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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Inter de Fernandão ainda é incógnita

Imaginava-se - e o próprio clube projetava isso - que a partir do clássico Gre-Nal o Inter passaria a ter uma ideia de que time jogaria o segundo turno do BR-12. No domingo, contra o Grêmio, apenas Élton e D'Alessandro não estavam disponíveis. Mesmo contando com Dátolo e Dagoberto, Fernandão resolvou surpreender e escalar o lateral Kléber no meio-campo, ao lado de Fred.

Por circustância do clássico e da "necessidade" do mistério, o treinador colorado adiou uma possível fotografia do Inter pro segundo turno. Kléber, definitvamente, não vai ser meia. Vai seguir na lateral, com Fabrício indo para o banco - o que já é discutível. Dátolo e Dagoberto, que iniciaram no banco e entraram no segundo tempo, podem ser titulares na sequencia do BR-12, mas ainda não vai ser hoje, contra o Coritiba. Dagobero voltou de lesão e já foi suspenso pelo terceiro amarelo. Dátolo também, voltou há três jogos, jogou meio tempo contra o Corinthians, cumpriu suspensão contra a Lusa e jogou mais meio tempo contra o Grêmio. Sentiu o pubis duramte os treinos e não joga as duas próximas rodadas.

Levando em consideração que D'Alessandro pode voltar no domingo, contra o Flamengo no Beira-Rio, quer dizer que o Inter vai ter de esperar mais duas rodadas para conhecer um esboço de time. Pelo menos do meio-campo pra frente, pois, ao que tudo indica, Bolívar e Juan seguirão como titulates e Ygor e Guiñazu serão os dois volantes. Ficam em aberto mais quatro vagas para: Fred, D'Alessandro, Dátolo, Dagoberto, Forlán, Damião e Rafael Moura. Setes nomes.

Inevitavelmente,algum medalhão vai ficar no banco, e esta é sempre uma situação complicada de lidar. Será que o jovem diretor de futebol colorado, Luciano David, e o jovem treinador Fernadão, saberão conduzir esse processo de definição dos titulares?

Forlán já começa a ter sua titularidade contestada pela torcida. Dagoberto ainda não deslanchou em 2012, assim como o próprio D'Alessandro. Na bola, Fred e Dátolo renderam mais nessa temporada. Será que conta?  Acho que Fernadão ainda tem espaço e argumento para tentar fazer sua equipe ideal jogar. O meu Inter ideal para o restante da temporada está escalado no 4-2-3-1: Muriel; Nei, Moledo, Juan, Fabrício; Élton, Guiñazu; D'Alessandro, Forlán, Dagoberto; Leandro Damião.

sábado, 26 de maio de 2012

O empate e o contexto colorado

Caso Dorival Junior pudesse contar com os oito jogadores que não puderam ser relacionados para o jogo desse sábado, contra o Flamengo no Rio, o empate não seria bom negócio para o Inter. Completo, o time gaúcho é mais forte que o bagunçado Mengão de Joel Santana, Ronaldinho e Love. Não vencer, mesmo que no  Engenhão, seria jogar três pontos no lixo.

Mas o Inter estava não só com o time titular desfalcado, e sim o grupo de jogadores como um todo. Atletas importantes, e que não são titulares, também não puderam atuar. Entre titulares e reservas, os de fora: Bolivar, Kléber, Sandro Silva, João Paulo, Jajá, D'Alessandro, Oscar e Damião. Na falta deles, Dorival improvisou um 4-3-1-2 com Dátolo centralizando a articulação e fazendo partida muito inspirada.

A maior dificuldade do Inter foram os gols prematuros do Flamengo. Aos 15 minutos de jogo o time carioca já fazia seu segundo gol. Jogando num 4-4-2 com quatro volantes de origem, Joel apostou na individualidade de Ronaldinho, Vagner Love e, mais recuado, pela direita, tentando jogar com Léo Moura, o estreante Ibson. Com a bola no pé, não foi um Flamengo brilhante, mas foi um time que soube apertar a saída de bola colorada. Os 2 a 0 iniciais foram consequência da marcação pressão.

