Mostrando postagens com marcador náutico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador náutico. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Inter estaciona e Grêmio segue na cola dos líderes

Alexandre Lops/Divulgação ClicRBS
O Internacional não fez má partida contra o Botafogo. Jogou melhor que o time carioca desde o início do jogo. Conseguiu abrir o placar no segundo tempo e depois acabou cedendo o empate. Contudo, ainda teve chances de chegar ao segundo gol.

Como Forlán não iniciou o jogo, Fernandão testou um ataque com Cassiano e Damião, é uma dupla pesada, de homens mais de área. Surpreendentemente funcionou de certo modo. O garoto Cassiano se posicionou mais à direita e conseguiu executar com razoável sucesso o papel de um segundo atacante. Mas no 4-4-2 de Fernandão, mais um vez quem se destacou foi Fred, o meio que jogou pela direita, ao lado de D'Alessandro, e é peça fundamental para os relapsos momentos de bom futebol no Internacional.

Contudo, o empate não é bom. O Inter não avança na tabela, pára na sétima posição com 36 pontos e deixa de diminuir a distância para o Botafogo, que tem 38 e está na quinta posição. O Colorado estacionou na tabela, e a tendência é que siga variando uma ou duas posições pra cima ou pra baixo. Está faltando o algo a mais para o time de Fernandão. A equipe ainda não deu liga e, convenhamos, está cada vez mais se esgotando o tempo para que de fato dê.

O Inter tem uma oportunidade de ouro nas próximas duas rodadas: dois jogos em casa. Nesse domingo o Colorado recebe o Sport, e no próximo, dia 23, quem vem a Porto Alegre é o time do Bahia. É a chance de somar seis pontos em sequência, o que faz uma imensa diferença nessa parte da tabela onde os times têm campanhas irregulares e 2 ou 3 pontos de diferença entre si.

---

O Grêmio não teve jogo fácil contra o Náutico, no Olímpico. A vitória só veio no segundo tempo, e com o segundo gol apenas nos acréscimos. Para furar a retranca montada pelo técnico Gallo, que já é habitual dos times que vêm jogar no Olímpico, Luxemburgo usou o recuso que também há muito tempo já utiliza. Luxa desmonta o 4-4-2 tirando um dos volantes (no caso o Fernando) e colocando o atacante Leandro. O Grêmio fica no 4-3-3, com Kléber e Leandro atuando pelos flancos e recuando para recompor se necessário.

Deu mais certo que errado, na média. É a alternativa que o técnico gremista tem achado para tornar seu time mais ofensivo e, ao mesmo tempo, não perder capacidade de contenção. Sendo assim, o Grêmio segue na cola do líder Fluminense e do vice Atlético-MG. Mas esse "na cola" representa uma diferença de 6 pontos do líder e 4 do líder. Não é pouca coisa. O Grêmio precisa, ao menos, vencer duas rodadas e torcer para que os dois que estão acima   percam duas.

A tendência tricolor é realmente segurar a vaga na Libertadores na terceira posição.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Inter perde dois pontos contra o Náutico

 O empate em 0 a 0 contra o Náutico, no Beira-Rio, pegou mal para o Inter. Foi, certamente, a pior atuação colorada ao comando de Fernandão. Ainda que a amostragem seja pequena, de apenas cinco jogos. É o tipo de resultado que expõe as carências do grupo colorado, carências que são percebidas mesmo nos resultados positivos.

Sem o volante Élton, destaque nos últimos jogos, Fernandão optou em manter o 4-3-1-2, mas como Bolatti à direita do losango de meio-campo, solto, chegando bastante na frente e achando Nei em algumas boas oportunidades. Só que o argentino não gosta de jogar assim, e Nei não conseguiu dar sequencia em nenhuma jogada. Pelo outro lado, equivocadamente, Guiñazu e Fabrício ficaram mais presos, preocupados com Rhayner e Souza, destaques do Náutico.

O Inter precisava arriscar. O 4-2-3-1 do Gallo encaixou a marcação. Souza, que iniciou a carreira como volante, fez bom jogo atuando por dentro no trio de meias, só que sensivelmente mais recuado - como Tinga em 2010, no esquema similar usado por Roth para vencer a Libertadores.

