grupo. A dupla titular de ataque é Kléber e Marcelo Moreno, mas nem sempre se pode contar com esses jogadores. Neste sábado, Kléber estava suspenso, e seu substituto, justamente o Leandro, foi autor de dois gols. Isso é importante para fortalece o ânimo de quem é opção, e não titular absoluto. A mesma máxima se aplica a André Lima, que novamente entrou no segundo tempo e deixou o seu.
Diego Vara/ClicRBS
Um grupo fechado, sem problemas de vestiários, aumenta suas chances de sucesso. Nos dois primeiros gols, todos os jogadores de linha correram para se abraçarem, assim como absolutamente todos os reservas se abraçaram e comemoraram muito à beira do campo. E detalhe que foram gols solidários, Moreno podia finalizar nos três lances em que deu assistência, o que seria habitual para o centroavante, mas preferiu servir o companheiro. São sintomas de um grupo fechado e afinado.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Antes da América, o título

A Copa Sul Americana tornou-se cobiça dos clubes brasileiros desde que começou a a dar vaga para a Copa Libertadores do ano seguinte, em 2009. É uma opção viável para equipes que não têm gás para um campeonato longo e desgastante como o Campeonato Brasileiro.

Em 2008 o Inter chegou à final e venceu o Estudiantes. Em 2009 quem chegou foi o Fluminense, que acabou perdendo para a LDU. No ano seguinte o Goiás fez a final contra o Independiente e também não venceu, assim como o Vasco em 2011, que foi derrotado pela Universid de Chile. Mesmo que só o Inter tenha ganhado a competição aqui no Brasil, o retrospecto mostra que os times brasileiros estão chegando. E sempre chegam com grandes chances.

O Grêmio pode chegar, tem time pra isso. Mas a avaliação que ainda se faz no Olímpico é se o grupo tem gás para jogar o BR-12 e a competição continental ao mesmo tempo, com força máxima. Ao que tudo indica, o Grêmio vai tentar, a não ser que o rendimento caia muito em alguma das competições e Luxemburgo se veja obrigado e concentrar forças em uma.

Ricardo Duarte/ClicRBS
Ontem, na estreia contra o Coritiba, num Olímpico quase impraticável, inundado pela chuva que castigou Porto Alegre, o Grêmio fez bom jogo contra o Coxa. Luxa não contou com Zé Roberto, poupado e mal substituído por Marco Antônio (depois melhorou com Léo Gago), e com Marcelo Moreno, vetado pelo DM. André Lima fez dupla com Kléber e foi bem, na medida do possível. Jogo de trombada e bola alçada na área, e o Grêmio sabia que só poderia ser assim.

Atrás, cogitou-se a preservação do veterano G. SIlva. Ele não quis, foi pro jogo e fez uma baita partida. Anulou - com a ajuda da água - o veloz Everton, que tentou jogar pelo lado esquerdo de defesa gremista. Pelo outro lado, Werley também manteve a regularidade.

Se o time vai ter gás só saberemos em dezembro, quando as competições terminarem. Porém, Luxemburgo precisa trabalhar como se tivesse, e fazer com que o grupo de jogadores acredite nele. Dá, sim, pra chegar. Mas não pensando em vaga pra Libertadores. É preciso mirar o título, levantar o caneco, comemorar o fim do jejum e levar a vaga como consequência de um feito maior.

Este feito pode bem ser a Copa Sul Americana 2012. 

domingo, 10 de junho de 2012

Grêmio vence reservas do Corinthians

Em 12 pontos disputados, o Grêmio somou 9 no BR-12. É um bom início, dá até para dizer que promissor se levarmos em conta que o time de Luxemburgo ainda disputa em paralelo a Copa do Brasil, competição em que é semifinalista e já tem confronto na próxima quarta, no Olímpico, contra o Palmeiras.

Luxemburgo é bem claro. Depois de 10 dias de treinamento, não há motivos para preservar titulares agora, por isso que nos dois jogos que antecederam o primeiro confronto da semifinal o Grêmio foi com força máxima. E colheu frutos. Conquistou duas importantes vitórias, sendo uma delas fora de casa. Entretanto, o técnico gremista afirma que, quando for necessário, vai poupar jogadores. Não é o caso depois de 10 dias sem jogos.

Tite pensa diferente. Só pensa em Santos e em Libertadores. Exceto Fábio Santos, o Corinthians jogou com o time completamente reserva. Sabendo da dificuldade que é jogar com uma equipe desentrosada ainda mais enfrentando um Grêmio em boa fase dentro do Olímpico, Tite armou seu Corinthians para se fechar e contra-atacar o Tricolor. Assim, buscou privilegiar seu melhor jogador, o ex-gremista Douglas, esquematizando um time no 4-4-1-1, com o meia livre para atacar e sem a necessidade de marcar. Foi dos pés de Douglas que saíram as jogadas mais perigosas do Corinthians, quem não foram muitas.

O Grêmio ganhou ao natural, sobretudo depois do bom primeiro tempo. É verdade que a equipe gaúcha demorou até sair da marcação corintiana. Quando Marco Antônio passou a jogar entre a linha de meio-campo e a linha de defesa, foi que as coisas clarearam para o Grêmio. Os dois gols da vitória saíram a partir daí.
No segundo tempo o time de Luxemburgo relaxou, deu mais campo a um Corinthians que modificou seu modo de jogar, fez um losango no meio, colocou Willian mais encostado ao centroavante Élton e trouxe Fábio Santos para o meio-campo. Porém, mesmo estando melhor posicionado e com a posse da bola, o desfalcado Corinthians pouco ameaçou um Grêmio pragmático e seguro na defesa, sobretudo com o retorno de Werley à zaga.

