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domingo, 25 de agosto de 2013

Inter ansioso segue sem vencer

Há seis jogos o Inter não vence no BR-13. É muito jogo, é muito empate. E como empate leva quase a lugar nenhum, segue na 8° colocação, com 23 pontos. O Inter vai, aos poucos, perdendo a condição de postulante ao título. Vai ficando pra trás, mesmo com um jogo a menos.

O problema mais grave na equipe do Internacional é o sistema defensivo. Não a dupla de zagueiros, Ronaldo Alves e Juan, e sim o sistema. É uma questão de posicionamento, imposição, conversa, atalho e proteção. O Inter não está sendo compacto, há pouco entendimento entre os setores do time, e muito por conta disso toma tantos gols.

Comandado por D'Alessandro, o Inter fez bom primeiro tempo. Poderia ter ampliado o placar antes de levar o gol de empate, aos 36 da primeira etapa. Soma-se a enorme carga emocional de não vencer há seis jogos no BR-13 a chuva e o campo pesado, o gol legítimo de Forlán que foi anulado e o pênalti sobre Damião no último minuto de jogo.

Dunga fez trocas interessantes na segunda etapa, mas o colorado não acertava uma sequência de passes. Além de prejudicar o andamento do seu jogo, cresce a moral do adversário. O Goiás fez a dele, com Walter em grande noite, se aproveitou do momento delicado do Inter e chegou a abrir 3 a 1. A sorte que o Inter não teve de fazer dois ou três no primeiro tempo, teve na reta final, ao buscar o 3 a 3.

Mas ainda é pouco para um time que pode mais e que já fez muito mais nesse ano. Ainda há tempo de pensar em título. Contudo, está cada vez mais distante.

domingo, 4 de agosto de 2013

Equilíbrio marca primeiro Gre-Nal da Arena

O lance mais definitivo do Gre-Nal 397, o primeiro da história da nova Arena gremista, foi construído aos 21 minutos do primeiro tempo, por Willians. O volante colorado disparou pelo flanco direito, venceu dois ou três marcadores e cruzou para Leandro Damião, de pé esquerdo, marcar seu sexto gol em clássico. Cerca de 5 minutos atrás o mesmo Willians derruba Kléber na área, cometendo assim o pênalti que oportuniza a Barcos converter e abrir o placar do jogo. Mas o gol de Damião foi mais decisivo para o jogo, justamente por ter representado uma rápida resposta a um Grêmio que até então era melhor em campo, porém não teve tempo para crescer a tomar conta do clássico a partir do gol marcado.


Caso o empate colorado não tivesse ocorrido de forma tão rápida, pelo cenário inicial de jogo, entendo que o Grêmio conseguiria administrar o resultado e, talvez, ampliá-lo. O surpreendente 3-5-2 de Rento Portaluppi deu certo. Alex Telles e Pará conseguiram segurar os laterais colorados, fazendo com que a saída de bola do adversário fosse prejudicada. Os dois alas gremistas chegaram à linha de fundo algumas vezes e inverteram bolas de um lado a outro, algo fundamental para abrir a defesa do Inter.

O Grêmio também contou com boas atuações individuais, contudo ainda peca no momento da articulação mais decisiva. Devido a forte marcação proposta por Renato, a maior parte do tempo no campo do Inter, o Tricolor roubou algumas bolas importantes, mas não soube dar prosseguimento.

Do lado colorado, Dunga não conseguiu avançar sua equipe e se desvencilhar do esquema gremista. O treinador tinha peças para isso, e tinha em seus 11 iniciais. Assim como Adriano marcava individualmente D'Alessandro, os três zagueiros gremistas tinham que receber marcação homem a homem dos três, em tese, atacantes colorados, terminando com a sobra feita por Rhodolfo e obrigando os alas Pará e Telles a recuarem para compor a linha defensiva. Por opção do treinador em deixar Forlán e Jorge Henrique mais recuados, e pela imposição física e tática do Grêmio, essa foi uma medida não utilizada pelo Inter. Acredito que era viável.

O time de Renato foi levemente melhor, mas é inegável o baixo nível técnico do Gre-Nal desse domingo e um equilíbrio que acabou prevalecendo. O resultado não é tão ruim para o Inter quanto é, em termos de tabela, para o Grêmio. A equipe colorada segue seu caminho no BR-13 sem muitas alterações, continua vislumbrando a liderança, ainda mais com os acréscimos de Alex o Scocco. Por outro lado o Grêmio, mesmo fazendo um bom jogo, continua desencontrado, sem passar confiança ou dar perspectiva do que realmente é seu papel no campeonato.

Após o jogo a tônica acabou sendo discurso da ambos os clubes contra a arbitragem de Fabrício Neves Corrêa. Algo que, sinceramente, é exagerado por parte de Grêmio e Internacional. Os mesmos equívocos, dentro de um jogo normal, não causariam tanto barulho.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Como o Inter conquistou a vitória que todos esperavam

A responsabilidade era colorada. Todos sabiam. O Internacional sabia, tinha consciência que neste Gre-Nal, o primeiro de 2013, levava vantagem sobre o Grêmio pelo fato de estar com seu time principal, pensando, nesse momento, apenas no Gauchão. Diferente do Tricolor, que ainda poupa seus titulares em detrimento à preparação da Copa Libertadores. Cada um com seus motivos e suas possibilidades.

Dentro das suas possibilidades, visando não ferir o planejamento prévio mesmo depois da derrota por 4 a 0 para o São Luiz, o Grêmio recheou seu time B com alguns jogadores do plantel de cima. São eles Bressan, Tony, Léo Gago, Misael, Deretti, Leandro e Willian José, jogadores reservas imediatos da equipe principal. Ainda teve Fernando, Werley e Alex Telles, considerados titulares do Grêmio. Portando, o time treinado por Roger pode ser considerado uma equipe mista. Desta forma, tecnicamente mais fraca que o Internacional.

Assim, o Grêmio se preparou para contra-atacar. No 4-3-1-2, o meia de ligação foi Jean Deretti. Jogador de velocidade e drible, que não tem a característica de um organizador que pensa e faz o time jogar. Com a bola no pé, o Tricolor não teve capacidade de agredir o Internacional, salvo em chutes de fora da área e em cobranças de faltas, como no gol de Fernando.

Fernando Gomes/ClicRBS
Diferente do Inter. Dunga repetiu o time que empatou com o Novo Hamburgo, um 4-4-2 que ataca em formato de quadrado e se defende com Dátolo e D'Alessandro fechando os lados do campo, formando uma linha de quatro, com Fred e Willians centralizados. Tendo a posse de bola, o Inter teve infiltração na área gremista.

Mesmo com a forte marcação de Fernando, Misael e Léo Gago, Dátolo conseguiu chegar à frente, se juntar a Damião e Forlán e aumentar o número de opções para D'Alessandro. O Inter ainda contava com a boa chegada de Gabriel e de Fabrício, como no segundo gol, que o lateral-esquerdo surgiu livre depois de passe de Forlán e chutou cruzado para que Damião ampliasse o placar.

