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domingo, 5 de outubro de 2014

Dupla Gre-Nal e o balde de água fria

Grêmio 0 x 1 São Paulo

O Grêmio perdeu a chance de entrar no G4. Só dependia dele, e isso tem sido um problema para o clube nos últimos anos. O tricolor gaúcho tem sérias dificuldades em vencer jogos realmente decisivos, mesmo tendo bom time. Bom time, aliás, que é esse São Paulo de Kaká, Pato, Ganso e Kardec.

A equipe de Felipão parou em seu pragmatismo, em sua incapacidade de surpreender o adversário. Diferente do adversário paulista, que conta com um quarteto ofensivo entrosado, que ocupou bem os espaços no gramado e usou da técnica e do improviso para envolver a boa marcação gremista a maior parte das vezes. Do outro lado, Luan, Dudu e Barcos não conseguiram o mesmo, e quando tiveram chance, pararam em Rogério Ceni.

Embora seja um balde de água fria na excelente sequência de jogos sem perder que o Grêmio vinha tendo, o tricolor segue no bolo de cima, segue candidato a uma vaga para a Libertadores. Dentro de suas possibilidades, o Grêmio de Felipão segue bem.

Agora, é curioso reparar nos cinco maiores públicos recebidos na Arena: Grêmio 1 x 0 San Lorenzo (30/04/2014 - Libertadores - 47.244 mil); Grêmio 0 x 1 São Paulo (04/10/2014 - Brasileiro - 46.441 mil); Grêmio 0 x 0 Atlético-PR (06/11/2013 - Copa do Brasil - 43.899 mil); Grêmio 0 x 0 Newell's (14/03/2013 - Libertadores - 43.628 mil); Grêmio 1 x 0 LDU (30/01/2013 - Libertadores - 41.461 mil). Ou seja, em três jogos eliminatórios, o Grêmio foi eliminado duas vezes (contra CAP e San Lorenzo) e nas duas partidas valendo pontos, somou apenas um (empate com o Newell's).

Cruzeiro 2 x 1 Internacional

Bruno Alencastro / Agência RBS
O colorado até equilibrou o jogo no segundo tempo, sobretudo após o Cruzeiro perder um pênalti quando já vencia por 2 a 0. Depois disso, o Inter logo fez o seu gol, com Alex chutando de longe. O meia ficou no banco por opção de Abel Braga e entrou no segundo tempo para ser o melhor jogador do time gaúcho na partida.

O técnico se equivocou na escolha da estratégia. Buscando uma escalação mais equilibrada e capaz de marcar melhor o líder Cruzeiro, desfalcado do destaque dos último jogos Eduardo Sasha, Abelão optou por colocar dois volantes na frente da zaga, Willians e Welington, e apostar na velocidade de Valdívia ao invés da cadência de Alex. O treinador trocou o eficaz 4-1-4-1 por um contido 4-2-3-1, que tem sempre como grande defeito o chileno Aranguiz na linha de três meias.

No segundo tempo, o chileno recuou após a saída de Wellington para a entrada de Alex. O Inter ganhou agilidade na transição e maior capacidade de retenção no meio. Mas foi pouco. O Cruzeiro dominou a maior parte do jogo, assumindo sua condição de líder e melhor time do BR-14, cada vez mais próximo do título.

Agora, um Inter tem tido problemas nos confrontos diretos. Contra Cruzeiro, São Paulo, Atlético-MG, Grêmio e Corinthians, até agora, forma 18 pontos disputados e apenas 3 conquistados. Um aproveitamento de 16,6% contra os rivais da ponta de cima. Ganhar apenas do Grêmio é pouco para quem almeja (e tem condições para) ser campeão.

domingo, 10 de novembro de 2013

Seis jogos sem marcar. Tem explicação?

Tem explicação. Não é exata, afinal se trata de futebol. Mas vai muito além da falta de sorte protestada por Renato, após a derrota de 3 a 0 para o Cruzeiro, em pleno Mineirão lotado. Primeiro o jogo: o Grêmio não jogou para levar três. No retorno do 3-5-2, o time de Renato Portaluppi defendeu-se bem até meados da segunda etapa, concedeu poucos espaços ao bom time de Marcelo Oliveira, que sendo o bom time que é, virtual campeão brasileiro, aproveitou cirurgicamente o que teve de oportunidade. Na frente, o Grêmio teve um Kléber e um Barcos mai próximos, tentandodo ser uma dupla de fato. Contudo, os atacantes gremistas voltaram a falhar nas finalizações. 

