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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Você Viu? #123

Como já é habitual, todas as terças-feiras aqui no PoA Geral proponho uma espécie de curadoria de conteúdo. Na sequência, portanto, você vai poder conferir links de vídeos, artigos, reportagens e entrevistas, colhidos ao longo da última semana.

Socialista Morena, 27 de janeiro
Capa da Veja em 16 de junho de 2004
Trabalho Escravo: Manifestações e protestos marcam semana de combate ao trabalho escravo
Rede Brasil Atual, 27 de janeiro

Sul 21, 27 de janeiro

Choque: Reality show envia blogueiros de moda para fábrica têxtil no Camboja
Catraca Livre, 26 de janeiro

Jornalismo B, 26 de janeiro

Blog do Sakamoto, 26 de janeiro

Estado Islâmico: entrevista com Bruno Lima Rocha, professor do curso de Relações Internacionais da Unisinos

BBC Brasil, 26 de janeiro

Opera Mundi, 26 de janeiro

Carta Maior, 24 de janeiro

DW, 23 de janeiro

DCM, 22 de janeiro

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Você viu? #120

Já é de praxe aqui no PoA Geral todas as terças-feiras essa curadoria de conteúdo, reunindo algo do mais interessante que foi pra rede nos últimos dias. Com a edição 120, começamos o ano. Aproveitem que tem muita coisa boa pra consumir nos links indicados.

POA: Fortunati poderá vetar projeto que cria feriado para Dia da Consciência Negra em Porto Alegre
Sul 21, 6 de janeiro

Futebol: Neymar a Messi após gol sofrido pelo Barça: 'Aquece'
ESPN, 6 de janeiro



Kátia Abreu: Ministra diz que “não existe mais latifúndio”. Adoraria viver no país dela
Blog do Sakamoto, 5 de janeiro

Ministra:  O Brasil tem latifúndios: 70 mil deles
Carta Capital, 6 de janeiro

Política: Análise preditiva para o cenário político nacional em 2015
Estratégia & Análise, 5 de janeiro

Segurança: O estranho caso das promoções e demissões do coronel que fazia propaganda nazista
DCM, 5 de janeiro

Coronel Fabio de Souza em entrevista para Luciano Huck
















Mídia: Como a Veja foi atacada por seus próprios leitores numa matéria sobre o nazismo na PM
DCM, 5 de janeiro

Cristo: 10 versões hereges para Jesus: liberdade de pensamento e a neo-inquisição virtual
Socialista Morena, 5 de janeiro

Chile: Após série de ofensas racistas, jogador de futebol venezuelano pede para sair de time
Opera Mundi, 1° de janeiro

Sant'Ana:  Zero Hora, dezembro de 2014: A promoção do racismo
Jornalismo B, 30 de dezembro/14

Insegurança: O Natal das mães que perderam seus filhos para o Estado
Ponte, 28 de dezembro

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Você viu? #111

Hoje farei uma inversão de postagens. Ao invés do habitual Filme de Segunda, neste dia posterior às eleições darei uma de revista Veja e anteciparei o Você Viu? em um dia. Amanhã, portanto, volto a falar sobre cinema. Por agora, indico algumas leituras repercutindo o pleito de domingo.

Sartori diz que ninguém está autorizado a divulgar nomes de secretários
Sul 21, 27 de outubro

Imprensa europeia repercute vitória de Dilma Rousseff
Agência Brasil, 27 de outubro

Dilma e sua coligação está movendo 7 ações na justiça contra a revista Veja
Sul 21, 27 de outubro

Não esqueçam o que eles escreveram
Observatório da Imprensa, 27 de outubro

A pressão por uma guinada de Dilma à esquerda começa agora
Blog do Sakamoto, 27 de outubro

91,8% dos brasileiros em Miami votaram em Aécio Neves
Revista Fórum, 27 de outubro

Primeiro pronunciamento da Presidente reeleita Dilma Rousseff




Primeiro pronunciamento do Governador do RS eleito José Ivo Sartori




A Dilma Rousseff que eu conheci pessoalmente
El País, 26 de outubro

Aécio: “a maior prioridade deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado”
Carta Capital, 26 de outubro

PMDB é o maior vencedor nos estados
Carta Capital, 26 de outubro

Por que a Minas de Aécio deu a vitória a Dilma
Diário do Centro do Mundo, 26 de outubro

