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quarta-feira, 11 de março de 2015

Você viu? #127

A partir desta semana, o Você Viu passa a ser postado sempre nas quarta-feiras, e não mais nas terças como já era habitual. O motivo é mais operacional, visando facilitar a produção desta coluna por este blogueiro que vos tecla.

Havana Connection #3


Gente: Os trabalhadores diante da Operação Lava Jato
Carta Capital, 11 de março

Carta Capital, 10 de março

Jornalismo B, 9 de março

Estratégia & Análise, 7 de março

ProjacA mucama de Angélica
Diário do Centro do Mundo, 9 de março

Revista Fórum, 10 de março

Agência Pública, 3 de março




terça-feira, 3 de março de 2015

Você Viu? #126

Diário do Centro do Mundo


Ponte
Vista aérea de Brasiléia no ápice da cheia. Foto: Secom/AC

Drogas: Por que louvamos o álcool e punimos a maconha?
Blog do Sakamoto, 3 de março

Escuridão: Parque da Redenção perde o encanto quando o sol se põe
Sul 21, 3 de março

HSBC: Receita Federal investiga brasileiros suspeitos
Carta Capital, 3 de março

Guido Mantega: A boçalidade do mal
Eliane Brum, 2 de março

Mujica: 10 frases marcantes do ex-presidente do Uruguai
BBC Brasil, 1° de março

Água: Presidente da CPI da Sabesp fala ao DCM
Diário do Centro do Mundo, 1° de março

Crise: Líder socialista espanhol busca em Lula uma inspiração contra a crise
El País, 28 de fevereiro

Porto Alegre: COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA INDICA QUE AGRESSORES DA OCUPAÇÃO MAIS BELA VISTA PODEM SER DO 4º BOE
Jornalismo B, 27 de fevereiro

Amazônia: Grilagem e desmatamento contam a história do Jari
Agência Pública, 26 de fevereiro

Violência: Brasil aparece em 2º lugar em lista dos destinos mais inseguros para mulheres viajarem sozinhas no mundo
Brasil Post, 24 de fevereiro

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Você Viu? #123

Como já é habitual, todas as terças-feiras aqui no PoA Geral proponho uma espécie de curadoria de conteúdo. Na sequência, portanto, você vai poder conferir links de vídeos, artigos, reportagens e entrevistas, colhidos ao longo da última semana.

Socialista Morena, 27 de janeiro
Capa da Veja em 16 de junho de 2004
Trabalho Escravo: Manifestações e protestos marcam semana de combate ao trabalho escravo
Rede Brasil Atual, 27 de janeiro

Sul 21, 27 de janeiro

Choque: Reality show envia blogueiros de moda para fábrica têxtil no Camboja
Catraca Livre, 26 de janeiro

Jornalismo B, 26 de janeiro

Blog do Sakamoto, 26 de janeiro

Estado Islâmico: entrevista com Bruno Lima Rocha, professor do curso de Relações Internacionais da Unisinos

BBC Brasil, 26 de janeiro

Opera Mundi, 26 de janeiro

Carta Maior, 24 de janeiro

DW, 23 de janeiro

DCM, 22 de janeiro

domingo, 5 de outubro de 2014

Dupla Gre-Nal e o balde de água fria

Grêmio 0 x 1 São Paulo

O Grêmio perdeu a chance de entrar no G4. Só dependia dele, e isso tem sido um problema para o clube nos últimos anos. O tricolor gaúcho tem sérias dificuldades em vencer jogos realmente decisivos, mesmo tendo bom time. Bom time, aliás, que é esse São Paulo de Kaká, Pato, Ganso e Kardec.

A equipe de Felipão parou em seu pragmatismo, em sua incapacidade de surpreender o adversário. Diferente do adversário paulista, que conta com um quarteto ofensivo entrosado, que ocupou bem os espaços no gramado e usou da técnica e do improviso para envolver a boa marcação gremista a maior parte das vezes. Do outro lado, Luan, Dudu e Barcos não conseguiram o mesmo, e quando tiveram chance, pararam em Rogério Ceni.