Dentre as milhares de variáveis dentro de uma partida de futebol, destaco sempre três fatores como os mais importantes para definir se uma equipe vence ou não um jogo. Quase que inventarialmente são eles: posse de bola, intensidade e ocupação de espaço. No Mineirão, o Cruzeiro teve 64% da posse da bola (Footstats), teve equilíbrio quando imprimiu intensidade para abrir o placar na primeira etapa e depois quando usou essa intensidade para marcar o Grêmio na segunda etapa e chegar ao segundo gol apenas aos 33 do segundo tempo, matando o time gaúcho animicamente e liquidando a partida aos 40 minutos, com a marcação do terceiro gol. Em contrapartida, o Grêmio não teve essa intensidade nem quando resolveu atacar, nem mesmo quando queria marcar o adversário, fundamentalmente a partir da metade do segundo tempo.

Ramon Bittencourt / Lancepress!

Porém, o que essa equipe do Grêmio mais carece no atual momento é de ocupação de espaço. Apesar dos três gols dese domingo, tem ocupado razoavelmente bem os espaços defensivamente. É na transição da defesa para o ataque que a equipe tem falhado feio nos últimos jogos. Dificilmente alguém diferente dos atacantes gremistas perdem gols. Falhas individuais? Certamente. Questão de fase ruim e incompetência: a bola não está entrando. Mas há uma falha coletiva, pois uma equipe é formada de 11 jogadores, e precisa que aconteça um certo rodízio nas micro-regiões do campo. Um exemplo básico é como joga o Barcos, saindo bastante da área. 

Não é difícil ver a área de ataque gremista desabitada. Se o Barcos está fora dela, cumprindo uma função tática muitas vezes determinada por seu treinador, é preciso que alguém, no mínimo, ocupe aquele espaço vazio. Seja um volante, um ala ou um segundo atacante. Isso é ocupação de espaço, compensação tática. É um quesito em que o Grêmio parece ter regredido nos últimos meses.

Portanto, não é só culpa da sorte, do Barcos, do Kléber, do Vargas e do Mamute. É um conjunto de situações, e só pode ser corrigido pelo Renato Portaluppi. 

domingo, 29 de setembro de 2013

Inter e Grêmio em caminhos opostos

São Paulo 0 x 1 Grêmio
O time de Renato Portaluppi repetiu com 3 atacantes a mesma eficiência tática e entrega do esquema com 3 zagueiros. Se a disposição tática é diferente, a estratégia é a mesma: marcar o máximo e errar o mínimo no momento de finalizar. Contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, eficiência zero e placar em branco. Neste domingo, diante do São Paulo, no Morumbi, o Grêmio aproveitou, com Vargas, umas das raríssimas situações de gol que criou. Estrategicamente, perfeito. Contudo, há ressalvas.

Marcelo Pereira / Terra
O bom time do São Paulo - apesar da posição na tabela - conseguiu envolver o Grêmio. Isso porque teve três meias ofensivos que exigiram a atenção dos três volantes gremistas e como homem surpresa a boa partida do volante Wellington, que sobrava quando invariavelmente não era marcado. Não à toa o time de Renato teve em Dida a grande figura da partida. O goleiro foi responsável por três defesas decisivas, que brecaram o time do técnico Muricy Ramalho.

A filosofia de futebol adotada pelo Grêmio ainda carece de estágios de evolução. Se é quase impossível reclamar da análise fria dos números, afinal de contas o Tricolor é vice-líder do BR-13 e Renato pela primeira vez fala em disputar o título, trazendo a análise para o campo de jogo, é quase displicente a maneira como o Grêmio erra passe na transição de bola no meio de campo. Isso quando há uma transição, e não apenas chutões buscando o combate de Kléber e Barcos com os marcadores, e torcendo por uma segunda bola conquistada por Vargas.

Para um time que busca jogar no contra-ataque, é preciso contra-atacar muito melhor. Contudo, a convicção de Renato em uma maneira de jogar é um passo rumo a evolução e a consolidação de uma equipe.