Num jogo feio, de muitos passes errados para os dois lados, o Inter teve a maturidade de não perder a cabeça e continuar no jogo, buscando a sua forma de jogar, acionando sempre Dátolo e tendo em Fabrício, pela esquerda, uma válvula de escape eficiente. Este é o lateral-esquerdo para o restante da temporada, sem dúvida.

Num segundo tempo muito aberto e de boas mudanças de Dorival Junior, o Inter buscou com justiça o 3 a 3 depois estar perdendo de 3 a 1. Não é resultado que qualquer time busca, ainda mais contra um Flamengo, seja não situação que for.

O contexto transforma esse empate em vitória. Depois de iniciar vencendo o Coritiba em casa, empatar fora com o Flamengo não é nada mal. Fazendo uma projeção a longo prazo, no segundo turno é bem provável que o Inter esteja melhor que o time carioca e no confronto do Beira-Rio vença a partida. Tirar quatro pontos em cima de um grande é vantagem decisiva numa reta final de Campeonato Brasileiro.   

domingo, 29 de abril de 2012

Inter vence Grenal e leva a Taça Farroupilha

O Inter venceu porque jogou melhor que o Grêmio, e isso não teve nada a ver com qualquer gandula. A confusão que envolveu o técnico Luxemburgo e um gandula, aos 22 minutos do segundo tempo, é o único capítulo lamentável de um belo clássico. O treinador gremista admitiu o erro depois, na sua coletiva. É o tipo de situação que toma proporções maiores devido à importância do jogo e à rivalidade natural entre os dois clubes. O árbitro já tinha anulado a cobrança do escanteio cuja bola tinha sido ajeitada por um dos gandulas. A explicação da arbitragem faz sentido: no momento em que um elemento que não participa do campo de jogo arruma a bola para uma cobrança, ele passa a ser um corpo estranho no gramado, e a manobra passa a ser ilegal.

Quando da confusão, o jogo era igual, inclusive no placar. O 1 a 1 refletia o equilíbrio da partida. A confusão, o destempero do treinador e sua expulsão, chegaram até os jogadores. A partir dali o Inter tomou conta da partida, chegou ao segundo gol com Fabrício e conquistou com justiça o direito de jogar a finalíssima do Gauchão contra o Caxias, nos dois próximos domingos.
Ao contrário do que alguns analistas estão dizendo, não acho que Luxa tenha errado com seu 4-3-3. Sem poder contar com Léo Gago para fechar os quatro jogadores do meio-campo, e não tendo nenhum outro meio-campista para cumprir a mesma função no clássico, foi pertinente mudar o esquema de jogo escalando Miralles. Mesmo que os fatos não confirmem, pois o Inter teve todas as chances de gol do primeiro tempo e foi para o intervalo vencendo por 1 a 0.

Faltou ao Grêmio do primeiro tempo uma maior participação dos três atacantes. Tanto que o Tricolor não finalizou uma jogada sequer. E este é um dado decisivo. Mas o Grêmio poderia ter feito mais, como fez no início do jogo, equilibrando as ações até uns 25 minutos de jogo. Dava pra se impor jogando no 4-3-3.

Dorival, ao contrário de Luxemburgo, não surpreendeu. Com muitos desfalques - e desfalques importantes -, escalou o que tinha de melhor, da melhor forma possível. O Colorado jogou no habitual 4-2-3-1, com Dátolo pela esquerda da linha de armadores, Tinga pelo meio e Jajá pela direita, fazendo partida digna de colocar em dúvida a titularidade de Dagoberto. Outro que pode colocar um titular no banco de reservas é o lateral esquerdo Fabrício, que entrou bem contra o Flu, depois da lesão de Kléber, e jogou um grande clássico Grenal.

Na segunda etapa, a mudança do 4-3-3 para o 4-2-2-2,. com Marquinhos e Marco Antônio articulando e Moreno entrando no lugar do pouco participativo André Lima, representou pouca mudança no panorama do jogo. O Inter continuou melhor, mais concentrado e determinado na partida.

O Colorado fez o goleiro Victor trabalhar. Apesar da boa partida, o arqueiro gremista não conseguiu buscar o chute de Dátolo e nem a cabeçada de Fabrício. Muriel pouco trabalhou. O gol de Grêmio saiu de jogada de bola parada, nenhuma das poucas jogadas trabalhadas pelo time terminaram em perigo de gol. O futebol não perdoa.