Embora seja um balde de água fria na excelente sequência de jogos sem perder que o Grêmio vinha tendo, o tricolor segue no bolo de cima, segue candidato a uma vaga para a Libertadores. Dentro de suas possibilidades, o Grêmio de Felipão segue bem.

Agora, é curioso reparar nos cinco maiores públicos recebidos na Arena: Grêmio 1 x 0 San Lorenzo (30/04/2014 - Libertadores - 47.244 mil); Grêmio 0 x 1 São Paulo (04/10/2014 - Brasileiro - 46.441 mil); Grêmio 0 x 0 Atlético-PR (06/11/2013 - Copa do Brasil - 43.899 mil); Grêmio 0 x 0 Newell's (14/03/2013 - Libertadores - 43.628 mil); Grêmio 1 x 0 LDU (30/01/2013 - Libertadores - 41.461 mil). Ou seja, em três jogos eliminatórios, o Grêmio foi eliminado duas vezes (contra CAP e San Lorenzo) e nas duas partidas valendo pontos, somou apenas um (empate com o Newell's).

Cruzeiro 2 x 1 Internacional

Bruno Alencastro / Agência RBS
O colorado até equilibrou o jogo no segundo tempo, sobretudo após o Cruzeiro perder um pênalti quando já vencia por 2 a 0. Depois disso, o Inter logo fez o seu gol, com Alex chutando de longe. O meia ficou no banco por opção de Abel Braga e entrou no segundo tempo para ser o melhor jogador do time gaúcho na partida.

O técnico se equivocou na escolha da estratégia. Buscando uma escalação mais equilibrada e capaz de marcar melhor o líder Cruzeiro, desfalcado do destaque dos último jogos Eduardo Sasha, Abelão optou por colocar dois volantes na frente da zaga, Willians e Welington, e apostar na velocidade de Valdívia ao invés da cadência de Alex. O treinador trocou o eficaz 4-1-4-1 por um contido 4-2-3-1, que tem sempre como grande defeito o chileno Aranguiz na linha de três meias.

No segundo tempo, o chileno recuou após a saída de Wellington para a entrada de Alex. O Inter ganhou agilidade na transição e maior capacidade de retenção no meio. Mas foi pouco. O Cruzeiro dominou a maior parte do jogo, assumindo sua condição de líder e melhor time do BR-14, cada vez mais próximo do título.

Agora, um Inter tem tido problemas nos confrontos diretos. Contra Cruzeiro, São Paulo, Atlético-MG, Grêmio e Corinthians, até agora, forma 18 pontos disputados e apenas 3 conquistados. Um aproveitamento de 16,6% contra os rivais da ponta de cima. Ganhar apenas do Grêmio é pouco para quem almeja (e tem condições para) ser campeão.

domingo, 29 de setembro de 2013

Inter e Grêmio em caminhos opostos

São Paulo 0 x 1 Grêmio
O time de Renato Portaluppi repetiu com 3 atacantes a mesma eficiência tática e entrega do esquema com 3 zagueiros. Se a disposição tática é diferente, a estratégia é a mesma: marcar o máximo e errar o mínimo no momento de finalizar. Contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, eficiência zero e placar em branco. Neste domingo, diante do São Paulo, no Morumbi, o Grêmio aproveitou, com Vargas, umas das raríssimas situações de gol que criou. Estrategicamente, perfeito. Contudo, há ressalvas.

Marcelo Pereira / Terra
O bom time do São Paulo - apesar da posição na tabela - conseguiu envolver o Grêmio. Isso porque teve três meias ofensivos que exigiram a atenção dos três volantes gremistas e como homem surpresa a boa partida do volante Wellington, que sobrava quando invariavelmente não era marcado. Não à toa o time de Renato teve em Dida a grande figura da partida. O goleiro foi responsável por três defesas decisivas, que brecaram o time do técnico Muricy Ramalho.

