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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A falta de continuidade que atrapalha a dupla Gre-Nal

Sem dúvida nenhuma, dos últimos presidentes do Internacional, Giovanni Luigi é o mais contestado pela torcida. Seu mandato começou em 2011. Celso Roth era o técnico, recém havia renovado o contrato. O Inter vinha do Mundial de Clubes de 2010, ainda sob a presidência de Vitório Piffero. Em poucos meses, Luigi demitiu Roth. Veio Falcão, e o ídolo colorado ficou mais três meses e também foi pra rua. Depois de alguns jogos com Osmar Loss de interino, chega então Dorival Junior. Este último consegue transpassar 2011 e vai até boa parte de 2012, quando é demitido para que Fernandão assuma o comando técnico da equipe. E o Capitão da América em 2006 foi outro que não conseguiu ter sequência. Em 2013, início do segundo mandato de Luigi, Dunga começa um trabalho promissor. Uma série de fatores e resultados ruins também resultaram na queda do Capitão do Tetra. É então que o Colorado termina o ano com Clemer sendo o treinador.

Giovanne Luigi se encaminha para seu quarto e derradeiro ano de presidência. Foram, até agora, sete treinadores. Basicamente, o Inter troca o comandante a cada seis meses. É muita coisa. Se formos contabilizar o número de dirigentes que passaram pelo departamento de futebol, também é uma enormidade. Nesta terça o Luis César Souto de Moura, então diretor de futebol, anunciou sua saída. Ou seja, no Beira-Rio, em 2014, o Inter segue com o mesmo presidente mas novamente terá um departamento de futebol e uma comissão técnica iniciando um trabalho.

Não há planejamento que resita. Os jogadores não sentem a mínima confiança na direção e a certa altura já não respeitam mais aqueles a quem deveriam ser subordinados. E isto vem acontecendo muito claramente dentro do vestiário colorado nas últimas temporadas.

No Grêmio, com todo respeito ao Fábio Koff - o maior dirigente da história do Grêmio, cartola dos mais importantes e de grande influência política no futebol sul-americano -, as informações deste resto de ano dão conta que não são boas as chances de renovação com Renato Portaluppi. A não ser que o treinador peça um absurdo impagável de salário para o próximo ano, a troca do comando técnico do Grêmio é um equívoco para 2014.

Renato já conhece o grupo, tem a simpatia dos jogadores e fez uma campanha que o credencia a ter o respaldo da direção gremista. 

Se a decisão for realmente mudar de treinador, Koff inicia seu segundo ano de mandato com o terceiro técnico. É muita mudança! Se há o mérito na manutenção do diretor executivo Rui Costa e do Assessor de Futebol Marcos Chitolina, o Grêmio tem tudo para começar um ano promissor mantendo a comissão técnica e fazendo contratações pontuais num grupo que é vice-campeão brasileiro.

É preciso ter convicção.

domingo, 2 de setembro de 2012

Inter mais à vontade com D'Alessandro

A goleada sobre o Flamengo pode ser marcante na trajetória do Inter no BR-12. Além de marcar o retorno de D'Alessandro, Forlán desencantou e marcou duas vezes, Moledo voltou a ser titular e a torcida fez as pazes com o time. Aliás, o clima era surpreendentemente bom entre time e torcida, mesmo depois do gol de Love, aos 14 minutos, em bobeada horrorosa de Muriel.
Mateus Bruxel/ClicRBS
Afinal, antes de tomar o gol, o Inter já era melhor em campo. Se não era tão melhor que o Flamengo, era melhor em relação ao próprio Inter. Fernandão esquematizou um velho conhecido do Beira-Rio no último dois anos, o 4-2-3-1, que trouxe o equilíbrio que faltava nas últimas partidas. O Inter não vencia há quatro jogos.

Com D'Alessandro distribuindo o jogo pelo meio, tendo a opção de procurar Forlán pela direita, acionar Fred na esquerda, e buscar Damião no comando de ataque, o Inter esteve à vontade em campo. Exceto um período de uns 10 minutos depois de sofrer o gol, até conseguir assimilar o golpe e a falha de Muriel.

Com Fred fazendo mais uma grande partida, com Forlán muito afim de jogo e com D'Alessandro aparentemente não sentindo a parada de mais de 30 dias, o Inter soube tocar a bola e avançar até a área flamenguista, com calma e rigor tático, com todos cumprindo (e bem) sua função. O Inter chegou à virada, com naturalidade, ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, Dorival deu uma ajudinha ao seu ex-clube. O técnico do Flamengo mexeu mau. Tirou Negueba, o melhor rubro-negro em campo, que segurava Fabrício na esquerda e se movimentava na diagonal, confundindo a marcação colorada. Dorival colocou o meia Mathues, um cadenciador, que poderia jogar junto à Negueba. Outro que entrou, e não entrou bem, foi Bottinelli. O Flamengo perdeu velocidade, ao contrário do Inter, que ganhou Fabrício pela esquerda e, já embalado, dominou completamente as ações.

O Inter fez boas mudanças, ganhou em velocidade com Lucas Lima e Dagoberto. Chegou naturalmente ao 4 a 1, contra um Flamengo burocrático, que vive do esforço solitário de Vagner Love e de lampejos de Ibson e Léo Moura.

Para os próximos jogos, o Inter projeta um crescimento possível, mesmo sabendo dos desfalques. É que agora tem D'Alessandro.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A excelente vitória gremista e a crise no Inter

Grêmio 3x1 Sport
As duas últimas vitórias do Grêmio foram por 3 a 1 e ambas significam bem mais que apenas um bom futebol. São duas vitórias construídas de formas diferentes, mas que fortalecem o moral do time não como em um jogo normal. Ganhar fora de casa, de um adversário que se imagina seja adversário direto na tabela, jogando 45 minutos com 10 homens em campo, com dois gols de um jogador que passava a ser criticado no Olímpico, tem a mesma relevância anímica que descer para o intervalo perdendo de 1 a 0 e voltar para o segundo tempo para dar um passeio no adversário e virar o jogo para 3 a 1. São duas vitórias que vão além do futebol jogado.

Elano foi o destaque do Grêmio. Luxemburgo parece ter acertado o meio-campo com o quadrado formado por Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto. Na lateral, Tony é uma das grandes notícias do tricolor, foi responsável por inúmeras jogadas contra Cruzeiro e Sport. Na frente, o ritmo de jogo e o entrosamento entre Moreno e Kléber finalmente começa a fazer diferença.

O Grêmio ainda tem certa dificuldade contra equipes que se fecham e especulam no contra-ataque. Nesta quarta o time, agora mais experiente, demostrou mais paciência e triangulações, que são indispensáveis para furar sistemas defensivos muito fechados. 

O Tricolor fecha a décima rodada do BR-12 na boa 4° colocação, com 18 pontos.

Crise no Inter
A crise que se estabeleceu no Internacional depois da derrota de ontem, nada tem a ver com a derrota de ontem. Em Minas, aconteceu uma espécie de estopim ou, como preferirem, acendeu o sinal amarelo para Dorival Junior. Por toda a circunstância que envolvia o jogo, não há nada de anormal o Inter, desfalcado e com um jogador a menos, perder para um Galo que está embalado, é líder do campeonato, joga em casa, e tem um bom time de futebol.

