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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O que vale mais no Gre-Nal: objetivo ou simbolismo?

Um certo simbolismo, históricamente, toma conta do futebol do Rio Grande do Sul. No Campeonato Brasileiro, vive-se em eterno Gauchão. Quando os principais objetivos, como título e vaga na Libertadores, não são alcançados, torcedores e dirigentes exageradamente apaixonados e sanguíneos, contentam-se com a corneta de terminar no Brasileirão na frente do rival.

É um aspecto bairrista, típico do gaúcho. Uma característica que acaba apequenando tudo, de certa forma. Limitando o que é daqui a uma esfera que não ultrapassa as fronteiras do estado. O futebol, e todos que o envolvem, acabam incorporando isso. Acho ruim, nocivo aos nossos clubes, que muitas vezes não se portam como se tivessem a dimensão que de fato têm e adquiriam através de suas biografias centenárias.

Chegamos ao último Gre-Nal da história do Estádio Olímpico. Ao Inter, só resta o simbolismo de vencer o último clássico disputado na casa do Grêmio. Ao Tricolor Gaúcho, ainda falta alcançar um objetivo, que é a vaga direta na Libertadores, o que significa ser segundo colocado no BR-12. De qualquer forma, o simbolismo de fechar o Olímpico vencendo o Internacional também está intrínseco ao objetivo gremista.
Mas há um adendo. Mesmo perdendo, o Grêmio pode conquistar a segunda colocação e a vaga direta. Só depende de um resultado positivo entre Galo e Cruzeiro. E aí a questão: só conquistar o direito de disputar a Copa Libertadores a partir da fase de grupo, sem precisar passar por um jogo eliminatório, basta ao Grêmio?

No caso específico desse Gre-Nal, fico com a importância do simbolismo. Não será completa a glória Tricolor caso o Inter vença - como já o fez no primeiro clássico do Olímpico, um expressivo 6 a 2. Vaga direta ou indireta para Libertadores se disputa todo ano, assim como clássicos decisivos. O Gre-Nal do próximo domingo, fecha um Estádio com 58 anos de história, um templo emblemático do futebol mundial. É, sim, significativo uma vitória, por quem quer que seja.

Os objetivos reiais do campeonato, colocação e pontuação final, dessa vez, estão em segundo plano. Vale o que fica pra história, o que enriquece o ego do torcedor. Qualquer outro prêmio - que não um título - é lucro no domingo.

domingo, 11 de novembro de 2012

O espetacular segundo tempo gremista

A tarde no Olímpico foi espetacular para o torcedor gremista. Foi um domingo muito bonito, de uma festa belíssima depois da vitória por 2 a 1, de virada, e a confirmação matemática na pré-Libertadores 2013. O Grêmio fecha a rodada na segunda colocação do BR-12. Faltam três jogos. Caso o Grêmio mantenha a vice-liderança, a vaga para a competição continental será direta.
Lucas Uebel/Grêmio Divulgação
A vitória só veio depois de um baita segundo tempo gremista. Sem poder contar com Werley, G. Silva, Elano e Kléber, o Grêmio foi a campo com um time razoavelmente descaracterizado. Luxemburgo escalou uma equipe cautelosa que, como primeiro objetivo, pretendia parar um São Paulo embalado, em grande forma. Principalmente pelos três meias Lucas, Osvaldo e Jádson e pelo centroavante Luis Fabiano.

Com Léo Gago, Fernando e Souza à frente da zaga, e o zagueiro Naldo fazendo grande jogo, a maior parte do tempo o Grêmio conseguiu parar os quatro destaques do time paulista. Só que com a bola no pé, tendo Marcelo Moreno no ataque, Zé Roberto e Marco Antônio mais atrás, o Tricolor gaúcho não conseguiu transformar posse de bola em chances de gol.

Dois fatores essenciais possibilitaram a virada gremista no segundo tempo. Primeiro, a marcação pressão. O Grêmio diminuiu os espaços do São Paulo, adiantou o time e acuou o adversário. A frequente variação no lado esquerdo, entre Léo Gago e Pico, foi importante para que os movimentos de marcação e ataque funcionassem durante a etapa complementar.

O segundo fator foi a entrada de um segundo atacante. No caso, o André Lima, que fez o primeiro gol e, diferente de outras vezes, conseguiu jogar bem, contribuir para a evolução do Grêmio dentro da partida. Com um segundo atacante em campo, ficou mais fácil o surgimento de situações de gol. O Grêmio poderia ter feito mais que dois.

Até adicionaria, quem sabe, um terceiro fator aí: os 45 mil gremistas que foram ao penúltimo jogo no Estádio Olímpico. Lembrando que, caso o Grêmio passe de fase na Sul Americana, garante pelo menos mais um jogo na saudosa maloca.

domingo, 4 de novembro de 2012

Grêmio vence Ponte Preta sem criar nenhuma situação de gol

Foi uma das piores atuações do Grêmio em 2012, sobretudo ao comando de Vanderlei Luxemburgo. Tivesse a Ponte Preta um pouco mais de sorte ou qualidade técnica, teria vencido, sem dúvidas. Durante os 90 minutos, o mais próximo que o Tricolor chegou a uma oportunidade de marcar foi no início do jogo, duas vezes. As duas com Marcelo Moreno, mas finalizando mal, não obrigando o goleiro Roberto a sequer executar uma defesa. É muito pouco.

