Mostrando postagens com marcador caxias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caxias. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Goleada do Grêmio B e classificação colorada

Guilherme Testa/Chute10
O Grêmio finalmente voltou a ter boas notícias com seu plantel B. A equipe treinada por Roger Machado fez uma bela partida. Está certo que foi contra o Santa Cruz, mas visto que até agora o Tricolor tinha quatro derrotas, e todas elas jogando com jogadores reservas ou emergentes, um 5 a 0 é um grande acontecimento.

Roger usou o 3-5-2 tal qual a sua função, quando surgiu, em meados dos anos 70 e 80 na Europa: tornar o time mais ofensivo. Se desfaz a linha de quatro defensores - ficam apenas três - e se ganha um homem no meio-de-campo. Ontem, esse homem foi Guilherme Biteco, a joia gremista que já fora vendido ao Hoffenhain da Alemanha, que jogou na ala-esquerda, ora puxando para o meio, ora entrando em diagonal. Guilherme foi o homem da bola parada, quase marcou por duas vezes em cobranças de falta, bateu o escanteio que resultou no gol de Werley e fez a jogada que pifou Bertoglio cara a cara com o goleiro, para que o argentino marcasse o primeiro de seus dois gols na partida.

O Grêmio amassou o Santa Cruz, e correu poucos riscos. O trio formado por Werley, Gérson na sobra e Grolli compondo pela esquerda, foi soberano frente aos atacantes do adversário. Pela direita, quem ditava o ritmo era Tony, outro ala de feições ofensiva. Assim, com bastante jogadas pelos flancos, o Grêmio conseguiu fazer bom uso do 3-5-2 e encaminhar a sua classificação para a fase de matas da Taça Piratini.

Caxias 0 x 2 Inter
Não assisti ao jogo. Assisti aos lances e aos gols, apenas. Mas não é difícil chegar a conclusão de que o jogo não deveria ter seguido, no primeiro tempo. Devido a chuva, ao estado do gramado, o futebol ficou impraticável. Caxias e Inter fizeram o que dava. E o que dava era dar balão e cabecear. Aí, ponto para o colorado, que teve Gabriel e Damião. 1 a 0 Inter.

No segundo tempo, com o campo menos prejudicado após ter cessado a chuva, arremates de de longa e média distância eram as principais armas. D'Alessandro soube aproveitar, marcou o segundo e selou a vitória e a classificação colorada para a outra fase da Taça Piratini.

Importante que essa classificação venha antecipada, ainda mais depois de uma partida tão desgastante quanto esta de ontem. Assim, para o próximo domingo, contra o Cruzeiro, jogo que fecha a fase de grupos da Taça Piratini para o Inter, Dunga pode escalar time reserva sem problema nenhum. Descanso merecido e mais uma chance a quem ainda busca vaga no grupo principal.

domingo, 13 de maio de 2012

Inter Campeão Gaúcho de 2012

Para o torcedor colorado, o primeiro tempo da decisão no Beira-Rio foi um filme de terror. Os dois times foram para o intervalo com o resultado de 1 a 0 para o Caxias, e com o time da Serra jogando melhor futebol. Surpresa para todo mundo, menos para o Caxias, que treinou e se preparou para vencer, e tem o direito de achar que pode ganhar. E poderia, caso tivesse melhor sorte no segundo tempo e mais preparo físico. 

E quer melhor sorte que a do goleiro Paulo Sérgio, que pegou o pênalti cobrado pelo Nei? O gol seria o empate do Inter, que até viria depois, mas com o pênalti o empate chegaria mais cedo e tornaria as coisas mais fáceis para o colorado. O Caxias fez o que pôde, enquanto pôde. Embora tenha bom time, não é o suficiente para vencer o Inter da melhor campanha do Gauchão.

Aos 26 do primeiro o Caxias abriu o placar explorando o tendão de Aquiles colorado, a bola aérea. Cruzamento e gol do lateral direito Michel. E o Inter sentiu demais o gol, se desorganizou e passou a jogar com pressa. No 4-2-3-1 de Dorival, os três armadores embolaram no meio, pareciam estar amarrados. Quando Oscar abria por um lado, lá estava Dátolo, ocupando o mesmo espaço de Tinga, ambos próximos de Oscar, assim foi quando qualquer um dos três pegou na bola - o que favoreceu a marcação do Caxias. Faltou infiltração, ocupação inteligente de espaço e orientação dentro de campo. Tudo o que D'Alessandro deu ao time no segundo tempo.

