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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Você Viu? #123

Como já é habitual, todas as terças-feiras aqui no PoA Geral proponho uma espécie de curadoria de conteúdo. Na sequência, portanto, você vai poder conferir links de vídeos, artigos, reportagens e entrevistas, colhidos ao longo da última semana.

Socialista Morena, 27 de janeiro
Capa da Veja em 16 de junho de 2004
Trabalho Escravo: Manifestações e protestos marcam semana de combate ao trabalho escravo
Rede Brasil Atual, 27 de janeiro

Sul 21, 27 de janeiro

Choque: Reality show envia blogueiros de moda para fábrica têxtil no Camboja
Catraca Livre, 26 de janeiro

Jornalismo B, 26 de janeiro

Blog do Sakamoto, 26 de janeiro

Estado Islâmico: entrevista com Bruno Lima Rocha, professor do curso de Relações Internacionais da Unisinos

BBC Brasil, 26 de janeiro

Opera Mundi, 26 de janeiro

Carta Maior, 24 de janeiro

DW, 23 de janeiro

DCM, 22 de janeiro

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Você Viu? #116

Saúde: Quatro pessoas que vivem com Aids contam suas histórias
Sul 21, 2 de dezembro

Sonegação: A história da funcionária da Receita que sumiu com o processo de sonegação da Globo
Diário do Centro do Mundo, 1° de dezembro

HQ: Uma história real sobre o tráfico de trabalhadores estrangeiros para a indústria high-tech dos Estados Unidos
Agência Pública, 1° de dezembro

Violência: Mãe acredita que filho de 13 anos foi morto pela PM por vingança
Ponte, 1° de dezembro

Política: Armando Monteiro é nomeado novo ministro do Desenvolvimento
Carta Capital, 1° de dezembro

Saúde: Brasil e Aids: o que mudou após três décadas do primeiro diagnóstico?
Brasil de Fato, 1° de dezembro

Renner: Fiscalização flagra trabalho análogo ao escravo na produção para a Renner
Blog do Sakamoto, 28 de novembro

Chespirito: SBT bate Globo e Record durante oito horas com maratona de Chaves
Notícias da TV, 29 de novembro












Chespirito: São Paulo recebe exposição em homenagem a Roberto Bolaños, o eterno Chaves
Hypness

Denúncia: Famílias com até dois mínimos arcam com 48,9% dos impostos
Vi o Mundo, 28 de novembro

Mídia: O que o termo “petrolão” diz sobre a imprensa
Carta Capital, 25 de novembro


terça-feira, 7 de outubro de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Você Viu? #91

Agora sim! Depois de algumas semanas sem atualizar essa série, retomo os trabalhos com a impressão (ou ilusão) de ter conseguido um espaço na agenda que permita seguir com o Você Viu. E apenas para registro, ontem não teve Filme de Segundo devido ao grande envolvimento com as festividades de reinauguração do Beira-Rio. Também faltou tempo. Vamos seguir em frente.

Moradia: Movimentos que lutam por moradia saem às ruas nesta terça (8), em Brasília (DF)
Brasil de Fato, 7 de abril

Política: Em Porto Alegre, Aécio Neves critica fim das privatizações e diz aguardar definição de Ana Amélia sobre cargo de vice
Jornal Sul21, 7 de abril

Eleições: Aos 50 anos do golpe de 1964, RS pode eleger herdeiros da Arena?
Jornal Sul21, 7 de abril

Dramaturgia:Por que José Wilker foi um ator especial
Diário do Centro do Mundo, 6 de abril

Fiscalização: Fiscais flagram trabalho análogo ao de escravo em cruzeiro de luxo
Blog do Sakomoto, 4 de abril

Documentário: Morri na Maré
Agência Pública, 11 de março

domingo, 17 de fevereiro de 2013

McDonald´s é alvo de inquérito da Polícia Federal por trabalho escravo

Michelle Amaral, para o Brasil de Fato - 15/02/2013

Sardaka/Wikimedia Commons
O McDonald´s está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de submissão de seus funcionários a condições análogas à escravidão. A PF instaurou o inquérito policial após denúncia de não pagamento de salários a uma funcionária durante os oito meses em que ela trabalhou em um dos restaurantes da rede de fast food.

