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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Regularidade é um dos méritos do Grêmio de Scolari

O Grêmio fez bom jogo contra o Fluminense, no Maracanã, na noite de quarta-feira, 24. Mesmo que não tenha vencido, ou que Marcelo Grohe tenha que ter feito algumas boas defesas. O fato é que mais uma vez a equipe não sentiu o fato de estar jogando fora de casa, soube agredir o adversário e manteve-se como a defesa menos vazada do BR-14. O Grêmio do técnico Luiz Felipe Scolari adquiriu corpo, ganhou cara e estilo e, sobretudo, está mantendo a regularidade.

É justamente essa regularidade que faz com que o time seja um dos postulantes a vaga na Libertadores. São pequenos direitos que as equipes vão ganhando ao longo da competição. Há três ou quatro rodadas o Grêmio conquistou esse direito de ser um dos que disputam a ponta de cima. Na classificação de momento, antes do final da rodada, nesta noite de quinta-feira, o Tricolor é o quarto, tem 40 pontos. Mas pode ainda ser ultrapassado pelo Atlético-MG, no entanto não se distancia do G4.

Felipão tem como base o 4-3-3 e, a partir deste sistema, executa pequenas variações dentro das partidas. Contudo, a estratégia é basicamente a mesma em qualquer circunstância. A marcação é quase que prioridade, não à toa tem a melhor defesa, tendo tomado apenas 14 gols, mas um dos piores ataques, com 19 gols. O líder Cruzeiro já marcou 49, o vice Internacional 31 e o terceiro São Paulo tem 42 gols. Time base:

 Gremio - Football tactics and formations

As variações táticas passam por mudanças de posicionamento de alguns jogadores. Para se defender, por exemplo, o Grêmio se recolhe em um 4-1-4-1, geralmente quando Giuliano está no time. Contra o Fluminense, Felipão se defendeu em um 4-4-2, deixando Luan como companheiro de Barcos, criando uma opção mais razoável de contra-ataque. Veja o posicionamento defensivo no Maracanã: 

Gremio - Football tactics and formations

Apesar de ter valorizado a posse de bola em alguns momentos contra o Fluminense, tentando não desperdiçar o controle das ações enquanto o adversário não dava espaço, esta não é uma característica latente da equipe de Felipão. Geralmente o Grêmio opta pela objetividade, se aproveitando da verticalidade de Dudu, Luan e da boa capacidade de Barcos reter a bola e esperar a infiltração de quem vem de trás. É uma mecânica de jogo pragmática e eficiente, similar àquela implementada por Renato Portaluppi na campanha de vice-campeão brasileiro do ano passado.

Já são oito jogos seguidos sem perder, sendo cinco vitórias e três empates. A última derrota foi para o Cruzeiro, no Mineirão, dia 21 de agosto. Naquela oportunidade, apesar do resultado negativo, o Grêmio teve boa atuação, deixando o líder marcar apenas nos minutos finais.

Se não é postulante ao título, nem tem como certo a vaga na Libertadores, é ao menos regular o time de Felipão. Fator que já o credencia a ficar no bolo de cima pelas próximas rodadas e brigar por uma vaga no G4. Entendo que o BR-14 tenha no atual cenário seis equipes (do 2° Inter ao 7° Atlético-MG) lutando por três vagas.

domingo, 18 de maio de 2014

Bota essa na conta do Grohe

Em campeonato de pontos corridos, no final das contas, o importante é pontuar. Na Libertadores, por exemplo, contra o San Lorenzo, na Arena, o Grêmio fez melhor partida, fez o mesmo 1 a 0 e caiu fora do torneio. Hoje não. A equipe de Enderson Moreira foi inferior ao Fluminense em boa parte do jogo e mesmo assim construiu uma vitória importantíssima, que deixa o tricolor gaúcho dentro do G4, na terceira colocação, com 10 pontos somados.

O goleiro Marcelo Grohe fez pelo menos três defesas de grau elevadíssimo de dificuldade, em jogadas que o Fluminense inclusive poderia ter aberto o placar. A mais destacada delas, sem dúvida, a cabeçada de Fred ainda no primeiro tempo, em que o centroavante da Seleção Brasileira sobe sozinho na risca da pequena área e golpeia de cabeça, para baixo, fazendo a bola quicar antes de ir em direção ao gol de Marcelo. Coisa de milésimos de segundos, à queima roupa. Grohe se joga para o seu lado direito e tapeia a bola que entraria no canto superior. Foi ao melhor estilo Gordon Banks na Copa de 1970. Sem exagero.


O Fluminense, entretanto, é uma equipe forte, que volta a praticar bom futebol com a chegada de Cristovão Borges. O técnico tem à sua disposição, basicamente, o mesmo time campeão brasileiro em 2012, inclusive utilizando o mesmo esquema, o habitual 4-2-3-1. O time carioca veio para somar pontos e conseguiu ter a posse da bola a maior parte do tempo.