Vitória justa do Inter, que jogou mais, ganhou fôlego para as decisões dos próximos dias e vê boas opções surgirem num grupo repleto de desfalques.

Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

domingo, 8 de abril de 2012

A dupla grenal passeou no segundo turno

Terminou neste domingo a fase de grupos da Taça Farroupilha. A rodada definiu os dois rebaixados e os confrontos das quartas de finais. Com as vitórias de Inter e Grêmio, as duas equipes da capital consolidaram as melhores campanhas gerais do Gauchão e, caso um dos dois vença o segundo turno, decide em casa contra o Caxias. Os confrontos:

Chave 1:
Internacional x Cerâmica (Beira-Rio)
Veranópolis x São José (Antônio David Farina)

Chave 2: 
Grêmio x Ypiranga (Olímpico)
Canoas x Pelotas (Complexo Esportivo da Ulbra)

Rebaixados: Avenida e Ypiranga (caso este não vença a Taça Farroupilha)
Campeão do Interior: Veranópolis, que ficou com a terceira melhor campanha geral.

São Luiz 0 x 3 Internacional
Mesma tendo a próxima semana cheia para descansar e treinar, Dorival Junior escalou equipe mista, pois já entrou em campo classificado. O Inter fez o resultado de forma natural, o pouco de perigo que o São Luiz levou ao gol colorado parou nas mãos de Muriel. O lateral Nei, assim como o goleiro colorado, repetiu boa atuação e segue em grande performance em 2012. Quase fez outro gol de falta, mas dessa vez acertou a trave.

Neste domingo foi a vez de João Paulo, que abriu o placar em cobrança pelo lado esquerdo, em ângulo improvável para o gol. O jovem meia colorado e o atacante Jajá ganharam mais uma chance de Dorival. Foram razoáveis, assim como Dátolo, que perdeu um pênalti (que não existiu) mas compensou marcando o segundo gol do jogo. Estes três jogaram por Gilberto, atrapalhado durante os 90 minutos, mas que ganhou um presente aos 32 de segundo tempo. Nei cruzou na cabeça do atacante, que não perdeu - como fez em outras oportunidades dentro do jogo.

Mais uma notícia boa para Dorival é Sandro Silva, que fez bom jogo, como já fizera contra o Santos, e se torna primeira opções quando Tinga e Guiñazu não puderem atuar.

Grêmio 3 x 1 Caxias
Tarde de homenagens no Olímpico. O grande Aírton Pavilhão recebeu  todo o carinho que merece do clube e da torcida gremista. Jogadores do Grêmio jogaram com o nome de Aírton sobre a numeração de seus uniformes. Na torcida Geral, uma enorme faixa preta ficou estendida durante os 90 minutos.

Tarde também de ressurgimentos no Olímpico. Miralles e Naldo voltaram fazendo gols. O terceiro, de André Lima, não está longe de representar uma volta por cima do centroavante. Mas nem tudo é tão simples e tão bom quanto parece. O Caxias fez uma partida parelha com Grêmio, só não teve o mesmo aproveitamento tricolor nos lances de finalização.
Naldo ressurgiu só lá na frente, fazendo gol. Lá atrás, formando dupla com Werley, as mesmas fragilidades que qualquer dupla de zaga que jogou pelo Grêmio em 2012 demostrou. Este é o problema mais grave da equipe na temporada e Luxemburgo vai ter que se virar com o que tem para dar mais segurança ao sistema defensivo.

No meio da semana tem o jogo da volta contra o Ipatinga, pela Copa do Brasil. A mesma estrutura de equipe deve ser mantida. Mas dois nomes podem ficar à disposição de Vanderlei: Gilberto Silva e Marco Antônio. O retorno do zagueiro seria mais urgente, já que na vitória contra o Caxias o trio formado por Bertoglio, Miralles e André Lima teve boa atuação, além de terem construídos juntos as jogadas do primeiro e do terceiro gol.

*Foto Mauro Vieira/ClicRBS 

quinta-feira, 29 de março de 2012

As opções de Dorival Junior

Nesta quarta o Internacional empatou em 0 a 0 com o Lajeadense, fora de casa, e garantiu vaga na segunda fase da Taça Farroupilha. Dorival escalou equipe mista visando já o jogo da próxima semana, contra o Santos no Beira-Rio, válido pela Copa Libertadores. O bom e jovem time do Lajeadense complicou a vida do Inter, que pouco criou num jogo mormo e de poucas chances.