Conforme relatado pela mãe da jovem à reportagem do Brasil de Fato em setembro de 2012, o McDonald´s justificou a falta da remuneração pelo fato de a funcionária ter apresentado uma conta-poupança no momento da contratação e os depósitos somente eram feitos em conta-corrente pela empresa. “Eles a fizeram abrir uma nova conta, agora corrente, mas até hoje só vieram despesas”, disse.

A adolescente, de 17 anos, integrou o quadro de funcionários do McDonald´s de dezembro de 2010 a agosto de 2011. Em abril do mesmo ano descobriu que estava grávida. Pela falta da remuneração e a proximidade do nascimento de seu filho, ela decidiu buscar meios judiciais para resolver a situação. Ao procurar a Justiça do Trabalho, a adolescente e a mãe foram encaminhadas para o Sindicato dos Empregados em Hospedagem e Gastronomia de São Paulo e Região (Sinthoresp), de modo que tivessem acesso à assistência jurídica gratuita.

O sindicato entrou com uma ação pedindo a rescisão indireta da trabalhadora e pleiteando o pagamento dos valores devidos. A entidade ainda solicitou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) a instauração de um inquérito civil para apurar o não pagamento de salários levado a cabo pela Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda., franqueadora do McDonald´s. No entanto, o pedido foi negado sob o argumento de que não existiam provas de que tal procedimento se estendia aos demais funcionários da rede de restaurantes fast food. “Não há como se presumir a existência de irregularidades trabalhistas perpetradas pela empresa em face de uma coletividade de empregados, situação que, em tese, legitimaria a atuação do Ministério Público do Trabalho”, diz o relatório de arquivamento do pedido.



Investigação criminal

Após a negativa de abertura do inquérito civil para apurar o não pagamento de salários a ex-funcionária, o sindicato entrou com um pedido junto à Polícia Federal para que fosse feita a investigação criminal da conduta do McDonald´s com seus empregados. No requerimento, o Sinthoresp alegou que a jovem “foi submetida à condição análoga de escravo”. O pedido foi protocolado na PF em 27 de agosto de 2012 e a instauração do inquérito foi determinada no final de outubro do mesmo ano.

Conforme o advogado do Sinthoresp, Marinósio Martins, a Polícia Federal já ouviu a trabalhadora. “Ela confirmou os fatos que estavam incluídos no requerimento para o inquérito”, conta. Agora, a PF deve intimar mais pessoas para prestarem esclarecimentos sobre os fatos, entre eles os donos do restaurante da rede fast food em que ela trabalhou, ex-colegas de trabalho e os responsáveis pela Arcos Dourados, franqueadora master do McDonald´s no Brasil. “[Os agentes da PF] vão apurar os fatos e, chegando à conclusão de que houve um crime e de quem foi a autoria, as implicações serão em termos penais”, explica o advogado.

Os resultados da investigação da Polícia Federal serão reunidos em um relatório e encaminhados ao Ministério Público (MP) que, se aceitar a denúncia, encaminhará o processo para a Justiça Federal. Rodrigo Rodrigues, também advogado do Sinthoresp, diz que a expectativa é que o MP aceite a denúncia. Ele pondera, no entanto, que o que se conseguiu até agora, com a instauração do inquérito pela PF, foi um grande passo. “Ter aberto um inquérito para investigação de trabalho análogo à escravidão já é uma vitória dos trabalhadores”, afirma.

A mesma opinião é compartilhada por Marinósio Martins. “Como a própria Polícia Federal fez uma análise preliminar e concluiu que há a prática desse crime, a nossa expectativa é que isso [o inquérito] progrida, para que não haja mais esse tipo de abuso em nosso país”, defende.