A filosofia de futebol adotada pelo Grêmio ainda carece de estágios de evolução. Se é quase impossível reclamar da análise fria dos números, afinal de contas o Tricolor é vice-líder do BR-13 e Renato pela primeira vez fala em disputar o título, trazendo a análise para o campo de jogo, é quase displicente a maneira como o Grêmio erra passe na transição de bola no meio de campo. Isso quando há uma transição, e não apenas chutões buscando o combate de Kléber e Barcos com os marcadores, e torcendo por uma segunda bola conquistada por Vargas.

Para um time que busca jogar no contra-ataque, é preciso contra-atacar muito melhor. Contudo, a convicção de Renato em uma maneira de jogar é um passo rumo a evolução e a consolidação de uma equipe.

Inter 1 x 2 Cruzeiro
Perder para o melhor time da competição não é motivo de desespero. Ainda mais para um Inter que não é essencialmente confiável em 2013. Foi quase um mais do mesmo. Só não foi porque há na cabeça do técnico Dunga um principio de mudança. Primeiro, a colocação de Forlán e Damião no banco de reservas. Segundo, a ideia de um time com mais vitalidade e velocidade.
Fernando Gomes / Agência RBS
Assim, como no segundo tempo de Inter 1 x 1 Atlético-PR, o Colorado entrou em campo contra o líder ostentando uma equipe mais leve, com uma maneira de jogar similar a do Cruzeiro: usando o 4-2-3-1. Dessa forma, Caio era o "um" do ataque. Atrás dele, Alan Patrick mais centralizado, Otávio pela direita e Jorge Henrique pela esquerda. Todos fazendo um bom primeiro tempo.

O problema é que o bom não tem sido suficiente para o Inter. De moral completamente esfacelada, o time de Dunga não se dá o direito de errar. Erros com facilidade colocam a torcida contra a equipe e tiram dos jogadores a tranquilidade de uma finalização decisiva ou de um passe comum no meio-campo. Do outro lado uma equipe na sua plena forma física e tática, que evidentemente soube aproveitar o momento negativo do Inter e jogar no erro do colorado.

O Inter sentiu muito o gol no início do segundo tempo, mais do que deveria. Não se achou mais no jogo. Mas se Dunga procurar, pode achar no primeiro tempo uma nova ideia de time, que dê mais vitalidade a uma equipe que precisa correr mais e se preocupar menos com a pressão que vem de fora. O BR-13 ainda apresenta situações que podem levar o Inter ao G-4.

domingo, 11 de novembro de 2012

O espetacular segundo tempo gremista

A tarde no Olímpico foi espetacular para o torcedor gremista. Foi um domingo muito bonito, de uma festa belíssima depois da vitória por 2 a 1, de virada, e a confirmação matemática na pré-Libertadores 2013. O Grêmio fecha a rodada na segunda colocação do BR-12. Faltam três jogos. Caso o Grêmio mantenha a vice-liderança, a vaga para a competição continental será direta.
Lucas Uebel/Grêmio Divulgação
A vitória só veio depois de um baita segundo tempo gremista. Sem poder contar com Werley, G. Silva, Elano e Kléber, o Grêmio foi a campo com um time razoavelmente descaracterizado. Luxemburgo escalou uma equipe cautelosa que, como primeiro objetivo, pretendia parar um São Paulo embalado, em grande forma. Principalmente pelos três meias Lucas, Osvaldo e Jádson e pelo centroavante Luis Fabiano.

Com Léo Gago, Fernando e Souza à frente da zaga, e o zagueiro Naldo fazendo grande jogo, a maior parte do tempo o Grêmio conseguiu parar os quatro destaques do time paulista. Só que com a bola no pé, tendo Marcelo Moreno no ataque, Zé Roberto e Marco Antônio mais atrás, o Tricolor gaúcho não conseguiu transformar posse de bola em chances de gol.

