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domingo, 15 de abril de 2012

Grêmio derrota com facilidade o rebaixado Ypiranga

A equipe de Erechim só não cairia para a segunda divisão do Campeonato Gaúcho caso vencesse o segundo turno do Campeonato. Resultado da péssima campanha feita no primeiro turno e de um regulamento repleto de furos, em que uma equipe com campanha de rebaixado tem a possibilidade de vencer a competição.

Convenhamos, o Ypiranga vencer o Grêmio no Olímpico, no bom momento que vive o time de Luxemburgo, em partida decisiva, é um cenário inimaginável. De fato, o Grêmio não tomou conhecimento do adversário. Apesar de não ter feito uma atuação brilhante, o Tricolor perdeu gols e poderia ter feito mais que 4 a 0. O Ypiranga só chegou próximo ao gol defendido por Victor em certa altura do segundo tempo, quando o jogo já estava definido e o Grêmio menos comprometido com a partida. Normal.

Facundo Bertoglio ficou no banco, não estava 100%. O treinador já adiantou, semana que vem volta ao time e Miralles espera sua vez. Luxemburgo me convenceu que Bertoglio é mesmo um segundo atacante ou, no máximo, um meia aberto por um dos lados, entrando em diagonal.

A repetição da equipe, da maneira de jogar e os resultados avalizam o trabalho de Vanderlei. A evolução do Grêmio é visível. Mesmo com o número excessivo de lesões e apesar da fragilidade dos adversários, a equipe está encaixando. Preocupante seria o contrário.

Os dois gols de Werley são um prêmio para esse jogador, que está cada vez jogando melhor, principalmente ao lado de Gilberto Silva. A dupla se complementa. Contudo, ainda é o setor que inspira menos confiança na equipe.

O atual esquema, um 4-4-2 com meio-campo jogando em losango (4-3-1-2) é a base deste grupo. Mas alternativas podem surgir, como o próprio 4-3-3 que Luxa já utilizou contra o Caxias na última rodada do returno, formando ataque com Bertoglio, Miralles e André Lima. Sem contar que, do time que jogou hoje, ainda não estão disponíveis: Kléber Galdiador, Marcelo Moreno, Mário Fernandes e Júlio César. Jogadores que representam um acréscimo ao grupo e ao time.

Sábado que vem o Grêmio enfrenta o Canoas, pela semi final. Já o Inter, no domingo, pega o Veranópolis. Sem dúvidas, dá Grenal na final da Taça Farroupilha. 

domingo, 4 de março de 2012

Inter e Grêmio esquentam a máquina na Taça Farroupilha

Iniciou neste final de semana o segundo turno do campeonato Gaúcho. E se querem pensar em título, ou Inter ou Grêmio precisam vencer para, aí sim, disputar a finalíssima contra o Caxias, campeão do primeiro turno. Pelo menos a dupla grenal começou vencendo seus jogos. Nada de brilhantismo e, apesar do 2 a 1 em ambos os jogos, poucas dificuldades também.

No sábado, o Inter recebeu o Ypiranga no Beira-Rio. Saiu vencendo, sofreu o empate e buscou a vitória com gol de Damião, à lá Damião, sem frescura, dividindo com a zaga. Gol importante para o centroavante que quer voltar a ser o goleador do colorado. 

Visando o Santos na quarta-feira, jogo na Vila Belmiro, pela Libertadores, Dorival poupou D'Alessandro. O argentino fez falta à equipe, como sempre faz, e pode comandar a equipe colorada contra o Peixe de Neymar e Ganso. Pra esse jogo, Dorival Junior pode contar ainda com os retornos de Tinga e Guiñazu. Jogo imperdível.

Em Gravataí, nesse domingo, o Grêmio de Luxemburgo enfrentou um Cerâmica jovem, de postura ofensiva, mas com poucas possibilidades técnicas de tirar pontos do Grêmio. O Tricolor, assim como o Inter, também jogava com a cabeça quase em outra competição. Na quarta o Grêmio estreia na Copa do Brasil contra o River Plate de Sergipe, em Sergipe.

A vitória gremista foi marcada mais uma vez pela boa atuação de Kléber, pela estreia promissora do meia argentino Facundo Bertoglio e pelo sentido de coletividade que a equipe vem ganhando desde a chega do novo treinador. Ainda que não tenha contado com Souza, Vanderlei escalou o meio-campo do Grêmio com quatro jogadores formando um losango, com Marquinho de ponta-de-lança e Marco Antônio mais recuado, à direita. Sem dúvida um time provisório que, talvez seja repetido na quarta, com Moreno assumindo o comando de ataque no lugar do André Lima, mas com certeza não deve se repetir com Souza à disposição e com Bertglio mais adaptado e confiante.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Grêmio joga mal, mas vitória pode melhorar o clima

A vitória de 2 a 1 do Grêmio, em Erechim, sobre o Ypiranga, foi muito apertada. Mais do que deveria ser. O Ypiranga ainda não venceu nenhum jogo no Gauchão. A terceira vitória tricolor só veio aos 47 e tantos do segundo tempo, depois de passar a primeira etapa toda perdendo e buscar o empate e a virada num segundo tempo arrastado.