O Inter poucas vezes agradou em 2012. Mesmo nas poucas vezes que teve todo mundo disponível. Afinal, Dorival reclama com razão quando alega as poucas oportunidades que teve de trabalhar com o grupo completo. Sem dúvida, lesões, suspensões e convocações prejudicaram o ano colorado. E são jogadores importantes, como Moledo, Kléber, D'Alessandro, Oscar, Dagoberto, Dátolo e Damião. Tinga e Sandro Silva, que já foram titulares a certa altura do ano, deixaram o clube. Dorival não conseguiu dar sequencia a uma ideia de time titular.

Outras questões que tomaram conta das manchetes coloradas durante o ano foram os casos de indisciplinas e desentendimentos de vestiário. Sintoma que não é de agora, e evidencia um grupo difícil de se trabalhar, que há anos passa pelas mãos de muitos treinadores.

Demitir Dorival seria entregar o futebol do Inter quase que exclusivamente ao bel prazer dos jogadores. Do contrário, os atletas também precisam sentir sua parcela de culpa na má fase do time. É cômodo para qualquer um no Beira-Rio deixar tudo recair nas costas do treinador.

Mais do que nunca Dorival precisa de respaldo da direção. O Inter precisa de trabalho técnico, tático e, importante agora, um pulso firme da direção dentro do vestiário. Trocar de técnico a toda hora relaxa o grupo, fragiliza o planejamento e demostra falta de convicção. Dorival é bom treinador e ainda tem lenha para queimar no Inter.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Os retornos de D'Alessandro e Kléber

Do atual grupo de jogadores da dupla grenal, o atacante gremista Kléber e o meia colorado D'Alessandro são uma das principais referências técnicas e de liderança em Grêmio e Inter, respectivamente. Depois de muito tempo parados por lesão, nessa quarta-feira, na terceira rodada do BR-12, finalmente os dois jogadores voltaram à campo. Contra o São Paulo, no Beira-Rio, o argentino iniciou a partida e jogou os 90 minutos. Em Goiânia, o Gladiador entrou aos 20 minutos do segundo tempo e demonstrou total confiança para jogar seu futebol.

Nem Inter, nem Grêmio, fizeram partidas espetaculares. Fizeram o 1 a 0 básico, cada um com sua devida importância. A vitória colorada, no Beira-Rio, veio depois de um embate duro, contra uma equipe que provavelmente disputará as primeiras posições com o Inter mais pra frente. É fundamental tirar pontos dessas equipes. O Grêmio, por outro lado, venceu um Atlético-GO que não deve ser seu adversário direto na competição, mas venceu fora de casa, que é outro fator que pesa na campanha de qualquer time na reta final.

O time de Luxemburgo fez partida parecida com as que tem feito. Um time equilibrado, que não cria muito e nem permite ao adversário criar. A vitória poderia ter sido mais facilitada tivessem Marco Antônio e André Lima em noite mais inspiradas. Rondinelly e Kléber, quando entraram no segundo tempo, deram outra cara ao time. O primeiro, a velocidade que falta a MA. Já o segundo, deu a retenção de bola no ataque. Kléber soube segurar a bola, chamar o jogo pra si e dar tempo ao time se organizar.

Mesmo função de D'Alessandro no Inter. O argentino é o pensador colorado, quase o termômetro do time. É dele que saem as melhores jogadas do Internacional. O seu retorno representa um grande acréscimo para Dorival Junior que, em algum momento do ano, também vai contar com outro que está comendo a bola, o 10 da Seleção, Oscar.

Sem dúvida, com Oscar e D'Alessandro afinados e com o resto do time jogando na média, o Inter tem tudo pra fazer um grande campeonato. O Grêmio, quando sair do papel, e conforme for o desfecho da Copa do Brasil, também é outra equipe forte para o BR-12.

sábado, 26 de maio de 2012

O empate e o contexto colorado

Caso Dorival Junior pudesse contar com os oito jogadores que não puderam ser relacionados para o jogo desse sábado, contra o Flamengo no Rio, o empate não seria bom negócio para o Inter. Completo, o time gaúcho é mais forte que o bagunçado Mengão de Joel Santana, Ronaldinho e Love. Não vencer, mesmo que no  Engenhão, seria jogar três pontos no lixo.

Mas o Inter estava não só com o time titular desfalcado, e sim o grupo de jogadores como um todo. Atletas importantes, e que não são titulares, também não puderam atuar. Entre titulares e reservas, os de fora: Bolivar, Kléber, Sandro Silva, João Paulo, Jajá, D'Alessandro, Oscar e Damião. Na falta deles, Dorival improvisou um 4-3-1-2 com Dátolo centralizando a articulação e fazendo partida muito inspirada.

A maior dificuldade do Inter foram os gols prematuros do Flamengo. Aos 15 minutos de jogo o time carioca já fazia seu segundo gol. Jogando num 4-4-2 com quatro volantes de origem, Joel apostou na individualidade de Ronaldinho, Vagner Love e, mais recuado, pela direita, tentando jogar com Léo Moura, o estreante Ibson. Com a bola no pé, não foi um Flamengo brilhante, mas foi um time que soube apertar a saída de bola colorada. Os 2 a 0 iniciais foram consequência da marcação pressão.

Num jogo feio, de muitos passes errados para os dois lados, o Inter teve a maturidade de não perder a cabeça e continuar no jogo, buscando a sua forma de jogar, acionando sempre Dátolo e tendo em Fabrício, pela esquerda, uma válvula de escape eficiente. Este é o lateral-esquerdo para o restante da temporada, sem dúvida.

Num segundo tempo muito aberto e de boas mudanças de Dorival Junior, o Inter buscou com justiça o 3 a 3 depois estar perdendo de 3 a 1. Não é resultado que qualquer time busca, ainda mais contra um Flamengo, seja não situação que for.

O contexto transforma esse empate em vitória. Depois de iniciar vencendo o Coritiba em casa, empatar fora com o Flamengo não é nada mal. Fazendo uma projeção a longo prazo, no segundo turno é bem provável que o Inter esteja melhor que o time carioca e no confronto do Beira-Rio vença a partida. Tirar quatro pontos em cima de um grande é vantagem decisiva numa reta final de Campeonato Brasileiro.   

domingo, 13 de maio de 2012

Inter Campeão Gaúcho de 2012

Para o torcedor colorado, o primeiro tempo da decisão no Beira-Rio foi um filme de terror. Os dois times foram para o intervalo com o resultado de 1 a 0 para o Caxias, e com o time da Serra jogando melhor futebol. Surpresa para todo mundo, menos para o Caxias, que treinou e se preparou para vencer, e tem o direito de achar que pode ganhar. E poderia, caso tivesse melhor sorte no segundo tempo e mais preparo físico. 

E quer melhor sorte que a do goleiro Paulo Sérgio, que pegou o pênalti cobrado pelo Nei? O gol seria o empate do Inter, que até viria depois, mas com o pênalti o empate chegaria mais cedo e tornaria as coisas mais fáceis para o colorado. O Caxias fez o que pôde, enquanto pôde. Embora tenha bom time, não é o suficiente para vencer o Inter da melhor campanha do Gauchão.