Kléber jogou os 45 minutos finais, entrou no lugar de Miralles. O Gladiador foi participativo e foi para o confronto corporal sem nenhum tipo de receio. Perdeu uma chance de gol muito clara e errou algumas jogadas fáceis, muito por culpa da flata de ritmo. Também sofreu com um Grêmio menos organizado no segundo tempo. Isto porque entrou Rondinelly, e a equipe muda quando ele entra. Sem o centralizado Marco Antônio o tradicional losango gremista se desmancha. Rondinelly joga pelos lados, abre preferencialmente pela esquerda, Souza abre pelo outro lado e Léo Gago fica mais ao lado de Fernando. Está aí um dos motivos para Luxemburgo não cogitar sua titularidade por enquanto, mudar um padrão de jogo que está dando certo seria um tiro no pé.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

domingo, 27 de maio de 2012

O que fica da prévia entre Grêmio e Palmeiras

Nas próximas semanas Grêmio e Palmeiras farão uma das duas semifinais da Copa do Brasil. Coincidentemente, grudada aos dois confrontos decisivos, a partida válida pela segunda rodada do BR-12 também colocou as duas equipes a medirem forças, desta vez no Olímpico.

O jogo entre o Grêmio de Luxemburgo e o Palmeiras de Felipão é, e foi, tratado com imensa expectativa. Afinal, as duas equipes estão na fila por um grande título há uma década, se encontram numa semifinal de Copa do Brasil e ainda têm seus grandes treinadores dos anos 90 em cargos invertidos.

Mas o que ficou deste 1 a 0 para o Tricolor Gaúcho?

A prévia valendo três pontos para o BR-12 não foi um primor técnico. As duas equipes abusaram dos passes errados. As chances de gols foram escassas. Mas as Grêmio e Palmeiras brigaram muito - no melhor sentido futebolístico -, se entregaram ao confronto. Só que nem sempre se entregar significa jogar bem. Foi mais ou menos o que aconteceu no Olímpico.

O Grêmio realmente foi melhor que o time de Felipão. Vive melhor momento na temporada, tem uma equipe e uma estrutura de jogo praticamente definida, embora também sofra com os seguidos desfalques. Não fosse o pênalti perdido por Léo Gago aos 23 do primeiro tempo, o Grêmio ganharia o jogo com mais facilidade. Era o momento em que a equipes de Luxemburgo estava melhor no jogo, conseguia usar bem os lados do campo, dominava o Verdão e precisava do gol. A partir daí o Grêmio perdeu Léo Gago, que se entregou, não soube reagir ao pênalti desperdiçado. O importante volante gremista passou a errar quase todas sias jogadas. O time perdeu o compasso.

O Palmeiras que iniciou o jogo não tinha Valdívia nem Maikon Leite. Sem eles, o Verdão perde quase todo o seu poder de criação. Tendo apenas o esforçado Luan pela esquerda de ataque e Marcos Asssunção vindo de trás, o centroavante Barcos foi facilmente controlado por Gilberto Silva. Quando chegou ao gol de Victor, o Palmeiras chegou através do contra-ataque e dos chutes de fora da área. Nem quando entraram Valdívia e Maikon, o Palmeiras conseguiu se desgarrar da boa marcação do Grêmio.

O time de Luxa se recuperou e buscou o gol depois da entrada do promissor Rondinelly, que entrou no lugar do apagado Marco Antônio. O treinador gremista tirou uma carta da manga, pois desmanchou o habitual esquema 4-3-1-2 e jogou o Léo Gago lá para a direita, o Rondinelly na para a esquerda e fez um 4-4-2 clássico. O Grêmio ganhou velocidade e voltou a dominar o jogo. O gol foi consequência.

Embora façamos algumas ressalvas. Pra mim, André Lima faz falta no defensor do Palmeiras antes de fazer o gol e nos últimos minutos, na área do Grêmio, Gilberto Silva comete pênalti no zagueiro Henrique. O juiz não marcou.

Fora isso, o cenário apresenta um Grêmio em melhor momento. Com mais alternativas técnicas, mais respaldo da torcida, mais confiança. Só não podemos ignorar o tamanho do confronto, que iguala tudo quando o juiz apita. O Palmeiras pode sim passar e ser um dos finalistas da Copa do Brasil, mas o Grêmio está mais preparado.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

domingo, 15 de abril de 2012

Grêmio derrota com facilidade o rebaixado Ypiranga

A equipe de Erechim só não cairia para a segunda divisão do Campeonato Gaúcho caso vencesse o segundo turno do Campeonato. Resultado da péssima campanha feita no primeiro turno e de um regulamento repleto de furos, em que uma equipe com campanha de rebaixado tem a possibilidade de vencer a competição.

Convenhamos, o Ypiranga vencer o Grêmio no Olímpico, no bom momento que vive o time de Luxemburgo, em partida decisiva, é um cenário inimaginável. De fato, o Grêmio não tomou conhecimento do adversário. Apesar de não ter feito uma atuação brilhante, o Tricolor perdeu gols e poderia ter feito mais que 4 a 0. O Ypiranga só chegou próximo ao gol defendido por Victor em certa altura do segundo tempo, quando o jogo já estava definido e o Grêmio menos comprometido com a partida. Normal.

Facundo Bertoglio ficou no banco, não estava 100%. O treinador já adiantou, semana que vem volta ao time e Miralles espera sua vez. Luxemburgo me convenceu que Bertoglio é mesmo um segundo atacante ou, no máximo, um meia aberto por um dos lados, entrando em diagonal.

A repetição da equipe, da maneira de jogar e os resultados avalizam o trabalho de Vanderlei. A evolução do Grêmio é visível. Mesmo com o número excessivo de lesões e apesar da fragilidade dos adversários, a equipe está encaixando. Preocupante seria o contrário.

Os dois gols de Werley são um prêmio para esse jogador, que está cada vez jogando melhor, principalmente ao lado de Gilberto Silva. A dupla se complementa. Contudo, ainda é o setor que inspira menos confiança na equipe.

O atual esquema, um 4-4-2 com meio-campo jogando em losango (4-3-1-2) é a base deste grupo. Mas alternativas podem surgir, como o próprio 4-3-3 que Luxa já utilizou contra o Caxias na última rodada do returno, formando ataque com Bertoglio, Miralles e André Lima. Sem contar que, do time que jogou hoje, ainda não estão disponíveis: Kléber Galdiador, Marcelo Moreno, Mário Fernandes e Júlio César. Jogadores que representam um acréscimo ao grupo e ao time.