O Grêmio foi um time distante, com pouco sentido coletivo, pouca vitória pessoal, entregue à boa marcação do time de Guto Ferreira. Lá atrás, sofreu com os contra-ataques puxados por Nikão e Luan. Marcelo Grohe precisou trabalhar, e trabalhou bem. Teve boas intervenções e evitou que o resultado fosse trágico para um Olímpico com 40 mil torcedores.

Se por um lado o time está desgastado física e mentalmente, cansado com a maratona de jogos, o que prejudica na execução de tarefas básica dentro de uma partida de futebol - como preencher espaços, passar, inverter a bola, tomar decisões corretas -, por outro lado é uma equipe muito bem preparada fisicamente. O Grêmio pode até correr errado, errar em demasia, mas corre. Vai em busca do resultado nem que seja no abafa, sem organização e méritos táticos.

Lucas Uebel/Grêmio Divulgação
Foi o que aconteceu ontem, no Olímpico. Com um jogador a menos desde a metade do segundo tempo, o time de Luxa conseguiu empurrar a Ponte Preta para o seu campo. Continuou sem criar absolutamente nenhuma chance de gol, mas cavou escanteios e faltas na beira da área do adversário. Assim, num escanteio, aos 45 minutos da segunda etapa, foi que Zé Roberto achou André Lima, que trombou com zagueiro e goleiro para marcar o gol da vitória.

Faltando agora quatro rodadas para terminar o BR-12, tendo construído uma bela campanha e ainda com a possibilidade de subir uma colocação e ser vice-campeão, o Grêmio não precisa mais jogar bem. Precisa vencer, como fez ontem. Luxemburgo está administrando duas competições simultâneas, poupando um ou dois jogadores a cada partida, mas nunca descaracterizando a equipe. Esta reta final vai exigir muito dos atletas, e o melhor que podem esperar é que a torcida seja o centroavante do time, como foi e como muito bem observou Luxemburgo, após a vitória de sábado. Não é hora de pegar no pé.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Grêmio passa de fase na Sul Americana mas não joga bem

Tudo se encaminhava para o quarto empate consecutivo do Grêmio. Sendo que três deles, dentro do Olímpico. O gol de Zé Roberto, que deu ao time gaúcho a vitória sobre o Barcelona do Equador, 2 a 1, veio da linda cobrança de falta, criada por ele mesmo, depois dos 40 minutos do segundo tempo. O interminável Zé Roberto e o gol da vitória, pois a classificação já estava consolidada com o empate de 1 a 1.

Chega a ser preocupante em certo ponto. É uma fase ruim, de um Grêmio com um futebol menos eficiente do que dois ou três meses atrás. Mas a base do time continua a mesma, o pensamento de Luxemburgo continua o mesmo. Daqui a pouco é uma fase ruim que pode passar. E tenho a impressão que logo passa.

O Barcelona de Quayaquil não é mal time, pelo contrário. Contra o Grêmio, no Olímpico, o time equatoriano teve boa postura tática, um 3-5-2 nada afobado, que soube colocar a bola no chão e chegou ao gol no início do segundo tempo.

O grande problema do Grêmio foi não ter encaixado a marcação como deveria. Uma certa preguiça tática, que não apertou o Barcelona como deveria, como poderia. A vitória do tricolor é muito mais uma consequência da vitória pessoal de Zé Roberto que uma atuação coletiva competente da equipe. 

Faz parte. Coletivamente o Grêmio já teve ótimas atuações. Individualidade também é um ingrediente do futebol. 
Lucas Uebel/Grêmio Divulgação

domingo, 21 de outubro de 2012

Novo empate e um novo (velho) Presidente

Ricardo Duarte/ClicRBS
No sábado, um empate horrível para o Grêmio, contra o Coritiba, no Olímpico. Um Olímpico de dias contados, que teve sua derradeira eleição nessa abafada tarde de domingo. Pleito que transcorreu na mais absoluta paz, diferente do que indicava as últimas semanas de campanhas acirradas - principalmente por parte de Fábio Koff, chapa 01, e Paulo Odone, chapa 04.

Deu Koff, com 57,5% dos votos dos 13.547 associados que participaram das eleições do clube. Fábio Koff volta depois de 16 anos, para presidir o Grêmio no biênio 2013/14. Justamente no início de uma nova era, quando o Grêmio troca de casa, vai para a nova Arena. É compreensível e legítimo que o torcedor gremista recorra ao maior símbolo do Grêmio vencedor dos anos 80 e 90 para retomar as conquistas que não aconteceram nos últimos 11 anos.

