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quarta-feira, 11 de março de 2015

Você viu? #127

A partir desta semana, o Você Viu passa a ser postado sempre nas quarta-feiras, e não mais nas terças como já era habitual. O motivo é mais operacional, visando facilitar a produção desta coluna por este blogueiro que vos tecla.

Havana Connection #3


Gente: Os trabalhadores diante da Operação Lava Jato
Carta Capital, 11 de março

Carta Capital, 10 de março

Jornalismo B, 9 de março

Estratégia & Análise, 7 de março

ProjacA mucama de Angélica
Diário do Centro do Mundo, 9 de março

Revista Fórum, 10 de março

Agência Pública, 3 de março




terça-feira, 17 de julho de 2012

Você viu? #31

Como já é tradicional, nas terças-feiras o PoA Geral traz um apanhado de links com alguns dos principais assuntos do últimos sete dias. Nesta 31° edição, inclusive, tem o discurso de Collor na CPI de Cachoeira que desencadeou na "vingança" da Globo: a entrevista de Rosane Collor no Fantástico.

Instituto Humanitas Unisinos, 16 de julho

Comunicações: Telefonia móvel: oligopólio e desrespeito ao consumidor
Jornal Sul21, 16 de julho

Eleições SP: Candidato, ex-chefe da Rota incita violência no Facebook
Brasil de Fato, 16 de julho

Collor: "A editora Abril se transformou num coito de bandidos..."
Blog Diário Gauche, 16 de julho


Collor 2: Minhas impressões sobre Rosane Collor no Fantástico
Blog Escreva Lola, Escreva, 15 de julho

Direitos Humanos 2: Rio Grande do Sul terá Comissão Estadual da Verdade
Blog RS Urgente, 15 de julho

Corrupção no futebol: A boa sugestão de mudar o nome do Engenhão: estádio João Saldanha
Blog do PVC, 13 de julho

Mídia: TV Globo chama “suborno” de “comissão” para defender Ricardo Teixeira
Jornalismo B, 12 de julho


terça-feira, 10 de abril de 2012

Você viu? #19

Todas as terças aqui no PoA Geral é dia de repassar conteúdo, compartilhar, indicar. Nunca se pode ler tudo, sempre escapa alguma coisa que fica pra depois, mas um depois que não chega nunca. Vai que uma dessas está aí embaixo. Aproveite, é uma interessante reunião de links.

Carta Capital, 9 de abril

Jornalismo B, 9 de abril

Jornal Sul21, 9 de abril

Jornal Sul21, 9 de abril

Vi o Mundo, 8 de abril


No próximo dia 11 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará se as mulheres brasileiras poderão realizar o aborto de um feto anencéfalo.


RS URGENTE, 8 de abril

Blog do PVC, 5 de abril

Estratégia e Análise, 4 de abril.


"Desta vez o Lobão Errou", escreveu o músico e jornalista gaúcho Arthur de Faria, em seu Facebook, depois de tocar junto com Wander Wildner no festival Lollapalloza, que aconteceu em São Paulo neste final de semana:

"Gents, só tenho uma coisa pra dizer do Lollapalooza e acho que meus amigos que tavam lá tocando comigo assinam embaixo todos: se o mundo fosse assim tava melhor. Desta vez o Lobão errou. O tratamento era absolutamente im-pe-cá-vel pra TODOS os artistas, sem NENHUMA espécie de privilégio pra nenhuma banda de nenhum tamanho (exceto, obviamente, a ordem dos shows, que ainda cometeu o equívoco de botar todos os brasileiros ANTES dos de fora - mas foi só isso). Do Dave Grohl ao Cascadura, todos comeram nos mesmos lugares, conviveram sem nenhum estrelismo, respeitaram todos os horários (menos os Racionais, que atrasaram), tiveram o MESMO tempo de montagem e passagem de som (inacreditáveis 3 horas), e as mesmas condições técnicas. Quem circula por festivais desse tamanho sabe o quanto isso é raro. Respeitei o tal do Perry Farrel. E, é claro, o sensacional staff brasileiro todo: gentil, prestativo, educado, empenhado, incansável. Uma puta experiência de big-big-big business com clima de casa da gente. Inacreditável. Parabéns a todos os envolvidos. Wander Wildner assina embaixo, não assina?"