Sábado que vem o Grêmio enfrenta o Canoas, pela semi final. Já o Inter, no domingo, pega o Veranópolis. Sem dúvidas, dá Grenal na final da Taça Farroupilha. 

domingo, 8 de abril de 2012

A dupla grenal passeou no segundo turno

Terminou neste domingo a fase de grupos da Taça Farroupilha. A rodada definiu os dois rebaixados e os confrontos das quartas de finais. Com as vitórias de Inter e Grêmio, as duas equipes da capital consolidaram as melhores campanhas gerais do Gauchão e, caso um dos dois vença o segundo turno, decide em casa contra o Caxias. Os confrontos:

Chave 1:
Internacional x Cerâmica (Beira-Rio)
Veranópolis x São José (Antônio David Farina)

Chave 2: 
Grêmio x Ypiranga (Olímpico)
Canoas x Pelotas (Complexo Esportivo da Ulbra)

Rebaixados: Avenida e Ypiranga (caso este não vença a Taça Farroupilha)
Campeão do Interior: Veranópolis, que ficou com a terceira melhor campanha geral.

São Luiz 0 x 3 Internacional
Mesma tendo a próxima semana cheia para descansar e treinar, Dorival Junior escalou equipe mista, pois já entrou em campo classificado. O Inter fez o resultado de forma natural, o pouco de perigo que o São Luiz levou ao gol colorado parou nas mãos de Muriel. O lateral Nei, assim como o goleiro colorado, repetiu boa atuação e segue em grande performance em 2012. Quase fez outro gol de falta, mas dessa vez acertou a trave.

Neste domingo foi a vez de João Paulo, que abriu o placar em cobrança pelo lado esquerdo, em ângulo improvável para o gol. O jovem meia colorado e o atacante Jajá ganharam mais uma chance de Dorival. Foram razoáveis, assim como Dátolo, que perdeu um pênalti (que não existiu) mas compensou marcando o segundo gol do jogo. Estes três jogaram por Gilberto, atrapalhado durante os 90 minutos, mas que ganhou um presente aos 32 de segundo tempo. Nei cruzou na cabeça do atacante, que não perdeu - como fez em outras oportunidades dentro do jogo.

Mais uma notícia boa para Dorival é Sandro Silva, que fez bom jogo, como já fizera contra o Santos, e se torna primeira opções quando Tinga e Guiñazu não puderem atuar.

Grêmio 3 x 1 Caxias
Tarde de homenagens no Olímpico. O grande Aírton Pavilhão recebeu  todo o carinho que merece do clube e da torcida gremista. Jogadores do Grêmio jogaram com o nome de Aírton sobre a numeração de seus uniformes. Na torcida Geral, uma enorme faixa preta ficou estendida durante os 90 minutos.

Tarde também de ressurgimentos no Olímpico. Miralles e Naldo voltaram fazendo gols. O terceiro, de André Lima, não está longe de representar uma volta por cima do centroavante. Mas nem tudo é tão simples e tão bom quanto parece. O Caxias fez uma partida parelha com Grêmio, só não teve o mesmo aproveitamento tricolor nos lances de finalização.
Naldo ressurgiu só lá na frente, fazendo gol. Lá atrás, formando dupla com Werley, as mesmas fragilidades que qualquer dupla de zaga que jogou pelo Grêmio em 2012 demostrou. Este é o problema mais grave da equipe na temporada e Luxemburgo vai ter que se virar com o que tem para dar mais segurança ao sistema defensivo.

No meio da semana tem o jogo da volta contra o Ipatinga, pela Copa do Brasil. A mesma estrutura de equipe deve ser mantida. Mas dois nomes podem ficar à disposição de Vanderlei: Gilberto Silva e Marco Antônio. O retorno do zagueiro seria mais urgente, já que na vitória contra o Caxias o trio formado por Bertoglio, Miralles e André Lima teve boa atuação, além de terem construídos juntos as jogadas do primeiro e do terceiro gol.

*Foto Mauro Vieira/ClicRBS 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rivalidade maior que o clássico

Passou desapercebido o fato de o Grêmio ter dado uma mãozinha ao Internacional com a vitória de 4 a 2 sobre o Flamengo. Poucos torcedores gremistas comentaram antes e depois do jogo, assim como poucos colorados não torceram para que Ronaldinho Gaúcho viesse ao Olímpico e vencesse o Grêmio, machucando o ego de torcedor e instituição, mesmo que isto custasse uma distância maior do G5 para o Colorado.
Parece que enquanto Ronaldinho Gaúcho ainda jogar futebol profissionalmente, a rivalidade entre Grêmio e R10 será mais perturbadora ao torcedor que a rivalidade grenal. Mesmo que esta rivalidade parta apenas de uma das partes envolvidas, o Grêmio, é de se imaginar que Ronaldinho também cultive um sentimento especial quando o assunto é ganhar do Tricolor Gaúcho.
O jogo de domingo, no Olímpico, foi emblemático. Um público de 40 mil torcedores e certamente a maior vaia da história deste estádio que vive seus derradeiros anos.  A pressão da torcida não ficou apenas sobre Ronaldinho, mas também sobre o time do Grêmio. Tanto é que a equipe de Celso Roth, desfalcada de Rochemback, teve dificuldades de corresponder à expectativa. Mesmo jogando no habitual 4-2-3-1, o Grêmio deu para o Flamengo mais campo que o Flamengo esperava ter para jogar. E jogou. Num 4-4-2 bem brasileiro, os dois atacantes eram Ronaldinho e Deivid. O craque surdo pouco deu bola para os protestos que viam das arquibancadas e fez um grande primeiro tempo. Por dois momentos quase fez seu gol. Nos 2 a 0 do Mengão, Tiago Neves e Deivid fizeram.
Foi um belo jogo de futebol. Mesmo com dificuldades de fechar os espaços lá atrás, muito pela lentidão de G.Silva e pela precária recomposição de Marquinhos e Escudero, ambos em tarde pouco inspiradas, lá na frente o Grêmio deu certo trabalho ao goleiro Felipe, que evitou por duas vezes o gol de Douglas, o que não ocorrera no segundo tempo. Apesar dos dois gols de André Lima e o golaço de Miralles, o Douglas foi a referência técnica do Grêmio, fez boa partida, chamando a responsabilidade que deve ter aquele que veste a 10, e ainda foi o autor do terceiro gol tricolor.
O segundo tempo superior do Grêmio e a falência das principais virtudes do time de Luxemburgo deu-se, principalmente, após a mudança de Roth no intervalo. O treinador tirou o zagueiro Saimon, de 19 anos, nervoso com o tamanho do confronto, ainda mais pelo fato de ser gremista de criação, e estar amarelado. Adilson entrou, assim G.Silve foi recuado pra zaga e o meio-campo do Grêmio ganhou mais vitalidade na marcação e uma experiência salutar no setor defensivo. Deu certo.
Foi uma vitória histórica, para lavar a alma do torcedor e não rebaixar ainda mais uma instituição que não vive seus melhores anos. Contudo, uma vitória simbólica, de muito pouco efeito prático na tabela gremista, mas de uma importância significativa para as pretensões coloradas.