O Grêmio entrou em campo como entrou no Grenal, a única diferença eram os dois laterais, já que Julio César e Mário deixaram o clássico machucados. Caio Junior tentou repetir o esquema, um 4-3-3 que conta com o recuo de Leandro quando a equipe se defende, formando uma linha de quatro no meio-campo e, às vezes, conta com o recuo de Kléber, centralizado atrás de Leandro e Moreno. É uma mecânica de jogo que ainda os jogadores não conseguem assimilar e executar com eficiência.

Mesmo que o Grêmio, de certo modo e com dificuldade, controlasse o Ypiranga, a equipe de Erechim encaixou um bom contra-ataque, contou com o erro em sequencia dos dois zagueiros gremistas e abriu o placar. O gol tirou o Grêmio do plumo. É sempre mais difícil a reação para uma equipe que ainda não está pronta. Num 3-6-1 bem fechadinho, o Ypiranga conseguia proteger com eficiência a meta do bom goleiro Vizzoto, de fundamental participação no jogo.

Logo depois do gol Caio Junior mexeu no time e, ao que tudo indica, este deve ser o Grêmio dos próximos jogos. Leandro saiu para a entrada de G. Silva, o Grêmio estabilizou no 4-4-2 mais simplificado e passou a buscar muito o jogo com Marcelo Moreno, mais uma vez o destaque gremista.
 
No segundo tempo o empate veio através de um futebol melhor elaborado. O Grêmio conseguiu imprimir certo ritmo à partida, mas abusou dos cruzamentos na área. Ainda falta alternativas coletivas ao time de Caio Junior. A vitória não deu-se pelas mudanças do treinador. O final do jogo foi arrastado, as duas equipes estavam muito cansadas e qualquer jogada era na base da vontade. Assim que o Grêmio virou, e isto nada tem a ver com a sensível melhora da matade do primeiro tempo até a metade do segundo.

Pois, ainda que não tenha a ver, a vitória faz bem à qualquer ambiente e pode ajudar o Grêmio de Caio Junior a se firmar animicamente nos próximos jogos, mesmo que com resultados apertados. O resultado positivo dá confiança e faz com que os jogadores acreditem no treinador.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS
 

domingo, 17 de abril de 2011

Que sufoco!

É, o Grêmio está na semi-final da Taça Farroupilha e enfrenta a sensação do campeonato, o Cruzeiro, em local e data ainda indefinidos pela Confederação Gaúcha e pela RBS. É, mas poderia muito bem ter sido o Ypiranga a passar de fase. O time de Erechim, jogando em casa, empatou em 1 a 1 com o Grêmio e só vendeu a eliminação nos pênaltis.
Jogo bom de assistir, não que tenha sido bem jogado - foi em raros momentos -, mas foi bem disputado. Jogo complicado de participar e jogar. Que o diga Grêmio, Ypiranga e o árbitro Leandro Vuaden. As duas equipes fizeram uma partida de muito contato, Vuaden teve de participar bastante, distribuir bastante cartões amarelos. Mais acertou que errou, porém não seria exagero se o Ypiranga tivesse acabo os 90 minutos com um a menos. O time de Erechim usou em demasia do recurso da falta, principalmente sobre o jovem Leandro. Recurso que, esse ano, os adversários da dupla grenal estão caprichando. No Grêmio, Douglas e Leandro são os visados. No Inter, D'Alessandro e Oscar.
Mas o fato é que de novo o Grêmio apresentou um futebol de se desconfiar, parecido com o que jogou na Bolívia, porém mais comprometido. No início, a equipe de Renato abusou da displicência defensiva, Gabriel, Neuton, Adilson e Rochemback avançavam juntos. Se o time conseguisse manter a posse de bola, tudo ok. Mas não é o caso. Ao Grêmio de 2011, o que mais falta é sincronia nos movimentos defensivos. Muito mais uma questão de posicionamento que qualidade.
Ainda no primeiro tempo, passados 20 minutos de jogo, por orientação de Renato, Neuton e Gabriel guardaram mais posição e o Ypiranga, que jogou num 4-4-2 e insistia muito pelos lados, ficou de certa forma neutralizado. Assim o Grêmio conseguiu presença no campo de ataque, Leandro cresceu, passou a ser o destaque do jogo, pecando, porém, sempre no toque final. Contudo, quem brilhou foi Douglas, com um golaço de fora da área.
A saída de Douglas e Leandro, no segundo tempo, até então os dois melhores gremistas e campo, aconteceram no memento de apagão tricolor. O meia saiu porque não teve mais condição física, deu lugar a Carlos Alberto, que ainda demonstra muito mais vontade que futebol. Lenadro deixou o campo por opção discutível do treinador. Entrou Lins, que jogou bem, mas menos que Leandro.
A certa altura da segunda etapa o Ypiranga entrava na área gremista por todos os lados e tomou o gol de empate num chute vindo  da entrada da áera, na zona de cobertura do Gabriel. Foi falha de Victor? Foi, falha técnica, pois foi no canto dele. Mas longe de ser daquelas escandalosas, ainda mais para um goleiro que fez a boa partida que fez e que, na hora H, buscou mais um pênalti.
O Grêmio tem o mérito de ter bons batedores de pênalti, que dificilmente erram, como nesse domingo errou Lúcio. Mas muito bem acertaram Borges, Carlos Alberto, Rochemback e Gabriel. O goleiro Luiz Carlos também fez boa partida, também defendeu uma penalidade, entretanto não foi o suficiente para a evitar a classificação do Grêmio.
Renato está vendo que a equipe está jogando pouco. Já é um começo. Agora, quem tem o poder de mudar isso é ele. No seu 4-4-2, que é um 4-3-1-2, quem tem a função de apoiar e defender está mais atacando que combatendo. Nessa semana vazia, que antecede os jogos decisivos do Gauchão e da Libertadores, é preciso reencontrar o equilibro dentro do time. E esse equilíbrio passa, principalmente, pelas funções que desempenham os dois laterais e os três volantes.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Damião faz chover no Beira-Rio

