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quinta-feira, 21 de março de 2013

As opções de Luxa na vitória sobre o Pelotas

Ricardo Duarte/ClicRBS
O Grêmio venceu o Pelotas naturalmente, por 3 a 1 . Segunda vitória consecutiva na Taça Farroupilha, resultado que já garante certa tranquilidade no segundo turno do Gauchão. Contudo, o que chamou a atenção na partida desta quarta, na Boca do Loco, foram as opções do técnico gremista.

Luxemburgo deixou Elano no banco de reservas. Iniciou com Marco Antônio ao lado de Zé Roberto. Na segunda etapa, Zé deixou o time para a entrada de Elano. Foram 45 minutos pra cada, uma preservação compreensível e necessária. Não é preciso esticar a corda.

Quanto a presença de Marco Antônio, o treinador já começa a observar as opções para o jogo contra o Fluminense, pela Libertadores. Se diante do Lajeadense, Luxemburgo testou o 4-3-3, dessa vez o técnico optou por uma formação mais conservadora . O meia não fez uma partida destacada, como de fato não é seu perfil.

Na segunda etapa. Kléber novamente entrou. O atacante que volta de lesão fez bom jogo. Vai se credenciando como forte opção para enfrentar o Fluminense. Na minha ótica, disputa posição com Welliton, que ontem finalmente marcou seu primeiro gol com a camisa do Grêmio.

Continuo achando o esquema com três atacantes de origem - que obviamente voltam para recompor e ajudar no primeiro combate - a melhor opção para o Grêmio enfrentar o Fluminense, na Arena.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Como o Grêmio jogará sem Elano pela Libertadores

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Na derrota de 2 a 1 para o Caracas, Elano recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso para a próxima partida da Libertadores, contra o Fluminense, no ainda longe 10 de abril. Será um jogo fundamental para o tricolor gaúcho tentar encaminhar sua classificação para a fase seguinte.

Até o confronto com o time carioca, o Grêmio terá seis jogos pelo Gauchão. Mais importante que se recuperar no regional, é preparar uma equipe capaz de se recuperar na competição continental. Esta equipe não pode ter Elano. O meia, a partir de agora - e até o jogão contra o Flu na Arena - vira opção.

Luxa pode ser pragmático. Inventar pouco, colocar Marco Antonio no time, transformar as duas linhas de quatro em losango, colocando Zé Roberto centralizado na articulação. O Grêmio perderia em qualidade técnica, porém não deixaria de lado o estilo de jogo que vem adotando desde a chegada de Luxemburgo a Porto Alegre. O Grêmio sempre variou entre essas duas formações, inclusive dentro dos jogos.

Vanderlei pode ser ousado e fazer uma mudança drástica. Sem Elano, entra Bressan na equipe, adotando assim um 3-5-2. Maneira de jogar na qual este grupo está pouco habituado. Vejo este esquema como um equívoco quase suicida. O Fluminense varia entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3. Invariavelmente, os três defensores gremistas ficariam sem a sobra, marcando individualmente cada atacante carioca, o que obrigaria os alas a recuarem e formarem uma bizarra linha de cinco defensores.

Encaro como a alternativa mais vantajosa o 4-3-3, sobretudo jogando em casa e tendo tempo para treinar e testar. O Grêmio tem jogadores com rodagem pelo futebol europeu, acostumados a jogarem nesse esquema, com raciocínio tático para cumprirem funções e ocuparem espaços no campo, auxiliando na recomposição defensiva e na marcação.

O 4-3-3 exige muita entrega, compactação, aproximação e marcação. Não é, ao contrário do que muitos por aqui pensam, só ataque. Se por um lado é a opção que contempla uma maior complexidade de trabalho e aplicação, é a mais correta dentro das características do grupo gremista.

Portanto, Elano terá um desses três substitutos: Marco Antônio, Bressan ou Welliton. Posso estar até equivocado, mas muito longe disso não fica. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Displicência gremista pode complicar no jogo de volta

O placar de 1 a 0 não pode ser desprezado. Nada disso. Vantagem é vantagem. Dia 15 de novembro, na Colômbia, o Grêmio inicia o jogo com 1 a 0 a favor, tendo qualquer empate a seu favor. Mas vale lembrar que algo como 1 a 0 pra Millonarios, ou um 2 a 0, na altitude de Bogotá, com pressão da torcida e um Grêmio desgastado nessa reta fina, não é resultado absurdo.

O time de Luxemburgo alternou bons e maus momentos na partida. O treinador poupou alguns jogadores cansados ou com princípio de lesão. Naldo, que entrou no lugar de Werley, foi um dos grandes nomes de jogo. Ao lado de G. Silva, o zagueiro reserva não perdeu nenhuma. Na frente, Leandro foi novamente inconstante. Enfrentou um burburinho da torcida, errou muitos passes, mas foi participativo como sempre é. Kléber Gladiador fez falta.