Inter 1 x 2 Cruzeiro
Perder para o melhor time da competição não é motivo de desespero. Ainda mais para um Inter que não é essencialmente confiável em 2013. Foi quase um mais do mesmo. Só não foi porque há na cabeça do técnico Dunga um principio de mudança. Primeiro, a colocação de Forlán e Damião no banco de reservas. Segundo, a ideia de um time com mais vitalidade e velocidade.
Fernando Gomes / Agência RBS
Assim, como no segundo tempo de Inter 1 x 1 Atlético-PR, o Colorado entrou em campo contra o líder ostentando uma equipe mais leve, com uma maneira de jogar similar a do Cruzeiro: usando o 4-2-3-1. Dessa forma, Caio era o "um" do ataque. Atrás dele, Alan Patrick mais centralizado, Otávio pela direita e Jorge Henrique pela esquerda. Todos fazendo um bom primeiro tempo.

O problema é que o bom não tem sido suficiente para o Inter. De moral completamente esfacelada, o time de Dunga não se dá o direito de errar. Erros com facilidade colocam a torcida contra a equipe e tiram dos jogadores a tranquilidade de uma finalização decisiva ou de um passe comum no meio-campo. Do outro lado uma equipe na sua plena forma física e tática, que evidentemente soube aproveitar o momento negativo do Inter e jogar no erro do colorado.

O Inter sentiu muito o gol no início do segundo tempo, mais do que deveria. Não se achou mais no jogo. Mas se Dunga procurar, pode achar no primeiro tempo uma nova ideia de time, que dê mais vitalidade a uma equipe que precisa correr mais e se preocupar menos com a pressão que vem de fora. O BR-13 ainda apresenta situações que podem levar o Inter ao G-4.

domingo, 7 de outubro de 2012

Grêmio abandona o habitual 4-4-2 para voltar a vencer

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Luxemburgo aproveitou que não vai poder contar com Fernando nos próximos três jogos (Seleção) para antecipar e testar uma nova maneira de jogar. Contra o Cruzeiro, ontem, o treinador deixou Fernando no banco de reservas e escalou Marco Antônio, mudando um pouco a característica do time e o modo de jogar.

Do 4-4-2 híbrido, que ora tem Zé Roberto e Elano bem abertos, fazendo linha com os volantes, e ora tem os dois meias mais centralizados, imediatamente à frente de Souza e Fernando, Luxemburgo optou pelo esquema 4-3-1-2, mas com aptidões ofensivas. Zé Roberto vinha de trás e apoiava pela esquerda, Marco Antônio fazia o mesmo papel pela direita. Centralizado no losango, Elano (depois Marquinhos). Dessa forma, o Grêmio tinha uma posse de bola mais agressiva, com maior qualidade de passe.

O Cruzeiro jogava exatamente da mesmo forma, mas com uma estratégia diferente, mais defensiva. No meio campo de Celso Roth, o losango contava com três volantes de ofício, e Montillo pouco mais à frente. Com a marcação das duas equipes completamente encaixada, e o Grêmio e jogando no campo do Cruzeiro, a estratégia da Raposa era lançar Anselmo Ramon e Borges para disputar bola no alto com a zaga gremista e apostar que Montillo pegasse o rebote. O Cruzeiro jogou assim até pouco antes dos 30 minutos de jogo, quando Anselmo Ramon conseguiu, em jogada individual, chutar da entada da área e fazer o gol. O Grêmio era melhor no jogo, e era o primeiro chute do time mineiro.

O Tricolor se perturbou. Demorou a voltar pro jogo. Ainda na primeira etapa, Luxa trocou Marquinhos e Zé Roberto de posições. Centralizado, o 10 gremista tentou articular a equipe, mas foi pouco efetivo. A grande mudança do Grêmio veio no intervalo, com mais uma alteração de esquema.

Leandro entrou no lugar de Zé Roberto para jogar aberto na esquerda. Com Kléber na direita, o Grêmio passou a atuar num 4-3-3 de muita dedicação tática. O Tricolor correu e marcou muito para sufocar o Cruzeiro até conseguir os dois gols. A entrada de Marcelo Moreno no lugar de André Lima foi essencial. O centroavante boliviano deu outra cara para o ataque gremista.

De uma forma geral, foi muito boa a atuação do Grêmio. Elano e Zé Roberto estão, visivelmente, sentindo a forte sequência de jogos.  Por isso acabou sendo muito importante as boas atuações de Marquinhos, Marco Antônio e Leandro. Certamente são jogadores que serão muito utilizados daqui pra frente. É essencial que estejam confiantes.

