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domingo, 21 de julho de 2013

Inter ganha; Grêmio perde

Inter 1 x 0 Flamengo

Não imaginava o Flamengo de Mano Menezes impondo tamanha dificuldade para o Colorado. Foi um bom jogo de futebol disputado na tarde fria de Caxias do Sul nesse domingo. Mano, parece, está acertando a mão, e o time carioca. Num 4-4-2, com duas linhas marcando e tentando atacar, tendo Carlos Eduardo mais à frente, caindo pela esquerda, e Marcelo Moreno bem, buscando segurar a zaga do Inter, o Flamengo fez uma boa partida fora de casa e quase arranca um empate importante para uma equipe que, por enquanto, não busca título na competição.

Marcelo Oliveira / Agência RBS
Importante mesmo é a vitória do Inter, mesmo com improvisações, como Fabrício no meio-campo e Forlán como centroavante. Ainda que improvisações, trazendo ao time de Dunga vitórias essenciais na véspera de receber reforços que qualificam e quantificam o grupo de jogadores.

Jorge Henrique mais uma vez se apresentou bem. Fabrício atuou de forma segura tanto no meio quanto na lateral, após a saída de um Kléber que parece jogar próximo daquilo que sabemos que joga na esquerda. D'Alessandro manteve a boa média, dessa vez sem gol. Contudo, o destaque maior é o zagueiro Juan, soberano na área colorada e letal ao 46 minutos do segundo tempo.

Criciúma 2 x 1 Grêmio

Era a chance do Grêmio se consolidar no pelotão de cima. Não faltou raça nem determinação ao tricolor gaúcho de 9 homens em campo. Faltou bola, e o pouco que era jogado após o empate gremista, aos 37 do segundo tempo, já com Biteco expuslo, era o suficiente para vencer o dominado time de Criciúma. Mas Vargas achou que estava na pré-escola, brigou como um menino de 6 anos e foi expulso. Com dois a menos, com a torcida contra, o gramado pesado da chuva que castigava Santa Catarina, fica praticamente impossível.

Era possível no início do jogo, se o losango de Renato não escondesse Elano em meio a dois volantes, se não exigisse de Zé Roberto uma espichada mais longa para chegar na área ou se por motivo de estratégia - ou de um aquecimento mal feito - o Grêmio não demorasse tanto para entender que era jogo para ele propor, assumir a responsabilidade de equipe grande e deixar o contra-ataque como uma opção ao time da casa e não a ele próprio, Grêmio.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Como deve jogar Internacional treinado por Dunga

Definitivamente começou o ano de 2013 para o Inter. Se essa temporada terminou mais cedo, a nova demorou a iniciar. Houve um significativo hiato entre a saída de Fernandão até o acerto com Dunga, uma negociação arrastada, cheia de nunces e desencontros. No final das contas, o colorado anunciou uma comissão de futebol competente, capaz de fazer com que 2013 seja melhor que um azedo 2012.

Para fazer aqui um exercício de projeção, só podemos utilizar o único trabalho de Dunga como técnico: os quatro anos à frente da Seleção Brasileira. Sem dúvida um trabalho competente, baseado na coerência, com bons resultados. Porém, um futebol pragmático, pouco plástico, o que criou certa antipatia com o torcedor brasileiro.

A base titular, que foi à Copa de 2010 jogava num 4-2-3-1. Tinha Júlio César no gol, Maicon na lateral-direita, Michel Bastos na esquerda, a dupla de zaga era Lúcio e Juan, protegidos pelos volantes Gilberto Silva e Felipe Mello. Na linha de três meias, Elano na direta, um pouco mais recuado, Kaká no centro e Robinho na esquerda, entrando na diagonal. Na frente, o atacante era Luis Fabiano. É um time experiente, com pouco espaço para novos valores.

Se Dunga seguir a mesma tendência, as mudanças no grupo de jogadores não serão tão drásticas, e as contratações seguirão o mesmo perfil, apostando em nomes rodados como Forlán, Dátolo, Dagoberto e Juan. O que deve mudar é a atitude de vestiário, a maneira de cobrar rendimento, o modo de gerir os atletas. Dunga é disciplinador, e gosta de ter aliados em campo. Na sua Seleção, a maioria era de sua confiança, bruxos.