Por característica, o Inter não tem uma equipe veloz, portanto precisa da posse da bola e de paciência para girar, virar o jogo, envolver a marcação e efetivar as jogadas ofensivas. O time do Dunga vais mostrando isso, deixando claro a mecânica de jogo que ditará o ano colorado.

Foi um Gre-Nal interessante, sem aquele desequilíbrio que era esperado, apesar do domínio evidente do Inter. O Grêmio sai do clássico com a terceira derrota no Gauchão, o que aparentemente não preocupa direção e comissão técnica - e não deve mesmo preocupar. Já o Colorado conquista uma vitória importante, e não em termos de tabela, mas no sentido de sustentação de ideia de futebol. É sempre bom inciar um trabalho com vitórias, ainda por cima sobre o maior rival, tendo ele a qualidade que tiver.

domingo, 26 de agosto de 2012

Vitória gremista no Gre-Nal e as dúvidas de Fernandão

A vitória de 1 a 0 no clássico 393 é muito importante na trajetória gremista rumo a Libertadores 2013. O Grêmio passou o Vasco, é o terceiro colocado no BR-12, tem 37 pontos e está com seis de vantagem em relação ao quinto e ao sexto colocado (São Paulo e Inter, respectivamente). Isso que dizer que o Grêmio precisa de, pelo menos, duas rodadas ruins para sair da zona de classificação. É uma boa vantagem.

Vantagem adquirida não pelo brilho individual dos atacantes, mas sim pela solidez defensiva e pelas atuações seguras e decisivas de Marcelo Grohe e Gilberto Silva. O Grêmio fez o gol cedo, ao 7 minutos, quando tinha Elano, autor do gol, que saiu lesionado antes dos 15 minutos de jogo. Com o meia, o Grêmio era melhor em campo, parecia mais tranquilo, jogava com mais naturalidade contra um Inter que ainda não encaixou.

Fernando Gomes/ClicRBS
As duas equipes estavam completamente espelhadas, atuando taticamente de forma similar, um 4-4-2 com meio-campo em quadrado. No embate individual, dois laterais para dois laterais, dois atacantes para dois zagueiros e dois meias para dois volantes. Não teve nenhum tipo de nó tático. O gol cedo e o fato de o Grêmio estar pronto, em boa fase - ao contrário do Inter -, determinou o cenário do jogo até os minutos finais.

Fernandão surpreendeu ao escalar Kléber no meio-campo, pela esquerda. A ideia era forçar uma parceria com o lateral Fabrício e com Forlán, que também atuou por ali. Não deu muito certo. O grande jogador do Inter na partida estava pelo outro lado. Fred atuou pela direita, deu muito trabalho a Fernando e a Souza e, muitas vezes, faltou parceria.

Esperando o Inter, o Grêmio jogou de forma tranquila, administrou o 1 a 0 sabendo que o colorado não vive sua melhor fase. Zé Roberto foi a grande válvula de escape gremista. Quando Marcelo e Gilberto Silva aliviavam lá atrás, a equipe procurava a perna esquerda do camisa 10, que baixava o ritmo do jogo e segurava a bola.

As mudanças do Inter no segundo tempo desorganizaram o time. Precisando buscar o resultado, o Inter teve pressa, excesso de jogadores ofensivos e jogou menos que na primeira etapa. Fernandão tirou Igor e Forlán e montou uma espécie de 4-1-3-2, com Moura e Damião na frente e Dátolo, Dagoberto e Fred tentando armar. Jogando assim, o Colorado não conseguiu se organizar.

Os próximos jogos do Inter servirão para o técnico colorado matar suas dúvidas quanto ao time titular. O Inter precisa definir uma dupla de zagueiros, um formato de meio campo e uma dupla de ataque.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Inter que ainda precisa de afirmação

A campanha do Inter não é ruim. Hoje, o Colorado ocupa a 5° posição, tem 30 pontos, está nove pontos atrás do líder e apenas um ponto do Grêmio, que é o 4° colocado. O problema é que o Inter ainda não convenceu em 2012. Não engatou uma boa sequência de vitórias e ainda não conseguiu definir uma equipe titular. Se definiu, não colocou para jogar - como tanto reclamou Dorival antes de sua demissão, como ainda pouco reclama Fernandão depois de sete jogos.

O Inter precisa, antes de tudo, de auto-afirmação. A impressão que fica é de que o grande desconforto colorado, no momento, é ficar atrás do Grêmio no BR-12. O agravante é que o Inter já teve mais de uma chance de passar o Tricolor, se sempre fracassou.

Apesar da incômoda derrota para a Portuguesa, no Olímpico, o Grêmio se encontra num estágio mais avançado de formação de time que o Inter. Para um time que está conseguindo vencer fora de casa, tropeços em casa fazem parte do script. É um equilíbrio comum.  Incomum é vencer todas no Olímpico e não vencer nenhuma fora dele, como vem sendo nos anos anteriores.

A partir desse final de semana, Fernandão passará a contar com um grupo de jogadores menos esfacelado. Rafael Moura chegou e já jogou na quinta, na derrota para o Corinthians. Não deve seguir como titular. Quem fechará o ataque com Forlán, naturalmente, é Leandro Damião. Guiñazu também volta ao time, Kléber está disponível. Dátolo já pode jogar (mas cumpre suspensão contra a Lusa), e Dagoberto e D'Alessandro voltam aos treinamentos na próxima semana.

A partir daí Fernandão passa a ter outras perspectivas de equipe. Pode finalmente definir seu time e saber do real poder de fogo desse grupo de jogadores. Estamos na segunda quinzena de agosto e ainda não sabemos ao certo quem é o Inter 2012, e este é uma fator preocupante. Um sintoma que se reflete no campo.

Sorte do Inter que não se refletiu tanto na campanha. Se o time encaixar e conseguir padrão de jogo nas próximas rodadas, tem potencial para recuperar o perdido até agora.

O meu Inter ideal, no 4-2-3-1: Muriel; Nei, Moledo, Juan, Kléber; Élton, Guiñazu; D'Alessandro, Forlán, Dagoberto; Leandro Damião.

domingo, 20 de maio de 2012

A estreia da dupla Grenal no BR-12

No Beira-Rio, contra o Coritiba, o Inter fez seu primeiro gol cedo, aos 8 minutos. Desde então controlou o jogo, até fazer o segundo, aos 37, e liquidar a fatura ainda no primeiro tempo. Dorival já não conta mais com Tinga, que foi para o Cruzeiro, ainda não pode escalar D'Alessandro, em fase de recuperação, assim como o lateral Kléber - que talvez nem seja mais considerado titular - e Sandro Silva, que sofreu um corte no joelho. Portando, o que se viu nesse domingo é quase o time titular do Inter, com a ressalva de dois ou três jogadores.

Num 4-4-2, com Dagoberto mais solto, fazendo mais a função de segundo atacante, com Dátolo na meia-esquerda e Oscar atuando mais à direita. Assim deve ser o desenho tático do Colorado para o restante do BR-12, a não ser que reforços de muito peso cheguem ou que, ao invés de Dátolo, Dagoberto deixe a equipe para o retorno de D'Alessandro.