Junto com a chuva que caiu sobre o Beira-Rio na noite desta quinta-feira, os 7 mil colorados (corajosos) que foram ao estádio viram também uma chuva de gols contra o Ypiranga de Erechin. Só de Leandro Damião, foram três. Zé Roberto fechou a conta e fez um. Duas semana sem jogar, duas semanas depois de golear o Jaguares pela Libertadores, os titulares do Inter voltaram a jogar, jogar bem, e golear de novo: 4 a 0.
Se Damião foi destaque pelos gols, Oscar foi destaque pela categoria e pelo belo futebol apresentado. Assumiu a bronca de substituir o maestro D'Alessandro, comandou um Inter consistente, que pouco deu chance a um frágil Ypiranga. Ainda teve o retorno de Sobis, que entrou no segundo tempo. Teve a estreia do zagueiro Rodrigo, teve o Tinga como titular novamente, teve um sempre perigoso Cavenaghi vindo também do banco.
É um Inter cheio de alternativas. Completo, no papel, é um senhor time. Mas nesse senhor time ideal, não tem Damião nem Oscar, nem Zé Roberto, nem Sorondo, que vem jogando. Qual colorado não quer ver Sobis e Cavenaghi jogando juntos? Mas quem quer Damião, goleador do Gauchão, com 8 gols, fora do time?
Domingo, o Inter sobe a serra e enfrenta o Caxias, já sem o técnico Lisca, no Centenário. Partida válida pela segunda rodada da Taça Farroupilha.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sem chance para o azar

No sábado, Inter e Fluminense foram eliminados nos estaduais jogando contra times menores. No domingo, Renato Portaluppi não quis dar chance ao azar nem para a zebra no Olímpico. Contra o Ypiranga de Erechim, pelas quartas de finais da Taça Piratini, força máxima, passeio em campo, muito calor e goleada de 5 a 0.
Carlos Alberto e Escudero foram vetados pelo departamento médico, que achou pertinente preservar esses jogadores. Assim, o Grêmio voltou ao 4-4-2 com meio-campo em losango, com Adilson novamente na equipe. Nem o 3-5-2 do Ypiranga, com um zagueiro na sobra e Pansera grudado em Douglas, foi suficiente para evitar a goleada. A diferença técnica entre as duas equipes foi quase constrangedora. Fez correto o Grêmio em imprimir bom ritmo, principalmente no 1° tempo, jogar um futebol sério e comprometido e, assim, presentear os 11 mil que foram ao Olímpico com uma apresentação de luxo.
Talvez o que tenha deixado o técnico Renato mais feliz com a vitória tenha sido os dois gols de André Lima e o gol de Borges. Ele vem apostando nessa dupla de ataque e recebendo críticas negativas. Estreando "marca" nova, a camiseta 99, André Lima fez sua melhor partida ao lado de Borges, tendo exito ao sair da área e, por vezes, fazer o papel de um segundo atacante, e tendo a competência de também aparecer de centroavante e anotar dois. De qualquer forma, é uma dupla que ainda não me convence, que tira potencial de dinâmica de jogo da equipe. Mas isso só os próximos jogos dirão.
Na lateral-esquerda, Gilson mostrou mais confiança que outrora. Jogou solto, leve, como o fez depois de ter marcado seu gol contra o Oriente Petrolero. É um jovem, quem sabe só precisa de respaldo. Renato parece que já está dando, só falta a torcida. Outro jovem que entrou bem foi o Leandro, no segundo tempo, meia de 17 anos, franzino e um tanto tímido, fez um feijão-com-arroz e ainda apareceu para fechar a goleada no final.