Dois fatores essenciais possibilitaram a virada gremista no segundo tempo. Primeiro, a marcação pressão. O Grêmio diminuiu os espaços do São Paulo, adiantou o time e acuou o adversário. A frequente variação no lado esquerdo, entre Léo Gago e Pico, foi importante para que os movimentos de marcação e ataque funcionassem durante a etapa complementar.

O segundo fator foi a entrada de um segundo atacante. No caso, o André Lima, que fez o primeiro gol e, diferente de outras vezes, conseguiu jogar bem, contribuir para a evolução do Grêmio dentro da partida. Com um segundo atacante em campo, ficou mais fácil o surgimento de situações de gol. O Grêmio poderia ter feito mais que dois.

Até adicionaria, quem sabe, um terceiro fator aí: os 45 mil gremistas que foram ao penúltimo jogo no Estádio Olímpico. Lembrando que, caso o Grêmio passe de fase na Sul Americana, garante pelo menos mais um jogo na saudosa maloca.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Você viu? #38

Devido a correria dos últimos dias, hoje não consegui preparar um post com mais opções, mais dicas. Mas dá pra aproveitar. Caso tenho alguma contribuição, lança nos comentários.

São Paulo: Serra e os incêndios nas favelas de SP
Blog do Miro, 3 de setembro

Política: Em nota oficial, Dilma rebate FHC e diz que recebeu “herança bendita” de Lula
Jornal Sul21, 3 de setembro


Feminismo: Marcha contra a Mídia Machista reúne lutadoras e lutadores em Porto Alegre (fotos e vídeos)
Jornalismo B, 2 de setembro


Comissão da Verdade: Procurador Geral do Estado do RS defende punição para torturadores
RS Urgente, 2 de setembro

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Os retornos de D'Alessandro e Kléber

Do atual grupo de jogadores da dupla grenal, o atacante gremista Kléber e o meia colorado D'Alessandro são uma das principais referências técnicas e de liderança em Grêmio e Inter, respectivamente. Depois de muito tempo parados por lesão, nessa quarta-feira, na terceira rodada do BR-12, finalmente os dois jogadores voltaram à campo. Contra o São Paulo, no Beira-Rio, o argentino iniciou a partida e jogou os 90 minutos. Em Goiânia, o Gladiador entrou aos 20 minutos do segundo tempo e demonstrou total confiança para jogar seu futebol.

Nem Inter, nem Grêmio, fizeram partidas espetaculares. Fizeram o 1 a 0 básico, cada um com sua devida importância. A vitória colorada, no Beira-Rio, veio depois de um embate duro, contra uma equipe que provavelmente disputará as primeiras posições com o Inter mais pra frente. É fundamental tirar pontos dessas equipes. O Grêmio, por outro lado, venceu um Atlético-GO que não deve ser seu adversário direto na competição, mas venceu fora de casa, que é outro fator que pesa na campanha de qualquer time na reta final.

O time de Luxemburgo fez partida parecida com as que tem feito. Um time equilibrado, que não cria muito e nem permite ao adversário criar. A vitória poderia ter sido mais facilitada tivessem Marco Antônio e André Lima em noite mais inspiradas. Rondinelly e Kléber, quando entraram no segundo tempo, deram outra cara ao time. O primeiro, a velocidade que falta a MA. Já o segundo, deu a retenção de bola no ataque. Kléber soube segurar a bola, chamar o jogo pra si e dar tempo ao time se organizar.

Mesmo função de D'Alessandro no Inter. O argentino é o pensador colorado, quase o termômetro do time. É dele que saem as melhores jogadas do Internacional. O seu retorno representa um grande acréscimo para Dorival Junior que, em algum momento do ano, também vai contar com outro que está comendo a bola, o 10 da Seleção, Oscar.