A partida do Inter não foi extraordinária. Apenas jogou melhor que o Coxa. Teve bons momentos, de jogadas muito bem tramadas, mas não conseguiu manter o ritmo nos 90 minutos, provavelmente porque o jogo já tenha se definido no início e o Coritiba pouco ameaçou. Sem dúvida o Inter pinta como um dos candidatos num campeonato que ainda não tem favoritos.

No Rio, o Grêmio deixou escapar uma oportunidade de ouro. Tivesse melhor sorte e competência, não arrancaria apenas um empate no São Januário, mas sim uma vitória. O Tricolor jogou melhor que o Vasco, mas acabou derrotado por 2 a 1.

As duas equipes pouparam jogadores. O Vasco mais, entrou em campo com muitos reservas. No Grêmio, Luxa preservou Léo Gago, G.Silva, Souza e Moreno, que ficou no banco e entrou no segundo tempo. A experiencia que o trinador queria fazer era escalar um losango com Marquinhos e Marco Antonio juntos, já que Gago não tem um reserva imediato e está pendurado na Copa do Brasil. Deu relativamente certo, porém, muito mais pelo desentrosamento vascaíno que qualquer outra coisa.

O Grêmio reclama de um gol anulado de Miralles, no segundo tempo, quando já estava 1 a 1. O lance pode ser discutido, se o juiz tivesse apitado a falta do André Lima antes do Miralles fazer o gol, não ia ter polêmica. Mas fica a dúvida se foi falta do centroavante antes do goleiro Prass se chocar com o zagueiro Rodolpho. No lance, também dá pra bancar o gol sem problema. O problema foi a demora e a interferência do árbitro auxiliar atrás do gol.

Mas não foi por isso que o Tricolor perdeu. Foi pela ineficiência de seus atacantes. Marcelo Moreno conseguiu entrar pior que o André Lima, contribuiu pouco e ainda desperdiçou um pênalti. E o argentino Miralles perdeu pelo menos dois gols.

Nesse BR-12, com os reforços que Luxemburgo vai receber em breve, o Grêmio está no bolo daqueles que são candidatos. Mas ainda não sabemos se o time vai encaixar. Vão entrar na equipe o lateral Julio César, o meia Zé Roberto, o atacante Kléber. E tem o Marcelo Moreno, que há tempos não está 100%.

*Foto Inter, divulgação

domingo, 13 de maio de 2012

Inter Campeão Gaúcho de 2012

Para o torcedor colorado, o primeiro tempo da decisão no Beira-Rio foi um filme de terror. Os dois times foram para o intervalo com o resultado de 1 a 0 para o Caxias, e com o time da Serra jogando melhor futebol. Surpresa para todo mundo, menos para o Caxias, que treinou e se preparou para vencer, e tem o direito de achar que pode ganhar. E poderia, caso tivesse melhor sorte no segundo tempo e mais preparo físico. 

E quer melhor sorte que a do goleiro Paulo Sérgio, que pegou o pênalti cobrado pelo Nei? O gol seria o empate do Inter, que até viria depois, mas com o pênalti o empate chegaria mais cedo e tornaria as coisas mais fáceis para o colorado. O Caxias fez o que pôde, enquanto pôde. Embora tenha bom time, não é o suficiente para vencer o Inter da melhor campanha do Gauchão.

Aos 26 do primeiro o Caxias abriu o placar explorando o tendão de Aquiles colorado, a bola aérea. Cruzamento e gol do lateral direito Michel. E o Inter sentiu demais o gol, se desorganizou e passou a jogar com pressa. No 4-2-3-1 de Dorival, os três armadores embolaram no meio, pareciam estar amarrados. Quando Oscar abria por um lado, lá estava Dátolo, ocupando o mesmo espaço de Tinga, ambos próximos de Oscar, assim foi quando qualquer um dos três pegou na bola - o que favoreceu a marcação do Caxias. Faltou infiltração, ocupação inteligente de espaço e orientação dentro de campo. Tudo o que D'Alessandro deu ao time no segundo tempo.

O Caxias de Mauro Ovelha jogou da mesma forma como jogou e venceu o primeiro tempo na Serra. Quase um 4-3-3, com o meia Wangler vindo da direita e se juntando aos atacantes Caion e Wanderley. Wangler foi o grande nome da equipe grená na decisão. Quase fez o gol de empate no final do segundo tempo, chutando da entrada da área e obrigando Muriel a fazer grande defesa para evitar o 2 a 2 que seria favorável ao Caxias.

As mudanças de Dorival no intervalo foram essenciais para a virada e o título colorado. Dátolo saiu porque jogava mal, deu lugar a D'Alessandro. Tinga não fazia má partida, mas o Inter precisava ser mais agudo, por isso Dagoberto em seu lugar. O esquema ficou exatamente o mesmo, mudaram as características dos jogadores e o espírito da equipe. O Inter adiantou suas linhas e o Caxias não teve força para igualar o confronto, e nem fôlego para puxar contra-ataques.

O gol do Sandro Silva é um prêmio para o volante que tem sido o melhor jogador colorado desde o empate de 1 a 1 com o Santos no Beira-Rio, ainda pela primeira fase da Libertadores. O empate deu o gás que o Inter precisava para trazer a torcida de volta e engolir o time do Caxias. A jogada saiu dos pés de Oscar, que cresceu no jogo, atuando pela direita, enquanto D'Ale organizava pelo meio e Dagoberto fazia boas jogadas pela esquerda. O gol de Damião foi um processo natural dentro do contexto do jogo, contexto construído pelo Inter e seu treinador.

O torcedor colorado comemora o título merecido, que além de representar o 41° estatual conquistado pelo clube, ajuda a amenizar o sentimento de frustração depois da eliminação na Copa Libertadores. Parece que dias melhores virão. Dias melhores sem tantas lesões, com mais opções. D'Alessandro e Dagoberto entraram voando, sem medo da dividida, sem dúvida acréscimos importantes. Importante como é ganhar o Gauchão - se não para nós, que metemos o pau nos estaduais, é para eles que jogam e levam pau o campeonato todo. Parabéns Inter.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Equilíbrio no primeiro jogo entre Inter e Fluminense

O Fluminense ter a primeira campanha da Libertadores é plausível, nada de surreal. O que fugiu do comum foi a 16° campanha do Colorado entre os classificados para as oitavas de final. No geral da competição, a verdade é que o Inter ficou em 17°, pois o Defensor, terceiro colocado em seu grupo, teve campanha melhor que o time gaúcho. Pelo peso das duas camisas e pelos elencos, é prematuro que Flu e Inter se matem logo agora, no início da fase eliminatória. Contudo, pelo futebol apresentado pelo Colorado até agora, a situação se justifica.