Hoje, Dunga tem D'Alessandro. É no argentino que o novo técnico aposta como um aliado dentro de campo. Será o capitão. Num provável 4-2-3-1, o camisa 10 segue sendo o centro do time, centralizado na linha de três meias, uma concepção parecida com a de Kaká na Seleção, puxando contra-ataques e retendo a bola.

O homem da infiltração, que se desloca na diagonal, pode ser tanto Forlán quanto Dagoberto. Eles que se aproximariam mais de Damião no ataque. Dunga até pode utilizar os dois juntos, mas nenhum faria o papel que Elano exercia. Um meia mais recuado, aberto na direita, marcando o lateral adversário e combinando jogadas com seu próprio lateral. O Inter pode ir ao mercado buscar esse jogador.

Assim como um segundo volante. Guinãzu sai pro jogo, marca na frente, só que tem dificuldades no passe curto e na conclusão à gol. No seu time, Dunga tinha um Felipe Mello igualmente combativo, mas que entrava na área e gostava de arriscar chutes e conclusões. Esse jogador pode muito bem ser o Fred, fazendo dupla com Ygor ou com o próprio Guiñazu.

Nas laterais, o Inter precisa contratar, principalmente na direita. Kléber renovou, e já foi jogador de Dunga na Seleção. Talvez continue com a 6 colorada. Na zaga, a mesma coisa acontece com Juan, jogador já conhecido pelo técnico. Deve ganhar mais espaço em 2013.

Um provável time, no 4-2-3-1: Muriel, Contratação, Moledo (Contratação), Juan, Kléber; Ygor (Guiñazu), Fred; Forlán, D'Alessandro, Dagoberto; Leandro Damião.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Inter de Fernandão ainda é incógnita

Imaginava-se - e o próprio clube projetava isso - que a partir do clássico Gre-Nal o Inter passaria a ter uma ideia de que time jogaria o segundo turno do BR-12. No domingo, contra o Grêmio, apenas Élton e D'Alessandro não estavam disponíveis. Mesmo contando com Dátolo e Dagoberto, Fernandão resolvou surpreender e escalar o lateral Kléber no meio-campo, ao lado de Fred.

Por circustância do clássico e da "necessidade" do mistério, o treinador colorado adiou uma possível fotografia do Inter pro segundo turno. Kléber, definitvamente, não vai ser meia. Vai seguir na lateral, com Fabrício indo para o banco - o que já é discutível. Dátolo e Dagoberto, que iniciaram no banco e entraram no segundo tempo, podem ser titulares na sequencia do BR-12, mas ainda não vai ser hoje, contra o Coritiba. Dagobero voltou de lesão e já foi suspenso pelo terceiro amarelo. Dátolo também, voltou há três jogos, jogou meio tempo contra o Corinthians, cumpriu suspensão contra a Lusa e jogou mais meio tempo contra o Grêmio. Sentiu o pubis duramte os treinos e não joga as duas próximas rodadas.

Levando em consideração que D'Alessandro pode voltar no domingo, contra o Flamengo no Beira-Rio, quer dizer que o Inter vai ter de esperar mais duas rodadas para conhecer um esboço de time. Pelo menos do meio-campo pra frente, pois, ao que tudo indica, Bolívar e Juan seguirão como titulates e Ygor e Guiñazu serão os dois volantes. Ficam em aberto mais quatro vagas para: Fred, D'Alessandro, Dátolo, Dagoberto, Forlán, Damião e Rafael Moura. Setes nomes.

Inevitavelmente,algum medalhão vai ficar no banco, e esta é sempre uma situação complicada de lidar. Será que o jovem diretor de futebol colorado, Luciano David, e o jovem treinador Fernadão, saberão conduzir esse processo de definição dos titulares?

Forlán já começa a ter sua titularidade contestada pela torcida. Dagoberto ainda não deslanchou em 2012, assim como o próprio D'Alessandro. Na bola, Fred e Dátolo renderam mais nessa temporada. Será que conta?  Acho que Fernadão ainda tem espaço e argumento para tentar fazer sua equipe ideal jogar. O meu Inter ideal para o restante da temporada está escalado no 4-2-3-1: Muriel; Nei, Moledo, Juan, Fabrício; Élton, Guiñazu; D'Alessandro, Forlán, Dagoberto; Leandro Damião.