Do outro lado, o Grêmio ainda tem alguns problemas estruturais, mas segue sendo um time bastante competitivo. Com Edinho suspenso, Ramiro e Riveros fazem uma interessante dupla de volantes, contudo sentiram falta de uma maior entrega da linha de meias. No 4-2-3-1 de Enderson Moreira, ainda falta velocidade e intensidade no lado direito e um pouco mais de compreensão na hora de marcar. Os laterais do time carioca, Bruno e Carlinhos, tiveram demasiada liberdade.

Luciano Leon / Futura Press / Agência Estado
Mas o torcedor do Grêmio tem boas notícias, principalmente olhando para as próximas rodadas. Rodriguinho, autor do único gol do jogo, parece ser uma afirmação. O meia consegue imprimir certa velocidade, descolar boas assistências e ainda por cima se desprender o posicionamento inicial e entrar dentro da área. Esse é fator é fundamental para uma boa mecânica de jogo, as peças precisam se movimentar em harmonia. Além disse, Zé Roberto vem se mostrando boa alternativa para o segundo tempo, assim como Maxi Rodrigues, que parece estar retomando a confiança. Na mesma levada de otimismo, logo retorna o zagueiro Rhodolfo à titularidade e ao grupo o atacante Kléber. 

Porém, se tratando deste domingo, 1 a 0 sobre o Flu: pode botar na conta de Marcelo Grohe.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Como o Grêmio jogará sem Elano pela Libertadores

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Na derrota de 2 a 1 para o Caracas, Elano recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso para a próxima partida da Libertadores, contra o Fluminense, no ainda longe 10 de abril. Será um jogo fundamental para o tricolor gaúcho tentar encaminhar sua classificação para a fase seguinte.

Até o confronto com o time carioca, o Grêmio terá seis jogos pelo Gauchão. Mais importante que se recuperar no regional, é preparar uma equipe capaz de se recuperar na competição continental. Esta equipe não pode ter Elano. O meia, a partir de agora - e até o jogão contra o Flu na Arena - vira opção.

Luxa pode ser pragmático. Inventar pouco, colocar Marco Antonio no time, transformar as duas linhas de quatro em losango, colocando Zé Roberto centralizado na articulação. O Grêmio perderia em qualidade técnica, porém não deixaria de lado o estilo de jogo que vem adotando desde a chegada de Luxemburgo a Porto Alegre. O Grêmio sempre variou entre essas duas formações, inclusive dentro dos jogos.

Vanderlei pode ser ousado e fazer uma mudança drástica. Sem Elano, entra Bressan na equipe, adotando assim um 3-5-2. Maneira de jogar na qual este grupo está pouco habituado. Vejo este esquema como um equívoco quase suicida. O Fluminense varia entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3. Invariavelmente, os três defensores gremistas ficariam sem a sobra, marcando individualmente cada atacante carioca, o que obrigaria os alas a recuarem e formarem uma bizarra linha de cinco defensores.

Encaro como a alternativa mais vantajosa o 4-3-3, sobretudo jogando em casa e tendo tempo para treinar e testar. O Grêmio tem jogadores com rodagem pelo futebol europeu, acostumados a jogarem nesse esquema, com raciocínio tático para cumprirem funções e ocuparem espaços no campo, auxiliando na recomposição defensiva e na marcação.

O 4-3-3 exige muita entrega, compactação, aproximação e marcação. Não é, ao contrário do que muitos por aqui pensam, só ataque. Se por um lado é a opção que contempla uma maior complexidade de trabalho e aplicação, é a mais correta dentro das características do grupo gremista.

Portanto, Elano terá um desses três substitutos: Marco Antônio, Bressan ou Welliton. Posso estar até equivocado, mas muito longe disso não fica. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sob o comando de Barcos, Grêmio começa a ter cara de time

O atacante argentino, que não treinava desde sábado, devido a um problema familiar, foi o maior responsável pela mecânica de jogo que acabou no 3 a 0 sobre o Fluminense. Um resultado vital para um Grêmio que tinha perdido a primeira em casa e corria o risco, na pior das hipóteses dessa rodada, de ficar com zero pontos, enquanto Huachipato e Fluminense chagariam a 6. Com a vitória, e com o resultado favorável ao Caracas, no Chile, todos do grupo ficaram com 3 pontos. O time gaúcho agora é o líder pelo saldo de gols.

Abel surpreendeu e largou com Deco e Thiago Neves no banco. No campo, um 4-2-3-1, com Sobis e Nem pelas pontas, Wagner centralizado. No ataque, um Fred muito bem marcado por Cris. Pelo lado direito, Wellington Nem foi o jogador mais agudo, explorando as costas de André Santos. A falta de parceria e a boa atuação do lateral gremista, bem assessorado por Zé Roberto e Fernando, atrapalharam o atacante do Fluminense.

No 4-4-2 gremista, além da tradicional linha de quatro defensores, mais à frente Elano fechava pela direita, Zé Roberto na esquerda, enquanto Souza e Fernando combatiam e ajudavam a contra-atacar pelo centro. Jogando no espaço deixado às costas dos volantes, obrigando a zaga carioca a avançar para marcá-lo, o Grêmio teve Barcos. O homem de jogo.