Aos 26 do primeiro o Caxias abriu o placar explorando o tendão de Aquiles colorado, a bola aérea. Cruzamento e gol do lateral direito Michel. E o Inter sentiu demais o gol, se desorganizou e passou a jogar com pressa. No 4-2-3-1 de Dorival, os três armadores embolaram no meio, pareciam estar amarrados. Quando Oscar abria por um lado, lá estava Dátolo, ocupando o mesmo espaço de Tinga, ambos próximos de Oscar, assim foi quando qualquer um dos três pegou na bola - o que favoreceu a marcação do Caxias. Faltou infiltração, ocupação inteligente de espaço e orientação dentro de campo. Tudo o que D'Alessandro deu ao time no segundo tempo.

O Caxias de Mauro Ovelha jogou da mesma forma como jogou e venceu o primeiro tempo na Serra. Quase um 4-3-3, com o meia Wangler vindo da direita e se juntando aos atacantes Caion e Wanderley. Wangler foi o grande nome da equipe grená na decisão. Quase fez o gol de empate no final do segundo tempo, chutando da entrada da área e obrigando Muriel a fazer grande defesa para evitar o 2 a 2 que seria favorável ao Caxias.

As mudanças de Dorival no intervalo foram essenciais para a virada e o título colorado. Dátolo saiu porque jogava mal, deu lugar a D'Alessandro. Tinga não fazia má partida, mas o Inter precisava ser mais agudo, por isso Dagoberto em seu lugar. O esquema ficou exatamente o mesmo, mudaram as características dos jogadores e o espírito da equipe. O Inter adiantou suas linhas e o Caxias não teve força para igualar o confronto, e nem fôlego para puxar contra-ataques.

O gol do Sandro Silva é um prêmio para o volante que tem sido o melhor jogador colorado desde o empate de 1 a 1 com o Santos no Beira-Rio, ainda pela primeira fase da Libertadores. O empate deu o gás que o Inter precisava para trazer a torcida de volta e engolir o time do Caxias. A jogada saiu dos pés de Oscar, que cresceu no jogo, atuando pela direita, enquanto D'Ale organizava pelo meio e Dagoberto fazia boas jogadas pela esquerda. O gol de Damião foi um processo natural dentro do contexto do jogo, contexto construído pelo Inter e seu treinador.

O torcedor colorado comemora o título merecido, que além de representar o 41° estatual conquistado pelo clube, ajuda a amenizar o sentimento de frustração depois da eliminação na Copa Libertadores. Parece que dias melhores virão. Dias melhores sem tantas lesões, com mais opções. D'Alessandro e Dagoberto entraram voando, sem medo da dividida, sem dúvida acréscimos importantes. Importante como é ganhar o Gauchão - se não para nós, que metemos o pau nos estaduais, é para eles que jogam e levam pau o campeonato todo. Parabéns Inter.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

sábado, 12 de maio de 2012

Eliminação do Inter não é desastre

Não consegui comentar a eliminação do Inter na Libertadores. Quarta, após o jogo, não consegui logar para escrever aqui. Que seja, faço agora, mesmo que de maneira mais breve.

O fato é que o Inter não jogou menos que o Fluminense no Rio. O 2 a 1 que eliminou o colorado, a grosso modo, tem a ver com a bola parada de Thiago Neves e a dificuldade que o Inter encontra desde o ano passado para escalar seu miolo de zaga.

A equipe de Dorival jogou 10 jogos pela Libertadores em 2012, venceu apenas três, foi o 16º colocado entre os dezesseis classificados para a segunda fase da competição e acabou eliminado pelo time melhor classificado da Libertadores. Bota na conta do Inter a série de desfalques que não permitirem a Dorival escalar seu time ideal nunca. Portanto, não é nenhuma catástrofe essa eliminação  que, ironicamente, aconteceu na que seja talvez a melhor partida do Inter na Libertadores.

Só que o futuro não é negro no Beira-Rio, e Dorival precisa seguir seu trabalho de forma tranquila. O time do Inter é bom, do meio pra frente tem jogadores de muita qualidade, mas algumas vagas ainda indefinidas. Oscar, Damião, D'Alessandro e Sandro Silva hoje são os mais titulares do Inter. Ainda sobram Dátolo, Tinga, Dagoberto, Guiñazu e Jajá para disputar duas vagas. O problema do Inter ainda é a zaga. E mesmo não sendo reforçada, o Colorado entra forte na briga pelo BR-12

domingo, 6 de maio de 2012

O empate em Caxias e o choro de Oscar

Há quase 50 dias o meia Oscar não podia jogar pelo Inter devido à perrenga judicial com o São Paulo. Mesmo não estando encerrado o caso com o clube paulista, o jogador foi liberado para trabalhar pelo Internacional, e justo agora, no primeiro jogo da final do Gauchão. Justo agora, que Dorival Junior vê o departamento médico do Beira-Rio esvaziar suas opções para o time. Por lesão e suspensão, o Inter não pôde contar com Damião, Dagoberto, D'Alessandro, Dátolo, Kléber e Moledo. Destes, certamente a ausência menos sentida é a de Kléber, pois no seu lugar tem Fabrício, que já anda merecendo status de titular do Inter. 

Para Dorival, apenas o reforço de Oscar, que no 4-2-3-1 colorado inciou o jogo lá na direita, com Tinga pelo meio e mais recuado, e Jajá pela esquerda, encostando mais em Jô, se movimentando e participando das melhores jogadas do Inter, num equilibrado primeiro tempo. Quem desequilibrou o jogo no segundo tempo foi Oscar, que mudou de lado e encaixou boa parceria com o lateral Fabrício, mas só fez o gol do empate, e do choro da volta, depois de belíssimo lançamento de Jajá. A inversão de lado entre os dois meias-extremos do Inter e a queda da condição física do Caxias resultaram num segundo tempo todo colorado.

Porque no primeiro tempo o Caxias do estreante técnico Mauro Ovelha jogou de igual para igual, deu um calor na dupla Índio e Bolivar e desceu pro vestiário vencendo por 1 a 0. Com o bola, o time grená aplicava praticamente um 4-3-3, com o meia Wengler sempre abrindo para um dos lados e ficando na mesma linha de Caion e Wanderley. Na hora de defender e contra-atacar, um 4-3-1-2 com destaque para o volante apoiador Matheus, que combateu muito e chegou na frente, inclusive fazendo o gol do Caxias na jogada maravilhosa iniciada pelo lateral Fabinho.

O Caxias surpreendeu. Não esperava que fizesse tão boa partida depois de tanto tempo parado e com a recente troca de treinador. Com certeza ainda dá pra pôr muita coisa na conta de Paulo Porto, que iniciou o trabalho, venceu o 1° e teve uma queda de rendimento aceitável na Taça Farroupilha.

As chances de o Caxias surpreender mais do que já o fez são muito pequenas. No próximo domingo, mesmo com os desfalques que tiver e com o desgaste de jogar um jogo decisivo contra o Flu, pela Libertadores, na quinta-feira, acho improvável que o colorado não levante mais essa Taça. É no Beira-Rio, e é preciso jogar como no segundo tempo deste empate de 1 a 1. Ou será que esse bom Caxias repetirá o ano 2000?

