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domingo, 5 de maio de 2013

Inter Campeão Gaúcho 2013

Um número infindável de motivos podem ser elencados para se comentar o final de uma competição e a conquista de um título. Não é diferente com o Internacional e o Campeonato Gaúcho 2013, merecidamente ganho pela terceira vez consecutiva pelo colorado.

O Inter se interessou, levou a sério e quis esse título. Sabe e tem consciência do tamanho de um título regional. Entende que não é a glória máxima - obviamente está longe disso -, mas até este dia 5 de maio, é o que há para ganhar. E o Inter ganhou. Nos pênaltis, com o dono do time, o argentino D'Alessandro, errando a primeira batida, e com um outrora contestado Muriel, pegando a cobrança decisiva. Coisas da bola. 
Mauro Schaefer/Correio do Povo
Nos 90 minutos, um jogo de poucas alternativas. O Juventude de Lisca foi maior do que poderia ser, foi corajoso e segurou o Inter enquanto seu fôlego permitiu. Jogou melhor no primeiro tempo, fazendo uma linha de marcação com quatro homens no meio-campo. Um deles, aberto na esquerda, Bergson, marcando e dificultando a vida de Gabriel. O lateral colorado sentiu, e jogou pouco.

Ao time do Juventude, do bom goleiro Fernando e do interessante volante Fabrício, faltou a segunda parte. Se por um lado, com esforço e aplicação tática, o time da serra segurou o 0 a 0 diante de quase 20 mil colorados, ficou evidente a falta de munição ofensiva.

Fator importante e boa notícia para o colorados. O técnico Dunga tem o espírito vencedor do jogador Dunga. Desde que assumiu a função de treinador na Seleção Brasileira, em 2006, o atual técnico do Inter disputou e foi primeiro colocado nas eliminatórias da Copa do Mundo, venceu a Copa América 2007, venceu a Copa da Confederações 2009, em 2010 perdeu a Copa e agora, em 2013, em sua primeira competição pelo Inter, levanta a Taça do Gauchão. Ou seja, o aproveitamento de Dunga é monstruoso.

Em campo, o Inter ainda tem o que melhorar. É um time em evolução e não há jeito melhor de evoluir que vencendo. Dá confiança, dá moral e se estabelece uma estrutura tática favorável para que, aos poucos, se mexa nas peça necessárias.

Acabou o Gauchão. Agora, é bola pra frente, Copa do Brasil e ainda o BR-13.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Rodada de tropeços e reflexão para a dupla Gre-Nal

São José 0 x 0 Internacional

Na quarta-feira o Inter não passou do 0 a 0 com o São José, jogando no Passo D'Areia, na grama sintética molhada da chuva caiu sobre Porto Alegre naquela noite. Aliado a isso, Dunga não contou com cinco jogadores: Forlán, D'Alessandro, Fred, Ygor, Moledo e Juan. Alguns destes, é verdade, foram apenas preservados, enquanto outros estavam vetados pelo DM ou servindo sua seleção - caso de Forlán.

Se colocarmos na lista o Willians, o número sobre para seis. É mais da metade de um time. Em condição incomum de gramado, passa a ser compreensível a brutal queda de rendimento do Inter. Sinal que o grupo é fraco ou precisa de reforços? Não é fraco, mas como qualquer clube grande, boas contratações nunca são dispensáveis. 

Direção e comissão técnica sabem que nenhum time no mundo mantém o mesmo rendimento quando troca cinco titulares por cinco reservas. Assim como sabem que contra o São José, dava pra jogar um pouco mais. Não como Josimar, que dessa vez tentou jogar mais do que sabe, e fez muito menos do que vinha fazendo. 

O diretor de futebol, Luis César Souto de Moura, após o jogo, disse que só Atlético-MG e Corinthians no Brasil podem e estão rendendo mais que o Internacional. Ele não está muito errado, e quando falou que as críticas ao time existem e são feitas de forma interna, deu a entender que o Colorado sabe que o grupo de jogadores ainda precisa de algumas peças.