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Barcos participou diretamente dos três gols gremistas. O centroavante, além de marcar presença na área, soube jogar muito bem fora dela. É da sua característica. Mais de uma vez o argentino lançou Vargas em profundidade. Em uma delas, com o Fluminense já completamente desorganizado devido as mudanças de Abel Braga, o atacante chileno recebeu em velocidade matou o jogo.

O Grêmio começa a ter cara de time. Não é a atuação que define que o Tricolor está pronto. Ao contrário do Fluminense, que está pronto, e dessa vez foi mal, o Grêmio está em formação, buscando um padrão de jogo. Nessa busca, o time de Luxa fez uma bela partida, que dá indícios do potencial técnico desse elenco montado para 2013.

O Grêmio volta a entrar nos trilhos. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Rodada de tropeços para Grêmio e Inter

Inter 0 x 1 Fluminense
A derrota no Beira-Rio, para o líder Fluminense, é daquelas que serve para desmotivar a equipe e a torcida na disputa por uma vaga na Libertadores ou até mesmo na busca pelo título. Ainda mais para um Inter que não conseguiu encaixar nenhuma sequencia boa de jogos no BR-12, e a medida que o campeonato vai se esgotando, a tendência é que o Colorado mantenha a média irregular.

Fernando Gome/ClicRBS
Fernandão sofreu por não contar com oito jogadores, é verdade. É muito desfalque, ainda mais contra um Fluminense embalado, com o goleador do campeonato, e com um Wellington Nem jogando um bolão, aberto pela direta no primeiro tempo, puxando contra-ataque pela esquerda no segundo tempo, no 4-3-2-1 de Abel Braga.

Ao Inter, que tomou o gol relativamente cedo, faltou penetração. O Inter não criou situações de gol, apesar de ter finalizado mais vezes que o time carioca. Dagoberto e Dátolo sucumbiram à marcação de Edinho, Diguinho e Jean. Pelo lado, às chegadas de Fabrício não tiveram parceria. Faltou bola para o time do Internacional ganhar do líder.

Corinthians 3 x 1 Grêmio
O Grêmio teve o azar de levar dois gols muito cedo. Aos 10 minutos de jogo, já estava 2 a 0, tendo o Corinthians atacado justamente duas vezes. É um aproveitamento incomum, e um resultado que derruba com qualquer planejamento que se faz para um enfrentamento. O Grêmio iniciou o jogo perdendo, praticamente. O que obrigou Luxemburgo a mexer no time muito cedo, colocando Marquinhos no lugar do volante Souza.

O Grêmio teve a posse de bola, buscou o jogo, mas faltou criação. Elano e Kléber não entraram no jogo, e a equipe sentiu. O Corinthians de Tite, de um sistema defensivo muito consistente, não permitiu ao Tricolor quase que nenhuma situação de gol. E isso fez diferença. A blitz gremista não ameaçou o gol de Julio Cesar.

Contudo, é um resultado normal. O Corinthians pós-Libertadores entrou no BR-12 tirando ponto de muito gente. O que o Grêmio precisa focar, a partir de agora, é na forte sequência de jogos que vem pela frente. Se despreocupar com os concorrentes, como fizera no início da boa campanha, e somar pontos, fundamentalmente vencendo em casa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vitória que credencia

O Grêmio conquistou uma grande vitória no domingo, contra o São Paulo, no Morumbi. Vitória de 2 a 1, fora de casa, contra um clube grande que, embora não viva seu melhor momento, também anseia voos maiores no BR-12.

Essa vitória sobre o São Paulo pode ser simbólica. Estamos diante de um Grêmio pronto, maduro e qualificado o suficiente para disputar as primeiras posições e buscar o título? Em parte, entendo que sim. O time de Luxedmburgo está pronto, e o grupo está fechado. Não chega mais nenhum contratado, e quanto a equipe titular, o máximo que pode mudar são as laterais. Direita, Edilson é o mais titular, mas Tony corre por fora e tem chances. Na esquerda, Pará "quebra um galho" como titular desde que chegou ao Olímpico, junto com o treinador. Por ali, os da posição, Julio César e Marco Aurélio, não conseguem jogar devido às diversas lesões.

Pela partida que fez, se aproveitando de um São Paulo fragilizado, ainda em formação, e conseguindo virar um resultado de 1 a 0 para o 2 a 1, fora de casa, se valendo de opções do grupo como Marquinhos e André Lima, e também por outras partidas, como o Batafogo no Rio, o Fluminense no Olímpico, dão sinais que o time alcançou um grau importante de maturidade. Sobretudo após as entradas de Zé Roberto e Elano, somadas aos retornos de Kléber e Moreno, que finalmente conseguiram uma sequencia jogando juntos.

Luxemburgo achou uma maneira de jogar, fixou o 4-4-2 abrasileirado, com dois meias, dois volantes e dois atacantes. Tem alternativas, como o 4-3-3 que venceu o Sport por 3 a 1 ou até mesmo o 4-4-2 britânico, eficaz contra o Botafogo de Seedorf.