Pacto

Diante da abertura do inquérito pela Polícia Federal para apurar a suspeita de trabalho escravo na rede de fast food, o Sinthoresp encaminhou ao Comitê de Monitoramento do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo denúncia contra a Arcos Dourados, que é signatária desde 2009 e apoiadora da iniciativa, pedindo a sua exclusão por violação ao Pacto. “Há violação quando a empresa denunciada, Arcos Dourados, vale-se das necessidades vitais das pessoas humanas, que buscam o seu primeiro emprego, para reduzir direitos em uma nítida situação de escravidão econômica”, afirma no requerimento. Além disso, o sindicato pede a inclusão da empresa no rol da lista suja “pela prática de trabalho degradante”.

O advogado Rodrigo Rodrigues afirma que a presença da rede de fast food no Pacto é fora de contexto, já que os signatários se comprometem a não comercializar produtos de fornecedores que usaram trabalho escravo. “Agora, o próprio McDonald´s é investigado pelo inquérito da Polícia Federal por trabalho escravo. Como fica? O frigoríficos não vão mais vender carne para ele?”, questiona.

Segundo Rodrigues, o pedido foi encaminhado para o Comitê de Monitoramento do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no dia 4 de janeiro deste ano e ainda não obteve retorno. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Justiça quer censurar mais um blog

Cresce, junto à credibilidade de blogs jornalísticos, as ações judiciais que buscam inibir o trabalho de blogueiros independentes. Infelizmente, a maior parte das tentativas de censura parte dos grandes meios de comunicações, infinitamente mais influentes e poderosos economicamente. Não é o caso agora, mas vale o registro.

A seguir, texto publicado ontem, no Blog do Sakomoto.


Juíza quer censurar este blog por relatar decisão em caso de libertação de escravos

Estou sendo processado pela juíza Marli Lopes da Costa de Goes Nogueira, da Justiça do Trabalho do Distrito Federal, por conta de um post publicado aqui neste blog.

O texto tratava de uma decisão da magistrada, atendendo a um pedido de liminar em mandado de segurança movido pela empresa Infinity Agrícola. Sua decisão suspendeu um resgate de trabalhadores que foram considerados em condição análoga à de escravos pelo Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho. As vítimas estavam em uma fazenda de cana no município de Naviraí, Estado do Mato Grosso do Sul e, entre eles, trabalhadores das etnias Guarani Kaiowá, Guarani Nhandeva e Terena. Posteriormente, o Tribunal Regional do Trabalho da 10a Região revisou a decisão da juíza, permitindo que as ações relacionadas à fiscalização continuassem.

Na ação, que envolveu também o portal UOL, ela solicitou – liminarmente – que a matéria e os comentários dos leitores fossem retirados do ar. E que eu não divulgasse mais nada relativo à sua reputação sob pena de multa de R$ 10 mil/dia. Quanto ao mérito da ação, pediu indenização por danos morais que teriam sido causados pela matéria e pelos comentários. O valor, a ser estipulado pela Justiça, deve ser o suficiente para que “desmotive de praticar ilícitos semelhantes em sua atividade de blogueiro e formador de opinião na internet”. Também solicitou que “diante da natureza dos fatos alegados”, o processo corresse em segredo de justiça.

O processo já corre há um tempo e esperei para ver o que acontecia. Decidi publicar agora sobre ele uma vez que acabei de ser intimado para prestar depoimento em Brasília.

Sei quais as consequências de retratar as dificuldades para a efetividade dos direitos humanos. Ainda mais no Brasil. Então, até aí, nenhuma novidade. Já fui ameaçado por senadora, fazendeiro, empresário, enfim, pegue uma senha e entre na fila. Reafirmo tudo o que foi apurado com minhas fontes e escrito e não vou retirar nada deste blog voluntariamente. E, se tiver que pagar uma indenização, pedirei a ajuda de vocês para uma campanha “Sakamoto Esperança” porque, como sabem, sou uma pessoa de posses. Contudo, posso dizer que estou sendo muito bem defendido.