Foto Alexandre Lops/Inter, divulgação

domingo, 29 de abril de 2012

Inter vence Grenal e leva a Taça Farroupilha

O Inter venceu porque jogou melhor que o Grêmio, e isso não teve nada a ver com qualquer gandula. A confusão que envolveu o técnico Luxemburgo e um gandula, aos 22 minutos do segundo tempo, é o único capítulo lamentável de um belo clássico. O treinador gremista admitiu o erro depois, na sua coletiva. É o tipo de situação que toma proporções maiores devido à importância do jogo e à rivalidade natural entre os dois clubes. O árbitro já tinha anulado a cobrança do escanteio cuja bola tinha sido ajeitada por um dos gandulas. A explicação da arbitragem faz sentido: no momento em que um elemento que não participa do campo de jogo arruma a bola para uma cobrança, ele passa a ser um corpo estranho no gramado, e a manobra passa a ser ilegal.

Quando da confusão, o jogo era igual, inclusive no placar. O 1 a 1 refletia o equilíbrio da partida. A confusão, o destempero do treinador e sua expulsão, chegaram até os jogadores. A partir dali o Inter tomou conta da partida, chegou ao segundo gol com Fabrício e conquistou com justiça o direito de jogar a finalíssima do Gauchão contra o Caxias, nos dois próximos domingos.
Ao contrário do que alguns analistas estão dizendo, não acho que Luxa tenha errado com seu 4-3-3. Sem poder contar com Léo Gago para fechar os quatro jogadores do meio-campo, e não tendo nenhum outro meio-campista para cumprir a mesma função no clássico, foi pertinente mudar o esquema de jogo escalando Miralles. Mesmo que os fatos não confirmem, pois o Inter teve todas as chances de gol do primeiro tempo e foi para o intervalo vencendo por 1 a 0.

Faltou ao Grêmio do primeiro tempo uma maior participação dos três atacantes. Tanto que o Tricolor não finalizou uma jogada sequer. E este é um dado decisivo. Mas o Grêmio poderia ter feito mais, como fez no início do jogo, equilibrando as ações até uns 25 minutos de jogo. Dava pra se impor jogando no 4-3-3.

Dorival, ao contrário de Luxemburgo, não surpreendeu. Com muitos desfalques - e desfalques importantes -, escalou o que tinha de melhor, da melhor forma possível. O Colorado jogou no habitual 4-2-3-1, com Dátolo pela esquerda da linha de armadores, Tinga pelo meio e Jajá pela direita, fazendo partida digna de colocar em dúvida a titularidade de Dagoberto. Outro que pode colocar um titular no banco de reservas é o lateral esquerdo Fabrício, que entrou bem contra o Flu, depois da lesão de Kléber, e jogou um grande clássico Grenal.

Na segunda etapa, a mudança do 4-3-3 para o 4-2-2-2,. com Marquinhos e Marco Antônio articulando e Moreno entrando no lugar do pouco participativo André Lima, representou pouca mudança no panorama do jogo. O Inter continuou melhor, mais concentrado e determinado na partida.

O Colorado fez o goleiro Victor trabalhar. Apesar da boa partida, o arqueiro gremista não conseguiu buscar o chute de Dátolo e nem a cabeçada de Fabrício. Muriel pouco trabalhou. O gol de Grêmio saiu de jogada de bola parada, nenhuma das poucas jogadas trabalhadas pelo time terminaram em perigo de gol. O futebol não perdoa.

Vitória justa do Inter, que jogou mais, ganhou fôlego para as decisões dos próximos dias e vê boas opções surgirem num grupo repleto de desfalques.

Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Equilíbrio no primeiro jogo entre Inter e Fluminense

O Fluminense ter a primeira campanha da Libertadores é plausível, nada de surreal. O que fugiu do comum foi a 16° campanha do Colorado entre os classificados para as oitavas de final. No geral da competição, a verdade é que o Inter ficou em 17°, pois o Defensor, terceiro colocado em seu grupo, teve campanha melhor que o time gaúcho. Pelo peso das duas camisas e pelos elencos, é prematuro que Flu e Inter se matem logo agora, no início da fase eliminatória. Contudo, pelo futebol apresentado pelo Colorado até agora, a situação se justifica.

Mas o que se viu no primeiro confronto foi equilíbrio. E não poderia se esperar outra coisa. O placar zerado só faz injustiça quanto ao tamanho do jogo e ao empenho das equipes. Porém, na equiparação de forças, o zero a zero talvez tenha sido um resultado correto. Assim como também seria 1 a 1 ou 2 a 2.
Foram dois tempos distintos. A primeira etapa foi toda do Fluminense. No segundo tempo, praticamente só deu Inter. As duas equipes jogaram de formas parecidas, um 4-2-3-1 com um atacante vindo de trás e se desgarrando da linha de armadores. No time de Abel, esse cara foi Rafael Sobis, que fez bom jogo, apareceu pelos dois lados, marcou o Nei e finalizou algumas jogadas. Diferente de Dagoberto, que pelo Inter executou a mesma função, mas como menos sorte. Dagoberto não foi bem mais uma vez, foi substituído no intervalo devido à lesão. Jajá, que entrou em seu lugar, foi melhor e participou da melhora do Inter na segunda etapa.

Tanto ao time de Dorival quanto o time de Abel, faltou acionar os finalizadores. Damião e Fred não receberam nenhuma bola em condição de converter à gol. Contudo, o centroavante colorado atuação razoável, melhor que a do avante tricolor. Leandro Damião buscou mais o jogo e criou algum coisa na base da iniciativa pessoal. Não é à toa que os destaques da partida foram jogadores de aptidões defensivas: Sandro Silva, pelo Inter, e Gum, zagueiro do Fluminense.

Na comparação dos dois tempos, o Fluminense comandado por Deco e Sobis criou mais que o Inter do segundo tempo. Só que, por ironia do futebol, quem teve o jogo na mão foi o Inter de Dátolo e Jô. O argentino desperdiçou o pênalti que Edinho cometeu em Damião; Jô meteu uma bola na trave poucos minutos antes do apito final, quando um bola sobrou em meio à confusão na área carioca.

No jogo da volta, 10 de maio, no Rio de Janeiro, o panorama deve ser o mesmo. Mas o Flu tem a vantagem de contar com o retorno de Wellington Nem, atacante que faz boa temporada pelo time carioca. Já o Inter dificilmente vai contar com os retornos de D'Alessandro, Oscar e, até mesmo, Kléber e Dagoberto.

Impossível cravar quem passa de fase. Mas é difícil negar que o Fluminense vive melhor fase e, quando propôs o jogo, foi melhor que o Inter no Beira-Rio.

Foto Diego Vara/ClicRBS

domingo, 8 de abril de 2012

A dupla grenal passeou no segundo turno

Terminou neste domingo a fase de grupos da Taça Farroupilha. A rodada definiu os dois rebaixados e os confrontos das quartas de finais. Com as vitórias de Inter e Grêmio, as duas equipes da capital consolidaram as melhores campanhas gerais do Gauchão e, caso um dos dois vença o segundo turno, decide em casa contra o Caxias. Os confrontos:

Chave 1:
Internacional x Cerâmica (Beira-Rio)
Veranópolis x São José (Antônio David Farina)

Chave 2: 
Grêmio x Ypiranga (Olímpico)
Canoas x Pelotas (Complexo Esportivo da Ulbra)

Rebaixados: Avenida e Ypiranga (caso este não vença a Taça Farroupilha)
Campeão do Interior: Veranópolis, que ficou com a terceira melhor campanha geral.