terça-feira, 3 de abril de 2012

Você viu? #18

Vamos mais uma vez, como todas as terças-feiras no PoA Geral, reuni aqui uma série de links com notícias importantes que, provavelmente, não foram manchetes de jornal. Vale conferir uma ou outra. Se der tempo, leia e assista tudo.

Futebol e Violência: A violência das torcidas de Goiás. Vergonha da Justiça brasileira
Blog do PVC, 02 de abril

MST: Sem-terra é morto em Pernambuco após 10 dias do assassinato de líder do MST
Jornal Sul21, 02 de abril

Mídia“O caso de Veja”, de Luis Nassif: Google tira do ar
Vi o Mundo, 02 de abril

Mídia e Corrupção: Policarpo-Cachoeira: uma dupla para limpar o Brasil
Tijolaço, 02 de abril

Opere Mundi, 02 de abril

Mídia e golpe militar: Zero Hora, o golpe de 64 e a ditadura
RS URGENTE, 1° de abril

Blog do Sakomoto, 31 de março

Mídia e Corrupção: Demóstenes, ora Veja
Jorge Furtado, 31 de março

Violência contra a mulher: Brincadeiras perigosas com humanas
Escreva, Lola escreva, 30 de março


Dia 29 de março, no RJ, militares comemoram golpe de 64, e manifestantes protestam

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O feitiço contra o feiticeiro, a cobra que morde o rabo, entre outras coisas

A coisa chegou num ponto em que a CBF está ameaçando divulgar gravações comprometedoras a respeito de Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes. A notícia é do colunista Ricardo Feltrin, da Folha de São Paulo. Segundo o jornalista da Folha, Teixeirão não gostou do Jornal Nacional ter noticiado sobre as denuncias ao presidente da CBF.
A fonte de Feltrin garante que nas gravações é possível ouvir diálogos em que o diretor da Globo Esportes exerce todo seu poder e arrogância, mudando horário de jogos e falando mal da concorrência, inclusive usando de palavriado chulo.
Apesar de não haver aí nada que ninguém não saiba, nota-se que há um desgaste, não só entre Globo e CBF, mas principalmente entre as duas instituições e o público, sobretudo depois da matéria esclarecedora da revista Piauí de julho. 
O sujo começa a falar do mal lavado. Só espero que a roupa suja seja lavada o quanto antes, e aos olhos de todos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Corrupção e os bastidores da notícia

19 de julho de 2011
Da Página do MST


Por que a população não sai às ruas contra a corrupção?
Para fazer a matéria, os repórteres Jaqueline Falcão e Marcus Vinicius Gomes entrevistaram os organizadores das manifestações de defesa dos direitos dos homossexuais e da legalização da maconha. E a Coordenação Nacional do MST.
A repórter Jaqueline Falcão enviou as perguntas por correio eletrônico, que foram respondidas pela integrante da coordenação do MST, Marina dos Santos, e enviadas na quinta-feira em torno das 18h, dentro do prazo.
A repórter até então interessada não entrou mais em contato. A reportagem saiu só no domingo. E as respostas não foram aproveitadas.
Por que será?
Abaixo, leia as respostas da integrante da Coordenação Nacional do MST, Marina dos Santos, que não saíram em O Globo.