Para o confronto contra o Santos, o Inter segue sem Oscar, provavelmente não terá D'Alessandro 100% e Guiñazu é dúvida. O D'Ale voltou a sentir a lesão na terça, não jogou ontem e não jogará no final de semana. Contra o Peixe, tenho quase certeza que o argentino vai pro jogo, mesmo não estando na sua melhor condição.

Portanto, a linha de frente do Inter deve ter Dátolo na direita, D'Alessandro por dentro, Dagoberto na direita e Leandro Damião no ataque. O treinador colorado tem feito pequenas alterações no posicionamento de Dagoberto, que ora está como atacante ao lado de Damião, ora está como meia no 4-2-3-1 de Dorival. Dagoberto rende mais vindo de trás, tendo a possibilidade do chute de média distância e de entrar na área em diagonal.

Ao lado de Tinga, caso não jogue Guiñazu, Bollati e Elton são alternativas. Devido as circunstâncias, Élton tem mais fôlego e agilidade para marcar o meio-campo santista. De qualquer forma, o Inter perde sem Guiñazu.

Jajá e João Paulo também são opções, ainda que com menos possibilidades de serem utilizados no confronto. Até não atenderiam as necessidades do Inter, principalmente Jajá, que ainda precisa provar muito. Ontem, João Paulo rendeu legal jogando pelo meio, diferente de quando jogou pela direita.

A única coisa certa é a pedreira que vai ser Inter e Santos. Para os dois.

domingo, 18 de março de 2012

Grêmio e Inter começam a sobrar no Gauchão

Já se vão pouco mais de dois meses de trabalhos no Beira-Rio e no Olímpico e só agora, no segundo turno do Campeonato Gaúcho, é que a dupla grenal passa a jogar sem quase tomar conhecimento de seus adversários. É o tempo natural de maturação das equipes, tanto no sentido individual e coletivo (técnico e tático) quanto no preparo físico. Depois de três jogos na Taça Farroupilha, Grêmio e Inter somam 9 pontos, 100% de aproveitamento.

No jogo deste domingo, contra um Veranópolis até então invicto fora de casa, o Grêmio fez 4 a 0 logo no primeiro tempo, com uma facilidade constrangedora. O resultado final de 4 a 1 só não foi mais elástico porque Kléber Gladiador não fez partida inspirada e perdeu dois ou três gols "imperdíveis". Também porque a equipe de um mode geral baixou o ritmo e acabou vazando no sistema defensivo no final do jogo.

O Grêmio de Luxemburgo vai bem. Pelas exigências de momento, a dupla de zaga formada por G.Silva e Werley está muito bem, mas ainda precisa ser mais testada. No meio, o losango ainda é a melhor opção e, para Luxa, Marco Antônio é o articulador titular, porém, Facundo Bertoglio pede passagem e pode ser uma acréscimo à equipe.

No sábado, com facilidade também constrangedora, o Inter meteu 7 a 0 no Juventude. Depois da goleada no meio da semana, pela Libertadores, sem dúvida o colorado viaja para a Bolívia embalado e confiante para enfrentar o The Strongest, um time nota 5, mas que na altitude de La Paz consegue se equiparar com os grandes.

No Internacional, quem pede passagem é Dátolo. E o argentino tem lugar no time. Dagoberto que abra o olho e jogue mais, pois, do quarteto ofensivo, é quem está devendo mais bola. Dátolo foi apenas um dos destaques da goleada do sábado, e o jogo de sábado foi apenas um dos que o argentino se destacou. Sem dúvida, é opção no Beira-Rio.  


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Apesar das polêmicas, deu Inter

Oscar joga ou não joga? Joga, e mais qualquer um em Inter x Juan Aurich. O jogo passa na TV ou não passa? Até passa, mas para os poucos que assinam a operadora que disponibiliza o canal Fox Sports para seus assinantes. Estima-se que 70% do público que assiste a Libertadores pela televisão não tem acesso ao canal.

