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quarta-feira, 18 de março de 2015

Você viu? #128

Hoje no Você Viu vou priorizar uma assunto que ainda está muito forte: as manifestações do dia 15 de março. Como de costume, vou fugir das notícias e interpretações da grande mídia e buscar visões e opiniões mais à esquerda. Entendo como um exercício necessário para tentar fugir do lugar comum.






Blog do Sakamoto, 15 de março

Bruno Lima Rocha para o IHU, 15 de março

Jornalistas Livres, 15 de março

Sul 21, 15 de março

Eliane Brum, 16 de março

Pragmatismo Político, 17 de março

Carta Capital, 17 de março

El País, 17 de março

Revista Fórum, 18 de março

Imagens dos protestos em Novo Hamburgo, região metropolitana. Foto: Joel Vargas

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Você Viu? #73

Terra: Aldeia Mbyá-Guarani aguarda titulação de novas terras em Porto Alegre
Jornal Sul21, 5 de agosto

Saúde: O que fazer com um médico que afirma ser vítima de “trabalho escravo”?
Blog do Sakomoto, 4 de agosto

Mídia: A agonia da Abril
Diário do Centro do Mundo, 3 de agosto

Legalize: Como o Uruguai pretende legalizar a maconha
Diário do Centro do Mundo, 2 de agosto

Política: Crise de legitimidade e referendo revogatório
Estratégia e Análise, 1° de agosto

Coletivo Nigéria apresenta Com Vandalismo, documentário produzido por quatro jornalistas do Ceará sobre as manifestações em Fortaleza, gravado nas ruas, no calor da hora.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ciberativismo sai às ruas: #ForaRicardoTeixeira no centro de Porto Alegre

Na tarde desta sexta-feira (5), dezenas de pessoas se reuniram na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, em protesto contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, que ocupa o posto há 22 anos e tem mandato até 2015 - ano em que deixa a CBF para concorrer à presidência da FIFA.
O protesto foi organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRGS, pelo Movimento Juntos e pela Frente Nacional dos Torcedores. Segundo a organização e as informações do Correio do Povo e do Jornal Sul 21, a manifestação  durou cerca de duas horas (das 12h às 14h) e contou com a participação de algo em torno de 300 pessoas.
A campanha #ForaRicardoTeixeira ganhou força no twitter no mês passado, depois da publicação da entrevista com Teixeira na Revista Piauí de julho. Sem nenhum tipo de papas na língua nem vergonha na cara, o presidente da CBF fala absurdos, com uma arrogância e um desdém monumental contra quem o acusa de corrupção e manobras levianas frente à confederação.
Sábado passado, 30/07, o manifesto ocorreu no Rio de Janeiro. Próximo dias 13 de Agosto, protesto semelhante deve acontecer na cidade de São Paulo.
Outrora tão criticado ciberativismo, pelo fato de não sair das redes sociais, aos poucos vai ganhando outros moldes e outra força. A força que o estende ao mundo real, que o faz ser percebido não apenas por aqueles que tem acesso à internet, mas também pelos cidadãos que circulam nas ruas. Outro exemplo extraordinário é o caso Tonho Crocco, que ganhou repercussão nas redes sociais, com imensa apoio ao músico e repúdio ao processo aberto pelo deputado federal Giovani Cherini (PDT). Tamanha foi a repercussão e campanha, que o deputado anunciou em nota oficial que deve encerrar o caso.
E para não deixar escapar. A RBS publicou em seus portais na internet uma pequena nota sobre o protesto contra Ricardo Teixeira. O texto de  dois parágrafos e apenas três frases coloca como causa principal do protesto "a forma como a Copa de Mundo de 2014 está sendo organizada". Diz que além disso, os manifestantes aproveitaram para "bradar" contra Teixeira. Veja com os próprios olhos AQUI. Nos links mais acima têm as reportagens do Sul 21 e do Correio do Povo. Comparem.

Foto de Ramiro Furquim/Sul21

sábado, 18 de junho de 2011

Marcha da Liberdade em Porto Alegre

Texto e fotos de Alexandre Haubrich, jornalista e editor do blog Jornalismo B


Cerca de quinhentas pessoas se reuniram neste sábado para defender o direito a ser. Ser mulher, ser homem, ser homossexual, ser usuário de maconha, ser estudante, ser cidadão. O direito a ser respeitado, aceito, ouvido. O direito a ter direitos. O tempo cinza limitou-se ao céu de Porto Alegre. O chão, onde estavam os pés dos manifestantes, esteve colorido com os infinitos tons da liberdade. Até a chuva esperou a dispersão dos indignados para jogar alguns pingos, e mesmo assim logo se arrependeu.

Andando, sentando, pulando e correndo, quinhentos jovens de todas as idades marcharam do parque da Redenção até a antiga prefeitura de Porto Alegre, gritando por liberdade, por redenção. Enquanto a Globo dizia que “a polícia não conseguiu garantir o direito de ir e vir dos motoristas", os jovens porto-alegrenses criavam ecos e faziam eco a movimentos semelhantes que aconteciam ao mesmo tempo por todo o Brasil, e gritavam que “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!”, e que “o povo não esquece, abaixo a RBS!”.

O povo gritou, nas gargantas ou nos cartazes – assim como os muros, mídias do povo – que está “lutando por liberdade pra construir uma nova sociedade”, que faz “apologia ao debate”, e que “ideias são à prova de balas”. E perguntou: “Se reprimir é o certo, por que tá tudo errado?". 

Partidos e não-partidos, entidades e não-entidades, pessoas. Muitas das principais pautas de todas as juventudes brasileiras estiveram representadas na Marcha da Liberdade em Porto Alegre. Não houve qualquer conflito com polícia ou população. Pelo caminho, muitos transeuntes sacavam celulares e máquinas fotográficas e registravam a versão brasileira dos movimentos de indignados que começam a acontecer pelo mundo. Muitos outros aderiam à caminhada sem convite direto: o melhor convite foi a própria pauta de reivindicações. Buzinas pelo caminho de ruas parcialmente tomadas por gente? Apenas saudações simpáticas à batucada e aos passos que seguiram rumo à democracia real. Já.