São Luiz 0 x 3 Internacional
Mesma tendo a próxima semana cheia para descansar e treinar, Dorival Junior escalou equipe mista, pois já entrou em campo classificado. O Inter fez o resultado de forma natural, o pouco de perigo que o São Luiz levou ao gol colorado parou nas mãos de Muriel. O lateral Nei, assim como o goleiro colorado, repetiu boa atuação e segue em grande performance em 2012. Quase fez outro gol de falta, mas dessa vez acertou a trave.

Neste domingo foi a vez de João Paulo, que abriu o placar em cobrança pelo lado esquerdo, em ângulo improvável para o gol. O jovem meia colorado e o atacante Jajá ganharam mais uma chance de Dorival. Foram razoáveis, assim como Dátolo, que perdeu um pênalti (que não existiu) mas compensou marcando o segundo gol do jogo. Estes três jogaram por Gilberto, atrapalhado durante os 90 minutos, mas que ganhou um presente aos 32 de segundo tempo. Nei cruzou na cabeça do atacante, que não perdeu - como fez em outras oportunidades dentro do jogo.

Mais uma notícia boa para Dorival é Sandro Silva, que fez bom jogo, como já fizera contra o Santos, e se torna primeira opções quando Tinga e Guiñazu não puderem atuar.

Grêmio 3 x 1 Caxias
Tarde de homenagens no Olímpico. O grande Aírton Pavilhão recebeu  todo o carinho que merece do clube e da torcida gremista. Jogadores do Grêmio jogaram com o nome de Aírton sobre a numeração de seus uniformes. Na torcida Geral, uma enorme faixa preta ficou estendida durante os 90 minutos.

Tarde também de ressurgimentos no Olímpico. Miralles e Naldo voltaram fazendo gols. O terceiro, de André Lima, não está longe de representar uma volta por cima do centroavante. Mas nem tudo é tão simples e tão bom quanto parece. O Caxias fez uma partida parelha com Grêmio, só não teve o mesmo aproveitamento tricolor nos lances de finalização.
Naldo ressurgiu só lá na frente, fazendo gol. Lá atrás, formando dupla com Werley, as mesmas fragilidades que qualquer dupla de zaga que jogou pelo Grêmio em 2012 demostrou. Este é o problema mais grave da equipe na temporada e Luxemburgo vai ter que se virar com o que tem para dar mais segurança ao sistema defensivo.

No meio da semana tem o jogo da volta contra o Ipatinga, pela Copa do Brasil. A mesma estrutura de equipe deve ser mantida. Mas dois nomes podem ficar à disposição de Vanderlei: Gilberto Silva e Marco Antônio. O retorno do zagueiro seria mais urgente, já que na vitória contra o Caxias o trio formado por Bertoglio, Miralles e André Lima teve boa atuação, além de terem construídos juntos as jogadas do primeiro e do terceiro gol.

*Foto Mauro Vieira/ClicRBS 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Inter, Santos e o jogão no Beira-Rio

Do meio para frente, Dorival Junior não contava com jogadores fundamentais de sua equipe. Oscar, D'Alessandro e Guiñazu teriam todas as condições de dar um algo a mais em favor do Internacional no jogaço que acabou em 1 a 1 no Beira-Rio. Ou talvez não, é do futebol. No primeiro jogo, em Santos, eles jogaram e o Inter tomou três do Neymar, este monstro com a bola nos pés que, nesse segundo jogo, só foi parado pela monstruosa atuação de Muriel, arqueiro colorado que vive uma temporada de muito brilho.

Ao contrário do Inter, o Santos de Muricy estava completo do goleiro ao centroavante. Um time que ainda é o atual campeão da América. E que, de quebra, é melhor que aquele Santos que venceu o Peñarol em julho passado. Uma equipe que demostrou muita maturidade ao não se desesperar com o gol cedo do Inter, um golaço do Nei, em linda cobrança de falta. O Santos segurou o Colorado com toda a paciência do mundo, neutralizou como pôde as investidas de Dagoberto e Dátolo, anulou Damião e, aos poucos, foi avançando e retendo a bola até possuir o controle do jogo, mas nada que representasse um desequilíbrio exagerado em campo, pois o Inter nunca foi passivo na partida.

Dorival armou um time híbrido, mas que atuou a maioria do tempo no 4-4-2, com Tinga bem aberto na direita, jogando uma bela partida, de muita entrega, com Dátolo ao lado, mais no centro que na esquerda, formando assim um quadrado torto no meio, com Sandro Silva e Élton jogando praticamente em linha na frente da zaga. Na frente, Dagoberto foi atacante ao lado de Damião, movimentou pelos dois lado, fez partida melhor que a do companheiro e melhorou com relação a ele mesmo nos últimos jogos.

As variações táticas do Inter pouco efeito prático tiveram no confronto. Em certos momentos Tinga recuou para formar um losango no 4-3-1-2. Algumas vezes quem recuava era o atacante Dagoberto, para armar a equipe no 4-2-3-1 que Dorival costuma usar.

O Santos não veio para empatar. Curiosamente, no final do segundo tempo, o Peixe era o mais interessado e jogar e se expor buscando o segundo gol que o próprio Internacional, que com este ponto somado adia e complica um pouco a classificação para a segunda fase. O Colorado fica quase que na obrigação de vencer o Juan Aurich no Peru e ainda torce por resultados paralelos bem prováveis que aconteçam.

Neymar passou como quis pela defesa colorada mais um vez, o craque santista merecia o gol por tudo o que fez e jogou no Beira-Rio. Neymar só não passou por Muriel, que por tudo o que catou embaixo das traves, não merecia ter sido vazado por Alan Kardec. Mas merecimento e justiça são conceitos complicados de serem aplicados ao futebol. Como ficou é sempre como deveria ser.

E foi um jogão. No final das contas, o Inter segurou as pontas. Pelo tanto de desfalques que teve Dorival, quando Tinga e Dagoberto cansaram, faltou banco para o treinador. Jajá, na Libertadores, ainda não. O mesmo vale para Gilberto. Muricy, por outro lado, tirou do banco Alan Kardec, autor do gol de empate, e Elano, jogador experiente e com passagens pela Seleção.

*Foto Diego Vara/ClicRBS

quinta-feira, 29 de março de 2012

As opções de Dorival Junior

Nesta quarta o Internacional empatou em 0 a 0 com o Lajeadense, fora de casa, e garantiu vaga na segunda fase da Taça Farroupilha. Dorival escalou equipe mista visando já o jogo da próxima semana, contra o Santos no Beira-Rio, válido pela Copa Libertadores. O bom e jovem time do Lajeadense complicou a vida do Inter, que pouco criou num jogo mormo e de poucas chances.

Para o confronto contra o Santos, o Inter segue sem Oscar, provavelmente não terá D'Alessandro 100% e Guiñazu é dúvida. O D'Ale voltou a sentir a lesão na terça, não jogou ontem e não jogará no final de semana. Contra o Peixe, tenho quase certeza que o argentino vai pro jogo, mesmo não estando na sua melhor condição.

