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domingo, 28 de novembro de 2010

Clementino é show!

O jogo poderia ter sido muito mais difícil para o Grêmio. Contra um Guarani com a corda no pescoço, o time do técnico Renato Portaluppi demonstrou maturidade e não jogou com o nervosismo de quem também jogava uma final. Pois para o Tricolor, a vitória valia a garantia da quarta colocação até domingo que vem, quando enfrenta o Botafogo dentro do Olímpico, e a vantagem de jogar pelo empate para decidir quem fica no G4.
O Grêmio cozinhou o Guarani em banho-maria, marcou corretamente o agudo Mazola, primeiro com M.Fernandes (que saiu machucado aos 10min), depois com Ferdinando, que entrou improvisado na lateral-direita, já que tanto Gabriel quanto Edilson estão sem condições físicas de jogo, teve Adilson e Rochemback em grande jornada, marcando e armando e um lado esquerdo que teve campo para jogar, com Lúcio e F.Santos nas costas de Apodi e, muitas vezes, Apodi às costas dos gremistas.
Digo que o Grêmio cozinhou o Bugre porque em nenhum momento acelerou o jogo, valorizou a posse da bola, trocou passes com calma e autoridade e assim, principalmente no primeiro tempo, minou o psicológico dos adversários aos poucos. O gol de André Lima saiu de bola parada, e não poderia ter saído de outra forma, pois sem um Douglas tão inspirado, com a bola andando o Grêmio não criou tantas oportunidades de gol.
O Bugre tentou salvar seu ano através da boa bola parada de Baiano. O volante do Guarani deu trabalho ao goleiro Victor, travando um duelo particular e interessante com o goleiro da Seleção. Victor levou a melhor, praticando belas defesas.
O técnico Vagner Mancine mudou a equipe no segundo tempo, naturalmente encheu de jogadores ofensivos e colocou o Guarani no campo do Grêmio, fazendo uma espécie de 4-1-3-2. É aí que entra Diego Clementino, o talismã gremista, aos 20min do segundo tempo. Clementino teve muito campo para correr, e é só disso que ele precisa.
Primeiro, aos 33, o velocista tricolor avançou pela direita de ataque, entrou na área driblando e foi derrubado. O pênalti foi convertido pelo goleador Jonas, que chegou a 22 gols no BR-10. Minutos depois, o 7 gremista retribuiu a gentileza e a achou Diego entrado na área em alta velocidade, Jonas fez um lançamento precioso para Clementino bater com categoria e fechar o placar. E fechar o caixão, pois não deu pro Guarani. Mas de novo, deu pro Diego, deu pro André Lima e para Jonas. Os três atacantes que estiveram em campo pelo Grêmio fizeram os gols e fizeram do Grêmio o ataque mais positivo do BR-10.

sábado, 20 de novembro de 2010

Grêmio 3x1 Atlético-PR

Bom time que é, que disputa vaga no G4 com Botafogo e Grêmio, o CAP dificultou muito a vida do Tricolor no Olímpico. O placar de 3 a 1 poderia muito bem ter sido 1 a 0 ou até mesmo 1 a 1. Com a vitória o Grêmio continua dependendo apenas de suas forças e de seu futebol. A equipe de Renato assiste a rodada de domingo na 4° posição, com 57 pontos - três a menos que o Cruzeiro e um a mais que Botafogo e CAP, que têm 56.

A vitória começou a ser construída com o bom começo gremista, mesmo sem Jonas, suspenso, e Gabriel, ainda se recuperando de lesão. Foram 15 minutos de pressão, muito bem comandados por Douglas, Lúcio e Rochemback. O gol de Neuton saiu aos 13 e só depois disto o Atlético conseguiu sair para jogar.

Logo aos 18min, na primeira boa escapada do CAP, pênalti de Neuton em Guerrón. A boa cobrança de Paulo Baier e o empate encheram o Atlético de moral e o time visitante passou a jogar de igual para igual com o Grêmio. O jogo ficou faltoso, trancado a toda hora e sem chances de gol.