Sem dúvida, com Oscar e D'Alessandro afinados e com o resto do time jogando na média, o Inter tem tudo pra fazer um grande campeonato. O Grêmio, quando sair do papel, e conforme for o desfecho da Copa do Brasil, também é outra equipe forte para o BR-12.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Intolerância, xenofobia, descaso e incompetência

Relato do absurdo que aconteceu com uma mulher na segunda-feira, na cidade de São Paulo, dado pelo seu irmão ao site Vi o Mundo - O que você não vê na mídia. Reproduzo a seguir:


Mulher denuncia que foi à delegacia registrar acidente, apanhou e foi presa
Prezado Luiz Carlos Azenha,
Como internauta frequentador de sua importante página na Internet (Blog), gostaria de encaminhar importante denúncia pelo que tem de grave contra a cidadania, e reveladora do atual sistema de serviços prestados por nossas autoridades policiais, em São Paulo.
Minha irmã, AMS (nome completo preservado pelo Viomundo), ontem, ao deixar a casa do pai de seu filho, teve um pequeno incidente de trânsito na Av. Pacaembu, quando foi acusada de raspar numa moto.
Ao parar para observar a ocorrência de danos, o motoqueiro, agindo agressivamente, passou a xingá-la e retirou as chaves do contato do carro dela.
Ao ser interpelado pelos maus modos o jovem passou a agredí-la fisicamente com empurrões e socos, quando minha irmã caiu ao chão.
E disse na frente de testemunhas que se chamava Adolf Hitler e que detestava pobres, pretos, gays e nordestinos (minha irmã é de Fortaleza/CE)
Passados os momentos de agressão, minha irmã, tentando se recompor, procurou ir a uma delegacia, mas pelo seu estado emocional, foi-lhe impossível dirigir, tendo que abandonar o carro e procurar a ajuda de um táxi.
Como já é vítima de sintomas de pânico, fazendo inclusive tratamento clínico para o problema, tomou um comprimido de clamante, provavelmente diazepan, e chegou à delegacia sob efeito desse medicamento.
Ao ter péssimo atendimento e reclamar por isso junto ao delegado plantonista, sob efeito de calmante, foi confundida com uma pessoa drogada e recebeu um tratamento inadmissível ao ser chamada de filha da puta.
Retrucou à altura e levou um tapa na cara do delegado!
Foi presa sob acusação de desacato, algemada e colocada numa cela com outras detentas.
Protestou, pediu para ligar para o seu advogado, o que não lhe foi permitido, pois tomaram sua bolsa com seu telefone celular.
Ficou detida numa cela até pouco antes do amanhecer quando foi solta.
No momento em que fazia este relato, estava agora há pouco na Corregedoria de polícia civil para oficializar a denúncia.
Gostaria de solicitar-lhe a gentileza de denunciar o caso em seu blog assim que tivermos uma cópia da denúncia oficial à Corregedoria como prova do fato.
Repercussões através de blogs e canais alternativos, como redes sociais e outros, têm trazido bons resultados ao combate a esse tipo inaceitável de ocorrências no Brasil.
Por favor, ajude-nos.
Atenciosamente,
Luiz Carlos de Moares e Silva
PS do Viomundo: Conversei por telefone com o irmão da vítima. Há 22 anos ele é servidor da Justiça Federal em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A irmã já denunciou o caso à Corregedoria da Polícia em São Paulo. O advogado dela é Luiz Eduardo Greenhalgh. Foram abertos dois procedimentos para investigação, um operacional e outro criminal. Conversei também com AMS, por telefone. Ela é produtora musical em São Paulo. Confirmou a denúncia do irmão, disse que também foi chamada de ‘vagabunda’ e que ficou numa cela com uma traficante de crack. O boletim de ocorrências foi registrado às 7h30m da manhã, “para que não ficasse provado que passei a madrugada na cela”.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Orgulho hétero é arrogância