Mas o que se viu no primeiro confronto foi equilíbrio. E não poderia se esperar outra coisa. O placar zerado só faz injustiça quanto ao tamanho do jogo e ao empenho das equipes. Porém, na equiparação de forças, o zero a zero talvez tenha sido um resultado correto. Assim como também seria 1 a 1 ou 2 a 2.
Foram dois tempos distintos. A primeira etapa foi toda do Fluminense. No segundo tempo, praticamente só deu Inter. As duas equipes jogaram de formas parecidas, um 4-2-3-1 com um atacante vindo de trás e se desgarrando da linha de armadores. No time de Abel, esse cara foi Rafael Sobis, que fez bom jogo, apareceu pelos dois lados, marcou o Nei e finalizou algumas jogadas. Diferente de Dagoberto, que pelo Inter executou a mesma função, mas como menos sorte. Dagoberto não foi bem mais uma vez, foi substituído no intervalo devido à lesão. Jajá, que entrou em seu lugar, foi melhor e participou da melhora do Inter na segunda etapa.

Tanto ao time de Dorival quanto o time de Abel, faltou acionar os finalizadores. Damião e Fred não receberam nenhuma bola em condição de converter à gol. Contudo, o centroavante colorado atuação razoável, melhor que a do avante tricolor. Leandro Damião buscou mais o jogo e criou algum coisa na base da iniciativa pessoal. Não é à toa que os destaques da partida foram jogadores de aptidões defensivas: Sandro Silva, pelo Inter, e Gum, zagueiro do Fluminense.

Na comparação dos dois tempos, o Fluminense comandado por Deco e Sobis criou mais que o Inter do segundo tempo. Só que, por ironia do futebol, quem teve o jogo na mão foi o Inter de Dátolo e Jô. O argentino desperdiçou o pênalti que Edinho cometeu em Damião; Jô meteu uma bola na trave poucos minutos antes do apito final, quando um bola sobrou em meio à confusão na área carioca.

No jogo da volta, 10 de maio, no Rio de Janeiro, o panorama deve ser o mesmo. Mas o Flu tem a vantagem de contar com o retorno de Wellington Nem, atacante que faz boa temporada pelo time carioca. Já o Inter dificilmente vai contar com os retornos de D'Alessandro, Oscar e, até mesmo, Kléber e Dagoberto.

Impossível cravar quem passa de fase. Mas é difícil negar que o Fluminense vive melhor fase e, quando propôs o jogo, foi melhor que o Inter no Beira-Rio.

Foto Diego Vara/ClicRBS

quarta-feira, 14 de março de 2012

Inter se recupera na frente de sua torcida

A derrota de 3 a 1 para o Santos, pela Libertadores, deixou um clima ruim no Beira-Rio. Não só pelo futebol jogado, mas também pela atitude em campo, pelas opções do treinador e pelas diversas declarações desencontradas de dirigentes, comissão técnica e jogadores. Por pouco o Inter não mergulhou em uma crise administrativa. A possibilidade de que Dorival Junior tivesse perdido o comando de vestiário chegou a ser considerada. Acho que não chega, e nem chegou, perto de acontecer.

O fator Neymar e a Vila Belmiro lotada ajudaram a amenizar as coisas no Colorado. A vitória contra o Santa Cruz, no Gauchão, também, embora fosse um apertado 2 a 1. O Inter precisava lavar a alma, como fez ontem, contra o fraco The Strongest. Na tabela, o time boliviano tem os mesmos 6 pontos que agora tem o Internacional, mas foram 6 pontos conquistados na altitude de 3,6 mil metros de La Paz. 

A diferença entre as duas equipes se mostrou astronômica. No primeiro tempo o Strongest se fechou, num 4-4-2, jogando com duas linhas e buscando contra-atacar. Não deu certo. O Inter teve a bola sempre no pé, e só atacou na boa, fazendo 2 a 0 muito cedo e se acomodando. Na segunda etapa os bolivianos tentaram correr atrás do prejuízo, montando um 4-3-3, mas de pouca eficiência, sem velocidade nem aproximação. A coisa ficou mais fácil para um Inter paciente e eficaz. Os outros três gols saíram naturalmente.

A escalação de Dorival Junior não teve surpresa, foi o habitual e correto 4-2-3-1. Se o treinador não pôde contar com D'Alessandro, lesionado, no centro da linha de três meias colorados jogou Dátolo que, junto com Oscar, ditaram o ritmo da vitória do Internacional. O argentino se encaminha para ser o que, nos últimos anos, foi Andrezinho para o Inter. A não ser que Dátolo coloque Dagoberto ou Oscar no banco.

Os três gols de Damião também são sintomas importantes para a equipe e para o próprio jogador. Dorival conversou com ele, pediu para o centroavante simplificar. Sorte do Inter que para Leandro Damião, o simples é fazer três.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O que mais pesou na vitória gremista?

Fica difícil mensurar qual, dos últimos acontecimentos no Estádio Olímpico, foi mais determinante para que o Grêmio jogasse bem e vencesse o Internacional dentro do Beira-Rio. Um grenal precoce, muito mais pela condição de tabela do Grêmio na fase classificatória do qualquer outra coisa. Perder um dos grandes ainda na fase de quarta de final não é bom para o campeonato, com todo o respeito que merecem os clubes menores e que, exalte-se, fizeram muito por merecer chegar aonde chegaram, com reais chances de ganhar o 1° turno do Gauchão. O Grêmio, aliás, apenas se classificou por que o Cruzeiro de PoA perdeu seis pontos (discutíveis) no tribunal.

Subsequente a isso, a classificação gremista sobre o Inter veio na bola, apesar da arbitragem insegura de Fabrício Neves Corrêa. E quem jogou mais bola foi Kléber, que infernizou o sistema defensivo colorado e ainda fez o segundo gol do 2 a 1 gremista. De uma forma geral, o Grêmio conseguiu fazer, coletivamente, sua melhor partida no ano. Coincidência ou não, logo após a saída do técnico Caio Junior. Muitos consideram este o principal fator de melhora da equipe. Este blogueiro discorda, mas não desconsidera, afinal de contas o trabalho de Caio percorria caminhos confusos. Caso permanecesse, tenho quase convicção que escalaria o mesmo time que venceu o Inter. Se venceria ou não, não tem como saber, mas o Grêmio que venceu nesta quarta é o mais lógico a ser escalado nas condições atuais do elenco (contando com a ausência de M. Fenandes, lesionado).

O Grêmio jogou num 4-4-2 com meio-campo em losango (4-3-1-2). O técnico interino Roger, acostumado a vencer grenais na década de 90, contou com a experiência de G.Silva na zaga, ao lado de Naldo. Teve o retorno de Julio César na esquerda, fazendo boa dobradinha com Léo Gago, que jogou como volante/apoiador por aquele lado, muitas vezes espetando o lateral colorado Élton, um dos mais fracos do clássico. Do lado direito do meio-campo a boa nova Tricolor, o volante Souza, de muito boa atuação. Centralizados estiveram Fernando, à frente da zaga, e Marco Antônio, enganche atrás do atacantes. Com Moreno e Kléber na frente, este é um time que sabe marcar e jogar em velocidade, e foi jogando assim que venceu o Inter.
No seu habitual 4-2-3-1, com Oscar e D'Alessando pouco inspirados, foi justamente a marcação forte e avançada do Grêmio a principal dificuldade encontrada pelo colorado. O Inter não conseguiu manter a posse de bola e nem trocar passes com tranquilidade. O gol de Damião, no primeiro tempo, foi fruto de um contra-ataque puxado por Dagoberto. Na segunda etapa, depois de algumas mudanças de Dorival, o Inter tentou um abafa, fazendo um 4-1-3-2, mas parou nas mãos de Victor.