Projetar uma disputa de título ainda é inviável, pois no cenário atual de do BR-12, o Atlético Mineiro, o Fluminense e o Vasco estão um passo à frente dos demais. Principalmente o Galo. O Flu, ao que tudo indica, é quem pode alcançar o time mineiro. O Grêmio, por enquanto, é o time mais forte depois destes três , e tem possibilidades de se fixar no bloco dos ponteiros da tabela.

As duas próximas partidas são no Olímpico, contra equipes que, teoricamente, representariam maiores facilidades ao Grêmio. Se o Tricolor confirmar dois bons resultados, podem ser seis pontos essenciais para a sequencia da competição.

Hoje o Grêmio enfrenta a Portuguesa, às 19h30. No final de semana, recebe o Figueirense.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Fluminense: o grande desafio gremista até agora

O jogo foi na quarta-feira, mas não quero deixar passar, pois ainda não tinha conseguido escrever sobre Grêmio e Fluminense. A vitória gremista foi simbólica, pois coroa uma bela sequência de quatro vitórias no BR-12 e credencia o Grêmio para ser um dos postulantes às primeiras colocações. Óbvio que não é definitivo, posso errar, mas nem falo em título (por enquanto), até porque os verdadeiros candidatos ao caneco são Atlético-MG, Vasco e o próprio Fluminense.
Ricardo Duarte/ClicRBS
A partida no Olímpico foi duríssima. Sem quatro titulares, Abel Braga abandonou o 4-2-3-1 e armou seu Fluminense num 3-4-3 (que confundiu muita gente, achando ser um 3-5-2). O esquema de Abel trancou o Grêmio, afinal tinha um zagueiro vigiando Kléber de perto, outro vigiando Moreno e mais um na sobra. Na frente, Fred marcava a saída pelos dois zagueiros e o volante, pelos lados os laterais gremistas tinham dois obstáculos: os atacantes de lado Wellington Nem e Thiago Neves e os dois alas bem avançados. Aos dois volantes cariocas, sobrou Elano e Zé Roberto.

O primeiro tempo foi muito equilibrado, com poucas chances de gol e com o visitante batendo de frente com o Grêmio. Na segunda etapa o Tricolor gaúcho teve uma mudança tática sensível, mas fundamental para adquirir o controle da partida e vencer o jogo. Luxemburgo abriu seus meias, colocou o meio-campo em linha. Zé Roberto e Elno, quando não estavam no confronto direto com os alas, estavam às suas costas, com campo para jogar.

Apesar do gol do Kléber ter saído após jogada de bola parada, o Grêmio no segundo tempo desdobrou o sistema tático de Abel e jogou melhor, marcou melhor e venceu com justiça. Vitória que tem importância na tabela, afinal são três pontos em um confronto direto, tem importância na construção do time, pois dá sustentação a uma ideia de futebol, e tem importância anímica para a relação entre torcida e a equipe de 2012 - que perdera dois jogos importantes com Olímpico lotado (Palmeiras e Galo mineiro).

sábado, 12 de maio de 2012

Eliminação do Inter não é desastre

Não consegui comentar a eliminação do Inter na Libertadores. Quarta, após o jogo, não consegui logar para escrever aqui. Que seja, faço agora, mesmo que de maneira mais breve.

O fato é que o Inter não jogou menos que o Fluminense no Rio. O 2 a 1 que eliminou o colorado, a grosso modo, tem a ver com a bola parada de Thiago Neves e a dificuldade que o Inter encontra desde o ano passado para escalar seu miolo de zaga.

A equipe de Dorival jogou 10 jogos pela Libertadores em 2012, venceu apenas três, foi o 16º colocado entre os dezesseis classificados para a segunda fase da competição e acabou eliminado pelo time melhor classificado da Libertadores. Bota na conta do Inter a série de desfalques que não permitirem a Dorival escalar seu time ideal nunca. Portanto, não é nenhuma catástrofe essa eliminação  que, ironicamente, aconteceu na que seja talvez a melhor partida do Inter na Libertadores.

Só que o futuro não é negro no Beira-Rio, e Dorival precisa seguir seu trabalho de forma tranquila. O time do Inter é bom, do meio pra frente tem jogadores de muita qualidade, mas algumas vagas ainda indefinidas. Oscar, Damião, D'Alessandro e Sandro Silva hoje são os mais titulares do Inter. Ainda sobram Dátolo, Tinga, Dagoberto, Guiñazu e Jajá para disputar duas vagas. O problema do Inter ainda é a zaga. E mesmo não sendo reforçada, o Colorado entra forte na briga pelo BR-12

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Equilíbrio no primeiro jogo entre Inter e Fluminense

O Fluminense ter a primeira campanha da Libertadores é plausível, nada de surreal. O que fugiu do comum foi a 16° campanha do Colorado entre os classificados para as oitavas de final. No geral da competição, a verdade é que o Inter ficou em 17°, pois o Defensor, terceiro colocado em seu grupo, teve campanha melhor que o time gaúcho. Pelo peso das duas camisas e pelos elencos, é prematuro que Flu e Inter se matem logo agora, no início da fase eliminatória. Contudo, pelo futebol apresentado pelo Colorado até agora, a situação se justifica.