Entrevista do Presidente Paulo Odone após o jogo

domingo, 15 de julho de 2012

Com Elano, Grêmio muda esquema e volta a ter cara de time

Na última quarta-feira, aqui no PoA Geral, especulei como jogariam Elano e Forlán na dupla grenal. Cravei que o jogador gremista seria utilizado como volante apoiador pela direita, no losango que Luxemburgo usa desde quando chegou ao Grêmio. Na excelente vitória contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, nesse domingo, Elano jogou como meia, ao lado de Zé Roberto. Opção que coloquei em segundo plano no mesmo texto.

O Grêmio de Luxemburgo atuou no 4-4-2 com dois volantes, dois meias avançados. e dois atacantes - o brasileiríssimo 4-2-2-2. E jogando dessa forma, o Tricolor voltou a ter cara de time, como já tinha no início do trabalho de Luxa, mas foi se perdendo conforme um pragmatismo cada vez mais fácil de ser marcado.

O time que vencia o Cruzeiro por 2 a 0 quando perdeu Werley, expulso aos 44 do primeiro tempo, teve maturidade incomum e um futebol inesperado depois de uma semana complicada, com muito falatório, vindo de dois resultados de derrota no BR-12. O Grêmio teve a partida sob controle quando estava 11 a 11 e mesmo no segundo tempo, com um jogador a menos, fazendo duas linhas de quatro atrás de Moreno e encaixando alguns bons contra-ataques até fazer o terceiro gol e matar a Raposa de Celso Roth.

O gol do Cruzeiro veio nos acréscimos, depois de um pênalti bem marcado pelo atrapalhado árbitro. Atrapalhado como o time de Roth, que se desmanchou no segundo tempo para ir pra cima do Grêmio, ficou sem nenhum lateral e criou muito pouco.

Gil Leonardi/Lancepress!
A equipe do Grêmio teve atuações incorrigíveis. Sem dúvida os maiores destaques são Marcelo Moreno, autor de dois gols, e o volante Souza, desta vez mais ao lado de Fernando, marcando muito e saindo pro jogo na hora certa, sem desproteger o sistema defensivo. Fez uma linda jogada no terceiro gol gremista.

Com Zé Roberto e Elano nas meias, o Grêmio pareceu mais encorpado e, naturalmente, mais experiente. Os dois jogadores conseguiram fazer a aproximação dos setores e qualificaram o toque de bola gremista. Não foi por acaso os dois primeiros gols saíram pelo lado direito. O primeiro, depois de uma enfiada do Kléber, a bola chega até Elano na linha de fundo, que faz o cruzamento perfeito para a cabeçada de Moreno. No segundo gol, o promissor Tony faz boa jogada individual, vai até o fundo e cruza rasteiro, a bola chega no Moreno que, num toque sutil para trás, encontra o Gladiador, que finaliza a jogada. 

Nos três gols, o Grêmio teve bola trabalhada, troca de passe, aproximação, vitória pessoal e calma. A calma que não vinha tendo e, ironicamente, só veio depois de uma semana muito conturbada.

domingo, 8 de julho de 2012

Inter usa do contra-ataque para vencer o Cruzeiro no Beira-Rio

Assim como o Atlético-MG há uma semana, o Cruzeiro também desembarcou em Porto Alegre com velhos conhecidos do futebol gaúcho. Comandado por Celso Roth, a Raposa teve o zagueiro Léo, que atuou como lateral direito e faz bom campeonato na posição, teve o meia Souza e também os volantes Leandro Guerreiro, Willian Magrão e Tinga, que há poucos meses ainda jogava no Internacional. O Cruzeiro tem um bom time, continua se reforçando e não é de graça que dificultou muito as coisas para o Internacional.

Dorival admite que o Colorado ainda não joga o futebol que todos esperam, inclusive a comissão técnica. Uma série de desfalques e a falta de continuidade são os principais motivos alegados pelo treinador. No próximo domingo, quando recebe o Santos, mais uma vez o Inter não vai conseguir repetir o time. Oscar e Damião vão jogar as Olimpíadas e D'Alessandro está suspenso.

Contra o Cruzeiro, apensar das boas participações de Josimar e Élton, Guiñazu fez muita falta à equipe. É o argentino um dos responsáveis pela compactação do time, pela marcação mais agressiva e pela transição defesa/ataque. Os dois volantes escalados apenas marcaram.