O Caxias de Mauro Ovelha jogou da mesma forma como jogou e venceu o primeiro tempo na Serra. Quase um 4-3-3, com o meia Wangler vindo da direita e se juntando aos atacantes Caion e Wanderley. Wangler foi o grande nome da equipe grená na decisão. Quase fez o gol de empate no final do segundo tempo, chutando da entrada da área e obrigando Muriel a fazer grande defesa para evitar o 2 a 2 que seria favorável ao Caxias.

As mudanças de Dorival no intervalo foram essenciais para a virada e o título colorado. Dátolo saiu porque jogava mal, deu lugar a D'Alessandro. Tinga não fazia má partida, mas o Inter precisava ser mais agudo, por isso Dagoberto em seu lugar. O esquema ficou exatamente o mesmo, mudaram as características dos jogadores e o espírito da equipe. O Inter adiantou suas linhas e o Caxias não teve força para igualar o confronto, e nem fôlego para puxar contra-ataques.

O gol do Sandro Silva é um prêmio para o volante que tem sido o melhor jogador colorado desde o empate de 1 a 1 com o Santos no Beira-Rio, ainda pela primeira fase da Libertadores. O empate deu o gás que o Inter precisava para trazer a torcida de volta e engolir o time do Caxias. A jogada saiu dos pés de Oscar, que cresceu no jogo, atuando pela direita, enquanto D'Ale organizava pelo meio e Dagoberto fazia boas jogadas pela esquerda. O gol de Damião foi um processo natural dentro do contexto do jogo, contexto construído pelo Inter e seu treinador.

O torcedor colorado comemora o título merecido, que além de representar o 41° estatual conquistado pelo clube, ajuda a amenizar o sentimento de frustração depois da eliminação na Copa Libertadores. Parece que dias melhores virão. Dias melhores sem tantas lesões, com mais opções. D'Alessandro e Dagoberto entraram voando, sem medo da dividida, sem dúvida acréscimos importantes. Importante como é ganhar o Gauchão - se não para nós, que metemos o pau nos estaduais, é para eles que jogam e levam pau o campeonato todo. Parabéns Inter.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

domingo, 6 de maio de 2012

O empate em Caxias e o choro de Oscar

Há quase 50 dias o meia Oscar não podia jogar pelo Inter devido à perrenga judicial com o São Paulo. Mesmo não estando encerrado o caso com o clube paulista, o jogador foi liberado para trabalhar pelo Internacional, e justo agora, no primeiro jogo da final do Gauchão. Justo agora, que Dorival Junior vê o departamento médico do Beira-Rio esvaziar suas opções para o time. Por lesão e suspensão, o Inter não pôde contar com Damião, Dagoberto, D'Alessandro, Dátolo, Kléber e Moledo. Destes, certamente a ausência menos sentida é a de Kléber, pois no seu lugar tem Fabrício, que já anda merecendo status de titular do Inter. 

Para Dorival, apenas o reforço de Oscar, que no 4-2-3-1 colorado inciou o jogo lá na direita, com Tinga pelo meio e mais recuado, e Jajá pela esquerda, encostando mais em Jô, se movimentando e participando das melhores jogadas do Inter, num equilibrado primeiro tempo. Quem desequilibrou o jogo no segundo tempo foi Oscar, que mudou de lado e encaixou boa parceria com o lateral Fabrício, mas só fez o gol do empate, e do choro da volta, depois de belíssimo lançamento de Jajá. A inversão de lado entre os dois meias-extremos do Inter e a queda da condição física do Caxias resultaram num segundo tempo todo colorado.

