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domingo, 8 de julho de 2012

Inter usa do contra-ataque para vencer o Cruzeiro no Beira-Rio

Assim como o Atlético-MG há uma semana, o Cruzeiro também desembarcou em Porto Alegre com velhos conhecidos do futebol gaúcho. Comandado por Celso Roth, a Raposa teve o zagueiro Léo, que atuou como lateral direito e faz bom campeonato na posição, teve o meia Souza e também os volantes Leandro Guerreiro, Willian Magrão e Tinga, que há poucos meses ainda jogava no Internacional. O Cruzeiro tem um bom time, continua se reforçando e não é de graça que dificultou muito as coisas para o Internacional.

Dorival admite que o Colorado ainda não joga o futebol que todos esperam, inclusive a comissão técnica. Uma série de desfalques e a falta de continuidade são os principais motivos alegados pelo treinador. No próximo domingo, quando recebe o Santos, mais uma vez o Inter não vai conseguir repetir o time. Oscar e Damião vão jogar as Olimpíadas e D'Alessandro está suspenso.

Contra o Cruzeiro, apensar das boas participações de Josimar e Élton, Guiñazu fez muita falta à equipe. É o argentino um dos responsáveis pela compactação do time, pela marcação mais agressiva e pela transição defesa/ataque. Os dois volantes escalados apenas marcaram.

Quem teve a posse de bola foi o Cruzeiro, que iniciou jogando no 4-3-1-2, com Tinga e Willian Magrão vindo de trás e apoiando Montillo na armação. Apesar do volume de jogo mineiro, o Inter marcou com correção a equipe de Roth. Devido a circunstância, restou ao colorado o contra-ataque. 

Sem o brilho dos ofensivos D'Alessandro, Oscar, Dagoberto e Damião, o Inter venceu pela efetividade. No habitual 4-2-3-1, que varia para o 4-4-2 conforme o posicionamento de Dagoberto, os dois gols vieram no primeiro tempo, depois de rápidas trocas de passes. 
Ricardo Duarte/ClicRBS
Durante a partida, o Inter encaixou poucas jogadas, sobretudo num segundo tempo todo cruzeirense. Roth jogou o Cruzeiro pra cima, adiantou Tinga, deslocou Léo de novo pra zaga e Magrão fez a lateral. Na frente, Wallysson fez boa parceria com Ramon, e Montillo ficou mais à vontade atuando pela esquerda. O Cruzeiro chegou ao gol mas o Inter soube segurar o ímpeto da Raposa.

Além da importante vitória colorada, que por enquanto coloca o Inter no G4, é positivo que Dorival faça a leitura correta do jogo e saiba que, mesmo jogando em casa, às vezes é bom negócio esperar o adversário e explorar o contra-ataque.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Grêmio vai à final

ATUALIZADO 20h56: Grêmio e Caxias se enfrentam na quarta-feira, dia 9 de março, decidindo no Olímpico a final da Taça Piratini. Nos final do post, os gols de Grêmio e Cruzeiro de Porto Alegre.

Estaria orgulhoso o escritor Moacyr Scliar, falecido à 1h desse domingo, caso estivesse junto aos 15 mil torcedores que estiveram no Olímpico e viram um Cruzeiro organizado, jogando bem, e dificultando e muito a classificação do Grêmio. Scliar, aos 73 anos, fazia parte dos poucos que têm o Cruzeiro de Porto Alegre como primeiro clube do coração.
O Grêmio entrou completinho em campo, o mesmo time que enfrentou o Junior Barranquilla na quinta-feira pela Libertadoes, na Colômbia. A principal diferença do time de quinta pra esse de domingo foi o posicionamento do meio-campo. O losango foi desconfigurado, Carlos Alberto, que mesmo assim não fez boa partida, jogou ao lado de Douglas, atuando preferencialmente pela esquerda. Adilson jogou mais próximo de Rochemback e variou de posição com o capitão gremista.
Num jogo complicado, uma vitória de 4 a 2, tem como Borges, autor de três gols, não ser o destaque? Difícil, o centroavante tem todos os méritos. Mas não passa em branco as ótimas atuações de Rochemback, Gabriel - autor de um dos gols - e Douglas. Mesmo com este último perdendo dois gols feitos no final do jogo, quando já atuava de atacante, ao lado de Borges (e depois Viçosa). O camisa 10, quando quis jogo, jogou demais, apesar das muitas faltas que sofreu no primeiro tempo.

O Grêmio estava cansado, e esse é um dos preços que se paga por ser clube grande e ter muitos compromissos dentro de uma agenda apertada. O Cruzeiro do técnico Leocir Dall'Astra não tem culpa, imprimiu um ritmo de marcação muito forte, que dificultou demais para o Grêmio enquanto estava 0 a 0. O Cruzeirinho poderia, inclusive, ter saído na frente não fosse a boa defesa de Victor.
O azarão da Taça Piratini, que desclassificou o Internacional (plantel B), jogou num 4-4-2, bem compactado, com todo mundo muito próximo. Chegou aos dois gols no segundo tempo, se aproveitando de uma dificuldade que o Grêmio vem apresentando na bola aérea defensiva. No primeiro gol, o baixinho Jô, segundo atacante de bom futebol, venceu no pulo o lateral Gabriel e deixou o jogo num tenso 2 a 1. Mais tarde, quando Borges já havia feito seu terceiro gol, o grandalhão zagueiro Léo venceu Gilson e Victor, fazendo um bonito gol de cabeça.
Renato mudou o time para voltar a ter mais tranquilidade. Voltou a usar o Bruno Collaço no meio campo em alternativa a Carlos Alberto, desenhando de novo um losango no meio-campo gremista. Na frente, apesar da assistência para o segundo tento do goleador da tarde, André Lima repetiu atuação apagada, deu lugar a Escudeiro. O argentino fez o papel de ponta de lança no meio campo, empurrando um Douglas cansado para o ataque. Embora tenha jogado pouco tempo, entrou bem o Escudero.
O próximo compromisso do Grêmio é pela Libertadores, contra o Léon do Peru, às 20h15 no Olímpico. A dúvida fica quanto a volta do Lúcio. A tendência talvez seja a saída de Adilson e um Grêmio no 4-1-3-2. Na quinta vai dar certo, mas o Tricolor tem problemas lá atrás, principalmente por onde jogam Gilson e Paulão. O adversário da final da Copa Piratini, até o fechamento deste post, ainda é indefinido.