domingo, 4 de setembro de 2011

A importância da repetição no Grêmio

A situação do Grêmio no campeonato não é das melhores. Antes da goleada deste domingo, poucos times estavam em situação mais crítica que a do Tricolor, o Atlético-PR era um deles, o que significa que a coisa está muito feia para o CAP. Não que tenha melhorado muito para o Grêmio, que ganhou apenas uma posição com a vitória. É o 14° colocado no BR-11, com 24 pontos somados.
O grande fato dos últimos três jogos do Grêmio (a vitória no Grenal, a derrota para o Corinthians e a goleada de 4 a 0 sobre o CAP) é a repetição de time e de ideia que consegue o técnico Celso Roth. Sobretudo da ideia, já que, devido a lesões e cartões, uma ou outra peça mudou em cada partida. O Grêmio de Roth joga no 4-5-1, desdobrando-se num 4-2-3-1 que conseguiu casar Douglas e Marquinhos no mesmo time e achar um lugar para Escudeiro render o que pode. Estes três fazem a linha de três armadores atrás de André Lima, sendo Escudeiro o mais agudo, atuando prioritariamente pela esquerda.
Com a repetição de uma ideia que inicialmente se sustentou com a boa vitória do Grenal e a boa atuação diante do líder, apesar da derrota, o Grêmio que enfrentou o Atlético apresentou uma boa mecânica de jogo, neutralizou o adversário e fez seus gols com a bola rolando, com jogadas trabalhadas. Exceto o último gol da tarde, o terceiro de André Lima, que foi de pênalti sofrido por Julio Cesar, lateral que veio há pouco mais de um mês, estava de lado no Fluminense, e tem se mostrado um acréscimo importante no Grêmio de Celso Roth.
O CAP, treinado pela quinta vez pelo Antônio Lopes, ficou a maior parte do tempo amarrado num 3-6-1, que poucos riscos ofereceu ao goleiro Victor. Antônio Lopes apostou tudo em sues dois laterais, Paulino na esquerda e Vagner Diniz  na direita. Nenhum dos dois atacou e tampouco defendeu, fizeram péssima partida e comprometeram a atuação do Atlético. O time paranaense só ameaçava melhor sorte ofensiva quando a linha de três defensores se desmanchava e o bom e jovem zagueiro Manuel se aventurava pelo flanco direito. A jogada, contudo, era bem neutralizada pelo setor defensivo tricolor, que conta com a afirmação importante de Saimon, que hoje teve a companhia de Edcarlos.
Do goleiro ao centroavante o Grêmio contou com boas atuações, o que está diretamente ligado a uma ideia de time que deu certo e pode tirar o tricolor gaúcha dessa zona de desconforto em algumas rodadas.

domingo, 10 de julho de 2011

Confiança e trabalho de vestiário dão vitória ao Grêmio

Julhinho Camargo praticamente repetiu o mesmo time que perdeu para o Cruzeiro em Minas Gerais. As mudanças foram o retorno de Gabriel para a lateral, Mário voltando a ser zagueiro e Saimon indo para o banco, além de Douglas, voltando de suspensão. O Grêmio também mudou táticamente, ainda que tenha mudado pouco e com o mesmo jogadores, mas mudou. Se contra o Cruzeiro o novo treinador repetiu o 4-3-1-2 de Renato Portaluppi, na sua estreia no Olímpico, Julhinho Camargo formatou um 4-2-3-1, adiantando Escudeiro, atrasando Leandro e os colocando na mesma linha de Douglas.
O bom Coritiba, de vários jogadores que já passaram pelo futebol gaúcho, amarrou bem um Grêmio nervoso, que errava passe, era passivo à marcação e contava com um torcedor impaciente nas arquibancadas. O Coxa jogou no mesmo 4-2-3-1, marcou no campo do Grêmio, colocou dois em Leandro e Marcos Paulo colado em Douglas. Com esses dois jogadores bem vigiados, pouco fez o Grêmio no primeiro tempo. Quem fez foi Marcelo Grohe, de bela atuação e um dos responsáveis por garantir a vitória gremista.
Os 2 a 0 só vieram num segundo tempo bem mais tricolor que o primeiro. Julhinho modificou a lateral esquerda, tirando um Neuton que já estava com a cabeça e o futebol na Itália, errando demais e sendo marcado pela torcida. Por ali entrou Bruno Collaço, jogador de mais capacidade ofensiva, que ajudou a desafogar o jogo tricolor, muito concentrado na direita, por onde joga Leandro. Outra manobra importante foi descentralizar Douglas que, fugindo da marcação, conseguiu fazer o time jogar e ainda abriu o meio da defesa do Coritiba, pois Marcos Paulo saia em combate ao camita 10.
No segundo tempo o Grêmio encaixou. Gilbero Silva não só protegeu bem lá atrás mas também apareceu na frente para abrir o placar. Mário Fernandes, como zagueiro, também teve atuação segura e foi quem cruzou para o gol de Gilberto. Leandro caiu menos, chutou a gol e acertou os dribles. Rochemback não errou mais, acertou o passe e o ritmo do Grêmio. Escudeiro seguramente fez sua melhor partida desde a sua chegada.
É um Grêmio que vai tomando cara de time. Julhinho Camargo vai suprindo as carências técnicas do time através de opções táticas. E como em qualquer trabalho no futebol, as vitórias são importantes para dar confiança e respaldo. Confiança para os jogadores e respaldo para um treinador que vive o grande desafio da carreira.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Grêmio vence na Libertadores