Grêmio 1 x 2 Cruzeiro

Fernando Gomes/Agência RBS
O resultado diz. O Grêmio fracassou, dentro da Arena. Perdeu para um Cruzeiro que ainda não tinha vencido na Taça Farroupilha. O pior para o time de Luxemburgo é que essa derrota vai além do Gauchão e acaba tendo reflexo na Libertadores. Afinal de contas, a equipe que entrou em campo, sem Elano e com três atacantes, era até então a mais provável formação para enfrentar o Fluminense, no dia 10.

É sempre muito complicado de sustentar uma ideia se baseando em derrotas ou atuações ruins. A vitória, com qualquer esquema, dá confiança, moral e consistência a um time. O ideal é que o Grêmio chegue para o confronto pela Libertadores dessa forma: confiante, com moral elevada e consistência. Por este aspecto, o 4-3-3 parece se tornar inviável.

Contudo, sigo com a ideia de ser a melhor opção para o Grêmio, considerando o acréscimo de Vargas no lugar de Kléber ou Welliton. Concordo com Luxemburgo quando diz que não devemos creditar a derrota exclusivamente ao esquema. O Grêmio já perdeu no 4-4-2, e perdeu bastante, inclusive.

Muitos fatores acabam determinando uma derrota ou uma vitória. O que mais pesa é a aplicação correta de um plano de jogo bem traçado. E este plano de jogo pode ser executado em qualquer esquema. Em qualquer formatação é preciso aplicação, intensidade e repetição. Pela coletiva pós jogo do treinador, faltou os dois primeiros. Pelo que declararam os jogadores na saída de campo, falta ainda repetição.

O que eram seis jogos pelo Gauchão para preparar o time, agora são apenas dois. Sinceramente, não sei mais se Luxemburgo banca o 4-3-3 contra o Fluminense.

quinta-feira, 21 de março de 2013

As opções de Luxa na vitória sobre o Pelotas

Ricardo Duarte/ClicRBS
O Grêmio venceu o Pelotas naturalmente, por 3 a 1 . Segunda vitória consecutiva na Taça Farroupilha, resultado que já garante certa tranquilidade no segundo turno do Gauchão. Contudo, o que chamou a atenção na partida desta quarta, na Boca do Loco, foram as opções do técnico gremista.

Luxemburgo deixou Elano no banco de reservas. Iniciou com Marco Antônio ao lado de Zé Roberto. Na segunda etapa, Zé deixou o time para a entrada de Elano. Foram 45 minutos pra cada, uma preservação compreensível e necessária. Não é preciso esticar a corda.

Quanto a presença de Marco Antônio, o treinador já começa a observar as opções para o jogo contra o Fluminense, pela Libertadores. Se diante do Lajeadense, Luxemburgo testou o 4-3-3, dessa vez o técnico optou por uma formação mais conservadora . O meia não fez uma partida destacada, como de fato não é seu perfil.

Na segunda etapa. Kléber novamente entrou. O atacante que volta de lesão fez bom jogo. Vai se credenciando como forte opção para enfrentar o Fluminense. Na minha ótica, disputa posição com Welliton, que ontem finalmente marcou seu primeiro gol com a camisa do Grêmio.

Continuo achando o esquema com três atacantes de origem - que obviamente voltam para recompor e ajudar no primeiro combate - a melhor opção para o Grêmio enfrentar o Fluminense, na Arena.

domingo, 10 de março de 2013

Inter sobrou na decisão do turno

O colorado do ijuiense Dunga levou a Taça Piratini com todos os méritos. Lá em Ijuí, contra o São Luiz, time da melhor campanha, mas não do melhor futebol. O Inter tem mais futebol, tem mais elenco, tem mais estrutura e mais dinheiro. Tudo isso entra em campo. Tudo isso é representado pelo placar de 5 a 0. Com o maior respeito que o São Luiz merece, fica evidenciado no placar o tamanho das duas equipes.