Indignado, Coronel Telhada fala em separar SP do País
Portal Terra, 26 de outubro

Nordestinos sofrem preconceito na internet após vitória de Dilma
Uol, 26 de outubro


AQUI, galeria dos fotógrafos Bernardo Jardim Ribeiro e Ramiro Furquim, do Sul 21.
Bernardo Jardim Ribeiro / Sul 21

sábado, 25 de outubro de 2014

A técnica do antijornalismo e a resposta da Presidente Dilma

Em Vi O Mundo, o pesquisador que estudou o maior fenômeno de antijornalismo do Brasil. Artigo interessante para entender um pouco da prática jornalística da revista Veja. Já o portal de notícias Pragmatismo Político destaca: Tribunal Superior Eleitoral afirma que capa da revista Veja é propaganda eleitoral irregular e está claramente “a favor de uma candidatura em detrimento de outra”.



Indico ainda o texto do editor do Diário do Centro do Mundo. A seguir, na íntegra:

Uma discussão estritamente jornalística sobre o caso Veja

Paulo Nogueira para o DCM, em 25 de iutubro

Capa da mais recente edição de Veja, que teve
seu lançamento antecipado em dois dias 
Vou falar estritamente sobre a técnica jornalística utilizada pela Veja na última edição.

Percebi que é necessário, uma vez que mesmo jornalistas experientes como Ricardo Noblat não compreendem exatamente onde está o problema.

Citei Noblat porque, em sua conta no Twitter, além de em determinada altura do debate de ontem ele informar seus seguidores de que a bateria do celular acabara, ele fez a seguinte indagação.

“Que prova Dilma da reportagem da Veja? Uma gravação? Diria que é falsa. Uma entrevista do doleiro preso?”

Uma das missões do jornalismo é jogar luzes sobre sombras. Noblat jogou ainda mais sombras sobre as sombras já existentes.

Prova é prova. Prova são evidências consideradas irrefutáveis pela Justiça depois de um processo em que as partes defendem sua posição.

Prova não é a palavra de ninguém – gravada, escrita ou dita em público. Porque o ser humano pode dizer qualquer coisa que imagine que vá beneficiá-lo ou prejudicar um opositor.

Imagine que alguém queira destruir moralmente você. Ele afirma que você é pedófilo, por exemplo. Grava um vídeo e coloca no YouTube.

O fato de ele haver falado que você é pedófilo não prova nada, evidentemente. Você o processa. A Justiça vai pedir provas. Se o difamador não as tiver, estará diante de uma encrenca considerável.

O raciocínio acima não vale, infelizmente, para o jornalismo, dada a influência que as empresas de mídia exercem sobre a Justiça no Brasil.

Mas vale em sociedades mais avançadas. O caso clássico, neste capítulo, é o de Paulo Francis.

Acusou diretores da Petrobras de terem contas no exterior. Como as acusações foram feitas em solo americano, no programa Manhattan Connection, os acusados puderam processá-lo nos Estados Unidos.

A Justiça americana pediu provas a Francis. Ele nada tinha. Na iminência de uma indenização à altura das calúnias, Francis se atormentou e morreu do coração.

Na Justiça brasileira, ele certamente se sairia facilmente de um processo. E ainda seria glorificado como mártir da liberdade da expressão.

Ainda que, para voltar à frase de Noblat, uma fita fosse apresentada, isto não valeria rigorosamente nada. De novo: nada.

Imagine, apenas a título de exercício mental, que alguém tivesse prometido ao doleiro preso vantagens no caso de uma vitória de Aécio: dinheiro, pena branda, cobertura discreta em jornais, revistas, telejornais.

Imagine, além disso, que o doleiro de fato acreditasse que uma simples declaração sua daria a presidência a Aécio.

Ele falaria o que quisessem que ele falasse, naturalmente.

No Brasil, situações como a que descrevi podem acontecer.

Nos Estados Unidos, e volto a Paulo Francis, não. Sem provas, não apenas o acusador estaria frito. Também jornais e revistas que reproduzissem suas acusações enfrentariam problemas colossais.

A sociedade tem que ser protegida.

Em meus dias de Abril, meus amigos se lembram, sempre disse que seria simplesmente inimaginável um jornal publicar – sem provas – uma entrevista em que um irmão do presidente fizesse acusações destruidoras.