Improvável que a simples chegada de Luxenburgo já tenha sido determinante na atuação do Grêmio no clássico. Assim como a simples saída de Caio Junior também não foi essencial. A vitória passa pelo esquema proposto pelo Roger (que seguiu a linha do antigo treinador) e pela motivação pessoal de alguns jogadores, como Kléber.

O que se sabe é que agora o ano no estádio Olímpico começa de novo, com alguns reforços à disposição. jogadores voltando de lesão e, provavelmente, uma paciência para trabalhar que o antigo treinador não teve.

Foto Diego Vara/ClicRBS

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Balanço Inter 2011

A década do Colorado é tão boa que, até em ano de altos e baixos, se ganha dois ou três títulos no Beira-Rio. O primeiro ano de gestão do presidente Giovanni Luigi tem um Gauchão e uma Recopa Sul-Americana, além de um 5° lugar no BR-11 e a vaga na pré-Libertadores. Mais da metade dos clubes da primeira divisão trocariam seu ano pelo do Inter. 2011 foi razoável para o torcedor colorado. Porém, a temporada passou longe de não dar dor de cabeça aos vermelhos. Apesar de tudo, o ano do Internacional foi conturbado, principalmente fora do campo, como o episódio das reformas do estádio, que ainda se estendem.
Foram duas trocas de treinadores - ou três, contando o mês que Gilmar Loss trabalhou como técnico interino. Teve a polêmica demissão de Falcão, com três meses de trabalho, e a queda do departamento de futebol comandado por Roberto Siegmann, revelando que o clima de vestiário era péssimo no Beira-Rio. As entrevistas dos envolvidos Siegmann, Falcão e Luigi, na época, foram constrangedoras. Fala-se que o clima com os jogadores também não era dos melhores. Alguns alardeavam que o grupo era dividido em três.
Sempre lembrando que antes de Falcão tinha o inesgotável Celso Roth, sobrevivente do Mazembazzo no Mundial de Clubes. Roth seguiu comandando o clube até o limite, até onde deu, até que os sócios colorados decidiram parar de pagar o clube. Falcão veio, Renato já estava por aqui, e o clima era de festa no RS. Festa que não entrou em campo, não sustentou trabalho nem de um, nem de outro. A eliminação precoce na Libertadores foi um balde de água fria nas duas torcidas, que sonhavam com um clássico na competição continental. 
Paulo Roberto Falcão tentou implantar no Inter uma ideia de futebol europeu, com jogadores cumprindo várias funções, posse de bola, e uma armação de jogo descentralizada, sem a figura clássica do camisa 10. Fez a famosa duas linhas de 4, no 4-4-2 em que D'Alessandro e Andrezinho jogavam bem abertos, e Zé Roberto fazia companhia para Damião no ataque. Nessa formação o Inter viveu um de seus melhores momentos no ano, ganhou o Gauchão e chegou a entrar no G5 do BR-11.  Mas não resistiu à incompreensão pública e nem aos poucos resultados ruins. Mais pra frente, já na era Dorival Junior, os melhores resultados do Inter, incluindo título da Recopa e vaga na pré-Libertadores, a equipe jogou num 4-4-2 muito similar ao de Falcão, mas sem Zé Roberto e Andrezinho.
O que 2011 deixou evidente para o futebol do Inter é a necessidade de rejuvenescer o grupo de jogadores. Pois se não estão desgastados pela idade, estão desgastando com o clube ou com a torcida. Ou até mesmo acomodados, ganhando um bom salário, mas sem nenhuma motivação para disputar título. Caso mais evidente é o de Bolivar, de uma péssima temporada tecnicamente. Jogadores como Tinga e Guinazu seguiam o mesmo caminho, mas melhoraram de rendimento no final do ano, é provável que sejam mantidos.
Para pensar no Tri da Libertadores, ou no Tetra do Brasileirão, o Inter precisa de contratações, precisa de menos conturbações políticas e mais foco na bola. Mas também precisa ser coerente, dar respaldo ao treinador, pois Dorival é bom profissional, ainda jovem, anseia por títulos, e não pode ser tratado como foram tratados Roth e Falcão.
Se há uma palavra que resuma o ano colorado, esta seria Damião. Esteve aqui no Beira-Rio o jogador brasileiro que quase dividiu os holofotes com Neymar. Leandro Damião foi um fenômeno, empilhou gols e ostentou um exuberante preparo físico. Centroavante que dentre muitas qualidades técnicas, também pode ser chamado de trombador. Um pena sua lesão na metade pro fim do ano, acabou atrapalhando sua guinada na Seleção e a briga pela artilharia do BR-11. Ainda sim, um brilhante Damião.


domingo, 20 de novembro de 2011

Internacional tem dois jogos para se manter regular

Neste maluco BR-11, quem tiver a sorte de ter seu bom momento nas últimas duas rodadas, leva as vagas pra Libertadores e o título (que certamente fica entre Corinthians e Vasco). O Inter tem tudo para ser o sortudo da vez. Pois o Colorado sempre oscilou entre a sétima e a décima posição, ingressou no grupo de classificação poucas vezes, ainda no tempo de Falcão como técnico. 
A vitória sobre o decadente Botafogo, que há poucas rodadas disputava até título, é um triunfo importante, principalmente porque é na sequência de outra vitória e ainda por cima porque foi fora de casa. Com Damião voltando a jogar bem e marcando gol, com Gilberto fazendo partida razoável de segundo atacante e se mostrando opção fundamental para essa reta final de BR-11. Mesmo que o segundo gol tenha saído depois da substituição de Dorival, retirando Gilberto e colocando Andrezinho, fazendo um Inter jogar no habitual 4-2-3-1.
O Botagofo parece desmotivado, tal qual sua torcida, que não foi ao Engenhão apoiar a equipe que tem 55 pontos e ocupa a oitava posição. Antes da derrota o Fogão tinha um ponto a mais que o Inter, caso vencesse estaria na mesma posição de classificação que agora está o colorado.
O jogo não teve cara de final, o Inter jogou tranquilo e controlou grande parte do jogo. Na segunda metade do último tempo é que o Botafogo acordou e se deu conta que sim, estava no páreo. Na empolgação, e no recuo do Inter, por pouco o time carioca não chega ao empate.
Agora o Inter tem o Flamengo e o Grenal. Se for o Inter das ultimas duas partidas, vaga garantida. Se for o Inter irregular de 2011, adeus Libertadores 2012.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Inter perde pontos e perde Damião