Não esperava uma goleada tão elástica. Mas a entendo. Contra o fraco Esportivo, na semifinal, o Inter fez só 2 a 0 e não jogou bem. O time de Ijuí é mais forte que o de Bento Gonçalves, e justamente por ser mais forte inspirou maior dedicação ao Inter de Gabriel, D'Alessandro, Rafael Moura e Leandro Damião. Este último com dois gols e duas assistências.
Diego Vara/Agência RBS

O bom São Luiz do Paulo Porto assumiu a responsabilidade de jogar em casa e propôs o jogo enquanto deu, nos primeiros 15 minutos. Jogando no 4-4-2 com um losango no meio, o time da casa tinha três volantes marcando muio forte, Marcos Paraná como articulador central e Juba como atacante de velocidade. Na linha de quatro defensores, um rigoroso revezamento na subida dos laterais. Dessa forma, principalmente com Paraná carimbando as jogadas, o São Luiz conseguiu rondar a área colorada.

Só rondar não basta. O Inter continha as investidas dos adversários com as seguras e corretas intervenções de Rodrigo Moledo e Juan. A partir daí, passado os minutos iniciais, o Inter se acertou, se achou, se reconheceu, mesmo o campo não oferecendo as melhores condições.

D'Alessandro entrou no jogo. Josimar cresceu e roubava todas. Meio de lado estava Forlán, que passou longe do que é, até agora, o melhor jogador da competição. Sem o uruguaio inspirado, o colorado teve a força e o oportunismo de Damião - coisa que há muito tempo não se via.

Pode ser um bom recomeço ao centroavante. Faltava uma grande partida ao camisa 9, estava faltando gol e, por tabela, confiança. É esse o momento. É essa a palavra: confiança.

Um time se constrói com vitórias e confiança. É justamente esse o caminho que Dunga está trilhando. O time não está pronto. Chegarão reforços e jogadores ainda voltarão de lesão. Porém, são três meses de um trabalho baseando em bons resultados. Ainda que sejam contra adversários mais fracos, são bons resultados. O Inter está adquirindo consistência. E já garantiu uma vaga na grande final do campeonato. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Inter assimila favoritismo e vence mais um clássico

O Grêmio tem seus motivos para não priorizar o Gauchão e jogar com reservas, mesmo que seja um clássico Gre-Nal decisivo, valendo vaga para uma semi-final de turno. Do outro lado, o Inter não tem absolutamente nada com isso. Tem no momento, e todos sabemos disso, apenas o campeonato regional para se preocupar.

Porthus Junior/Agencia RBS
Assim como no clássico de Erechim, há algumas semanas, nada mais natural que uma vitória colorada. Se por um aspecto o Inter não enfrenta um Grêmio com força máxima e, porventura, não testa seu elenco numa partida mais forte, o time do técnico Dunga assimila de forma positiva a responsabilidade de entrar em campo como favorito. São dois Gre-Nais como franco favorito, e duas vitórias. Sem dúvida é uma qualidade que se destaca no Internacional desde início de 2013.

Luxa acertou com seu 3-5-2. Fez um primeiro tempo razoável, apesar de ir para o intervalo perdendo por 1 a 0. O técnico gremista optou pelos três zagueiros muito em função de Tony, que tem sérias dificuldades de defender. No meio, destaque para Matheus Biteco, que mesmo depois do pênalti sobre Forlán, conseguiu manter o bom nível durante o jogo. Contudo, faltou ao Grêmio força ofensiva.

O Inter por sua vez jogou da forma como todos esperavam, um 4-4-2 com uma formatação de meio-campo que lembrava, em muitos momentos, um losango. Isto porque Fred se posicionava mais à esquerda, recuado, na mesma linha de Josimar. Ygor fez boa partida pelo centro, em frente à área, enquanto D'Alessandro fechava o meio centralizado no setor ofensivo. Esse posicionamento acabou se desmanchando na segunda etapa, junto com a mudanças do Grêmio, o que fez do Inter um time mais perigoso em campo.

Luxemburgo errou quando abandonou o 3-5-2 e partiu para o tradicional 4-4-2. Assim o Grêmio teve Tony e Alex Telles recuando para a linha de defensores. Dessa forma, Gabriel e Fabrício tiveram mais campo para jogar, e cresceram no jogo junto com Inter. Apesar do Grêmio ter descontado na segunda etapa, o time de Dunga  dominou a partida de forma mais evidente, e poderia ter ampliado.