Tramita pela Câmara Municipal de São Paulo o projeto de lei 294/2005, do vereador do DEM Carlos Apolinário, que institui no município o Dia do Orgulho Heterossexual, que seria comemorado sempre no terceiro domingo de cada mês. Esse projeto seria votado hoje (22), mas acabou ficando de lado e ainda aguarda nova data para entrar em pauta novamente.
Li algumas declarações do vereador Carlos Apolinário e não há doses de homofobia a la Bolsonaro. Longe disso. Mas, sem dúvida, há certa dose de ignorância e de arrogância. Pois, afinal, por quais direitos precisam lutar os heterossexuais?
Quando se critica a parada gay ou até mesmo o dia da consciência negra, não raro ouve-se um ou outro questionando sobre a não existência da parada hétero ou do dia da consciência branca. Algumas pessoas não tem a capacidade de fazer uma leitura da sociedade que as permita perceber que algumas classes tem mais dificuldades de se afirmar como cidadãos, de conquistar melhores posições e de serem aceitos como são. Muitas dessas dificuldade e necessidade de se auto-afirmar é fruto da arrogância do homem branco, heterossexual, de crença judaico-cristã, que ocupa as melhores posições dentro da nossa sociedade, inclusive no setor político, setor que é berço de todas as leis que regem o Estado e o modo de vida do seu cidadão.
Ou será que os heterossexuais querem conquistar o direito de não poder adotar uma criança? Ou o direito de não poder beijar em público sem ser vítima de olhares ameaçadores ou até mesmo agressões físicas? Querem o direito de serem escorraçados pela Igreja Católica ou atacados verbalmente como faz o Pastor Silas Malafaia?
Não. O dia do orgulho heterossexual seria apenas mais uma forma de arrogância, mas prevista em lei. Porque não teria nenhum valor social, de conquista de espaço nem de direitos. Existiria por existir, pela ignorância, pela necessidade de se dizer e se mostrar macho, como se isso fosse necessário, como se isso fosse tabu.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Grêmio 4x2 São Paulo

Renato Gaúcho resolveu bem os problemas que tinha para enfrentar o São Paulo. Eram desfalques: F.Santos, Gabriel, Rochemback e Souza. O treinador apostou nas suas contratações e num 4-4-2 com meio em losango para voltar a vencer no Olímpico.

Na direita, o já conhecido Edilson - na vitória, o menos destacado da equipe. Por dentro, a zaga teve Rafael Marques e Paulão e, na lateral-esquerda, Gilson. Estes dois últimos são indicações do Renato. Corresponderam ao chefe: Paulão não deixou Ricardo Oliveira jogar, o centroavante do SP não chutou nem cabeciou uma bola sequer ao gol de Victor. Pela esquerda, Gilson fez ótima parceria com Lúcio, que jogou improvisado de meia apoiador numa das extremidades do losango gremista - do outro lado jogou Adilson, à frente da zaga um gigante chamado Vilson, também improvisado e, como ponta-de-lança o circunstancial capitão, e irrevogável camisa 10, Douglas.

Esse meio gremista funcionou demais, até porque o meio do São Paulo funcionou de menos. No primeiro tempo foi um 3-6-1 que mais pareceu um 3-0-0. Nenhum dos dois alas atacou. Nenhum dos dois meias buscou infiltrações na diagonal. Um Richarlyson apenas não faz verão. Quando Marlos apareceu, puxou o jogo da direita para o meio, o Tricolor Paulista fez os dois gols. Um de pênalti, protestado por gremistas mas acertado pelo árbitro, no fim da primeira etapa, outro gol no começo da segunda, em boa jogada individual, quando Baresi já tinha mexido na equipe e montando um 4-4-2 tendo em Cléber Santana seu principal articulador.

Mas era o tipo de noite, e jogo, que o Grêmio venceria até com 7 no campo, até porque André Lima jogou por dois. Jonas jogou como Jonas, e como tal, deixou seu gol, o 14° do artilheiro no BR-10. E teve a surpreendente estreia de Diogo Clementino, que entrou para fazer correria. Fez a correria, fez até gol, na falha de Ceni, e ainda cavou a expulsão de Alex Silva.

Grêmio de alma lavada e dever de casa comprido. E agora o Grêmio também das dúvidas: depois de uma atuação dessas, quais dos titulares voltam ao time?
    