Mas o que se viu no primeiro confronto foi equilíbrio. E não poderia se esperar outra coisa. O placar zerado só faz injustiça quanto ao tamanho do jogo e ao empenho das equipes. Porém, na equiparação de forças, o zero a zero talvez tenha sido um resultado correto. Assim como também seria 1 a 1 ou 2 a 2.
Foram dois tempos distintos. A primeira etapa foi toda do Fluminense. No segundo tempo, praticamente só deu Inter. As duas equipes jogaram de formas parecidas, um 4-2-3-1 com um atacante vindo de trás e se desgarrando da linha de armadores. No time de Abel, esse cara foi Rafael Sobis, que fez bom jogo, apareceu pelos dois lados, marcou o Nei e finalizou algumas jogadas. Diferente de Dagoberto, que pelo Inter executou a mesma função, mas como menos sorte. Dagoberto não foi bem mais uma vez, foi substituído no intervalo devido à lesão. Jajá, que entrou em seu lugar, foi melhor e participou da melhora do Inter na segunda etapa.

Tanto ao time de Dorival quanto o time de Abel, faltou acionar os finalizadores. Damião e Fred não receberam nenhuma bola em condição de converter à gol. Contudo, o centroavante colorado atuação razoável, melhor que a do avante tricolor. Leandro Damião buscou mais o jogo e criou algum coisa na base da iniciativa pessoal. Não é à toa que os destaques da partida foram jogadores de aptidões defensivas: Sandro Silva, pelo Inter, e Gum, zagueiro do Fluminense.

Na comparação dos dois tempos, o Fluminense comandado por Deco e Sobis criou mais que o Inter do segundo tempo. Só que, por ironia do futebol, quem teve o jogo na mão foi o Inter de Dátolo e Jô. O argentino desperdiçou o pênalti que Edinho cometeu em Damião; Jô meteu uma bola na trave poucos minutos antes do apito final, quando um bola sobrou em meio à confusão na área carioca.

No jogo da volta, 10 de maio, no Rio de Janeiro, o panorama deve ser o mesmo. Mas o Flu tem a vantagem de contar com o retorno de Wellington Nem, atacante que faz boa temporada pelo time carioca. Já o Inter dificilmente vai contar com os retornos de D'Alessandro, Oscar e, até mesmo, Kléber e Dagoberto.

Impossível cravar quem passa de fase. Mas é difícil negar que o Fluminense vive melhor fase e, quando propôs o jogo, foi melhor que o Inter no Beira-Rio.

Foto Diego Vara/ClicRBS

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Inter é o pior classificado para a 2° fase da Libertadores

O Juan Aurich é muito menos time que o Internacional. Mas o colorado não soube fazer valer sua maior capacidade técnica na partida no Peru, na derrota de 1 a 0 que só classificou o Inter porque o Santos não perdeu para o Strongest jogando na Vila Belmiro. 

As duas vitórias das equipes brasileiras pareciam certas antes da bola rolar. Na prática, dificuldades. O time de Neymar só marcou os dois gols da sua vitória no final do segundo tempo. Caso o time boliviano vencesse o Peixe, o Inter estava fora.

A péssima partida do Inter foi preocupante, muito mais porque culmina de uma campanha ruim na Libertadores. O time de Dorival poderia muito bem entrar em campo já classificado. No cruzamento dos grupos para o mata-mata, o Inter agora pega o Fluminense, time de Abel Braga, dono da melhor campanha da primeira fase.

Contudo, agora começa outro campeonato, que apresenta tendências, mas não certezas. Como mostra o estudo feito pelo blog Carta na Manga em abril de 2011. Vicente Fonseca analisou a segunda fase dos últimos 10 anos de Libertadores. A análise do jornalista do Carta derrubou alguns clichês. Por exemplo, de 2000 pra cá, o time de melhor campanha nunca foi campeão, quatro deles (contando o Cruzeiro 2011) caíram já nas oitavas. Outro mito é o da segunda partida em casa. A porcentagem é parelha: 55% de quem decide em casa consegue passar de fase, os outros 45% é de quem decide fora.

Ou seja, é totalmente plausível o Inter passar pelo Fluminense. Mas não é a tendência, ainda mais, e principalmente, se o Internacional continuar jogando tão pouco na casa do adversário. É bem verdade que Dorival está tendo alguns problemas para escalar a equipe, porém, fica a impressão que no último mês o Colorado deu uma parada, não evoluiu mais, ao contrário do Fluminense, que está com um senso de equipe num bom estágio.