O Grêmio venceu por 2 a 0 o León de Huánuco no Olímpico mas passou longe de um futebol brilhante. E nem sempre dá para jogar um futebol brilhante na Libertadores e mesmo assim se vai longe, até mesmo ao título. Pelo menos até o dia 8 de março, quando o Junior (6 pontos e 2 jogos) enfrenta o Oriente Petrolero (0 pontos e 2 jogos), o Grêmio é o líder do grupo 2, somando 6 pontos nos três jogos disputados até agora.

Mais uma vez sem poder contar com Lúcio no meio-campo, ainda por problemas clínicos, Renato escalou Carlos Alberto e montou seu time num 4-4-2 com meio em quadrado. Foi o tradicional e brasileiríssimo 4-2-2-2, com Carlos Alberto na meia-esquerda e Douglas na direita. Mesmo com os dois volantes Adilson e Rochemback, esse Grêmio é um time ofensivo, pois conta com dois laterais que se mandam à frente, e durante o jogo todo eles tentaram se madar.
O Grêmio teve a iniciativa, a posse de bola, a paciência, mas teve pouca penetração e poucas finalizações. Isso porque o time peruano veio jogar pelo empate, e está no seu direito. O León do técnico Franco Navarro se armou defensivamente em duas linhas de quatro, contando ainda com o recuo dos dois atacantes que vinham marcar no círculo central. Até tomar o segundo gol, aos 9min do segundo tempo, os laterais peruanos não tinham subido uma unica vez. O ferrolho de Franco Navarro impôs seríssimas dificuldades ao Tricolor
Diante da dificuldade de romper a marcação adversária, Carlos Alberto seria o homem da jogada individual. Mas de novo o camisa 22 do Grêmio não jogou tudo que pode e sabe, embora não tenha lhe faltado empenho. Não jogou mal, só não jogou o que joga. Diferente de Rochemback, que continua atuando em alto nível, marcando, comandando e iniciando tudo quanto é jogada.
Como todo time que se propõem a marcar muito, o León de Huánuco cometeu muitas faltas. Por essas infrações a equipe peruana perdeu o jogo, pois deu a uma equipe que tem na bola parada um ponto forte, a possibilidade de usufruir dessa característica. Foi assim no primeiro gol, depois de cobrança de Douglas e a finalização de cabeça de André Lima no final do primeiro tempo, e no início do segundo, com mais uma ótima cobrança de pênalti de Borges. A dupla não está funcionando plenamente na bola, mas se sustenta nos gols e nos números.
Não fosse a arbitragem do chileno Enrique Osses, talvez o jogo tivesse o dobro de faltas assinaladas e o dobro de cartões mostrados. Na ânsia de deixar o jogo correr, como muitos fazem, o árbitro deixou de marcar faltas existentes. E no lance do pênalti, marcou um puxão na área que sempre acontece e ninguém nunca marca. Aí, o chileno acertou.
Jogo duríssimo, em todos os sentidos, numa Libertadores que nunca é fácil. Vitória e um futebol razoável que, agora sem Paulão na zaga, vai se acertando com Rafa Marques ao lado de Rodolfo, com um quadrado no meio e com Lúcio, quem sabe, de volta à lateral já na quarta-feira de cinzas, quando o Grêmio decide o 1° turno do Gaúcho com o Caxias, no Olímpico.
 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sem chance para o azar

No sábado, Inter e Fluminense foram eliminados nos estaduais jogando contra times menores. No domingo, Renato Portaluppi não quis dar chance ao azar nem para a zebra no Olímpico. Contra o Ypiranga de Erechim, pelas quartas de finais da Taça Piratini, força máxima, passeio em campo, muito calor e goleada de 5 a 0.
Carlos Alberto e Escudero foram vetados pelo departamento médico, que achou pertinente preservar esses jogadores. Assim, o Grêmio voltou ao 4-4-2 com meio-campo em losango, com Adilson novamente na equipe. Nem o 3-5-2 do Ypiranga, com um zagueiro na sobra e Pansera grudado em Douglas, foi suficiente para evitar a goleada. A diferença técnica entre as duas equipes foi quase constrangedora. Fez correto o Grêmio em imprimir bom ritmo, principalmente no 1° tempo, jogar um futebol sério e comprometido e, assim, presentear os 11 mil que foram ao Olímpico com uma apresentação de luxo.
Talvez o que tenha deixado o técnico Renato mais feliz com a vitória tenha sido os dois gols de André Lima e o gol de Borges. Ele vem apostando nessa dupla de ataque e recebendo críticas negativas. Estreando "marca" nova, a camiseta 99, André Lima fez sua melhor partida ao lado de Borges, tendo exito ao sair da área e, por vezes, fazer o papel de um segundo atacante, e tendo a competência de também aparecer de centroavante e anotar dois. De qualquer forma, é uma dupla que ainda não me convence, que tira potencial de dinâmica de jogo da equipe. Mas isso só os próximos jogos dirão.
Na lateral-esquerda, Gilson mostrou mais confiança que outrora. Jogou solto, leve, como o fez depois de ter marcado seu gol contra o Oriente Petrolero. É um jovem, quem sabe só precisa de respaldo. Renato parece que já está dando, só falta a torcida. Outro jovem que entrou bem foi o Leandro, no segundo tempo, meia de 17 anos, franzino e um tanto tímido, fez um feijão-com-arroz e ainda apareceu para fechar a goleada no final.