Porque no primeiro tempo o Caxias do estreante técnico Mauro Ovelha jogou de igual para igual, deu um calor na dupla Índio e Bolivar e desceu pro vestiário vencendo por 1 a 0. Com o bola, o time grená aplicava praticamente um 4-3-3, com o meia Wengler sempre abrindo para um dos lados e ficando na mesma linha de Caion e Wanderley. Na hora de defender e contra-atacar, um 4-3-1-2 com destaque para o volante apoiador Matheus, que combateu muito e chegou na frente, inclusive fazendo o gol do Caxias na jogada maravilhosa iniciada pelo lateral Fabinho.

O Caxias surpreendeu. Não esperava que fizesse tão boa partida depois de tanto tempo parado e com a recente troca de treinador. Com certeza ainda dá pra pôr muita coisa na conta de Paulo Porto, que iniciou o trabalho, venceu o 1° e teve uma queda de rendimento aceitável na Taça Farroupilha.

As chances de o Caxias surpreender mais do que já o fez são muito pequenas. No próximo domingo, mesmo com os desfalques que tiver e com o desgaste de jogar um jogo decisivo contra o Flu, pela Libertadores, na quinta-feira, acho improvável que o colorado não levante mais essa Taça. É no Beira-Rio, e é preciso jogar como no segundo tempo deste empate de 1 a 1. Ou será que esse bom Caxias repetirá o ano 2000?

Foto Alexandre Lops/Inter, divulgação

domingo, 8 de abril de 2012

A dupla grenal passeou no segundo turno

Terminou neste domingo a fase de grupos da Taça Farroupilha. A rodada definiu os dois rebaixados e os confrontos das quartas de finais. Com as vitórias de Inter e Grêmio, as duas equipes da capital consolidaram as melhores campanhas gerais do Gauchão e, caso um dos dois vença o segundo turno, decide em casa contra o Caxias. Os confrontos:

Chave 1:
Internacional x Cerâmica (Beira-Rio)
Veranópolis x São José (Antônio David Farina)

Chave 2: 
Grêmio x Ypiranga (Olímpico)
Canoas x Pelotas (Complexo Esportivo da Ulbra)

Rebaixados: Avenida e Ypiranga (caso este não vença a Taça Farroupilha)
Campeão do Interior: Veranópolis, que ficou com a terceira melhor campanha geral.

São Luiz 0 x 3 Internacional
Mesma tendo a próxima semana cheia para descansar e treinar, Dorival Junior escalou equipe mista, pois já entrou em campo classificado. O Inter fez o resultado de forma natural, o pouco de perigo que o São Luiz levou ao gol colorado parou nas mãos de Muriel. O lateral Nei, assim como o goleiro colorado, repetiu boa atuação e segue em grande performance em 2012. Quase fez outro gol de falta, mas dessa vez acertou a trave.

Neste domingo foi a vez de João Paulo, que abriu o placar em cobrança pelo lado esquerdo, em ângulo improvável para o gol. O jovem meia colorado e o atacante Jajá ganharam mais uma chance de Dorival. Foram razoáveis, assim como Dátolo, que perdeu um pênalti (que não existiu) mas compensou marcando o segundo gol do jogo. Estes três jogaram por Gilberto, atrapalhado durante os 90 minutos, mas que ganhou um presente aos 32 de segundo tempo. Nei cruzou na cabeça do atacante, que não perdeu - como fez em outras oportunidades dentro do jogo.

Mais uma notícia boa para Dorival é Sandro Silva, que fez bom jogo, como já fizera contra o Santos, e se torna primeira opções quando Tinga e Guiñazu não puderem atuar.

Grêmio 3 x 1 Caxias
Tarde de homenagens no Olímpico. O grande Aírton Pavilhão recebeu  todo o carinho que merece do clube e da torcida gremista. Jogadores do Grêmio jogaram com o nome de Aírton sobre a numeração de seus uniformes. Na torcida Geral, uma enorme faixa preta ficou estendida durante os 90 minutos.

Tarde também de ressurgimentos no Olímpico. Miralles e Naldo voltaram fazendo gols. O terceiro, de André Lima, não está longe de representar uma volta por cima do centroavante. Mas nem tudo é tão simples e tão bom quanto parece. O Caxias fez uma partida parelha com Grêmio, só não teve o mesmo aproveitamento tricolor nos lances de finalização.
Naldo ressurgiu só lá na frente, fazendo gol. Lá atrás, formando dupla com Werley, as mesmas fragilidades que qualquer dupla de zaga que jogou pelo Grêmio em 2012 demostrou. Este é o problema mais grave da equipe na temporada e Luxemburgo vai ter que se virar com o que tem para dar mais segurança ao sistema defensivo.