Esse irmão poderia estar mentindo, por ódio ou motivações pecuniárias. Inventando coisas. Aumentando outras.

Onde muitas pessoas viram um triunfo da Veja, enxerguei desde o princípio uma demonstração da miséria do jornalismo nacional. E da Justiça, porque se ela agisse como deveria ninguém destruiria a reputação de ninguém sem provas.

Tantos anos depois deste caso a que me refiro, nem o jornalismo brasileiro e nem a Justiça evoluíram.

As trapaças estão até nos detalhes. O jornalismo digno manda que você tome cuidados básicos ao publicar acusações. O acusador disse isso ou aquilo. Afirmou. Para manipular leitores, a Veja utiliza outro verbo: revelou. É, jornalisticamente, uma canalhice e um crime.

A Veja sabe que pode publicar o que bem entender porque a Justiça não vai cobrar provas. Como opera em solo brasileiro, e não americano, ainda poderá se declarar mártir da liberdade da expressão, caso seja mesmo processada por Dilma.

Era o que aconteceria com Paulo Francis se não tivesse sido julgado pelas leis americanas.

Nos Estados Unidos, de onde emigrou há 60 anos a então modesta família Civita para fazer fama e fortuna no Brasil, a Veja estaria morta há muito tempo com o tipo de jornalismo que faz.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Você viu? #36

Seguimos a semana com a edição número 36 do Você viu?. Hoje trazemos um número mais enxuto de links, comparado com algumas outras edições. Em contraponto, o que também não é habitual, teremos dois vídeos. O primeiro, o importante discurso do Julian Assange, e o segundo um lamentável registro de racismo no futebol. Adiante!

Assange: Por que o Equador ofereceu asilo a Assange
Jornal Sul21, 20 de agosto

Assange 2: Discurso de Julian Assange na Embaixada do Equador em Londres
Brasil de Fato, 20 de agosto


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Racismo: Africano sofre racismo de torcedores e de seguranças do próprio clube
Blog do Trivela, 20 de agosto


Bairrismo: Gramado monta um santuário do gauchismo de espetáculo
Diário Gauche, 18 de agosto

Bairrismo 2: Recebo mensagem do santuário gaucheiro
Diário Gauche, 20 de agosto

Greve: Zero Hora volta à tona com velhas estratégias contra movimentos grevistas
Jornalismo B, 17 de agosto

Free Pussy Riot:  Ativistas falam sobre força da campanha online Free Pussy Riot
Revista Noize, 17 de agosto

Análise e Estratégia, 15 de agosto

terça-feira, 17 de abril de 2012

Você viu? #20

Pela vigésima vez o PoA Geral reúne um punhado de matérias boas e artigos interessantes produzidos nos últimos dias e que, por algum motivo, talvez você nem tenha ficado sabendo. Aí vai:

Madona: Madonna se apresentará pela primeira vez em Porto Alegre no dia 9 de dezembro
Blog Volume, 16 de abril

Direitos Autorais: Conteúdo jornalístico não autorizado poderá ser rastreado na internet por veículos no Brasil
Portal Imprensa, 16 de abril

Argentina:  Cristina reestatiza o petróleo argentino
Blog Tijolaço, 16 de abril

Mídia: Revista Veja parece japonês perdido no mato
Blog Escrevinhador, 16 de abril

Mídia: Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, responde à Veja
Jornal Sul21, 16 de abril

História: A diferenciação social no desastre do Titanic
Cão Uivador, 15 de abril

Mídia: Tarso Genro volta a criticar Grupo RBS – E o Conselho?
Jornalismo B, 13 de abril

Trabalho escravo: Barbaridade! Tinha escravo no pacote de chimarrão
Blog do Sakomoto, 12 de abril

Bagé pede desculpas ao Brasil: Manifestantes protestam durante homenagem a Médici
RS Urgente, 14 de abril

Ao mesmo tempo em que o lançamento do livro "Médici: A verdadeira história" - escrito pelos coronéis Claudio Heráclito Souto e Amadeu Deiro Gonzale, estava sendo lançado no Clube Comercial, em Bagé, um grupo de militantes gritava por justiça em memória dos torturados, desaparecidos e mortos pela ditadura militar e denunciava a 'Era Médici' como um dos governos mais sangrentos e nebulosos da história. A manifestação aconteceu em 11/04/12.
Produção: Maria Bonita Comunicação

terça-feira, 3 de abril de 2012

Você viu? #18

Vamos mais uma vez, como todas as terças-feiras no PoA Geral, reuni aqui uma série de links com notícias importantes que, provavelmente, não foram manchetes de jornal. Vale conferir uma ou outra. Se der tempo, leia e assista tudo.