Quem teve a posse de bola foi o Cruzeiro, que iniciou jogando no 4-3-1-2, com Tinga e Willian Magrão vindo de trás e apoiando Montillo na armação. Apesar do volume de jogo mineiro, o Inter marcou com correção a equipe de Roth. Devido a circunstância, restou ao colorado o contra-ataque. 

Sem o brilho dos ofensivos D'Alessandro, Oscar, Dagoberto e Damião, o Inter venceu pela efetividade. No habitual 4-2-3-1, que varia para o 4-4-2 conforme o posicionamento de Dagoberto, os dois gols vieram no primeiro tempo, depois de rápidas trocas de passes. 
Ricardo Duarte/ClicRBS
Durante a partida, o Inter encaixou poucas jogadas, sobretudo num segundo tempo todo cruzeirense. Roth jogou o Cruzeiro pra cima, adiantou Tinga, deslocou Léo de novo pra zaga e Magrão fez a lateral. Na frente, Wallysson fez boa parceria com Ramon, e Montillo ficou mais à vontade atuando pela esquerda. O Cruzeiro chegou ao gol mas o Inter soube segurar o ímpeto da Raposa.

Além da importante vitória colorada, que por enquanto coloca o Inter no G4, é positivo que Dorival faça a leitura correta do jogo e saiba que, mesmo jogando em casa, às vezes é bom negócio esperar o adversário e explorar o contra-ataque.

domingo, 7 de agosto de 2011

Inter vence e deixa crise com a Raposa

Com a vitória do Inter de 3 a  2, o Cruzeiro de Joel chaga a sua quarta derrota seguida. Uma sequência pesada, que pode derrubar qualquer um. Do outro lado, respira Osmar Loss, que aspira sua efetivação no comando Colorado. Depois de empatar em casa com o Atlético-GO e perder fora para o Fluminense, a vitória no Beira-Rio este domingo era fundamental para a tranquilidade do treinador, da direção e da torcida, que ainda resmunga das arquibancadas a qualquer lance errado.
O Inter desfalcado de Tinga, Guiñazu, Bollati e Kléber (Juan, Oscar e Zé Roberto estão fora a mais tempo), teve dificuldades para enfrentar um Cruzeiro mesmo em crise, mas contou com um quarteto ofensivo interessante: D'Alessandro, Andrezinho, Dellatorre e Damião. Nomes fundamentais para a vitória colorada.
O Cruzeiro abriu o placar depois da falha do bom Muriel, que se redimiu fazendo defesas dificílimas durante o jogo. A equipe de Joel melhorou no segundo tempo, e por pouco não chegou ao empate. É complicado superar fases como essa, às vezes nem bom futebol ajuda. A zaga colorada quase ajudou, e já é o grande problema da temporada no Beira-Rio.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cruzeiro se aproveita de falhas do Grêmio para vencer

Não foi a estreia dos sonhos de Julhinho Camargo, novo técnico do Grêmio. Com a derrota em Sete Lagoas, o Tricolor continua estacionado na parte de baixo da tabela e adia novamente uma possível reação dentro da competição.
Mesmo perdendo de 2 a 0, não foi trágica a jornada do "novo" Grêmio. Julhinho mudou pouco, manteve o esquema de Renato, um 4-4-2 com meio em logango. O outro estreante da noite, G. Silva, jogou centralizado nesse losango, fez partida discreta mas correta, como sempre foi seu vitorioso futebol. Mais à direita jogou Rochemback, começando todas as jogadas como sempre fez, porém subindo mais e, hoje, errando mais passes que o habitual. Escudeiro, o nome mais apagado do Grêmio na partida, fez o vai-e-vem no lado esquerdo, porém de pouca eficiência. Centralizado jogou Marquinhos, mais participativo no segundo tempo, mas pouco incisivo no último passe. Mesmo estando em má fase, o Grêmio sentiu a ausência do suspenso Douglas. Na frente, um participativo e ousado Leandro, que ainda cai demais, e um fora de ritmo André Lima, que não participou da partida.
O Cruzeiro é um time formado, entrosado, com mecânica de jogo. O esquema do time de Joel Santana também foi o 4-4-2 de meio-campo em losango, porém de jogadores mais leves, rápidos e com aptidões defensivas mais qualificadas no lado do campo. O jogo foi equilibrado e as duas marcações encaixaram nas zonas de articulações do campo, as vantagens do Cruzeiro foram a vitória pessoal, principalmente de Montillo (dois golaçoes), errar menos que o Grêmio e aproveitar alguns dos erros de posicionamento e individual da equipe gaúcha.
Os dois gols de Montillo foram um misto de falha gremista e extrema capacidade técnica individual do argentino. No segundo tempo, não fosse o balde de água fria que foi o segundo gol do Cruzeiro, o Grêmio poderia ter tido melhor sorte. Depois dos 2 a 0 contra, ainda surgiu a boa alternativa do 4-3-3, com Miralles e Leandro pelos lados e André centralizado. O Grêmio teve a posse de bola mas não teve a penetração que pode dar o treinamento e que pode dar o Douglas em dias inspirados.
Não foi um Grêmio acuado, passivo e sem alternativas táticas. Mas ainda é um Grêmio nervoso, que erra por desatenção e falta de confiança. Por enquanto, no Olímpico, o trabalho de Julhinho é minucioso, em cima de detalhes. No macro da situação, o esquema e o time são os mesmo de Renato.