No meio da semana tem o jogo da volta contra o Ipatinga, pela Copa do Brasil. A mesma estrutura de equipe deve ser mantida. Mas dois nomes podem ficar à disposição de Vanderlei: Gilberto Silva e Marco Antônio. O retorno do zagueiro seria mais urgente, já que na vitória contra o Caxias o trio formado por Bertoglio, Miralles e André Lima teve boa atuação, além de terem construídos juntos as jogadas do primeiro e do terceiro gol.

*Foto Mauro Vieira/ClicRBS 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Caxias tem condições de ganhar o campeonato no 2º turno

Tem os dois lados da lógica. Um deles é o que acaba com Grêmio ou Inter como campeões do turno ou do campeonato, independente da campanha na fase de classificação. O outro lado é o time de melhor campanha sagrar-se como campeão. Que é o caso do Caxias nesse primeiro turno do Gauchão.

O time da Serra teve a melhor campanha do turno, é a melhor equipe do interior, conseguiu desbancar um Grêmio ainda inconstante, e acabou confirmando com o título a ótima campanha, que só aponta uma derrota, para o Internacional.

A final contra o Novo Hamburgo foi equilibrada, até porque o Nóia jogou em casa. A decisão por pênaltis foi uma atração a mais dentro de um evento inédito nos últimos anos. Mais uma vez o goleiro grená, Paulo Sérgio, foi destaque. Se desta vez não bateu nenhuma penalidade, defendeu uma e teve inúmeras boas intervenções durante os movimentados 90 minutos.

Jogando no 4-3-1-2, o time do Paulo Porto tem o recurso forte do contra-ataque, e foi assim que abriu o placar no primeiro tempo da final. A saída rápida pela esquerda, com o bom lateral Fabinho, o volante Matheus e o ataque que conta com o centroavante habilidoso e rápido Vanderlei, que acompanhou a jogada do gol e concluiu com maestria, e puxou outras boas jogadas.

Se projetarmos que no segundo turno do Gauchão, que já começa nesse final de semana, a dupla grenal vai se envolver em Libertadores e Copa do Brasil, optando por jogar com equipes reservas em algumas partidas, passa a ser nenhum absurdo apontar o Caxias como um forte candidato a vencer o segundo turno e conquistar um campeonato que não vai para o interior desde 2000, quando o próprio Caxias venceu o Grêmio de Ronaldinho.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Interior desbanca dupla grenal na Taça Piratini

A final de turno da próxima quarta-feira será inédita. Desde que este formato foi fixado, nunca houve uma final sem a presença de Grêmio ou Internacional. Esta é uma conquista e tanto para o interior, e será uma bela conquista para o Caxias, que hoje eliminou o Grêmio nos pênaltis, ou para o Novo Hamburgo ou para o Juventude (estes dois últimos que fazem a outra semi-final enquanto escrevo esse texto). Estão todos de parabéns, inclusive o Cruzeiro de Porto Alegre que, se não fosse uma decisão judicial, teria 6 pontos a mais na fase classificatória e passaria de fase no lugar do Grêmio.

Agora vamos nos fixar em Grêmio e Caxias, na estreia do Luxemburgo e na eliminação do Tricolor. Partida equilibrada fizeram as duas equipes. Partida de um correto 1 a 1, mas que não seria nenhum absurdo que terminasse com um vencedor ainda no tempo normal. Nos 90 minutos, quem trabalhou mais, e trabalhou bem, pela boa fase que vive, foi o goleiro Victor. Mas nos pênaltis, a grande estrela da decisão foi o arqueiro do Caxias, Paulo Sérgio, que defendeu a cobrança de Marco Antônio e em seguir cobrou a penalidade decisiva, definindo o 5 a 4 a favor da equipe da Serra.
Luxemburgo não conseguiu repetir o time de Roger, que venceu o grenal. O volante Léo Gago tomou um remédio proibido, e pelo risco do doping, foi cortado pelo departamento médico do Grêmio. Marquinhos entrou no time, Luxa desmanchou o meio-campo e losango e escalou a equipe num 4-4-2 com meio em quadrado. Sem Léo Gago e com dois articuladores, o Grêmio diminuiu seu poder de criação e mobilização. Marquinhos e Marco Antônio são de características semelhantes, jogadores de pouca velocidade e com dificuldade de jogar sem a bola. Contra o Inter, o trio de volantes gremistas marcava lá na frente, chegava ao ataque com mais ímpeto e pelos lados.