No segundo tempo, aos 11, o lateral Edilson entrou desequilibrado na área, foi tocado e acabou cavando um pênalti para o Grêmio. Douglas, o 10, cobrou bem. Sérgio Soares, treinador do CAP, mudou de cara na equipe. Sacou um lateral e pôs Maikon Leite, espetando dois atacantes nos laterais gremistas e deixando um homem de referência na área. A equipe paranaense se acertou em campo e tomou conta do jogo, mas não conseguiu entrar na área do Grêmio ou mesmo fazer Victor trabalhar, a não ser em intervenções aéreas.

Mas o Grêmio tem Douglas, o 10, o mesmo que falhou na Seleção, mas que tem funcionado muito bem no Olímpico. Aos 44 do segundo tempo, o meia gremista carregou a bola, limpou a jogada e achou Clementino em alta velocidade que, da entrada da área, acertou belo chute.
   

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Grêmio respira

Poderia ter sido 3 ou 4 a 0 para o Grêmio, devido a superioridade do Tricolor no Serra Dourada diante do Goiás. Poderia, no entanto, ter sido 1 a 1, caso o árbitro José de Caldas Souza tivesse marcado o pênalti que Paulão cometeu em Rafael Moura aos 44min do segundo tempo. Mas com o gol de Diego Clementino, dois minutos depois do lance de penalidade, em boa jogada tramada, como fora a jogada do primeiro gol gremista, ficou no 2 a 0 mesmo.
O time do Goiás é um time confuso. Foi um time confuso. Um 3-5-2 com improvisações, que ora parecia um 4-4-2, com os jogadores mudando de função e variando a marcação individual em Jonas, que apanhou bastante no primeiro tempo. O Goiás jogou enquanto Jones ocupou a direita de ataque ou até a ala por aquele lado. Isto aconteceu em três momentos diferentes do jogo, foi quando o time da casa incomodou.
De resto, assistiu a um Grêmio cadenciador, tocando a bola com Douglas, Rochemback e Jonas. Acelerando o jogo quando preciso, com Gabriel, em grande noite, Lúcio e Fábio Santos. André Lima muito bem fazendo a parede e tabelando com quem vem de trás e, claro, fazendo gol.
O Grêmio poderia ter forçado mais, se esforçado mais. Melhoraria um futebol que foi razoável. Mas um futebol que já tem cara, há muito tempo. Renato acertou a mão com o seu 4-4-2 com meio-campo em losango. Não à toa o Grêmio volta a respirar no BR-10, chega aos 50 pontos e vê uma tabela de jogos que não é muito complicada.

domingo, 3 de outubro de 2010

Grêmio embalado vence mais uma

Aos 44 minutos do segundo tempo estava 1 a 0 para o Grêmio, e o Vitória atacava. Quando o cronômetro do arbitro Rodrigo Nunes de Sá fechou redondos 47 minutos, o Grêmio tinha quatro jogadores dentro da área do time baiano e marcava o terceiro gol, num tirambaço lindo e indefensável que saiu do pé direito do lateral Edilson que, desde a lesão de Saimon, aos 30min do segundo tempo, jogava improvisado como volante.

Da excelente campanha de Renato como treinador do Grêmio, não foi das melhores atuações, mas foi uma vitória das mais significativas e importantes. Da mesma forma como fora contra o São Paulo, na quarta, para enfrentar o Vitória na tarde quente de Salvador o treinador teve de escalar uma equipe descaracterizada. Enfrentando um Vitória quase completo e precisando vencer a todo custo, era de se duvidar que o Grêmio trouxesse os 3 pontos.