domingo, 17 de outubro de 2010

Jogo encardido

Sabe jogo encardido, complicado, difícil de apitar e jogar? Foi Grêmio e Cruzeiro. Jogo equilibrado, difícil para o Grêmio, líder do returno, e para o Cruzeiro, líder do BR-10 - mas que pode perder a liderança caso o Fluminense vença do Botafogo no clássico das 18h30. A vitória do Grêmio de 2 a 1 ainda foi recheada de lances polêmicos, dor de cabeça para o árbitro Paulo César Oliveira e seus auxiliares.

Teve o primeiro gol do jogo, do Jonas, anulado por impedimento, e bem anulado. Depois, no gol do Montillo, a posição era, a princípio, duvidosa, mas acertou a arbitragem e o gol foi legal. No final do jogo berrou o Cuca pelos acréscimos do primeiro tempo, os 4 minutos a mais que permitiram que o Grêmio empatasse aos 48min. O segundo tempo começou com gol do Cruzeiro, seria o 2 a 1 do time mineiro, mas o bandeira marcou erroneamente impedimento de Wellington Paulista, na sequência teve pênalti para o Grêmio, encima de Gilson, uma falta boba mas bem assinalada. O Cruzeiro ainda reclamou de mão de Vilson, dentro da área, que não foi.

No jogo, a principal dificuldade do Grêmio foi a sensível mudança tática, de um 4-4-2 com meio em losango para um 4-4-2 com meio em quadrado, com Rochemback e Vilson jogando muito próximos, de olho em Montillo e deixando uma brecha no lado direito, entre Gabriel e Douglas, por onde atuou Marquinhos Paraná. Na esquerda, Fábio Santos sofreu com a marcação e com a volúpia de Thiago Ribeiro, o atacante cruzeirense acompanhou todas as subidas do lateral gremista que, de novo, não foi bem. Gilson entrou por ali na segunda etapa, foi melhor que FS e ainda sofreu pênalti do marcador Thiago Ribeiro dentro da área do goleiro Fábio.

Paulão foi o nome do jogo, teve a cara do Grêmio e da vitória. Faltou um pouco mais de Douglas e Jonas, mas os dois principais nomes da recuperação gremista no BR-10 foram decisivos na jogada do primeiro gol, que resultou na finalização do esforçado e participativo Junior Viçosa. A estrela do goleador ainda brilhou nas duas cobranças de pênalti que valeram por um gol, o da virada tricolor.

Como vem sendo nesse BR-10, o grande nome Cruzeiro foi Montillo. O meio-campista foi o jogador mais agudo da partida, diversas vezes fugiu da marcação e disparou contra o gol do Victor, acertou uma das vezes e abriu o placar do Olímpico. Faltou parceria ao argentino.

O Grêmio pontua e pontua e não sai do lugar, tem 46 pontos, está na 7° colocação e pode ser ultrapassado pelo Botafogo. Reflexo da má campanha do turno, uma antítese desse segundo turno gremista. O grenal do próximo domingo tem tudo para ser um dos mais interessantes dos últimos anos. Quem vencer quase que inviabiliza o objetivo do rival. Mais um jogaço no Olímpico.
  

domingo, 25 de julho de 2010

Momento

No futebol. quando o momento não é bom, não adianta nem jogar bem. Nem um bom empate fora de casa é bom. Estivesse o Grêmio em melhor situação na tabela, arrancar esse ponto do Cruzeiro, longe do Olímpico, seria boa resultado. Mas o momento é adverso para o Grêmio, e a crise ainda paira sobre Tricolor de Silas.