De forma justa, continua na competição aquele que está mais preocupado com o Gauchão. Vitória nada mais que natural do Inter.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Goleada do Grêmio B e classificação colorada

Guilherme Testa/Chute10
O Grêmio finalmente voltou a ter boas notícias com seu plantel B. A equipe treinada por Roger Machado fez uma bela partida. Está certo que foi contra o Santa Cruz, mas visto que até agora o Tricolor tinha quatro derrotas, e todas elas jogando com jogadores reservas ou emergentes, um 5 a 0 é um grande acontecimento.

Roger usou o 3-5-2 tal qual a sua função, quando surgiu, em meados dos anos 70 e 80 na Europa: tornar o time mais ofensivo. Se desfaz a linha de quatro defensores - ficam apenas três - e se ganha um homem no meio-de-campo. Ontem, esse homem foi Guilherme Biteco, a joia gremista que já fora vendido ao Hoffenhain da Alemanha, que jogou na ala-esquerda, ora puxando para o meio, ora entrando em diagonal. Guilherme foi o homem da bola parada, quase marcou por duas vezes em cobranças de falta, bateu o escanteio que resultou no gol de Werley e fez a jogada que pifou Bertoglio cara a cara com o goleiro, para que o argentino marcasse o primeiro de seus dois gols na partida.

O Grêmio amassou o Santa Cruz, e correu poucos riscos. O trio formado por Werley, Gérson na sobra e Grolli compondo pela esquerda, foi soberano frente aos atacantes do adversário. Pela direita, quem ditava o ritmo era Tony, outro ala de feições ofensiva. Assim, com bastante jogadas pelos flancos, o Grêmio conseguiu fazer bom uso do 3-5-2 e encaminhar a sua classificação para a fase de matas da Taça Piratini.

Caxias 0 x 2 Inter
Não assisti ao jogo. Assisti aos lances e aos gols, apenas. Mas não é difícil chegar a conclusão de que o jogo não deveria ter seguido, no primeiro tempo. Devido a chuva, ao estado do gramado, o futebol ficou impraticável. Caxias e Inter fizeram o que dava. E o que dava era dar balão e cabecear. Aí, ponto para o colorado, que teve Gabriel e Damião. 1 a 0 Inter.

No segundo tempo, com o campo menos prejudicado após ter cessado a chuva, arremates de de longa e média distância eram as principais armas. D'Alessandro soube aproveitar, marcou o segundo e selou a vitória e a classificação colorada para a outra fase da Taça Piratini.

Importante que essa classificação venha antecipada, ainda mais depois de uma partida tão desgastante quanto esta de ontem. Assim, para o próximo domingo, contra o Cruzeiro, jogo que fecha a fase de grupos da Taça Piratini para o Inter, Dunga pode escalar time reserva sem problema nenhum. Descanso merecido e mais uma chance a quem ainda busca vaga no grupo principal.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O bom grupo gremista ainda precisa de um meia

Ao que tudo indica, o Grêmio fechou o grupo de jogadores para a disputa da Liberadores da América, ao menos nesse primeiro semestre. Com as chegadas de Welliton, Adriano, Barcos e André Santos, todos nessa última semana, o Tricolor qualifica seu plantel e se coloca como um dos favoritos a qualquer título em 2013.

Lucas Uebel/GRÊMIO FBPA
Numa projeção inicial, o Grêmio de Luxemburgo, no 4-4-2, seria  seguinte: Grohe/Dida, Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Vargas e Barcos. No papel, é muito bom time. Como peças de reposição, o Grêmio tem Saimon e Bressan pra zaga, Tony e Alex Telles nas laterais, Adriano, Misael e Marco Antônio como volantes, Jean Deretti e Bertoglio nas meias e, na frente, Welliton, Kléber Gladiador, Marcelo Moreno e Willian José. O lateral/meia Fábio Aurélio ainda retorna de lesão, mas será boa opção mais adiante.