O Tricolor jogou num 4-2-3-1 que não funcionou muito bem na hora de atacar, apesar dos três gols. Na linha de três, apenas o lado esquerdo funcionou, com as boas contribuições de Lúcio, na meia, e Fábio Santos, vindo de trás. Maylson, na direita, fez o gol e mais nada o jogo inteiro, faltou ao Grêmio suas jogadas de flanco e penetrações em diagonal. Roberson, por dentro, está longe de ser Douglas. Também não fez boa partida. Na frente, um Jonas fominha e pouco inspirado que, se sabe, não sabe ser o 9.

Atrás o Grêmio funcionou bem, nem tanto por Fernando nem Ozea, discretos. Mas sim por Gabriel, o capitão da tarde, por Neuton, por Saimon, mesmo improvisado de volante, por Fábio Santos, que joga melhor longe do Olímpico e por Victor, sempre ele. O Grêmio resistiu bem aos assédios do time treinado por Ricardo Silva, um 4-4-2 com meio em losango, com Ramon centralizado e incomodando enquanto tem fôlego, com dois laterais chegando bastante, e dando espaços, e um centroavante que funciona melhor fora da área, Junior - o sósia do Dinei.

Renato mexeu bem no time num segundo tempo de pressão baiana, continuou com improvisações, porém mais agudo. Com Diego Clementino correndo pela direita, entrando na área e fazendo mais um gol de rebote, mais Wlillian Magrão e Edilson marcando e saindo pro jogo, o Grêmio teve a chega que não tivera no primeiro tempo e em grande parte do segundo. A ousadia do treinador gremista o premiou e ainda pegou o Vitória com as calças na mão.

O Grêmio, com 39 pontos, na 8° colocação, e a melhor campanha do returno agora encosta de vez no pelotão de cima e pede passagem.
    

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Grêmio 4x2 São Paulo

Renato Gaúcho resolveu bem os problemas que tinha para enfrentar o São Paulo. Eram desfalques: F.Santos, Gabriel, Rochemback e Souza. O treinador apostou nas suas contratações e num 4-4-2 com meio em losango para voltar a vencer no Olímpico.

Na direita, o já conhecido Edilson - na vitória, o menos destacado da equipe. Por dentro, a zaga teve Rafael Marques e Paulão e, na lateral-esquerda, Gilson. Estes dois últimos são indicações do Renato. Corresponderam ao chefe: Paulão não deixou Ricardo Oliveira jogar, o centroavante do SP não chutou nem cabeciou uma bola sequer ao gol de Victor. Pela esquerda, Gilson fez ótima parceria com Lúcio, que jogou improvisado de meia apoiador numa das extremidades do losango gremista - do outro lado jogou Adilson, à frente da zaga um gigante chamado Vilson, também improvisado e, como ponta-de-lança o circunstancial capitão, e irrevogável camisa 10, Douglas.

Esse meio gremista funcionou demais, até porque o meio do São Paulo funcionou de menos. No primeiro tempo foi um 3-6-1 que mais pareceu um 3-0-0. Nenhum dos dois alas atacou. Nenhum dos dois meias buscou infiltrações na diagonal. Um Richarlyson apenas não faz verão. Quando Marlos apareceu, puxou o jogo da direita para o meio, o Tricolor Paulista fez os dois gols. Um de pênalti, protestado por gremistas mas acertado pelo árbitro, no fim da primeira etapa, outro gol no começo da segunda, em boa jogada individual, quando Baresi já tinha mexido na equipe e montando um 4-4-2 tendo em Cléber Santana seu principal articulador.

Mas era o tipo de noite, e jogo, que o Grêmio venceria até com 7 no campo, até porque André Lima jogou por dois. Jonas jogou como Jonas, e como tal, deixou seu gol, o 14° do artilheiro no BR-10. E teve a surpreendente estreia de Diogo Clementino, que entrou para fazer correria. Fez a correria, fez até gol, na falha de Ceni, e ainda cavou a expulsão de Alex Silva.

Grêmio de alma lavada e dever de casa comprido. E agora o Grêmio também das dúvidas: depois de uma atuação dessas, quais dos titulares voltam ao time?