Voltemos à sábado. Grêmio e Coritiba, 0 a 0. Jogo ruim, de um Grêmio aparentemente preguiçoso, e declaradamente cansado. No seu retorno, Júlio César não deu a contribuição na esquerda que vem dando Anderson Pico. Assim como Bertoglio, que entrou no segundo tempo. Jogadores desembocados, sem ritmo, não tiveram a intensidade dos melhores momentos do Grêmio 2012. Que, aliás, não precisa ir muito longe. É só olharmos três dias antes, contra o Flu, no 2 a 2 do Engenhão, de uma bela partida gremista.

Moreno faz muita falta ao time. Assim como Kléber tem feito falta, mesmo jogando. O Gladiador não vive bom momento, e já demonstra estar ansioso com essa situação. Luxa optou em jogar sem a figura do centroavante, mas não compensou taticamente. Kléber e Leandro caiam demais para os lados, assim como Zé Roberto e Elano, que entraram pouco na área. A compensação tinha que ser de quem vinha de trás.

No 4-4-2 com meio campo em quadrado e com pouca infiltração na área, o Grêmio facilitou a boa marcação do Coxa, que tem o cobertor curto. Ou marca ou ataca. O pouco risco que o Tricolor correu na partida, é o retrato de um jogo chato de assistir, de um 0 a 0 mais que merecido.

Sorte do Grêmio que o São Paulo não venceu, deixou de encostar, continua quatro pontos atrás. Os mesmo quatro pontos que agora separa o Grêmio da segunda posição, depois da belíssima vitória do Galo sobre o Fluminense, nesse domingo. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Grêmio no limite físico e técnico?

Diego Vara/Agência RBS
O empate trágico em 1 a 1 no Olímpico contra o Santos, no último domingo, me parece ser um sinal do limite desse bom Grêmio de Vanderlei Luxemburgo. O time é esse, e não passa disso. E tem até possibilidades de passar, caso Atlético-MG e Fluminense vacilem muito mais que o time gaúcho nessa reta final. Não é a tendência.

No segundo tempo sem Neymar, e com o Peixe com 10 homens em campo,o Grêmio demostrou certa fadiga tática e física. Era o momento da guinada, de encostar no Galo e seguir o BR-12 (e o Flu) com o moral lá em cima. Mas o Grêmio não foi capaz de dar essa guinada, talvez porque essa terceira colocação seja mesmo o limite do plantel gremista.

Quando falo em fadiga tática, me refiro às opções e estratégias tentadas por Luxemburgo nos momentos desfavoráveis ao Grêmio. A entrada de Leandro no segundo tempo, no lugar de um volante,só deu certo contra times mais fracos. Leandro não tem rendido bem. Assim como Léo Gago, que entra eventualmente para fechar o lado do campo e tentar um arremate de fora da área. Pouco surte efeito. O mesmo vale para Marquinhos e Marco Antônio.

Não estou dizendo que estão mal ou que o Grêmio está mal. O Grêmio baixou o ritmo, o que é natural. Até porque os jogadores que fazem a engrenagem do time funcionar, Zé Roberto e Elano, principalmente, já ultrapassam a faixa dos 30 anos. A sequência do Tricolor nos últimos jogos tem Flamengo no Rio de Janeiro, Atlético em Minas, Barcelona numa viajem desgastante para Equador e agora o empate contra o Santos no Olímpico. É uma sequência de alta exigência técnica, física e anímica, sempre usando o time completo (com um ou dois desfalques).

O Grêmio tem, daqui pra frente, a possibilidade de dois fatores novos para ajudar a retomar o bom momento. Primeiro são os possíveis retorno de Bertoglio e Júlio Cesar, jogadores que encorpam o grupo e dão opções de velocidade ao time. Outro fator é construir uma vitória maiúscula sobre o Cruzeiro, no sábado, em casa.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Vantagem do Palmeiras é desproporcional, vitória não

O jogo não foi bom no Olímpico. Os 45 mil torcedores que lotaram o estádio assistiram a dois times pesados, de características parecidas, marcando muito e criando pouco. No décimo segundo jogo de Luxemburgo no Olímpico, a primeira derrota depois de uma série de 11 vitórias. Um retrospecto positivo que dava ao Grêmio certa dose de favoritismo.

Mas favoritismo nunca foi garantia de nada. A vitória do Palmeiras foi merecida, teve a cara de Felipão e fez-se graças ao exito da estratégia do treinador. Entretanto, o tamanho da vantagem adquirida pelo Verdão é desproporcional à sua campanha, à campanha do Grêmio (até então invicto na competição), e ao momento das duas equipes. Copa tem dessas coisas, nem sempre a melhor campanha é a do campeão. Isoladamente, o 2 a 0 para o Palmeiras é normal. Mas o peso desses dois gols no Olímpico vira de lado o favoritismo e coloca o melhor time da competição até agora em uma situação quase irreversível.