O Caxias de Paulo Porto jogou de igual para igual, mesmo que o Grêmio tenha proposto o jogo no início e tenha dominado a partida por mais tempo. A equipe da Serra jogou num 4-4-2, meio-campo em formato de losango, com o meia-atacante Wrangler espetado entre os volantes gremistas e se aproximando muito dos bons atantes Caion e Vanderlei.

Pelo Grêmio, Kléber marcou e mais um vez foi destaque da equipe, como foram destaques também G. Silva, bem adaptado à zaga, e o volante Souza, que hoje não pôde sair tando devido ao esquema. Destaques negativos foram Moreno, Fernando e a dupla de meias.

Luxemburgo agora tem uma semana cheia para treinar e conhecer um pouco mais do grupo. Para o próximo jogo já deve contar com o argentino Facundo Bertoglio, mesmo assim o 4-3-1-2 que ganhou bem o grenal ainda deve ser o esquema preferencial.

Já o Caxias, independente de o adversário ser Juventude ou NH, é o melhor time do interior e desponta como favorito ao título do turno. Mesmo que isso não represente muita coisa quando a bola rola.

domingo, 13 de março de 2011

Jogo movimentado e empate entre Caxias e Internacional

No estádio Centenário, em Caxias do Sul, um 3 a 3 cheio de alternativas, repleto de momentos dignos de um jogão de bola. O goleiro Sangali defendeu mais um pênalti, Damião fez mais três gols (ainda que estivesse em posição irregular no segundo gol), Everton fez outra boa partida contra a dupla grenal, teve expulsão, comemoração polêmica e empate no finalzinho. Com o empate, o Caxias conquistou o primeiro ponto na Taça Farroupilha, tem um jogo apenas e ocupa a terceira colocação do grupo 1. O Colorado, depois da segunda partida, tem quatro pontos e é o líder do grupo.
No jogo, um Caxias embalado, rápido e arrasador logo de início. Pôs o Inter na roda e marcou logo aos 3min, depois de belo chute de Itaqui, de fora da áera, no cantinho de Lauro. O meia/volante do Caxias ocupa o setor esquerdo do meio campo do time da serra, que joga em losango e conta muito com a chegada dos meias dentro da área, pois os atacantes Everton e Lima se movimentam para os lados ou pra trás e abrem espaços na defesa adversária. Assim saiu o segundo gol do Caxias, gol do meia Waldison.
Mas antes do gol de Waldison, teve gol de Damião. Ultimante, sempre tem gol de Damião. Leandro Damigol ou Damishow, fique a seu critério. O cara é o artilheiro do Gauchão, chegou aos 11 gols. Carregou nas costas um Inter que não encontrou seu melhor futebol, num 4-2-3-1 que foi razoável com Oscar na meia-direita, mas deixou muito a desejar com Zé Roberto apenas fazendo número na esquerda. A tarde foi tão ruim para o meia, que errou o pênalti que ele mesmo sofreu.
O movimentado primeiro tempo acabou 2 a 2. Na segunda etapa o Inter voltou com mudanças na zaga, entraram Índio e Juan. As coisas acalmaram, o colorado ficou mais consistente e o Caxias não teve fôlego pra continuar no ritmo do primeiro tempo. Tardiamente Celso Roth tirou Zé Roberto e mandou a campo Rafael Sobis que, num lance, fez mais que o meia-esquerda.
A partir dos 30min do segundo tempo o jogo pegou fogo de novo. Damião subiu mais que todo mundo, num salto impressionante, e fez seu terceiro gol, de cabeça. Na comemoração, uma alfinetada no Grêmio, Leandro Damião encenou um quarto árbitro levantando a placa dos acréscimos, fazendo alusão ao jogo do meio da semana, entre Grêmio e Caxias. Talvez não precisasse, mas também não faz mal nenhum. Como não faria mal Carlos Alberto aceitar a flauta e responder com mais classe, como não teve no seu twitter.
Lima agrediu o zagueiro Índio, foi justamente expulso. Deixou seu time na mão, e nos pés de Everton. Em contra-ataque mortal, depois de Tinga e Damião perderem o gol que garantiria a vitória (é, Damião também erra gol), o veloz Everton acertou belo chute e empatou tudo de novo aos 36min. Com um homem a mais, deu tempo para o Inter errar mais dois ou três gols.
O próximo jogo do Colorado é às 19h30 de quarta-feira, pela Libertadores da América, na Bolívia, contra o Jorge Wilstermann. Colorado que ainda não esta confirmado pelo Celso Roth, mas é certo que não jogam Bolivar e D'Alessandro, Kléber volta, já Guiñazu não tenho certeza. O certo é que Oscar tá dando conta no meio-campo, e pode render mais ao lado do maestro argentino.Mas aí, tem de ir um dos volantes ou Zé Roberto para o banco.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Grêmio vence a Taça Piratini