O Grêmio entrou em campo mudado, no 3-5-2, com Maylson e Hugo nas alas. Funcionou. Funcionaria melhor se Douglas, centralizado e responsável pela criação do time, tivesse feito melhor jogo e não errasse tantos passes. Funcionaria melhor se Silas não tivesse perdido Rochemback logo aos 20mim de jogo e entrado Ferdinando para substituí-lo.

A marcação do Grêmio encaixou bem. Pouco fez o Cruzeiro de Kuka no 4-2-2-2, e por quase todo o segundo tempo no 4-3-3. Victor foi pouco exigido, mas quando foi, falhou. Falhou no segundo gol do Cruzeiro, o gol de empate, aos 40 do segundo tempo, em jogada que protestou uma falta inexistente e foi à lona. A essa altura, Silas já tinha sido expulso e Jonas, o atacante mais perigoso em campo, já tinha sido substituído por um volante.
O Grêmio jogou bom futebol, mas não venceu. Ainda não venceu depois da Copa, continua na zona do rebaixamento, em 18°, com apenas 11 pontos. Fora do campo, discussão e briga no vestiário, e no discurso dos dirigentes e da comissão técnica o problema é a arbitragem. Na verdade, o problema do Grêmio é a bola, não o apito.

Por outro lado, quem não tem problema com o momento, com a bola e nem com o apito é o Inter de Celso Roth. O Colorado é o melhor time do pós-copa, fecha a rodada em terceiro lugar na tabela depois de alcançar a quarta vitória consecutiva.
Roth escalou uma equipe mista contra o Flamengo. Um mistão quente, com Renan, Índio, Eller, Guiñazu, Tinga, Taison e Sobis. A vitória de 1 a 0 consolidou o bom momento de Taison, jogando como meia-extremo na esquerda e autor de um golaço, e parece confirmar o maneira preferencial de como vai atuar o Inter de Roth, no 4-2-3-1.

O Colorado chega fortíssimo para o confronto contra o São Paulo, pela semifinal da Libertadores. Isso pelo bom momento do Internacional e pela má fase do time do ameaçado Ricardo Gomes. E como Tinga não joga, está suspenso, D'Alessandro deve entrar naturalmente no time, atuando entre Taison e Sobis, com Alecssandro de referência no ataque.    

domingo, 9 de maio de 2010

Péssimo resultado

Dos times envolvidos em jogos decisivos no meio dessa semana que começa, apenas Internacional e Vitória perderam na abertura do BR-10. O Cruzeiro ganhou, do próprio colorado, Grêmio, Atlético-GO, Santos, São Paulo e Flamengo empataram. Todos entraram em campo com times mistos, fazendo uma mescla equilibrada entre titulares e reservas, menos o Inter.

Fossati escalou apenas Guiñazu e Kléber de titulares. O argentino porque este não cansa, corre igual na chuva, no sol, no frio, no calor, na grama ou no barro. O latereal Kléber porque não jogava desde o Grenal de domingo passado, sendo assim completaria 10 dias sem jogar até pegar o Estudiantes. No banco, as opções do  Inter também eram limitadas, nenhum jogador importante com potencial de entrar e ajudar a reverter um resultado indesejado. O Cruzeiro, por exemplo - e a exemplo de outros -, além ter em campo bom número de titulares, deixou o restante deles no banco de reservas.

Independente das questões de arbitragem, muito protestadas no Beira-Rio pós-jogo, a equipe de Adilson Baptista era, no papel, mais time que o Inter escalado no papel. No campo, na bola, o Cruzeiro  foi melhor também. Os três pontos que ficaram com a raposa são importantíssimos no contexto do BR-10, pois são duas equipes candidatas ao título e, no segundo turno, dentro do Mineirão, na condição de favorito o Cruzeiro pode vencer de novo e abrir 6 pontos de vantagem num confronto direto. É uma diferença que o Inter tem de desmanchar no decorrer do campeonato.

Levando em conta que o próximo jogo do Inter, contra o Estudiantes, é em casa, não submeterá os jogodores a nenhum tipo de viajem desgastante, o Colorado poderia ter dado mais atenção ao confronto de ter tentando melhor sorte contra o Cruzeiro.