Quinta-feira o Grêmio enfrenta, na Colômbia, o Junior Barranquilla pela Libertadores. O time que vai à campo ainda é dúvida. Só duvido que seja aquele do 4-1-3-2 que enfrentou o Oriente Petrolero. Para o retorno - se retornar - de Carlos Alberto, André Lima e Gilson são candidatos a saírem. Caso saia o atacante, se configura o 4-2-3-1. Se o escolhido for Gilson, se mantém o 4-4-2 e Lúcio retorna à lateral esquerda. Especulações minhas. Não sei.
Próximo domingo, pela semifinal da Taça Piratini, o Grêmio recebe o Cruzeiro.
   

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Agora sim, Libertadores

Nunca se esperou tanto! Não que eu lembre, ao menos. Desde o dia 5 de Dezembro, quando ganhou de 3 a 0 do Botafogo, no Olímpico, e classificou-se em 4° lugar no BR-10, o Grêmio espera por essa vaga na Libertadores, que se confirma só agora, dia 3 de Fevereiro. Primeiro o time gaúcho teve de esperar e torcer para que um time brasileiro não ganhasse a Sul Americana do ano passado, o Goiás quase ganhou, bateu na trave, e veio a possibilidade de jogar a pré-Libertadores.

Agora, depois da pré, de empatar em 2 a 2 com o Liverpool-URU lá e de vencer por 3 a 1 nesta quarta, aqui no Olímpico, o Grêmio entra no grupo 2 da Libertadores de 2011. Possivelmente o grupo mais fácil de toda a competição, com Junior Barranquilla (Colômbia), Petrolero (Bolívia) e León de Huánuco (Perú).

O jogo da classificação, claro, ficou mais fácil depois da expulsão de Michel Acosta antes dos 10min da segunda etapa. Estava 1 a 1, dava Grêmio. Mas um 3 a 1 é muito melhor e mais tranquilo. Vinícius Pacheco que o diga, autor de dois gols depois que o Tricolor tomou conta da partida. 

Num primeiro tempo em que a zaga gritou e bateu cabeça mais que jogou e marcou, o ajeitado Liverpool chegou ao gol primeiro, marcando muito bem no seu 4-4-2 a inglesa e neutralizando um Grêmio nervoso. Os 35 mil gremistas que foram ao estádio provavelmente viram ao vivo o gol mais perdido de suas vidas, no início do jogo, depois que a bola bateu errado no pé de André Lima (ou ao contrário) e saiu pelo lado, com o gol escancarado e sem goleiro. Lúcio já saia comemorando. O centroavante de 18 jogos e 12 gols se redimiu e empatou o jogo, depois do cruzamento do dono do meio-campo e capitão Rochemback, de grande atuação.

Contudo, Viçosa não é Jonas. O Grêmio sente a falta do ímpeto e dos gols do antigo camisa 7, embora o novo 7, o Vinícius Pacheco, já tenha anotado dois. E tem aí o dedo e a ousadia de Portaluppi, que não hesitou em retirar o desconcentrato volante Adilson e colocar Pacheco logo após levar o gol, aos 32min do primeiro tempo. Assim, o Grêmio ficou numa espécie de 4-1-3-2.

Porém, Bruno Collaço pode ser Fábio Santos ou Gilson, até melhor. O guri entrou bem na lateral esquerda e volta ao Olímpico e à titularidade respaldado por um ótimo Grenal e um 2010 destacado pela Ponte Preta. Collaço fez boa dupla com Lúcio, tal qual fazia Fabio Santos no ano passado. Para um Grêmio que quer concentrar todas as suas possibilidades financeiras em um novo atacante, a afirmação de Bruno na esquerda vem bem à calhar.

Mesmo assim, Renato sabe que o Grêmio não fez seu melhor jogo. O sistema defensivo ainda carece de qualidade e orientação, que o experiente zagueiro Rodolfo pode dar. No meio, Adilson volta a atuar em bom nível ou a formação ofensiva com Pacheco continua? Com Adilson ainda acho que o time fica mais consistente. O meia argentino Escudero chega na próxima semana e também pode mudar a cara do time. Se o Tricolor não contratar um segundo atacante de peso, Renato pode optar pelo 4-2-3-1.

O certo é que o treinador do Grêmio ainda tem muito trabalho pela frente para deixar a equipe de 2011 nos trilhos e igual a locomotiva tricolor que patrolou no 2° turno do BR-10.
 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Grêmio encerra mas ainda torce

Dentro das suas possibilidades e das consequências de um primeiro turno equivocado, o Grêmio terminou muito bem o BR-10. A quarta colocação, a melhor campanha do segundo turno, o melhor ataque do campeonato, o artilheiro da competição e o ótimo trabalho de Portaluppi deixam no Olímpico a esperança de um 2011 a ser comemorado, que nem mesmo começou e já pode ficar melhor, caso o Goiás não seja o Campeão da Sul-Americana na quarta-feira e deixe pro tricolor gaúcho a vaga na Copa Libertadores.
O resultado de 3 a 0 no Botafogo é justo. O time carioca não exigiu do Grêmio o que deveria exigir um adversário direto. Foi o mesmo Botafogo que decepcionou no Rio, há duas semanas, contra os reservas do Internacional. Um time que se mostrou intranquilo desde o início, sobretudo na figura do seu treinador - Joel Santana foi expulso aos 15min do primeiro tempo.
Por outro lado, o Grêmio de Renato Portaluppi se mostrou um time que não tem medo de decidir. Se perder, não é de nervosismo, é na bola. Foi assim na vitória sobre o Corinthinas, no Pacaembu, no empate com o Inter, no Olímpico, no empate com o Santos, na Vila e na vitória contra o Guarani, em Campinas. Todos jogos difíceis, em situações adversas e em momentos decisivos da trajetória do Grêmio nesse segundo turno.
O 3-5-2 do Botafogo marcava errado, deixava gente sobrando no meio-campo gremista. Joel só corrigiu aos 25min da etapa final, quando tirou Danny Morais e pôs Herrera. Antes, três zagueiros para marcar André Lima e três meio-campistas para marcarem Jonas, Douglas, Lúcio, Rochemback, Adilson e Gabriel. Jonas e Gabriel não são meio-campistas, mas passam a maior parte do tempo naquele setor.
O Grêmio do bom toque de bola, da velocidade e da efetividade na conclusão, teve poucas dificuldades. Os raros momentos de acerto botafoguense, paravam em Victor, na falta de perícia na conclusão ou na trave (uma vez).

domingo, 28 de novembro de 2010

Clementino é show!