É pedreira. Para os dois.

terça-feira, 27 de março de 2012

Você viu? #17

Mais uma semana e chagamos à décima sétima edição do Você Viu?, uma reunião de links que o PoA Geral considera pertinentes aos seus leitores. São notícias que podem passar desapercebidas durante a semana, mas que você tem uma segunda chance aqui.

Terras indígenas: “Proposta que redefine terras indígenas no Brasil é retrocesso histórico vergonhoso”
Instituto Humanitas Unisinos, 26 de março

Mídia e Futebol: Técnico do Fluminense desabafa e culpa Rede Globo por jogos em campos ruins
Portal Imprensa, 26 de março

Comunicação: Pela expansão da luta em defesa da mídia independente
Jornalismo B, 26 de março

Música: Review | Roger Waters no Beira Rio, em Porto Alegre
Revista NOIZE, 26 de março

MST: Liderança do MST é assassinada em Pernambuco
Vi o Mundo, 26 de março


Política: Há 90 anos, nascia o partido que aglutinou a esquerda e as lutas de trabalhadores no Brasil
Jornal Sul21, 25 de março

MST: Três sem terra são mortos em MG

Domingo, 25 de março, programa Domingo Espetacular na Rede Record, reportagem sobre Renato Rocha, ex-baixaista da Legião Urbana, que hoje vive como mendigo nas ruas do Rio de Janeiro:

domingo, 14 de agosto de 2011

Grêmio e a necessidade da vitória

É tão óbvio dizer que um time precisa vencer, que precisa fazer gols. Afinal de contas, não há outro jeito de galgar posições melhores e disputar qualquer coisa dentro de um campeonato. Mas às vezes uma vitória pode significar mais que os três pontos, e é o caso da vitória de 2 a 1 do Grêmio contra o Fluminense.
O time de Celso Roth tinha a necessidade eminente de vencer em conta da sua situação na tabela, muito próximo da zona do rebaixamento. Mesmo com a vitória, no fechamento desta rodada do BR-11, o Grêmio ocupa a 14° posição, a perigosos 3 pontos (tem 18) do primeiro rebaixado, CAP, que hoje tem 15. Entretanto, acompanhado da vitória, vem uma dose de confiança que há muito esse time do Grêmio não tinha, e que precisa demais. Sobretudo um jogador como Marquinhos, ainda pouco à vontade no Olímpico, sem a simpatia da torcida. Seus dois gols podem significar um recomeço para esse jogador dentro do Grêmio.
O Tricolor jogou num 4-3-1-2, com muita aplicação mas em péssima jornada técnica. A não ser em bolas paradas e na jogada do primeiro gol de Marquinhos, pouco fez o Grêmio para ameaçar Diego Cavallieri. Mas nem sempre é preciso jogar bem, isso vem com o tempo, porém as vitórias tem de ser imediatas. Esse é um mérito que Celso Roth conseguiu em dois jogos.
Victor vinha de um bom jogo contra o Palmeiras, mas voltou a falhar no gol do Fluminense, depois do cruzamento de Carlinhos, quando saiu e não achou nada, deixando o gol livra para Fred. Não é o maior, mas é um problema que o Grêmio tem, a má fase de Victor. Acontece um relação mútua de insegurança, pois o goleiro não tem confiança na zaga e sai em todas as bolas aéreas, até nas que não precisa, da mesma forma que os zagueiros não confiam nas saídas de Victor. É preciso chegar a um acordo, Victor tem de sair menos, ficar mais embaixo das traves, onde é incontestável.
O Fluminense é um bom adversário, jogou no campo do Grêmio e teve posse de bola, só não conseguiu furar a marcação do Tricolor, mas rondou a área gremista o jogo inteiro. Entretanto, não deve ameaçar um campeonato que tem cada vez mais Corinthians e Flamengo como favoritos. Esta é uma vitória que pode dar novo fôlego ao Grêmio.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fluminense 2x0 Internacional

Partida cheia de histórias e reencontros. Do lado Fluminense os multicampeões colorados Edinho, Rafael Sobis e Abel Braga. Do lado Colorado, nomes como Bolivar, Índio, Tinga e Fernandão (como diretor executivo), caras que, ao lado dos já citados anteriormente, fizeram e jogaram muito pelo Inter de 2005 pra cá. Nesse bolo ainda tem o ex-gremista Souza, que jogou muitos grenais de 2008 a 2010 e inclusive abriu o placar para a vitória o time carioca.
Um Inter mais ousado poderia ter melhor sorte no confronto. No 4-2-3-1 de Osmar Loss, o Inter foi melhor no primeiro tempo, mas as melhores chances (quatro, exatamente) caíram nos pés de Tinga, que não é um finalizador de excelência "Damionica" (com o perdão do neologismo). Tinga atuou como meia-extremo pela direita, com Andrezinho centralizado e D'Alessandro pela esquerda na linha de meias ofensivas do Inter. Desde a saída de Taison pós Libertadores de 2010 que esse esquema não dá certo no Inter, falta no elenco colorado um meia de característica agressiva e agudo na jogadas, para que se junte a Damião no movimentos de ataque. Mais uma vez o centroavante colorado ficou às mínguas lá na frente.
Segundo tempo mais ligado do Fluminense deu vitória ao time da casa, o atual Campeão Brasileiro. Por essa e por outras circunstâncias, inclusive do jogo, e por parte do Internacional, é que esta derrota não daquelas que pesam na conta e na cabeça de jogadores e treinador. Não se pode é perder ponto no Beira-Rio. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Inter 0x0 Fluminense

Não vi o jogo! Viu? Comenta, então.