Foto EFE
No 4-3-1-2, Marco Antônio, o homem do gol, atuou pelo lado direito do meio-campo. Fez bom jogo. Diferente de Léo Gago, do outro lado, que apesar de dois bons chutes à gol, quebrou o ritmo da equipe em vários lances. Mais solto, Zé Roberto tentou organizar as jogadas ofensivas, mas poucas vezes achou opções para lançar ou tabelar. No final do segundo tempo, por duas ou três vezes, o camisa 10, com a bola dominada, procurou alternativas e abriu os braços. Não passou ninguém e ele precisou recuar a bola.

O Millonarios, que é um time razoável, foi completamente dominado pelo Grêmio. Não ofereceu quase nenhum risco à meta de Marcelo Grohe. O sistema defensivo gremista funcionou. Lá na frente, faltou um pouco de vontade. Tenho impressão que não tenha partido do banco, mas sim uma certa acomodação dos jogadores. Se apertasse, o Grêmio sairia com uma vantagem maior.

O Palmeiras fez 3 a 1 no primeiro jogo, em São Paulo. Na Colômbia acabou sendo eliminado, 3 a 0. É uma situação diferente, porém nem tanto. O Palmeiras jogou com o time reserva e está totalmente focado no Campeonato Brasileiro. De qualquer forma, serve de alerta. A displicência desta quarta, no Olímpico, pode valer muito mais desgaste no jogo da volta, em Bogotá. 

domingo, 10 de junho de 2012

Grêmio vence reservas do Corinthians

Em 12 pontos disputados, o Grêmio somou 9 no BR-12. É um bom início, dá até para dizer que promissor se levarmos em conta que o time de Luxemburgo ainda disputa em paralelo a Copa do Brasil, competição em que é semifinalista e já tem confronto na próxima quarta, no Olímpico, contra o Palmeiras.

Luxemburgo é bem claro. Depois de 10 dias de treinamento, não há motivos para preservar titulares agora, por isso que nos dois jogos que antecederam o primeiro confronto da semifinal o Grêmio foi com força máxima. E colheu frutos. Conquistou duas importantes vitórias, sendo uma delas fora de casa. Entretanto, o técnico gremista afirma que, quando for necessário, vai poupar jogadores. Não é o caso depois de 10 dias sem jogos.

Tite pensa diferente. Só pensa em Santos e em Libertadores. Exceto Fábio Santos, o Corinthians jogou com o time completamente reserva. Sabendo da dificuldade que é jogar com uma equipe desentrosada ainda mais enfrentando um Grêmio em boa fase dentro do Olímpico, Tite armou seu Corinthians para se fechar e contra-atacar o Tricolor. Assim, buscou privilegiar seu melhor jogador, o ex-gremista Douglas, esquematizando um time no 4-4-1-1, com o meia livre para atacar e sem a necessidade de marcar. Foi dos pés de Douglas que saíram as jogadas mais perigosas do Corinthians, quem não foram muitas.

O Grêmio ganhou ao natural, sobretudo depois do bom primeiro tempo. É verdade que a equipe gaúcha demorou até sair da marcação corintiana. Quando Marco Antônio passou a jogar entre a linha de meio-campo e a linha de defesa, foi que as coisas clarearam para o Grêmio. Os dois gols da vitória saíram a partir daí.
No segundo tempo o time de Luxemburgo relaxou, deu mais campo a um Corinthians que modificou seu modo de jogar, fez um losango no meio, colocou Willian mais encostado ao centroavante Élton e trouxe Fábio Santos para o meio-campo. Porém, mesmo estando melhor posicionado e com a posse da bola, o desfalcado Corinthians pouco ameaçou um Grêmio pragmático e seguro na defesa, sobretudo com o retorno de Werley à zaga.

Kléber jogou os 45 minutos finais, entrou no lugar de Miralles. O Gladiador foi participativo e foi para o confronto corporal sem nenhum tipo de receio. Perdeu uma chance de gol muito clara e errou algumas jogadas fáceis, muito por culpa da flata de ritmo. Também sofreu com um Grêmio menos organizado no segundo tempo. Isto porque entrou Rondinelly, e a equipe muda quando ele entra. Sem o centralizado Marco Antônio o tradicional losango gremista se desmancha. Rondinelly joga pelos lados, abre preferencialmente pela esquerda, Souza abre pelo outro lado e Léo Gago fica mais ao lado de Fernando. Está aí um dos motivos para Luxemburgo não cogitar sua titularidade por enquanto, mudar um padrão de jogo que está dando certo seria um tiro no pé.