Praticamente toda vitória e toda derrota passa pelas opções e convicções do treinador. Isto vale para Luxemburgo, que faz um bom trabalho no Tricolor, mas que ontem não foi bem, e vale para Felipão, que está há um ano e meio aos trancos e barrancos no Palmeiras, só que acertou a mão e o time nesse primeiro confronto da semifinal da Copa do Brasil.

A grande surpresa do Grêmio foi a escalação de Kléber no ataque, junto a Miralles. Não acho que Luxa tenha errado aí. Inflamou o estádio com a presença do Gladiador e escalou dois atacantes que conseguem prender a bola no ataque. Mesmo com Kléber não estando com total ritmo de jogo, ao menos 45 ele aguentava. E aguentou muita porrada. De resto, um Grêmio igual, no 4-3-1-2, mas com um Marco Antônio muito escondido, bem marcado por Henrique. Se pelo lado direito do meio-campo Souza fez ótima partida, faltou a parceria com Gabriel, que jogou um futebol preguiçoso, fora do ritmo da decisão.

A estratégia do Palmeiras era marcar. Principalmente no 1° tempo. Segurar o Grêmio, amornar a torcida e sair mais no segundo tempo. Se o 0 a 0 era lucro, imagine o 2 a 0. Felipão montou um 3-5-2 híbrido, que tinha um zagueiro (Henrique) de primeiro volante, e um lateral como terceiro zagueiro (Arthur, pela direita). Na marcação de Kléber, sempre dois jogadores. Conforme a situações de jogo, esse Palmeiras virava facilmente um 4-2-3-1, sempre com Barcos lá na frente. João Victor, que no 3-5-2 era ala pela direita, avançava e ficava em linha com Daniel Carvalho e Luan, ficando os três na retaguarda do centravante.

A marcação do Palmeiras estava encaixada, funcionante completamente. As chances de gols são raras na partida, embora tenha no primeiro tempo o Grêmio um bom volume de jogo, mas sem praticamente nada de infiltração.

O jogo foi decidido depois das principais substituições do segundo tempo. Vanderlei Luxemburgo abriu mão do jogo de paciência, abriu mão da posse de bola no ataque. Sacou Miralles e Kléber e colocou Moreno e André Lima, dois centroavantes para receber bola alçada de tudo quanto é parte do jogo. Facilitou a marcação palmeirense. O ataque do Grêmio parecia uma parede, a bola batia e voltava.

Do outro lado, Felipão, que já via um Palmeiras mais à vontade em campo, menos nervoso que o time da casa, dotou sua equipe com mais velocidade. O zagueiro lateral Arthur saiu para entrar o lateral Cicinho, que tem mais recursos técnicos e que continuou cumprindo a mesma função do companheiro. No meio, o descompromissado Daniel Carvalho foi substituído pelo jovem e rápido Mazinho. Aos 41, Cicinho puxou o contra-ataque fulminante que acabou no gol de Mazinho. O segundo gol veio quatro minutos depois, de forma natural, com um Palmeiras cheio de confiança e um Grêmio totalmente atordoado depois do gol.

A grande vitória palmeirense passa por uma série de erros e acertos, de ambas as partes. Um jogo não define um ano, mas um jogo e uma vantagem desproporcional podem decidir uma Copa. É o que está acontecendo com o Grêmio. A não ser que na próxima semana aconteça a improvável virada tricolor. Impossível não é.

*Foto Fernando Gomes/ClicRBS

domingo, 27 de maio de 2012

O que fica da prévia entre Grêmio e Palmeiras

Nas próximas semanas Grêmio e Palmeiras farão uma das duas semifinais da Copa do Brasil. Coincidentemente, grudada aos dois confrontos decisivos, a partida válida pela segunda rodada do BR-12 também colocou as duas equipes a medirem forças, desta vez no Olímpico.

O jogo entre o Grêmio de Luxemburgo e o Palmeiras de Felipão é, e foi, tratado com imensa expectativa. Afinal, as duas equipes estão na fila por um grande título há uma década, se encontram numa semifinal de Copa do Brasil e ainda têm seus grandes treinadores dos anos 90 em cargos invertidos.

Mas o que ficou deste 1 a 0 para o Tricolor Gaúcho?

A prévia valendo três pontos para o BR-12 não foi um primor técnico. As duas equipes abusaram dos passes errados. As chances de gols foram escassas. Mas as Grêmio e Palmeiras brigaram muito - no melhor sentido futebolístico -, se entregaram ao confronto. Só que nem sempre se entregar significa jogar bem. Foi mais ou menos o que aconteceu no Olímpico.

O Grêmio realmente foi melhor que o time de Felipão. Vive melhor momento na temporada, tem uma equipe e uma estrutura de jogo praticamente definida, embora também sofra com os seguidos desfalques. Não fosse o pênalti perdido por Léo Gago aos 23 do primeiro tempo, o Grêmio ganharia o jogo com mais facilidade. Era o momento em que a equipes de Luxemburgo estava melhor no jogo, conseguia usar bem os lados do campo, dominava o Verdão e precisava do gol. A partir daí o Grêmio perdeu Léo Gago, que se entregou, não soube reagir ao pênalti desperdiçado. O importante volante gremista passou a errar quase todas sias jogadas. O time perdeu o compasso.