Como a disputa jurídica entre São Paulo e Inter sobre os direitos de Oscar, também há nos bastidores uma briga ferrenha entre a Globo Sat e as maiores operadores de TV a cabo. A Globo não quer que ninguém transmita a Fox Sport, que comprou em dezembro passado os direitos de televisionar a competição continental.

Polêmicas à parte, o Inter estreou bem na fase de grupos. Embora tenha deixado um gostinho de quero mais nos torcedores. Cabia algo mais que 2 a 0 no modesto Juan Aurich, que jogou com 10 homens desde os 27 minutos do primeiro tempo.

O time de Dorival jogou no habitual 4-2-3-1, teve a posse de bola, correu poucos riscos - quase nenhum -, teve boa chegada na frente e só não goleou porque Dagoberto e Damião não estava em noite inspirada. O primeiro, não conseguiu imprimir o bom futebol que pode jogar. Já o centroavante colorado mais uma vez pecou no preciosismo ao invés de simplificar e fazer o gol mais fácil. Quando Damião foi o Damião sem frescuras, fez a parede direitinho para que Oscar chegasse de trás e marcasse o primeiro gol.

Na segunda etapa, uma espécie de novo talismã colorado. Dátolo entrou para vestir a camisa do Inter pela segunda vez e fazer logo seu segundo gol. O argentino já está nas graças da torcida. O Inter do Bi da América em 2006/2010 já mostra os dentes e se credencia como candidato ao lado de outros brasileiros (que não estreiaram tão bem assim). 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O bom empate para o Inter no Grenal

O Internacional resolveu poupar todos os seu titulares, menos o goleiro Muriel. Para o primeiro Grenal do Gauchão 2012, prematuramente na quinta rodada do campeonato, um Inter com um time todo formado por reservas, preservando seus principais jogadores para a Libertadores da América, que já tem jogo na quarta-feira. O empate de 2 a 2 é muito bom resultado para a equipe de Dorival Junior.
Do outro lado, para o Grêmio o resultado é desastroso. Mais pelo andamento do trabalho do que pela posição do Tricolor na tabela. Para uma equipe em formação, que ainda busca sua melhor forma tática e técnica, uma vitória no clássico seria dose de tranquilidade muito salutar para Caio Junior e seus jogadores. Ainda mais porque o Grêmio jogou melhor que o Colorado, e o resultado de empate fica muito amargo.

Pela escalação, a mesma da vitória sobre o São Luiz, imaginei um Grêmio no 4-4-2 com duas linhas de quatro posicionadas. Não foi o que aconteceu. O Grêmio variou do 4-3-3 para o 4-3-1-2. O meio começou com Fernando, muito bem no jogo, Marquinhos mais à esquerda e Marco Antônio mais à direita. Este último novamente não fazendo um bom jogo. Na frente, ora Kléber recuava e fazia o papel de pota-de-lança no meio do campo, ora o Gladiador se posicionava pelo lado, junto à Leandro e Moreno. Kléber não foi bem, diferente de Marcelo Moreno, um dos destaques do clássico.

O Grêmio sentiu a perda dos seus laterais ainda no primeiro tempo. Julio César e Mário Fernandes saíram lesionados, eles que era as grandes jogadas do Tricolor na partida. Além de perdê-los, Caio Junior foi obrigado a queimar duas substituições. O que pode fazer falta num segundo tempo de um jogo de alto nível de competição, como acabou acontecendo.

O time reserva do Inter tem bons nomes, mas não forma uma equipe. Apesar de ter saído na frente no placar, foi um amontoado, principalmente no primeiro tempo.A estreia do meia argentino Dátolo foi interessante, afinal marcar em Grenal nunca é ruim. O argentino começou bem, mas foi decaindo conforme o andamento da partida. A dupla de ataque colorada jogou pouco, mas o suficiente para criar alguns problemas para a insegura zaga tricolor.

O Grêmio precisa contratar e, talvez, repetir esse time para que, ao menos, uma ideia de coletividade e repetição seja fixada.

Já o Inter. O Inter não é esse, essas são as peças de reposição. Importante que estejam com a confiança nas alturas, ainda vão jogar mais pelo Gauchão. O Inter de 2012, por enquanto, é o bom time que passou pelo Once Caldas na pré-Libertadores.

*Foto Marcelo Oliveira/ClicRBS