Por onde começar um texto sobre um jogão de bola como foi Grêmio e Caxias? Jogo que teve de tudo. Teve campeão de muitos erros e defeitos. Teve um perdedor de se aplaudir em pé, com garra e futebol de vencedor. Teve quatro gols com a bola andando - ainda que andasse menos que deveria no segundo tempo. Teve os oito minutos de acréscimos no final, para compensar o jogo que, em certos momentos, foi mais brigado e encenado que jogado. Teve a decisão por pênaltis, que sempre reserva boas emoções ao torcedor e quase sempre daí sai o herói da noite. No confronto Victor x Sangalli na hora das cobranças, brilhou a estrela do tricolor, duas vezes.
Uma das armas de um time tecnicamente em desvantagem, tem que ser a surpresa. Também é fundamental a obediência tática. Foi justamente o que teve o Caxias do técnico Lisca no início da decisão da Taça Piratini, dentro do Olímpico. O Caxias surpreendeu atacando um Grêmio que não esperava se defender logo de cara, um Grêmio formatado à atacar. Com a bola, 4-4-2 com meio-campo em losango, time leve, ligeiro, com facilidade de entrar jogando pelos flancos. Sem a bola, um Caxias posicionado num 4-1-4-1, esquema que protege bem a linha defensiva e dá rápidas alternativas de contra-ataques. O calor foi tanto que, antes dos 10 minutos de jogo, Renato mandou os reservas do Grêmio aquecerem.
Aos 26, já perdendo de 1 a 0, depois da bela cobrança de falta do garoto Itaqui (19min), o técnico do Grêmio desistiu mais uma vez do seu quadrado no meio-campo, dessa vez formado por Rochemback, Willian Magrão, C.Alberto e Douglas. Não deu liga nem mecânica ao time. Como virou praxe no Olímpico, saiu C.Alberto e entrou Bruno Collaço para fazer as vezes de Lúcio, no lado esquerdo do agora losângo gremista no meio-campo. Lúcio estava no banco, há de se ressaltar, mas até aquele momento ainda era preservado, entrou no desespero gremista do segundo tempo e foi bem, parece estar curado da lesão.
Se por um lado o Grêmio não iniciou bem, o Caxias iniciou ótimo! Fez um baita primeiro tempo, dentro do campo do Grêmio, tocando a bola com autoridade, com o atacante Éverton (ex-Grêmio e Inter, como muitos nesse Caxias) em noite iluminada. O segundo gol do Caxias saiu no momento em que o tricolor começava a se encontrar no jogo, aos 39min e com ajudinha do Victor. Pareceu um golpe fatal. Mas não para Willian Magrão, que não marcou lá atrás o quanto deveria, é verdade, mas marcou lá na frente, aos 43, gol que reacendeu a chama do Imortal Tricolor no jogo.

