Mostrando postagens com marcador méxico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador méxico. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Filme de Segunda 106

Depois de Lúcia


Não sei dizer qual o melhor momento, ou melhor horário ou melhor dia para assistir Depois de Lúcia. É preciso ter ciência do que se trata antes de escolher este filme como lazer. Talvez seja melhor ignorá-lo no cinema e deixar para conferir em casa. O filme do mexicano Michel Franco é seco, pesado, daqueles que estragam o dia. Não é bom sair do cinema com esta sensação.

Por outro lado, causar uma sensação ruim não significa se tratar de um filme ruim. Michel Franco segue a linha dos grandes cineastas mexicanos da última década, que tem como nome de maior destaque Alejandro González Iñárritu. Dessa forma, é compreensível que Franco nos apresenta um verdadeiro soco no estômago. Assim sendo, o diretor perde a oportunidade de aliviar a mão, um pouco que seja, e transformar o que é bom em excelente.

Não conhecemos Lúcia. Porém sabemos que é a mãe de Alejandra, 15 anos, e esposa de Roberto. Conhecemos os dois a partir da morte de Lúcia. Em luto e procurando novos ares, pai e filha saem de uma pequena cidade praiana se mudam para Cidade do México. No nova moradia, novo emprego, nova escola e novas relações e novos problemas. O principal deles, o byllying.

Depois de Lúcia quase não tem trilha, ouvimos silêncio, diálogos e som ambiente. A câmera não se move, cada cena é um quadro fixo, contando apenas com o movimento dos atores. Assim acontece o interessante plano sequência que abre o filme. São por volta de cinco minutos com a câmera posicionada no banco de trás do carro, que está estacionado em uma mecânica e acaba a cena abandonado no meio do trânsito.

A partir de certo momento do filme, no auge dos abusos contra Alejandra, a menina aparece em cenas de violência perturbadoras. Não só violência física, mas também de ordem moral e psicológica. O desfecho da trama não alivia o espectador, segue o tom nada poético do longa. Michel Franco não vê soluções, apresenta uma sociedade doente e termina seu trabalho de forma a sugerir um agravamento da situação.

Gênero: Drama
Duração: 103 min.
Origem: México, França
Direção: Michel Franco 
Roteiro: Michel Franco
Distribuidora: Imovision
Censura: 14 anos
Ano: 2012


Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
- Bom Filme
- Bem Bacana
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Os perigos de fazer jonalismo local no Brasil

Segundo levantamento da Federação Internacional dos Jornalistas divulgado no último dia 7, no ano passado 121 jornalistas foram assassinados em decorrência da profissão. O Brasil aparece como o quinto país onde morreram mais jornalistas. O número chega a seis. Todos trabalhavam em sites e veículos de repercussão regional.

É um dado preocupante. Mostra os perigos de mexer com gente graúda num âmbito local. Em muitas cidades pequenas, ainda persiste o coronelismo. Famílias que se portam como donos da cidade, se colocam acima da lei.

O agravante é a pouca repercussão desses casos. Ou alguém sabe quem são esses seis jornalistas mortos? Um certo provincianismo acaba sendo aliado desses delitos, que são graves e acabam indimidando um número inimaginável de profissionais.

O país mais perigoso de se trabalhar é a Síria. Em 2012, foram 35 mortes. Em segundo lugar a Somália, com 18. Logo em seguida, México e Paquistão. Com relação ao ano de 2011, o número de assassinatos aumentou 13%.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Filme de Segunda 91

Biutiful

Biutiful é o quarto filme da carreira de Alejandro González Iñarritu, este cineasta mexicano de muito talento, que já conquistou o respeito do público e da crítica abordando as mazelas do cotidiano urbano das grandes metrópoles. E não pensem que estou enganado, o termo americano que dá título ao longa é assim mesmo, com a grafia errada. O motivo, entendemos durante a trama.