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Colorado carimba o passaporte

São Paulo 2 a 1 contra o Internacional, no Morumbi. Uma derrota valiosa. Uma classificação histórica. Épico é a palavra, mas ainda não sabemos se é apenas o jogo ou se é esse Colorado de 2010, que é forte e tem chances reais de ganhar a Libertadores, o BR-10 e o Mundial de Clubes. Mas só o passar dos anos pode dar a dimensão de certas coisas, certas vitórias, certas derrotas, certos momentos, como este que o Inter vive desde 2005.

O Inter tinha noção que o São Paulo não seria aquele time encolhido que fora no Beira-Rio, que perdera de 1 a 0 e poderia ter perdido de dois ou três. Ricardo Gomes escalou uma equipe equilibrada, consistente, com bastante poder ofensivo. O SP jogou com meio-campo em losango, com um Hernanes em grande noite defendendo e articulando pela direita, fazendo Jean ir à frente e ajudando o mesmo lateral a marcar por ali Taison no primeiro tempo e D'Alessandro no segundo tempo.

Roth não cometeu o mesmo erro de Ricardo Gomes, para jogar fora de casa manteve a mesma estrutura de time que venceu há uma semana no Beira-Rio, um 4-2-3-1, mas tomou precauções. A linha de quatro zagueiros quase não se desfez, Kléber não subiu e deixou Taison sem companhia. O mesmo se repetiu com Nei, do outro lado. E, ao invés de Andrezinho ou Giuliano no meio, um Tinga pouco mais recuado e muito mais combativo.

Num tipo de jogo que até a minha avó correria com fôlego de Guiñazu, pouco se entrou nas duas áreas.De intermediária a intermediária, o jogo era equilibrado até os 30mim do primeiro tempo. Falha grotesca de Renan e o gol que fez o Morumbi explodir de alegria e esperança. Acontece nas melhores famílias e com os melhores goleiros. Não aconteceu é o abatimento colorado, o São Paulo não conseguiu crescer no jogo e o Inter continuou jogando da mesma forma, equilibrado e com o regulamento debaixo do braço.

Aos 6 do segundo tempo, cobrança de falta de D'Alessandro, desvio sutil de Alecssandro e o gol mais importante de 2010 para o Inter até agora. O jogo abriu, ficou bom. O São Paulo foi pra cima e fez o segundo dois minutos depois.

Tinga expulso por infantilidade sua e preciosismo de Carlos Amarílla. O primeiro, não precisava ter parado na frente da cobrança de bola parada do Rogério Ceni. O juiz, esse não precisava ser tão rígido ao aplicar o segundo amarelo numa falta que não era tão grave.

Ares de dramaticidade. Clima tenso no Morumbi e jogaço de bola. A partir dos 35 da etapa final o Inter tinha um jogador a menos. O São Paulo tinha só Hernanes como "volante", à sua frente Marcelinho Paraíba, Marlos na direita e Fernandinho na esquerda. Dentro da área estavam Fernandão e Ricardo Oliveira, mas também estavam Bolivar e Índio, e um Renan seguro, mostrando que não se abalou com a falha. 

A vaga na final da Libertadores e no mundial de clubes ficou em bons pés, no de melhor futebol jogado em 180 minutos. De quem quis jogar os 180, e não apenas 90 como fez o São Paulo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Partidaço do Colorado

Ao término do jogo, na saída do campo, indagado sobre o jogo, Rogério Ceni respondeu: "Foi ruim, perdemos e não tivemos nenhuma chance de gol". Ceni deixou o campo irritado, com razão. O São Paulo foi mal, foi pequeno, não jogou diante de um Inter que só não foi maior e mais soberano por falta de gols. O resultado de 1 a 0 saiu barato.