O jogo poderia ter sido muito mais difícil para o Grêmio. Contra um Guarani com a corda no pescoço, o time do técnico Renato Portaluppi demonstrou maturidade e não jogou com o nervosismo de quem também jogava uma final. Pois para o Tricolor, a vitória valia a garantia da quarta colocação até domingo que vem, quando enfrenta o Botafogo dentro do Olímpico, e a vantagem de jogar pelo empate para decidir quem fica no G4.
O Grêmio cozinhou o Guarani em banho-maria, marcou corretamente o agudo Mazola, primeiro com M.Fernandes (que saiu machucado aos 10min), depois com Ferdinando, que entrou improvisado na lateral-direita, já que tanto Gabriel quanto Edilson estão sem condições físicas de jogo, teve Adilson e Rochemback em grande jornada, marcando e armando e um lado esquerdo que teve campo para jogar, com Lúcio e F.Santos nas costas de Apodi e, muitas vezes, Apodi às costas dos gremistas.
Digo que o Grêmio cozinhou o Bugre porque em nenhum momento acelerou o jogo, valorizou a posse da bola, trocou passes com calma e autoridade e assim, principalmente no primeiro tempo, minou o psicológico dos adversários aos poucos. O gol de André Lima saiu de bola parada, e não poderia ter saído de outra forma, pois sem um Douglas tão inspirado, com a bola andando o Grêmio não criou tantas oportunidades de gol.
O Bugre tentou salvar seu ano através da boa bola parada de Baiano. O volante do Guarani deu trabalho ao goleiro Victor, travando um duelo particular e interessante com o goleiro da Seleção. Victor levou a melhor, praticando belas defesas.
O técnico Vagner Mancine mudou a equipe no segundo tempo, naturalmente encheu de jogadores ofensivos e colocou o Guarani no campo do Grêmio, fazendo uma espécie de 4-1-3-2. É aí que entra Diego Clementino, o talismã gremista, aos 20min do segundo tempo. Clementino teve muito campo para correr, e é só disso que ele precisa.
Primeiro, aos 33, o velocista tricolor avançou pela direita de ataque, entrou na área driblando e foi derrubado. O pênalti foi convertido pelo goleador Jonas, que chegou a 22 gols no BR-10. Minutos depois, o 7 gremista retribuiu a gentileza e a achou Diego entrado na área em alta velocidade, Jonas fez um lançamento precioso para Clementino bater com categoria e fechar o placar. E fechar o caixão, pois não deu pro Guarani. Mas de novo, deu pro Diego, deu pro André Lima e para Jonas. Os três atacantes que estiveram em campo pelo Grêmio fizeram os gols e fizeram do Grêmio o ataque mais positivo do BR-10.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Grêmio respira

Poderia ter sido 3 ou 4 a 0 para o Grêmio, devido a superioridade do Tricolor no Serra Dourada diante do Goiás. Poderia, no entanto, ter sido 1 a 1, caso o árbitro José de Caldas Souza tivesse marcado o pênalti que Paulão cometeu em Rafael Moura aos 44min do segundo tempo. Mas com o gol de Diego Clementino, dois minutos depois do lance de penalidade, em boa jogada tramada, como fora a jogada do primeiro gol gremista, ficou no 2 a 0 mesmo.
O time do Goiás é um time confuso. Foi um time confuso. Um 3-5-2 com improvisações, que ora parecia um 4-4-2, com os jogadores mudando de função e variando a marcação individual em Jonas, que apanhou bastante no primeiro tempo. O Goiás jogou enquanto Jones ocupou a direita de ataque ou até a ala por aquele lado. Isto aconteceu em três momentos diferentes do jogo, foi quando o time da casa incomodou.
De resto, assistiu a um Grêmio cadenciador, tocando a bola com Douglas, Rochemback e Jonas. Acelerando o jogo quando preciso, com Gabriel, em grande noite, Lúcio e Fábio Santos. André Lima muito bem fazendo a parede e tabelando com quem vem de trás e, claro, fazendo gol.
O Grêmio poderia ter forçado mais, se esforçado mais. Melhoraria um futebol que foi razoável. Mas um futebol que já tem cara, há muito tempo. Renato acertou a mão com o seu 4-4-2 com meio-campo em losango. Não à toa o Grêmio volta a respirar no BR-10, chega aos 50 pontos e vê uma tabela de jogos que não é muito complicada.