Uxbal (Javier Barden), é um anti-herói. Ele é o personagem central do filme. É o cara que se vira como pode. Está longe de ser rico, mas nunca lhe falta dinheiro. Numa caótica Barcelona, Uxbal agencía imigrantes africanos que trabalham como camelôs, além de um grupo de iligais coreanos que atuam na indústria têxtil e na construção civil. Uma espécie de cafetão.
Na vida pessoal, Uxbal tem um relacionamento pouco afetuoso com o irmão, uma ex-esposa bipolar, com sérios problemas para tocar a vida sozinha, além de dois filhos. Uma característica incomum do personagem é sua mediunidade. Assim, Biutiful tem dois motores que fazem a trama andar: a descoberta de um câncer incurável, que matará Uxbal, e seus filhos.

O personagem de Barden quer a redenção, de alguma forma perdoar e ser perdoado, deixar algum legado a seus filhos. Ou pelo menos que se lembrem dele. Uxbal não se lembra do seu. Ele vive a dicotomia de ser um agente ilegal, explorador de mão-de-obra barata e estrangeira que, por outro lado, tenta fazer aquilo da melhor forma possível para aquelas pessoas.

Iñarritu monta uma rede de relacionamentos complexa e problemática, com um peso que já é habitual em seus trabalhos. Biutiful não é digerido com facilidade, e o diretor faz de tudo para que isso seja proposital. Desde à fotografia cinza e urbana até os personagens pouco carismáticos. Ninguém está em cena pelo glamour, mas sim pelo caos.

Javier Barden é um monstro impressionante, que toma conta do filme. É um ator habituado a grandes papéis, e Uxbal não é um personagem fácil. Barden o faz de forma magnífica. Sem dúvida, o ponto alto de um filme que tem o sofrimento como argumento predominante.

Gênero: Drama
Duração: 147 min.
Origem: EUA
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Alejandro González Iñarritu, Armando Bo e Nicolás Giacobone
Distribuidora: Paris Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2010

Classificação PoA Geral 
- Obra
- Baita Filme
X Bom Filme
- Bem Bacana
- Legal
- Meia-boca
- Ruim
- Péssimo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Inter perde no México

A derrota de 1 a 0 para o Jaguares, no Estádio Victor Manuel Reyna, em Tuxtla Gutiérrez, foi a primeira do Inter nessa Libertadores. Mesmo jogando bem próximo do ideal, no 4-2-3-1, com Bolivar e Índio na zaga, Kléber e Nei nas laterais, Bolatti e Guiñazu de volantes, Oscar, D'Alessandro e Zé Roberto de armadores e Damião de referência no ataque. Como ideal, considero o time com Rodrigo no lugar de Índio e Sobis na vaga de Zé Roberto, alterando o sistema para o 4-4-2.
Abaixo de muito calor, Jaguares e Inter fizeram um primeiro tempo chatíssimo, embora o colorado tenha levado senvível vantagem na posse de bola. Mas apresentou o velho problema de objetividade, de não conseguir converter em gols a sua vantagem no jogo. Com as mudanças do técnico do Jaguares logo no intervalo, os mexicanos equilibraram as ações de tal forma que logo abriram o placar, depois de falhas individuais de Nei e Índio.
Celso mudou a equipe, mudou o esquema, mas não era o dia do Inter. Com a derrota, a massa crítica da imprensa e da torcida voltou a pegar pesado com o treinador. Pedem a cabeça de Roth como noutros tempos se pedia a cabeça de uma bruxa. Acho exagerado, como também é exagero quando Roth peca pela "convicção" (teimosia). Mas na Libertadores, que é o que importa, o saldo é positivo e a coisa não é tão preta. No último jogo da roda, dentro do Beira-Rio, contra o Emelec, o Colorado garante a classificação com vitória ou empate. Ou seja, vai classificar. Ainda mais que Celso já sinalizou na entrevista após a derrota que vai providenciar mudanças.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Internacional 4x0 Jaguares