Antes do jogo a dúvida era quem fechava o trio de meias ofensivos do Inter: Sobis, Giuliano ou Andrezinho. O invicto Celso Roth optou por Andrezinho, para cadenciar, prender a bola e lançar. Não funcionou muito. O Inter jogou com Taison e Kléber pela esquerda e com D'Alessandro e Nei pela direita. Esta última dupla com menos intensidade no segundo tempo, porque Roth segurou Nei para marcar Dagoberto, D'Alessandro saiu do lado e pôde flutuar mais e Andrezinho saiu para entrar um Giuliano mais agudo, que entrou na área e fez o gol do jogo aos 23mim do segundo tempo.
A outra dupla, Taison e Kléber, foi intensa o jogo inteiro. Foi pra cima, tentou, tabelou, chutou, cruzou, driblou, errou, errou bastante, mas incomodou demais a defesa do São Paulo. A equipe de Ricardo Gomes parecia amarrada, um 4-3-2-1 muito recuado, com dois laterais presos, assim como Hernanes e Richarlyson, que pouco saíram de suas posições de volantes. 

Fernandão, Marlos e Dagoberto sucumbiram à boa marcação colorada de forma constrangedora no primeiro tempo. No segundo, nem tanto, até porque Ricardo Gomes mudou - depois de estar perdendo -, colocou mais um atacante, fez um quadrado no meio e liberou mais o Hernanes. Manobra que rendeu a única chance de gol do São Paulo, poucos minutos antes do apito final de Héctor Baldassi, em chute de Hernanes para fácil defesa de Renan e para desmentir a declaração de Ceni logo na saída do campo.

O jogo da volta é na quinta-feira da semana que vem, no Morumbi. Se o Inter jogar o que jogou no Beira-Rio, e o São Paulo o que não jogou, certamente dá Colorado. Mas é outro jogo, outra história e, provavelmente, outra atitude da equipe paulista . Ah, é futebol, e tudo pode acontecer. Mas a vantagem é boa, é legítima, e o Inter ainda é o favorito e o Roth ainda é 100%.

domingo, 6 de junho de 2010

E quem não faz?

Todo mundo sabe, e se não sabe ficou sabendo assistindo a São Paulo e Grêmio. Leva.

Um Grêmio inusitado, mais uma vez improvisado e desta vez ousado. Silas não teve Adilson, mas teve o retorno de Douglas. O treinador mudou o desenho tático do meio-campo da sua equipe, um losango com Rochemback à frente da zaga, Hugo aberto no lado esquerdo, Maylson mais contido pela direita e Douglas centralizado.

O São Paulo no 3-5-2 teve muitas dificuldades de se defender e sair jogando, principalmente pelo lado direito com Cicinho e Alex Silva. Hugo por ali jogou muito, fez o que quis, até gol. Mas o Grêmio, que até certo momento era melhor, tropeçou no próprio calcanhar e cedeu o empate. Em noite infeliz do ótimo zagueiro Rodrigo, que fez até pênalti, que Rogério desperdiçou, todo o sistema defensivo gremista entrou no baile e dançou ao ritmo de Dagoberto, autor dos três gols.

Uma vitória do Grêmio não estava nos planos e na projeção da direção, o empate certamente. Mas até os 20 minutos do segundo tempo o Grêmio jogou pra vencer e não soube ganhar. Um ataque formado por Willlian e Roberson é muito pouco pra enfrentar um São Paulo no Morumbi, ainda que Roberson seja um jovem que tem lá suas virtudes técnicas. Ainda que Ceni tenha feito grandes defesas, ainda que Douglas tenha perdido gols que não se pode perder.

O São Paulo fez o gol da virada no momento em que mexeu no time. Ricardo Gomes tirou Cicinho, abdicou dos três zagueiros, avançou Richarlyson e equilibrou as ações com o Grêmio. Depois do segundo gol, logo veio o terceiro, para tirar completamente o Grêmio do jogo.

O Grêmio não se intimidou no Morumbi, foi ousado enquanto pôde, errou o que não podia e pagou o preço. Termina essa primeira parte do BR-10 com 8 pontos, nove a menos que os líderes, tem apenas duas vitória, dois empates e três derrotas. Ainda é pouco.