Aliás, se não foi a grande partida dos defensores do Grêmio em suas funções, acabaram compensando com gols. Pois, no finzinho de um segundo tempo quase unilateral, que quase só deu Grêmio jogando, errando gol e Sangalli defendendo, deu também pros dois zagueiros do Tricolor virarem atacantes e aí sobrar uma bola para o Rafael Marques empatar um dramático jogo aos 50 minutos da segunda etapa e levar tudo para os pênatils.

Nos pênaltis, consagração gremista: duas cobranças defendidas, quatro convertidas, volta olímpica e um título que ganha proporções maiores pelo jeito que foi conquistado, não pelo peso histórico. O título TÍTULO que o grupo de jogadores e a comissão técnica tanto fala, não pode ser esse. Título mesmo é ganhar o Gauchão completo e/ou Libertadores.

Dá para comemorar, sim. Mas dá para pôr muitos questionamentos ao Grêmio 2011. Deve melhorar, ora, se almeja algo maior que a Taça Piratini. Com todo respeito ao Caxias, que é bom time, fez um partidão, esticou a corda ao máximo, valorizou a vitória gremista, mas é um clube que disputa a terceira divisão do Campeonato Brasileiro, não pode ser obstáculo tão duro na vida de quem quer ser campeão da América.
Mas a história contada e escrita é outra. O Caxias foi o obstáculo que o técnico Lisca prometeu às vésperas do confronto. Por detalhe não saiu vitorioso. Não seria injustiça. E há justiça no futebol?

  

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Testes, ajustes e dúvidas

Grêmio e Inter miram a Libertadores e usam o Gauchão para arrumar as equipes e dar ritmo de jogo aos atletas nesse começo de temporada. Não é prioridade ganhar no regional, e sim ajustar as coisas. Mas claro que é bem melhor que tudo isso aconteça sob efeitos positivos de vitórias.

Não foi o que aconteceu com o Inter de Celso Roth nesse domingo, contra o VEC, lá no estádio Antônio David Farina, na cidade de Veranópolis. O derrota veio nos acréscimos do segundo tempo, mas dá para dizer que foi consequência de uma série de acontecimentos. Primeiro, por um primeira etapa morna, de um gol e mais nenhuma jogada ofensiva. Segundo, pela má jornada de alguns atletas importantes como Tinga, Guinazu, Andrezinho. Terceiro, pelas opções equivocadas de Celso Roth ao escalar e ao mexer no time. Quarto, pela aplicação e dedicação do Veranópolis.

O Inter amargurou sua segunda derrota na competição jogando num 4-3-2-1 que não funcionou no primeiro tempo. Os meio-campistas não ousaram entrar na área do adversário, o que deixo o centroavante Damião sem companhia. Curiosamente foi quando ele fez o gol. No segundo tempo, tudo funcionou melhor, os dois laterais subirarm, Tinga apareceu para finalizar, D'Alessandro finalizou, mas ninguém marcou. Como que não faz leva, o Inter, mesmo estando melhor, levou dois.

O Grêmio, no sábado, se manteve como o único time invicto no Gauchão até agora. Venceu o Caxias por 2 a 1, no Olímpico. Renato aproveitou o jogo para testar alternativas e escalar um time misto. O Grêmio venceu ao natural um jogo que foi cadenciado muito mais pela alta temperatura do que pelos jogadores. Rodolfo fez boa estreia, Willian Magrão voltou bem, Lúcio e Douglas continuam afinados e Viçosa, de novo, não foi bom companheiro para André Lima.
  

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Definidas as semifinais da Taça Fábio Koff

Todos os jogos das quartas de finais foram decididos nos pênaltis, mas o jogo entre Grêmio e Pelotas foi o único que foi decidido nos 90 minutos. No próximo final de semana quatro equipes disputam duas vagas na final do turno. No sábado, o Internacional recebe o Ypiranga de Erechim no Beira-Rio. Já no domingo, o São José enfrenta o Pelotas no Estádio Passo D'Areia. Vejo como foi a rodada do final de semana:

Quarta-feira





Quinta-feira