Teoricamente, com o 1 a 1 em Florianópolis, ninguém perde.  Com o empate, é um ponto pra cada um e tudo certo. Não. Só no primeiro tempo, Figueirense e Internacional perderam devido a lesão jogadores importantes da equipe. Pelo lado colorado, Elton e Damião. No Figueira, o meia Fernandes. Estes são desfalques significativos dentro da proposta de jogo de cada equipe e repesentam perdas para as próximas rodas também.
Além de perder jogadores importantes, os dois pontos não somados de cada lado adia mais uma vez a oportunidade de beliscar algo melhor no BR-11. De novo o Inter não passa da 7° colocação, tem 37 pontos, poderia ter ganho uma posição e ultrapassado o Flamengo, que há 10 rodadas não vence. Já o Figueirense, não vence desde 31 de Agosto e o clima entre o técnico Jorginho e a torcida está péssimo.
De qualquer forma, num primeiro tempo mais morno, só que de um Figueira melhor em campo, 1 a 0 para o time da casa ficou de bom tamanho. Num segundo tempo mais Colorado e mais movimentado, com golaço de Jô e com D'Alessandro chamando a responsabilidade e fazendo o time jogar, a virada só não aconteceu porque a noite não era pra ter vencedores mesmo.

domingo, 11 de setembro de 2011

Fator Damião

 Dos oito primeiros colocados do BR-11, apenas Internacional e Fluminense venceram nesse final de semana. O time carioca, inclusive, venceu o ainda líder Corinthians.
No Pacaembu, um 3 a 0 Colorado que fica todo na conta de Damião, que anotou os três, e Muriel, que catou várias. Não foi uma boa partida, nenhuma das equipes jogou bom futebol, embora o Palmeiras tenha conseguido mais volume de jogo, tenha criado mais oportunidaes. Entretanto, muito do volumne de jogo de Verdão vem dos pés de Marcos Assunção e a arma da sua bola parada, já que o Inter, além de contar com a fraca atuação da dupla de volantes Elton e Sandro Silva, cometeu muitas faltas em torno da área. Pela tarde ilumindada de Muriel e pela fase desastrosa palmeirense, o Inter, que só foi marcar o segundo aos 37 do segundo tempo, não sofreu com o empate.
Mas quem tem Damião, tem gol. O centroavante recebeu quatro bolas o jogo inteiro, o suficiente para que chegasse a marca de 40 gols no ano, 13 no BR-11. Nem a confusa paricipação da linha de três meias colorados atrapalhou o artilheiro. O fator Leandro Damião é decisivo em tudo que envolve o Internacional no ano de 2011, e se esse jogador manter a média até dezembro, o Colorado pode almejar algo bem melhor que a atual sétima colocação no BR-11.
No 4-2-3-1 de Dorival, Guiñazu fez falta, e a dificuldade de enfrentar o mesmo 4-2-3-1 do Palmeiras, mesmo sem Kléber, Valdívia e Maikon Leite, preocupa. Os setores do Inter estiveram distantes, a transição da bola ficou prejudicada. Efeitos da marcação da equpe de Felipão? Talvez. Mas o posicionamento de D'Alessandro e Andrezinho também pode ser revisado, quem centraliza e quem cai pela direita. Até mesmo se Ilsinho não renderia melhor na meia-direita.
São questões a serem revisadas. Inquetionável mesmo, só Damião.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Bi da Recopa e o Especialista

Rei de Copas? Sim, o Internacional. O clube que empilha títulos internacionais desde 2006 e que na noite de 24 de Agosto de 2011 levantou mais uma taça. O Colorado precisava vencer por dois gols de diferença o Independiente, resultado absolutamente normal visto que o jogo era no Beira-Rio, visto que o time argentino é nada além do normal e, este um fator fundamental, o Inter tem um especialista vestindo a 9.
Dorival Junior, que admite sua mínima contribuição na conquista da Recopa, manteve o que de melhor fez o ex-treinador Falcão, montou um 4-4-2 bem brasileiro, com Oscar e D'Alessandro numa linha à frente dos dois volantes, atrás dos dois atacantes, articulando o jogo. No primeiro tempo, com o quarteto ofensivo formado pelos articuladores mais Dellatorre e Damião inspirados. Este último em especial, Leandro Damião, o cara que faz gol até dormindo. Contra o Independiente foram três, dois golaços no Beira-Rio e um no primeiro jogo, na Argentina.
Ao contrário do primeiro tempo, a segunda etapa não foi tranquila. O Independiente, que tem uma camisa e uma história inquestionável, voltou modificado e complicou o Inter. O 4-4-2 virou um 3-4-3 típico argentino, ameaçou uma pressão e conseguiu em certo momento. Chegou a fazer um gol e enervar o torcedor colorado. Não fosse uma excelente defesa de Muriel, o gol de empate seria inevitável.
A essa altura o Inter estava num 4-2-3-1 com Dellatorre fazendo o meia aberto na esquerda, D'Alessandro centralizou e Oscar foi pra direita. Por ironia, a lesão de D'Ale e a entrada de Andrezinho fez bem ao time, assim como a do outro atacante de área, Jô, que entrou no lugar do Delatorre. Naturalmente o Inter ganhou campo novamente, liberou mais os dois laterais e conseguiu um pênalti numa jogada dos dois jogadores que saíram do banco de reservas. Kléber bateu com categoria e confirmou a vitória e o título merecido.
É sempre bom para o futebol quando o melhor time consegue fazer da sua vantagem técnica também uma vantagem tática e vantagem de escore. A Recopa está em boas mãos, nas mãos de um Bolivar calejado de título, mas fundamentalmente conquistada pelos pés de um centroavante raro, que não aparece toda hora, e deu de aparecer no Beira-Rio. Damião é especialista, e o Internacional é Bi Campeão.