O Palmeiras que iniciou o jogo não tinha Valdívia nem Maikon Leite. Sem eles, o Verdão perde quase todo o seu poder de criação. Tendo apenas o esforçado Luan pela esquerda de ataque e Marcos Asssunção vindo de trás, o centroavante Barcos foi facilmente controlado por Gilberto Silva. Quando chegou ao gol de Victor, o Palmeiras chegou através do contra-ataque e dos chutes de fora da área. Nem quando entraram Valdívia e Maikon, o Palmeiras conseguiu se desgarrar da boa marcação do Grêmio.

O time de Luxa se recuperou e buscou o gol depois da entrada do promissor Rondinelly, que entrou no lugar do apagado Marco Antônio. O treinador gremista tirou uma carta da manga, pois desmanchou o habitual esquema 4-3-1-2 e jogou o Léo Gago lá para a direita, o Rondinelly na para a esquerda e fez um 4-4-2 clássico. O Grêmio ganhou velocidade e voltou a dominar o jogo. O gol foi consequência.

Embora façamos algumas ressalvas. Pra mim, André Lima faz falta no defensor do Palmeiras antes de fazer o gol e nos últimos minutos, na área do Grêmio, Gilberto Silva comete pênalti no zagueiro Henrique. O juiz não marcou.

Fora isso, o cenário apresenta um Grêmio em melhor momento. Com mais alternativas técnicas, mais respaldo da torcida, mais confiança. Só não podemos ignorar o tamanho do confronto, que iguala tudo quando o juiz apita. O Palmeiras pode sim passar e ser um dos finalistas da Copa do Brasil, mas o Grêmio está mais preparado.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Grêmio passa pelo Bahia e está na semifinal da Copa do Brasil

O Luxemburgo chamou o torcedor no começo da semana para o confronto com o Bahia e o torcedor correspondeu. Cerca de 35 mil gremista foram ao Olímpico e assistiram um bom jogo de futebol, com um Grêmio bem postado e comprometido em vencer, mesmo sabendo da vantagem já conquistada no primeiro jogo. Desde o início o Tricolor jogou sério, marcou bem e buscou o gol, sem brilhantismo como já é de praxe, mas vencendo.

O Bahia não é nenhum bobo. Falcão é bom treinador, é ousado, e tem nas mãos uma equipe formada por um punhado de refugos conhecidos e alguns outros jogadores menos cotados tecnicamente. No início do jogo o Bahia tentou jogar de igual para igual. Falcão montou o esquema conhecido pelo apelido de árvore de natal, um 4-5-1 que, distribuído em campo, fica um 4-3-2-1. Típico para explorar contra-ataque, porque tinha Fahel na frente da zaga, o bom Gabriel mais à direita, o ex-gremista Helder na esquerda, numa linha mais avançada o Lulinha ao lado do Magno e, na frente, o centroavante Ciro. Todos jogadores de velocidade.   

O problema do Bahia é que na hora de trocar passes e fazer o bola girar, além de faltar qualidade de quem trazia a bola de trás, sentia demais a marcação do Grêmio, que era muito boa. Fernando e Léo Gago foram impecáveis. Souza mais uma vez ficou aquém e Marco Antônio, no 4-3-1-2 gremista, foi nada mais que regular. A dupla formada por Miralles e Moreno deu boa resposta. O argentino é melhor alternativa que André Lima, que torna o ataque mais pesado e menos dinâmico.

Os dois gols do Grêmio saíram de boas trocas de passe. Jogadas trabalhadas em treino pelo Luxemburgo, um reflexo positivo no trabalho do treinador, que já tem oito jogos e oito vitórias na Copa do Brasil. É a melhor campanha na competição, o que não serve para muita coisa, já que é no sorteio que se decide onde será a segunda partida da semifinal contra o Palmeiras e pelo regulamente, o Grêmio pode ser eliminado com dois empates, caindo fora da competição estando invicto. Ou seja, a melhor campanha não tem nenhum valor prático, apenas anímico. A ideia de time que funciona, o respaldo dos bons resultados no Olímpico e a segurança de uma zaga que parece estar ajeitada - mesmo com o desfalque de Werley - são os grandes méritos do Grêmio na Copa do Brasil.