Ao bom grupo Tricolor, só está faltando uma boa reposição para Elano e Zé Roberto, visto que Deretti ainda é um jovem a se afirmar e Facundo Bertoglio é muito mais um meia-atacante de velocidade ou até mesmo um segundo atacante, fugindo das características dos dois titulares.

Para o ano de 2013, o Grêmio investe alto, e aposta em títulos. Pelo menos, está montando time para poder sonhar.

Juventude 2 x 1 Grêmio
Mais uma derrota do time reserva. O Grêmio mais uma vez aparece fora da zona de classificação. Visto que ainda há duas partidas pra fechar essa primeira fase de grupos e que, em pelo menos um desses jogos, o Grêmio jogará com time reserva, não é absurdo cogitar que o Tricolor não participe da fase decisiva da Taça Piratini. É um risco calculado. Para o Grêmio, não há nenhum problema em não disputar o título desse primeiro turno. Faz sentido, é compreensível.

Desse tipo de jogo, sempre se tira aspectos positivos. Claro, também há os negativos. Nesse sábado, mais uma vez acabou sendo Willian José. O jovem centroavante que veio do São Paulo não acertou nenhum lance, e vai ficando pra trás na forte concorrência que o Grêmio passa a ter no setor ofensivo.

O jogo melhorou no segundo tempo, coincidentemente depois da saída de Willian José. Com a entrada de Facundo Bertoglio, Mamute (estes dois uns dos bons destaques) passou a ser o homem da referência e o Grêmio se posicionou num 4-2-3-1. O  Tricolor abriu o placar e dominou grande parte da segunda etapa. Porém, depois da algumas mudanças, a equipe se fragilizou e não teve força para segurar a grande pressão do Juventude.

Não deveria, mas acabou sedendo a virada. Méritos do Juventude do técnico Lisca, que mexeu bem na equipe e soube inflamar seus jogadores rumo a um resultado importantíssimo para o time da serra praticamente garantir sua classificação entre o quatro primeiros do grupo B.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Como o Inter conquistou a vitória que todos esperavam

A responsabilidade era colorada. Todos sabiam. O Internacional sabia, tinha consciência que neste Gre-Nal, o primeiro de 2013, levava vantagem sobre o Grêmio pelo fato de estar com seu time principal, pensando, nesse momento, apenas no Gauchão. Diferente do Tricolor, que ainda poupa seus titulares em detrimento à preparação da Copa Libertadores. Cada um com seus motivos e suas possibilidades.

Dentro das suas possibilidades, visando não ferir o planejamento prévio mesmo depois da derrota por 4 a 0 para o São Luiz, o Grêmio recheou seu time B com alguns jogadores do plantel de cima. São eles Bressan, Tony, Léo Gago, Misael, Deretti, Leandro e Willian José, jogadores reservas imediatos da equipe principal. Ainda teve Fernando, Werley e Alex Telles, considerados titulares do Grêmio. Portando, o time treinado por Roger pode ser considerado uma equipe mista. Desta forma, tecnicamente mais fraca que o Internacional.

Assim, o Grêmio se preparou para contra-atacar. No 4-3-1-2, o meia de ligação foi Jean Deretti. Jogador de velocidade e drible, que não tem a característica de um organizador que pensa e faz o time jogar. Com a bola no pé, o Tricolor não teve capacidade de agredir o Internacional, salvo em chutes de fora da área e em cobranças de faltas, como no gol de Fernando.

Fernando Gomes/ClicRBS
Diferente do Inter. Dunga repetiu o time que empatou com o Novo Hamburgo, um 4-4-2 que ataca em formato de quadrado e se defende com Dátolo e D'Alessandro fechando os lados do campo, formando uma linha de quatro, com Fred e Willians centralizados. Tendo a posse de bola, o Inter teve infiltração na área gremista.

Mesmo com a forte marcação de Fernando, Misael e Léo Gago, Dátolo conseguiu chegar à frente, se juntar a Damião e Forlán e aumentar o número de opções para D'Alessandro. O Inter ainda contava com a boa chegada de Gabriel e de Fabrício, como no segundo gol, que o lateral-esquerdo surgiu livre depois de passe de Forlán e chutou cruzado para que Damião ampliasse o placar.