Um último comentário: na decisão sobre a liminar, o juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros afirmou que: “Decisões judiciais não são infensas a críticas, e críticas não são o mesmo que ofensas. Não cabe aqui discutir o mérito da decisão ou da crítica feita pelo réu (até porque este juízo não é instância revisora do que decide a autora em sua atividade jurisdicional), mas apenas analisar se houve excesso no direito de informar e criticar. Mas o fato é que, ao menos neste juízo de prelibação, não se enxerga, na veiculação da notícia, o ânimo de ofender a autora por qualquer modo, mas apenas o de informar e expor sua crítica, para o que tem o jornalista não apenas o direito, mas o dever de fazer”.

“Dever de fazer.” Não é a decisão sobre o mérito, que ainda vai demorar. Mas não deixa de ser uma pequena aula vinda do Judiciário sobre liberdade de expressão e um alento para quem resolve amassar o barro diariamente.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Você viu? #20

Pela vigésima vez o PoA Geral reúne um punhado de matérias boas e artigos interessantes produzidos nos últimos dias e que, por algum motivo, talvez você nem tenha ficado sabendo. Aí vai:

Madona: Madonna se apresentará pela primeira vez em Porto Alegre no dia 9 de dezembro
Blog Volume, 16 de abril

Direitos Autorais: Conteúdo jornalístico não autorizado poderá ser rastreado na internet por veículos no Brasil
Portal Imprensa, 16 de abril

Argentina:  Cristina reestatiza o petróleo argentino
Blog Tijolaço, 16 de abril

Mídia: Revista Veja parece japonês perdido no mato
Blog Escrevinhador, 16 de abril

Mídia: Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, responde à Veja
Jornal Sul21, 16 de abril

História: A diferenciação social no desastre do Titanic
Cão Uivador, 15 de abril

Mídia: Tarso Genro volta a criticar Grupo RBS – E o Conselho?
Jornalismo B, 13 de abril

Trabalho escravo: Barbaridade! Tinha escravo no pacote de chimarrão
Blog do Sakomoto, 12 de abril

Bagé pede desculpas ao Brasil: Manifestantes protestam durante homenagem a Médici
RS Urgente, 14 de abril

Ao mesmo tempo em que o lançamento do livro "Médici: A verdadeira história" - escrito pelos coronéis Claudio Heráclito Souto e Amadeu Deiro Gonzale, estava sendo lançado no Clube Comercial, em Bagé, um grupo de militantes gritava por justiça em memória dos torturados, desaparecidos e mortos pela ditadura militar e denunciava a 'Era Médici' como um dos governos mais sangrentos e nebulosos da história. A manifestação aconteceu em 11/04/12.
Produção: Maria Bonita Comunicação

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Você viu? #4

Seleção de links da última semana. Todas as terças-feiras, aqui no PoA Geral.
Crianças são libertadas da escravidão no tomate em SP - Blog do Sakomoto, 11 de Novembro.

Maurício Saldanha anuncia que Cabine Celular "chega aos créditos", 14 de Novembro.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lista suja do trabalho escravo

Na atualização semestral da "lista suja" feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MET), divulgada 31 de dezembro do ano que passou, 88 novos empregadores. A lista agora denuncia 220 infratores que mantêm pessoas em situação de escravidão. No Rio Grande do Sul, quatro casos:

- Cleber Vieira da Rosa & Cia.Ltda – RST-101, km 154, n° 5000, Mostardas, corte de pinus, 3 trabalhadores flagrados em situação de trabalho escravo.
- De Bona e Marghetti Ltda – RSC 101, São José do Norte, corte de pinus, 5 trabalhadores flagrados em situação de trabalho escravo.
- Ricardo Peralta Pelegrine – Zona Rural, Cacequi, 4 trabalhadores.
- Valnei José Queiroz – RST-101, zona rural, Capão de Areia, São José do Norte, 6 trabalhadores.

É uma situação quase que inimaginável em pleno século XXI que pessoas ainda pratiquem esse tipo de crime contra a liberdade individual. A lista é reconhecida internacionalmente como importante meio de combate à escravidão. No Brasil, instituições como o Banco Brasil, Caixa, BNDS, suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito. Bancos privados também estão proibidos de conceder crédito aos citados na lista.