Quinta-feira o Grêmio enfrenta, na Colômbia, o Junior Barranquilla pela Libertadores. O time que vai à campo ainda é dúvida. Só duvido que seja aquele do 4-1-3-2 que enfrentou o Oriente Petrolero. Para o retorno - se retornar - de Carlos Alberto, André Lima e Gilson são candidatos a saírem. Caso saia o atacante, se configura o 4-2-3-1. Se o escolhido for Gilson, se mantém o 4-4-2 e Lúcio retorna à lateral esquerda. Especulações minhas. Não sei.
Próximo domingo, pela semifinal da Taça Piratini, o Grêmio recebe o Cruzeiro.
   

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Definidas as semifinais da Taça Fábio Koff

Todos os jogos das quartas de finais foram decididos nos pênaltis, mas o jogo entre Grêmio e Pelotas foi o único que foi decidido nos 90 minutos. No próximo final de semana quatro equipes disputam duas vagas na final do turno. No sábado, o Internacional recebe o Ypiranga de Erechim no Beira-Rio. Já no domingo, o São José enfrenta o Pelotas no Estádio Passo D'Areia. Vejo como foi a rodada do final de semana:

Quarta-feira





Quinta-feira



domingo, 21 de março de 2010

Onze consecutivas

O jogo morno do primeiro tempo em Erechim, só o foi pela infelicidade do Grêmio em finalizar. O time comandado por Douglas dominou o Ypiranga, que mesmo com três zagueiros e dois volantes marcadores experientes não conseguiram parar o 10 Tricolor. Entretanto, Mayson, Jonas e Willian sucumbiram aos marcadores durante os 45 minutos iniciais. Aliás, está na figura do centroavante Willlian o maior defeito do time. Esse jogador ainda não mostrou nada e, percebe-se, dificilmente mostrará. Ferdinando descansa (joga) em paz, por enquanto.

A atuação segura da defesa, o bom futebol de Douglas, e a boa participação do lateral Fábio Santos não foram suficientes para o Grêmio transformar sua superioridade em gols. Faltou alguma coisa, lá na frente. Assim, as duas equipes foram para o intervalo com o placar zerado.

Direferente do primeiro tempo, o segundo foi interessantíssimo. O jogo acelerou, teve quatro gols, viarada de placar, confusão e expulsão. A solidez defensiva do Grêmio caiu por terra, pois Rodrigo e Mário falharam no mesmo lance, e o Ypiranga saiu ganhando logo aos 2mim da segunda etapa. O Grêmio ficou perturbado e, por 15 minutos, só deu Ypiranga.

O Tricolor só melhorou quando Silas resolveu trabalhar e fazer o óbvio: sacar Willian e pôr Mithyuê. A entrada do jovem foi no momento em que Grêmio voltava a se equilibrar dentro da partida, que demorou. A entrada de Mithyuê fez com que Mayson e Jonas jogassem mais, e deu mais opções pelo lado, fazendo o lateral Edilson também jogar mais.

Os três gols do Grêmio depois dos 20mim do segundo tempo aconteceram de forma natural. A engrenagem da equipe Tricolor funcionou bem. O Grêmio passou a empilhar chances de gol, já o Ypiranga se acanhou depois do golaço de falta do Jonas. A expulsão - discutível - do goleiro Marcelo Pitol no lance do segundo gol tirou por completo as chances de reação do time de Erechim.

Ao derrotar o Ypiranga, em Erechim, por 3 a 1, o Grêmio alcançou sua décima primeira vitória consecutiva. Silas se mantém muito mais pelos resultados do que propriamente o futebol da sua equipe nesse começo de temporada. As melhoras, sensíveis ainda, vieram ao natural, quando o treinador definiu o time e o trabalhou. O Grêmio de hoje passou por dificuldades, mas teve momentos de bom futebol. Silas, ao modo Silas, vai acertando seu time. E, a exemplo de Maylson nas últimas rodadas, Mithyuê está se escalando.