Por característica, o Inter não tem uma equipe veloz, portanto precisa da posse da bola e de paciência para girar, virar o jogo, envolver a marcação e efetivar as jogadas ofensivas. O time do Dunga vais mostrando isso, deixando claro a mecânica de jogo que ditará o ano colorado.

Foi um Gre-Nal interessante, sem aquele desequilíbrio que era esperado, apesar do domínio evidente do Inter. O Grêmio sai do clássico com a terceira derrota no Gauchão, o que aparentemente não preocupa direção e comissão técnica - e não deve mesmo preocupar. Já o Colorado conquista uma vitória importante, e não em termos de tabela, mas no sentido de sustentação de ideia de futebol. É sempre bom inciar um trabalho com vitórias, ainda por cima sobre o maior rival, tendo ele a qualidade que tiver.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Equipes B e as poucas novidades

O Inter sub-23 do Internacional jogou contra o Cerâmica, na última quarta-feira, seu segundo jogo no Gauchão 2013. A atuação e a vitória de 2 a 1 representou uma boa melhora para o colorado, que não foi bem na primeira rodada, empatando em 1 a 1 com o Passo Fundo.

Porém, o Inter de Osmar Loss não apresenta novidades. Os destaques do colorado são velhos conhecidos da torcida, e não representam nenhum grande acréscimo ao plantel principal. Nomes como Cassiano, Lucas Lima, Zé Mário, Rodrigo Dourado, Lucas Roggia, Romário, são todos jogadores que já passaram pelo time principal, e não despontaram. Diferente de Fred, por exemplo, que segue no plantel de cima.

A maioria desses jogadores seriam - serão - terceiras opções para Dunga, em qualquer posição. Com a exceção de Agenor, que deve ser o reserva imediato de Muriel.

Grêmio 1 x 2 Canoas
Diferente do Inter, o Grêmio foi bem na primeira rodada, e mal na segunda, perdendo em casa para o Canoas. O desempenho da equipe não passou muito longe daquele da vitória por 2 a 0 sobre o Esportivo. O detalhe é que o Canoas ofereceu mais resistência, foi muito bem taticamente, principalmente na segunda etapa.

O Grêmio B não tem caras tão conhecidas, mas também não tem ninguém que vá estourar como grande craque no plantel principal. Assim como no Inter, os destaques não passariam de terceira opção para Luxemburgo. Nomes como Busatto, Tinga, Gérson, Ramiro, Calyson e Gustavo Xuxa.

Misael e Jean Deretti estão na lista da Pré-Libertadores. Devido a falta de jogadores em suas posições, não seria surpreendente esses dois aparecerem no banco de reservas. Werley e Léo Gago já fazem parte do grupo  principal, só estão suspensos. Rondinelly está dando toda a pinta que vai ser negociado. Não entrou na lista e tem ido mal no time B.

O grande destaque desse grupo tem sido Lucas Coelho, um centroavante muito promissor. A questão é que ele tem alguns nomes a desbancar, como André Lima, Willian José, Marcelo Moreno. Estes, jogadores da mesma posição.

O fato é que os chamados times B não precisam vencer ou encantar. São laboratórios. Vestibulares, como já se chamou no Inter há alunas anos. Quem mostrar o mínimo de possibilidade, vai ficando.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Cassiano é destaque do Inter B

Texto do meu colega de Laboratório ACEG Marcelo Farina, publicado ontem no Chute10.net

***

Cassiano foi o grande destaque da abertura do Gauchão 2013. Em um jogo sem grandes emoções, o atacante de 23 anos foi o nome do Inter no empate em 1 a 1 com o Passo Fundo, no Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas, e recebeu o Troféu Zanoello de melhor em campo. Cassiano foi o autor do gol colorado, na etapa inicial, após cobrança de falta de Maurinho. João Paulo empatou para o time do Vermelhão da Serra, no segundo tempo.