Mas é importante pegar alguns fatos isolados. O Inter praticamente repetiu o time nos últimos três jogos. Estes últimos três jogos foram de alto nível de exigência: Grêmio, Santos e Fluminense. O Internacional não perdeu e, interessante, nem jogou mal. Mas não jogou o suficiente para vencer e sair do empate, dois deles dentro do Beira-Rio, outro foi o clássico Grenal.
Falta a Celso Roth apenas ajustar o setor ofensivo do time. Torná-lo mais objetivo e eficiente. Isso passa, com toda certeza, pela definição do esquema: 4-2-3-1 ou 4-4-2? Sobis aberto no lado do campo, como um meia apoiador ou como segundo atacante encostando definitivamente no centroavante ou, quem sabe, sendo ele mesmo o camisa 9? Roth já sabe que é por aí o reajuste da sua equipe.
O Inter tem 50 pontos, não deve mais pensar em título, só pensar em si. Pensar em dezembro, em Abudabi, na Inter. Pensar e trabalhar no que realmente importa.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Põe na regra!

Quem não faz leva. Já é hora desse ditado virar a décima oitava regra do futebol.

Como vimos incontáveis vezes, nessa quinta-feira à noite no Engenhão, num 2 a 0 do Fluminense em cima do Grêmio, vimos acontecer novamente. O Grêmio vacilou, é verdade, principalmente no segundo gol carioca-argentino, mas o Grêmio também jogou bola para sair do zero. Entretanto, só jogar bola não adianta para sair do zero. Adianta muito ter um Conca inspirado como teve no jogo o Fluminense, de um futebol nem tão inspirado assim.
Renato surpreendeu começando com Souza no time e o volantão Ferdinando no banco. Mas Conca, no jogo, surpreendeu primeiro, com um balaço do meio da rua para o fundo do gol de Victor. O Grêmio demorou para assimilar o gol e o melhor começo da equipe carioca. E o Flu, não demorou à ceder campo ao Tricolor Gaúcho que, em boa partida de Gabriel, boa partida de Jonas pelos lados, mas Douglas e Souza oscilando e Lúcio podendo explorar mais a ala, tomou conta do jogo.
Faltou sorte ao Grêmio. Talvez. Mas futebol é muito mais competência do que sorte, e faltou muito de competência, claro, na hora de definir os lances. Também na hora de definir a escalação do Souza. Competência que também faltou ao Heber Roberto Lopes e seu auxiliar, que deixaram de marcar um pênalti em Jonas.
Mas competência sobrou ao Fluminense, ao Conca e vem sobrando, nos últimos anos, ao técnico Muricy Ramalho. Agora o time carioca chega aos 57 pontos, ainda pode ser alcançado pelo Cruzeiro nesse rodada, mas é difícil que perca a liderança devido ao saldo de gols.
Para o Grêmio, que sonhava mais do que seu primeiro turno permitia, complicou mais do que sempre já foi para chegar ao G4, quanto mais ao G3. O Tricolor estacionou na 9° colocação, com 47 pontos e já vê o São Paulo, com o mesmo número de pontos, passar à frente tento uma vitória a mais.

domingo, 15 de agosto de 2010

Grêmio volta a vencer

Foi o primeiro jogo do Renato depois de comandar treinos no Grêmio - dois. No meio da semana, também contra o Goiás, sem treinar a equipe, Portaluppi da beira do campo viu um Grêmio desorgaizado, nervoso, que perdeu o jogo e a classificação dentro do Olímpico.

Para o jogo de Domingo, primeiro Renato pensou em não perder. Montou o time de trás para frente, como manda o figurino em times fracos ou em crise. O Grêmio foi escalado no 3-6-1. No campo, desmembra-se num 3-4-2-1, com Souza e Douglas bem soltos. Victor, que perdeu a braçadeira de capitão para Souza, não correu riscos. O goleirão tricolor não precisou praticar nenhuma defesa, foi muito bem protegido por um trio de zagueiros e por uma dupla de volantes que foi eficiente que definiu o jogo. Os dois gols de Willian Magrão, depois de duas jogadas de bola parada, coroaram a boa partida do volante que, fazia tempo, não jogava bem.
Ficou longe de ser uma partida excepcional. Mas o Grêmio marcou bem, não tomou gols, criou boas oportunidades e saiu da zona do rebaixamento. É um bom recomeço para uma equipe que há 10 jogos não sabia o que era vencer. O 3-6-1 ainda é providencial, mas deve ser mantido até a confiança de alguns bons jogadores voltar de vez, como parece ter voltado a do Douglas, a do Neuton, a do Magrão, e como ainda precisa voltar a de Leandro, a de Borges, e a de Fábio Santos.