*Foto Marco Vieira/ClicRBS 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rivalidade maior que o clássico

Passou desapercebido o fato de o Grêmio ter dado uma mãozinha ao Internacional com a vitória de 4 a 2 sobre o Flamengo. Poucos torcedores gremistas comentaram antes e depois do jogo, assim como poucos colorados não torceram para que Ronaldinho Gaúcho viesse ao Olímpico e vencesse o Grêmio, machucando o ego de torcedor e instituição, mesmo que isto custasse uma distância maior do G5 para o Colorado.
Parece que enquanto Ronaldinho Gaúcho ainda jogar futebol profissionalmente, a rivalidade entre Grêmio e R10 será mais perturbadora ao torcedor que a rivalidade grenal. Mesmo que esta rivalidade parta apenas de uma das partes envolvidas, o Grêmio, é de se imaginar que Ronaldinho também cultive um sentimento especial quando o assunto é ganhar do Tricolor Gaúcho.
O jogo de domingo, no Olímpico, foi emblemático. Um público de 40 mil torcedores e certamente a maior vaia da história deste estádio que vive seus derradeiros anos.  A pressão da torcida não ficou apenas sobre Ronaldinho, mas também sobre o time do Grêmio. Tanto é que a equipe de Celso Roth, desfalcada de Rochemback, teve dificuldades de corresponder à expectativa. Mesmo jogando no habitual 4-2-3-1, o Grêmio deu para o Flamengo mais campo que o Flamengo esperava ter para jogar. E jogou. Num 4-4-2 bem brasileiro, os dois atacantes eram Ronaldinho e Deivid. O craque surdo pouco deu bola para os protestos que viam das arquibancadas e fez um grande primeiro tempo. Por dois momentos quase fez seu gol. Nos 2 a 0 do Mengão, Tiago Neves e Deivid fizeram.
Foi um belo jogo de futebol. Mesmo com dificuldades de fechar os espaços lá atrás, muito pela lentidão de G.Silva e pela precária recomposição de Marquinhos e Escudero, ambos em tarde pouco inspiradas, lá na frente o Grêmio deu certo trabalho ao goleiro Felipe, que evitou por duas vezes o gol de Douglas, o que não ocorrera no segundo tempo. Apesar dos dois gols de André Lima e o golaço de Miralles, o Douglas foi a referência técnica do Grêmio, fez boa partida, chamando a responsabilidade que deve ter aquele que veste a 10, e ainda foi o autor do terceiro gol tricolor.
O segundo tempo superior do Grêmio e a falência das principais virtudes do time de Luxemburgo deu-se, principalmente, após a mudança de Roth no intervalo. O treinador tirou o zagueiro Saimon, de 19 anos, nervoso com o tamanho do confronto, ainda mais pelo fato de ser gremista de criação, e estar amarelado. Adilson entrou, assim G.Silve foi recuado pra zaga e o meio-campo do Grêmio ganhou mais vitalidade na marcação e uma experiência salutar no setor defensivo. Deu certo.
Foi uma vitória histórica, para lavar a alma do torcedor e não rebaixar ainda mais uma instituição que não vive seus melhores anos. Contudo, uma vitória simbólica, de muito pouco efeito prático na tabela gremista, mas de uma importância significativa para as pretensões coloradas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Grêmio paga o preço do desperdício

O primeiro gol da partida, aos 15 minutos de jogo, foi de Willian Rocha, zagueiro do América que, além do gol, também marcou muito bem os atacantes que caíram pelo seu lado, o esquerdo de defesa, no 3-5-2 de Antônio Lopes. Gol que não teve nada a ver com o festejado da noite, o goleiro Victor, que completou 200 jogos com a camisa do Grêmio. Um festejado que merecia festa melhor, tem merecido há três anos um time melhor.
O gol relativamente cedo sempre atrapalha, ainda mais para um time que não carece só de qualidade, mas tem sofrido com a falta de confiança, com o nervosismo e com os chiados que vêm das arquibancadas do Olímpico.Chiados justificados, diga-se, pois a temporada do Grêmio até agora é terrível.
O Grêmio se acertou em campo lá pelos 20 minutos de jogo, quando acertou o passe, assimilou o gol e invertou acertadamente as posições de Saimon e Mário. O primeiro começou como lateral, mas logo voltou à zaga para Mário Fernandes voar na lateral direita. Junto de Rochemback, Mário foi o grande nome gremista em campo.
No 4-3-1-2 de Julinho, faltou maior interação entre Lúcio e Escudeiro pela esquerda, faltou o toque de qualidade que só o Douglas pode dar no grupo do Grêmio. Mas, sobretudo, faltou eficiência na hora de concluir a gol. O Grêmio criou chances, e de certa forma amassou o América-MG a maior parte do tempo.
Só na bola parada, e no segundo tempo, o Grêmio conseguiu chegar ao empate. Em jogada trabalhada, muitas oportunidades morreram nos pés de André Lima, Miralles (apesar do gol) e Leandro (quando o Grêmio jogou no 4-3-3). A correta expulsão de Miralles trouxe mais dificuldade ao Grêmio, que demostrou vigor físico e muita vontade, mas só.
O que Julhinho tem a fazer continua sendo um trabalho minucioso, de detalhes, de movimentos pontuais na mecânica de jogo, trabalhar a questão anímica desses jogadores também é importante. O time me parece que ele já tem, agora só resta esperar. Se o trabalho for bom, em quatro ou cinco jogos os resultados começam a aparecer.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Grêmio vence na Libertadores

O Grêmio venceu por 2 a 0 o León de Huánuco no Olímpico mas passou longe de um futebol brilhante. E nem sempre dá para jogar um futebol brilhante na Libertadores e mesmo assim se vai longe, até mesmo ao título. Pelo menos até o dia 8 de março, quando o Junior (6 pontos e 2 jogos) enfrenta o Oriente Petrolero (0 pontos e 2 jogos), o Grêmio é o líder do grupo 2, somando 6 pontos nos três jogos disputados até agora.