Por que o Brasil não sai às ruas contra a corrupção?
Arrisco uma tentativa de responder essa pergunta ampliando e diversificando o questionamento: por que o Brasil não sai às ruas para as questões políticas que definem os rumos do nosso país? O povo não saiu às ruas para protestar contra as privatizações – privataria – e a corrupção existente no governo FHC. Os casos foram numerosos - tanto é que substituiu-se o Procurador Geral da Republica pela figura do “Engavetador Geral da República”. 
Não saiu às ruas quando o governo Lula liberou o plantio de sementes transgênicas, criou facilidades para o comércio de agrotóxicos e deu continuidade a uma política econômica que assegura lucros milionários ao sistema financeiro. 
Os que querem que o povo vá as ruas para protestar contra o atual governo federal – ignorando a corrupção que viceja nos ninhos do tucanato - também querem ver o povo nas ruas, praças e campo fazendo política? Estão dispostos a chamar o povo para ir às ruas para exigir Reforma Agrária e Urbana, democratização dos meios de comunicação e a estatização do sistema financeiro?
O povo não é bobo. Não irá às ruas para atender ao chamado de alguns setores das elites porque sabe que a corrupção está entranhada na burguesia brasileira. Basta pedir a apuração e punição dos corruptores do setor privado junto ao estatal para que as vozes que se dizem combater a corrupção diminua, sensivelmente, em quantidade e intensidade. 

Por que não vemos indignação contra a corrupção?
Há indignação sim. Mas essa indignação está, praticamente restrita à esfera individual, pessoal, de cada brasileiro. O poderio dos aparatos ideológicos do sistema e as políticas governamentais de cooptação, perseguição e repressão aos movimentos sociais, intensificadas nos governos neoliberais, fragilizaram os setores organizados da sociedade que tinham a capacidade de aglutinar a canalizar para as mobilizações populares as insatisfações que residem na esfera individual. 
Esse cenário mudará. E povo voltará a fazer política nas ruas e, inclusive, para combater todas as práticas de corrupção, seja de que governo for. Quando isso ocorrer, alguns que querem ver o povo nas ruas agora assustados usarão seus azedos blogs para exigir que o povo seja tirado das ruas. 

As multidões vão às ruas pela marcha da maconha, MST, Parada Gay...e por que não contra a corrupção? 
Porque é preciso ter credibilidade junto ao povo para se fazer um chamamento popular. Ter o monopólio da mídia não é suficiente para determinar a vontade e ação do povo. Se fosse assim, os tucanos não perderiam uma eleição, o presidente Hugo Chávez não conseguiria mobilizar a multidão dos pobres em seu país e o governo Lula não terminaria seus dois mandatos com índices superiores a 80% de aprovação popular. 
Os conluios de grupos partidários-políticos com a mídia, marcantes na legislação passada de estados importantes - como o de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul - mostraram-se eficazes para sufocar as denúncias de corrupção naqueles governos. Mas foram ineficazes na tentativa de que o povo não tomasse conhecimento da existência da corrupção. Logo, a credibilidade de ambos, mídia e políticos, ficou abalada.

A sensação é de impunidade?
Sim, há uma sensação de impunidade. Alguns bancos já foram condenados devolver milhões de reais porque cobraram ilegalmente taxas dos seus usuários. Isso não é uma espécie de roubo? Além da devolução do dinheiro, os responsáveis não deveriam responder criminalmente? Já pensou se a moda pegar: o assaltante é preso já na saída do banco, e tudo resolve coma devolução do dinheiro roubado...
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em recente entrevista à Revista Piauí, disse abertamente: “em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou.(...) Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional.” 
Nada sintetiza melhor o sentimento de impunidade que sentem as elites brasileiras. Não temem e sentem um profundo desrespeito pelas instituições públicas. Teme apenas o poder de outro grupo privado com o qual mantêm estreitos vínculos, necessários para manter o controle sobre o futebol brasileiro.
São fatos como estes, dos bancos e do presidente da CBF – por coincidência, um dos bancos condenados a devolver o dinheiro dos usuários também financia a CBF - que acabam naturalizando a impunidade junto a população.