domingo, 1 de maio de 2011

Inter campeão da Taça Farroupilha

No duelo mais esperado entre Grêmio e Inter desde o Grenal do centenário, em 2009, deu Colorado. No duelo dos ídolos treinadores, deu Falcão, e com vantagem - ainda que o placar não expresse essa vantagem. Com o 1 a 1 no tempo normal e um 4 a 2 na decisão por pênaltis, o Inter provoca mais dois clássicos que definirão o Campeão Gaúcho de 2011.
Foi Grenal de várias alternativas táticas. Cada treinador usou três esquemas diferentes durante os noventa minutos, ambos surpreenderam nas escalações. Renato montou um 3-6-1 difícil de engolir e de jogar, pois seu time pouco jogou. O zagueiro Vilson voltou depois de meses sem jogar para ser o zagueiro do lado direito, Rafael Marques fez a sobra e Rodolfo o lado esquerdo. Nas alas, Gilson na esquerda e Gabriel na direita. No meio, o losango com Rochemback, Magrão, Adilson e Douglas. Na frente, Borges.
O Grêmio foi escalado para inicialmente marcar e depois contra-atacar. Renato tentou encaixar a marcação promovendo embates diretos entre os jogadores, já que o Inter de Falcão jogou no 4-2-3-1, sem Sobis e com Oscar na linha de três aberto na direita, D'Alessandro por dentro e Andrezinho fazendo ótima partida pela esquerda. No ataque, um Damião com fome de gol.
O clássico acabou sendo de muita marcação e poucas chances de gol. Grenal cheio de faltas, a maioria cometidas por um Grêmio desorientado, que via seus alas perderem no embate individual com os dois meias extremos do Inter, via D'Alessandro saindo do meio e fugindo da marcação, via Douglas vencido pela marcação de Guiñazu e Tinga.
O Inter controlou as ações do primeiro tempo. Abriu o placar em jogada iniciada por Andrezinho e finalizada por Damião. Sempre Damião! Ainda que seja discutível o lance. Teria o atacante colorado cometido a falta no zagueiro gremista, a chamada cama-de-gato? Discussão pra vida toda. Eu apitaria a falta. Contudo, nada a que possa se abraçar um Grêmio que não joga nada há muito tempo. Dentro do clássico, há ainda outros lances polêmicos na arbitragem de Márcio Chagas da Silva, como a acertada expulsão de Guiñazu, na metade do segundo tempo. Márcio Chagas sai com saldo positivo.
Ainda no primeiro tempo, Renato substituiu W.Magrão, mal no jogo, e pôs Leandro na frente. Vilson passou a ser meio-campista e o Grêmio voltou ao seu habitual 4-3-1-2. A coisa melhorou, agora Kléber tinha com o que se preocupar e Douglas tinha com quem jogar. Mesmo assim, pouco jogou o 10 tricolor. Quem jogou com desenvoltura foi Andrezinho, ganhando muitas jogadas de Vilson e Gabriel. André foi mais discreto quando passou à meia-direita, quando Falcão perdeu um jogador, tirou Oscar, pôs Wilson Matias e remontou o Inter num 4-4-1. Quem cresceu foi D'Alessandro, jogando agora pelo flanco esquerdo.
O Grêmio só foi o que deveria ser quando teve a vantagem numérica em campo. Renato armou um 4-3-3 com Viçosa, Borges e Leandro na frente. E só assim esse time parece conseguir jogar, no abafa, correndo atrás do prejuízo. Foi assim contra o Caxias, na decisão do primeiro turno. Foi assim nesse Grenal que decidiu o segundo turno. Viçosa marcou o gol de empate em jogada de escanteio, depois de uma blitz tricolor. De outra forma seria difícil de acontecer.
Durante o jogo, Falcão teve apenas um pecado, e para sorte do Inter, o treinador não foi punido pela bola. Nos últimos minutos, com o Grêmio controlando a bola mas ameaçando pouco, saiu Andrezinho para entrar o zagueiro Juan. O Inter foi demasiadamente para trás e chamou o Grêmio pro seu campo. Poderia ter dado zebra, mas não deu. A noite era colorada, prova disso foi o quase-golaço de Leandro Damião, já descontado fisicamente, batendo quatro defensores gremistas. Não fosse a belíssima intervenção de Marcelo Grohe, o Inter venceria no tempo normal.
Mais prova da noite colorada que os pênaltis? O Inter converteu as quatro cobranças que fez, enquanto o Grêmio desperdiçou duas de quatro. Renan, em tarde inspirada, fez boa partida e ainda catou o pênalti de Fernando. Borges, em fase crítica no Grêmio, cobrou a la Roberto Baggio.
No embate de equipes em momentos distintos, a que está na ascendente saiu vitoriosa. O Grêmio, que vê seu rendimento cair a cada jogo, saiu mais esfacelado do Beira-Rio. Não se tem nenhuma perspectiva de que time vai entrar o campo na quarta, no Chile, para tentar reverter o 1 a 2 do Olímpico e seguir na Libertadores. O Inter de Falcão vive estado de graça, tem tudo para vencer o Peñarol e ganha status de favorito nos dois próximos clássico decisivos, mesmo que o último jogo seja em campo rival.
Fora de campo, a palhaçada de dirigentes da dupla em plena festa colorada, é de se lamentar e não pode se repetir nos próximos domingo.

 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bom empate Colorado no Uruguai

Pela história recente de um Inter sempre favorito na Libertadores, o empate em 1 a 1 no Estádio Centenário em Montevidéu, contra um Peñarol da 14° melhor campanha (Inter teve a 3°), não deve ser encarado como se tivesse gosto vitória. Tem gosto de empate, um bom empate com um gol qualificado. Gol que dá toda a tranquilidade para o time de Falcão jogar mais no Beira-Rio e vencer naturalmente.
Pela história e pelo peso da camisa do Peñarol, o jogo de volta não é jogado. Pelo jeito vai ser brigado, com maior chance de ser colorado, mas não se pode dar chance ao azar, nem aos uruguaios. O Peñarol é time de uma jogada só, não tem muito o que inventar. Entretanto, mesmo não inventando, com um 4-4-2 inglês, compactado mais atrás, roubando a bola e saindo com velocidade pelos lados, buscando a linha de fundo e o cruzamento, fazendo isso o jogo inteiro, aos 36 minutos deu certo e o meia-direita Corujo saiu do seu posicionamento, ocupou o espaço do atacante que fazia o cruzamento e concluiu à gol.
O Inter foi armado pelo Falcão num 4-2-2-2 que variava para um 4-3-3, com D'Alessandro vindo articular por dentro e Andrezinho adiantando e sendo o atacante pela esquerda, enquanto Sobis jogava pela direita e Damião era a referência. Em noite inspirada de Bolatti, que desfilou belíssimo futebol, o mesmo não repetiu Sobis, que foi bem substituído no intervalo por Oscar. D'Alessandro só não jogou porque não deixaram, foi bem marcado e recebeu muitas faltas.
A equipe Colorada não foi afobada nem quando perdia o jogo. Com os dois laterais mais presos e jogando no 4-2-3-1, com Oscar centralizado, Andrezinho (depois Tinga) na direita e o D'Alessandro na esquerda, o Inter neutralizou bem as jogadas do Peñarol pelos lados. O jogada do gol de empate começou nos pés de Bolatti, que passou Oscar, o menino lançou Damião e o centroavante colorado fez o que mais sabe fazer: gol. Mesmo que desviado, um belo gol do artilheiro da temporada no Beira-Rio.
Depois desse empate interessantíssimo, o Inter só pensa em Grenal. E quando pensa que vai jogar contra um Grêmio que toma gol em tudo quanto é jogo, e vê lá na frente um Leandro Damião que dificilmente passa em branco... O Inter tem motivos para acreditar que o Gauchão não acaba esse domingo. Por outro lado, o Grêmio tem todos os motivos do mundo para não perder, levantar a Taça e a moral de uma equipe em baixa.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Inter vence e se classifica em primeiro no grupo