Portanto, a linha de frente do Inter deve ter Dátolo na direita, D'Alessandro por dentro, Dagoberto na direita e Leandro Damião no ataque. O treinador colorado tem feito pequenas alterações no posicionamento de Dagoberto, que ora está como atacante ao lado de Damião, ora está como meia no 4-2-3-1 de Dorival. Dagoberto rende mais vindo de trás, tendo a possibilidade do chute de média distância e de entrar na área em diagonal.

Ao lado de Tinga, caso não jogue Guiñazu, Bollati e Elton são alternativas. Devido as circunstâncias, Élton tem mais fôlego e agilidade para marcar o meio-campo santista. De qualquer forma, o Inter perde sem Guiñazu.

Jajá e João Paulo também são opções, ainda que com menos possibilidades de serem utilizados no confronto. Até não atenderiam as necessidades do Inter, principalmente Jajá, que ainda precisa provar muito. Ontem, João Paulo rendeu legal jogando pelo meio, diferente de quando jogou pela direita.

A única coisa certa é a pedreira que vai ser Inter e Santos. Para os dois.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Um ponto que vale ouro na Bolívia e a classificação pouco brilhante no Olímpico

The Strongest 1 x 1 Internacional

Se a altitude de 3 mil e 600 metros já era um obstáculo e tanto para o time de Dorival Junior, imagina então receber a notícia, poucas horas antes do jogo, de que Oscar não poderia jogar, pois constava no BID como jogador do São Paulo. Sem dúvidas o cenário se desenhava para uma noite de muitas dificuldades para o Internacional. De fato, o empate em 1 a 1 foi suado, quase que não sai. Só saiu aos 43 do segundo tempo, dos pés do atacante Gilberto, que quase desperdiçou o lance.
Não podendo contar com Oscar, Dorival escalou João Paulo, que jogou quase sempre na meia-direita. Na esquerda esteve Dátolo e, mais à frente, como dois atacantes, Damião e Dagoberto. Dorival desmanchou o esquema com três meias e avançou Dagoberto, que não fez boa partida, buscou pouca bola e não conseguiu se desvencilhar da marcação. Ao contrário de seu companheiro de ataque, Leandro Damião teve melhor performance, chamando a marcação, indo pro embate com os zagueiros, fazendo tabelas e finalizando.

O fraco The Strongest passou a maior parte do tempo num 4-3-3, jogando com muita velocidade e apostando  nas subidas do meio-campista Chumacero que, não raro, estava dentro da área ao lado do centroavante boliviano. Contudo, o Inter fez um primeiro tempo equilibrado, com boas chances de conclusão. Mas a perna pesou no segundo tempo.

E não pesou apenas pela atitude. O gol cedo do Strongest desestabilizou o Colorado e encheu de gás o time boliviano. O Inter não se achou mais em campo. Aliás, achou o gol de empate quando nenhum colorado mais apostava na equipe.

Colocando na balança, o resultado tem muito mais peso que a atuação. É um ponto que vale ouro e facilita muito a classificação colorada para a fase eliminatória da Libertadores. Já atuação não deve pesar muito no decorrer do trabalho no Beira-Rio, visto todas as circunstâncias da partida, afinal Santos e Juan Aurich foram à La Paz e perderam. 

Grêmio 3 x 1 River Plate-SE

No resultado agregado, 6 a 3 para o Grêmio. É um placar elástico, mas tomar três gols de um time que não se classificou pra segunda fase do campeonato sergipano é preocupante. Luxemburgo sabe disso. O Grêmio sabe disso. O quanto é confiável uma zaga com G.Silva e Werley? Só o tempo irá dizer.
Quem foi ao Olímpico esperava um goleada. Talvez a equipe tenha caído na mesma graça. O Grêmio não entrou de sangue doce ou com o pé frouxo. Pelo contrário, Kléber, Moreno e Bertoglio estava mordendo, marcando forte a saída de bola do River. Todo o Grêmio avançou, fez a blitz mas não conseguiu finalizar. Sobrou espaço para uma ou duas escapadas do adversário, que acabou marcando primeiro.

O River Plate do Sergipe não fez feio. Até certo ponto, bloqueou totalmente as ações do Grêmio e teve alternativas de contra-ataque. A equipe obedeceu com rigor o 4-4-2 com duas linhas de quatro proposto pelo treinador Luis Carlos Cruz.

Luxemburgo testou novas possibilidades para sua equipe. Manteve o 4-3-1-2, com com Gago no banco, Bertoglio como ponta-de-lança no losango e Marco Antônio mais recuado, à esquerda, como volante apoiador. Na lateral esquerda, o destro Pará jogou no lugar de Julio César. Na prática, o Grêmio fazia um 4-2-2-2, com o argentino caindo mais pela direita e Marco Antônio avançando. Essa formação já foi tentada antes, mas ao invés de Bertoglio o Grêmio tinha Marquinhos. A mecânica de jogo ficou prejudicada da mesma forma. A performance individual caiu. O Grêmio dependeu muito de Kléber, que não fez gol mas foi o grande destaque da partida. 

Na balança tricolor, a classificação é importante, não há dúvida, porém a atuação do Grêmio tem de pesar bastante. Por enquanto, está provado que o atual elenco de Luxemburgo se adapta melhor a um sistema com três volantes de velocidade, que desarmam no campo do adversário e auxiliem Kléber e o eventual articulador a comandar o ataque da equipe. O Grêmio precisa fortalecer essa ideia de time.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Inter se recupera na frente de sua torcida

A derrota de 3 a 1 para o Santos, pela Libertadores, deixou um clima ruim no Beira-Rio. Não só pelo futebol jogado, mas também pela atitude em campo, pelas opções do treinador e pelas diversas declarações desencontradas de dirigentes, comissão técnica e jogadores. Por pouco o Inter não mergulhou em uma crise administrativa. A possibilidade de que Dorival Junior tivesse perdido o comando de vestiário chegou a ser considerada. Acho que não chega, e nem chegou, perto de acontecer.

O fator Neymar e a Vila Belmiro lotada ajudaram a amenizar as coisas no Colorado. A vitória contra o Santa Cruz, no Gauchão, também, embora fosse um apertado 2 a 1. O Inter precisava lavar a alma, como fez ontem, contra o fraco The Strongest. Na tabela, o time boliviano tem os mesmos 6 pontos que agora tem o Internacional, mas foram 6 pontos conquistados na altitude de 3,6 mil metros de La Paz. 

A diferença entre as duas equipes se mostrou astronômica. No primeiro tempo o Strongest se fechou, num 4-4-2, jogando com duas linhas e buscando contra-atacar. Não deu certo. O Inter teve a bola sempre no pé, e só atacou na boa, fazendo 2 a 0 muito cedo e se acomodando. Na segunda etapa os bolivianos tentaram correr atrás do prejuízo, montando um 4-3-3, mas de pouca eficiência, sem velocidade nem aproximação. A coisa ficou mais fácil para um Inter paciente e eficaz. Os outros três gols saíram naturalmente.

A escalação de Dorival Junior não teve surpresa, foi o habitual e correto 4-2-3-1. Se o treinador não pôde contar com D'Alessandro, lesionado, no centro da linha de três meias colorados jogou Dátolo que, junto com Oscar, ditaram o ritmo da vitória do Internacional. O argentino se encaminha para ser o que, nos últimos anos, foi Andrezinho para o Inter. A não ser que Dátolo coloque Dagoberto ou Oscar no banco.