Mais uma vez sem poder contar com Lúcio no meio-campo, ainda por problemas clínicos, Renato escalou Carlos Alberto e montou seu time num 4-4-2 com meio em quadrado. Foi o tradicional e brasileiríssimo 4-2-2-2, com Carlos Alberto na meia-esquerda e Douglas na direita. Mesmo com os dois volantes Adilson e Rochemback, esse Grêmio é um time ofensivo, pois conta com dois laterais que se mandam à frente, e durante o jogo todo eles tentaram se madar.
O Grêmio teve a iniciativa, a posse de bola, a paciência, mas teve pouca penetração e poucas finalizações. Isso porque o time peruano veio jogar pelo empate, e está no seu direito. O León do técnico Franco Navarro se armou defensivamente em duas linhas de quatro, contando ainda com o recuo dos dois atacantes que vinham marcar no círculo central. Até tomar o segundo gol, aos 9min do segundo tempo, os laterais peruanos não tinham subido uma unica vez. O ferrolho de Franco Navarro impôs seríssimas dificuldades ao Tricolor
Diante da dificuldade de romper a marcação adversária, Carlos Alberto seria o homem da jogada individual. Mas de novo o camisa 22 do Grêmio não jogou tudo que pode e sabe, embora não tenha lhe faltado empenho. Não jogou mal, só não jogou o que joga. Diferente de Rochemback, que continua atuando em alto nível, marcando, comandando e iniciando tudo quanto é jogada.
Como todo time que se propõem a marcar muito, o León de Huánuco cometeu muitas faltas. Por essas infrações a equipe peruana perdeu o jogo, pois deu a uma equipe que tem na bola parada um ponto forte, a possibilidade de usufruir dessa característica. Foi assim no primeiro gol, depois de cobrança de Douglas e a finalização de cabeça de André Lima no final do primeiro tempo, e no início do segundo, com mais uma ótima cobrança de pênalti de Borges. A dupla não está funcionando plenamente na bola, mas se sustenta nos gols e nos números.
Não fosse a arbitragem do chileno Enrique Osses, talvez o jogo tivesse o dobro de faltas assinaladas e o dobro de cartões mostrados. Na ânsia de deixar o jogo correr, como muitos fazem, o árbitro deixou de marcar faltas existentes. E no lance do pênalti, marcou um puxão na área que sempre acontece e ninguém nunca marca. Aí, o chileno acertou.
Jogo duríssimo, em todos os sentidos, numa Libertadores que nunca é fácil. Vitória e um futebol razoável que, agora sem Paulão na zaga, vai se acertando com Rafa Marques ao lado de Rodolfo, com um quadrado no meio e com Lúcio, quem sabe, de volta à lateral já na quarta-feira de cinzas, quando o Grêmio decide o 1° turno do Gaúcho com o Caxias, no Olímpico.
 