domingo, 24 de outubro de 2010

2 a 2 e um grande Gre-Nal

O Grenal de número 383 foi jogado por duas boas equipes de futebol, em momentos distintos, mas que sempre ficam em situação de igualdade quando se enfrentam - não só pelo empate deste domingo. Um empate que é mais interessante ao Internacional, conquistado dentro do Olímpico, segurando um salto importante do Grêmio na tabela, que subiria para a 4° colocação mas acabou amargurando a 8° posição do BR-10.
Celso Roth não contou com Tinga e como faz quase sempre que joga grenais, o treinador mudou o jeito de jogar do seu time. O 4-2-3-1 poderia ser mantido caso jogasse Andrezinho, ou Edu, ou Sobis. Roth optou por Glaydson, que jogou como zagueiro, marcando Jonas individualmente. O Colorado, no primeiro tempo, atuou no 3-6-1. E começou bem, no campo do Grêmio, com D'Alessandro aparecendo pela esquerda, Guiñazu marcando Douglas mas vindo de trás, até chutando uma bola ao gol do Victor, que praticou boa defesa.
O Grêmio demorou alguns minutos para entender a nova maneira de jogar do Inter. Escaldo no mesmo 4-4-2 que vem atuando nos últimos jogos, o Tricolor passou a jogar quando Jonas saiu da esquerda e foi se movimentar do outro lado, quando Gabriel passou a atuar adiantado e bater de frente com o ala Kléber e quando o Fábio Santos, pelo outro lado, fez o mesmo contra um Nei que não fez boa partida.
André Lima foi para o sacrifício, no discurso oficial o centroavante não tinha 100% da condição física. Talvez tenha sido um discurso enganoso, o famoso migué do futebol. André jogou e correu muito, não deu sinal de estar sentindo o joelho. O atacante fez o primeiro gol do clássico aos 36min. Um gol que agigantou um Grêmio que aos poucos já vinha dominando o jogo, que tinha um Paulão atuando no aumentativo e rebatendo todos as bolas que rondavam a área do Tricolor.
Com a marcação do Grêmio encaixada, D'Alessandro ficou sem a companhia de Giuliano por dentro, de Alecssandro na frente e nem do Kléber vindo de trás. Apesar de ter feito o gol em jogada oriunda do lado direito de ataque, o Grêmio é forte e foi forte pelo lado esquerdo. Não pela partida até discreta de Lúcio, bem marcado pelo Wilson Matias, mas sim pela belíssima partida de Fábio Santos. O lateral chegou à linha de fundo várias vezes, deu passe para gol desperdiçado e teve duas chances de marcar, convertendo uma delas, depois da tabela com o outro destaque gremista, o André Lima.
Roth mexeu no intervalo, tirou Glaydson, que não foi bem, e colocou Sobis. O Inter passou a atuar num 4-4-2 clássico, mas com as duplas de volantes e de meias distantes. Foram 15 minutos de imenso controle do Grêmio, que perdeu de ganhar o jogo com a chances desperdiçadas.
Como no futebol quem não faz quase sempre é punido, o Inter finalmente se acertou no campo. Emendou uma sequência de bons lances, todos saídos dos pés de D'Alessandro, que culminaram na boa defesa de Fábio Rochemback (?). Como ele é volante e não goleiro, pênalti para o Inter e cartão vermelho para o gremista.
Depois do pênalti convertido pelo Alecssandro, o Inter tinha tudo para ir para cima e virar o jogo. Do mesmo modo que minutos antes quem tinha tudo nas mãos e nos pés era o Grêmio. Mal deu tempo do Colorado comemorar e do Grêmio sentir a desvantagem numérica, Fábio Santos desempatou 4 minutos depois do empate.
Renato e Roth mexeram em seus times. No Inter, saiu o apagado Giuliano para entrar o homem dos minutos finais Andrezinho. No Grêmio, Adilson para defender, Clementino para correr e Gilson para correr e defender. O Tricolor naturalmente recuou e tentou defender o resultado de 2 a 1. Obviamente seria muito difícil, mas o 4-3-2-0 até funcionou. O Inter não entrou na área do Grêmio, embora tenha tomado conta da partida desde o gol de Fábio Santos. Brilhou a estrela de D'Alessandro mais uma vez contra Victor. O argentino não precisou entrar na área para vencer o goleiro tricolor, fez o gol aos 38min do segundo tempo e frustrou a eufórica torcida tricolor.
Foi bobagem o que fez Rochemback, o volante fazia boa partida e deixou o Grêmio na mão, literalmente. Pelo tempo de jogo, era mais prudente o Inter empatar naquela jogada mesmo. Acertou Simon, que marcou o lance e expulsou o jogador, mas o árbitro errou quando não marcou pênalti para o Grêmio, no primeiro tempo, num lance que se pode protestar três imprudências coloradas.
O Inter, que não pensa mais tanto no título, mas jogou o grenal valendo, sem tirar o pé, conseguiu bom resultado e a sorte de não perder ninguém machucado. Terminou a rodada numa boa 5° colocação, com 48 pontos. Uma rodada que só foi boa mesmo para Corinthians e Botafogo

  

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mestre Jonas


Fica a sugestão de música para se ouvir lendo esse texto. Ou para ouvir vendo o Grêmio jogar, ou ainda para ver o Jonas marcar gols. Jonas marcar gol e Grêmio jogar, aliás, é quase uma redundância nesse BR-10. O Artilheiro fez mais três contra o Grêmio Prudente, na vitória por 4 a 0, e chegou aos 17 gols no campeonato. O artilheiro que se emociona na coletiva após o jogo é o mesmo que ajuda o Grêmio de Renato Portaluppi a alcançar os 42 pontos, a momentânea 8° colocação e o terceiro melhor ataque do campeonato, ao lado do Santos de Neymar e atrás dos líderes Fluminense e Corinthians.

Renato repetiu o mesmo esquema que venceu bem o São Paulo há uma semana, o 4-4-2 com meio-campo em losango. Contra o Prudente, o mesmo Vilson na cabeça da área e abertos nas beiradas do campo Willian Magrão e Lúcio, marcando e atacando. Principalmente Lúcio, que jogou e atacou muito e não pode mais sair do time. Dessa maneira, mais Gabriel e Fábio Santos vindos de trás, Douglas carimbando todas e não segurando tanto, o Grêmio é um time veloz. Joga diferente de quando tem Souza e Rochemback.

E rápido o Grêmio abriu o placar, em bela jogada pela esquerda, aos 45 segundos de jogo. Um tipo de combinação que funcionou o jogo inteiro e vem funcionando desde o acréscimo de Lúcio por ali. Interessante é que o Prudente até incomodou, é um time surpreendentemente veloz, que toca bem a bola. Mas falta força física, falta preparo técnico e tático. Um pouco de maturidade. Falta mais um Wesley, o bom atacante que caiu pelos lados e cria boas situações. Serviu para fazer Marcelo Grohe trabalhar, e trabalhar bem, fazendo boas e seguras defesas.

O Tricolor ganhou ao natural, sem fazer força. Parece que fazia gol quando queria. Fez quatro, se forçasse fazia cinco ou seis. Jonas fez das suas, perdeu um daqueles gols que só ele perde. Willian Magrão voltou bem. E Fábio Santos, mesmo em noite pouco inspirada, não joga tão precário futebol para ser vaiado até quando pisca o olho.