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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O bom empate para o Inter no Grenal

O Internacional resolveu poupar todos os seu titulares, menos o goleiro Muriel. Para o primeiro Grenal do Gauchão 2012, prematuramente na quinta rodada do campeonato, um Inter com um time todo formado por reservas, preservando seus principais jogadores para a Libertadores da América, que já tem jogo na quarta-feira. O empate de 2 a 2 é muito bom resultado para a equipe de Dorival Junior.
Do outro lado, para o Grêmio o resultado é desastroso. Mais pelo andamento do trabalho do que pela posição do Tricolor na tabela. Para uma equipe em formação, que ainda busca sua melhor forma tática e técnica, uma vitória no clássico seria dose de tranquilidade muito salutar para Caio Junior e seus jogadores. Ainda mais porque o Grêmio jogou melhor que o Colorado, e o resultado de empate fica muito amargo.

Pela escalação, a mesma da vitória sobre o São Luiz, imaginei um Grêmio no 4-4-2 com duas linhas de quatro posicionadas. Não foi o que aconteceu. O Grêmio variou do 4-3-3 para o 4-3-1-2. O meio começou com Fernando, muito bem no jogo, Marquinhos mais à esquerda e Marco Antônio mais à direita. Este último novamente não fazendo um bom jogo. Na frente, ora Kléber recuava e fazia o papel de pota-de-lança no meio do campo, ora o Gladiador se posicionava pelo lado, junto à Leandro e Moreno. Kléber não foi bem, diferente de Marcelo Moreno, um dos destaques do clássico.

O Grêmio sentiu a perda dos seus laterais ainda no primeiro tempo. Julio César e Mário Fernandes saíram lesionados, eles que era as grandes jogadas do Tricolor na partida. Além de perdê-los, Caio Junior foi obrigado a queimar duas substituições. O que pode fazer falta num segundo tempo de um jogo de alto nível de competição, como acabou acontecendo.

O time reserva do Inter tem bons nomes, mas não forma uma equipe. Apesar de ter saído na frente no placar, foi um amontoado, principalmente no primeiro tempo.A estreia do meia argentino Dátolo foi interessante, afinal marcar em Grenal nunca é ruim. O argentino começou bem, mas foi decaindo conforme o andamento da partida. A dupla de ataque colorada jogou pouco, mas o suficiente para criar alguns problemas para a insegura zaga tricolor.

O Grêmio precisa contratar e, talvez, repetir esse time para que, ao menos, uma ideia de coletividade e repetição seja fixada.

Já o Inter. O Inter não é esse, essas são as peças de reposição. Importante que estejam com a confiança nas alturas, ainda vão jogar mais pelo Gauchão. O Inter de 2012, por enquanto, é o bom time que passou pelo Once Caldas na pré-Libertadores.

*Foto Marcelo Oliveira/ClicRBS    

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Duas vezes colorado!

Não foi a barbada que estava pintando. Mas, no fim, acabou o Inter pintando mais uma vez a América de vermelho. No embalo de um Beira-Rio lotado como é, e como pulsa, desde 2006 no primeiro título da Libertadores, ou desde 1969, ano da inauguração.
O Chivas veio para apagar a imagem ruim que deixou da primeira partida, e conseguiu. Serviu, no entando, só para mudar a imagem, não a história. O 3-4-3 mexicano funcionou no primeiro tempo, com os dois alas avançados e trancando a passagem do Inter pelos lados e um zagueiro/volante, o Araújo, marcando e batendo no D'Alessandro. O gol do Chivas, no final do primeiro tempo, assim como fora há uma semana, assustou, mas dessa vez os mexicanos jogavam a bola que não jogaram em Guadalajara.

No vestiário, a estrela e o trabalho de Celso Roth. O treinador inverteu de lado Taison e D'Alessandro e mandou o camisa 7, agora na direita, pegar a bola e partir pra cima. Tinga continuou jogando muito, Sandro melhorou e Kléber passou a jogar mais. E quando o lateral do Inter joga, faz o time jogar e, dessa vez, fez o cruzamento para Sobis marcar o gol e marcar história no Internacional.
Celso Roth no maior momento de sua carreira, depois de ver seu time empatar, viu sua estrela brilhar. Tirou Sobis do jogo e pôs Damião. Tirou Taison e pôs Giuliano. Os dois garotos que entraram fizeram dois golaços, duas cerejas para o bolo colorado. O gol de Giuliano é daqueles que vale pagar outro ingresso, no caso do torcedor colorado, outra mensalidade de sócio.
Inter duas vezes Libertador da América, com um sugestivo Bolivar de capitão! Ainda teve mais um gol mexicano antes do apito final e a confusão (papelão) depois dele. Questões secundárias diante de uma glória tão imensa que é conquistar tudo de novo e ver no horizonte a possibilidade de fazer ainda mais, no BR-10 e em Abu Dhabi.
O clube mais Internacional deste século na América Latina. Clube de uma gestão que fez do Inter mais do que fora em 97 anos de história  e que desde 2006 faz muita história e joga muita bola. Inter que finalmente acabou com o tabu de brasileiros não vencerem estrangeiros nas finais de Libertadores. Inter do 5 a 3 no Chivas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dono do campinho

Corre nos bastidores a fofoca que os jogadores do Inter só foram comunicados que o jogo era no México após o apito final de Hector Baldassi. Ficaram surpresos com a notícia: o jogo acontecera em Guadalajara, Estádio Omnilife. Mas caso isso não seja uma verdade, o Colorado fingiu muito bem. A verdade é que o Inter jogou como se jogasse num Beira-Rio lotado, contra um adversário totalmente submisso - como foi o S.Paulo fora de casa, como foi o Chivas dentro de casa.

Para um time que chegou a ter quase 80% de posse de bola em determinado momento do jogo, a justiça demorou a acontecer. E no futebol nem sempre acontece. De injustiças, como o gol de Bautista aos 46min do primeiro tempo, em momento de chochilada coletiva no sistema defensivo colorado, o futebol está repleto. Quando fez-se a justiça na primeira partida da final da Libertadores, fez-se rápido: Giuliano aos 27 e, quatro minutos depois, Bolivar fechando o placar e provavelmente a Copa aos 31 minutos do segundo tempo.

Resultado que mais uma vez privilegiou o melhor time, o que optou em jogar futebol. Celso Roth deixou Mathias  no banco, escalou Giuliano no lugar de Tinga. Manteve o 4-2-3-1 ofensivo e consistente. A certa altura, quando perdeu Alecssandro com 30 minuto de jogo, perdeu também sua referência na frente, mexeu mal colocando o discutível Evérton, mas concertou colocando Sobis aos 26 do segundo.

O Chivas marcou mal o jogo inteiro. Optou pela estratégia de contra-atacar, mas poucas vezes conseguiu roubar bola e subir em velocidade. Chegou ao gol por total demérito colorado. Os mexicanos jogaram no 4-4-2, com um zagueiro improvisado na lateral-direira e dois meias que demoraram a perceber que precisavam acompanhar as descidas de Kléber e Nei.  
O Inter trocou passes de cabeça erguida, com a autoridade de um time de bairro que joga na quadra da sua pracinha. D'Alessandro foi o dono da bola, mas poderia ser Kléber, ou Guiñazu, ou Giuliano - o meia que é o melhor jogador colorado na competição.

Falta pouco para que semana que vem, no Beira-Rio, o Internacional não seja apenas o dono do campinho, mas seja mais uma vez o dono da América. Falta pouco, apenas um empate ou uma vitória simples. Para os mais otimistas, falta só seis dias.