Os três gols de Damião também são sintomas importantes para a equipe e para o próprio jogador. Dorival conversou com ele, pediu para o centroavante simplificar. Sorte do Inter que para Leandro Damião, o simples é fazer três.


quinta-feira, 8 de março de 2012

A derrota colorada e a vitória gremista

Santos 3 x 1 Inter
Jogão de bola entre os dois últimos campeões da Libertadores. Dois times de futebol com equipes de respeito, reconhecidamente favoritos ao título da competição continental em 2012. Mas entre Santos e Inter (e Santos e qualquer equipe sul-americana), uma diferença essencial: Neymar.
 Se o Internacional teve problemas na Vila Belmiro, sem dúvidas o maior dele foi o craque santista. Porém, as outras carências coloradas que contribuíram para a vitória do Santos não podem passar desapercebidas. A começar pela opção inicial de Dorival Junior, que mudou a equipe para o confronto. Ao invés do habitual 4-2-3-1, Dorival deixou Dagoberto no banco e montou um 4-3-1-2, jogando Oscar para o ataque e fazendo uma trinca de volantes com Bolatti, Élton e Guiñazu. Centralizado na articulação, tentou jogar D'Alessandro.

E o problema, como muitos falam, não são os três volantes, obviamente. O Santos jogo com três volantes, no mesmo 4-3-1-2 do colorado no primeiro tempo. Dorival Junior usou as peças erradas para a estratégia de jogo. Tinga e Dagoberto seriam opções mais adequada. Mas parto do principio que a opção correta era mesmo manter a equipe na forma habitual de jogar, com os três meias atrás de Damião. Segundo o treinador colorado, problemas de vestiário atrapalharam na montagem da equipe, porém não revelou a natureza dos problemas.

Santos e Inter estavam a maior parte do tempo com a marcação encaixada. O jogo foi muito pegado, com espírito de Libertadores. E quando a parte tática das equipes se equivalem, promovendo combates individuais no campo, a qualidade técnica tende a levar a melhor. Aí Neymar foi um monstro, fez três gols e desmontou tática e psicologicamente a equipe colorada. Henrique e Arouca foram peças importantes para que D'Alessandro e Oscar tivessem uma jornada frustrante.

River Plate-SE 2 x 3 Grêmio
Era jogo para o Grêmio atropelar. Mesmo com toda a dedicação da modesta equipe do River, que merece todo o respeito e os parabéns por conseguir levar a decisão para Porto Alegre e ter aberto, em dado momento, uma vantagem de 2 a 0, jogando melhor que a equipe gaúcha.

Só que o Grêmio de 2012 ainda não é capaz de atropelar ninguém. O time de Luxemburgo jogou a maior parte dos 90 minutos com preguiça. Tomou dois gols porque desacreditou na capacidade do adversário e porque errou bisonhamente na hora de se defender. A atuação gremista foi constrangedora, mesmo com a vitória, que só veio com um primeiro gol irregular (Kléber fez falta sobre o defensor do River) e depois da equipe sergipana cansar e perder um jogador expulso.

Luxemburgo repetiu a equipe do último jogo. Um 4-3-1-2 pouco eficiente porque Marco Antônio não dá o ritmo necessário pela direita e nem Marquinhos pelo meio. O Grêmio depende quase que fundamentalmente de Kléber Gladiador. No segundo tempo, na blitz gremista, numa espécie de 4-2-4, Facundo Bertoglio entrou bem novamente, e fez o gol da virada, no último minutos de jogo.

Esta vitória gremista tem pouco peso perto do futebol pobre jogado pela equipe. Não tem erro, no jogo da volta o Grêmio vence no Olímpico e passa de fase. Só que mais pra frente, vai precisar de mais bola para vencer. A volta de Souza e a efetivação de Bertoglio como titular passam pela melhor Tricolor.

domingo, 4 de março de 2012

Inter e Grêmio esquentam a máquina na Taça Farroupilha

Iniciou neste final de semana o segundo turno do campeonato Gaúcho. E se querem pensar em título, ou Inter ou Grêmio precisam vencer para, aí sim, disputar a finalíssima contra o Caxias, campeão do primeiro turno. Pelo menos a dupla grenal começou vencendo seus jogos. Nada de brilhantismo e, apesar do 2 a 1 em ambos os jogos, poucas dificuldades também.

No sábado, o Inter recebeu o Ypiranga no Beira-Rio. Saiu vencendo, sofreu o empate e buscou a vitória com gol de Damião, à lá Damião, sem frescura, dividindo com a zaga. Gol importante para o centroavante que quer voltar a ser o goleador do colorado. 

Visando o Santos na quarta-feira, jogo na Vila Belmiro, pela Libertadores, Dorival poupou D'Alessandro. O argentino fez falta à equipe, como sempre faz, e pode comandar a equipe colorada contra o Peixe de Neymar e Ganso. Pra esse jogo, Dorival Junior pode contar ainda com os retornos de Tinga e Guiñazu. Jogo imperdível.

Em Gravataí, nesse domingo, o Grêmio de Luxemburgo enfrentou um Cerâmica jovem, de postura ofensiva, mas com poucas possibilidades técnicas de tirar pontos do Grêmio. O Tricolor, assim como o Inter, também jogava com a cabeça quase em outra competição. Na quarta o Grêmio estreia na Copa do Brasil contra o River Plate de Sergipe, em Sergipe.

A vitória gremista foi marcada mais uma vez pela boa atuação de Kléber, pela estreia promissora do meia argentino Facundo Bertoglio e pelo sentido de coletividade que a equipe vem ganhando desde a chega do novo treinador. Ainda que não tenha contado com Souza, Vanderlei escalou o meio-campo do Grêmio com quatro jogadores formando um losango, com Marquinho de ponta-de-lança e Marco Antônio mais recuado, à direita. Sem dúvida um time provisório que, talvez seja repetido na quarta, com Moreno assumindo o comando de ataque no lugar do André Lima, mas com certeza não deve se repetir com Souza à disposição e com Bertglio mais adaptado e confiante.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O que mais pesou na vitória gremista?

Fica difícil mensurar qual, dos últimos acontecimentos no Estádio Olímpico, foi mais determinante para que o Grêmio jogasse bem e vencesse o Internacional dentro do Beira-Rio. Um grenal precoce, muito mais pela condição de tabela do Grêmio na fase classificatória do qualquer outra coisa. Perder um dos grandes ainda na fase de quarta de final não é bom para o campeonato, com todo o respeito que merecem os clubes menores e que, exalte-se, fizeram muito por merecer chegar aonde chegaram, com reais chances de ganhar o 1° turno do Gauchão. O Grêmio, aliás, apenas se classificou por que o Cruzeiro de PoA perdeu seis pontos (discutíveis) no tribunal.

Subsequente a isso, a classificação gremista sobre o Inter veio na bola, apesar da arbitragem insegura de Fabrício Neves Corrêa. E quem jogou mais bola foi Kléber, que infernizou o sistema defensivo colorado e ainda fez o segundo gol do 2 a 1 gremista. De uma forma geral, o Grêmio conseguiu fazer, coletivamente, sua melhor partida no ano. Coincidência ou não, logo após a saída do técnico Caio Junior. Muitos consideram este o principal fator de melhora da equipe. Este blogueiro discorda, mas não desconsidera, afinal de contas o trabalho de Caio percorria caminhos confusos. Caso permanecesse, tenho quase convicção que escalaria o mesmo time que venceu o Inter. Se venceria ou não, não tem como saber, mas o Grêmio que venceu nesta quarta é o mais lógico a ser escalado nas condições atuais do elenco (contando com a ausência de M. Fenandes, lesionado).