Até que fizeram boa partida de futebol o Colorado e a equipe mexicana. O ritmo baixou após os 30min do segundo tempo. Também pudera, o Inter já vencia por 3 a 0. Fez o quarto no apagar da luzes, aos 45. O gol de Oscar, um belo chute de fora da áera, foi o único com bola andando. Os dois gols de Bolatti, o volante galã e artlheiro, mais o gol de Damião, foram frutos de jogadas de bola parada.
Mesmo com um 4 a 0 e a liderança do grupo 6, não foi o jogo dos sonhos para o Colorado que foi ao Beira-Rio assistir ao time de Celso Roth, que não contou com o maestro D'Alessandro, de novo não teve Tinga e continua sem Sobis e Bolivar. O Internacional jogou num esquisito 4-4-2. Por que esquisito?
Porque era para ser um losango no meio, com Matias de cabeça de área, Bolatti mais à direita, Guinazu à esquerda e Zé Roberto como ponta de laça. Mas acontece que o Guina não foi nada, nem meia, nem volante. Dificultou bastante o rendimento do Inter, aliado à ausência de D'Alessandro e ao bom toque de bola do Jaguares, o Inter pouco teve o controle do jogo. Parece mentira minha, pois foi 4 a 0. QUATRO A ZERO!
Cavenaghi não fez grande partida, não foi bem quando saiu da área. Diferente de Damião, que repetiu outra boa performance e anotou mais um gol. Destaque mesmo foi a dupla de volantes, Matias e Bolatti seguraram as pontas no meio - o argentino ainda resolveu o jogo, marcando seu segundo e terceiro gol na competição.
Tivesse o Jaguares dois atacantes mais qualificados, seria mais difícil a vida do Internacional na partida. Os mexicanos jogaram num 3-5-2 ofensivo, com um volante plantado e outros dois meias apoiadores jogando ao lado de cada um dos alas. Destaque para o lado esquerdo do baixinho Rojas, que deu muito trabalho para Nei e Bollati.
Quatro a zero não tem como ser ruim, apesar do futebol do Colorado não ter sido dos mais vistosos, mas o Inter tem como ser melhor. Principalmente levando em conta quem ainda tem para entrar no time (ou para sair).
  

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dono do campinho

Corre nos bastidores a fofoca que os jogadores do Inter só foram comunicados que o jogo era no México após o apito final de Hector Baldassi. Ficaram surpresos com a notícia: o jogo acontecera em Guadalajara, Estádio Omnilife. Mas caso isso não seja uma verdade, o Colorado fingiu muito bem. A verdade é que o Inter jogou como se jogasse num Beira-Rio lotado, contra um adversário totalmente submisso - como foi o S.Paulo fora de casa, como foi o Chivas dentro de casa.

Para um time que chegou a ter quase 80% de posse de bola em determinado momento do jogo, a justiça demorou a acontecer. E no futebol nem sempre acontece. De injustiças, como o gol de Bautista aos 46min do primeiro tempo, em momento de chochilada coletiva no sistema defensivo colorado, o futebol está repleto. Quando fez-se a justiça na primeira partida da final da Libertadores, fez-se rápido: Giuliano aos 27 e, quatro minutos depois, Bolivar fechando o placar e provavelmente a Copa aos 31 minutos do segundo tempo.

Resultado que mais uma vez privilegiou o melhor time, o que optou em jogar futebol. Celso Roth deixou Mathias  no banco, escalou Giuliano no lugar de Tinga. Manteve o 4-2-3-1 ofensivo e consistente. A certa altura, quando perdeu Alecssandro com 30 minuto de jogo, perdeu também sua referência na frente, mexeu mal colocando o discutível Evérton, mas concertou colocando Sobis aos 26 do segundo.

O Chivas marcou mal o jogo inteiro. Optou pela estratégia de contra-atacar, mas poucas vezes conseguiu roubar bola e subir em velocidade. Chegou ao gol por total demérito colorado. Os mexicanos jogaram no 4-4-2, com um zagueiro improvisado na lateral-direira e dois meias que demoraram a perceber que precisavam acompanhar as descidas de Kléber e Nei.  
O Inter trocou passes de cabeça erguida, com a autoridade de um time de bairro que joga na quadra da sua pracinha. D'Alessandro foi o dono da bola, mas poderia ser Kléber, ou Guiñazu, ou Giuliano - o meia que é o melhor jogador colorado na competição.

Falta pouco para que semana que vem, no Beira-Rio, o Internacional não seja apenas o dono do campinho, mas seja mais uma vez o dono da América. Falta pouco, apenas um empate ou uma vitória simples. Para os mais otimistas, falta só seis dias.