Em 1980, Paulo Roberto Falcão, ainda como jogador do Internacional, foi vice campeão da Libertadores. Voltando em 2011, como treinador, na preleção de um jogo decisivo contra o Emelec, que o Inter precisava empatar ou vencer para classificar para a fase eliminatória , Falcão tem a humildade de encerrar a palestra com o seguinte papo para seus jogadores: "Muitos aqui são campeões ou bi campeões da Libertadores. Não ganhei essa competição por um gol! Vão lá e me ensinem".
Não que depois disso os jogadores tenham entrado em campo e feito um partidaço, num 2 a 0 mentiroso que poderia ter sido 5. Não foi assim. Falcão repetiu a escalação e o esquema de sábado, quando venceu o Santa Cruz por 1 a 0, enfrentou um Emelec de jogadores rodados, que poderia se classificar caso vencesse, que espelhou o 4-4-2 colorado, fechando os lados do campo neutralizando o que de melhor o Inter teve na vitória do final de semana. O Inter teve dificuldades no primeiro tempo e os murmúrios da torcida, ainda que precipitados, deram o aviso.
A sensível mudança promovida por Falcão no intervalo foi fator determinante para o Inter melhorar e chegar à classificação. O treinador apenas trouxe D'Alessandro e Andrezinho para o meio, os fazendo jogar às costas dos volantes do time boliviano, e quando esses dois jogam o restante do time funciona melhor. Como talvez melhor tenha funcionado Leandro Damião, o centroavante do posicionamento, da imposição física, que recebe a bola pelo alto, dentro a área e, não podendo golpeá-la ao gol, ajeita com categoria para que o companheiro de ataque conclua e abra o placar do Beira-Rio, no começo do segundo tempo. Rafael Sobis e toda a nação colorada agradecem. Mas Damião funciona também (e tão bem!) como centroavante goleador, com faro de gol, o homem da hora e do momento certo, dos pés que a bola procura, e procurou depois do chute de Guiñazu e do rebote do goleiro Klimowicz, aos 38 do segundo tempo.
O resultado deu aos colorados a primeira colocação do Grupo 6 da Libertadores, com 13 pontos. O Inter aguarda o fechamento da rodada para saber quem enfrentará nas oitavas de final.

sábado, 2 de abril de 2011

Lajeadense 1x1 Inter

Em Lajeado, no precário Estádio Florestal, pela 6° rodada da Taça Farroupilha, quem salvou a tarde/noite do Inter (e do jogo), foi o golaço de Leandro Damião, aos 12min, abrindo o placar deste chato e pastoso empate. Quem não salvou foi, de novo, a zaga colorada, que permitiu o empate ainda no primeiro tempo, aos 38. Primeiro tempo, diga-se, vermelho, com o time misto de Roth dominando as ações, jogando num 4-4-2 e apostando na articulação da dupla Oscar e D'Alssandro.
Acabou que o grande destaque do jogo foi a questão da arbitragem. Apitou a partida o Fabrício Neves Corrêa, que sofreu duras críticas de Roth e de jogadores como D'Alessandro, que apanhou o jogo todo. Oscar saiu machucado, depois de sofrer falta violênta (o infrator deveria ter sido expulso) e pode ser desfalque para o jogo do meio de semana pela Libertadores. Depois do jogo, a estrutura do Gauchão ainda deu as caras, fora o gramado ruim e os problemas nas arquibancadas, no vestiário (pequeno) do Inter, água fria e falta de luz. Esse é o Gauchão COCA-COLA, senhoras e senhores!
Na quarta-feira, o Inter estará no México, onde enfrenta o Jaguares, às 19h30 (Brasília). Jogo válido pelo grupo 6 da Libertadores, uma ótima chance para o Inter confirmar a classificação para a segunda fase da competição continental.
 

domingo, 13 de março de 2011

Jogo movimentado e empate entre Caxias e Internacional

No estádio Centenário, em Caxias do Sul, um 3 a 3 cheio de alternativas, repleto de momentos dignos de um jogão de bola. O goleiro Sangali defendeu mais um pênalti, Damião fez mais três gols (ainda que estivesse em posição irregular no segundo gol), Everton fez outra boa partida contra a dupla grenal, teve expulsão, comemoração polêmica e empate no finalzinho. Com o empate, o Caxias conquistou o primeiro ponto na Taça Farroupilha, tem um jogo apenas e ocupa a terceira colocação do grupo 1. O Colorado, depois da segunda partida, tem quatro pontos e é o líder do grupo.
No jogo, um Caxias embalado, rápido e arrasador logo de início. Pôs o Inter na roda e marcou logo aos 3min, depois de belo chute de Itaqui, de fora da áera, no cantinho de Lauro. O meia/volante do Caxias ocupa o setor esquerdo do meio campo do time da serra, que joga em losango e conta muito com a chegada dos meias dentro da área, pois os atacantes Everton e Lima se movimentam para os lados ou pra trás e abrem espaços na defesa adversária. Assim saiu o segundo gol do Caxias, gol do meia Waldison.
Mas antes do gol de Waldison, teve gol de Damião. Ultimante, sempre tem gol de Damião. Leandro Damigol ou Damishow, fique a seu critério. O cara é o artilheiro do Gauchão, chegou aos 11 gols. Carregou nas costas um Inter que não encontrou seu melhor futebol, num 4-2-3-1 que foi razoável com Oscar na meia-direita, mas deixou muito a desejar com Zé Roberto apenas fazendo número na esquerda. A tarde foi tão ruim para o meia, que errou o pênalti que ele mesmo sofreu.
O movimentado primeiro tempo acabou 2 a 2. Na segunda etapa o Inter voltou com mudanças na zaga, entraram Índio e Juan. As coisas acalmaram, o colorado ficou mais consistente e o Caxias não teve fôlego pra continuar no ritmo do primeiro tempo. Tardiamente Celso Roth tirou Zé Roberto e mandou a campo Rafael Sobis que, num lance, fez mais que o meia-esquerda.
A partir dos 30min do segundo tempo o jogo pegou fogo de novo. Damião subiu mais que todo mundo, num salto impressionante, e fez seu terceiro gol, de cabeça. Na comemoração, uma alfinetada no Grêmio, Leandro Damião encenou um quarto árbitro levantando a placa dos acréscimos, fazendo alusão ao jogo do meio da semana, entre Grêmio e Caxias. Talvez não precisasse, mas também não faz mal nenhum. Como não faria mal Carlos Alberto aceitar a flauta e responder com mais classe, como não teve no seu twitter.
Lima agrediu o zagueiro Índio, foi justamente expulso. Deixou seu time na mão, e nos pés de Everton. Em contra-ataque mortal, depois de Tinga e Damião perderem o gol que garantiria a vitória (é, Damião também erra gol), o veloz Everton acertou belo chute e empatou tudo de novo aos 36min. Com um homem a mais, deu tempo para o Inter errar mais dois ou três gols.
O próximo jogo do Colorado é às 19h30 de quarta-feira, pela Libertadores da América, na Bolívia, contra o Jorge Wilstermann. Colorado que ainda não esta confirmado pelo Celso Roth, mas é certo que não jogam Bolivar e D'Alessandro, Kléber volta, já Guiñazu não tenho certeza. O certo é que Oscar tá dando conta no meio-campo, e pode render mais ao lado do maestro argentino.Mas aí, tem de ir um dos volantes ou Zé Roberto para o banco.