*Foto Ricardo Duarte/ClicRBS

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Vencer fora de casa é sempre significativo

O Grêmio fez um bom jogo contra o Bahia de Falcão. A vitória por 2 a 1 é justa e merecia ter sido menos apertada. Gol baiano saiu no primeiro tempo, no mento em que o Grêmio estava melhor e já tinha criado algumas boas chances de gol. Com o empate ainda na primeira etapa, o time de Luxa teve moral para aguentar a pressão do Bahia no início do segundo tempo e força para sair e buscar o resultado depois das mudanças do treinador, aos 20 minutos do segundo tempo (a virada veio aos 27).

Do jogo, ficam dois fatores muito significativos. Primeiro, a vitória fora de casa, que é um diferencial em qualquer situação, ainda mais em uma copa, quando o segundo jogo é em casa. Segundo é a maneira de jogar. O Grêmio de Luxemburgo segue pragmático, sem dar espetáculo, priorizando o futebol coletivo e de resultado. É essencial que um time, mesmo não estando no estágio ideal, e o Grêmio não está, construa sua identidade respaldado por vitórias significativas como esta sobre o Bahia.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Grêmio venceu porque se impôs quando tinha 11

Dentre os vários problemas que o Grêmio, enquanto clube de futebol, enfrenta na última década, um deles, inegavelmente, é a dificuldade que seus times têm para vencer fora de casa. Dentro de casa, quase todo mundo vence quase todas. Perde uma aqui e ali, empata outra, mas vence a maioria. O diferencial do time vencedor de uma competição é ser forte também fora do seu estádio. O Grêmio tem dois exemplos recentes: a Libertadores de 2007 e o BR-09. Em ambas as competições o Tricolor papou todo mundo em casa e perdeu tudo longe do Olímpico.

Na vitória desta quarta, o principal fator para os 2 a 0 sobre o Fortaleza foi a imposição do Grêmio sobre o modesto e empolgado time cearense. A partida foi no acanhado estádio Presidente Vargas, lotado de uma torcida confiante, que vê o Fortaleza fazendo boa campanha em 2012, com dois atacantes que estão marcando gols no estadual e com uma referência técnica vestindo a 10, o meia-atacante Geraldo, de 38 anos. Não é um ambiente fácil de se jogar, mesmo levando em conta que o Fortaleza está na 3° divisão do futebol brasileiro. Coloque ainda na conta do Grêmio a derrota no grenal e a eliminação no campeonato gaúcho.

Luxemburgo mudou o time. Uma mudança foi por necessidade, pois Naldo fez quarta zaga no lugar de G.Silva, suspenso. As outras duas foram opções do treinador. Gabriel merecidamente perdeu o lugar na lateral-direita para o participativo Edilson e, na frente, Bertoglio foi sacado do time para que o Grêmio tivesse um ataque com mais força física e poder aéreo, formado por André Lima e Marcelo Moreno. No restante do time, a forma mais habitual de jogar em 2012, o 4-4-2 com o desenho de losango no meio (4-3-1-2).

Desde o início o Grêmio marcou na frente, travou a empolgação da equipe cearense e encheu de nervosismo time treinado por Neido Xavier. O primeiro gol saiu aos 12 minutos, com Marcelo Moreno aproveitando a sobra dentro da área. O segundo gol foi uma pintura, um minuto depois do primeiro. O lateral Edilson cruzou para a entrada da área e, da meia-lua, como ela veio, Marco Antônio acertou com sua perna direita um daqueles chutes que se acerta poucas vezes na vida. Golaço para fechar uma bela vitória tricolor.
O Grêmio só correu riscos quando perdeu o lateral-esquerdo Pará, aos 17 do segundo tempo, expulso depois de receber dois cartões amarelos. O Fortaleza, que já fazia quase um 4-3-3 com Geraldo e Cléo jogando uma linha atrás do centroavante Jaílson, recheou ainda mais o time de atacantes. O problema é que justamente os dois melhores nomes do Fortaleza, Geraldo e Cléo, não estavam em noite inspirada. Quando conseguiram vencer a defesa tricolor, pararam em Victor - novamente em grande forma.

O retorno de Léo Gago parece ser um fator decisivo para o Grêmio atualmente. Foi assim na vitória de 2 a 0 desta quarta. Assim como são cada vez mais inspiradas as partidas do volante Fernando. Para o jogo da volta, no Olímpico, no próximo dia 9, é natural que Luxemburgo não precise mais de um time mais pesado, por isso é plausível que André seja banco e Bertoglio volte ao time. O que não pode mudar é a atitude que o Grêmio teve quando, principalmente, tinha 11 em campo.

Foto Jarbas Oliveira/AE