No segundo tempo Fernandão tentou deixar a equipe mais ofensiva com Marcos Aurélio e João Paulo. Pouco funcionou, pois faltou mecânica de jogo, faltou tabela e passagem pelos lados. Coisas que só se adquire com trabalho e com tempo.

Pelo outro lado, O Náutico estava fadado ao contra-ataque, mesmo que o Inter pouco ameaçasse. O time pernambucano pode reclamar de um gol mal anulado, marcado por Araújo, no segundo tempo. Assim como o colorado pode abrir a boca para um possível pênalti em Nei.

O Inter ainda sofre com os desfalques. Sofre com a falta de paciência da torcida. Mas os resultados não são tão ruins. O Inter não disputa o título, ainda, entretanto está na briga pela Libertadores. Poderá, quem sabe, galgar melhor sorte quando Fernandão contar com um grupo menos esfacelado.

domingo, 17 de junho de 2012

As primeiras derrotas de Inter e Grêmio no BR-12

Náutico 1 x 0 Grêmio

Inevitável não lembrar do jogo Grêmio e Palmeiras, na última quarta, no Olímpico, depois que o Náutico fez o primeiro e único gol do jogo aos 46 minutos do segundo tempo. Os dois jogos foram muito parecidos, e tiveram o mesmo desfecho. O Grêmio exerceu certo domínio sobre o adversário, teve poucas infiltrações ofensivas e acabou se descuidando nos minutos finais e levando gol numa das raras chances do adversário. Mas o contexto é outro. No campeonato brasileiro, derrota fora de casa faz parte da trajetória de qualquer equipe.

Luxa testou um nova alternativa de escalação, um clássico 4-3-3, com Kléber e Miralles pelos lados e Marcelo Moreno como centroavante. Marco Antônio continuou no time, Edilson voltou e Gabriel foi para o banco e a dupla de volantes foi Vilson e Léo Gago. Mesmo com a derrota, com o futebol nada mais que razoável, esta não é uma alternativa para ser jogada para escanteio pelo treinador. Tem fundamento.

O que não teve contra o Náutico foi uma maior compactação, pois essa maneira de jogar exige aproximação de setores, preenchimento de espaços e bola no chão, de pé em pé, buscando os atacantes pelos flancos. O Grêmio não teve tudo isso, até porque ainda não tem Moreno e Kléber em melhor ritmo, não tem alguém que faça a do Marco Antônio melhor que o Marco Antônio (terá Zé Roberto), não teve Fernando, perdeu Werley lesionado e, depois, Douglas Grolli (que entrou no lugar de Werly) expulso. O zagueiro recebeu o vermelho quando o Grêmio dominava, vivia talvez seu melhor momento no jogo. A partir daí o jogo favoreceu o Náutico.

Na próxima quinta é outro jogo, outro clima, outro gramado, mai fácil para propor um jogo de toque de bola. A questão é: que jogo o Grêmio vai propor e que jogo o Palmeiras vai permitir? O 4-3-3 de Recife pode surgir, mas acho que Luxa não abre mão de sua trinca de volantes. Talvez Marco Antônio não comece o próximo jogo.

Inter 1 x 2 Botafogo

Como não vi o jogo, prefiro confiar e postar aqui o comentário do Vicente Fonseca, do blog Carta na Manga:

"[...] A derrota prejudica os planos do Internacional de vencer em casa e empatar fora, receita mágica para buscar o título. Mas mais grave que a derrota são as opções que Dorival Júnior tinha hoje no banco para tentar mudar as coisas. Mesmo com a volta de vários titulares, fica evidente que o Inter não tem reposição à altura. Somente Dátolo seria um bom reserva (isso se não for titular, e Dagoberto reserva), mas está machucado. Jajá e Gilberto estão muitos degraus abaixo dos titulares. Não o condeno de todo por chamar Elton quando o jogo estava 1 a 1: diante da falta de bons atacantes no banco, talvez o melhor fosse mesmo meter um volante a mais e evitar a derrota. Mas não deu tempo.

Em tempo:

- Público muito bom no Beira-Rio, considerando as circunstâncias climáticas e de condições do próprio estádio."

Texto completo AQUI