Futebol e Violência: A violência das torcidas de Goiás. Vergonha da Justiça brasileira
Blog do PVC, 02 de abril

MST: Sem-terra é morto em Pernambuco após 10 dias do assassinato de líder do MST
Jornal Sul21, 02 de abril

Mídia“O caso de Veja”, de Luis Nassif: Google tira do ar
Vi o Mundo, 02 de abril

Mídia e Corrupção: Policarpo-Cachoeira: uma dupla para limpar o Brasil
Tijolaço, 02 de abril

Opere Mundi, 02 de abril

Mídia e golpe militar: Zero Hora, o golpe de 64 e a ditadura
RS URGENTE, 1° de abril

Blog do Sakomoto, 31 de março

Mídia e Corrupção: Demóstenes, ora Veja
Jorge Furtado, 31 de março

Violência contra a mulher: Brincadeiras perigosas com humanas
Escreva, Lola escreva, 30 de março


Dia 29 de março, no RJ, militares comemoram golpe de 64, e manifestantes protestam

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Preguiça de questionar o mundo

No curso de jornalismo, cadeira Mídia e Cultura, o que se discute são as representações que a grande mídia faz dos vários rostos de uma sociedade plural como a brasileira e latino-americana. Se discute qual o poder de influência da mídia e qual, portanto, é a origem dessas representações culturais, qual a o significado daquilo que consumimos como entretenimento e informação.
Se discute. Ponto. Mas nem sempre se pensa
Noto uma preguiça de pensar diferente. Uma incapacidade de se indignar com aquilo que não é bom, não é certo, é preconceituoso, é malicioso. Me bate um desgosto de saber que esses são fundamentalmente alunos da comunicação social. E das duas uma: ou eles estão muito satisfeitos com o tipo de mercado que a comunicação e o jornalismo - principalmente - estão submetidos e querem, de verdade, ingressar nessa fábrica de entretenimento em massa; ou acontece ali uma preguiça intelectual que lhes impede, de fato, que percebam o tanto de conteúdo equivocado, de péssima intenção, que circula todos os dias nos grandes meios de comunicação.
É preciso entender que informação é poder. E mais poderoso que aquele que é bem informado, é aquele que tem a possibilidade de escolher o que é notícia. Por isso é fundamental o questionamento, a reflexão, um olhar crítico. Ainda mais dentro de uma faculdade, o espaço ideal para que se discuta quaisquer assunto de interesse social, empírica e cientificamente   
Como muitos acham, não é exagero nenhum da parte dos movimentos negros que reivindiquem um maior espaço de representação na mídia tradicional, ou que defendam as cotas para o ingresso no ensino superior. Não é exagero do movimento LGBT que exija o uso correto de termos como transsexual, homossexual e bissexual em reportagens ou em produções de ficção. Afinal de contas a informação correta e a presença corriqueira desses grupos significativos da sociedade ajuda a diminuir o preconceito que infelizmente ainda sofrem.
Comunicação democrática é aquela em que todos tenham as mesmas possibilidades de comunicar. Diferente desta selva sem lei que é o mercado da informação e do entretenimento. Selva que dá a muitos jornalistas o sentimento de estar acima da lei, e que faz que uma revista como a Veja seja a mais vendida do Brasil. 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Você viu? #1

Compilação de links reunidos durante os últimos sete dias. A partir de hoje, todas as terças-feiras aqui no PoA Geral.
O mundinho particular de Veja - Jornalismo B, 21 de Setembro.
Barça de Messi beira a perfeição - Blog do Carlão, 24 de Setembro.
O pensamento escravocrata - Tijolaço - O blog do Brizola Neto, 24 de Setembro.
Não somos racistas? - Cão Uivador, 25 de Setembro.
Ciclistas fazem “farofada” no Mercado Público de Porto Alegre. Veja as fotos - Sul 21, 26 de Setembro.


Em 1987, Jô Soares critica fortemente as atitudes de bastidores da Rede Globo, uma crítica perfeitamente atual, mas que provavelmente não sairia mais da mesma boca.