O Grêmio jogou num 4-4-2 com meio-campo em losango (4-3-1-2). O técnico interino Roger, acostumado a vencer grenais na década de 90, contou com a experiência de G.Silva na zaga, ao lado de Naldo. Teve o retorno de Julio César na esquerda, fazendo boa dobradinha com Léo Gago, que jogou como volante/apoiador por aquele lado, muitas vezes espetando o lateral colorado Élton, um dos mais fracos do clássico. Do lado direito do meio-campo a boa nova Tricolor, o volante Souza, de muito boa atuação. Centralizados estiveram Fernando, à frente da zaga, e Marco Antônio, enganche atrás do atacantes. Com Moreno e Kléber na frente, este é um time que sabe marcar e jogar em velocidade, e foi jogando assim que venceu o Inter.
No seu habitual 4-2-3-1, com Oscar e D'Alessando pouco inspirados, foi justamente a marcação forte e avançada do Grêmio a principal dificuldade encontrada pelo colorado. O Inter não conseguiu manter a posse de bola e nem trocar passes com tranquilidade. O gol de Damião, no primeiro tempo, foi fruto de um contra-ataque puxado por Dagoberto. Na segunda etapa, depois de algumas mudanças de Dorival, o Inter tentou um abafa, fazendo um 4-1-3-2, mas parou nas mãos de Victor.

Improvável que a simples chegada de Luxenburgo já tenha sido determinante na atuação do Grêmio no clássico. Assim como a simples saída de Caio Junior também não foi essencial. A vitória passa pelo esquema proposto pelo Roger (que seguiu a linha do antigo treinador) e pela motivação pessoal de alguns jogadores, como Kléber.

O que se sabe é que agora o ano no estádio Olímpico começa de novo, com alguns reforços à disposição. jogadores voltando de lesão e, provavelmente, uma paciência para trabalhar que o antigo treinador não teve.

Foto Diego Vara/ClicRBS

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Internacional em outro patamar

A equipe titular do Inter tem qualidade técnica invejável para a maioria das equipes sul-americanas. Após 6 meses de Dorival Junior, e quase um mês de trabalho em 2012, já encaminha também sua melhor forma tática, física e psicológica. Atributos fundamentais que, junto à técnica, formam uma equipe vencedora.

O Inter sobra no Gauchão quando usa seus titulares. E fez 2 a 0 ao natural nas duas melhores equipes do campeonato até agora. No domingo, em Caxias do Sul, contra a equipe do Caxias. Nesta quarta, em jogo único, válido ainda pela sexta rodada, contra o surpreendente Cruzeiro, que só não é um dos líderes do Estadual porque perdeu seis pontos (duvidosos) no tribunal. Sem contar a boa partida contra o Juan Aurich na estreia da fase de grupo da Libertadores na semana passada. 

Claro que Caxias e Cruzeiro são bons times em se tratando de Gauchão. Claro que ainda é cedo para cravar que o Inter vai deslanchar para fazer um grande ano. Mas este é o parâmetro que temos para o momento. É pouco, porém já serve como indicativo. 
Nas vitórias contra Cruzeiro e Caxias, o time jogou pelos pés de Oscar e fez os gols pelos pés de Dagoberto, que fez três dos quatro gols. Os dois fazem parte de um dos quartetos mais promissores das Américas neste ano. O 4-2-3-1 de Dorival conta com a linha de três armadores de intensa movimentação, formada por Oscar, Dagoberto e D'Alessandro. Mais à frente um Damião que impõe respeito, segura a zaga adversária e a qualquer momento ou cruzamento na área vai voltar a fazer os gols que o consagraram.

Se ainda não dá para afirmar que o Inter tem um time pronto é porque é cedo demais ou porque um zagueiro pode chegar a qualquer momento. Mesmo estando Índio e Moledo em grande fase. Mesmo duvidando que alguém os bote no banco, logo eu que tanto duvidei de Índio (e Bolivar) para 2012.

Vamos ver. Ainda é cedo. Mas o Inter já mostrou suas armas, e não é pouca coisa.


Foto Alexandre Lopes/Divulgação Inter

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O bom empate para o Inter no Grenal

O Internacional resolveu poupar todos os seu titulares, menos o goleiro Muriel. Para o primeiro Grenal do Gauchão 2012, prematuramente na quinta rodada do campeonato, um Inter com um time todo formado por reservas, preservando seus principais jogadores para a Libertadores da América, que já tem jogo na quarta-feira. O empate de 2 a 2 é muito bom resultado para a equipe de Dorival Junior.
Do outro lado, para o Grêmio o resultado é desastroso. Mais pelo andamento do trabalho do que pela posição do Tricolor na tabela. Para uma equipe em formação, que ainda busca sua melhor forma tática e técnica, uma vitória no clássico seria dose de tranquilidade muito salutar para Caio Junior e seus jogadores. Ainda mais porque o Grêmio jogou melhor que o Colorado, e o resultado de empate fica muito amargo.

Pela escalação, a mesma da vitória sobre o São Luiz, imaginei um Grêmio no 4-4-2 com duas linhas de quatro posicionadas. Não foi o que aconteceu. O Grêmio variou do 4-3-3 para o 4-3-1-2. O meio começou com Fernando, muito bem no jogo, Marquinhos mais à esquerda e Marco Antônio mais à direita. Este último novamente não fazendo um bom jogo. Na frente, ora Kléber recuava e fazia o papel de pota-de-lança no meio do campo, ora o Gladiador se posicionava pelo lado, junto à Leandro e Moreno. Kléber não foi bem, diferente de Marcelo Moreno, um dos destaques do clássico.

O Grêmio sentiu a perda dos seus laterais ainda no primeiro tempo. Julio César e Mário Fernandes saíram lesionados, eles que era as grandes jogadas do Tricolor na partida. Além de perdê-los, Caio Junior foi obrigado a queimar duas substituições. O que pode fazer falta num segundo tempo de um jogo de alto nível de competição, como acabou acontecendo.

O time reserva do Inter tem bons nomes, mas não forma uma equipe. Apesar de ter saído na frente no placar, foi um amontoado, principalmente no primeiro tempo.A estreia do meia argentino Dátolo foi interessante, afinal marcar em Grenal nunca é ruim. O argentino começou bem, mas foi decaindo conforme o andamento da partida. A dupla de ataque colorada jogou pouco, mas o suficiente para criar alguns problemas para a insegura zaga tricolor.

O Grêmio precisa contratar e, talvez, repetir esse time para que, ao menos, uma ideia de coletividade e repetição seja fixada.

Já o Inter. O Inter não é esse, essas são as peças de reposição. Importante que estejam com a confiança nas alturas, ainda vão jogar mais pelo Gauchão. O Inter de 2012, por enquanto, é o bom time que passou pelo Once Caldas na pré-Libertadores.

*Foto Marcelo Oliveira/ClicRBS