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domingo, 10 de março de 2013

Inter sobrou na decisão do turno

O colorado do ijuiense Dunga levou a Taça Piratini com todos os méritos. Lá em Ijuí, contra o São Luiz, time da melhor campanha, mas não do melhor futebol. O Inter tem mais futebol, tem mais elenco, tem mais estrutura e mais dinheiro. Tudo isso entra em campo. Tudo isso é representado pelo placar de 5 a 0. Com o maior respeito que o São Luiz merece, fica evidenciado no placar o tamanho das duas equipes.

Não esperava uma goleada tão elástica. Mas a entendo. Contra o fraco Esportivo, na semifinal, o Inter fez só 2 a 0 e não jogou bem. O time de Ijuí é mais forte que o de Bento Gonçalves, e justamente por ser mais forte inspirou maior dedicação ao Inter de Gabriel, D'Alessandro, Rafael Moura e Leandro Damião. Este último com dois gols e duas assistências.
Diego Vara/Agência RBS

O bom São Luiz do Paulo Porto assumiu a responsabilidade de jogar em casa e propôs o jogo enquanto deu, nos primeiros 15 minutos. Jogando no 4-4-2 com um losango no meio, o time da casa tinha três volantes marcando muio forte, Marcos Paraná como articulador central e Juba como atacante de velocidade. Na linha de quatro defensores, um rigoroso revezamento na subida dos laterais. Dessa forma, principalmente com Paraná carimbando as jogadas, o São Luiz conseguiu rondar a área colorada.

Só rondar não basta. O Inter continha as investidas dos adversários com as seguras e corretas intervenções de Rodrigo Moledo e Juan. A partir daí, passado os minutos iniciais, o Inter se acertou, se achou, se reconheceu, mesmo o campo não oferecendo as melhores condições.

D'Alessandro entrou no jogo. Josimar cresceu e roubava todas. Meio de lado estava Forlán, que passou longe do que é, até agora, o melhor jogador da competição. Sem o uruguaio inspirado, o colorado teve a força e o oportunismo de Damião - coisa que há muito tempo não se via.

Pode ser um bom recomeço ao centroavante. Faltava uma grande partida ao camisa 9, estava faltando gol e, por tabela, confiança. É esse o momento. É essa a palavra: confiança.

Um time se constrói com vitórias e confiança. É justamente esse o caminho que Dunga está trilhando. O time não está pronto. Chegarão reforços e jogadores ainda voltarão de lesão. Porém, são três meses de um trabalho baseando em bons resultados. Ainda que sejam contra adversários mais fracos, são bons resultados. O Inter está adquirindo consistência. E já garantiu uma vaga na grande final do campeonato. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Caxias tem condições de ganhar o campeonato no 2º turno

Tem os dois lados da lógica. Um deles é o que acaba com Grêmio ou Inter como campeões do turno ou do campeonato, independente da campanha na fase de classificação. O outro lado é o time de melhor campanha sagrar-se como campeão. Que é o caso do Caxias nesse primeiro turno do Gauchão.

O time da Serra teve a melhor campanha do turno, é a melhor equipe do interior, conseguiu desbancar um Grêmio ainda inconstante, e acabou confirmando com o título a ótima campanha, que só aponta uma derrota, para o Internacional.

A final contra o Novo Hamburgo foi equilibrada, até porque o Nóia jogou em casa. A decisão por pênaltis foi uma atração a mais dentro de um evento inédito nos últimos anos. Mais uma vez o goleiro grená, Paulo Sérgio, foi destaque. Se desta vez não bateu nenhuma penalidade, defendeu uma e teve inúmeras boas intervenções durante os movimentados 90 minutos.

Jogando no 4-3-1-2, o time do Paulo Porto tem o recurso forte do contra-ataque, e foi assim que abriu o placar no primeiro tempo da final. A saída rápida pela esquerda, com o bom lateral Fabinho, o volante Matheus e o ataque que conta com o centroavante habilidoso e rápido Vanderlei, que acompanhou a jogada do gol e concluiu com maestria, e puxou outras boas jogadas.

Se projetarmos que no segundo turno do Gauchão, que já começa nesse final de semana, a dupla grenal vai se envolver em Libertadores e Copa do Brasil, optando por jogar com equipes reservas em algumas partidas, passa a ser nenhum absurdo apontar o Caxias como um forte candidato a vencer o segundo turno e conquistar um campeonato que não vai para o interior desde 2000, quando o próprio Caxias venceu o Grêmio de Ronaldinho.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Interior desbanca dupla grenal na Taça Piratini

A final de turno da próxima quarta-feira será inédita. Desde que este formato foi fixado, nunca houve uma final sem a presença de Grêmio ou Internacional. Esta é uma conquista e tanto para o interior, e será uma bela conquista para o Caxias, que hoje eliminou o Grêmio nos pênaltis, ou para o Novo Hamburgo ou para o Juventude (estes dois últimos que fazem a outra semi-final enquanto escrevo esse texto). Estão todos de parabéns, inclusive o Cruzeiro de Porto Alegre que, se não fosse uma decisão judicial, teria 6 pontos a mais na fase classificatória e passaria de fase no lugar do Grêmio.

Agora vamos nos fixar em Grêmio e Caxias, na estreia do Luxemburgo e na eliminação do Tricolor. Partida equilibrada fizeram as duas equipes. Partida de um correto 1 a 1, mas que não seria nenhum absurdo que terminasse com um vencedor ainda no tempo normal. Nos 90 minutos, quem trabalhou mais, e trabalhou bem, pela boa fase que vive, foi o goleiro Victor. Mas nos pênaltis, a grande estrela da decisão foi o arqueiro do Caxias, Paulo Sérgio, que defendeu a cobrança de Marco Antônio e em seguir cobrou a penalidade decisiva, definindo o 5 a 4 a favor da equipe da Serra.
Luxemburgo não conseguiu repetir o time de Roger, que venceu o grenal. O volante Léo Gago tomou um remédio proibido, e pelo risco do doping, foi cortado pelo departamento médico do Grêmio. Marquinhos entrou no time, Luxa desmanchou o meio-campo e losango e escalou a equipe num 4-4-2 com meio em quadrado. Sem Léo Gago e com dois articuladores, o Grêmio diminuiu seu poder de criação e mobilização. Marquinhos e Marco Antônio são de características semelhantes, jogadores de pouca velocidade e com dificuldade de jogar sem a bola. Contra o Inter, o trio de volantes gremistas marcava lá na frente, chegava ao ataque com mais ímpeto e pelos lados.

O Caxias de Paulo Porto jogou de igual para igual, mesmo que o Grêmio tenha proposto o jogo no início e tenha dominado a partida por mais tempo. A equipe da Serra jogou num 4-4-2, meio-campo em formato de losango, com o meia-atacante Wrangler espetado entre os volantes gremistas e se aproximando muito dos bons atantes Caion e Vanderlei.

Pelo Grêmio, Kléber marcou e mais um vez foi destaque da equipe, como foram destaques também G. Silva, bem adaptado à zaga, e o volante Souza, que hoje não pôde sair tando devido ao esquema. Destaques negativos foram Moreno, Fernando e a dupla de meias.

Luxemburgo agora tem uma semana cheia para treinar e conhecer um pouco mais do grupo. Para o próximo jogo já deve contar com o argentino Facundo Bertoglio, mesmo assim o 4-3-1-2 que ganhou bem o grenal ainda deve ser o esquema preferencial.

Já o Caxias, independente de o adversário ser Juventude ou NH, é o melhor time do interior e desponta como favorito ao título do turno. Mesmo que isso não represente muita coisa quando a bola rola.