É um Grêmio recomeçando. E recomeça vencendo e saindo da zona do rebaixamento.

Já o Inter, entrou em campo descompromissado e pensando na Libertadores, ainda que o jogo fosse contra o líder Fluminense e o time escalado por Roth fosse reserva, com a excessão de Tinga - a não ser que na quarta Giuliano comece jogando.

O Colorado tem 20 pontos, tem um jogo a menos e tem time para correr atrás depois da competição continental. A derrota de 3 a 0 não deve pesar muito no ano colorado.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Grêmio passa tranquilo

A vantagem conquistada pelo Grêmio no Maracanã na quinta-feira passada foi excelente e obviamente que teria reflexo direto na partida de volta, dentro do Olímpico. 

Precisando fazer pelo menos dois gols de diferença, o Fluminense nesse segundo confronto foi escalado por Muricy para atacar o Grêmio. O time carioca iniciou com três atacantes: André Lima centralizado, Wellington Silva aberto na direita e Adeílson na esquerda. No meio, a criação ficou à cargo de Conca, que não jogou o primeiro jogo.

O Grêmio foi para o jogo com uma escalação descaracterizada, cinco posições modificadas. O importante, entretanto, é que Silas manteve o esquema. Mesmo com Hugo e Douglas não funcionando no primeiro tempo, a marcação do tricolor gaúcho funcionou, e funcionou nos dois tempos. A dupla de zaga formada por Rafael Marques e Ozéa foram impecáveis. Ozéa, inclusive, foi o melhor jogador em campo.

Num primeiro tempo de um 0 a 0 com muitas faltas, muita marcação, muito passe errado, os dois sistemas defensivos foram impenetráveis, os dois goleiros mal foram exigidos. Diferente do segundo tempo, pois o Grêmio veio modificado. Silas retirou Mário Fernandes e Borges, ambos por problemas físicos. Os dois que entraram, Joilson na lateral e Leandro no meio-campo, fizeram boa partida.

As coisas ficaram mais fáceis para o Grêmio no segundo tempo. O Flu foi para o desespero e deixou espaços, principalmente na esquerda, onde jogaram Hugo e Neuton. Desses dois, e daquele lado, saiu o primeiro gol do Grêmio. A partir daí, 16mim do segundo tempo, só o time do Silas jogou. Naturalmente, o tricolor gaúcho ampliou em seguida. O Grêmio passou longe de correr riscos.
Na semifinal agora o Grêmio pega o Santos, jogo considerado a final antecipada da Copa do Brasil. Na outra chave, se enfrentam Vitória e Atlético-GO. Dos quatro semifinalistas, apenas o Grêmio já foi campeão dessa competição, quatro vezes, e contra o Santos jogará sua nona semifinal.

Sábado, Atlético-GO e Grêmio se encontram pela primeira rodada do Brasileirão. Possivelmente com duas equipes mistas, até porque os dois clubes vêm de uma sequência de jogos decisivos e devem poupar atletas.

 

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Uma grande vitória!

A vitória do Grêmio sobre o Fluminense de 3 a 2, com um jogador a menos, dentro do Maracnã, é maiúscula. Não assisti ao jogo, uma pena. Como só pude ouvir, vou me furtar de fazer um comentário mais profundo do jogo e destacar o contexto. 


O Grêmio agora soma duas vitórias consecutivas, contra dois adversários de 1° divisão. Vitórias, inclusive, na casa do oponente, um trauma que castigou o Grêmio de 2009 - o de 2010 só perdeu pra o Avaí longe do Olímpico e mesmo assim avançou de fase na Copa do Brasil. Vencer o Internacional dentro do Beira-Rio e o Fluminese no Maracanã não é acaso, não foi sorte. O Grêmio demonstrou competência, e vem demonstrando ao longo da temporada.

Silas tem achado alternativas quando não conta com os melhores, e já achou um time titular, o que é de suma importância.

O Grêmio se encaminha para duas decisões. As duas no Olímpico e, em ambas as oportunidades, o Grêmio tem uma situação confortável para administrar. Primeiro o Grenal de Domingo, o clássico que define o Campeão Gaúcho de 2010, o qual o Tricolor já começa vencendo o Inter por 2 a 0. 

Na próxima quarta tem o confronto da volta contra o Fluminense, jogo que define quem passa à semifinal. Os 3 gols fora de casa garantem ao Tricolor gaúcho uma série de vantagens. O Grêmio não terá o lateral Edilson, o zagueiro Rodrigo e o volante Adilson, todos suspensos. Ferdinando não fica à disposição porque está lesionado. A notícia boa é o retorno de Maylson, que pode acontece já no Grenal.

Nada definido para o Grêmio, só está tudo muito bem encaminhado. Se entrar em campo e jogar um futebol competitivo, comprometido e equilibrado - o que não fez contra o Avaí - dá Grêmio no Domingo e na Quarta.