Barbara Muller /Chute10
O Internacional foi representado por sua equipe sub-23, enquanto o time profissional segue sua pré-temporada em Gramado. Porém o técnico Dunga esteve presente para acompanhar o desempenho dos garotos colorados. O atacante Cassiano é um dos fortes candidatos a integrar o grupo principal durante o restante da temporada. Ele já havia participado de alguns jogos pelos profissionais, sob o comando de Fernandão, tendo bom desempenho e agradando a torcida.

Na tarde desse sábado, ele foi o responsável pelas principais jogadas ofensivas coloradas, especialmente no primeiro tempo, realizando boas tabelas com os meias Lucas Lima e Maurinho. Com isso, o time da capital fechou a etapa inicial com maior volume de posse de bola e bastante superioridade sobre a equipe do interior.

Na volta para segundo tempo, o Internacional caiu de produção e o Passo Fundo passou a dominar a partida, até chegar ao empate. Como a movimentação ofensiva já não era mesma,Cassiano também diminuiu seu rendimento. No entanto, se manteve como um dos melhores do Inter, criando bons lances. Chegou a arriscar uma bicicleta, arrancando aplausos dos torcedores presentes.

O atacante comemora a atuação, porém ressalta que esperava a vitória na estreia.

- Foi importante, apesar de não termos vencido. A equipe do Passo Fundo também tem qualidade.

Ele entende que o time fez uma boa partida, mas desperdiçou muitas chances.

- Faltou o gol. Tivemos muitas oportunidades, mas infelizmente não acertamos. Agora nos resta esperar o próximo jogo para buscarmos um resultado positivo.

O próximo compromisso dos comandados de Osmar Loss no Gauchão é contra o Cerâmica, quarta-feira, às 19h30, em Gravataí. O time principal estreia no campeonato no dia 27 de janeiro contra o Caxias, no estádio Centenário. A equipe sub-23 ainda enfrentará o Novo Hamburgo, dia 30 de janeiro, no Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas.

Os destaques do Grêmio B

Com o elenco principal em Quito, treinando para fazer o primeiro jogo da temporada já contra a LDU válido pela pré-Libertadores, aqui no Sul em início de Gauchão, quem representa o clube é o plantel B. Formado por jogadores que não entraram na lista dos que viajaram para o Equador e por jovens da categoria de base, o Grêmio B estreou na tarde deste domingo, vencendo por 2 a 0 o Esportivo, em Bento Gonçalves.

Não foi um jogo empolgante, de jogadas de efeito ou chances de gol. Para o Grêmio, um laboratório. Para o Esportivo, o retorno à elite do futebol gaúcho. Jogando num 3-5-2, tentando variar para o 4-4-2, o time de Bento teve como destaque o ala-esquerdo Felipe Athirson. Muito pouco. Deu indícios de ser um daqueles que vai brigar para não estar entre os três rebaixados. Mesmo tendo nomes de certa grife, como o atacante Léo e o zagueiro Ediglê.

Apesar de não ter feito uma partida espetacular - longe disso -, o time treinado por Marcelo Mabília apresenta alguns bons destaques, que no decorrer na temporada podem ser úteis para Vanderlei Luxemburgo. Talvez a dupla de ataque seja a grande notícia. Mas Gerson, ao lado do titular Werley, também fez boa partida na zaga.

Na frente, Gustavo Xuxa e Lucas Coelho mostraram suas armas principalmente no primeiro tempo, apesar de um belo gol de Coelho ter saído só na metadade final da segunda etapa. Gustava é segundo atacante, tem bom passe, sabe driblar e se entende bem com o centroavante Lucas Coelho. O camisa 9 tem um diferencial quanto a maioria dos atacantes de área, o domínio. Lucas sempre quando recebeu a bola, soube dominar e dar andamento na jogada, coisa que André Lima, que está em Quito, faz com imensa dificuldade.

Foi assim na primeira etapa, quando dominou na área, virou o corpo e rolou para Gustavo que vinha de trás. E foi assim no gol, quando dominou tirando o marcado da jogada, e disparando um belo chute da entrada da área.

Ainda podemos destacar Tinga, o lateral-direito, e Ramiro, que fez dupla com Léo Gago na volância. O restante apresentou um futebol razoável, o suficiente para conquistar os primeiros três pontos da temporada.