domingo, 24 de outubro de 2010

2 a 2 e um grande Gre-Nal

O Grenal de número 383 foi jogado por duas boas equipes de futebol, em momentos distintos, mas que sempre ficam em situação de igualdade quando se enfrentam - não só pelo empate deste domingo. Um empate que é mais interessante ao Internacional, conquistado dentro do Olímpico, segurando um salto importante do Grêmio na tabela, que subiria para a 4° colocação mas acabou amargurando a 8° posição do BR-10.
Celso Roth não contou com Tinga e como faz quase sempre que joga grenais, o treinador mudou o jeito de jogar do seu time. O 4-2-3-1 poderia ser mantido caso jogasse Andrezinho, ou Edu, ou Sobis. Roth optou por Glaydson, que jogou como zagueiro, marcando Jonas individualmente. O Colorado, no primeiro tempo, atuou no 3-6-1. E começou bem, no campo do Grêmio, com D'Alessandro aparecendo pela esquerda, Guiñazu marcando Douglas mas vindo de trás, até chutando uma bola ao gol do Victor, que praticou boa defesa.
O Grêmio demorou alguns minutos para entender a nova maneira de jogar do Inter. Escaldo no mesmo 4-4-2 que vem atuando nos últimos jogos, o Tricolor passou a jogar quando Jonas saiu da esquerda e foi se movimentar do outro lado, quando Gabriel passou a atuar adiantado e bater de frente com o ala Kléber e quando o Fábio Santos, pelo outro lado, fez o mesmo contra um Nei que não fez boa partida.
André Lima foi para o sacrifício, no discurso oficial o centroavante não tinha 100% da condição física. Talvez tenha sido um discurso enganoso, o famoso migué do futebol. André jogou e correu muito, não deu sinal de estar sentindo o joelho. O atacante fez o primeiro gol do clássico aos 36min. Um gol que agigantou um Grêmio que aos poucos já vinha dominando o jogo, que tinha um Paulão atuando no aumentativo e rebatendo todos as bolas que rondavam a área do Tricolor.
Com a marcação do Grêmio encaixada, D'Alessandro ficou sem a companhia de Giuliano por dentro, de Alecssandro na frente e nem do Kléber vindo de trás. Apesar de ter feito o gol em jogada oriunda do lado direito de ataque, o Grêmio é forte e foi forte pelo lado esquerdo. Não pela partida até discreta de Lúcio, bem marcado pelo Wilson Matias, mas sim pela belíssima partida de Fábio Santos. O lateral chegou à linha de fundo várias vezes, deu passe para gol desperdiçado e teve duas chances de marcar, convertendo uma delas, depois da tabela com o outro destaque gremista, o André Lima.
Roth mexeu no intervalo, tirou Glaydson, que não foi bem, e colocou Sobis. O Inter passou a atuar num 4-4-2 clássico, mas com as duplas de volantes e de meias distantes. Foram 15 minutos de imenso controle do Grêmio, que perdeu de ganhar o jogo com a chances desperdiçadas.
Como no futebol quem não faz quase sempre é punido, o Inter finalmente se acertou no campo. Emendou uma sequência de bons lances, todos saídos dos pés de D'Alessandro, que culminaram na boa defesa de Fábio Rochemback (?). Como ele é volante e não goleiro, pênalti para o Inter e cartão vermelho para o gremista.
Depois do pênalti convertido pelo Alecssandro, o Inter tinha tudo para ir para cima e virar o jogo. Do mesmo modo que minutos antes quem tinha tudo nas mãos e nos pés era o Grêmio. Mal deu tempo do Colorado comemorar e do Grêmio sentir a desvantagem numérica, Fábio Santos desempatou 4 minutos depois do empate.
Renato e Roth mexeram em seus times. No Inter, saiu o apagado Giuliano para entrar o homem dos minutos finais Andrezinho. No Grêmio, Adilson para defender, Clementino para correr e Gilson para correr e defender. O Tricolor naturalmente recuou e tentou defender o resultado de 2 a 1. Obviamente seria muito difícil, mas o 4-3-2-0 até funcionou. O Inter não entrou na área do Grêmio, embora tenha tomado conta da partida desde o gol de Fábio Santos. Brilhou a estrela de D'Alessandro mais uma vez contra Victor. O argentino não precisou entrar na área para vencer o goleiro tricolor, fez o gol aos 38min do segundo tempo e frustrou a eufórica torcida tricolor.
Foi bobagem o que fez Rochemback, o volante fazia boa partida e deixou o Grêmio na mão, literalmente. Pelo tempo de jogo, era mais prudente o Inter empatar naquela jogada mesmo. Acertou Simon, que marcou o lance e expulsou o jogador, mas o árbitro errou quando não marcou pênalti para o Grêmio, no primeiro tempo, num lance que se pode protestar três imprudências coloradas.
O Inter, que não pensa mais tanto no título, mas jogou o grenal valendo, sem tirar o pé, conseguiu bom resultado e a sorte de não perder ninguém machucado. Terminou a rodada numa boa 5° colocação, com 48 pontos. Uma rodada que só foi boa mesmo para Corinthians e Botafogo

  

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Grêmio ganha a primeira

Não foi de encher os olhos, mas foi o que Grêmio e Avaí puderam fazer no Olímpico, diante dos 9 mil gremistas desconfiados que foram ao estádio torcer por um Grêmio muito desfalcado. O titularissimo Jonas fez dois gols antes mesmo dos primeiros 30mim. Dois gols à la Jonas: um cheio de sorte; outro cheio de competência e atrevimento.

O Avaí jogou pouco. O jogador de meio-campo que mais tocou na bola foi Rudnei e, com todo respeito ao profissional, quando Rudnei é o principal expoente de um time, a coisa não pode funcionar mesmo. Ou o Avaí  do Péricles Chamusca, até então o vice-líder, entrou em campo muito desligado ou jogou muito acima do que pode nas outras partidas, pois, no Olímpico, o Grêmio teve certa facilidade para conquistar a vitória.

O esforçado Rochemback teve o seu bom futebol das ultimas partidas premiado com um gol. O terceiro gol, que fechou no final do segundo tempo o placar de uma partida morna, que o Grêmio venceu ao natural, sem grande apresentação coletiva mas com atuações individuais importantes. Maylson jogou e mostrou que não pode ser sacado do time. Adilson comprovou mais uma vez que aprendeu a jogar como primeiro volante. Roberson entrou no segundo tempo e deixa a impressão de ter mais bola que Willian e Bergson para substituir Borges.